Por CEDEAO 28 Jan, 2026
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Hamas diz estar pronto para "transferência completa" da governação de Gaza... O Hamas afirmou hoje que está pronto para uma "transferência completa da governação da Faixa de Gaza" para um comité de tecnocratas que foi criado no âmbito do plano de paz norte-americano para o enclave palestiniano.
Por LUSA
"Os protocolos foram preparados, os processos foram finalizados e as comissões estão encarregues da operação para que tenhamos uma transferência completa da governação da Faixa de Gaza, em todas as áreas", afirmou o porta-voz do grupo extremista palestiniano, Hazem Qassem, à agência de notícias France-Presse (AFP).
A segunda fase do plano dos Estados Unidos para colocar um fim à guerra em Gaza prevê a criação de um governo tecnocrata palestiniano de transição denominado Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).
Os membros da estrutura tecnocrática para gerir assuntos correntes do enclave palestiniano ficarão sob supervisão de outro órgão também previsto no plano de Washington, o "Conselho de Paz", liderado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o plano de Trump, Gaza "será governada por um comité palestiniano tecnocrático e apolítico, responsável pela gestão diária dos serviços públicos e das autarquias para a população".
O CNAG é composto por 15 membros, entre os quais apenas uma mulher. O comité é integrado por palestinianos e liderado pelo engenheiro Ali Shaaz, natural de Khan Yunis (sul da Faixa de Gaza), mas residente na Cisjordânia, que exerceu funções de vice-ministro dos Transportes na década de 1990 na Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).
Nas mesmas declarações à AFP, o porta-voz do Hamas insistiu ainda que o posto fronteiriço entre o enclave e o Egito deve ser reaberto "sem obstáculos israelitas".
Segundo uma fonte da Autoridade Palestiniana, a fronteira de Rafah reabrirá no próximo domingo para peões, nos sentidos de entrada e saída do território palestiniano.
A fonte da Autoridade Palestiniana, citada pela agência espanhola EFE e que pediu anonimato, sublinhou que a passagem reabrirá "tanto para entrar como para sair" no próximo domingo e que o atraso da reabertura se deve a "trâmites logísticos".
A mesma fonte acrescentou que uma das razões por detrás dos atrasos se deve ao facto de o posto fronteiriço estar "completamente destruído".
De acordo com uma fonte da segurança egípcia, que falou na terça-feira, a reabertura oficial ocorrerá após a conclusão das obras no lado palestiniano da passagem, incluindo os acessos e a elaboração das listas de saídas e regressos, embora não tenha especificado a data exata.
Numa fase inicial, está previsto que entre 100 e 150 pessoas entrem e saiam diariamente de Gaza através da fronteira de Rafah.
Entre as medidas previstas figura a instalação de um posto de controlo fora do complexo da passagem, onde o pessoal de segurança procederá à verificação das pessoas que entrem e saiam.
O Exército de Israel não participará diretamente nestes controlos, embora esteja prevista a presença de seguranças israelitas na zona para supervisionar a situação.
De acordo com a fonte egípcia, estes números poderão ser alargados assim que o mecanismo de inspeção e o funcionamento da passagem demonstrem a sua eficácia.
O procedimento acordado estabelece que Israel receberá diariamente as listas das pessoas que entram e saem do Egito, as quais serão enviadas para o Shin Bet (serviço de informações internas israelita) para avaliação de segurança.
Este procedimento foi criticado na segunda-feira pelo Hamas, por considerar que concederia a Israel "um controlo indireto de segurança" sobre a passagem.
Um acordo de cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025 entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, colocando fim a dois anos de guerra no enclave, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do grupo extremista no sul do território israelita, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
Em retaliação dos ataques do Hamas em outubro de 2023, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas
Dias do regime iraniano estão "contados" após repressão sangrenta... O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que os dias do regime iraniano estão "contados", um mês após o início de um movimento de contestação reprimido com violência pelas autoridades do Irão.
Por LUSA
"Continuo convencido de que um regime que só se consegue manter no poder recorrendo à violência pura e ao terror contra a sua própria população tem os dias contados", disse Merz em Berlim, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo romeno, Ilie Bolojan.
