segunda-feira, 28 de setembro de 2026

VLADIMIR PUTIN defende que resultados eleitorais demonstraram legitimidade do poder... O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu hoje, numa reunião com a chefe da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, que as recentes eleições parlamentares demonstraram a legitimidade do poder no país.

© Gavriil GRIGOROV / POOL / AFP via Getty Images   Por   LUSA  28/09/2026 

"As recentes eleições confirmaram, sem dúvida, a legitimidade de todos os órgãos executivos e legislativos da Federação Russa, o que é especialmente importante nas condições atuais", vincou o responsável do Kremlin, cujo partido, o Rússia Unida (RU), venceu o sufrágio apesar das denúncias de fraude pela oposição.

Putin sublinhou que a votação foi realizada em todas as regiões russas, incluindo as ucranianas anexadas em 2022, apesar das dificuldades que "eram criadas a partir do exterior".

Pamfilova, por sua vez, agradeceu ao líder russo a aprovação de uma série de medidas que permitiram a realização das eleições.

Acrescentou que isso possibilitou às autoridades eleitorais trabalhar com o Ministério da Defesa, a Guarda Nacional e outros órgãos de segurança para criar condições de segurança durante o sufrágio, que se estendeu por três dias.

Durante o encontro com Putin, Pamfilova mencionou os veteranos da guerra com a Ucrânia que foram eleitos deputados nas eleições russas.

Na Duma, ou câmara baixa do Parlamento russo, haverá 46 ex-combatentes.

"Se falarmos das eleições a todos os níveis, o número é impressionante: 655 membros da 'operação militar especial' foram eleitos" deputados, frisou, referindo-se às assembleias regionais.

Pamfilova destacou ainda a elevada participação nas primeiras eleições parlamentares de toda a guerra — quase 60% —, nas quais o partido do Kremlin obteve o melhor resultado da sua história e renovou a sua maioria.

O RU, que apoia o regime de Putin, revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram na semana passada as autoridades eleitorais russas.

O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.

A seguir ao partido de Putin, o mais votado foi o Partido Comunista da Federação Russa, com 13,84% dos votos, seguindo-se o Partido Democrático Liberal (8,9%) e o «Povo Novo» (7,94%), enquanto o partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.

Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022, decorrendo também votação na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.


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Presidente dos EUA diz que tem informações específicas sobre o caso, mas evitou revelar detalhes. Cinco homens foram soltos sob fiança após prisão perto de base aérea.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (28) a decisão das autoridades britânicas de libertar sob fiança os cinco homens presos por suspeita de preparar um ataque terrorista contra uma base aérea norte-americana no Reino Unido...

Países Baixos convocam embaixador após expulsão de diplomatas em Ramallah... O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos convocou hoje o embaixador de Israel em Haia para pedir explicações sobre a expulsão de vários diplomatas da representação neerlandesa em Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

© Ahmad Gharabli/AFP via Getty Images   Por  LUSA  28/09/2026 

O ministro Tom Berendsen anunciou a convocação do diplomata israelita uma conferência de imprensa em Haia com o homólogo alemão, Johann Wadephul, afirmando que deseja conhecer "os detalhes da medida" e discutir as "consequências" desta.

O chefe da diplomacia neerlandesa classificou a decisão israelita como "desnecessária" e afirmou que os Países Baixos "lamentam profundamente" a retirada do estatuto aos seus diplomatas, embora, para já, não se saiba quantos membros da missão serão afetados.

O embaixador israelita comparecerá na terça-feira no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Haia.

Além de retirar o estatuto diplomático a membros da representação neerlandesa em Ramallah, as autoridades israelitas exigiram que estes abandonem o território num prazo de sete dias.

Israel justificou a medida como uma resposta às recentes decisões dos Países Baixos, especialmente a proibição de importar produtos provenientes dos colonatos ilegais israelitas nos territórios ocupados, medida que entrou em vigor na semana passada.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, acusou o Governo de Haia de manter uma "postura hostil" em relação a Israel.

