sexta-feira, 3 de abril de 2026
O Presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, denunciou alegadas perseguições contra o coletivo de professores contratados das escolas públicas da Guiné-Bissau, durante uma conferência de imprensa realizada hoje.
O Comissáriado da Ordem Pública da Guiné-Bissau mobilizou 1936 efetivos, incluindo Polícia da Ordem Pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros, para garantir a segurança durante as comemorações da Páscoa em todo o país.
Vídeo de Donald Trump a dançar com espada na mão é real?... Donald Trump volta a dar que falar nas redes sociais com a sua dança típica, mas agora com uma espada na mão. O vídeo é real ou montagem? A SIC Verifica.
MARCO BELLO/REUTERS Por sicnoticias.pt
Nos últimos dias, tem surgido um debate nas redes sociais sobre se um vídeo viral do Presidente norte-americano a dançar com uma espada na mão é real ou se foi criado com recurso a inteligência artificial (IA).
"Por favor, digam-me que isto é IA", lê-se na legenda de uma das publicações, uma questão que se multiplica na caixa de comentários.
Será que aconteceu mesmo?
Apesar das dúvidas de muitos utilizadores, o episódio aconteceu no dia 20 de janeiro de 2025 e prova disso são os registos em vídeo das agências de notícias internacionais, como a Reuters.
O vídeo regista um momento do Commander-in-Chief Ball (Baile do Comandante-em-Chefe), em Washington, D.C., um dos eventos oficiais da tomada de posse de Donald Trump.
Nesta celebração, Trump foi surpreendido com uma miniatura em bolo do icónico Air Force One, o avião presidencial dos EUA. Com uma espada na mão para celebrar o momento - e com os seus habituais passos de dança em comícios ao som de 'Y.M.C.A.' - o Presidente dançou com uma espada na mão perante os convidados, um episódio que foi registado pelas câmaras.
A SIC Verifica que o vídeo é...
Apesar das dúvidas de muitos utilizadores das redes sociais, o momento de dança de Donald Trump com uma espada na mão aconteceu e foi registado por agências de notícias internacionais.
ARTEMIS II: NASA confirma sucesso da manobra para lançar missão Artemis II rumo à Lua... A agência espacial dos Estados Unidos NASA confirmou que foi concluída com sucesso a manobra que colocou a missão tripulada Artemis II rumo à Lua, apesar de incidentes menores que não comprometem o voo.
© Lusa 03/04/2026
Na quinta-feira, a NASA reconheceu que, durante as fases iniciais da operação da sonda Orion, houve ajustes técnicos e uma breve interrupção nas comunicações, que já foi resolvida, mas insistiu que não há preocupações quanto à missão.
"Encontrámos alguns problemas ao longo do caminho, mas nenhum representa uma preocupação neste momento", disse Howard Hu, gestor do programa Orion, em conferência de imprensa.
A sonda realizou a chamada 'injeção translunar', uma manobra que gerou o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, que deverá durar entre três a quatro dias, durante os quais tripulantes irão realizar mais testes e experiências científicas.
A NASA sublinhou que a manobra, que durou cinco minutos e 52 segundos, foi executada "de forma perfeita" pela equipa de controlo de voo em Houston, no sul dos Estados Unidos.
A manobra inlui a última grande queima de motor da missão, após a qual a nave espacial continuará a trajetória, impulsionada pelas leis da mecânica orbital, em torno da Lua e, mais tarde, de volta à Terra.
A agência espacial norte-americana salientou ainda que a tripulação está de boa saúde e que os sistemas da cápsula estão a funcionar conforme o planeado.
Durante o primeiro dia completo no espaço, a tripulação realizou verificações e manobras em órbita que visaram garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos.
"Este é ainda um voo de teste (...) continuaremos a recolher informações importantes diariamente para aprender a operar esta nave espacial no ambiente espacial real", destacou Hu.
Com condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso já lançado pela NASA - levantou voo na quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida, para o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos.
Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.
Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, a mais de 400 mil quilómetros da Terra, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.
Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.
As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.
A trajetória seguida pela Orion é a designada de "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.
A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.
Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.
Leia Também: O lançamento da missão da NASA à Lua... visto de um voo comercial
Passageiros de um voo comercial, que fazia a ligação de Costa Rica a Atlanta, tiveram a oportunidade única de assistir ao lançamento da missão no momento em que sobrevoavam a Florida. Momento foi captado em vídeo.
Líder da junta militar diz que povo do Burkina Faso deve "esquecer democracia"... O povo do Burkina Faso deve "esquecer a democracia", declarou Ibrahim Traoré, líder da junta militar que controla o país desde o golpe de Estado de setembro de 2022.
© Lusa 03/04/2026
A transição política, prometida após um primeiro golpe, em janeiro de 2022, deveria ter sido concluída em julho de 2024, com eleições.
No entanto, a junta adotou uma Constituição que lhe permite manter-se no poder até 2029 e que autoriza Traoré a candidatar-se às "eleições presidenciais, legislativas e autárquicas", que estão previstas para o final desse período.
Em outubro de 2025, o regime militar dissolveu a Comissão Eleitoral Nacional Independente e, em fevereiro passado, dissolveu todos os partidos políticos, cujas atividades já tinham sido suspensas.
"Nem sequer estamos a falar de eleições... as pessoas precisam de esquecer a democracia; a democracia não é para nós", declarou Traoré na quinta-feira à noite, numa conferência de imprensa transmitida pela emissora estatal RTB.
"Não vivemos numa democracia", já tinha afirmado em 2025 o capitão.
Traoré foi questionado durante mais de duas horas por jornalistas do Burkina Faso e do estrangeiro, incluindo a emissora pública italiana Rai e o canal privado britânico Sky News --- um acontecimento raro.
Desde que chegou ao poder, o regime militar, hostil aos países ocidentais e sobretudo à antiga potência colonial França, proibiu ou suspendeu a transmissão de vários órgãos de comunicação internacionais e expulsou alguns dos seus jornalistas.
Na quinta-feira, Traoré abordou também o caso do antecessor, o ex-tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba, que chegou ao poder no golpe de janeiro de 2022.
Damiba é acusado de arquitetar várias tentativas de golpe e está a ser processado por corrupção. Foi recentemente extraditado pelo Togo para o Burkina Faso, a pedido da junta militar.
"Já foi visto por um juiz (...) Está nas mãos do sistema judicial", disse Traoré.
O Burkina Faso é assolado há quase uma década pela violência perpetrada por grupos fundamentalistas islâmicas, que já ceifou milhares de vidas.
De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data, pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016.
Mas a organização de defesa do direitos humanos Human Rights Watch (HRW) alertou, num estudo divulgado na quinta-feira, que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.
O relatório acusa as forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 de cometerem crimes contra a humanidade de forma generalizada e acrescenta que pelo menos 1.837 pessoas foram mortas em dois anos.
Para a HRW, o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto do Governo como dos fundamentalistas.
Traoré negou todas as acusações na quinta-feira, afirmando que "não há provas".
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.
O chefe da junta indicou ainda que a aliada Rússia estava a fornecer equipamento militar , mas que "ninguém está a treinar o exército burquinense" e que "no terreno, são os soldados burquinenses que estão a combater".



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