sábado, 4 de abril de 2026

Estudo indica que envelhecimento pode incluir melhorias físicas e cognitivas... Cerca de 45% das pessoas analisadas com mais de 65 anos registaram melhorias físicas e cognitivas ao longo do tempo, segundo investigadores que avaliaram milhares de adultos com mais de 65 anos durante vários anos.

Por  SIC Notícias 

A investigação foi liderada por Becca Levy e Martin Slade, da Escola de Saúde Pública de Yale com base em dados do Health and Retirement Study, um projeto que acompanha indivíduos ao longo do tempo.

Os investigadores analisaram indicadores como a função cognitiva e a velocidade da marcha, considerada um sinal relevante da condição física. Os resultados mostram que melhorar com a idade não constitui uma exceção, mas uma realidade para uma parte significativa da população idosa.

Pra o estudo, que foi publicado na revista científica Geriatrics, os investigadores acompanharam os participantes durante 12 anos, o que permitiu observar mudanças ao longo do tempo.

Becca Levy explicou que a investigação surgiu após refletir sobre exemplos de envelhecimento bem-sucedido.

“Comecei a pensar nestes exemplos de pessoas que prosperam mais tarde na vida”, afirmou.

Os dados indicam que há ainda uma ligação entre a forma como as pessoas encaram o envelhecimento e o resultados que alcançam. Participantes com crenças positivas apresentaram maior probabilidade de melhoria física e cognitiva.

No âmbito desta investigação, Becca Levy desenvolveu também uma abordagem para contrariar estereótipos negativos associados à idade, conhecida como método ABC. Esta estratégia passa por:

  • reconhecer as mensagens negativas sobre o envelhecimento;
  • perceber que nem tudo o que corre mal se deve à idade, mas sim das ideias erradas sobre envelhecer;
  • questionar e criticar crenças negativas, tanto a nível individual como social.

Louise Aronson, médica geriatra e professora na Universidade da Califórnia, em São Francisco, destacou que o envelhecimento não corresponde necessariamente a um processo de perda contínua.

“Vai continuar a envelhecer. Vai morrer. Mas pode tornar esse processo muito melhor”, afirmou.

Os autores defendem que fatores como atitude, comportamento e envolvimento social podem influenciar diretamente a evolução das capacidades físicas e mentais em idades mais avançadas.


Um estudo com dezenas de milhares de participantes concluiu que pequenos ajustes no sono, na atividade física e na alimentação podem prolongar a vida e aumentar os anos de saúde. A investigação foi liderada por cientistas da Universidade de Sidney com base em dados do UK Biobank.

Senegal suspende viagens oficiais não essenciais face ao preço do petróleo... O governo do Senegal anunciou a suspensão de todas as viagens oficiais não essenciais ao exterior devido ao aumento dos preços dos combustíveis causados pela guerra no Médio Oriente.

© Reuters    Por  LUSA  04/04/2026 

"A captação de fundos está a tornar-se cada vez mais difícil... O Senegal já se encontrava numa situação extremamente difícil, como evidenciado pela dívida exponencial que herdámos", afirmou o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, na noite de sexta-feira, num discurso na cidade de Mbour, noticiado pela imprensa local. 

O primeiro-ministro daquele país da África ocidental alertou que o preço do petróleo no país atingiu 115 dólares (cerca de 100 euros) por barril, em comparação com os 62 dólares (54 euros) projetados no orçamento nacional para este ano, antevendo tempos difíceis para a população.

Face à situação financeira difícil, agravada agora pelo aumento do preço do petróleo, o primeiro-ministro anunciou medidas públicas de austeridade, incluindo a suspensão de viagens oficiais.

O Senegal junta-se a outros países africanos que decidiram tomar medidas para fazer face ao aumento dos custos, como a fixação de preços dos combustíveis ou a redução de impostos sobre esses produtos, por forma a tentarem proteger-se dos aumentos constantes dos preços causados pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao fecho do estreito de Ormuz.

As economias africanas são especialmente vulneráveis a crises globais, face à sua dependência de mercados externos, volatilidade dos câmbios, falta de infraestruturas e altos níveis de endividamento.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e Israel em território iraniano.

Teerão retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, via marítima fundamental para o mercado petrolífero, e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


Leia Também: HRW pede ao presidente do Senegal que não assine lei anti-LGBT

A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

Caças abatidos? Trump tinha garantido que força aérea estava "em ruínas"... O Irão anunciou, na sexta-feira, que abateu dois aviões de combate norte-americanos, sendo que o piloto de um deles continua desaparecido. Cerca de um dia antes, o presidente dos EUA tinha garantido que a força aérea iraniana estava "em ruínas".

© Getty Images/ Shawn Thew/EPA/Bloomberg  noticiasaominuto.com 04/04/2026 

Pouco mais de um dia antes de o Irão ter abatido dois caças norte-americanos, Donald Trump tinha-se gabado do poderio militar dos Estados Unidos, afirmando que a força aérea de Teerão estava "em ruínas".

Foi no seu discurso de quarta-feira (já quinta-feira em Portugal) numa declaração à nação sobre a guerra no Médio Oriente e, em particular, no Irão, que o presidente norte-americano se mostrou extremamente confiante na ofensiva levada a cabo pelo país que lidera.

"Nós podíamos atingi-lo [ao Irão] e desapareceria, e não há nada que eles possam fazer quanto a isso. Eles não tem qualquer equipamento aéreo. O seu radar está 100% aniquilado", garantiu a partir da Casa Branca, citado pela ABC News. "Nós somos imparáveis enquanto força militar".

