sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

A Judicialização do Vazio: Incompetência Jurídica, Ficção Política e a Deslegitimação do Contencioso Eleitoral na Guiné-Bissau

Por Abel Djassi Primeiro  19/12/2025

A atuação do ex-candidato às eleições presidenciais de 23 de novembro, Fernando Dias da Costa, constitui um caso paradigmático de judicialização do nada - um exercício de retórica política travestido de ação jurídica, desprovido de base factual, sustentação normativa e coerência institucional. Ao recorrer a um advogado estrangeiro, o senegalês Saïd Larifou, para intentar uma suposta defesa eleitoral, o ex-candidato não apenas desautorizou publicamente o seu próprio gabinete jurídico, como expôs a fragilidade intelectual e técnica da estratégia adotada.

O ponto central é incontornável: inexiste objeto jurídico. A Comissão Nacional de Eleições (CNE), autoridade competente em matéria eleitoral, declarou a nulidade do processo não em razão de qualquer golpe de Estado - narrativa politicamente conveniente, porém juridicamente inexistente -, mas pela ausência objetiva de pressupostos legais e factuais que sustentassem a continuidade do processo eleitoral. Sem ato válido, não há litígio; sem litígio, não há defesa possível. O Direito não opera no campo da imaginação política.

A tentativa de transformar uma frustração política em contencioso jurídico revela um equívoco conceitual grave: confundir disputa eleitoral com persecução judicial, militância com técnica, indignação com prova. Trata-se de uma inversão perigosa da lógica do Estado de Direito, na qual o Direito é instrumentalizado como prolongamento do discurso político derrotado. Essa prática não apenas banaliza o sistema jurídico, como corrói a credibilidade das instituições e compromete a já frágil cultura de legalidade no país.

Do ponto de vista técnico, a iniciativa configura má-fé processual, pois busca acionar instâncias jurídicas sem causa de pedir consistente nem fundamento normativo verificável. Do ponto de vista político, trata-se de uma estratégia de desespero, típica de atores incapazes de aceitar os limites impostos pelas instituições quando estas não confirmam suas ambições. Do ponto de vista institucional, é um ataque direto à racionalidade do sistema eleitoral e ao princípio da segurança jurídica.

Importar um advogado estrangeiro para sustentar uma tese juridicamente natimorta não confere legitimidade ao argumento; apenas internacionaliza o constrangimento. O Direito não se fortalece pelo sotaque de quem o invoca, mas pela solidez dos fatos e pela coerência das normas. Quando estes inexistem, resta apenas o ruído - alto, repetitivo e politicamente tóxico.

Em síntese, o episódio revela mais sobre a pobreza analítica e a incompetência jurídica dos seus protagonistas do que sobre qualquer falha estrutural do sistema eleitoral guineense. Transformar o fracasso político em espetáculo jurídico não produz justiça, não gera verdade e não constrói democracia. Apenas reafirma uma prática recorrente: a tentativa de governar pela ficção quando a realidade institucional se impõe de forma inexorável.

Parlamento cabo-verdiano rejeita condenação ao golpe na Guiné-Bissau

Por Lusa
O parlamento cabo-verdiano rejeitou hoje uma proposta do PAICV, maior força da oposição, que condenava o golpe de Estado na Guiné-Bissau, com o partido no poder a opor-se à aprovação do texto.

O voto de condenação ao golpe de Estado na Guiné-Bissau foi rejeitado, com 32 votos contra do Movimento para a Democracia (MpD), partido no poder e 25 a favor, sendo 24 do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e um da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição).

O PAICV defendia que o golpe constitui uma "grave violação da ordem constitucional" e pedia a reposição imediata da ordem democrática, a libertação dos dirigentes detidos e manifestava solidariedade ao povo guineense, às forças democráticas, políticas e à sociedade civil que lutam pela reposição da legitimidade democrática.

Rui Semedo, porta-voz da bancada do PAICV, afirmou estar "defraudado com a tentativa de consensualização entre os partidos, que não resultou num entendimento sobre a condenação da situação na Guiné-Bissau".

O deputado da UCID, António Monteiro, explicou o voto favorável do seu partido, sublinhando que "são contra qualquer tomada do poder pela força" e que "o poder deve assentar na vontade popular".

