quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Guiné- Bissau: Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau visita Gâmbia

Por Rádio Capital Fm    14/10/2026 

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general de exército Tomás Djassi, iniciou uma visita de quatro dias à Gâmbia.

A visita visa reforçar a cooperação militar e a segurança entre os dois países.

Djassi lidera também o Conselho Nacional de Transição. A agenda inclui encontros com oficiais militares gambianos, com o ministro da Defesa, com o inspetor-geral da Polícia e com o conselheiro de Segurança Nacional.

A visita termina com a assinatura de um comunicado conjunto, definindo as prioridades para a cooperação militar.

A deslocação ocorre uma semana depois de o primeiro-ministro e os órgãos eleitorais declararem que não existem condições para realizar eleições em 6 de dezembro.

As eleições visam repor a ordem civil após o golpe de novembro de 2025.

RGB DEFENDE PACTO NACIONAL DURADOURO PARA GARANTIR A PAZ E A ESTABILIDADE NA GUINÉ-BISSAU

Por Radio Voz Do Povo   15/10/2026 

A Resistência da Guiné-Bissau (RGB) defende a construção de um Pacto Nacional duradouro, com a justiça, o respeito pelos direitos humanos e o bem-estar da população no centro das prioridades, como forma de ultrapassar a instabilidade e promover a paz e a reconciliação nacional.

A posição consta de um comunicado à nação, divulgado esta quinta-feira, 15 de outubro, sob o lema “Pela Paz, Diálogo e Reconciliação Nacional no Nosso País”.

No documento, a RGB manifesta preocupação com as crescentes crispações protagonizadas por alguns políticos e ditos ativistas sociais, apelando ao diálogo transparente, à paz e à reconciliação nacional em toda a Guiné-Bissau.

A formação política considera que a preservação da estabilidade, da coesão social e do respeito pela legalidade constitucional constitui um imperativo nacional, sublinhando que nenhum progresso real pode ser construído com base na divisão, na intolerância ou no conflito.

No mesmo comunicado, a RGB dirige um apelo aos líderes políticos e institucionais para que orientem as suas ações pelo interesse superior da nação e privilegiem a concertação e a negociação, em detrimento do confronto, criando um ambiente favorável ao estabelecimento de um novo calendário eleitoral.

Às Forças de Defesa e Segurança, a organização pede que se mantenham fiéis ao seu papel republicano, garantindo a ordem, a integridade territorial e a proteção dos cidadãos, afastando-se das disputas políticas. Defende igualmente que os detentores do poder de facto criem condições para um diálogo inclusivo, baseado na auscultação de todas as forças vivas da nação, com vista à construção de um amplo consenso nacional e à definição das áreas fundamentais de um Pacto Nacional.

A RGB apela ainda à sociedade civil e às organizações juvenis e femininas para que continuem a promover a consciencialização social e uma cultura de paz, baseada na inclusão, na justiça social e na tolerância mútua.

Aos cidadãos guineenses, a formação política pede que rejeitem todas as formas de extremismo e de violência étnica e religiosa, considerando que a diversidade e a unidade nacional são fundamentais para salvaguardar a soberania e a dignidade humana.

No plano internacional, a RGB apela à continuidade da colaboração e da mediação da CEDEAO, da CPLP e das Nações Unidas, cujo apoio considera fundamental para o regresso à plena normalidade democrática.

A organização reafirma ainda a importância da união entre os guineenses para transformar o presente e garantir o progresso das futuras gerações, reiterando o seu compromisso com a paz, a liberdade e os direitos constitucionais.

O comunicado termina com um apelo à prevalência da paz nos corações dos guineenses e no país, sendo assinado, em Bissau, a 15 de outubro de 2026, por Fernando Mendes, presidente da Comissão Permanente da RGB.

Senado brasileiro aprova redução de semana de trabalho sem cortes salariais... O Senado brasileiro aprovou na quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o tempo de trabalho semanal sem corte salarial, uma das bandeiras do Presidente brasileiro, Lula da Silva, candidato à reeleição.

© Lusa   Por  RTP/Lusa   15 Outubro 2026 

A proposta, popularmente chamada "fim da escala 6x1", ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso, foi aprovada em dois turnos no Senado numa mesma sessão plenária e agora vai a promulgação.

