quinta-feira, 4 de abril de 2019

Reconciliação Nacional - Comissão Nacional propõe Julho e Setembro para realização da Conferência Nacional

Bissau, 04 abr 19 (ANG) – O Presidente da Comissão Nacional para Reconciliação propõe o mês de Julho e Setembro do ano em curso para a realização do evento.

O Padre Domingos da Fonseca apresentou hoje ao Presidente José Mário Vaz uma proposta para o efeito.

Em declarações à imprensa a saída do encontro com o chefe de Estado guineense, o Presidente da Comissão para Reconciliação Nacional disse que cabe ao José Mário Vaz, igualmente Presidente  de honra  do evento, definir a data para realização da conferência.

“Já estamos avançados nos trabalhos de preparação da Conferência, agora vamos iniciar o processo de dessiminação do relatório final e do roteiro de reflexão para a tomada de decisões nas regiões”, revelou.

Assegurou que a  Comissão está pronta para que a Conferência Nacional para reconciliação tenha lugar no decurso deste  ano. 

ANG/LPG/ÂC//SG

Maus tratos - Mulher detida pela Polícia Judiciária por alegadamente ter torturada a sobrinha

Bissau, 04 Abril 19 (ANG) – Uma mulher foi detida quarta-feira pela Polícia Judiciária por alegadamente ter torturada sua sobrinha de sete anos de idade no bairro de Empatcha em Bissau, noticiou a rádio Capital.

O proprietário de casa onde a mulher é inquilina, Mário Kunqué disse que ouviu a criança a chorar por volta das 02h00 da manhã,  saiu par ir ao banheiro e viu a menina deitada na varanda acendeu a lâmpada e desatou-a, ao correr  para vir junto dele, a mestra saiu com um banco que atirou contra a menina.

Mário Kunqué disse que instou a mulher para se abdicar dessa prática de maltratar a criança porque será responsabilizado pelas autoridades competentes como proprietário de casa.

Por sua vez, a mestra da criança de nome Ansaru  explicou que sempre que ordenara a menina a fazer um trabalho doméstico ela fazia de forma errada. Ansaru disse que desta vez a menina fez necessidade no quarto e pintou as paredes do quarto com as feses dela.

Acrescentou  que bateu na menina e ordenou-a a limpar tudo de seguida depois a mandou sair para dormir na varanda da casa.

Afirmou que levantou o banco mas que não tinha a intenção de atirá-lo contra  a menina.
 Em reação ao caso, o coordenador da Associação de Amigos de Criança (AMIC), Fernando Cá disse que a mulher tem que responder pelo seu mau comportamento perante a lei, frisando que vão ordená-la a apresentar a mãe da menina para que a vítima lhe seja devolvida.

Cá apelou à todos para se abdicarem de dar seus filhos a outrem para se evitar de  maus tratos às crianças. 

ANG/JD/AC//SG

PJ da Guiné-Bissau apreende mais de 100 toneladas de arroz doadas pela China

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu na quarta-feira mais de 100 toneladas de arroz doadas pela China, que estavam a ser preparadas para ser vendidas no mercado interno, disse fonte daquela força de investigação criminal.


“Estes sacos de arroz foram apreendidos num armazém em Bafatá. É arroz doado pelo Governo da China ao povo da Guiné-Bissau e não pode ser vendido”, explicou aos jornalistas o coordenador nacional da Polícia Judiciária guineense, Fernando Jorge.

Segundo o coordenador nacional da PJ, o arroz foi apreendido quando estava a ser preparado para entrar no mercado interno.

Questionado pelos jornalistas sobre se há pessoas detidas no âmbito da operação, Fernando Jorge disse que ainda não, porque a investigação prossegue e a PJ está, numa primeira fase, preocupada em recuperar o arroz.

“Só quero avançar a quantidade de arroz apreendida e que a investigação vai continuar e que este não é o único armazém a ser investigado”, explicou, sem querer avançar o nome do proprietário do armazém onde o arroz foi apreendido.

