sexta-feira, 24 de abril de 2026

"Merecem respeito": Leão XIV pede que migrantes sejam tratados como seres humanos... Leão XIV afirmou esta quinta-feira que, embora um Estado tenha o direito de estabelecer regras sobre fronteiras, precisa de tratar os migrantes como "seres humanos e não pior do que animais".

Por  sicnoticias.pt 

O Papa referiu ser "evidente que a questão da migração é muito complexa e afeta muitos países, não só a Espanha, não só a Europa, mas também os Estados Unidos; é um fenómeno mundial".

Numa conferência de imprensa a bordo do avião em que regressava da digressão por África, Leão XIV sublinhou existir "um grande desafio: um país diz que não pode receber mais e tudo isso... mas quando as pessoas chegam, são seres humanos e merecem o respeito que cada ser humano tem pela sua dignidade humana".

Robert Francis Prevost disse acreditar que "um Estado tem o direito de estabelecer regras para as suas fronteiras" e "nem todos devem entrar de qualquer maneira, sem ordem e criando, por vezes, situações mais injustas do que aquelas de onde partiram", mas também é preciso perguntar-se: "O que fazemos nos países mais ricos para mudar a situação nos países mais pobres?".

O Papa questionou o que faz "o Norte do Globo para ajudar o Sul do Globo e aqueles países onde os jovens hoje não encontram um futuro e vivem aquele sonho de que todos querem ir para o Norte, mas, por vezes, o Norte não tem respostas para oferecer", lamentando que sofram "com a questão do tratamento humano e do tráfico de pessoas".

Leão XIV propôs "procurar ajuda estatal ou também investimentos de grandes empresas, ricas e multinacionais, para mudar as situações em países como aqueles que se visitaram nesta viagem".

O Papa visitou Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, última etapa de uma deslocação de 11 dias.

Donald Trump rejeita pressão para travar conflito com o Irão e compara-o à Guerra do Vietname... O Presidente norte-americano rejeitou estar sob pressão para pôr fim ao conflito com o Irão, garantindo que tem “todo o tempo do mundo” para negociar, numa fase de impasse diplomático, e chegou mesmo a comparar a situação à Guerra do Vietname.

Por  SIC Notícias - Com Lusa

O Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou na quinta-feira estar pressionado para pôr fim à guerra contra o Irão, assegurando que tem "todo o tempo do mundo" para o fazer, em fase de impasse nas negociações de um acordo de paz.

"Para aqueles que leem o decadente New York Times ou assistem às notícias falsas da CNN, e que pensam que estou 'ansioso' por acabar com a guerra (se é que se pode chamar guerra!) com o Irão, deixem-me dizer-vos: sou possivelmente a pessoa menos pressionada que já ocupou este cargo. Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irão não", declarou Trump numa mensagem na rede Truth Social.

O Presidente norte-americano, que nos últimos meses intensificou as suas críticas aos media, reiterou que a marinha iraniana "está no fundo do mar" e que destruiu as suas capacidades aéreas e militares: "A partir de agora, a situação só pode piorar. O tempo não está a favor deles!", acrescentou.

Além disso, afirmou que o bloqueio naval que mantém nas costas da República Islâmica é "hermético e enérgico". Sobre a possibilidade de um acordo com Teerão, Donald Trump insistiu que só será alcançado quando for "oportuno e benéfico" para Washington e os seus aliados.

Trump compara conflito à guerra no Vietname

O Presidente dos Estados Unidos comparou ainda o conflito no Médio Oriente à guerra do Vietname, que se prolongou durante 20 anos, entre 1955 e 1975.

Donald Trump diz que, se o Irão não quiser chegar a um acordo, vai acabar com o resto do país, mas engana-se nas contas sobre a percentagem de alvos atingidos.