sexta-feira, 16 de novembro de 2018

EU signs Sustainable Fishing Partnership Agreement with Guinea Bissau

On 15 November, the EU and Guinea Bissau signed a new Sustainable Fishing Partnership Agreement (SFPA) protocol, a year after the previous protocol expired.

This new fisheries protocol will allow the EU fleet to fish in Guinea Bissau waters for a duration of 5 years. Around 50 EU vessels targeting demersal fisheries (including cephalopods and crustaceans) as well as tuna and small pelagic species will benefit from the agreement. In return, the EU will pay Guinea Bissau a financial contribution of 15.6 Mio € per year, an increase from the 9.2 Mio € foreseen under the previous protocol. Part of the EU-funding will target the development of a sustainable fisheries sector in Guinea Bissau. In addition, EU ship owners will contribute around 4 Mio € per year.

The protocol foresees the transition from the current system based on vessel capacity to a system based on catch limits (TAC), applicable for the last three years of the agreement. The EU believes this is very positive as it reinforces the transparency and sustainability of the fishing activity. The catch limits are 1,500 t for cephalopods, 2,500 t for crustaceans, 11,000 t for demersals and 18,000 t for small pelagics.

The protocol also includes improved monitoring, thanks to the introduction of an Electronic Reporting System (ERS), which will become mandatory from the third year on. The quantities agreed upon are fully in line with scientific advice and management plans adopted by Guinea Bissau.

The new protocol will enter into force when the necessary legislative procedures for its conclusion have been completed.

Fonte: ec.europa.eu

Onde estão os hipócritas e ignorantes que dizem que, o PAIGC actual é PAIGC renovado!?

Por Fabio Adilson 

A hipocresia e ignorância desse povo, são coisas que fizeram da Guiné-Bissau o que é desde sempre.

Adiato Nandigna, mulher sem noção, da ala de DSP, que o governo colocou no ministério das pescas, que nada de ministrar sabe, que só sabe ir balóbas para seus líderes vazios, em troca de altas posições nos governos, junto com seu maldito partido, inimigo do povo guineense, a fera que aterroriza o povo (PAIGC), cumpriram com a vontade dos seus patrões colonialistas.

Este é o motivo de tanta luta pelo poder que o liderzinho vazio, incompetente, engenheiro sem obra, doutor de seis meses (DSP), fez durante 3 anos, onde criou bloqueio no país durante esses anos, só para saciar a vontade dos seus padrinhos colonialistas.

O desconhecimento do valor da soberania do estado, é motivo dessas vergonhosas negociações que esses maus filhos fazem com nossos recursos naturais.

Navios de quatro países vão pescar nos mares da Guiné-Bissau por apenas 15.600.000 Euros anualmente! É sério!?

Quantos toneladas de peixes que serão pescados anualmente!?

Para aqueles que dizem que o PAIGC actual é renovado, me digam à quem esta ministra incompetente apoia, ou seja, é do núcleo do qual líder do PAIGC?

Não é de se admirar, se esta mulher apoia o DSP, pois, ela só apoia pessoas tal como ela.

Aproveitem dançar, porque, o vosso dia chegará! Um dia a Guiné vai mudar, cada um será responsabilizado pelos seus actos.

Nô bai, dianti ki caminho!

Tic-tac. Mulheres são mais férteis nesta idade, apontam especialistas

Nos tempos que correm a população feminina tende a optar pela maternidade cada vez mais tarde.


A maternidade (e paternidade) tardia deve-se a um conjunto de fatores – a uma mudança nas expetativas sociais, carreiras exigentes e a uma menor capacidade financeira.

Muitas pessoas – particularmente as mulheres – sentem a pressão imposta pelo relógio biológico, sobretudo devido à mensagem generalizada de que a fertilidade começa a reduzir a partir de uma certa idade.

Mas quando é de facto essa idade? É real? Há com certeza um momento em que se torna impossível ter filhos?

De acordo com a Sociedade Britânica de Fertilidade, a fertilidade feminina começa a declinar a partir dos 30 e sobretudo quando se atinge a marca dos 35 anos.