O chanceler acrescentou que esse desfecho "pode contar-se em semanas" e defendeu que o regime de Teerão "não tem qualquer legitimidade para governar".
Merz associou-se ainda à posição da Itália, que pretende incluir a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão, na lista de organizações terroristas da União Europeia (UE).
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, deverá apresentar esta proposta aos homólogos europeus na quinta-feira durante uma reunião em Bruxelas.
Merz lamentou ainda que "ainda haja um ou dois países da União Europeia que não estejam prontos" para apoiar essa classificação.
As declarações do chanceler alemão surgem pouco depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter avisado Teerão de que "o tempo está contado" antes de um eventual ataque, após o regime iraniano recusar negociar sob ameaça norte-americana.
Trump lançou o aviso na sua rede social, a Truth Social, numa altura em que Washington está a reforçar a sua presença naval no Golfo, enquanto o Irão procura o apoio das potências árabes da região.
De acordo com um balanço atualizado da organização não-governamental (ONG) Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, 6.221 pessoas, na sua maioria manifestantes, foram mortas desde o início do movimento de contestação no Irão.
A organização está a investigar outras eventuais 17 mil mortes, estimando que pelo menos 42.324 pessoas tenham sido detidas no âmbito da repressão dos protestos.
O movimento de protesto, iniciado em 28 de dezembro contra o elevado custo de vida e desvalorização da moeda nacional, que levou a um apagão de comunicações sem precedentes em todo o país por ordem das autoridades, perdeu entretanto intensidade, mas as detenções prosseguem, segundo várias ONG.
Leia Também: Trump avisa que frota militar está a caminho do Irão. "Sentem-se à mesa"
Donald Trump escreveu nas redes sociais que tem uma frota militar a caminho do Irão e que está pronta para agir "com rapidez e violência", caso o Irão não aceite negociar com os EUA.
Putin disposto a receber Zelensky (desde que seja em Moscovo)... O Kremlin manifestou-se hoje disposto a organizar um encontro entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desde que ocorra em Moscovo.
Por LUSA
"E, ao mesmo tempo, garantimos a segurança deles e as condições de trabalho necessárias", declarou à televisão Yuri Ushakov, assessor de política internacional da Presidência russa.
Ushakov recordou que Putin declarou em várias ocasiões à imprensa que, se Zelensky estiver realmente disposto a reunir-se, então convidá-lo-ia para ir a Moscovo".
Segundo indicou, esta questão "foi discutida várias vezes durante os contactos telefónicos" entre Putin e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Em particular, Trump pediu-nos que estudássemos essa possibilidade. O importante é que estes contactos estejam bem preparados. Isso é o primeiro ponto. E o segundo é que estejam orientados para a obtenção de resultados positivos concretos", sublinhou.
Ushakov reagia às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andri Sibiga, segundo as quais Zelensky está disposto a reunir-se com o chefe do Kremlin para resolver os principais entraves nas negociações de paz: a questão territorial e o controlo da central nuclear de Zaporijia.
Putin e Zelensky reuniram-se apenas uma vez desde que o segundo assumiu a presidência ucraniana. O encontro teve lugar em dezembro de 2019, em Paris, na presença dos líderes de França e da Alemanha.
Zelenski rejeitou, na altura, o convite para viajar a Moscovo, tendo igualmente manifestado reservas quanto a um eventual encontro em Budapeste, devido às más relações com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
O Kremlin considerou hoje "um progresso" o simples facto de se terem realizado negociações tripartidas sobre a Ucrânia, com mediação dos Estados Unidos, na semana passada, em Abu Dhabi.
"Isto, o início de um diálogo deste tipo, já pode ser considerado, por si só, um progresso. O trabalho está em curso. E é positivo que tenha começado com contactos diretos. [...] Como sabem, foi alcançado um acordo para a sua continuação. Este trabalho irá prosseguir", afirmou o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, na sua habitual conferência de imprensa telefónica diária.
Peskov assegurou na segunda-feira que "seria um erro esperar grandes resultados dos primeiros contactos" e recordou que "não é segredo para ninguém" que "a questão territorial, que faz parte da 'fórmula de Anchorage', tem, naturalmente, uma grande importância para a parte russa".
