Entre os membros da delegação estava o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi (à esquerda na imagem) Foto: Sarah Yenesel/EPA Por Jn.pt 01 de outubro, 2026
A notícia sobre a alegada ordem foi publicada na terça-feira em vários jornais norte-americanos. Entretanto, a Missão Permanente do Irão junto da ONU disse, através das redes sociais, que a delegação iraniana partiu de Nova Iorque na tarde de segunda-feira, cumprindo a agenda que tinha sido comunicada "com antecedência" ao Departamento de Estado dos Estados Unidos no passado dia 17 de setembro.
A missão diplomática disse ainda que, "por não ter alcançado resultados", o Departamento de Estado recorreu à divulgação de notícias sem fundamento.
Vários meios de comunicação social norte-americanos, como o portal Axios, noticiaram que o secretário de Estado, Marco Rubio, ordenou na segunda-feira que a delegação iraniana que participava na Assembleia Geral da ONU abandonasse o país.
Entre os membros da delegação estava o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, a quem a missão norte-americana junto da ONU comunicou, por ordem de Marco Rubio, que deveria sair imediatamente de Nova Iorque.
Segundo a notícia, a decisão terá surgido depois de mediadores do Catar terem tentado aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão para alcançar um acordo que acabasse com a guerra, no entanto, as conversações não avançaram e ambas as partes mantiveram as posições.
Segundo uma autoridade norte-americana citada pelo Axios, a delegação iraniana já tinha "excedido o tempo de estadia", uma vez que a Assembleia Geral da ONU já tinha terminado.
Nova proposta
Apesar da alegada expulsão, o Irão anunciou na terça-feira ter recebido uma proposta dos Estados Unidos, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de semana o plano de sete dias apresentado por Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de uma série de condições. Os detalhes da proposta não foram especificados.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão entrou no oitavo mês e encontra-se num impasse, marcado pela intensificação das sanções norte-americanas e o bloqueio naval, bem como por ataques esporádicos de Teerão a navios-tanque no Estreito de Ormuz.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou hoje o primeiro-ministro britânico Andy Burnham de apontar na direção "errada", ao afirmar que existem indícios do envolvimento do Teerão no alegado ataque terrorista junto à base de Fairford.
"Oprimeiro-ministro [Andy] Burnham afirma que o Governo do Reino Unido 'pode confirmar' a convicção" de que o Irão "teve alguma coisa a ver com o incidente na base da RAF em Fairford", começou por escrever Abbas Araghchi na rede social X...


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