domingo, 11 de janeiro de 2026

Irão ameaça retaliar contra EUA e Israel em caso de ataque norte-americano... O presidente do parlamento do Irão avisou hoje que os militares norte-americanos e Israel serão "alvos legítimos" caso de ataque por parte de Washington, tal como ameaçou o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Por  LUSA 

Os comentários de Mohammad Bagher Qalibaf representam a primeira vez que Israel é incluído na lista de possíveis alvos de um ataque iraniano.

Qalibaf, um elemento da 'linha-dura' iraniana que já concorreu à presidência no passado, fez a ameaça enquanto os deputados invadiam a tribuna do parlamento, gritando: "Morte à América!"

Durante a sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso aplaudindo a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, particularmente os seus voluntários Basij, por terem "permanecido firmes" durante os protestos realizados no país contra a teocracia iraniana.

"O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse.

Qalibaf prosseguiu ameaçando diretamente Israel, referindo-se-lhe como "o território ocupado", e também as forças armadas dos EUA: "No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos", afirmou, acrescentando: "Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça".

A seriedade das intenções do Irão em relação ao lançamento de um potencial ataque ainda não é clara, especialmente após o país ter ficado com as defesas aéreas destruídas durante a guerra de 12 dias em junho com Israel. Qualquer decisão de entrar em guerra caberia ao líder supremo do Irão, o 'Ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos.

As forças armadas dos EUA afirmaram no Médio Oriente que estão "posicionadas com forças que abrangem toda a gama de capacidade de combate para se defenderem, os parceiros e aliados e os interesses dos EUA".

Entretanto, os protestos que desde há duas semanas decorrem no Irão que contestam o regime e que, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), já provocaram pelo menos 116 mortos, levaram hoje manifestantes a inundar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país.

Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

Com a Internet e as linhas telefónicas cortadas, tornou-se mais difícil avaliar as manifestações do exterior, mas a HDRANA, sediada nos Estados Unidos, refere que o número de mortos nos protestos tem aumentado e que cerca de 2.600 pessoas foram detidas.

Trump ofereceu apoio aos manifestantes, dizendo nas redes sociais que "o Irão está a caminhar para a liberdade, talvez como nunca antes" e que "os EUA estão prontos para ajudar".

O New York Times e o Wall Street Journal, citando funcionários anónimos dos EUA, disseram no sábado à noite que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.


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O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 116, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos

Julius Maada Bio: “Em conformidade com o comunicado da 68.ª Cimeira da CEDEAO, liderei uma Missão de Alto Nível à Guiné-Bissau para dialogar com o Alto Comando Militar, liderado pelo major-general Horta Inta-a.

As nossas discussões foram construtivas, e reiterámos o apelo da Autoridade para uma transição curta, conduzida por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade da Guiné-Bissau.

Estive acompanhado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye do Senegal e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Dr. Omar Alieu Touray.” - Julius Maada Bio

O ar que respira antes de levantar voo pode ser o mais perigoso da viagem... Para muitos passageiros, o momento mais tenso numa viagem de avião é a descolagem. É também nesta fase, entre a espera e o início do voo que, segundo um estudo publicado em dezembro, se respira o ar mais poluído de toda a viagem.

Por  sicnoticias.pt 

Pela primeira vez, uma equipa de investigadores franceses mediu a presença de partículas ultrafinas e de carbono negro no interior de aviões comerciais europeus.

O estudo, levado a cabo por um grupo da Université Paris Cité, acompanhou 16 voos na Europa, com partida do aeroporto Charles de Gaulle, entre abril e maio de 2022, operados por uma companhia aérea francesa. Num lugar vazio das filas da frente da aeronave, foram colocados instrumentos portáteis que registavam minuto a minuto a qualidade do ar, desde o início do embarque até ao desembarque estar concluído. 

Os resultados mostram que, durante o embarque dos passageiros e enquanto o avião circula na pista – o chamado taxiing -, os níveis de partículas ultrafinas e de carbono negro disparam, ultrapassando os valores que a Organização Mundial de Saúde considera elevados.  

As partículas ultrafinas, conhecidas como PUF, têm menos de 100 nanómetros de diâmetro, ou seja, são milhares de vezes mais pequenas que um fio de cabelo. São também praticamente indetetáveis pelos sistemas de monitorização da qualidade do ar mais convencionais, sendo necessários equipamentos específicos para fazer a medição. 

Neste estudo, foram registadas em média 9.122 partículas ultrafinas por centímetro cúbico de ar e 207 nanogramas de carbono negro por metro cúbico, valores considerados elevados. É, no entanto, necessário olhar com mais detalhe para o que dizem os dados.

Os investigadores descobriram que é nas chamadas “fases de solo”, ou seja, durante o embarque, o taxiing e a espera antes da descolagem, que se registam concentrações superiores às contabilizadas quando o avião está a voar. Aliás, quando o avião está a grande altitude, o ar é relativamente limpo.

Durante a circulação em pista, os níveis de partículas ultrafinas eram, em média, mais do dobro dos valores considerados elevados pela OMS. Depois da descolagem, as partículas iam sendo eliminadas, de forma gradual, pela ventilação da aeronave. O padrão repetia-se, depois, de forma inversa, na aproximação à aterragem e após tocar no solo, com o ar a perder novamente a qualidade. 