O porta-voz do Kremlin referia-se ao facto de Moscovo não declarar um cessar-fogo enquanto as tropas ucranianas não abandonarem o território do Donbass, onde Kiev ainda controla mais de um quinto da região de Donetsk.
Ambas as partes consideraram construtivas as negociações, nas quais, segundo o presidente ucraniano, foram abordados "os possíveis critérios para o fim da guerra".
A imprensa ocidental sugeriu que os Estados Unidos ligaram diretamente a retirada ucraniana do Donbass à concessão a Kiev de garantias de segurança para evitar uma futura agressão russa.
OPERAÇÃO STOP ARRANCA A 1 DE FEVEREIRO COM TOLERÂNCIA ZERO PARA VIATURAS SEM DOCUMENTOS
Por RSM 28 01 2026
O Governo de Transição anunciou o início da Operação Stop a partir do dia 1 de fevereiro, com tolerância zero nas vias públicas, sobretudo para viaturas que circulam sem documentos legais.
A decisão foi tornada pública esta quarta-feira pelo Secretário de Estado da Ordem Pública durante uma conferência de imprensa após o término do prazo concedido para a regularização dos documentos de viaturas públicas e privadas em todo o país.
Salvador Soares disse que a tolerância termina no dia 31 de janeiro, razão pela qual apelou à colaboração de todos os cidadãos para o cumprimento da medida, considerada essencial para a organização e segurança do trânsito nas estradas nacionais.
“Vamos iniciar a Operação Stop nas diferentes estradas do país para fiscalizar viaturas que circulam sem os documentos exigidos por lei ou sem condições necessárias”, afirmou Salvador Soares.
O Secretário de Estado da Ordem Pública alertou ainda para o uso obrigatório do capacete por parte dos motociclistas, sublinhando que a medida é fundamental para a redução de acidentes graves e mortes nas estradas.
“É obrigatório o uso de capacete. Temos recebido vários relatórios de acidentes em diferentes regiões do país, muitos deles graves, causados pela não utilização do capacete”, frisou o governante.
Por sua vez, o presidente da Federação da Associação dos Motoristas Transportadores, Izaquel Domingos Azebane, manifestou concordância com a decisão do Governo, mas pediu ponderação na exigência dos documentos, tendo em conta as dificuldades enfrentadas pelos condutores no processo de obtenção.
“Concordamos com a medida, mas pedimos ao Governo que tenha em consideração as dificuldades que os condutores enfrentam nas diferentes instituições para adquirir os documentos”, salientou Izaquel.
De acordo com o Governo de Transição, a Operação Stop tem como objetivo reforçar o controlo e a segurança rodoviária, promovendo o cumprimento das obrigações legais por parte dos utentes das vias públicas em todo o território nacional.
HORTA INTA-A RECONHECE JUSTIÇA COMO BASE DO ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO
Por RSM 28 01 2026
O Presidente da Transição reconheceu hoje (28), que a justiça constitui um pilar fundamental para a construção de um Estado de Direito democrático, e uma forma de desenvolvimento da economia nacional.
O Major-General Horta Inta-a fez estas declarações, na cerimónia do cumprimento de Ano Novo promovida pelo poder judicial. Na ocasião, afirmou ter consciência de que, os cidadãos necessitam de uma justiça funcional e eficaz, para a defesa dos seus direitos e das suas liberdades fundamentais.
Em nome do poder judicial, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Arafam Mané, destacou que o momento é de reflexão, tendo em conta que o país atravessa um período de transição política, que resulta da rotura provocada pelos acontecimentos de 26 de novembro último.
O primeiro vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição, Fodé Caramba Sanhá, afirmou estar de acordo com a data de 06 de dezembro, para a realização das eleições presidenciais e legislativas.
Entretanto, o presidente da Transição, Horta Inta-a, disse ter tomado nota da determinação do Conselho Nacional de Transição, para o retorno à normalidade constitucional.
