terça-feira, 14 de abril de 2026

AUMENTO ALARMANTE DE CASOS DE SAÚDE MENTAL E CONSUMO DE DROGAS PREOCUPA AUTORIDADES NA GUINÉ-BISSAU

Por RSM  14/04/2026

A Diretora do Centro de Saúde Mental Osvaldo Máximo Vieira revelou que, apenas no primeiro trimestre de 2026, foram registados 1.051 pacientes com problemas de saúde mental, dos quais 197 casos estão ligados ao consumo de drogas  um número considerado altamente preocupante.

Os dados foram avançados esta segunda-feira à Rádio Sol Mansi, durante uma reportagem sobre denúncias de organizações da sociedade civil que alertam para o aumento significativo do consumo de drogas no país, um fenómeno que já se reflete de forma visível em várias regiões.

Finhamba Quissangue manifestou grande preocupação com a tendência crescente dos casos, alertando que, se a situação continuar neste ritmo, os números de 2026 poderão ultrapassar os registados no ano passado.

“Só neste primeiro trimestre temos um total de 1.051 pacientes, de janeiro a março. Ainda falta muito tempo para o fecho do ano, o que poderá levar a ultrapassar o índice do ano passado. Em relação ao consumo de drogas, registámos 197 casos. Por isso, é necessário que as autoridades tomem medidas para diminuir a situação”, alertou a diretora.

De acordo com dados oficiais, em 2025 o centro registou um total de 2.909 pacientes com problemas de saúde mental, o que reforça o cenário de agravamento progressivo.

A responsável destacou ainda que o maior centro de saúde mental do país tem capacidade para internar apenas 36 pacientes, mas atualmente não está a realizar internamentos devido à falta de condições de trabalho, atribuída à ausência de apoio por parte das sucessivas entidades responsáveis. Como consequência, muitos pacientes são obrigados a regressar às suas casas sem qualquer acompanhamento adequado.

“Não se trata apenas dos atendimentos que realizamos. Muitos casos deveriam ser de internamento, mas, infelizmente, a nossa missão reduziu-se apenas à consulta médica com tratamento ambulatório”, acrescentou Finhamba Quissangue.

O Centro de Saúde Mental Osvaldo Máximo Vieira conta com um total de 32 funcionários, sendo que 12 são contratados há vários anos, e neste momento a instituição funciona sem nenhum assistente social.

Questionada sobre os tipos de drogas mais consumidas entre os pacientes, Finhamba Quissangue apontou substâncias como MD, crack e “cus”, destacando o impacto devastador destas no aumento dos casos.

“Posso falar de MD, crack e ‘cus’. Há também casos de policonsumo, ou seja, pessoas que consomem mais de uma droga. Posso dizer que o ‘cus’ é uma das substâncias mais fatais para os consumidores”, salientou a responsável.

A diretora alertou ainda que a maioria dos casos registados envolve jovens, apelando às autoridades para assumirem as suas responsabilidades. Caso contrário, advertiu, o consumo de drogas poderá atingir níveis fora de controlo no país.

Espanha inicia processo para regularizar meio milhão de imigrantes... O Governo espanhol aprovou hoje um decreto que permite iniciar de imediato o processo de regularização extraordinária de meio milhão de imigrantes, anunciado pelo executivo no final de janeiro.

© Lusa    14/04/2026 

"Um ato de normalização, de reconhecer a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte da nossa vida quotidiana. E também um ato de justiça e uma necessidade" de um país "que envelhece" e que "sem novas pessoas a trabalhar e a descontar para a segurança social" verá a "prosperidade travada", defendeu o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, numa publicação nas redes sociais.

O decreto vai ser publicado na quarta-feira e entrar de imediato em vigor, podendo os imigrantes solicitar a regularização da situação a partir de quinta-feira e até 30 de junho, disse a ministra com da Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz, numa conferência de imprensa em Madrid.

Espanha reforçou em 550 pessoas as equipas ligadas a este processo, acrescentou a ministra.

O processo legislativo para concretizar a medida tem por base um "real decreto" do Governo que não terá de passar pelo parlamento espanhol, onde uma iniciativa semelhante, resultante de uma petição popular com 700 mil assinaturas e o apoio de 900 instituições, incluindo a Igreja Católica, foi admitida a debate, mas está bloqueada desde abril de 2024 pelos partidos de direita e extrema-direita. 

Elma Saiz considerou que o decreto agora aprovado tem um "tripla legitimidade, social, política e económica", referindo que, apesar do bloqueio parlamentar, a petição popular foi admitida a debate com o voto favorável de todos os partidos menos o Vox (extrema-direita) e sindicatos, associações empresariais e entidades de apoio social, como a Igreja Católica, apoiam a medida e a reivindicam "há meses ou até anos".

Saiz sublinhou que vai ser regularizada a situação de pessoas que já vivem em Espanha, a quem serão reconhecidos "plenos direitos" e que vão também poder passar "a cumprir as suas obrigações" e invocou os diversos estudos nacionais e internacionais que atribuem à imigração um papel determinante no crescimento da economia espanhola, mas também o peso no "rejuvenescimento da população".

Este processo destina-se a estrangeiros que viviam em Espanha há pelo menos cinco meses em 31 de dezembro de 2025 ou que tenham pedido proteção internacional às autoridades espanholas até à mesma data e que não tenham, nos dois casos, antecedentes penais.

A estimativa do governo é que 500 mil pessoas vejam a situação regularizada com este processo extraordinário.

