sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

𝐌𝐞𝐧𝐬𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐃𝐢𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐓𝐨𝐥𝐞𝐫â𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐙𝐞𝐫𝐨 à 𝐌𝐮𝐭𝐢𝐥𝐚çã𝐨 𝐆𝐞𝐧𝐢𝐭𝐚𝐥 𝐅𝐞𝐦𝐢𝐧𝐢𝐧𝐚 𝟔 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨‼️

LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos

Neste Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, a Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirma o seu firme compromisso com a promoção e a proteção dos direitos humanos, da saúde e da dignidade das meninas e das mulheres, em conformidade com os instrumentos nacionais, regionais e internacionais de direitos humanos.

A mutilação genital feminina constitui uma grave violação dos direitos humanos e representa um sério problema de saúde pública, com consequências físicas, psicológicas e sociais duradouras. Trata-se de uma prática sem qualquer fundamento médico ou religioso, que compromete o desenvolvimento integral das raparigas e perpetua desigualdades de género.

Dados recentes indicam que mais de 50% das mulheres e meninas com idades entre 15 e 49 anos na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, o que corresponde a centenas de milhares de vítimas. 

Em determinadas regiões do país, nomeadamente Gabú e Bafatá, a prevalência ultrapassa 80%, sendo a prática maioritariamente realizada em meninas entre os 4 e os 14 anos de idade.

Apesar dos progressos alcançados através de ações de sensibilização, mobilização comunitária e da existência de um quadro legal que criminaliza esta prática, os dados demonstram que a mutilação genital feminina continua a representar um desafio significativo, exigindo um reforço das respostas institucionais e comunitárias.

Neste contexto, a Liga Guineense dos Direitos Humanos apela ao Governo da Guiné-Bissau para o reforço efetivo dos mecanismos de prevenção, proteção e repressão da mutilação genital feminina, incluindo a aplicação rigorosa da legislação em vigor, o fortalecimento dos serviços de proteção social e de saúde, o apoio às vítimas e sobreviventes, bem como o investimento contínuo em ações de educação, sensibilização e mobilização comunitária.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos felicita o Comité Nacional para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas pelas ações relevantes e contínuas que tem desenvolvido no combate à mutilação genital feminina e a outras práticas nocivas, encorajando-o a prosseguir e a reforçar os seus esforços em prol da proteção dos direitos, da saúde e da dignidade das meninas e das mulheres na Guiné-Bissau.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos apela igualmente ao envolvimento ativo e responsável dos líderes religiosos e comunitários, cujo papel é determinante na transformação de normas sociais e comportamentos, incentivando-os a promover mensagens claras de proteção das meninas, de abandono definitivo da mutilação genital feminina e de respeito pelos direitos humanos nas comunidades.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos sublinha ainda a importância de uma coordenação reforçada entre as instituições do Estado, as organizações da sociedade civil, as lideranças comunitárias e religiosas e os parceiros de desenvolvimento, como condição essencial para a erradicação definitiva desta prática.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos esteve, está e continuará a associar a sua voz e a sua ação à luta contra a mutilação genital feminina, denunciando esta prática atentatória à dignidade das mulheres e reafirmando o seu compromisso inabalável com a defesa dos direitos humanos das meninas e das mulheres na Guiné-Bissau.

Neste dia simbólico, a LGDH renova o seu apelo à tolerância zero à mutilação genital feminina, reafirmando que nenhuma tradição pode justificar a violência e que a proteção das meninas é uma responsabilidade coletiva e inadiável.

Pela dignidade, pela saúde e pelos direitos das meninas e mulheres da Guiné-Bissau.

Comissão Organizadora de Show do DJ Kymanda e Artista Detidos Há Mais de 48 Horas em Bissau

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Fonte: Lai DOUMBIA  Radio TV Bantaba

A comissão organizadora do espetáculo do DJ Kymanda e o próprio artista estão detidos nas celas da 2.ª Esquadra de Polícia, em Bissau, desde segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026.