Orlando Dias, do MpD, justificou o voto de rejeição da proposta, apontando que tinham proposto um "texto consensual", mas que não houve acordo.

Acrescentou que "Cabo Verde é um país e a Guiné-Bissau é outro e que cada um tem a sua soberania".

"Queremos saber que parlamentos do mundo que se pronunciaram sobre a Guiné-Bissau", apontou ainda.

Guiné-Bissau: Horta Inta-a nega que militares tenham impedido conclusão do processo eleitoral

 

Com CAPGB 

Bissau, 19 de Dezembro de 2025 – O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, Major-General Horta Inta-a, refutou as declarações da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que apontam as Forças Armadas como as principais responsáveis pela não conclusão do processo eleitoral de novembro.

Em conferência de imprensa realizada para esclarecer as causas do levantamento militar de 26 de novembro, evento que interrompeu o calendário eleitoral um dia antes da divulgação dos resultados provisórios, o governante justificou a intervenção do Alto Comando Militar como uma medida de contenção de danos.

Inta-a contestou a versão da CNE, que acusou os militares de inviabilizarem o processo e de subtraírem atas de votação. Segundo o Presidente de Transição, a paragem deveu-se à instabilidade no terreno.

"Não concordo com a posição da CNE ao afirmar que fomos o motivo da não conclusão do processo, ao ponto de roubarmos atas. Todos testemunhamos uma forte tensão apenas duas horas após o fecho das urnas, o que resultou em confrontos violentos em várias Comissões Regionais de Eleições (CREs), como Mansoa, Catió, Bolama e Bubaque", afirmou.

Segundo o Major-General, o cenário obrigou ao envio imediato de reforços de segurança para evitar um "derramamento de sangue" entre apoiantes de candidatos rivais que tentavam controlar a distribuição de boletins e atas.

Durante a mesma declaração, o Presidente de Transição garantiu que os detidos nos incidentes de novembro, incluindo figuras da oposição, serão submetidos ao rigor da lei. Inta-a mencionou especificamente que o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e os seus colaboradores, deverão responder perante as autoridades.

"Todos os detidos antes e depois das eleições simultâneas de novembro vão responder à justiça. Cada crime cometido terá uma resposta judicial. Não estamos contra ninguém; pelo contrário, estamos aqui para promover a paz e o entendimento entre nós", declarou.

Ao encerrar a conferência, Horta Inta-a lançou uma reflexão sobre o papel das eleições na estabilização do país. Para o oficial, o modelo atual não tem sido eficaz para resolver a crise político-militar que abala a nação.

"Mais uma vez, as eleições nunca serão a solução, considerando o que acompanhamos nos últimos anos no seio dos cidadãos e, particularmente, nos partidos políticos. Devemos apostar num diálogo sério para encontrar uma solução duradoura", concluiu, apelando à colaboração de todos os setores da sociedade guineense.

Putin endurece discurso sobre Ucrânia e coloca pressão sobre Europa... O presidente russo aproveitou o balanço do ano para reafirmar a ofensiva na Ucrânia, impor condições para a paz e desafiar a Europa.

Por LUSA 

Vladimir Putin reafirmou hoje aos russos e ao mundo que a Rússia vai atingir os objetivos militares na Ucrânia, apesar dos adversários europeus, ao fazer o balanço do ano pela quarta vez em guerra.

"As nossas tropas avançam em toda a linha de contacto (...), o inimigo recua em todas as direções", congratulou-se Putin no início da conferência de imprensa televisiva de quatro horas e meia, em Moscovo.

Vladimir Vladimirovich Putin, 73 anos, no poder há 25, usa o encontro anual com o povo e os jornalistas para consolidar o poder e falar sobre assuntos internos e globais.

Este ano, a conferência de imprensa decorreu num contexto marcado pelo plano de paz para a Ucrânia apresentado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar dos intensos esforços diplomáticos, que prosseguem no fim de semana, as iniciativas de Washington têm-se deparado com exigências fortemente contraditórias por parte de Moscovo e Kyiv.

A Ucrânia dominou a conferência, o que pode refletir o desejo do Kremlin (presidência) de acalmar a opinião pública após quase quatro anos de guerra.