Cerca de 840 mil pessoas viviam de forma irregular em Espanha em 2025, de acordo com uma estimativa do 'think tank' (grupo de reflexão) Funcas, feita com base em dados oficiais.

O mesmo estudo estima que a população estrangeira oriunda de países de fora da União Europeia em situação irregular em Espanha multiplicou-se oito vezes entre 2017 e 2025 (de 107 mil para 840 mil pessoas).

Espanha já fez nove processos de regularização extraordinária de imigrantes desde 1986, tanto por governos de esquerda como de direita.

O último foi em 2005, quando foi regularizada a situação de mais de 575 mil pessoas.

Itália suspende acordo de defesa com Israel... O Governo italiano "decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel, tendo em conta a situação atual", anunciou hoje a primeira-ministra, Giorgia Meloni.

© Remo Casilli/Reuters    Por  LUSA  14/04/2026 

A decisão, anunciada por Meloni em declarações aos jornalistas à margem de um evento em Verona, ocorre em vésperas de o memorando de cooperação, originalmente assinado em 2006, ser renovado automaticamente por mais cinco anos, e na sequência de vários atritos diplomáticos entre Roma e Telavive, devido às ações de Israel na Faixa de Gaza e, mais recentemente, no Líbano.

Na semana passada, o Governo italiano protestou junto de Israel, depois de um veículo italiano da missão da ONU no Líbano (Finul) ter sido atingido por tiros de advertência do exército israelita, convocou o embaixador israelita e advertiu que "os soldados italianos são intocáveis".

Já esta semana, na segunda-feira, Israel convocou o embaixador da Itália depois do ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, ter condenado os "ataques inaceitáveis" de Israel contra civis no Líbano, durante uma visita a Beirute.

Há vários meses que os partidos da oposição pediam ao governo de Meloni para suspender o acordo bilateral, que enquadra a cooperação entre os dois países nos setores da indústria de defesa, da formação militar, da investigação e das tecnologias da informação, entre outros.

Nas mesmas declarações à imprensa, Meloni reiterou ainda o repúdio às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Papa Leão XIV, por este condenar a guerra em curso no Médio Oriente.

Meloni, que divulgou um comunicado na segunda-feira ao final do dia para condenar as palavras de Trump -- que considerou que Leão XIV é "fraco em relação ao crime e péssimo em política externa" -, reiterou que "as declarações sobre o papa foram inaceitáveis".

"Manifestei, e continuo a manifestar, a minha solidariedade com o Papa Leão. Vou mais longe: francamente, não me sentiria à vontade numa sociedade em que os líderes religiosos fazem o que os líderes políticos dizem", declarou a chefe de governo.

Considerada próxima de Trump, Meloni comentou ainda que, "quando se é amigo e se tem aliados, especialmente se forem estratégicos, também é preciso ter a coragem de dizer quando se discorda", e garantiu que Roma e Washington continuam a ter uma boa relação.

“GUINÉ-BISSAU NÃO TEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS PARA MANTER UMA PRISÃO DE ALTA SEGURANÇA” – DG dos serviços prisionais

Por  JORNAL ODEMOCRATA   14/04/2026 

O diretor-geral dos Serviços Prisionais da Guiné-Bissau, Tcherno Jaló, afirmou que o país não dispõe, atualmente, de condições financeiras para suportar os custos operacionais de uma prisão de alta segurança. Diante dessa realidade, defendeu como prioridade a construção de um estabelecimento prisional de grande porte, com condições adequadas de funcionamento e que inclua uma ala destinada à alta segurança.

“Não temos capacidade para suportar os custos operacionais de uma estrutura prisional exclusivamente de alta segurança. O prioritário, neste momento, é construir uma prisão com uma ala de alta segurança, o que seria mais viável. Não temos condições para gerir uma prisão totalmente dedicada a esse perfil. Dispomos de um terreno em Ilondé, nos arredores de Bissau, com mais de 50 mil metros quadrados. Se conseguíssemos vedar o perímetro para evitar invasões e construir ali uma prisão convencional, incluindo uma ala de alta segurança, essa seria a solução ideal. Essa é a real necessidade do país em termos penitenciários”, afirmou o diretor dos Serviços Prisionais, numa entrevista ao Boletim Informativo do Observatório Guineense da Droga e Toxicodependência (BID), retomada na edição desta semana do Semanário O Democrata.

Na entrevista, Tcherno Jaló abordou ainda a situação atual dos centros prisionais do país e as perspetivas para o futuro do sistema penitenciário.

Sobre a faixa etária dos reclusos, explicou que a maioria da população prisional da Guiné-Bissau é composta por jovens. Ainda assim, sublinhou que há uma diversidade etária entre os detidos, incluindo pessoas com mais de 50 anos. Em Bissau, por exemplo, existe atualmente um recluso com 56 anos de idade.

BID: Que avaliação faz da política de centros prisionais na Guiné-Bissau?

Tcherno Jaló (TJ): A avaliação que faço é negativa, devido a vários fatores. Em primeiro lugar, destaco a falta de vontade política, essencial para o bom funcionamento dos estabelecimentos prisionais, bem como a incapacidade de atender às necessidades básicas dos serviços.

Outro fator crítico é a escassez de técnicos qualificados. O país não dispõe de quadros suficientes para suprir as lacunas existentes, o que afeta diretamente a eficiência das operações. Soma-se a isso a carência de materiais e recursos essenciais. Por essas razões, a minha avaliação do sistema penitenciário é desfavorável.

BID: Que comentários faz sobre o estado das infraestruturas dos três centros prisionais do país?

