terça-feira, 31 de março de 2026

Pneumologista alerta: O ritual de limpeza que é pior do que fumar... Um pneumologista alerta para um ritual comum de limpeza com incenso que pode estar a ser mais prejudicial para a sua saúde do que fumar. Tome nota dos riscos associados a esta prática e saiba como minimizar os danos.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   31/03/2026 

Se deixou de fumar para zelar pela saúde dos seus pulmões, agora tem de complementar esse hábito com outros cuidados. A forma como aromatiza o ambiente de casa, pode estar a "prejudicar gravemente a saúde dos seus pulmões".

O alerta foi dado por pneumologistas ao Healthline. Seja um hábito de limpezas energéticas e espirituais ou, somente, como ambientador, o uso de incenso pode estar a trazer mais desvantagens do que benefícios.

De que forma o incenso pode prejudicar a saúde

Em algumas culturas é comum queimar incenso, tanto "para fins higiénicos como espirituais". No entanto, pesquisas citadas pela mesma fonte revelam que esta prática pode acarretar algumas desvantagens para a saúde, chegando a ser tão ou mais prejudicial do que o fumo do tabaco.

Cancro

Para lá dos ingredientes naturais, o que levanta riscos sérios podem ser os componentes artificiais "que criam pequenas partículas inaláveis".

Uma investigação de 2021 confirma que parte desse material é cancerígeno, sendo que a maioria dos cancros desenvolvidos afetavam, sobretudo as funções respiratórias, devido aos "componentes tóxicos e irritantes que estão presentes no fumo com os seus compostos aromáticos, o que também pode causar outros efeitos à saúde".

Esses compostos, geralmente, podem incluir hidrocarbonetos poliaromáticos, benzeno e carbonílios.

Outros problemas de saúde relacionados com o contacto direto com incenso

Asma

Partículas presentes no fumo do incenso "contêm carcinógenos e irritantes, que podem levar ao desenvolvimento ou agravamento de doenças respiratórias como é o caso da asma e outras inflamações no corpo humano". 

Componentes alarmantes que são libertados ao queimar incenso

Segundo o HealingSounds a origem do problema não são os aromas, mas sim algumas das substâncias:

Material particulado: "Partículas microscópicas e inaláveis que podem viajar profundamente no trato respiratório e pode causar diversos problemas de saúde, especialmente nos pulmões e no coração".

Compostos orgânicos voláteis: "O incenso pode liberar COVs como benzeno, formaldeído e tolueno. São substâncias químicas à base de carbono que podem causar irritação de curto prazo (como dores de cabeça e tontura) e estão associadas a riscos de saúde a longo prazo devido à exposição prolongada e de alto nível".

Outros gases: Como monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2) "também podem ser produzidos, especialmente em áreas com fraca ventilação".

Como minimizar os danos do incenso para a saúde

  • Não precisa de acabar com esta prática, mas segundo estes especialistas, é importante criar algumas regras:
  • Não usar incenso diariamente, opte por fazer um detox destes aromas;
  • Não precisa de queimar um bastão inteiro, deixe o aroma espalhar-se durante alguns minutos e depois volte a apagar;
  • Queimar incenso somente em espaços arejados para não comprometer a saúde;
  •  Priorize incensos de maior qualidade e com o máximo de ingredientes naturais;
  • Ouça o seu corpo: "Se sentir dores de cabeça, tosse ou irritação nos olhos, é um sinal claro para parar, ventilar o ambiente e reconsiderar a escolha ou frequência do incenso".

Itália recusou uso de base aérea na Sicília pelos EUA... A Itália recusou que as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA) utilizassem a base aérea de Sigonella, na ilha da Sicília, há uns dias, em manobras de guerra contra o Irão.

© Lusa  31/03/2026 

Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA confirmaram a notícia veiculada pelo jornal Il Corriere della Sera.

O ministro da Defesa Italiano, Guido Crosetto, recusou o pedido dos EUA após serem conhecidos os planos de voo de diversas aeronaves norte-americanas cujo destino final era o Médio Oriente.

As mesmas fontes adiantaram que não houve quaisquer consultas ou pedidos de autorização semelhantes anteriormente junto das forças armadas de Itália.

O itinerário terá sido comunicado com os aviões já em trânsito, mas as autoridades italianas verificaram que não se tratava de voos normais ou de apoio logístico, ficando portanto de fora do previsto pelos tratados entre EUA e Itália para o uso de bases aéreas naquele país europeu.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


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Um responsável de segurança do gabinete do governador de Isfahan confirmou hoje que ataques atingiram "instalações militares" nesta província do centro do Irão, onde se situa uma instalação nuclear.

