sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Dois mortos e 13 feridos em ataques ucranianos na Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na Rússia após ataques ucranianos com drones, segundo as autoridades de Moscovo. Os ataques ocorreram em regiões fronteiriças, incluindo Belgorod e Kaluga, e resultaram em incêndios e danos materiais.

© REUTERS   Por    LUSA  09/10/2026 

Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na Rússia na sequência de ataques ucranianos com drones, disseram hoje as autoridades de Moscovo.

As mortes ocorreram na região fronteiriça de Belgorod onde outras quatro pessoas ficaram feridas em bombardeamentos que atingiram várias habitações.

Segundo autoridades locais, nove residentes da região de Kaluga, a menos de 200 quilómetros de Moscovo, ficaram feridos, cinco dos quais tiveram de ser hospitalizados, após um ataque com drones.

Entretanto, o governador da região russa de Tver, Vitali Koroliov, indicou que drones ucranianos provocaram um incêndio numa fábrica de indústria química localizada na cidade de Redkino.

No total, segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas antiaéreas abateram 550 drones ucranianos na última noite e madrugada, em 20 regiões e na península anexada da Crimeia.

Um ataque russo, na quinta-feira, contra dois autocarros em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, provocou pelo menos 30 mortos e 18 feridos.

"Não deixaremos este ataque sem resposta. A Rússia está a tentar destruir toda a vida no Donbass e o mundo deve responder, com uma resposta firme", assegurou Zelensky.

à Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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Taiwan detetou 19 aeronaves militares chinesas nas vésperas do Dia Nacional, 13 das quais atravessaram a linha mediana do estreito, informou o ministério da Defesa taiwanês.

Taiwan detetou hoje 19 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, 13 das quais atravessaram a linha mediana do estreito, na véspera das celebrações do Dia Nacional, anunciou o ministério da Defesa taiwanês.

Num comunicado, a tutela indicou que a partir das 08:52 locais (01:52 em Lisboa), detetou caças J-16, J-11 e Su-30, caças-bombardeiros JH-7, aviões de alerta antecipado KJ-500, aeronaves de guerra eletrónica Y-8 e drones...

Trump condecora Musk com medalha científica e chama-lhe "tesouro nacional"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, condecorou quinta-feira Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, destacando o seu papel como figura relevante na ciência e tecnologia.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  09/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, condecorou quinta-feira Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, assinalando o regresso do à órbita presidencial do bilionário, antigo aliado caído em desgraça no ano passado.

Além do responsável da Tesla e da SpaceX, receberam a distinção, numa cerimónia em Washington, Jensen Huang (líder da gigante de processadores Nvidia), Sergey Brin (cofundador da Google) e Lisa Su (CEO da fabricante de semicondutores AMD).

Trump foi particularmente elogioso em relação a Musk, figura omnipresente na Casa Branca nos primeiros meses do mandato presidencial em 2025 e anteriormente encarregado de cortes orçamentais no governo federal.

"Elon Musk é o nosso Thomas Edison (inventor da lâmpada elétrica) dos tempos modernos", elogiou Trump, classificando o bilionário como um "tesouro nacional".

"Elon, quero felicitá-lo. É meu amigo e alguém realmente, verdadeiramente excecional", acrescentou o republicano no evento intitulado "Ciência: Uma Nova Era Dourada".

Michael Dell, fundador e líder da gigante informática com o mesmo nome, e Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, foram condecorados com a "Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação".

Elon Musk foi um fervoroso apoiante de Donald Trump na campanha presidencial de 2024, que financiou generosamente.

Os dois, contudo, romperam publicamente no início do verão de 2025, após críticas de Musk às diretrizes orçamentais de Trump.

O bilionário voltou a aproximar-se do governo, e recentemente foi-lhe atribuída uma missão pelo Pentágono — com o qual mantém importantes contratos — que consiste em identificar as tecnologias e os armamentos de que os Estados Unidos necessitarão em futuras guerras.