"Estou certo de que, antes do final deste ano, assistiremos a novos sucessos", afirmou Putin durante o programa, que combina conferência de imprensa e resposta a perguntas da população.

O líder russo reafirmou que estava pronto para um acordo pacífico que abordasse as "causas profundas" do conflito, uma referência às condições impostas por Moscovo para um acordo.

Putin exige o reconhecimento internacional dos territórios ucranianos conquistados desde o início da guerra, mesmo que parcialmente, em particular o Donbass, no leste, que compreende as regiões de Donetsk e Lugansk.

Moscovo também anexou Zaporijia e Kherson em setembro de 2022, depois de ter feito o mesmo à Crimeia, mas já em 2014.

Putin insistiu que a Ucrânia abandone a ideia de aderir à NATO, mas também repreendeu o secretário-geral da organização, Mark Rutte, por ter pedido aos aliados que se preparassem para uma possível guerra com a Rússia.

Trump como amigo pressiona europeus

Argumentou que os Estados Unidos deixaram de considerar a Rússia como um inimigo na nova Estratégia de Segurança Nacional, recentemente divulgada, e ironizou se Rutte sabia ler.

Se há um ano, a Rússia falava no "Ocidente coletivo" como inimigo, o regresso ao poder de Trump mudou o foco para os europeus, com elogios de Putin ao homólogo norte-americano.

"Trump realiza esforços importantes para pôr fim ao conflito", disse Putin, negando a ideia de que tivesse rejeitado o plano norte-americano para terminar a guerra.

"A bola encontra-se totalmente do lado dos nossos adversários ocidentais, principalmente do chefe do regime de Kiev [Volodymyr Zelensky] e dos seus patrocinadores europeus", afirmou.

Putin voltou a questionar a legitimidade de Zelensky, cujo mandato terminou em 2024, e ofereceu-se para mandar calar as armas se os ucranianos fossem chamados a escolher um presidente.

Mas só "no dia das eleições", não um cessar-fogo definitivo.

Ativos russos congelados? "São para devolver"

Putin falou poucas horas depois de a União Europeia (UE) ter optado pela emissão de dívida para financiar a Ucrânia em 90 mil milhões de euros em 2026 e 2027, em vez de usar os ativos russos congelados.

O chefe do Kremlin advertiu os europeus de que "terão de devolver o que foi roubado" à Rússia.

Considerou que o congelamento dos ativos russos afeta a confiança na Zona Euro, usada por muitos países para guardar reservas de ouro, sobretudo os produtores de petróleo, segundo assinalou.

Putin mostrou-se confiante também na economia russa, abalada pelas sanções ocidentais, antecipando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1%, um défice orçamental de 1,6%, inflação inferior a 6% e desemprego de 2,2%.

"Tudo isto, em conjunto, dá motivos para falar na estabilidade da economia", afirmou.

Tal como em edições anteriores, respondeu a queixas locais, comprometendo-se a resolver problemas de particulares ou repreendendo responsáveis regionais.

Prometeu discutir com o governo as taxas sobre o comércio após a queixa de um padeiro e recusou qualquer regulação de preços.

E ainda houve tempo para humor

Também comentou a passagem de um cometa perto da Terra, afirmando em tom de brincadeira tratar-se de uma "arma secreta" da Rússia.

Questionado por uma jornalista se estava apaixonado, respondeu "sim", mas sem revelar por quem.

Acrescentou que, para ele, o patriotismo começou com os pais e que acredita "no Senhor, (...) que nunca abandonará a Rússia".

De acordo com o Kremlin, foram submetidas cerca de três milhões de perguntas, filtradas com o auxílio de inteligência artificial.


Leia Também: Putin admite garantir segurança na Ucrânia em caso de eleições

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assegurou hoje que estava disposto a garantir a segurança na Ucrânia se fossem convocadas eleições presidenciais, mas descartou um possível cessar-fogo.


Nelson Moreira, segundo vice-presidente da mesa (CNT), falou à imprensa, após o encerramento da sessão extraordinária do Conselho Nacional de Transição.