Tal deve-se à diminuição da quantidade de óvulos produzidos pelo corpo. Em média, cada mulher nasce com cerca de dois milhões de óvulos. Todavia, com a chegada da puberdade, o começo da ovulação e da menstruação, esses óvulos amadurecem. Em cada ciclo, se não são fertilizados, morrem e são novamente absorvidos pelo organismo, o que significa que o seu número decresce com o passar dos anos.

Por volta da idade dos 37, estima-se que restem 25 mil óvulos. A qualidade dos óvulos pode ser igualmente afetada à medida que a mulher envelhece, o que por sua vez diminui a fertilidade.

Tendo em conta os números, a idade ideal para ter filhos está entre os 21 e os 28 anos, e a probabilidade de engravidar começa a decrescer a partir dos 30.

Ainda assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que atualmente nos países desenvolvidos quase metade das mulheres com 30 anos ainda não tenha gerado o primeiro filho.

NAOM

Água nas barragens em Cabo Verde dá para três a quatro meses

O ministro da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde afirmou hoje que o nível da água nas barragens cabo-verdianas dá para três a quatro meses e que a reserva das águas dos lençóis freáticos é um terço do "normal".


Gilberto Silva falava aos jornalistas no final da sessão de abertura da VIII Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN), que decorre na cidade da Praia e tem como objetivo analisar as questões relativas à Agenda Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Segundo o governante, os resultados do presente ano agrícola "não são bons", embora sejam "melhores que o ano passado".

"Houve uma má produção de milho e feijões, principais produtos de agricultura de sequeiro, na maior parte dos concelhos agrícolas", disse o ministro, sublinhando que se registou, contudo, melhorias "em termos de produção de pasto".

Exceto em algumas zonas, como as periféricas em Santiago e nas ilhas de Santo Antão e Boavista, é que não se registaram melhorias a esse nível, apesar de uma melhor produção.

No ano passado quase não choveu em Cabo Verde e a precipitação registada este ano ficou aquém das necessidades, pelo que os lençóis freáticos a níveis inferiores aos desejáveis.

"Ainda estamos muito aquém daquilo que é normal. E normal é cerca de 500 metros cúbicos de água por habitante por ano. Melhorámos muito pouco. Estaremos à volta de um terço do que seria normal", lamentou o ministro.

Ao nível das águas superficiais (barragens), a situação também "não é boa".

A água em algumas das barragens nem sequer ultrapassa a reserva técnica e em uma ou duas em que isso acontece o volume apenas garante um consumo de três a quatro meses, disse.

Por esta razão, o Governo está já a preparar medidas para atenuar a situação.

"O Governo vai continuar com medidas atenuadoras, mas vai apostar muito fortemente nas medidas de resiliência. Felizmente estamos a ultimar o acordo com a Hungria para o financiamento de projetos técnicos relacionados com a dessalinização das águas salubres e a reutilização das águas residuais tratadas de forma segura para a agricultura. Tudo isto vai ajudar a mitigar esses efeitos", acrescentou.

Em relação ao investimento que estas medidas exigem, Gilberto Silva disse que uma boa parte dos projetos vai ser direcionada para este tipo de atividades.

Para tal, deverão ser postos à disposição 600 milhões de escudos cabo-verdianos (cerca de 5,4 milhões de euros) para a "atenuação desses efeitos".

"Refiro-me aos projetos que têm que ver com a melhoria da situação alimentar dos animais, gestão da própria escassez da água e a continuar em alguns concelhos com medidas que promovam o trabalho público para as famílias terem alguma fonte de rendimento", prosseguiu.

Questionado sobre eventuais reflexos do mau ano agrícola, causado pela seca, do ano passado no estado nutricional dos cabo-verdianos, Gilberto Silva disse que as medidas mitigadoras aplicadas em 2017 garantiram um nível de fornecimento de produtos no mercado "em boa linha".