A votação foi híbrida, tanto presencial, quanto remota, o que permitiu, por exemplo, Flávio Bolsonaro, que estava em agenda de campanha no Rio Grande do Sul, participar e votar favoravelmente a proposta.  

O fim da escala 6x1 foi duramente criticada por grandes entidades e sindicatos patronais das áreas de indústria, comércio e serviços ao classificar a medida como ruim para a economia e que resultará em demissões, além de precarização dos serviços essenciais.

Aprovada em maio na Câmara dos Deputados e após acordo da base governista e de Lula com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, a PEC foi colocada em votação na quarta-feira.

Alcolumbre decidiu acelerar a tramitação da proposta após o resultado das eleições gerais em 04 de outubro, após o Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, ganhar maioria das 81 cadeiras do Senado e, assim, ameaçar a sua reeleição ao comando da Câmara Alta, em fevereiro.

A estratégia de sobrevivência foi uma forma de pressionar o PL sobre o tema, uma vez que, nas últimas semanas, Flávio fez declarações vagas sobre o assunto à imprensa, passando depois a defender flexibilização das leis trabalhistas para que empregado e patrão negociassem horas de trabalho.

Na terça-feira, no entanto, após reunião com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio recuou e disse que votaria a favor da PEC, porque "a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6x1".

Ainda assim, criticou Lula para dizer que o "Governo pagaria a conta" por supostas perdas económicas, uma vez que os empresários e empresas estão endividados e quebrados.

O cálculo da sua campanha e do pai foi que "Lula cavou um penálti aos 45 do segundo tempo" e que seria melhor o candidato do PL e o próprio partido votarem a proposta para evitar "desgastes desnecessários" com os eleitores.

Atrás de Flávio nas sondagens de intenção de voto e com 2,2 milhões de votos a menos na primeira volta, Lula passou as últimas semanas a provocar o adversário sobre como ele votaria.

A campanha do petista também recuperou as declarações contrárias de Flávio, que já chamou a PEC apresentada pelo Governo de "oportunista", com "grande carga de hipocrisia".

Na terça-feira, Lula ironizou o recuo de Flávio e do PL ao dizer que "depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da escala 6x1. De vez em quando, eu fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, vou continuar a fazer isso".

Os líderes do Partido Liberal no Congresso brasileiro afirmaram que, caso eleito, Flávio Bolsonaro trabalhará pela aprovação da PEC que autoriza o pagamento de horas trabalhadas, uma vez que o partido é a maior força partidária na Câmara dos Deputados e no Senado.

A imprensa brasileira noticiou ainda que Flávio deu a entender isso mesmo durante um encontro com empresários, antes de sinalizar publicamente que votaria a favor da PEC do fim da escala 6x1.

A votação desta proposta teve o mesmo resultado nos dois turnos de votação: 75 votos sim e um voto contrário.

O Plenário do Senado, que estava tomado por petistas e governistas, gritaram "olé, olé, olá, Lu-la" e a fazer a letra "L" com as mãos em referência ao líder de esquerda.


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O ativista maliano Bad le Malien, apoiante da junta no poder, foi acusado de difamação e atentado contra a credibilidade do Estado, tendo ficado hoje em prisão preventiva.

Oativista maliano Bad le Malien, apoiante da junta no poder, foi acusado de difamação e atentado contra a credibilidade do Estado, tendo ficado hoje em prisão preventiva.

Badra Aliou Dicko, conhecido por Bad le Malien, tem defendido com fervor, nas redes sociais, os militares que tomaram o poder através de dois golpes de Estado, em 2020 e 2021, neste país do Sahel que é palco de um conflito desde 2012...

Musk acusa Trump de limitar acesso à Starlink na Ucrânia... Elon Musk acusou o governo de Donald Trump de limitar o acesso à Starlink na Ucrânia, enquanto o Ministério da Defesa ucraniano informou que a ligação melhorou, embora com velocidade limitada.

© Getty Images   Por  LUSA  15/10/2026 

O Ministério da Defesa da Ucrânia indicou quarta-feira que a ligação à rede de satélites Starlink "melhorou", embora com velocidade limitada, enquanto Elon Musk, da SpaceX, remeteu para o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, responsabilidade por qualquer abrandamento.