Estados Unidos atacam cidade iraniana onde se situa instalação nuclear... Um ataque dos Estados Unidos (EUA) atingiu Isfahan durante a madrugada, lançando uma enorme bola de fogo para o céu, numa cidade do centro do Irão onde se situa uma instalação nuclear.

© REUTERS    Por LUSA  31/03/2026 

Embora o exército dos EUA não tenha até ao momento feito qualquer comentário sobre o bombardeamento, o Presidente norte-americano, Donald Trump partilhou nas redes sociais um vídeo do ataque a Isfahan, com explosões a iluminar o céu noturno.

Isfahan alberga uma das três instalações atacadas pelos EUA em junho e os militares norte-americanos acreditam que parte do urânio altamente enriquecido do Irão está armazenado ou enterrado na cidade.

Os satélites de rastreio de incêndios da agência aeroespecial norte-americana NASA sugerem que as explosões ocorreram perto do Monte Soffeh, uma área que Washington acredita ter posições militares. O Irão ainda não confirmou o ataque.

Uma imagem de satélite obtida pouco antes do impasse de 12 dias em junho entre o Irão e Israel sugere que Teerão transferiu um camião carregado de urânio altamente enriquecido para uma instalação nuclear em Isfahan.

A imagem de um satélite Pléiades Neo da Airbus Defence and Space mostra um camião carregado com 18 contentores azuis a entrar num túnel no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan cerca de duas semanas antes de os EUA bombardearem o local.

Analistas acreditam que o camião transportava a maior parte ou todas as reservas iranianas de urânio enriquecido com uma pureza de até 60%. Este é um pequeno passo técnico para atingir o nível de 90%, necessário para armas nucleares.

Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, insistiu na terça-feira que Teerão está a atacar apenas as forças norte-americanas na região.

"As nossas operações visam agressores inimigos que não têm qualquer respeito pelos árabes ou iranianos, nem podem proporcionar qualquer segurança", escreveu ochefe da diplomacia de Irão.

"Já passou da hora de expulsar as forças americanas", acrescentou Araghchi, na rede social X.

Um petroleiro do Kuwait foi hoje atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation.

Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades.

As sirenes de alerta aéreo soaram no Bahrein.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa disse ter intercetado três mísseis balísticos lançados em direção a Riade, e acrescentou que destroços de um drone intercetado a sudeste da capital causaram pequenos danos em seis casas.

Também se ouviram sirenes em Jerusalém e fortes explosões foram ouvidas pouco depois de os militares israelitas terem alertado para uma iminente barragem de mísseis do Irão.


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Kim Jong-un assistiu a vários exercícios militares das suas tropas, nos quais soldados demonstraram algumas habilidades, como quebrar tijolos e resistir a marteladas no abdómen. A sessão incluiu ainda uma demonstração por parte das tropas femininas.

Os Estados Unidos vão “devolver o homem à Lua num momento de grande competição geopolítica”... Que nova era espacial estão a criar os Estados Unidos? E a China? Oiça o mais recente episódio do podcast “O Mundo A Seus Pés” com Manuel Poêjo Torres, consultor da NATO e especialista em Estratégia Militar

Por  SIC Notícias

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Estamos perante uma nova era de exploração e competição espacial, e os dois grandes protagonistas são os Estados Unidos e a China — desde a nova corrida à Lua, à defesa do Universo enquanto terra de ninguém e à construção de uma central nuclear lá em cima.

A Artemis II da NASA está prestes a começar. A agência espacial norte-americana deu várias janelas temporais, em abril, para lançar esta segunda missão lunar, apesar de ainda não haver uma data concreta. Será a primeira missão humana à Lua em mais de 50 anos. O objetivo da Artemis II é testar todos os sistemas do foguetão e da nave, desde o suporte de vida às telecomunicações, com quatro astronautas a bordo.

Os EUA estão a liderar esta nova corrida à Lua, mas a China está a querer os calcanhares. Ambos os países têm missões semelhantes ao único satélite da Terra, incluindo construir uma base no pólo sul lunar. “O Espaço tornou‑se uma verdadeira extensão da competição e dos interesses geopolíticos em Terra”, afirma Manuel Poêjo Torres, investigador e consultor da NATO, e especialista em Estratégia Militar e em Guerra Híbrida Multidimensional, onde se inclui o Espaço.