Berendsen rejeitou a ideia de que a proibição comercial fosse "dirigida contra Israel" e defendeu que responde à "obrigação, por força do direito internacional, de não contribuir para uma situação ilícita: os colonatos ilegais".

O governo neerlandês sustenta que os colonatos israelitas e a sua expansão na Cisjordânia ocupada violam o direito internacional, em consonância com o parecer consultivo emitido pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em julho de 2024 sobre a presença israelita nos territórios palestinianos ocupados, e defende uma solução de dois Estados.

Israel já tinha afastado recentemente dois representantes neerlandeses do centro de coordenação internacional para Gaza, após ter também ligado esta decisão às medidas adotadas pelo governo de Haia contra os colonatos.

Berendsen convocou o embaixador israelita em maio devido ao tratamento que o Governo neerlandês considerou "desumano" em relação aos membros de uma flotilha de ativistas que se dirigia para Gaza e que foi intercetada por Israel.


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O dirigente, que não é visto em público desde a sua designação para o cargo, em março, exprimiu-se através de um comunicado, divulgado pela televisão estatal...

PORTUGAL/RELATÓRIO: Quatro em cada dez interrupções da gravidez feitas por mulheres estrangeiras... Mais de quatro em cada dez interrupções da gravidez em 2025 foram realizadas por mulheres estrangeiras, revelou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS), que pede respostas adequadas à diversidade linguística, social e cultural nessa área.

© Lusa   28/09/2026 

Os dados constam do relatório sobre o registo das interrupções da gravidez (IG) em 2025, que indica que foram realizadas um total de 18.869 IG, praticamente o mesmo número do ano anterior (18.871)

Desse total, 18.239 interrupções da gravidez foram realizadas por opção da mulher nas primeiras 10 semanas, enquanto outras 495 deveram-se a situações de doença grave ou malformação congénita do nascituro, o segundo motivo mais frequente para a IG.

Em 2025, 44,2% das IG feitas por opção da mulher "foram realizadas em mulheres de nacionalidade não portuguesa", adianta o relatório, que aponta para uma realidade que tem aumentado nos últimos cinco anos, passando das 3.567 IG em 2021 para 8.059 no último ano.

As três nacionalidades mais representadas em 2025 foram a angolana (20,9%), a brasileira (19,7%) e a cabo-verdiana (14,6%), referem ainda os dados da DGS, que, perante o aumento registado nos últimos anos, defende a "necessidade de respostas acessíveis, inclusivas e adequadas à diversidade linguística, social e cultural, contribuindo para a redução de barreiras no acesso à informação e aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva".

O relatório indica também que, no último ano, 32 estabelecimentos de saúde registaram IG por opção da mulher em Portugal, menos um do que em 2024, tendo-se verificado "algumas alterações na distribuição" ao nível do território.

Aponta o caso da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira, que não apresentou registos em 2025, enquanto o Hospital de Ponta Delgada, nos Açores, retomou o registo dessa atividade.

"Destaca-se ainda a consolidação da resposta no Litoral Alentejano, onde a atividade se tinha iniciado em 2024, e na região do Tâmega e Sousa, onde havia sido retomada no mesmo ano", adianta a direção-geral.

A maioria das IG por opção da mulher foram registadas em unidades de saúde públicas (66%), mas o número de interrupções de gravidez realizadas no setor privado tem aumentado nos últimos anos.

Um total de 6.204 IG foram registadas num só estabelecimento de saúde privado, a Clínica dos Arcos, em Lisboa, o que corresponde a mais de um terço (34%) do total das interrupções da gravidez por opção da mulher verificadas em 2025, adianta o relatório.

Em 2025, as regiões de onde mais mulheres se deslocaram para outra região para realizar IG foram Alentejo e Açores.

"As iniquidades territoriais evidenciadas justificam o reforço de uma rede de referenciação que assegure uma articulação efetiva entre os diferentes níveis de cuidados, promovendo uma resposta equitativa, de proximidade e com continuidade após a IG", alerta ainda a DGS.