TJ: Recebi a visita de altos funcionários das Nações Unidas e fui muito sincero: considero que a Guiné-Bissau não possui verdadeiros estabelecimentos prisionais, mas sim infraestruturas com características de habitações adaptadas para alojar pessoas em conflito com a lei. Um estabelecimento prisional deve oferecer condições mínimas que permitam ao recluso cumprir a sua pena com dignidade, sem agravar problemas, sobretudo de saúde.

BID: Os serviços administrativos sob a dependência da sua direção conseguem responder às necessidades?

TJ: Fazemos o possível dentro das nossas limitadas capacidades. Muitas situações dependem de financiamento, e temos tido dificuldades. A Direção-Geral conta apenas comigo e com um funcionário contratado. Trata-se de um técnico de assistência social com contrato temporário com o Ministério da Justiça e Direitos Humanos. Não é funcionário efetivo. É ele quem me representa em diversas situações e, quando não é possível, recorremos a guardas prisionais para nos representarem em cerimónias oficiais.

BID: Que avaliação faz do trabalho do corpo da guarda prisional?

TJ: É um trabalho digno de elogio. Em 2012, quando a Guarda Prisional foi criada, contava com mais de 90 elementos. Hoje, restam menos de 60. Ainda assim, os guardas esforçam-se para garantir o funcionamento dos serviços, muitas vezes com apenas cinco homens por turno.

Por lei, um guarda deveria trabalhar um dia e descansar nos dois seguintes, retomando o serviço no quarto dia. Contudo, devido à falta de efetivos, essa norma não é cumprida, e os turnos acabam por ser excessivamente longos.

BID: A que se deve essa redução do número de efetivos?

TJ: Alguns faleceram, outros abandonaram a profissão por frustração com a falta de resultados e decidiram emigrar. Há também casos de afastamento disciplinar por incumprimento das normas estabelecidas.

BID: O sistema prisional tem exemplos de reintegração bem-sucedida?

TJ: Sim. Antes de mais, importa recordar que a finalidade da prisão é corrigir comportamentos e transmitir à sociedade uma mensagem dissuasora. No centro prisional de Bafatá, por exemplo, existia uma serralharia que formava reclusos, mas está atualmente inoperacional por problemas técnicos.

Um dos reclusos formados era um excelente serralheiro e ajudou a capacitar outros detidos. Produziam grelhas, camas, portas, fogões e outras ferramentas, que eram vendidas para gerar receitas. Além disso, hoje existe um ex-recluso que criou uma iniciativa de apoio a antigos presos, facilitando contactos com advogados e familiares.

BID: Como avalia os programas de recuperação existentes?

TJ: As atividades são, neste momento, quase inexistentes. A exceção é Bafatá, onde existem ações de tecelagem e agricultura. Em Mansoa, ainda funciona a criação de galinhas, mas a padaria e a alfaiataria estão paradas por razões técnicas. Os produtos agrícolas são consumidos nos centros e os excedentes vendidos nos mercados locais.

BID: Quais são as faixas etárias dos reclusos?

TJ: Não disponho, neste momento, de dados detalhados por faixa etária. No entanto, temos relatórios trimestrais. O que posso afirmar é que a maioria dos reclusos é jovem, embora existam detidos com mais de 50 anos.

BID: Como é feito o tratamento de reclusos doentes?

TJ: Dispomos de enfermarias para avaliação clínica. Casos mais graves são encaminhados para hospitais. Em situações de doenças infeciosas, como a tuberculose, recomenda-se a liberdade condicional para continuidade do tratamento. Temos também reclusos seropositivos, diabéticos e hipertensos que recebem a medicação adequada.

BID: O país precisa de uma prisão de alta segurança?

TJ: Não de uma exclusivamente de alta segurança. A solução mais viável é uma prisão convencional com uma ala de alta segurança. Não temos capacidade para gerir nem financiar uma estrutura totalmente dedicada a esse fim.

BID: Quais são as perspetivas para o futuro?

TJ: Estamos a investir na formação do pessoal. O Reino de Espanha comprometeu-se a enviar técnicos, e a União Europeia também aprovou ações formativas. Precisamos urgentemente de mais efetivos, fardamento, botas, algemas e bastões. Propusemos ainda ao governo a contratação de assistentes sociais e psicólogos para apoiar a reintegração dos reclusos.

Fonte: Boletim do OGDT  

ISRAEL: Ministro das Finanças israelita comparou o governo alemão ao nazismo... O ministro das Finanças de Israel comparou hoje o Governo alemão liderado por Friedrich Merz ao regime nazi, afirmando que já acabou o tempo em que Berlim ditava aos judeus "onde podiam ou não viver".

© MENAHEM KAHANA/AFP via Getty Images    Por LUSA    14/04/2026 

O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, reagia ao chanceler alemão, Freidrich Merz, que manifestou oposição à anexação da Cisjordânia por Israel.

"Senhor chanceler [Freidrich Merz], os dias em que os alemães ditavam aos judeus onde podiam ou não viver acabaram e não vão voltar. O senhor não nos vai forçar a viver em guetos novamente, muito menos na nossa própria terra", escreveu Smotrich hoje numa mensagem difundida através das redes sociais. 

"O nosso regresso à Terra de Israel - a nossa pátria bíblica e histórica - é a resposta a qualquer pessoa que nos tenha tentado ou esteja a tentar destruir, e não pedimos desculpa por isso, nem por um momento", acrescentou o ministro, que acusou ainda os membros do movimento Hamas de serem "nazis".