China reafirma que nunca renunciará ao uso da força contra Taiwan... O governo chinês reafirmou hoje que "nunca" renunciará ao uso da força para assumir o controlo de Taiwan, dias depois de as autoridades do país asiático anunciarem uma investigação sobre o general Zhang Youxia, o "número 2" do Exército.
Por LUSA
Em conferência de imprensa, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Zhang Han, assinalou que esta investigação "demonstra, mais uma vez, que o Comité Central do Partido e a Comissão Militar Central [CMC, órgão máximo do Exército] não têm zonas proibidas, abrangem todos e mostram tolerância zero na luta contra a corrupção".
"[O processo contra Zhang] é uma importante manifestação de que o Partido e o Exército têm a determinação e a capacidade para o fazer", afirmou a porta-voz.
Zhang Han afirmou que, sob a "firme liderança" do Comité Central do Partido e do Presidente chinês, Xi Jinping, como "núcleo" do mesmo, Pequim manterá a "iniciativa e a capacidade de liderança" nas relações através do Estreito.
"Estamos dispostos a criar um amplo espaço para a 'reunificação' pacífica e, com a maior sinceridade e o maior esforço possível, lutar pela perspetiva da 'reunificação' pacífica, mas nunca prometeremos renunciar ao uso da força e nunca deixaremos espaço para qualquer forma de atividade separatista propensa à 'independência' de Taiwan", advertiu Zhang.
Estas declarações surgem quatro dias depois de o Ministério da Defesa da China ter anunciado uma investigação sobre Zhang Youxia e Liu Zhenli, primeiro vice-presidente e chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da CMC, respetivamente, por "graves violações da disciplina e da lei", eufemismo habitual relacionado com crimes de corrupção.
As investigações abertas sobre os dois altos oficiais mexem profundamente com a estrutura de comando do Exército: dos sete membros que a CMC tinha no final de 2022, atualmente restam apenas dois, o próprio Xi -- seu presidente -- e Zhang Shengmin, segundo vice-presidente e chefe da campanha anticorrupção do Exército.
Os especialistas concordam que as purgas destes altos comandos não alterarão o objetivo estratégico de Xi de assumir o controlo de Taiwan, uma ilha governada de forma autónoma desde 1949 e considerada pelas autoridades de Pequim como "parte inalienável" do território chinês.
Após o anúncio das investigações sobre Zhang, o ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, prometeu que a ilha não baixará a guarda nem diminuirá o "nível de preparação para a guerra".
"Acompanharemos de perto as mudanças nas altas esferas do Partido [Comunista Chinês], do Governo e da liderança militar da China. A nossa postura militar baseia-se no facto da China nunca ter abandonado o uso da força contra Taiwan", declarou Koo na segunda-feira em declarações no Parlamento de Taiwan.
É melhor beber café antes ou depois do pequeno-almoço?... A hora a que bebe o café pode influenciar a regulação dos níveis de açúcar no sangue, conforme apurou um estudo científico. A análise foi feita em relação ao pequeno almoço.
Por Noticiasaominuto.com
O horário em que bebemos café pode fazer diferença. O jornal Huffington Post recorda um artigo publicado pelo British Journal of Nutrition que destaca isto.
Neste estudo, os cientistas registaram as respostas sanguíneas dos participantes a diferentes hábitos, neste caso, após uma noite de sono interrompida ou uma noite de sono considerada normal.
Num dia, os participantes receberam uma bebida com glicose depois de uma noite sem interrupções de sono, noutro, receberam a mesma bebida após uma noite mal dormida. Já no terceiro dia beberam uma chávena de café antes da bebida com glicose (depois de dormirem mal).
A bebida com glicose, sublinhe-se, tinha como objetivo imitar o conteúdo nutricional de um pequeno-almoço normal.
Os pesquisadores descobriram que uma má noite de sono não afetou negativamente o metabolismo dos participantes saudáveis de forma significativa.
No entanto, beber café em jejum antes da bebida de glicose aumentou a resposta glicémica dos participantes em 50%.
"Começar o dia após uma noite mal dormida com um café forte teve um efeito negativo no metabolismo da glicose em 50%", realçou Harry Smith, líder do estudo, à University of Bath.