Nesse mesmo discurso, Donald Trump assegurou que a força aérea do Irão estava "em ruínas" e que "a sua habilidade de lançar mísseis e drones estava dramaticamente reduzida".

"Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão evidentes e devastadoras, em grande escala, numa questão de semanas", comentou ainda Trump, informando, no entanto, que a ofensiva contra o Irão iria ser intensificada nas próximas duas a três semanas.

Recorde-se de que ao longo do conflito, que já se estende há mais de um mês, Donald Trump tem assegurado, reiteradamente, que os Estados Unidos estão a sair vitoriosos da guerra e que a mesma não se deverá prolongar muito no tempo. A data limite de duas semanas, aliás, já tinha sido antes mencionada por Trump - mas, até ao momento, não foi cumprida. O fim do conflito continua incerto.

A confiança no poderio militar dos Estados Unidos foi ecoado pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que precisamente há um mês, a 4 de março, afirmou que "em menos de uma semana", os Estados Unidos e Israel iam ter "controlo completo dos céus iranianos".

"Significa que vamos voar dia e noite, sem parar, localizando, destruindo e aniquilando os mísseis e a base industrial de defesa das forças armadas iranianas, localizando e destruindo os seus líderes e os seus comandantes militares, sobrevoando Teerão, sobrevoando o Irão, sobrevoando a sua capital, sobrevoando o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica", afirmou.

O controlo norte-americano não era, pelos vistos, assim tão completa quanto os líderes dos Estados Unidos queriam fazer parecer. Na sexta-feira, as forças armadas iranianas abateram não um, mas dois caças norte-americanos que sobrevoavam os céus iranianos.

O ataque desencadeou uma operação conjunta entre os Estados Unidos e Israel, de modo a resgatar os dois pilotos a bordo. Ainda durante sexta-feira foi possível localizar e resgatar um dos militares, mas o outro permanece, para já, desaparecido.

Enquanto isso, também as forças iranianas estão à procura do piloto abatido dos céus, chegando mesmo a oferecer uma recompensa pelo mesmo.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia iraniana, numa mensagem lida durante uma transmissão da televisão estatal.

A mesma emissora partilhou imagens de aeronaves norte-americanas a sobrevoarem o Irão à procura do piloto desaparecido, que pode ver na publicação abaixo.


Leia Também: Guerra contra Irão já matou 13 militares norte-americanos

A operação militar 'Fúria Épica', contra o Irão, causou até ao momento 13 militares norte-americanos mortos e 365 feridos, revelou o Pentágono.

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataque russo faz cinco mortos e 19 feridos em mercado na Ucrânia... Um ataque com um drone russo a um mercado na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, provocou esta manhã cinco mortos e 19 feridos, segundo as autoridades locais.

© Dmytro Smolienko / Ukrinform/Future Publishing via Getty Images     Por  LUSA  04/04/2026 

O responsável militar da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, e a Procuradoria-Geral da Ucrânia informaram que o bombardeamento ocorreu hoje por volta das 09h50 desta manhã (07h50 em Lisboa).

"Cinco pessoas foram mortas --- três mulheres e dois homens" e 19 ficaram feridas, incluindo uma menor de 14 anos que se encontra em estado crítico, indicou na rede social Telegram o chefe da administração militar da região.

Os pavilhões comerciais e uma loja ficaram danificados, segundo informou o Ministério Público também na conta do Telegram, onde anunciou o início de uma investigação por possíveis crimes de guerra.

O Exército russo não fez comentários sobre este incidente e limitou-se a confirmar ataques contra instalações militares, industriais e energéticas ucranianas utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia e aeródromos militares ucranianos, "bem como acampamentos de destacamento temporário para unidades militares ucranianas e mercenários estrangeiros" em 142 localidades do país durante as últimas 24 horas.


Leia Também: Ataques aéreos causam um morto no sul da Rússia

Um ataque com mísseis e drones fez um morto e quatro feridos graves na região de Rostov, no sul da Rússia, na fronteira com a Ucrânia, informou hoje o governador regional.

EUA alertam para possíveis ataques contra universidades no Líbano... A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Beirute alertou para a possibilidade de o Irão ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já causou 1.300 mortos.

© Lusa   04/04/2026 

Num comunicado divulgado na sexta-feira, a missão diplomática indicou que "o Irão e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano" e salientou que Teerão "ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Médio Oriente".

O Departamento de Estado recomendou que os cidadãos norte-americanos abandonem o Líbano "enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", de acordo com o comunicado, que destaca a natureza "volátil e imprevisível" da situação de segurança no país.

"Instamos os cidadãos norte-americanos a não viajarem para o Líbano. Recomendamos que os cidadãos norte-americanos que se encontrem no Líbano e optarem por não sair do país elaborem planos de contingência de emergência e estejam preparados para procurar abrigo caso a situação se agrave", prosseguiu o comunicado.

O governo dos EUA alertou os cidadãos de que a Embaixada no Líbano "está a prestar serviços limitados de passaporte a cidadãos norte-americanos a título de emergência" e que "todos os serviços consulares regulares estão suspensos até novo aviso".

O alerta surge após uma recente onda de controvérsias nos círculos políticos e mediáticos libaneses, na sequência da disseminação de ameaças por parte de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irão Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como potenciais alvos.

O Líbano foi arrastado para o conflito em curso no Médio Oriente quando o Hezbollah lançou morteiros sobre Israel, em retaliação pela ofensiva aérea lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel sobre o Irão.

Israel ripostou com ataques aéreos maciços em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre.

Segundo as autoridades libanesas, o conflito fez, em 30 dias, mais de 1.300 mortos e mais de um milhão de deslocados, o que representa mais de um sexto da população do país.