O Conselho Nacional de Transição (CNT) anunciou, esta sexta-feira, 19 de dezembro, o processo de revisão da Constituição da República e da Lei Eleitoral da Guiné-Bissau, medidas que, segundo o órgão, visam pôr fim ao ciclo de instabilidade política que o país enfrenta há vários anos.
Em declarações à imprensa, divulgadas através de um vídeo partilhado na página oficial da Rádio Voz do Povo no Facebook, o vice-presidente do CNT, Nelson Moreira, afirmou que os atuais instrumentos jurídicos têm sido um dos principais fatores de crises políticas recorrentes no país.

O Conselho Nacional de Transição foi criado após o golpe de Estado levado a cabo pelos militares, que interrompeu o processo eleitoral em curso. Apesar das fortes contestações internas e internacionais quanto à sua legitimidade, o órgão afirma estar em condições de avançar com reformas estruturais no Estado.

Segundo Nelson Moreira, o Alto Comando Militar, liderado pelo general Horta Nta-a, tem impulsionado mudanças profundas na administração pública, justificando as medidas como necessárias para ultrapassar a prolongada crise política e institucional do país.

As iniciativas do CNT, incluindo a proposta de revisão da Constituição da República, continuam a ser rejeitadas por organizações nacionais e pela comunidade internacional, que questionam a legalidade e legitimidade do órgão, por resultar diretamente de um golpe militar.

Ainda assim, as autoridades militares insistem que as reformas em curso representam uma solução duradoura para a instabilidade crónica da Guiné-Bissau.
Com RSM: 19.12.2025

Presidente da República de Transição, Major-General Horta Inta-A, conferiu posse esta sexta-feira (19.12), aos novos Conselheiros.

Putin: Europeus terão de devolver "o que foi roubado" à Rússia... O Presidente russo, Vladimir Putin, advertiu hoje os europeus que "terão de devolver o que foi roubado" à Rússia e que Moscovo pretende recuperar, por via judicial, os ativos congelados devido à guerra na Ucrânia.

© Lusa   19/12/2025 

"Roubo não é a palavra exata. (...) O que tentam fazer connosco é abertamente um assalto", afirmou Putin durante uma intervenção em direto na televisão perante a imprensa e os cidadãos para fazer o balanço de 2025. 

Putin disse que "independentemente do que roubem e de como o façam, em algum momento terão de o devolver", segundo a agência de notícias espanhola EFE.

O líder russo comentava a decisão da União Europeia (UE) de optar pela emissão de dívida para financiar a Ucrânia em 90 mil milhões de euros em 2026 e 2027, em vez de usar os ativos da Rússia congelados.

Putin considerou que o congelamento dos ativos russos não é apenas um golpe na imagem da UE, mas sim uma "perda de confiança na Zona Euro".

Argumentou que são "muitos os países, e não apenas a Rússia", que guardam as reservas de ouro nos países da UE.

"Referimo-nos, sobretudo, aos países produtores de petróleo. Eles veem o que está a acontecer, já estão a observar, e começam a ter suspeitas, dúvidas e inquietações", assinalou.

Acrescentou que a emissão de dívida para o empréstimo à Ucrânia avalizado pelos ativos russos terá consequências para o "orçamento de cada país", porque aumentará a dívida orçamental.

Os líderes da UE concordaram hoje de madrugada, em Bruxelas, financiar a Ucrânia com 90 mil milhões de euros em 2026 e 2027, após não terem alcançado um consenso sobre o uso direto de ativos russos congelados.

"Ao mesmo tempo, encarregámos a Comissão Europeia de continuar a trabalhar no empréstimo de reparação baseado nos ativos imobilizados russos", disse presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa.

Tanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, privilegiaram a opção de utilizar os ativos russos, mas a proposta não recebeu o apoio necessário dos Estados-membros após intensas negociações.

A Bélgica, sede da Euroclear, o depositário que detém a maior parte dos ativos (cerca de 185 mil milhões de euros, mostrou-se particularmente reticente.

Merz explicou que os ativos russos permanecerão bloqueados até que a Rússia pague reparações à Ucrânia pela invasão.

"A Ucrânia só terá de devolver o empréstimo depois de a Rússia pagar as reparações. Se a Rússia não pagar, utilizaremos, em conformidade com o direito internacional, os ativos russos imobilizados para liquidar o empréstimo", afirmou.