"Uma coisa é certa. Aqui depende-se bastante dos hábitos alimentares, das nossas tradições alimentares e é lá que temos de mudar. Não tem a ver com a disponibilidade dos alimentos nos mercados, mas sobretudo com a escolha e o acesso financeiro das famílias aos produtos", sublinhou.

Segundo dados do inquérito nacional sobre a vulnerabilidade alimentar e nutricional das famílias, divulgado hoje na cidade da Praia, apenas um terço da população cabo-verdiana come frutas e legumes, enquanto 6% das crianças menores de cinco anos têm excesso de peso e obesidade.

Presente na apresentação do estudo, o primeiro-ministro de Cabo Verde afirmou que, não obstante os ganhos, são ainda grandes os desafios, como "um quadro múltiplo de malnutrição, nomeadamente o atraso de crescimento de crianças menores de 5 anos e a existência de uma elevada prevalência da anemia".

A "sobrenutrição, especialmente a pré-obesidade nas crianças e na população adulta" e o "aumento das doenças crónicas não transmissíveis, devido a uma insuficiente prática da atividade física e a uma alimentação desequilibrada, com baixo consumo de frutas e vegetais" são outros desafios indicados pelo chefe do Governo.

NAOM

Medicamento oral contra doença do sono em breve disponível em África

Uma comissão de especialistas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou hoje a aprovação do fexinidazol, o primeiro tratamento totalmente oral contra a doença do sono, abrindo caminho para a distribuição em África já em 2019.


Em comunicado, a comissão indica que a empresa farmacêutica Sanofi e a organização sem fins lucrativos DNDi (Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas) vão doar à Organização Mundial de Saúde (OMS) o medicamento, que será disponibilizado gratuitamente para as populações implicadas.

A doença do sono, ou tripanossomíase africana humana (HAT), é transmitida pela picada de uma mosca tsé-tsé infetada e é geralmente fatal se não for tratada.

Esta doença é caracterizada por sintomas neuropsiquiátricos - agressão, psicose, distúrbios do sono.

Cerca de 65 milhões de pessoas estão potencialmente expostas à doença na África Subsaariana, embora o número de casos identificados tenha diminuído significativamente nos últimos anos.

Em 2017, apenas 1.447 casos foram notificados à OMS, face aos 9.870 em 2009.

A OMS tem como objetivo eliminar esta doença até 2020.

O fexinidazol pode ajudar a atingir esse objetivo, na medida em que se trata de um comprimido único, tomado uma vez por dia durante 10 dias, enquanto os tratamentos padrão atuais requerem hospitalização, punções lombares e injeções intravenosas.

"Embora os tratamentos atuais sejam seguros e eficazes, eles devem ser administrados em meios hospitalares e representam uma carga logística considerável para os sistemas de saúde" locais, indicou em comunicado, Victor Kandé, investigador principal de ensaios clínicos com fexinidazol realizados pela DNDi na República Democrática do Congo (RDCongo) e na República Centro-Africana.

Além disso, os afetados pela HAT "estão entre os mais vulneráveis e vivem nas áreas mais remotas do Congo, ou mesmo do mundo", sublinhou Kandé.

O fexinidazol foi descoberto em 2005 pela DNDi, uma organização independente de investigação e desenvolvimento sem fins lucrativos apoiada por vários Estados europeus e doadores privados, como a Fundação Bill e Melinda Gates e os Médicos Sem Fronteiras.

Um acordo de colaboração foi concluído em 2009 entre a DNDi e a Sanofi, deixando à empresa farmacêutica francesa a responsabilidade de tratar do desenvolvimento industrial, do registo regulamentar, da produção e distribuição de fexinidazol.

Por Lusa

FARP - “As novas regras impostas nos quartéis dão mais seguranças às instituições do Estado”, diz CEMGFA

Bissau, 16 Nov 18 (ANG) – O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), afirmou hoje que as novas regras impostas nos quartéis, permitem que as instituições de Estado funcionem em  segurança.