Na segunda-feira, Merz propôs ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a realização de "negociações de paz" com o Governo libanês no sentido do fim dos combates no Líbano, acrescentando que "não deve haver anexação de facto da Cisjordânia".

As posições do chanceler alemão foram transmitidas durante um contacto telefónico com o chefe do Governo de coligação de Israel. 

Smotrich, na mesma mensagem, referindo-se à Europa disse que rejeita instruções de líderes "hipócritas" acrescentando que o "continente está a perder a consciência e a capacidade de distinguir entre o certo e o errado".

Após os ataques do Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023, a Alemanha demonstrou apoio a Israel, reprimindo os protestos de apoio à Palestina que se realizaram em território alemão. 


Leia Também: Nova Iorque: Detidos em protesto para bloquear venda de bombas a Israel

Perto de uma centena de manifestantes foram detidos na segunda-feira durante um protesto em Nova Iorque, para pedir ao líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e à senadora Kirsten Gillibrand que bloqueiem a venda de bombas norte-americanas a Israel.

VENEZUELA: EUA dizem que 150 milhões de barris vendidos desde captura de Maduro... O secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou na segunda-feira que, desde a captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foram vendidos pelo menos 150 milhões de barris de petróleo venezuelano.

© Nick Oxford/Reuters      Por  LUSA   14/04/2026 

"Arredondando, provavelmente terão sido vendidos 150 milhões de barris de petróleo venezuelano, talvez um pouco mais, mas algo assim, desde 03 de janeiro", declarou Wright durante uma intervenção no fórum Semafor World Economy, realizado em Washington. 

O responsável estimou em mais de 1,2 milhões de barris de crude por dia a produção atual do país latino-americano, o que representa, segundo explicou, um aumento face ao "pouco menos de" um milhão de barris diários antes da captura de Maduro em janeiro.

Wright sublinhou que um dos objetivos do Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é atrair novamente as petrolíferas norte-americanas para Caracas, e apontou que existem cinco empresas petrolíferas dos EUA na Venezuela, desde produtores offshore --- empresas que exploram, desenvolvem e extraem petróleo e gás no leito marítimo --- até produtores convencionais e não convencionais em terra.

Por outro lado, o titular da pasta da Energia considerou "um prazo muito ambicioso" esperar que os preços do petróleo baixem este verão, prevendo, nesse sentido, preços da energia "altos e talvez, até, em alta" até que se consiga um "tráfego marítimo significativo" através do estratégico estreito de Ormuz.

"Uma vez terminado o conflito e quando a energia voltar a fluir, começará a verificar-se uma pressão em baixa, embora demore algum tempo", precisou Wright, sublinhando ainda que "quanto mais se prolongar o conflito, mais tardará a recuperação".

Maduro foi capturado no âmbito de uma operação realizada no início de janeiro pelo Exército norte-americano, em cumprimento de um mandado de captura do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que acusa o antigo Presidente venezuelano de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas.

Em janeiro passado, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma "associação produtiva" de longo prazo com os Estados Unidos, depois de Washington ter levantado as sanções a Caracas para permitir às empresas norte-americanas operar no mercado petrolífero venezuelano, como parte de um processo iniciado a 07 de janeiro que autoriza a venda e o transporte de crude para todo o mundo.

Isso abriu caminho para que a companhia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinasse novos contratos de fornecimento com empresas comercializadoras de petróleo e derivados, destinados ao mercado norte-americano.

O próprio Presidente dos Estados Unidos qualificou como "realmente bom" o trabalho realizado por Rodríguez na exploração dos recursos petrolíferos, destacando que estão a ser extraídos "milhões, literalmente milhões de barris de petróleo".


Leia Também: Trump ameaça concentrar-se em Cuba após resolver conflito com o Irão

O Presidente norte-americano afirmou esta segunda-feira que acredita poder concentrar-se em Cuba assim que resolver a guerra contra o Irão, num momento em Washington garante que continua a manter contactos com Havana.

EUA propõem a Irão pausa de 20 anos no enriquecimento de urânio... Os Estados Unidos propuseram uma suspensão de 20 anos do programa de enriquecimento de urânio iraniano, com vista a um acordo para pôr fim à guerra, informou a comunicação social norte-americana na segunda-feira.

© Lusa   14/04/2026 

Jornais norte-americanos, que citam responsáveis próximos das discussões, realizadas no sábado em Islamabade, Washington pediu a Teerão, nessa ocasião, que se comprometesse a não enriquecer urânio durante duas décadas. 

Esta pausa de 20 anos seria acompanhada por um alívio das sanções, indica o Wall Street Journal.

Em troca, o Irão teria proposto suspender as atividades nucleares durante cinco anos, escreveu, por sua vez, o The New York Times

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desencadeou a guerra em 28 de fevereiro, afirmando que o Irão estava a desenvolver uma bomba atómica --- o que Teerão nega --- e prometendo nunca permitir que o país tivesse uma arma nuclear.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, saiu de mãos vazias das negociações com o Irão no domingo, sendo que os principais pontos de discórdia dizem respeito à reabertura do estreito de Ormuz e ao programa nuclear iraniano.

Estas propostas relatadas pela imprensa dos EUA parecem ser uma versão atenuada das exigências formuladas publicamente por Donald Trump, que exigiu que o Irão renunciasse definitivamente às ambições nucleares.