Guerra Rússia-Ucrânia: Trump pressiona Ucrânia a negociar rapidamente com Rússia antes que russos mudem de ideias

Luis M. Alvarez // AP.   SIC Notícias

Trump exorta a Ucrânia a acelerar negociações com Rússia antes de Moscovo mudar de posição. Há uma reunião entre enviados russos e norte-americanos marcada para Miami no fim de semana.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, instou esta quinta-feira a Ucrânia a "agir rapidamente" nas negociações sobre um plano para pôr fim ao conflito com a Rússia, antes que Moscovo mude de ideias.

"Cada vez que [os ucranianos] demoram muito tempo, a Rússia muda de ideias", disse Trump em conferência de imprensa na Sala Oval da Casa Branca. Uma reunião entre enviados russos e norte-americanos sobre a guerra na Ucrânia está prevista para o próximo fim de semana em Miami, na Florida.

A Casa Branca não forneceu detalhes sobre a composição das delegações. Segundo o Politico, os Estados Unidos serão representados pelo seu enviado Steve Witkoff e pelo genro de Donald Trump, Jared Kushner, enquanto a Rússia deverá destacar o enviado económico do Kremlin, Kirill Dmitriev.

Esta nova ronda de negociações terá lugar depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter observado progressos no sentido de um acordo entre Kiev e Washington sobre o conteúdo de um plano a propor a Moscovo.

As propostas da Ucrânia ao plano norte-americano foram produzidas após reuniões em Berlim entre enviados dos Estados Unidos e representantes europeus.

Zelensky avisou no entanto que a Rússia se preparava para mais um "ano de guerra" em 2026, após o homólogo russo, Vladimir Putin, ter afirmado na quarta-feira que os objetivos da sua ofensiva na Ucrânia "serão, sem dúvida, alcançados" pela via diplomática ou militar.

Os detalhes do plano norte-americano, após a sua revisão em Berlim, ainda não são conhecidos, mas Kiev indicou que envolve concessões territoriais.

Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que a mais recente proposta contém garantias de segurança "muito fortes", que consideram favoráveis à Ucrânia e aceitáveis para a Rússia, mas também não foram divulgados pormenores.

O documento original de Washington foi recebido por Kiev e pelos aliados europeus como amplamente favorável às exigências do Kremlin.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

— Gostei dessa frase, "((A Guiné-Bissau não está sob tutela da União Europeia nem de Portugal))".

Por  Juvenal Cabi Na Una

Abduramane Turé tem facilidade em ação discursiva e sempre foi capaz de produz narrativa com clareza e alto poder de persuasão, confesso que foi um discurso brilhante, objetiva e significativa para com a nossa PÁTRIA amada, querida e sofrida, porém se eu pudesse bateria palmas de pé para o Abduramane Turé, porque o discurso foi impecável, tais ataques internacionais não guardam nenhuma coerência com a dinâmica do facto político real que se vive no nosso país. 

Claro que qualquer ataque aos interesses nacionais ou à nossa Soberania nacional deve nos unir, a todos e todas em defesa do nosso país, isto é, da nossa Guiné- Bissau, não do regime politico ou militar. 

É uma Vergonha monumental e tristeza profunda ver o povo Guineense por fanatismo político defender ataques estrangeiras contra Soberania nacional. 

Essa é a minha revolta com o que estou a observar a partir da descabida, leviana, mentirosa e perigosíssima narrativa da dita eurodeputada no parlamento Europeu, pois numa imposição inacreditável e traiçoeira que não lembra o que significa Guiné- Bissau para com Portugal. 

Fiquei estupefacto por ver ela fazer essa defesa muito burra em nome dos seus puxadinhos Paigcistas corruptos, isso é indisfarçável que alguns adversários estão comemorando ataques internacionais contra a nossa Pátria. 

É preciso entender o problema crônico no seu todo, e os potenciais prejuízos graves sobre reputação do nosso Estado. 

No contexto político geoestratégico cada país deve buscar os seus interesses.


Leia Também: O Parlamento Europeu não pode fechar os olhos não é? Acham que vão constranger o Alto comando militar Guineense com sanções?!