sábado, 25 de abril de 2026

GUINÉ-BISSAU REGISTA MAIS DE 185 MIL CASOS DE PALUDISMO E MAIS DE 460 MORTES EM 2022

 Rádio Sol Mansi  25/04/2026 

O Ministério da Saúde Pública revelou que a Guiné-Bissau registou, em 2022, cerca de 185 mil casos de paludismo e mais de 460 mortes associadas à doença, números que continuam a preocupar as autoridades sanitárias.

Os dados foram divulgados este sábado, em Bissau, por Saunde Camará, Diretor-geral da Administração do Sistema de Saúde, durante a cerimónia que assinala o Dia Mundial de Luta contra o Paludismo.

Em representação do ministro da Saúde, Camará alertou que a situação do paludismo no país é alarmante, sublinhando que toda a população está em risco de contrair a doença.

Por sua vez, Alessandra Casazza, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guiné-Bissau, afirmou que o paludismo continua a ser um dos principais desafios de saúde pública no país, com impacto direto no desenvolvimento humano.

Presente no ato, a Câmara Municipal de Bissau, enquanto entidade responsável pela gestão da cidade, prometeu reforçar ações de saneamento básico e campanhas de sensibilização, com vista à mudança de comportamentos e hábitos que contribuam para a prevenção do paludismo.

Irão? "Ninguém sabe quem está ao comando", diz Donald Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que "ninguém sabe quem está ao comando" no Irão, após cancelar a viagem da delegação negocial a Islamabad ao saber que o chefe da diplomacia iraniana abandonara a capital paquistanesa.

© Anna Moneymaker/Getty Images    Por LUSA    25/04/2026 

"Há enormes lutas internas e uma grande confusão na sua 'liderança'. Ninguém sabe quem está ao comando, nem mesmo eles próprios", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou hoje que não é claro se os Estados Unidos são "realmente sérios" em matéria de diplomacia, depois de dar por terminadas as negociações de paz no Paquistão e seguir para Omã, tendo Washington logo cancelado o envio da sua delegação ao país mediador.

Numa mensagem publicada na rede social X depois de ter deixado Islamabad, após reuniões com altos responsáveis paquistaneses, o chefe da diplomacia iraniana disse ter "apresentado a posição do Irão sobre um enquadramento viável para pôr um fim duradouro à guerra", acrescentando "não saber ainda se os Estados Unidos são realmente sérios em diplomacia".

Pouco depois da partida de Araghchi do Paquistão, Trump anunciou que os enviados norte-americanos não se deslocariam a Islamabad para negociações, como estava previsto, alegando que Washington tem uma vantagem estratégica em relação a Teerão.

O Presidente norte-americano disse ter ordenado a suspensão da viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner, que iriam participar numa segunda ronda de contactos indiretos com o Irão em território paquistanês, justificando a decisão com uma alegada vantagem estratégica dos Estados Unidos no conflito com Teerão e acrescentando que "os iranianos podem ligar quando quiserem", não havendo necessidade de deslocações diplomáticas sem garantias de resultados.

Trump negou que o cancelamento da viagem signifique uma retomada da guerra com o Irão ou possa implicar uma escalada militar: "Não significa isso. Ainda não pensámos nisso".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.

Washington e Teerão acordaram a 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano de dez pontos de Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.

O cessar-fogo foi prorrogado a 21 de abril pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar, para que o Irão apresente o seu plano, que prevê o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o prorrogamento do cessar-fogo, afirmando tratar-se de "um passo importante rumo ao apaziguamento e à criação de um espaço fundamental para a diplomacia e a construção de confiança entre o Irão e os Estados Unidos".

Guarda Revolucionária diz que controlo de Ormuz é estratégia definitiva... Teerão, 25 abr 2026 (Lusa) -- A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que o controlo do estreito de Ormuz constitui uma "estratégia definitiva" de Teerão no seu conflito com os Estados Unidos.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA  25/04/2026 

"Controlar o estreito de Ormuz e manter o consequente efeito dissuasor sobre os EUA e os seus aliados na região é uma estratégia definitiva da República Islâmica do Irão", defendeu a Guarda Revolucionária, exército da República Islâmica, numa nota publicada na rede social Telegram.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão numa altura em que decorriam negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu com ataques a interesses norte-americanos nos países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, causando uma crise mundial devido à subida dos preços do petróleo.