Em 2018, durante o primeiro mandato presidencial, Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear celebrado em 2015 entre o Irão e as grandes potências, um documento que previa um alívio das sanções em troca de limitações rigorosas ao enriquecimento de urânio e de um controlo reforçado das instalações do país.

"Uma coisa é os iranianos afirmarem que não irão dotar-se de armas nucleares, mas outra coisa é nós implementarmos os mecanismos necessários para garantir que isso não aconteça", afirmou JD Vance na segunda-feira, no final das negociações de paz infrutíferas no Paquistão, acrescentando que os Estados Unidos apresentaram "linhas vermelhas claras".

O Irão já afirmou excluir qualquer restrição ao direito de enriquecer urânio no âmbito do que afirma ser um programa nuclear civil.

A "questão central" é a retirada de todo o urânio que o Irão já enriqueceu a alto nível, bem como "a garantia de que não haverá mais enriquecimento nos próximos anos, ou mesmo nas próximas décadas", indicou na segunda-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aliado próximo de Trump.

Moscovo anunciou na segunda-feira que está disposta a acolher em território russo urânio enriquecido iraniano, no âmbito de um eventual acordo de paz entre Washington e Teerão.


Leia Também: Quatro congressistas dos EUA podem ser excluídos da Câmara dos Representantes

Quatro congressistas democratas e republicanos podem ser excluídos nos próximos dias da Câmara dos Representantes dos EUA, que só conheceu tal cenário por seis vezes na sua história.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

VENEZUELA: Delcy nomeia ex-ministro da Defesa Vladimir Padrino para a Agricultura... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou hoje o ex-ministro da Defesa Vladimir Padrino López como novo titular do Ministério da Agricultura e Terras.

© Federico PARRA / AFP via Getty Images    Por LUSA   13/04/2026 

Padrino López, indicou Rodríguez no seu canal do Telegram, "assume o compromisso de impulsionar a produção agrícola para garantir o abastecimento nacional e contribuir para o novo modelo económico diversificado do país".  

No passado dia 18 de março, dois meses após a captura do presidente Nicolás Maduro numa operação militar norte-americana em Caracas, a presidente interina destituiu Padrino López após mais de uma década como ministro da Defesa no país e nomeou no seu lugar o general Gustavo González López. 

Padrino López ocupou esta pasta desde 24 de outubro de 2014, tendo sido nomeado na sequência de uma onda de protestos antigovernamentais em massa que marcaram o início do primeiro mandato presidencial de Maduro. 

Desde 05 de janeiro, quando tomou posse como presidente interina, Delcy Rodríguez fez várias mudanças no governo, entre elas a nomeação de Paula Henao como ministra de Hidrocarbonetos e a de Luis Villegas para o Ministério das Indústrias e do Comércio Nacional, em substituição do empresário de origem colombiana Alex Saab, que esteve preso nos Estados Unidos e era próximo de Maduro. 

A mandatária interina iniciou um processo de aproximação com a Administração de Donald Trump - a quem chamou de "parceiro e amigo" - e recebeu na capital venezuelana vários altos funcionários norte-americanos, como os secretários da Energia e do Interior, Chris Wright e Doug Burgum, respetivamente.

A administração Trump surpreendeu os venezuelanos ao optar por trabalhar com Rodríguez após a destituição de Maduro, ignorando a oposição política do país. 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem elogiado o seu trabalho com frequência.

Desde então, Rodríguez tem colaborado na implementação do plano faseado da administração para pôr fim à complexa crise do país, promovendo o setor do petróleo junto de investidores internacionais e abrindo o seu setor energético ao capital privado e à arbitragem internacional.  

O Departamento de Justiça norte-americano acusa Maduro de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas, considerando que não era um chefe de Estado soberano com imunidade, mas sim um fugitivo da justiça com uma recompensa de 50 milhões de dólares pela sua captura.  


Leia Também: Sistema de controlo biométrico nos aeroportos suspenso várias vezes devido a longas filas de passageiros

O sistema de controlo biométrico dos aeroportos nacionais entrou em pleno funcionamento na passada sexta-feira, mas o sistema tem sido interrompido sempre que se formam largas filas de passageiros, de forma a garantir que conseguem embarcar a tempo e horas.

Cérebro 'rejuvenesce' 10 anos quando passa menos tempo ao telemóvel... Estes foram os resultados de um estudo publicado em 2025, realça o Huffington Post. Os participantes demonstraram menos sintomas de ansiedade e depressão após uma redução do tempo no telemóvel.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com  13/04/2026 

Há pesquisadores que acreditam que passar muito tempo ao telemóvel pode acelerar o envelhecimento cerebral. Um estudo, inclusive, apurou que fazer scroll poderá estar ligado a um maior risco de demência.  

Um outro estudo, publicado pelo PNAS em 2025, realça que as mudanças negativas usadas ao uso contínuo do telemóvel não são, necessariamente, permanentes. 

Os investigadores apuraram que estar sem telemóvel duas semanas está associado à melhoria do bem estar, saúde mental e atenção, dados equivalente a um "rejuvenescimento de 10 anos" no cérebro.

Em que consistiu o estudo?

Nesta pesquisa, os participantes usaram uma aplicação que transformava os seus smartphones em 'dumbphones', isto é, desativava o acesso à internet, mantendo apenas a capacidade dos aparelhos receberem chamadas e mensagens escritas. A idade média dos participantes era de 32 anos. 

Após um período de 14 dias, o tempo que as pessoas passavam em frente ao ecrã diminuiu quase para metade (de 314 minutos por dia para 161 minutos).