Para Smith, o melhor será beber café depois do pequeno-almoço de maneira a não afetar negativamente os níveis de glicose no sangue.
"A regulação do açúcar no sangue é prejudicada quando a primeira coisa com que o nosso corpo entra em contacto é o café, especialmente depois de uma má noite de sono. Podemos melhorar isso ao comer primeiro e ao tomar café mais tarde se sentirmos necessidade", sublinha.
Café ajuda a viver melhor e mais tempo
O café poderá ajudar a viver melhor e mais tempo. Pelo menos estes foram os resultados de um estudo publicado em 2024 pela revista Science Direct. Os pesquisadores concluíram que o café pode reduzir o risco de morte por doenças relacionadas com o envelhecimento, AVC, contribuindo para a regulação dos mecanismos de stress e para proteger o corpo.
"O consumo regular de café parece estar associado à preservação das funções musculares, cardiovasculares, mentais e imunológicas, e aparenta estar inversamente associado à incidência das doenças mais frequentes que afetam os idosos, como doenças cardiovasculares e respiratórias, acidente vascular cerebral, alguns tipos de cancro, diabetes, demência, depressão grave ou fragilidade", indica a pesquisa.
Presidente mexicana diz que país suspendeu envios de petróleo para Cuba... A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse hoje que o seu governo suspendeu, pelo menos temporariamente, os envios de petróleo para Cuba, sublinhando tratar-se de uma "decisão soberana", sem pressão dos Estados Unidos.
Por LUSA
Sheinbaum respondia a perguntas sobre se a empresa estatal de petróleo Pemex teria cortado os envios de petróleo para Cuba na sequência da pressão crescente do Presidente norte-americano, Donald Trump, para que o México se afastasse do governo cubano, embora oficialmente Washington não tenha pedido a suspensão do fornecimento de petróleo.
"A Pemex toma decisões no âmbito da relação contratual que mantém com Cuba", afirmou Sheinbaum na sua conferência de imprensa matinal. "Suspender é uma decisão soberana e é tomada quando necessário", acrescentou.
As declarações vagas de Sheinbaum surgem num momento em que Trump procura isolar Cuba e aumentar a pressão sobre a ilha, um adversário de longa data que vive sob rígidas sanções económicas de Washington.
Trump disse que o governo cubano está prestes a cair e que a ilha não receberia mais carregamentos de petróleo da Venezuela após uma operação militar norte-americana ter capturado o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Em profunda crise energética e económica, Cuba tem dependido fortemente da ajuda estrangeira e de carregamentos de petróleo de aliados como o México, a Rússia e, anteriormente, a Venezuela.
Sheinbaum disse hoje que o México continuaria a mostrar solidariedade com Havana, mas não especificou que tipo de apoio ofereceria.
O México enfrentou também a sua própria pressão de Washington, uma vez que Trump ameaçou realizar uma ação militar contra cartéis de droga mexicanos.
Na semana passada, o México transferiu para os Estados Unidos dezenas de suspeitos membros de cartéis para enfrentarem a justiça.
Estes suspeitos eram procurados pela administração Trump, mas Sheinbaum usou na altura uma linguagem semelhante à de hoje, dizendo que as transferências foram feitas de forma soberana e autónoma.
O petróleo mexicano é há muito tempo uma linha vital para Cuba.
No seu relatório mais recente, a Pemex afirmou que enviou quase 20.000 barris de petróleo por dia para Cuba entre janeiro e 30 de setembro de 2025.
Sheinbaum passou semanas a dizer que iria fornecer dados claros sobre as exportações para Cuba, mas ainda não o fez. O governo cubano e a Pemex não responderam de imediato a um pedido de comentário sobre este assunto.
Os analistas agora esperam mais pressão de Washington para interromper esses envios de forma permanente.
Leia Também: Nevão atinge Estados Unidos: imagens mostram carros soterrados e rios congelados
Uma violenta tempestade de gelo e neve está a assolar os Estados Unidos. As imagens do nevão mostram acúmulo de gelo em viaturas e carros, além de rios congelados.











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