De acordo com informações avançadas pela Polícia, a detenção está relacionada com o alegado uso de foguetes durante o evento, uma prática que, segundo as autoridades, é proibida por lei. A comissão organizadora, contudo, contesta esta versão e levanta questões sobre a atuação policial no local.

Segundo a organização, vários agentes estiveram presentes ao longo de toda a atividade e, em nenhum momento, ordenaram a interrupção do uso de foguetes nem o cancelamento do espetáculo. A mesma fonte afirma ainda que os agentes disseram estar no local por orientações superiores, o que, no entendimento da comissão, indica que as autoridades tinham conhecimento do que estava a ocorrer.

A organização denuncia também um possível tratamento desigual perante a lei. No mesmo dia, terá ocorrido outro espetáculo em Bissau onde, alegadamente, também foram utilizados foguetes, sem que a respetiva comissão organizadora ou o artista tenham sido detidos ou chamados a prestar esclarecimentos.

O caso levanta preocupações quanto ao respeito pelo princípio da igualdade perante a lei, consagrado na Constituição da República da Guiné-Bissau, que estabelece que todos os cidadãos devem ser tratados de forma justa e sem discriminação. A legislação prevê ainda que qualquer detenção deve respeitar os prazos legais, incluindo o limite de 48 horas para apresentação ao Ministério Público ou a um juiz, salvo exceções previstas na lei.

Até ao momento, a comissão organizadora e o DJ Kymanda terão ultrapassado esse período de detenção sem informações claras sobre a sua situação jurídica, o que tem gerado apreensão entre familiares, membros do meio artístico e parte da opinião pública.

A comissão organizadora apela às autoridades competentes para que a lei seja aplicada de forma imparcial e transparente, garantindo o respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos e pelo Estado de Direito.

Nuclear. Autoridades norte-americanas e iranianas iniciam negociações... As negociações sobre o nuclear entre Irão e Estados Unidos começaram hoje em Omã, segundo a televisão estatal, depois do presidente norte-americano ter dito que não descarta uma ação militar e Teerão a afirmar que está pronto para se defender.

POR LUSA  06/02/2026 

A delegação iraniana é representada pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, enquanto o enviado Steve Witkoff representa os Estados Unidos.

"A igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são palavras vãs, mas condições indispensáveis e os pilares de um acordo duradouro", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano na rede social X, antes do início da reunião com as autoridades norte-americanas.

"Estamos a participar [nas negociações] de boa-fé e mantemo-nos firmes nos nossos direitos", acrescentou Abbas Araghchi, numa mensagem em inglês.

Araqchi afirmou que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída, em 2018, dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado três anos antes, e apelou ao respeito mútuo para se chegar a um consenso.

O ministro iraniano chegou na quinta-feira à noite a Omã, acompanhado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht Ravanchi, e pelo porta-voz do ministério, Ismail Baghaei, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

A televisão estatal iraniana informou que Araqchi reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, antes da reunião com as autoridades norte-americanas.

Estas discussões sobre o programa nuclear iraniano são as primeiras desde o bombardeamento norte-americano às instalações nucleares do Irão em junho, durante uma guerra de 12 dias iniciada por Israel.

As negociações ocorrem após a repressão sangrenta do Governo iraniano ao vasto movimento de protesto no início de janeiro, que causou milhares de mortes, segundo defensores dos direitos humanos, e trocas de ameaças belicistas entre Washington e Teerão.

Os iranianos estão a "negociar", afirmou Donald Trump anteriormente.

"Eles [Irão] não querem que os ataquemos", acrescentou, lembrando que os Estados Unidos enviaram "uma grande frota" de guerra para o Golfo.

Depois de ameaçar atacar o Irão em apoio aos manifestantes, o presidente norte-americano centra agora a sua retórica no controlo do programa nuclear iraniano.

"Continuamos focados nesta questão: garantir que eles [iranianos] não obtenham armas nucleares", afirmou na quarta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.