Estas também se mostravam menos deprimidas e ansiosas, um efeito que, segundo o estudo, foi "superior ao de antidepressivos".

O bem estar subjetivo, isto é, o quão bem os participantes disseram que se sentiam, também aumentou significativamente.

Para os investigadores, estes resultados são frutos não da desintoxicação digital em si, mas sim dos "mediadores do uso de tempo, conexão social, autocontrolo e do sono" que a redução do tempo online permite. 

Equilíbrio digital: não precisa de ser perfeito!

No que diz respeito à relação com os ecrãs, a boa notícia é que não precisa de ser perfeito. "Mesmo aqueles que não aderiram completamente à intervenção sentiram melhorias significativas, embora mais modestas", realça o artigo com os resultados do estudo. 

Tal "sugere que bloquear completamente a internet móvel não é necessário para produzir benefícios. Em vez disso, simplesmente reduzir o uso da internet móvel pode ser suficiente". 

"Equilibrar os benefícios práticos que os smartphones oferecem com estas consequências negativas significativas é uma tarefa importante para os que usam smartphones. Os nossos resultados sugerem que, para muitas pessoas, passar menos tempo com os dispositivos pode ajudar a alcançar esse equilíbrio". 

Guiné-Bissau - Tribunal Militar Superior iliba Bubu Na Tchuto e suspende medidas de coação

@Radio TV Bantaba 

O Tribunal Militar Superior decidiu favoravelmente ao suspeito Bubu Na Tchuto, rejeitando o pedido de condenação a seis anos de prisão apresentado pela promotoria militar.

A decisão foi anunciada durante a leitura do acórdão realizada esta tarde, num processo que vinha sendo acompanhado com grande expectativa. Para além de recusar a condenação, o tribunal determinou também a suspensão de todas as medidas de coação anteriormente impostas ao arguido.

Com esta decisão, Bubu Na Tchuto poderá aguardar em liberdade os próximos desenvolvimentos do processo, caso venham a existir.

Entretanto, aguarda-se a reacção do seu advogado, que deverá pronunciar-se nas próximas horas sobre o desfecho do julgamento.


Guiné-Bissau: Financiamento do Banco Mundial volta após golpe de Estado... O Banco Mundial retomou, no início de abril, os desembolsos relativos às operações em curso na Guiné-Bissau, depois de terem sido suspensos no seguimento do golpe de Estado de novembro, confirmou hoje à Lusa a instituição.

© Lusa   13/04/2026 

"Na sequência da suspensão das operações após o golpe de Estado de novembro de 2025 e de uma revisão da carteira de projetos, os desembolsos relativos às operações existentes foram retomados a partir de 3 de abril de 2026", disse uma fonte oficial do Banco Mundial. 

Na declaração, a mesma fonte sublinhou que "as novas operações continuam sujeitas a uma avaliação separada" e acrescentou: "O Banco Mundial continua empenhado em apoiar o desenvolvimento da Guiné-Bissau".

"O nosso foco centra-se no reforço das instituições, na formação de capital humano e na consolidação dos ganhos de desenvolvimento para o povo da Guiné-Bissau", disse à Lusa a mesma fonte.

A confirmação da retoma dos desembolsos para as operações em curso surge depois da suspensão anunciada a 14 de janeiro, devido ao golpe de Estado de novembro do ano passado.

"O Grupo Banco Mundial está a monitorizar atentamente a situação na Guiné-Bissau", disse uma fonte oficial em resposta a questões da Lusa a 14 de janeiro, quando confirmou que os desembolsos e os projetos tinham sido suspensos neste país lusófono africano.

Entre os projetos em curso no país, o Banco Mundial tem um projeto de resposta a emergências, vários na área da melhoria da conectividade, fortalecimento da administração pública e um financiamento significativo ao recenseamento da população, previsto para começar no final deste mês.

Um autoproclamado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau no dia 26 de novembro de 2025, na véspera da proclamação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais que tinham decorrido no dia 23 do mesmo mês, depondo o então Presidente cessante e recandidato Sissoco Embaló, que, entretanto, abandonou o país.

Na sequência deste golpe de Estado, vários responsáveis políticos da oposição, magistrados, membros da Comissão Nacional das Eleições e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foram detidos. Já o candidato que reclama vitória nas presidenciais da Guiné-Bissau, Fernando Dias, "foi forçado a procurar refúgio na Embaixada da Nigéria durante mais de sessenta dias". 

 O general Hora Inta-a foi designado pelos militares Presidente da República de transição, que, por sua vez, instituiu um Governo e um Conselho Nacional de Transição (CNT), que substituiu o parlamento.

PASSAGEIROS ENFRENTAM MAIS DE 14 HORAS SEM ASSISTÊNCIA APÓS PIROGA PERDER ROTA ENTRE BOLAMA E BISSAU

RSM 13 04 2026

A travessia que deveria ser rotineira entre Bolama e Bissau transformou-se em horas de angústia e incerteza para mais de 100 pessoas, incluindo 30 crianças e uma mulher grávida, a bordo de uma piroga que ficou à deriva no mar por mais de 14 horas.

A embarcação, que partiu por volta das 13 horas de Bolama para Bissau , perdeu a rota ainda durante a tarde e acabou encalhada numa zona de ‟bancos‟ de areia, deixando homens, mulheres e crianças expostos ao sol e ao frio, sem água suficiente e sem meios imediatos de socorro.