A disputa territorial pela Lua e pelo Espaço vai tornar-se, cada vez mais, uma realidade e daí surge uma questão pertinente: como é que se defende uma terra de ninguém (terra nullius), onde não há regras, legislação ou regulamentação, claras?

Os Estados Unidos vão “devolver o homem à Lua num momento de grande competição geopolítica”

MATILDE FIESCHI

Este episódio foi conduzido pela jornalista Mara Tribuna, contou com a edição técnica de Tomás Delfim e João Luís Amorim, e a fotografia de Matilde Fieschi. O Mundo a Seus Pés é o podcast semanal da editoria Internacional do Expresso. A condução do debate é rotativa entre os jornalistas Ana França, Hélder Gomes, Mara Tribuna, Pedro Cordeiro e Catarina Maldonado Vasconcelos. Subscreva e ouça mais episódios.

Israel diz que mais quatro soldados morreram no sul do Líbano... As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram hoje que mais quatro soldados morreram na frente de combate com o movimento pró-Irão Hezbollah, no sul do Líbano.

© Lusa  31/03/2026 

O exército israelita divulgou na plataforma de mensagens Telegram os nomes de três das vítimas, sendo que os familiares já foram notificados: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis.

A família do quarto militar não autorizou a divulgação do seu nome, referiram as IDF, sem fornecer detalhes sobre as circunstâncias das mortes.

Um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no incidente. Os feridos foram levados para um hospital para receberem tratamento médico, acrescentou o exército.

O anúncio eleva para nove o número de soldados israelitas mortos no sul do Líbano desde 02 de março, quando o Hezbollah atacou Israel, em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, no primeiro dos bombardeamentos israelo-americanos em Teerão em 28 de fevereiro.

Desde então, os ataques israelitas no Líbano já mataram mais de 1.200 pessoas e feriram mais de 3.600, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde libanês.

Na segunda-feira, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) informou que está a investigar a morte de três militares indonésios, no espaço de 24 horas, em dois incidentes separados no sul do território libanês.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se hoje de emergência para discutir o assunto. A França, tradicional aliado do Líbano, solicitou a reunião, que terá início às 10:00 (14:00 em Lisboa).

A FINUL, que conta com cerca de 8.200 soldados provenientes de 47 países, anunciou que dois soldados morreram na segunda-feira devido ao impacto de um projétil no veículo em que se deslocavam, perto de Bahi Hayan, no distrito de Marjayún, no sul do Líbano.

O veículo integrava uma coluna sob comando de militares espanhóis.

Num comunicado enviado às redações, a missão da ONU no Líbano reporta uma "explosão de origem desconhecida" que destruiu o veículo em que seguiam os seus efetivos, tendo um outro militar ficado gravemente ferido e um quarto com ferimentos ligeiros.

No domingo, morreu outro 'capacete azul', também de nacionalidade indonésia, num outro ataque de origem desconhecida.

O exército de Israel declarou hoje que estava a investigar os incidentes e instou o público a não assumir que era responsável.

"Estes incidentes estão a ser minuciosamente examinados para esclarecer as circunstâncias e determinar se resultaram de atividades do Hezbollah ou do exército israelita", disse o exército na plataforma de mensagens Telegram.

O Hezbollah, por sua vez, reivindicou a responsabilidade pelos ataques contra posições israelitas no sul do Líbano e afirmou ter lançado mísseis contra uma base do serviço de informações nos arredores de Telavive.


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O movimento fundamentalista palestiniano Hamas prometeu uma "resposta proporcional" após o parlamento de Israel ter aprovado a pena de morte para condenados por homicídio terrorista que, na prática, aplica-se apenas a palestinianos.

Países asiáticos procuram crude russo com guerra no Irão a pressionar oferta... Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.

© Lusa   31/03/2026 

Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo.

Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países.

A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.

Antes do conflito com o Irão, China, Índia e Turquia eram os principais compradores de petróleo russo, aproveitando descontos, apesar das sanções ocidentais.

Com o alívio das sanções, países do Sudeste Asiático, como Filipinas, Indonésia, Tailândia e Vietname, começaram a mostrar interesse. As Filipinas importaram petróleo russo pela primeira vez em cinco anos, pouco depois de declararem emergência energética.

No entanto, estes países terão de competir com China e Índia por volumes limitados ainda em trânsito.

