segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro marcado por ataques, acusações de corrupção e poucas propostas... Flávio Bolsonaro focou-se na segurança, enquanto Lula defendeu o seu legado. O debate, que durou cerca de duas horas, com três curtos intervalos foi o primeiro frente a frente entre os dois durante a campanha.

Por  SIC Notícias/Lusa   19/10/2026 

O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foi marcado por poucas propostas, sucessivas trocas de ataques pessoais e acusações de corrupção, com o senador a apostar na segurança e o Presidente brasileiro na defesa do legado.

Com os moderadores a intervirem pouco, os candidatos à Presidência do Brasil aproveitaram repetidamente as intervenções para se atacarem mutuamente e tentar ganhar vantagem para as eleições de domingo.

FULL DEBATE: 1st debate between Lula and Flávio Bolsonaro in the 2026 election  ©Rádio Bandeirantes

O debate, que durou cerca de duas horas, com três curtos intervalos, organizado pela televisão Bandeirantes (Band), foi o primeiro frente a frente entre os dois durante a campanha.

Uma das partes do debate contou com um confronto livre de meia hora, o que possibilitou ainda mais a troca de acusações.

"O Brasil vai-te aposentar", afirmou Flávio Bolsonaro, enquanto Lula acusou o adversário de estar "preparado para mentir".

"Não quero ficar perto de você. Quero distância de um miliciano", disse o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), numa acusação a Flávio Bolsonaro, quando o senador lhe pediu para se aproximar dele.

"Tenho de ter cuidado para a carteira não ser roubada", retorquiu Flávio Bolsonaro.

Porque é que 73% dos presidiários votaram em Lula da Silva? “Eu quero que votem 100%, até o teu pai”

Num outro momento, Flávio Bolsonaro, que procurou chamar para si a responsabilidade e a melhoria na segurança pública, questionou o porquê de 73% dos presidiários votaram em Lula da Silva.

Ao que o Presidente brasileiro respondeu: "Eu quero que votem 100%, até o teu pai. Seu pai pode votar em mim (...) Ele te conhece e ele sabe que eu sou melhor que você".

O pai de Flávio, Jair Bolsonaro, ex-Presidente brasileiro (2019-2023), foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Em paralelo à transmissão, as contas oficiais das duas candidaturas publicavam quase imediatamente excertos das intervenções, amplificando os ataques dos candidatos e respondendo às acusações dos adversários.

As acusações de corrupção incluíram referências mutuas ao caso Banco Master e um desafio de Lula para que ambos abrissem as contas bancárias e o sigilo telefónico, entregando os elementos aos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

"Não tenho nada a esconder", respondeu Flávio Bolsonaro, antes de acusar Lula de ter dinheiro "por fora".

O senador invocou também os nomes que estavam na sala a assistir o debate, como o antigo juiz Sergio Moro e o antigo procurador Deltan Dallagnol, figuras da operação anticorrupção Lava Jato, ao atacar o adversário: "Quem te prendeu está aqui".

As relações da família Bolsonaro aos Estados Unidos

Na segurança pública, um dos temas em que mais insistiu, Flávio Bolsonaro prometeu declarar guerra ao "narcoterrorismo" e "recuperar cada metro" dos territórios controlados por organizações criminosas e instalar um milhão de câmaras.

"Quem vai andar com medo na rua são os marginais", afirmou, acusando Lula de estar preocupado com os "direitos dos bandidos".

Lula questionou a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos (EUA), acusando-a de estar "subordinada aos interesses [norte-]americanos", e destacou o valor estratégico das terras raras brasileiras.

"Têm pretensões de entregar isso para os Estados Unidos?", questionou Lula.

"Isso é uma mentira", respondeu Flávio Bolsonaro, que defendeu a deslocação aos EUA e defendeu ainda a adesão do Brasil ao Escudo das Américas, uma aliança liderada por Washington para combater o tráfico de droga e o crime organizado.

Houve também tempo para Lula da Silva atacar o rival associando-o aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos EUA, Donald Trump, e o candidato da oposição respondeu associando o adversário ao chefe de Estado da Nicarágua, Daniel Ortega, e ao Presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em janeiro por Washington.

Na 1.ª volta Bolsonaro obteve 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula

Até nas considerações finais houve tensão, com Flávio Bolsonaro a ser advertido para não caminhar atrás de Lula enquanto o Presidente brasileiro discursava. Flávio também foi interrompido pelo barulho da plateia.

Lula agradeceu a mobilização nas ruas em defesa da democracia: "Obviamente que o meu adversário deve ter assustado, porque ele está vendo as ruas tomadas neste país".

O Presidente brasileiro defendeu o seu legado económico e disse que "o país está preparado para muito mais agora".

Flávio Bolsonaro prometeu trabalhar para aumentar o rendimento dos brasileiros através de um Ministério da Prosperidade e voltou a apostar na segurança pública: "Quem tem que andar com medo na rua são os marginais".

No final, os convidados do espaço VIP prolongaram o confronto com cânticos semelhantes aos de claques de futebol.