O nosso correspondente em Bolama, Kevim Marvel de Sá Sí, que estava a bordo da piroga, relatou que o incidente ocorreu porque o piloto não dispunha de GPS. Segundo ele, a embarcação ficou imobilizada na zona do ilhéu de Arca desde a tarde. Por volta das 15 horas, a Capitania foi informada e prometeu enviar ajuda de imediato, mas o socorro só chegou na manhã seguinte, por volta das 9 horas.

O impacto mais severo foi sentido pelas crianças, que começaram a sofrer com a falta de água e alimentação. Em meio ao desespero crescente, a sobrevivência momentânea do grupo dependeu da solidariedade improvisada de uma passageira que transportava abóboras para venda em Bissau e que partilhou alimentos, amenizando uma situação que já se tornava crítica.

“O que assegurou a alimentação das pessoas foram mangas cruas e alguns peixes, mas isso não foi suficiente. A situação piorou com a chegada da noite, quando algumas crianças começaram a entrar em pânico, pois só se ouviam os sons do vento e fazia muito frio. A maioria dessas crianças estava a viajar de piroga pela primeira vez”, explicou.

Apesar de o serviço da Capitania ter sido acionado ainda na tarde do incidente, o socorro só chegou na manhã seguinte, após cerca de 15 horas de espera. 

Já na chegada a Bissau, não havia uma equipa médica de resposta rápida para avaliar o estado físico e psicológico dos passageiros.

A demora levanta questionamentos sobre a capacidade de resposta das autoridades marítimas em situações de emergência, sobretudo em rotas frequentemente utilizadas pela população.

Segundo testemunhos, durante a travessia, um passageiro caiu à água e começou a perder forças, mas foi prontamente socorrido por outro passageiro. No momento, tanto o proprietário da piroga, como o capitão e o marinheiro estavam presentes e prestavam assistência dentro da embarcação.

O episódio evidencia a fragilidade das condições de transporte marítimo no país, onde viagens comuns podem rapidamente transformar-se em situações de risco.

O desfecho, felizmente, não terminou em tragédia. A piroga chegou ao porto de Bissau com todos os passageiros sãos e salvos.

Rússia disposta a receber urânio enriquecido iraniano... A Federação Russa mostrou-se hoje disposta a receber o urânio enriquecido da República Islâmica iraniana, como parte de um eventual acordo de paz, um dia após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão, no Paquistão.

Por LUSA 

"Essa proposta foi feita pelo presidente [russo] Vladimir Putin durante contactos com os Estados Unidos da América (EUA) e com países da região. A oferta ainda está de pé, mas ainda não foi concretizada", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, em conferência de imprensa.

As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram Islamabad no domingo sem acordo, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.

Os EUA anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Irão a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.

A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta de EUA e Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.

A ofensiva israelo-americana foi retaliada pelo Irão com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.


Leia TambémAgência Europeia intensifica testes de certificação para avião chinês C919

Os testes integram a terceira de quatro fases do processo de certificação e destinam-se a avaliar a segurança do modelo através de voos adicionais exigidos pelo regulador europeu, de acordo com fontes citadas pelo jornal.

Trump aparece como Jesus Cristo em imagem gerada por IA... Na fotografia gerada por Inteligência Artificial (IA), o Presidente norte-americano aparece vestido com roupa branca e um manto vermelho sobre as costas, ao pé de doentes, trabalhadores e militares norte-americanos

Por  SIC Notícias

Donald Trump publicou uma fotografia gerada por Inteligência Artificial em que se assemelha a Jesus Cristo. Uma publicação que surge depois de ter acusado o Papa Leão XIV de ser "terrível" e apoiar o crime.

Na fotografia, o Presidente norte-americano aparece vestido com roupa branca e um manto vermelho sobre as costas, ao pé de doentes, trabalhadores e militares norte-americanos.

A imagem associa Donald Trump a poderes de cura divinos.

Forças Armadas iranianas condenam bloqueio americano de Ormuz como pirataria... O Irão condenou o bloqueio naval dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz, com início previsto para hoje, como um ato de pirataria, ameaçando que nenhum porto no Golfo Pérsico estará seguro se os iranianos estiverem ameaçados.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   13/04/2026 

"As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de pirataria", declarou o segundo o porta-voz do Comando Central, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais. 

"Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar Arábico estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar Arábico estará seguro", segundo o porta-voz do Comando Central.

Zolfaghari reiterou que Teerão continuará a "impor firmemente um mecanismo de controlo permanente para o Estreito de Ormuz", segundo o qual não permitirá a passagem de "embarcações ligadas ao inimigo".

"Outras embarcações, que respeitem as normas estabelecidas pelas Forças Armadas iranianas, poderão ainda atravessar o estreito", assegurou.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo que iriam começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir de hoje às 14h00 GMT (15h00 em Lisboa).

"O bloqueio será aplicado de forma imparcial às embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", afirmou o Comando Central (CENTCOM) do EUA.

O anúncio do CENTCOM surgiu depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que os EUA iriam bloquear o Estreito de Ormuz e ter acusado o Irão de manter as suas "ambições nucleares", após as conversações de paz no Paquistão, durante o fim de semana, terminarem sem um acordo.

O Irão mantém encerrada esta via navegável estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.


Leia Também:  Líder de Taiwan visita Essuatíni, único aliado de Taipé em África

O Presidente de Taiwan, William Lai, viajará na próxima semana para Essuatíni (antiga Suazilândia), na sua primeira visita ao único aliado diplomático de Taipé em África desde que tomou posse, em maio de 2024, anunciaram hoje fontes oficiais.