Leia Também: EUA cortam relações com presidente do parlamento polaco por "insultos" a Trump 

O embaixador norte-americano na Polónia anunciou que os Estados Unidos deixarão de ter "qualquer contacto, relação ou comunicação" com o presidente da Câmara Baixa do parlamento polaco, por alegados "insultos ultrajantes e gratuitos" deste ao Presidente Donald Trump.


 


Leia Também: Irão promete defender-se de "tentativas de aventureirismo" dos EUA

O chefe da diplomacia do Irão avisou hoje que o país irá defender-se de "quaisquer exigências excessivas ou tentativas de aventureirismo" por parte dos Estados Unidos.

Ministro da Defesa de Taiwan adverte que ameaça da China é urgente e real... O ministro da Defesa de Taiwan alertou hoje que a repetição dos exercícios militares chineses em torno da ilha corre o risco de anestesiar a população, mas sublinhou que a ameaça é urgente e real.

Por LUSA

Em declarações divulgadas pela agência de notícias taiwanesa CNA, Wellington Koo Li-hsiung afirmou que a China realiza frequentemente "patrulhas de aplicação da lei" junto às ilhas periféricas de Taiwan e nos arredores da linha média do Estreito, com a intenção de "criar a falsa aparência" de que o Estreito de Taiwan faz parte das águas territoriais chinesas.

cibersegurança, através de "ciberataques e intrusões" de piratas informáticos, combinando instrumentos políticos, económicos, militares e psicológicos para levar a cabo uma "guerra cognitiva" contra Taiwan, referiu o ministro.

"Quando estas ações se repetem constantemente, preocupa-nos que possam adormecer as defesas psicológicas da população; na verdade, esta ameaça inimiga é urgente e existe mesmo", afirmou Wellington Koo.

De acordo com estatísticas fornecidas por Koo, as principais aeronaves e as de apoio do Exército chinês cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan e entraram na autoproclamada Zona de Identificação de Defesa Aérea taiwanesa em 3.764 ocasiões em 2025, contra 3.066 no ano anterior, o que representa um aumento de cerca de 23%.

Navios de guerra de vários tipos entraram também na mesma zona em 2.640 ocasiões no ano passado, face a 2.475 em 2024, um aumento de aproximadamente 7%.

O ministro da Defesa de Taiwan afirmou que a capacidade de produção associada às compras de armamento aos Estados Unidos tem vindo a "recuperar gradualmente" e sublinhou que Washington concedeu a Taipé o mesmo tratamento que aos membros da NATO Plus, o que permitirá "acelerar os trâmites administrativos e encurtar os prazos de notificação ao Congresso".

A NATO Plus agrupa os principais aliados dos Estados Unidos fora da Aliança Atlântica, incluindo Japão, Austrália, Coreia do Sul, Israel e Nova Zelândia.

Se o orçamento geral do Governo taiwanês for aprovado sem contratempos, adiantou Koo, os tanques de combate M1A2T poderão ser entregues na totalidade ainda este ano, enquanto os sistemas HIMARS, os mísseis Harpoon, as munições explosivas Switchblade 300 ou os drones Altius 600 e MQ-9B poderão ser recebidos em lotes ao longo do presente exercício.

As declarações foram divulgadas apenas dois dias depois de os presidentes dos Estados Unidos e da China terem mantido uma conversa telefónica, na qual Xi Jinping advertiu Donald Trump para lidar com "máxima prudência" a venda de armas à ilha autogovernada.

Taipé anunciou no final de 2025 um orçamento especial de Defesa equivalente a 1,25 biliões de dólares taiwaneses (cerca de 33,4 mil milhões de euros) para o período 2026-2033, que serviria, em grande parte, para financiar a aquisição de material bélico proveniente dos Estados Unidos.

O orçamento permanece bloqueado até agora pelos dois principais partidos da oposição, o Kuomintang e o Partido Popular de Taiwan, que detêm uma estreita maioria de assentos no parlamento.