Washington e Teerão concordaram com uma trégua para tentar acabar com a guerra, e eram esperadas novas rondas de contactos durante o fim de semana no Paquistão, país que tem mediado as conversações, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, já anunciou que suspendeu a participação dos Estado Unidos.

A guerra desencadeada pela ofensiva israelo-americana causou mais de cinco mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelo grupo pró-iraniano Hezbollah, que atacou Israel em 02 de março.


Leia Também: Turquia admite participar em operações de desminagem no Estreito de Ormuz após eventual acordo de paz

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco considerou este sábado a possibilidade da Turquia integrar as operações multinacionais de desminagem no estreito de Ormuz, caso se chegue a um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.

MALI: Jihadistas reivindicam ataques coordenados no Mali... Os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram hoje uma série de ataques coordenados no Mali, atos que já foram condenados de "forma enérgica" pelo governo norte-americano.

© ABDULAZIZ KETAZ/AFP via Getty Images   Por LUSA  25/04/2026 

Homens armados atacaram vários pontos da capital do Mali, Bamako, e outras cidades do país, num ataque coordenado que envolveu confrontos intensos com as forças armadas, segundo autoridades e testemunhas em declarações à Agencia Associated Press (AP).

O JNIM, que combate há anos os militares no poder em Bamako, assumiu a "responsabilidade" pelos ataques à "sede do presidente maliano Assimi Goïta", à "sede do ministro da Defesa Sadio Camara", ao "aeroporto internacional" da capital e a "instalações militares na cidade de Kati", vizinha de Bamako.

Em comunicado, o grupo jihadista afirma ainda ter tomado a cidade-chave de Kidal, no norte do país, "após uma operação bem-sucedida contra o Exército maliano e os mercenários do corpo russo, com a participação" da Frente de Libertação do Azawad (FLA), a rebelião tuaregue maliana.

Os Estados Unidos já vieram condenar "de forma enérgica" os ataques terroristas registados em várias cidades, expressando as "mais profundas condolências" às vítimas e reafirmando o apoio ao povo e às autoridades malianas no combate à violência e na promoção da estabilidade.

Num comunicado divulgado na rede social X e citado pela agência de notícias espanhola EFE, os EUA disseram estar disponíveis para apoiar os esforços de paz e segurança no Mali e na região.

O exército maliano afirmou que "grupos terroristas armados" atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.

Na capital e arredores, incluindo o aeroporto internacional de Modibo Keïta e a cidade militar de Kati, registaram-se tiroteios, explosões e presença de helicópteros militares, levando a alertas de segurança da embaixada dos Estados Unidos, relata a AP.

Também foram reportados confrontos noutras cidades do centro e norte do país, como Gao, Kidal, Mopti e Sévaré, com relatos de mortos e movimentos de combatentes, num contexto de agravamento da violência jihadista e separatista no Mali.

Os combates prosseguiam ao longo do dia nas imediações de Bamako e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e "grupos terroristas" envolvidos em ataques simultâneos, segundo fontes militares e observadores locais.

As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está "sob controlo", embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia de Bamako, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.

O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década violência jihadista e conflitos separatistas, mas esta é considerada uma das ofensivas mais graves dos últimos anos contra o regime, sem que haja ainda balanço oficial de vítimas.


Leia Também: Burkina Faso vai recrutar 100 mil civis para reforçar reserva do exército

O Governo do Burkina Faso vai recrutar 100 mil civis até final deste ano para reforçar a reserva militar e apoiar o exército na luta contra os jihadistas, anunciou hoje o ministro da Guerra e Defesa Patriótica.

Chefe da diplomacia iraniana entrega a Islamabad respostas aos EUA... O responsável pela diplomacia do Irão, Abbas Araqchi, entregou hoje em Islamabad ao chefe do exército paquistanês as respostas de Teerão às propostas dos Estados Unidos para acabar a guerra, noticiou a televisão estatal iraniana.

© Lusa  25/04/2026 

O documento visa consolidar o cessar-fogo em vigor, embora sem haver ainda perspetivas de um encontro direto com a delegação norte-americana, que também se encontra na capital paquistanesa, Islamabad, para reuniões com as autoridades locais.

As autoridades iranianas já tinham afirmado que não têm intenção de se reunir hoje com os representantes norte-americanos, o conselheiro para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do Presidente Donald Trump.