Na primeira volta, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.

PROTEÍNA EM PÓ: É seguro tomar proteína em pó todos os dias? Nutricionistas esclarecem... A proteína em pó tornou-se um ingrediente popular entre quem procura ganhar massa muscular, perder peso ou simplesmente reforçar a alimentação. Mas será que o consumo diário é seguro? Especialistas explicam quem pode beneficiar deste suplemento e alertam para os riscos de consumir proteína em excesso.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com   19/10/2026 

Nos últimos anos, uma das grandes tendências no que diz respeito à saúde e fitness tem sido o consumo de proteína em pó. São muitas as receitas que surgem nas redes sociais, como smoothies, bolos, iogurtes, entre tantas outras, com este ingrediente. 

Mas será que é seguro consumir proteína em pó todos os dias?

Especialistas responderam à questão em declarações ao website de Martha Stewart. 

O que é a proteína em pó?

A proteína em pó é um suplemento de origem animal, como o soro do leite, ou vegetal, como a soja ou a ervilha. Dependendo do produto, o pó também pode conter adoçantes, aromatizantes e outros aditivos. 

Quem deve consumir proteína em pó?

Nem toda a gente precisa de consumir proteína em pó, seja de forma diária, ou mesmo de forma geral. 

Isto depende das necessidades diárias de cada pessoa, conforme destaca a nutricionista Isabel Balady.

Assim, há um grupo para o qual o consumo é indicado, nomeadamente:

- Atletas ou pessoas que praticam treinos de resistência intensos;

- Idosos que tentam prevenir a perda de massa muscular;

- Vegetarianos ou vegan que precisam de proteína adicional;

- Pessoas em recuperação de doença, cirurgia ou lesão;

- Pessoas com rotinas agitadas que precisam de uma fonte de proteína prática;

- Indivíduos que tentam perder peso sem perder massa muscular. 

"Para adultos saudáveis ​​que consomem proteína suficiente proveniente de alimentos integrais, o suplemento de proteína em pó é opcional, e não necessário", destaca Balady.

É possível consumir proteína em pó em excesso?

Embora o suplemento de proteína em pó seja útil para suprir deficiências proteicas, é possível exagerar no consumo.

Isto poderá levar a efeitos secundários como: 

- Deficiências nutricionais: quando se consome mais proteína do que o corpo precisa, isto poderá substituir outros nutrientes importantes da dieta, afirma a nutricionista Kacie Vavrek. 

- Problemas digestivos: "Alguns suplementos em pó contêm lactose, ingredientes altamente processados ​​e/ou açúcar, que podem causar inchaço, gases ou diarreia", realça Balady. 

- Sobrecarga renal: Gnau explica que pessoas com doença renal aguda ou crónica devem evitar o consumo de grandes quantidades de proteína.

- Exposição a contaminantes: como os suplementos proteicos não são regulamentados como os alimentos, podem conter contaminantes como metais pesados. Essas substâncias não são encontradas em quantidades prejudiciais, mas o consumo regular ou excessivo desses suplementos pode levar a exposições perigosas.

- Aumento de peso: "Alguns suplementos de proteína em pó são ricos em calorias", afirma Balady. Portanto, podem contribuir para o aumento de peso indesejado se não levar em consideração as calorias.

Posso consumir proteína em pó todos os dias?

Para a maioria dos adultos saudáveis, o consumo diário de proteína em pó geralmente é seguro, desde que respeitado dentro dos limites recomendados, explica Balady. 

No entanto, o nível exato de segurança depende de vários fatores. Tal depende da pessoa, da sua alimentação e da qualidade da proteína adquirida. 

Zelensky acusa Trump de tentar forçar capitulação da Ucrânia... O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que "parece que" o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

© Lusa    19/10/2026 

O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que "parece que" o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

"Penso que foram dados passos no sentido de convencer a Ucrânia a capitular. Não estou a dizer que este seja o objetivo dos nossos aliados. Não quero pensar que os nossos aliados norte-americanos possam querer pôr fim ao conflito mais cedo à custa da Ucrânia. Mas é isso que parece", disse Volodymyr Zelensky, numa entrevista à agência de notícias Bloomberg publicada no domingo.

O Presidente ucraniano tem criticado, nos últimos dias, as limitações que o sistema de comunicação por satélite norte-americano Starlink parece ter para a sua utilização para fins militares em território russo, bem como o abrandamento dos envios de mísseis de interceção Patriot.

Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os Estados Unidos liderados pelo republicano Donald Trump enviam apenas 12 mísseis Patriot por mês para a Ucrânia, um quarto do que o anterior presidente, o democrata Joe Biden, enviava.

"Pagámos por essas armas", argumentou.

"Parte das entregas já está autorizada, mas o resto não, e não se trata de uma questão técnica", sublinhou.

Zelensky sugeriu a Washington que Kiev poderia deixar de atacar as refinarias russas, tal como pretendem os Estados Unidos, se acelerassem a entrega dos mísseis Patriot para proteger as infraestruturas ucranianas.