Doença do beijo. A infeção viral que pode durar até 4 semanas... No Dia do Beijo, que se assinala esta segunda-feira, 13 de abril, damos a conhecer a doença do beijo, o nome que se dá também à mononucleose infeciosa. Perceba mais sobre os sintomas, as formas de transmissão e o tratamento.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   13/04/2026 

Já ouviu falar de mononucleose infeciosa? E lhe dissermos que é o mesmo que a doença do beijo? Por aqui já pode ter ouvido qualquer coisa. Trata-se de uma doença infeciosa que pode demorar até quatro semanas a passar.

Neste Dia do Beijo, que se assinala esta segunda-feira, 13 de abril, explicamos melhor sobre esta condição comum que pode ser facilmente transmitida. Acaba por ser confundida por outras doenças e importa perceber como se distingue de outros problemas de saúde.

O que é a doença do beijo?

“A mononucleose infeciosa, vulgarmente conhecida como a doença do beijo, é uma infeção viral causada pelo vírus Epstein-Barr. Este vírus encontra-se na saliva e orofaringe das pessoas infetadas e é transmissível principalmente através do contacto próximo, como o beijo”, começa por dizer o website do SNS24.

De acordo com o website do grupo Lusíadas Saúde, é por esse mesmo motivo que acaba por ser assim tratada. “É vulgarmente conhecida por doença do beijo, por uma razão simples: a transmissão dá-se através do contato íntimo com as secreções corporais, como a saliva, sendo raras as transmissões por via genital ou sanguínea.”

Os sintomas podem ser idênticos a um gripe ou constipação, como febre, fadiga, dor de garganta, náuseas e mialgias. “A par destes sintomas, podem aparecer outros. Ocasionalmente, o envolvimento do fígado e do baço pode gerar sintomas menos frequentes como a dor abdominal e icterícia e algumas complicações do sistema nervoso central poderão ocorrer, mas de forma muito rara”, revela o Lusíadas.

Acaba por ser uma doença rara em pessoas acima dos 30 anos. Revelam que o pico desta infeção é atingido entre os 15 e os 25 anos. Também pessoas com doenças crónicas estão mais em risco de a apanhar.

O diagnóstico e a prevenção

“O diagnóstico da mononucleose é feito perante um quadro clínico característico e através de análise ao sangue que demonstre linfocitose (aumento dos linfócitos) e elevação das enzimas hepáticas.”

“O diagnóstico definitivo é feito através da pesquisa dos anticorpos dirigidos ao EBV. O exame confirmatório da presença da infeção - e aquele que é mais comum e simples de realizar - é o monoteste, um teste para pesquisa de anticorpos IgM (que significam uma infeção recente). Quando positivo, este teste permite diagnosticar a doença”, continua o Lusíadas.

Evitar o contacto com uma pessoa infetada é a melhor forma de prevenir o contágio. Por outro lado, deve partilhar comida, bebida, pratos, copos e talheres. Beijar pessoas desconhecidas é outra das formas de proteger-se. Deve ainda manter uma etiqueta respiratória e lavar as mãos depois de assoar, tossir ou espirrar.

“Habitualmente não é grave, mas a infeção pode durar entre 1 e 4 semanas e, por isso pode implicar períodos longos de ausência ao trabalho ou escola. As complicações graves existem, mas são raras”, continua o website do SNS24.

O tratamento

O tratamento da doença do beijo não é feito através de uma vacina, já que é algo que não existe. “Não há nenhum medicamento específico para o tratamento da doença, mas podem ser administrados diferentes medicamentos para melhorar os sintomas da infeção.”

Deve ainda ser feito repouso, beber muitos líquidos e evitar a prática desportiva, se for algo que implique contacto físico. O isolamento acaba por não ser algo necessário, mas devem ser tomadas algumas medidas para evitar o contágio.

Artemis II. Elegemos as melhores fotografias da missão lunar... A missão Artemis II regressou à Terra no final da semana passada e, com a tripulação já em segurança, decidimos olhar para as imagens partilhadas pela NASA ao longo da última semana para criar o derradeiro álbum de fotografias desta missão lunar.

© NASA   noticiasaominuto.com 13/04/2026 

Depois de vários dias de acompanhamento atento, a NASA deu como concluída a missão Artemis II este fim de semana com a chegada em segurança à Terra da tripulação composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. 

A viagem terminou ao final da tarde de sexta-feira, dia 10, na costa oeste dos EUA e, com os astronautas já em terra firme, podemos agora olhar para os dez dias da missão Artemis II para vermos fotografias da Terra e da Lua que estão entre as melhores alguma vez captadas na história da exploração espacial.

Foi por isso que decidimos ir até às contas da NASA nas redes sociais e na plataforma Flickr para selecionar as melhores imagens desta mais recente viagem à Lua - a primeira em mais de 50 anos e que levou os astronautas a estabelecerem um novo recorde para maior distância do nosso planeta.

Entretanto, é importante sublinhar que a Artemis II é apenas um passo nos planos mais ambiciosos da NASA. Acontece que, uma vez concluída com sucesso, a Artemis II abre portas para voltar a colocar seres humanos na superfície da Lua. Este objetivo só deverá ser cumprido em 2028, com a missão Artemis IV.

No próximo ano, em 2027, a NASA prevê lançar a missão Artemis que, apesar de não ter como objetivo chegar à Lua, pretende testar alguns dos sistemas e equipamentos que serão usados pelos astronautas no ano seguinte.

Enquanto espera por este momento, convidamo-lo a admirar as melhores fotografias captadas pela missão Artemis II.