domingo, 23 de agosto de 2026

LOURES: Quatro homens esfaqueados em Sacavém. Três estão em estado grave... Quatro homens ficaram feridos, três dos quais em estado grave, após serem esfaqueados por outro indivíduo durante a madrugada deste domingo, em Sacavém, no concelho de Loures. O suspeito está em fuga e a Polícia Judiciária investiga o crime.

© Global Imagens  Por  noticiasaominuto.com  23/08/2026 

Quatro homens ficaram feridos, três dos quais em estado grave, após terem sido esfaqueados por outro indivíduo em Sacavém, no concelho de Loures, durante a madrugada deste domingo. 

Segundo confirmou o Notícias ao Minuto junto de fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), o crime ocorreu "por volta da meia-noite" junto a uma café na Rua Pêro Escobar.

A mesma fonte adiantou que "um homem agrediu quatro indivíduos", estando três deles em "estado grave". 

Os três feridos foram encaminhados para o Hospital São Francisco Xavier, Hospital de Santa Maria e Hospital Beatriz Ângelo.

O suspeito está em fuga e as autoridades também não conseguiram localizar a arma do crime. 

A Polícia Judiciária (PJ) foi acionada por se tratar de um crime de tentativa de homicídio e encontra-se a realizar diligências.

ENTREVISTA: Será difícil colocar travão na IA – Rui Gonçalves, da KPMG Portugal... O responsável pela área de consultoria de tecnologia da KPMG Portugal considera, em entrevista à Lusa, que será difícil colocar um travão na IA, defendendo a necessidade de encontrar uma solução de compromisso entre gestão do risco e dependência

© Shutterstock.  Por executivedigest.sapo.pt, 23/08/2026

Lisboa, 23 ago 2026 (Lusa) – O responsável pela área de consultoria de tecnologia da KPMG Portugal considera, em entrevista à Lusa, que será difícil colocar um travão na IA, defendendo a necessidade de encontrar uma solução de compromisso entre gestão do risco e dependência.

Várias têm sido as vozes a apelar para abrandar o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial (IA), desde o Papa, passando pela norte-americana Anthropic, como pelo presidente executivo (CEO) do Machine Intelligence Research Institute (MIRI), Malo Bourgon, que em entrevista recente à Lusa considerou que é possível abrandar esta tecnologia com intervenção dos governos.

Para Rui Gonçalves, responsável pela área de consultoria de tecnologia (head of technology consulting) da KPMG Portugal, que integra ainda o ‘global AI council’ [conselho global de IA] do grupo, considera que travar a inteligência artificial é algo que é difícil de fazer.

“Travar a IA, meter um botão de pausa (…), não sei se isso é possível porque os centros de decisão sobre isso estarão de tal maneira espalhados (…) pelo mundo e nenhum deles, com certeza, está em Portugal”, refere.

Os centros de decisão dos modelos de IA estão em São Francisco, Seattle (Estados Unidos) ou em Yangzhou, China, aponta.

“E nem na Europa estarão”, pelo que “acho que o tema deve ser mais se a escolha real é acelerar ou travar um pouco o ritmo e decidir a que ritmo é que se regula e que se cria aqui mais mecanismos de gestão do risco sem travar a capacidade de construir”, prossegue o responsável.

A questão é “como é que nós poderemos acelerar ou desacelerar esse tema, colocando mais regulação ou gerindo o risco de forma mais eficiente sem estrangular a capacidade de construir”, sugere, apontando que na Europa não há capacidade para travar a IA e, muito menos, em Portugal.

Só para se ter uma ideia, a Europa “importa mais de 80% das nossas tecnologias digitais”, de acordo com um estudo recente.

Além disso, “70% dos modelos fundacionais saem dos Estados Unidos”, depois, dos 30% que restam, “25% a 29% sairão da China e 1% sairá da Europa”, ilustra Rui Gonçalves.

Além disso, colocar “travões de forma desregulada vai-nos só aumentar a dependência a prazo”, adverte o responsável da KPMG Portugal.

Isto porque a existir um travão, haverá quem não cumpra essa medida, criando uma maior assimetria no desenvolvimento da tecnologia.

“Daí o tema que se coloca (…) é tentar encontrar aqui uma solução de compromisso entre a gestão do risco e a gestão da dependência de outros países”, conclui Rui Gonçalves.

GUERRA NA UCRÂNIA: Nova jornada de ataques deixa nove mortos na Ucrânia e quatro na Rússia... Pelo menos nove pessoas morreram este sábado na Ucrânia em ataques com drones e mísseis russos, enquanto uma ofensiva ucraniana com drones na região russa de Krasnodar e na Crimeia provocou quatro mortos, incluindo duas crianças, segundo autoridades locais.