Biaguê Na Ntan que falava no acto da abertura da cerimónia de festejos dos 54 anos da fundação das FARP, disse que depois da independência as Forças Armadas eram conhecidas como braço armado de um partido, mas que, com o aparecimento do  multipartidarismo em 1994, as FARP tornaram-se apartidárias, passando a não  pertencer à nenhuma formação política.

“Apesar de se tornarem apartidárias, em consequência da queda do artigo 4º, da Constituição da República da Guiné-Bissau, as FARP não conseguiram escapar das influências nefastas políticas partidárias que se fizeram sentir até meado de 2014”,acrescentou.

De acordo com Biaguê Na Ntan, depois da sua nomeação como o chefe de Estado-Maior General das FARP, a sua direcção se empenhpou em trabalhos de base de restruturação das FARP visando a mudança de sua imagem negativa para positiva.

“Criamos escolas nas diferentes unidades militares do país, promovemos formações dos soldados assim como oficiais militares, fizemos acções de sensibilização dos nossos agentes militar para se afastarem dos políticos e permanecerem nos quartéis, reabilitamos quarteis de Amura assim como outros do país, criamos condições com os nossos recursos próprios para que os militares passam  cultivar  produtos alimentícios. Vamos manter os contactos com  os parceiros para trazer mais benefícios para as nossas FARP”, disse Biaguê Na Ntan.

Em nome das mulheres das FARP, Maria Na Ncanha destacou  que durante a luta armada de libertação nacional, as mulheres estiveram ombro a ombro com os homens.

“Muitas mulheres estiveram na linha de frente assistindo os feridos de guerra, e aquelas que ficavam nas tabancas também desempenhavam um importante papel porque não poupavam as suas vidas e andavam quase por toda a parte para levar comidas aos combatentes”, referiu a porta-voz das mulheres combatentes.

 Maria Na Ncanha lamentou que  depois da luta de libertação nacional, os sucessivos governos desviaram as suas atenções  sobre elas, esquecendo que ontem as mulheres jogaram um papel muito importante para a libertar a Guiné-Bissau.

“Com tudo isso, pela primeira vez, depois da nossa entrada à cidade de Bissau, fomos recebidos pelo actual Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Biaguê Nan Tan, e o gesto marcou-nos tanto e sentimos que  existe alguém que reconheceu o nosso respeito e valor como militar e combatente da liberdade da pátria”, sustentou Maria Na Ncanha. 

No final de tudo, as FARP ofereceram 13 sacos de batatas para o Hospital Nacional Simão Mendes  e 12 para o Hospital Militar, frutos da colheita do campo de lavoura militar na zona leste do país.

ANG/LLA/ÂC

Eleições só depois de recenseados todos os guineenses com mais de 18 anos – PR

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse hoje que só irá marcar uma nova data para a realização de eleições legislativas quando todos os guineenses com mais de 18 anos, dentro e fora do país, estiverem recenseados.



José Mário Vaz fez este anúncio em curtas declarações aos jornalistas no aeroporto internacional de Bissau quando chegava ao país após uma visita de 24 horas à Nigéria, onde se avistou com o líder daquele país, Muhammadu Buhari, que é também presidente em exercício da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).   Assistir Vídeo Aqui

“É preciso que todos os guineenses com 18 anos estejam recenseados. Depois vamos para as eleições, ganha quem ganhar será um partido guineense”, defendeu José Mário Vaz.

O Presidente guineense enalteceu o trabalho que tem sido desenvolvido pelo Governo do primeiro-ministro, Aristides Gomes, mas pediu que seja reforçado e que haja mais colaboração entre os partidos políticos com o executivo para que seja feito “um bom recenseamento”, que depois possa conduzir boas eleições, disse.

Pelas informações que recebeu de Aristides Gomes sobre o número de cidadãos já inscritos para votar, o Presidente guineense disse ser impossível pensar que as eleições poderão ter lugar no próximo domingo, como estava marcado, e muito menos que será possível concluir o recenseamento dos potenciais eleitores no dia 20.