"Mas eles só querem que deixemos de atacar o gasóleo e, se atacarmos, cortam-nos o acesso a alguma coisa", afirmou o líder ucraniano.

O Presidente norte-americano defendeu no domingo a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações.

E apontou outro argumento: "A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer".

Por fim, insistiu no "grave dano" que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, "também nos Estados Unidos".

Ainda na entrevista à Bloomberg, o líder ucraniano alertou que estes são "dias perigosos antes das eleições", referindo-se às eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro e nas quais os republicanos de Trump tentam manter o controlo do Congresso.

"Mas depois das eleições a vida continua e acredito que ficará mais tranquila", afirmou.


Leia Também: Trump acusa Zelensky de não querer "acabar com a guerra" na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de não querer pôr fim à guerra com a Rússia.

Opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "não querer pôr fim" à guerra com a Rússia, num contexto de recente aumento de tensões entre Washington e Kiev.

"Com todo o dinheiro que, como é bem sabido, a Europa lhe está a dar e que o 'retorcido' Joe Biden [ex-presidente dos Estados Unidos] lhe deu, ele não quer acabar esta guerra e provavelmente nunca quis", escreveu Trump na sua plataforma, a Truth Social...

Avatar

@realDonaldTrump

My decision on Russia is a very simple one. I am in the process of negotiating Peace in the war between Russia and Ukraine, and don’t want to do anything that will drive, foolishly, Russia away from the bargaining table. Great progress is being made, and that includes current hostage negotiations! Signing that document at this time will do that, and I can sign it later, or any time that I want! Perhaps more importantly, Russia is doing very little, if anything, to help the Islamic Republic of Iran, compared to what they could be doing, and I want to keep it that way, and will, unless stupid people get in the way. Lastly, Zelenskyy is using Diesel Refineries in Russia as a target, knowing that these attacks are seriously hurting the world diesel markets, including those in the United States. Farmers, ranchers, and businesses of all kinds are suffering greatly from this, but Russia is, nevertheless, sending, at a low price, millions of barrels of diesel to the World. Zelenskyy doesn’t care, and frankly, with all of the money that Europe is famously giving him, and that Crooked Joe Biden gave him in the past, he doesn’t want to end this war, and probably never did. He could have made a better deal two years ago than he can now. His country is in shambles, a large portion of his land is lost, his oceans and seas are gone, and his male population is low, wounded, and/or dead. I WANT THIS WAR END! Thank you for your attention to this matter. President DONALD J. TRUMP

Manifestantes em Lisboa mantêm protesto no Rossio... Apesar do apelo da polícia para desmobilização, manifestantes continuam no Rossio com tendas montadas, em protesto pelo direito à habitação em Lisboa.

© Lusa   19/10/2026 

Várias tendas continuavam montadas na praça D. Pedro IV, no Rossio, após as 00:30 e o apelo da polícia para a desmobilização dos manifestantes que participam na acampada pelo direito à habitação em Lisboa.

No local, a PSP falou com elementos da organização do movimento "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", alegando que as reuniões e manifestações em lugares públicos não podem prolongar-se para além das 00:30 e que os manifestantes estavam a incorrer num crime de desobediência.

A PSP avisou os participantes concentrados no Rossio que "o acampamento não pode continuar" e que o direito de manifestação "será sempre assegurado", mas grande parte dos manifestantes optou por manter as tendas.

Por volta da meia-noite, o superintendente Silva Resende, do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, avisou os participantes da acampada na praça Dom Pedro IV, na Baixa de Lisboa, que tinham de retirar as tendas ali montadas desde sábado.

"Vamos ter que atuar, pode não ser hoje", afirmou o oficial ao organizadores da acampada, que argumentaram para que fosse respeitado o "direito democrático" de cada manifestante a estar no espaço público.

Segundo Silva Resende, "o direito de manifestação foi assegurado" e "será sempre assegurado", mas "a ocupação do espaço público tem regras" e "o acampamento não pode continuar".

"O acampamento vai ter de sair", reiterou o responsável da PSP, assegurando que a decisão "não é para estas pessoas, é para toda a gente" e que "pode não ser hoje, mas o acampamento não pode continuar".


Leia Também: Acampada em Lisboa quer derrubar nova lei do arrendamento

O movimento da acampada em Lisboa quer continuar a lutar contra a crise da habitação e fazer cair a nova lei do arrendamento, por aumentar a precarização de inquilinos e dificultar a vida dos jovens à procura de casa.

Omovimento da acampada em Lisboa quer continuar a lutar contra a crise da habitação e fazer cair a nova lei do arrendamento, por aumentar a precarização de inquilinos e dificultar a vida dos jovens à procura de casa.

"Estamos aqui fortes e com a ambição de continuar a nossa acampada. Até o Governo nos ouvir, até tomar efetivamente medidas que combatam a crise da habitação e não que coloque uma nova lei do arrendamento, que na verdade vem precarizar e dificultar ainda mais o acesso à habitação", afirmou João Veloso...