O Ministério afirmou à comunicação social que "durante o dia eram muito mais baixos os limites reais" de velocidade de acesso à rede, mas que "a qualidade da ligação melhorou", acrescentando que prosseguem contactos com a SpaceX.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje ao restabelecimento do acesso à rede de satélites Starlink, de que o país depende para enfrentar os constantes ataques de mísseis russos.

"As pessoas vão morrer, claro, se os ataques continuarem e se a Starlink não funcionar (...) Espero realmente que se trate de um erro, talvez de um problema técnico grave — não sei —, mas pedimos que o serviço seja restabelecido", disse Zelensky ao jornalista Piers Morgan, numa entrevista cujos excertos foram divulgados online.

Afirmou ainda que foi "um grande erro" a interrupção da Starlink, utilizada para comunicações no campo de batalha na Ucrânia e para a interceção de drones.

Durante a visita de hoje a Londres, Zelensky confirmou preocupações relacionadas também com a partilha de informação por parte dos Estados Unidos.

"Hoje sofremos ataques em grande escala e é realmente lamentável que tenhamos tido algumas dificuldades que gostaria de discutir com o [primeiro-ministro britânico] Andy [Burnham] sobre o Starlink e sobre informações", disse, em declarações à chegada a Downing Street.

Na rede social X, Elon Musk declarou que qualquer abrandamento da rede militar Starshield na Ucrânia se deve ao governo norte-americano e não à sua empresa, a SpaceX.

"Os sistemas Starshield são propriedade e controlados pelo governo dos Estados Unidos. Qualquer limitação de velocidade ou de utilização é decidida pelos militares americanos e, em última análise, pelo Presidente", afirmou.

O bilionário fez ainda uma distinção entre o Starshield, utilizado pela Ucrânia para comunicações na frente de combate, e o Starlink, limitado a usos civis. Ambos os sistemas de satélite foram desenvolvidos pela SpaceX, a empresa de Elon Musk.

Os ataques com mísseis balísticos e drones na terça-feira mataram pelo menos cinco pessoas e feriram 36, segundo a polícia ucraniana.

Kiev queixou-se de falta de informação sobre os ataques russos e de limitações no uso da plataforma Starlink para lançar os próprios drones.

No início do seu encontro com o primeiro-ministro britânico em Downing Street, Zelensky afirmou que "conta com a parceria com os Estados Unidos", embora tenha dito sentir-se traído pelos recentes anúncios de Donald Trump.

"É doloroso ver o Presidente Trump escolher um lado, e não o nosso", afirmou ainda na entrevista a Piers Morgan.

Questionado se se sentia traído, respondeu "sim", acrescentando: "é um pouco mais complicado do que apenas as minhas emoções ou sentimentos. Não se trata de mim, mas da sobrevivência do meu país".

Um conselheiro do presidente ucraniano, Serhiy Beskrestnov, tinha afirmado hoje que o funcionamento de alguns terminais Starlink tinha sido restringido na noite anterior, sem aviso prévio.

Kiev afirma também não ter recebido qualquer aviso sobre ataques russos, pela segunda noite consecutiva, quando a Ucrânia depende de informações de inteligência militar ocidental — e, em particular, norte-americana — para antecipar e contra-atacar as ofensivas russas.

A Ucrânia e os seus aliados europeus ficaram perplexos com a decisão do Presidente norte-americano, no passado fim de semana, de levantar as sanções sobre o gasóleo russo.

Trump também criticou duramente Zelensky, chegando mesmo a "sugerir" aos ucranianos que escolhessem "um novo líder capaz de chegar a um acordo" de paz com Moscovo.

Os líderes europeus evitaram criticar diretamente o Presidente norte-americano, apoiando o seu apelo para uma trégua nos ataques russos e ucranianos às instalações energéticas do lado adversário.

No encontro em Londres, o primeiro-ministro britânico referiu o apelo lançado no fim de semana por Trump para um cessar-fogo energético, lamentando que a Rússia tenha respondido com novos ataques contra infraestruturas críticas ucranianas.

"Fica, mais uma vez, claro para o mundo quem é o agressor neste conflito", denunciou Burnham.