As alternativas, como petróleo dos EUA, América do Sul ou África Ocidental, estão demasiado distantes, o que implica tempos de entrega de meses. Isso deixa os países mais pobres em situação difícil.

Nas Filipinas, já se pondera o racionamento de combustível. Há filas longas nos postos de abastecimento e apoios financeiros de emergência para trabalhadores afetados. O país, com 117 milhões de habitantes, dependia quase totalmente do Médio Oriente para as importações de petróleo.

A crise pode agravar a pobreza e serve de alerta para outros países da região.

A declaração de emergência energética é "uma nova fronteira" pela sua escala e dimensão, afirmou Kairos Dela Cruz, do Institute for Climate and Sustainable Cities, citado pela agência Associated Press.

"Isto vai certamente empurrar ainda mais pessoas para abaixo da linha da pobreza", disse.

Vietname e Indonésia também procuram diversificar fornecedores.

A visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, à Rússia, a 23 de março, incluiu a assinatura de acordos de cooperação em petróleo e gás, bem como em energia nuclear, numa altura em que a subida dos preços do gasóleo começa a pressionar o setor industrial do Vietname.

Na Indonésia, responsáveis afirmaram que "todos os países são possíveis" parceiros no reforço das reservas. Isso inclui a Rússia e o pequeno sultanato petrolífero de Brunei, disse o ministro da Energia indonésio, Bahlil Lahadalia.

A Tailândia, embora menos pressionada, enfrenta subida de preços dos combustíveis, com impactos na indústria, transportes e no custo de vida.

China e Índia já eram grandes compradores de petróleo russo e beneficiaram de uma vantagem inicial no acesso a novos carregamentos. Quando outros países tiveram luz verde, grande parte do petróleo disponível já estava destinado.

Mesmo assim, a Índia pode não conseguir compensar totalmente a quebra de fornecimentos do Médio Oriente, sobretudo com o aumento da procura no verão.

A China, porém, tem grandes reservas estratégicas, o que permite amortecer impactos a curto prazo.

"A Rússia surge como grande vencedora de todo o conflito", afirmou Sam Reynolds, do Institute for Energy Economics and Financial Analysis, com sede nos EUA. Tendo em conta a crise energética, a rapidez de entrega e os preços temporariamente mais baixos, a Ásia tem "um incentivo muito maior para importar petróleo russo", acrescentou.

"Podemos discutir se há aqui um dilema moral, mas penso que isto reflete o facto de os países fazerem o que for necessário para proteger a sua segurança energética", sublinhou.

Petroleiro do Kuwait atingido no porto do Dubai... Um petroleiro do Kuwait foi hoje atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation (KPC).

© Walaa Alshaer/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   31/03/2026 

A empresa afirmou que o ataque causou um incêndio e danos significativos no petroleiro, o que pode originar um derrame de petróleo, de acordo com um comunicado divulgado pela Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).

A KPC informou que o petroleiro estava totalmente carregado com crude no momento do ataque.

O ataque, que não causou feridos nem mortos, foi atribuído ao Irão, que lança mísseis e 'drones' diariamente contra alvos norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico em retaliação pelos ataques contra Teerão, que duram há mais de um mês.

Pouco antes, a Organização do Reino Unido para o Transporte Marítimo (UKMTO, na sigla inglesa) tinha informado de um ataque a uma embarcação a 31 milhas náuticas (cerca de 57 quilómetros) a noroeste do Dubai.

Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra o Irão, a UKMTO registou 24 incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz, a via navegável estratégica bloqueada por Teerão e por onde passa normalmente um quinto do comércio mundial de petróleo.

Destes 24 incidentes, 16 envolveram projéteis que atingiram embarcações.

Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades.

"As autoridades do Dubai responderam a um incêndio numa casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após a interceção de um ataque de defesa aérea. Quatro pessoas que estavam perto da casa sofreram ferimentos ligeiros", disse em comunicado o Gabinete de Imprensa do Dubai, sem especificar a origem dos destroços.

Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

As infraestruturas energéticas de países vizinhos como o Qatar e a Arábia Saudita têm sido particularmente visadas pelos mísseis iranianos.

Teerão declarou ainda o encerramento do Estreito de Ormuz, ameaçando atacar navios que o tentem atravessar.

Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas com mediação do Paquistão.


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A torre do edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, foi atingida por "fortes chuvadas, tempestades e ventos intensos" que assolaram os Emirados Árabes Unidos. As autoridades emitiram vários alertas devido ao mau tempo.