Musk integrou também o grupo de grandes líderes do setor da inteligência artificial que assinaram um código de conduta na Casa Branca, na semana passada.

Esteve ainda presente no jantar de Estado realizado em honra do Presidente chinês Xi Jinping, em setembro.

Na cerimónia de quinta-feira, Trump recebeu um quadro contendo a Medalha Nacional de Ciência, atribuída postumamente em 1983 ao seu tio John Trump, professor no prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O Presidente, de 80 anos, orgulha-se particularmente deste parentesco e estabelece frequentemente uma ligação entre este tio físico e o seu próprio "quociente de inteligência elevado".

Cabo Verde sai da lista de países com tráfico humano "muito significativo"... Os Estados Unidos (EUA) mantiveram o Brasil na lista de países "em observação" devido ao risco de tráfico humano, mas retiraram Cabo Verde e reconheceram os "esforços significativos" do arquipélago para combater o fenómeno.

Por  RTP/Lusa    9 Outubro 2026 

O Relatório do Tráfico de Pessoas 2026, divulgado na quinta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA, sublinha que Cabo Verde foi elevado para o nível dois no que toca à proteção das vítimas de tráfico humano.

O documento anual inclui três categorias e a subcategoria "lista de observação de nível dois", esta destinada a países com um número "muito significativo" de vítimas de tráfico ou que não conseguem fornecer provas dos esforços.

Em comparação com 2025, Cabo Verde saiu desta subcategoria e passou para o nível dois: "países cujos governos não atendem totalmente aos padrões mínimos [de proteção das vítimas], mas estão a fazer esforços significativos".

O Governo de Cabo Verde "demonstrou um aumento geral dos esforços", diz o relatório, que destaca o início de um processo judicial e a identificação e encaminhamento de uma vítima para assistência.

O documento sublinha ainda a realização de formação para agentes da autoridade e autoridades fronteiriças e a atualização dos procedimentos para identificação e assistência às vítimas.

No entanto, lamenta o Departamento de Estado, Cabo Verde "não condenou nenhum traficante nem referiu esforços para combater a cumplicidade das autoridades" e os esforços para identificar e assistir as vítimas "permaneceram limitados".

O Brasil permanece na subcategoria de países "em observação", com o relatório a mencionar que "as ações de aplicação da lei no combate ao tráfico [humano] permaneceram inadequadas".

As autoridades continuam a conduzir processos contra traficantes de pessoas para fins de exploração laboral nas esferas cíveis, em vez das criminais, em parte "devido à recolha insuficiente de provas".

Algo que resultou em penas administrativas em vez de investigações criminais e ações penais com penas de prisão, o que "enfraqueceu o efeito dissuasor", defende o Departamento de Estado.

O relatório refere que, em média, os tribunais demoraram mais de 10 anos a julgar os casos de tráfico e que "menos de metade" das vítimas registadas receberam assistência do Governo.

Os esforços para combater o tráfico para exploração sexual foram "insuficientes face à dimensão do crime" e verificou-se "uma falta de coordenação adequada" entre as autoridades federais e estaduais, lamenta o documento.

Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste continuam no nível dois da lista, na qual não consta São Tomé e Príncipe.

Quase 15 mil detidos pelo ICE no sul da Califórnia foram deportados... Quase 15 mil pessoas detidas pelo ICE no sul da Califórnia foram deportadas em 2025 e 2026, segundo um estudo.

© newsroom.ucla.edu     Por   LUSA   09/10/2026 

Quase 15 mil pessoas detidas pelo Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos no sul da Califórnia (sudoeste) foram deportadas durante 2025 e 2026, segundo um estudo.

De acordo com os investigadores do Deportation Data Project, ligado à Universidade da Califórnia (UCLA), 75% das pessoas detidas em junho e julho de 2025, o ponto alto da operação da agência, foram deportadas, detalha o estudo publicado na quinta-feira.