© Lusa   23/08/2026 

Os ataques ocorreram um dia depois de uma ofensiva russa contra um centro comercial em Kryvyi Rih, que causou 16 mortos e cerca de 130 feridos.

Na capital ucraniana, o Presidente Volodymyr Zelensky informou que mísseis balísticos atingiram infraestruturas ferroviárias, provocando um morto e um ferido. O Ministério da Defesa russo disse ter atingido um depósito de locomotivas.

Na região de Zaporijia, o governador Ivan Fedorov confirmou três mortos e 15 feridos em ataques russos. Em Borispil, na região de Kiev, um míssil balístico matou duas pessoas e feriu oito, atingindo um armazém, veículos, uma casa e uma bomba de gasolina.

Em Leópolis, o autarca Andri Sadovi relatou três mortos e cinco feridos após um ataque contra uma fábrica Iskra, onde estavam armazenados aerossóis. Já em Seredino-Bud, na região de Sumi, um homem de 61 anos morreu ao passar de bicicleta sobre um explosivo e uma mulher de 50 anos perdeu a vida em nova detonação; outra mulher ficou ferida.

Na Crimeia, península ucraniana conquistada e gerida pela Rússia desde 2014, dois civis morreram e cinco ficaram feridos em Sebastopol, quando drones ucranianos atingiram um autocarro.

Do lado russo, em Yeisk, na região de Krasnodar, dois menores morreram e dois adultos da mesma família ficaram feridos em ataque ucraniano com drones contra infraestruturas civis.

Os bombardeamentos vieram um dia depois de uma ofensiva russa contra Kryvyi Rih, cidade natal de Zelensky, onde drones russos atingiram um centro comercial. O governador regional Oleksandr Hanzha disse que quatro pessoas continuam desaparecidas. O incêndio, que se espalhou por 9.000 metros quadrados, foi entretanto extinto.

Kryvyi Rih tem sido alvo frequente desde o início da guerra, há quatro anos e meio, incluindo um ataque em abril de 2025 que matou 20 pessoas, nove delas crianças.

Paralelamente, a Ucrânia intensificou ataques de longo alcance contra refinarias e armazéns russos, provocando escassez de combustível e atingindo empresas como a retalhista online Wildberries.

Segundo Zelensky, forças ucranianas atingiram a refinaria de Novokuibyshevsk, na região de Samara, a cerca de 1.000 quilómetros da frente de combate. O portal russo Astra noticiou que um drone incendiou uma instalação industrial e um centro logístico da empresa Ozon.

O Presidente russo Vladimir Putin declarou durante uma entrevista televisão estatal russa este sábado que os ataques a alvos civis "causam danos económicos e perdas", mas não representam "qualquer ponto de viragem" no conflito, garantindo que Kiev "nunca obterá vantagem".

Ao mesmo tempo, reconheceu que a Rússia intensificou os ataques em Kiev e noutras cidades ucranianas em resposta às ações inimigas contra a logística e as infraestruturas civis russas.

Na mesma entrevista Putin, afirmou estar aberto ao diálogo sobre a paz na Ucrânia, mas rejeitou algumas propostas "exóticas" que chegam a Moscovo, sem dar detalhes sobre as mesmas.


Leia Também: Líderes de 8 paises europeus discutem em Kiev reforço da defesa antimíssil

Kiev, 23 ago 2026 (Lusa) — Dirigentes dos oito países nórdicos e bálticos europeus chegaram hoje a Kiev para discutir com o Presidente ucraniano o reforço da defesa aérea face aos mísseis e artilharia russa.

Portugal: PJ mostra as imagens da apreensão de 150 kg de cocaína em polpa de fruta... A Polícia Judiciária (PJ) divulgou imagens da Operação Frutális/Medulla, que levou à apreensão de 150 quilos de cocaína escondidos em embalagens de polpa de fruta, num contentor proveniente do Equador com destino a Portugal. A droga, avaliada em quatro milhões de euros, foi apreendida.

© Polícia Judiciária    Por  noticiasaominuto.com  23/08/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) divulgou um vídeo que mostra as imagens da Operação Frutális/Medulla, que permitiu apreender 150 quilogramas de cocaína escondidos dentro de embalagens de polpa de fruta num contentor que tinha como destino final Portugal.

Em comunicado, enviado no sábado às redações, a PJ explicou que a operação policial foi levada a cabo ao longo dos últimos dias, em conjunto com a Guardia Civil e o Serviço de Vigilância Alfandegária do Reino de Espanha. 