A visita de Araqchi ao Paquistão é a primeira etapa de uma digressão regional que levará o diplomata nos próximos dias a Omã, mediador nas conversações sobre o programa nuclear iraniano, e à Rússia, o principal aliado de Teerão.

A televisão iraniana limitou-se a referir que a nota entregue por Araqchi ao general Asim Munir "é exaustiva e aborda todas as preocupações de Teerão", sem facultar mais detalhes, segundo a agência espanhola Europa Press (EP).

Apesar da incerteza, o encontro de hoje sublinha a importância da mediação paquistanesa, com Araqchi a reunir-se com a cúpula do aparelho de segurança do Paquistão.

O chefe do exército esteve acompanhado pelo conselheiro de segurança nacional, Asim Malik, e pelo ministro do Interior, Mohsin Naqvi.

A delegação iraniana incluiu ainda o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, o embaixador em Islamabd, Reza Amiri-Moghaddam, e o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei.

A entrega do documento deixa antever que o Irão decidiu apostar num modelo de conversações indiretas após o fracasso da reunião de 11 e 12 de abril, que terminou sem acordo após mais de 20 horas de negociações.

Desde então, os intercâmbios têm continuado através do Paquistão, com ambas as partes a ajustarem posições para evitar uma rutura formal.

O cessar-fogo, negociado originalmente para durar duas semanas a partir de 08 de abril, foi prorrogado sem um prazo definido, criando espaço para a diplomacia, mas prolongando simultaneamente o clima de incerteza.

A guerra no Médio Oriente foi desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu com ataques a interesses norte-americanos nos países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, causando uma crise mundial devido à subida dos preços do petróleo.

A guerra causou já mais de cinco mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelo grupo pró-iraniano Hezbollah, que atacou Israel em 02 de março.


Leia Também: 239 detidos no Irão por tentarem preparar ação militar dos EUA e Israel

As autoridades iranianas detiveram 239 pessoas acusadas de preparar o terreno para uma ação militar dos Estados Unidos e de Israel no âmbito da guerra contra o país, anunciou hoje a Guarda Revolucionária.

Israel mantém ataques contra Hezbollah apesar da nova trégua... Israel atacou posições do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano durante a noite, anunciou hoje o exército israelita, apesar da nova trégua de três semanas anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

© KAWNAT HAJU/AFP via Getty Images       Por  LUSA    25/04/2026 

O anúncio da trégua por Washington foi uma condição imperativa das autoridades iranianas para prolongar o cessar-fogo na guerra do Irão e permitir negociações, que deverão recomeçar hoje no Paquistão. 

As forças de Israel atacaram posições de lançamento de foguetes do Hezbollah em Deir Zahran, Kafr Raman e Al Saamiya, disse o estado-maior israelita num comunicado citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

As zonas atacadas situam-se a norte da linha amarela que marca as posições avançadas de Israel após a invasão do sul do Líbano.

Ainda não há registo de vítimas nestes novos ataques de Israel.

A agência oficial de notícias libanesa NNA confirmou confrontos entre Israel e o Hezbollah em Bint Jbeil, bastião das milícias no sul libanês, igualmente sem confirmação de baixas até ao momento.

Nas últimas horas, o jornal israelita Haaretz, que cita fontes militares, noticiou que o exército retirou "boa parte das forças" no sul do Líbano para consolidar posições em vez de continuar a avançar.

O exército israelita ainda controla uma linha de posições nas colinas situadas entre oito e 10 quilómetros a norte da fronteira com o Líbano para impedir que mísseis antitanque atinjam as populações fronteiriças.

No entanto, o número de efetivos e a carga de trabalho diminuíram significativamente, de acordo com as informações do Haaretz.

A ofensiva de Israel no Líbano contra o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah já causou mais de 2.400 mortos e um milhão de deslocados desde 02 de março, segundo as autoridades de Beirute.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente ao atacar Israel em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

O grupo xiita rejeitou na sexta-feira o cessar-fogo "perante a continuação dos atos hostis de assassínio, bombardeamento e disparos por parte de Israel".

"Cada ataque israelita contra qualquer alvo libanês, independentemente da natureza, confere à resistência o direito de responder proporcionalmente, de acordo com o contexto no terreno", advertiu o deputado do Hezbollah Ali Fayyad.

Israel exige ao Governo do Líbano o desarmamento do Hezbollah, entre outras condições para cessar as hostilidades.