A concentração de carbono negro, resultante da combustão incompleta de combustíveis fósseis, seguiu a mesma tendência, com as concentrações mais elevadas de poluentes a surgirem quando o avião estava no aeroporto.

Qualidade do ar melhora durante o voo 

Fatores como a altitude do voo, episódios de turbulência ou a duração do serviço de refeições não tiveram impacto significativo na qualidade do ar respirado a bordo. Dentro do avião, o sistema de ventilação encarrega-se de renovar o ar mais de 20 vezes por hora, com uma mistura de ar do exterior com ar recirculado, mas filtrado. Esta renovação constante explica, aliás, a melhor qualidade do ar durante as horas de voo. 

Os investigadores concluíram, portanto, que a explicação para a elevada concentração destes dois poluentes praticamente invisíveis, mas prejudiciais para a saúde, está, em grande parte, fora dos aviões.

É nos aeroportos que estas partículas se concentram em maior número, num ambiente onde aeronaves se cruzam com veículos de apoio em terra e equipamentos movidos a gasóleo. E essas partículas não ficam confinadas ao perímetro do aeroporto, podendo ser detetadas a vários quilómetros de distância, bem no meio das comunidades vizinhas. 

Apesar dos valores elevados na zona do aeroporto, há locais onde a concentração de partículas é ainda mais preocupante, como, por exemplo, nas linhas de metro. O mesmo acontece em áreas densamente urbanas, onde circulam muitos veículos. O estudo aponta que, numa zona de táxis, as concentrações destes poluentes foram três a quatro vezes superiores às registadas no aeroporto francês. 

Ainda assim, o contexto não é irrelevante. Em 2025, o número global de passageiros aéreos ultrapassou, pela primeira vez, os 5 mil milhões. A eles juntam-se mais de 2 milhões de pessoas que trabalham diariamente em aeroportos e cuja exposição aos poluentes é repetida e prolongada.  

Partículas são invisíveis, mas perigosas

Atualmente, não existem orientações específicas para a monitorização das partículas ultrafinas. Embora reconheça os efeitos nocivos destas partículas, a Organização Mundial de Saúde ainda não tem diretrizes concretas, apenas recomenda boas práticas.

De acordo com a OMS, as partículas com diâmetro inferior a 100 nanómetros representam um risco significativo para a saúde devido à capacidade de penetrarem no organismo e entrarem na corrente sanguínea.

Sabe-se, para já, que estes poluentes podem provocar a inflamação dos pulmões, o aumento da pressão arterial e o aparecimento de doenças cardiovasculares, assim como problemas no desenvolvimento fetal. Em estudos de larga escala, estão também associados a mortes precoces, incluindo por cancro do pulmão. Há ainda evidências que apontam ainda para o impacto no sistema nervoso e na progressão de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. 

Até ao momento, nem as partículas ultrafinas nem o carbono negro estão sujeitos a limites legais. Na União Europeia, são monitorizados, mas não regulados. 


Em todo mundo, só a Finlândia, a Estónia, a Islândia, a Austrália, a Nova Zelândia e Granada é que têm os níveis de qualidade de ar considerados seguros. As situações mais graves de poluição estão na Ásia.

"Estamos bem. Não fiquem tristes", diz Nicolás Maduro a partir da prisão... O presidente deposto da Venezuela, Nicolas Maduro, garantiu hoje estar bem e pediu para que ninguém fique triste, através de declarações feitas na prisão e transmitidas aos seus advogados, segundo o filho do ex-chefe de Estado.

Por  LUSA 

"Estamos bem. Somos lutadores", declarou Nicolas Maduro a partir da prisão nos Estados Unidos, segundo o seu filho, num vídeo publicado no sábado pelo partido no poder na Venezuela.

"Não fiquem tristes", disse Maduro, que está preso em Nova Iorque com a mulher, a primeira-dama Cilia Flores, relatou Nicolas Maduro Guerra, filmado durante uma reunião do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) em Caracas no sábado.

Acusados de tráfico de droga, Nicolas Maduro e Cilia Flores declararam-se inocentes perante a justiça norte-americana, na segunda-feira.

Ambos vão ficar detidos nos Estados Unidos até à próxima audiência, marcada para 17 de março.

Cerca de mil simpatizantes marcharam no sábado pelas ruas de Caracas com cartazes proclamando "Queremos o seu regresso" e entoando "Maduro e Cilia são a nossa família!".

Os apelos para manifestar apoio ao líder socialista deposto são diários desde a operação militar norte-americana de 03 de janeiro.

A manifestação coincidiu também com o aniversário da tomada de posse de Maduro para um terceiro mandato, após as eleições de 2024, denunciadas pela oposição como fraudulentas.

A televisão pública transmitiu uma visita da presidente interina Delcy Rodriguez a uma feira agrícola em Petare, um bairro emblemático de Caracas, onde também se realizou uma pequena manifestação a favor de Maduro.

"Não vamos descansar um único minuto até recuperarmos o presidente", disse Rodriguez, acrescentando: "Vamos salvá-lo, com certeza que sim".


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou hoje "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.