"A investigação iniciou-se no Porto de Algeciras, em Espanha, na sequência de uma inspeção ao contentor, que tinha como destino final Portugal", explicou a PJ, acrescentando que no interior do contentor estavam, "dissimulados nas embalagens de polpa congelada, 500 pequenos pacotes suspeitos, que continham uma substância branca prensada".

Posteriormente, foi possível apurar que a substância era cocaína, com um peso de cerca de 150 quilogramas. 

No entanto, com o objetivo de identificar as pessoas ligadas à mercadoria, o carregamento, oriundo do Equador, "continuou o seu percurso, sob vigilância controlada, até ser localizado num armazém, nas imediações de Lisboa".

O administrador de uma empresa ligada ao armazém foi identificado e detido na passada quinta-feira, 20 de agosto, "face à presumível relação com os bens apreendidos".

Segundo a PJ, "caso chegasse ao mercado ilícito, o produto estupefaciente apreendido tinha potencial para atingir um valor de quatro milhões de euros".

O homem detido ficou sujeito à medida de coação mais gravosa, a de prisão preventiva.

Na nota, a PJ destacou que esta operação representou "mais um marco no âmbito da cooperação internacional relativamente ao combate às redes criminosas que utilizam rotas marítimas e carregamentos comerciais para o tráfico de cocaína com destino à Europa".

Pode ver o vídeo da operação AQUI.

SAÚDE: Tirar ou não tirar os sapatos? Eis o que um médico faz ao chegar a casa... É daquelas pessoas que chegam a casa e tira os sapatos ou acaba por entrar em várias divisões com eles calçados? Um médico revela o que faz e os motivos de saúde que estão associadas à sua escolha.

© Shutterstock  Por  noticiasaominuto.com   23/08/2026 

Em diversas culturas, antes de entrar em casa, os sapatos são deixados à porta ou mesmo até na entrada. Tem este hábito de tirar os sapatos ou acaba por entrar com eles calçados e seguir para várias divisões? Um médico revela o que faz e os motivos de saúde que estão na base na sua escolha.

Amir Khan é médico e na sua conta de TikTok revelou tudo o que sempre quis dizer às pessoas que entram em casa com os sapatos depois de virem na rua e de terem andado todo o dia com os mesmos.

Tirar os sapatos ao chegar a casa: Eis a razão para o fazer

“Se são como eu e tiram os sapatos assim que entram em casa é um sinal de respeito quando se está na casa de outra pessoa, mas também pode reduzir o risco de insetos e produtos químicos que são levados para dentro de casa”, começou por dizer no vídeo, aqui citado pelo Mirror.

“Os sapatos podem ter muitas bactérias. Sejamos honestos: os animais fazem cocó e chichi na rua, então coisas como a E. coli, que tem sido associada a infeções no estômago e infeções do trato urinário, podem ser trazidas para dentro de casa através dos nossos sapatos”, continuam.

Revela que outras bactérias também podem acabar por entrar em casa, em pequenas doses, e não é bom tê-las por casa. Deixa ainda mais motivos para deixar os sapatos da rua à porta de casa.

"Outro fator importante são os pólens, poeira e mofo. Tudo isso também está presente, e se sofre de rinite alérgica ou outras alergias, é importante reduzir a quantidade dessas substâncias que entram em casa. Portanto, tire os sapatos”, deixa o aviso.

Contudo, e apesar de trazem vários problemas associados, convém criar algumas defesas para o sistema imunitário. “Nem toda a sujidade é má. Pode ajudar a treinar o sistema imunitário e a construir um organismo mais saudável. Mas não quero que certas coisas de fora entrem em casa”, continua Amir Khan.

É isto que acontece quando não tira os sapatos ao chegar a casa

Muitas pessoas já têm o hábito de retirar os sapatos com que andaram durante o dia na rua e no trabalho assim que chegam a casa. Se ainda não o faz, saiba que só está a trazer bactérias para o interior da habitação. E são aos milhares.

Jill Litt, professora de estudos ambientais da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, recomenda que se retire os sapatos ao entrar em casa. Ao 'website' House Beautiful refere que reduz a sujidade no interior e os vestígios de fezes.

Explica que deve ter especial atenção se tiver crianças em casa, que costumam andar muito pelo chão. "O contato da mão com a boca é uma das principais formas de exposição das crianças a substâncias tóxicas e agentes de doenças infeciosas", continua.

Explica também que, em algumas cidades, podem ser trazidos para casa pesticidas usados em jardins públicos. Jill Litt fala ainda de um estudo da Universidade do Arizona que identificou mais de 421 mil bactérias que eram trazidas do exterior.

Durante duas semanas, 10 participantes usaram sapatos novos no exterior e depois andavam em casa com os mesmos. A E. coli foi uma das bactérias encontradas.