“Mesmo que o país tivesse mil ‘kits’ seria impossível fazer eleições no dia 18”, de novembro, observou José Mário Vaz, referindo-se aos equipamentos eletrónicos de registo biométrico dos cidadãos eleitores, cuja insuficiência está na base dos atrasos, conforme o Governo.

O Presidente guineense frisou que tendo um bom recenseamento o país fará boas eleições e que é a partir desse pressuposto que pretende atuar para marcar a data do escrutínio.

“Nunca houve problema no recenseamento e nem nas eleições, não é desta vez que vamos ter problemas”, notou José Mário Vaz.

O líder guineense destacou também os apoios que a Nigéria tem dado ao processo eleitoral em curso, frisando que aquele país é quem tem suportado praticamente todas as necessidades, tendo fornecido já 205 ‘kits’ do recenseamento, viaturas e ainda prometeu doar 500 mil dólares americanos (cerca de 443 mil euros), disse.

Na conversa com o Presidente nigeriano, José Mário Vaz disse terem chegado a conclusão de que é preciso “um esforço dos guineenses, para que tudo corra bem”, reforçou.

interlusofona.info

Acordo de pesca com UE é uma infâmia !

O governo nas vésperas de findar o prolongado (inconstitucionalmente) legislatura, desata a assinar de forma perniciosa acordo de pesca com UE, na sorrateira à três dias do fim do mesmo, por uma cifra recusado por governo de Umaro Sissoko numa maratona de negociações.

O Estamos a Trabalhar, como esteve na linha de frente contra acordo de exploração conjunta fará o mesmo diante dessa ato digno de lesa pátria tomado por um governo que tem como objetivo organizar eleição, mas que só sabe nomear amigos, um governo que preteriu Kits por Carros de Top de Gama, um governo que não sabe negociar com professores, mas entende muito bem negociar o nosso mar ..., por estas e outras vamos avançar com seguintes :

1. Escrever uma carta ao presidente da república José Mário Vaz, exortando para não aceitar complacência com governo nesse ato infâmia.

2. Iremos avançar com pedido de anulação do mesmo, nos fóruns próprios

Estamos a Trabalhar

Carlos Sambu

José Mário Vaz - Em Abuja, Nigéria para uma visita de trabalho com o meu homólogo Muhammadu BUHARI.






 





José Mário Vaz - Presidente da Republica da Guiné-Bissau

GOVERNO GUINEENSE RUBRICA ACORDO DE PESCA DE QUINZE MILHÕES DE EUROS COM UNIÃO EUROPEIA

Recorde-se que o governo liderado por General Umaro Sissoco Embaló exigia durante a negociação, um valor equivalente ao concedido ao governo mauritaniano [59,125 milhões de euros] no âmbito do acordo de compensação da pesca, segundo o então ministro das pescas, Orlando Mendes.


Quinze milhões e seiscentos mil Euros, que correspondem a mais de dez bilhões de Francos CFA, é o valor do acordo entre o governo guineense, através do ministério das Pescas, e a delegação técnica da negociação da União Europeia. O protocolo do acordo de compensação rubricado  tem a duração de cinco anos (2019 a 2024) e vai permitir um aumento de quase 90 por cento sobre o valor que o país recebia nos termos do acordo de 2014 que expirou em novembro de 2017, que era de 9,2 milhões Euros.

O ato da assinatura decorreu numa das unidades hoteleiras da capital Bissau, esta quinta-feira, 15 de novembro e foi testemunhado pelo Chefe do governo, Aristides Gomes e por alguns membros do governo, bem como de altos funcionários das pescas. Segundo informações apuradas, dos 15.600.000.00Euros que a União Europeia vai pagar anualmente ao governo guineense, 11,6 milhões irão  para o apoio orçamental e os restantes quatro milhões destinam-se a apoiar o desenvolvimento sustentável do setor das pescas

Após a assinatura , a ministra das Pescas, Maria Adiatu Nandigna, disse na sua comunicação que o acordo assinado entre as partes é mais um passo importante na edificação das suas relações, e que a União Europeia continua a ser um dos parceiros importantes e credíveis da Guiné-Bissau.

