segunda-feira, 20 de abril de 2026

Exército israelita confirma que soldado destruiu estátua de Jesus no Líbano... O exército de Israel confirmou hoje que o soldado fotografado a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano é um militar israelita.

© Lusa   20/04/2026 

"Após uma análise inicial, foi determinado que esta fotografia mostra um soldado israelita em missão no sul do Líbano", escreveram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na rede social X.

"Serão tomadas medidas apropriadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação", acrescentou o exército, assegurando que estava a tratar o assunto com "o máximo rigor".

As IDF reiteraram o compromisso de "ajudar a comunidade a recolocar a estátua no seu lugar" e afirmaram que não tinham "qualquer intenção de danificar as infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos".

A imagem tem circulado amplamente nas redes sociais desde que o jornalista palestiniano Yunis Tirawi a partilhou no domingo.

A fotografia ostra um soldado israelita, empunhando um longo martelo, a golpear o rosto de uma estátua de Jesus Cristo crucificado que tinha sido retirada da cruz, deixando-a de cabeça para baixo no chão. A fotografia foi tirada num espaço aberto, não dentro de uma igreja.

Segundo Tirawi e o jornal israelita Yedioth Ahronoth, a estátua estava localizada na aldeia de Debel, na região centro-sul do Líbano, que continua sob ocupação militar israelita.

As tropas israelitas permaneceram na zona e demoliram mais casas no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial libanesa ANI.

Israel assumiu o controlo de várias áreas no sul do Líbano, um bastião do Hezbollah, depois de o movimento pró-Irão ter atacado Israel a 02 de março, em retaliação pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão. Um cessar-fogo entrou em vigor no Líbano na sexta-feira.


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EUA e Filipinas iniciam exercícios anuais com 17 mil soldados mobilizados... Milhares de soldados filipinos e norte-americanos, acompanhados pela primeira vez por um importante contingente japonês, iniciaram hoje exercícios militares anuais nas Filipinas, num contexto de tensões regionais crescentes.

© Lusa       20/04/2026 

Mais de 17 mil militares das forças terrestres, aéreas e navais participam nas manobras "Balikatan" ("ombro a ombro", em tagalo), um número semelhante ao da edição do ano passado. França, Austrália, Nova Zelândia e Canadá também prestam apoio.

Os exercícios decorrem no norte das Filipinas, voltados para Taiwan -- ilha reivindicada por Pequim -- e para o mar do Sul da China, onde Manila e Pequim mantêm disputas territoriais.

Estão previstos exercícios com fogo real. As Forças Armadas japonesas, representadas por cerca de 1.400 militares, vão afundar um navio com um míssil de cruzeiro, indicou o porta-voz filipino das manobras, Dennis Hernandez.

"Balikatan (...) constitui uma oportunidade para evidenciar a nossa sólida aliança com as Filipinas e demonstrar o nosso compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto", afirmou o porta-voz norte-americano, Robert Bunn, antes do início dos exercícios.

Segundo o mesmo responsável, a participação de Washington -- que realiza um dos seus maiores destacamentos dos últimos anos -- não foi afetada pela guerra no Médio Oriente, embora tenha recusado avançar o número exato de militares norte-americanos envolvidos.

O conflito, desencadeado em 28 de fevereiro por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, provocou uma crise energética global, com impacto particular nas Filipinas, dependentes de importações de combustíveis.

As manobras ocorrem também num momento em que a China mantém pressão militar em torno de Taiwan.

Em agosto e novamente em novembro, o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., alertou que o país deve preparar-se para um eventual envolvimento num conflito relacionado com Taiwan, onde trabalham muitos cidadãos filipinos.

Em fevereiro, Estados Unidos, Japão e Filipinas realizaram exercícios aéreos e navais junto ao canal de Bashi, uma via estratégica entre Taiwan e o arquipélago filipino. Pequim condenou as operações, acusando Manila de "perturbar a paz e a estabilidade na região".


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