A PJ guineense afirmou que o arroz doado pela China estava a ser preparado para ser utilizado durante a campanha de comercialização de caju.

interlusofona.info

PJ APREENDE 52 TONELADAS DE ARROZ DESTINADO A OFERECER A POPULAÇÃO GUINEENSE EM BAFATÁ

A Polícia Judiciária apreendeu, esta quarta-feira 03 de abril de 2019, mil e duzentos e sessenta (1 260) sacos de arroz de 50kg, que correspondem a 52 toneladas, num armazém no leste do país, concretamente em Bafatá. O arroz tinha sido oferecido pelo governo da República Popular da China para consumo interno, sem fins lucrativos, ou seja, não destinado à venda.

Falando à imprensa no ato de apresentação do produto apreendido, nas instalações da Polícia Judiciária em Bissau, o Inspetor Coordenador da PJ, Fernando Jorge, informou que durante a operação que os agentes da PJ desencadearam na sequência de uma investigação da equipa de vigilância, constataram que determinada quantidade de arroz fora retirada de Bissau para o interior do país para ser comercializado. Com base nisso, fizeram uma operação no leste do país, tendo apreendido nessa primeira fase 1.260 sacos de arroz. Segundo o mesmo Inspetor, a Polícia Judiciária voltará ao mesmo armazém, em Bafatá, para recuperar e trazer para Bissau o produto.

Aquele responsável da PJ acrescentou que ninguém tinha sido detido na operação porque nessa primeira fase, a sua instituição estava preocupada em recuperar o arroz para que não seja vendido.

“Não queremos avançar o nome do proprietário do armazém, muito menos revelar nomes de pessoas que estão a ser investigados nesse âmbito, em respeito ao princípio de sigilo da justiça, garanto que a investigação continuará porque temos a informação que outra quantidade de arroz destinada à população guineense está armazenada para depois ser comercializada no período da campanha de castanha de cajú”, enfatizou.

Fernando Jorge advertiu que, neste momento, têm pistas de pessoas ligadas à rede de comercialização daquele arroz, razão pela qual a operação vai continuar até conseguirem fazer com que esse arroz seja revertido ao Estado e reencaminhado para o destino próprio que são  as populações mais necessitados.


“Como todos nós acompanhamos pelos meios da comunicação social, o arroz veio para a Presidência da República. O Chefe de Estado guineense anunciou publicamente que o donativo seria destinado à população mais carenciada. Depois mandaram-se muitos sacos para o interior do país, mas alguns,  infelizmente, estão a ter outro destino, ao ponto de estarem a ser comercializados”, lamentou.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A  

odemocratagb.com  

Angola põe à venda "Palace Hotel de Bissau" e vai mudar embaixada de local

O Presidente angolano, João Lourenço, decidiu colocar à venda o "Palace Hotel de Bissau", onde se encontra atualmente instalada a embaixada de Angola na Guiné-Bissau, e mudar a missão diplomática para outro imóvel, segundo um despacho presidencial a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com o despacho presidencial, publicado no Diário da República a 01 de abril, a decisão de venda foi tomada porque o imóvel, devido à sua "dimensão e custos de manutenção, não responde de forma satisfatória às necessidades da missão diplomática naquele país".

"Tendo em conta que a missão diplomática de Angola na Guiné-Bissau dispõe de outro imóvel que responde adequadamente às suas necessidades", o Presidente de Angola determinou autorizar a alienação do "Palace Hotel de Bissau" e encarregar o ministro das Finanças angolano da sua venda.

O "Palace Hotel de Bissau" foi construído por Taiwan, quando a Guiné-Bissau não tinha relações diplomáticas com a China, e chegou a funcionar como parlamento do país.

Em julho de 2006, foi naquele hotel que se realizou a cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O edifício acabaria por ser vendido a uma empresa argelina que o voltou a pôr a funcionar como unidade hoteleira, mas que o acabou por vender ao Estado angolano para instalar a representação diplomática no país.

Angola comprou "Palace Hotel de Bissau" numa altura em que tinha reforçado as relações de cooperação e económicas com a Guiné-Bissau e tinha previsto arrancar com o projeto de exploração do bauxite e a construção de um porto de águas profundas em Buba.

Naquele espaço estava também instalada a missão militar angolana de apoio à reforma do setor de defesa e segurança (Missang), que acabou por sair da Guiné-Bissau em 2012, na sequência do golpe de Estado, tendo sido substituída por uma força militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

DN.PT