“Para além das contribuições tradicionais para o Orçamento Geral do Estado e o Setor das pescas que foram melhoradas consideravelmente, irá contribuir também para a melhoria da segurança alimentar no nosso país, criação de condições para acreditação do Laboratório Nacional de Controlo de Qualidade do Pescado, melhoria do controlo das capturas através da introdução do Sistema de Fornecimento Electrónico de dados e apoio ao Governo na criação de condições propícias para a infraestruturação do sector e consequentemente a maximização da contribuição do setor das pescas para a economia nacional”, contou

Para a chefe da delegação técnica negocial da União Europeia, Emmanuel Berck, o acordo é benéfico para as duas partes e é também equilibrado. Contudo, reconheceu que as seis rondas de negociações eram necessárias para alcançar os resultados agora obtidos.

“Agradeço a Guiné-Bissau que fez da União Europeia um parceiro privilegiado, como também pela sua abertura aos navios da União Europeia que assim podem ter acesso ao mar guineense. Nós pescamos num quadro transparente e regulamentado”, observou.

Recorde-se que o governo liderado por General Umaro Sissoco Embaló exigia durante a negociação, um valor equivalente ao concedido ao governo mauritaniano [59,125 milhões de euros] no âmbito do acordo de compensação da pesca, segundo o então ministro das pescas, Orlando Mendes. 

Por: Assana Sambú

Foto: AS

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A Nigéria vai doar 500 mil dólares norte-americanos para a conclusão do processo eleitoral

O Presidente da República, José Mário Vaz, defendeu na tarde desta quinta-feira, 15 de novembro 2018, a organização de “um bom recenseamento eleitoral” que permita “ter umas boas eleições”. Vaz sustenta que nunca houve problemas na Guiné-Bissau resultante do processo de recenseamento eleitoral e do escrutínio.

O Chefe de Estado guineense falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, no seu regresso de Abuja, capital da República Federal da Nigéria, onde se encontrava para em visita de 24 horas reunir com o seu homólogo nigeriano, Mhoamed Buhari, que igualmente é presidente em exercício da Conferência de Chefes de Estados e do Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“A Nigéria vai doar 500 mil dólares norte-americanos para a conclusão do processo eleitoral. A Nigéria forneceu viaturas e muitas outras coisas para o processo do recenseamento na Guiné-Bissau”, contou. Acrescentou que, na reunião mantida com o seu homologo nigeriano, concluiram que é preciso um esforço da parte dos próprios guineenses para que tudo corra bem.

“Primeiro, devemos organizar um bom recenseamento para podermos ter umas boas eleições. Nunca houve problemas na Guiné-Bissau nem em relação ao recenseamento, nem em relação ao processo eleitoral! Não é desta que vamos ter problemas. Depois de termos um bom recenseamento, não haverá problemas em marcarmos a data para as próximas eleições”, espelhou.

O Presidente da República mostrou-se optimista em relação a uma possível solução muito rapidamente, em que todos os partidos estarão em sintonia com o Governo que é o responsável pela organização das eleições, porque “em relação ao dia 18, é do conhecimento de todos que já se tornou impossível”.

Para José Mário Vaz, mesmo que o país tivesse agora mil kits, não seria possível concluir o recenseamento a tempo  de realizar as eleições a 18  de novembro. No dizer de chefe de Estado, também parece difícil concluir o recenseamento no dia 20 de novembro.

“O Primeiro-ministro disse-me há bocado que já vai na ordem dos 65%. Estamos no bom caminho. É preciso, de fato, olhar para este recenseamento, porque não queremos problemas na Guiné-Bissau. Não pode haver um único guineense com 18 anos de idade, a dizer que foi à mesa de recenseamento e não conseguiu recensear-se’’, observou para de seguida encorajar o chefe do governo e os partidos para se unirem à volta do processo de recenseamento.

Por: Assana Sambú
Foto: A.S 
OdemocrataGB