Até 2025, o ICE dependia em grande medida da detenção de pessoas que já se encontravam detidas em prisões e centros de detenção.

Desde então, de acordo com o estudo do Deportation Data Project, a característica que define a aplicação das leis de imigração é o aumento abrupto das detenções na comunidade: aquelas realizadas em bairros, em parques de estacionamento da Home Depot (que vende produtos para o lar e materiais de construção civil), em tribunais de imigração e em consultas de acompanhamento com a agência.

"Os responsáveis do Departamento de Segurança Interna transformaram Los Angeles num campo de testes, em junho de 2025, para a nova estratégia de detenções na comunidade", afirmou Graeme Blair, codiretor do projeto e professor de ciências políticas na UCLA.

O estudo analisa os condados de Los Angeles, Orange, Riverside, San Bernardino, San Luis Obispo, Santa Bárbara e Ventura. Só a cidade de Los Angeles concentrou 33% de todas as detenções na comunidade realizadas na região.

Entre as zonas mais afetadas contam-se também Santa Ana, San Bernardino, Santa María e Camarillo e, embora Lompoc e Victorville também figurassem entre os primeiros lugares, quase todos os detidos nessas localidades foram transferidos de prisões federais.

Além disso, cerca de 300 das 15 mil pessoas não foram enviadas para o país de que são cidadãos.

A grande maioria foi para o México, outras para a Guatemala, Equador e Honduras (países com acordos de cooperação em matéria de asilo com os EUA) e algumas para países como o Gana e a Suazilândia, em certos casos num continente diferente do país de origem da pessoa.

De acordo com os investigadores, as detenções na região dos sete condados continuam a um ritmo elevado e, em junho de 2026, voltaram a aumentar, atingindo pouco mais de metade do pico registado em junho de 2025.

NAVIOS IRANIANOS: EUA colocam 17 navios na lista negra por transporte de petróleo iraniano... O governo americano impôs sanções económicas a 17 navios acusados de transportarem petróleo iraniano, como parte da estratégia dos EUA para isolar o Irão economicamente.

© Mohammed Hamoud/Getty Images     LUSA   09/10/2026 

O governo americano impôs hoje sanções económicas a 17 novos navios acusados de transportarem petróleo iraniano, como parte da estratégia dos Estados Unidos para privar o Irão de recursos financeiros.

Os petroleiros navegam sob a bandeira de cerca de 12 países diferentes, desde os Camarões a San Marino, passando por Vanuatu, segundo um comunicado do Ministério das Finanças dos EUA.

Os proprietários de vários desses navios estão baseados na China ou em Hong Kong, especifica a nota.

Segundo a administração do Presidente Donald Trump, os navios fazem parte da "frota fantasma" que contorna o embargo americano ao petróleo iraniano.

Aqueles navios transportaram "milhões de barris de crude iraniano, assim como produtos petrolíferos e petroquímicos para vários mercados do Sul e Leste da Ásia", afirma o ministério encarregado da componente económica da guerra dos Estados Unidos contra o Irão.

O ministério considera que, através destas sanções, "neutralizou agora a grande maioria da frota fantasma iraniana".

Washington intensificou desde o final de agosto a sua campanha para isolar economicamente Teerão. Muitos atores iranianos são sancionados, mas também empresas externas que fazem negócios com eles.


Leia Também: Porta-aviões USS Lincoln regressa à base em San Diego após missão

O porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou hoje à Baía de San Diego, após uma missão de 265 dias no mar, relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Oporta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou hoje à Baía de San Diego, após numa missão de duração recorde — 265 dias no mar — relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Com o pano de fundo do centro da cidade californiana de San Diego, dezenas de marinheiros posicionaram-se no convés do porta-aviões enquanto a embarcação se aproximava do cais, onde as famílias aguardavam visivelmente entusiasmadas, segurando flores e balões e tocando sinos...

USS Abraham Lincoln returns home to San Diego Bay after 265 uninterrupted days at sea