Tal como em anos anteriores, a DGS concluiu existirem diferenças quanto aos métodos mais usados para a realização da IG, prevalecendo no setor público o método medicamentoso (97,7%), enquanto no privado 62,9% da IV foram realizadas através de cirurgia.

Em 2025, a média do tempo de espera entre a consulta prévia e a realização da IG por opção da mulher foi de seis dias, com as mulheres que realizaram IG por sua opção a aguardarem, em média, 2,8 dias pela consulta prévia.

A média de idades das mulheres que efetuaram IG manteve-se dentro dos valores registados nos anos anteriores - 28,5 anos, indica o documento.

Ao longo dos anos, regista-se também uma estabilidade na média das idades gestacionais de realização de IG, que se mantém nas sete semanas, refere a DGS, que recorda que, no SNS, o acesso aos métodos contracetivos, incluindo a contraceção de emergência, é gratuito, no âmbito das consultas de planeamento familiar nos cuidados de primários e nas consultas e serviços hospitalares.

Ex-PR guineense Embaló anuncia candidatura às presidenciais de dezembro... O ex-presidente guineense Umaro Sissoco Embaló anunciou hoje que será candidato às eleições presidenciais de dezembro, a menos de uma semana do regresso anunciado a Bissau.

© Lusa     28/09/2026 

"Sim, serei candidato", disse Sissoco Embaló à revista Jeune Afrique (JA) a partir de Brazzaville, de onde deverá seguir para Bissau no próximo domingo.

De acordo com a revista, o antigo chefe de Estado guineense considera que o general Horta N'Tam Inta-a, presidente de transição desde o golpe de Estado de 26 denovembro de 2025 e "principal artífice do seu afastamento, mas de quem se manteve próximo, respeitará os termos da carta de transição e não se candidatará", o que deixa o caminho aberto para o início da pré-campanha.

Até 06 de dezembro, data marcada para as eleições, haverá o congresso do seu partido, o Madem G15, a 16 e 17 de outubro, e será depois lançada a Plataforma Republicana, que reúne mais de uma dezena de partidos e que deverá dar o apoio à candidatura de Sissoco Embaló, acrescenta a JA.

O antigo chefe de Estado anunciou o seu "regresso voluntário ao país" para o próximo dia 04 de outubro e apelou a que a sua chegada decorra "num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo".

O anúncio do regresso de Embaló, deposto num golpe de Estado em 26 de novembro passado, foi feito pelo próprio nas redes sociais.

De acordo com a publicação, Umaro Sissoco Embaló, que fixou residência em Marrocos desde o golpe, sublinha a necessidade "de colocar o interesse nacional e a estabilidade acima de quaisquer divergências políticas".

"A Guiné-Bissau é a nossa pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças", escreveu o ex-Presidente na mensagem.

Umaro Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 em 26 de novembro de 2026 até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.

A oposição considerou que se tratou de um "golpe cerimonial" por ocorrer em vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas "à primeira volta" por Fernando Dias da Costa.

Na sua mensagem de anúncio do regresso, Sissoco Embaló destaca que o "retorno a solo pátrio é um gesto de confiança" no futuro da Guiné-Bissau, motivado pelo sentimento de pertença e "pelo desejo de reencontrar" a sociedade guineense.

O ex-chefe de Estado apela a que a receção "seja pacífica e fraterna, evitando comportamentos que possam suscitar tensões ou divisões" entre compatriotas e ainda que reforce a responsabilidade cívica e preserve os princípios fundamentais do Estado de direito.

Com o golpe de Estado de 26 de novembro, os militares criaram um Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.

O órgão fez aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do Presidente da República, entre outras alterações.

O general Horta Inta-a marcou para 06 de dezembro próximo a data para a realização de eleições legislativas e presidenciais e a oposição considera que aqueles estariam a preparar-se para facilitar o regresso de Embaló ao poder.


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NAS MÃOS DO ALTÍSSIMO DEUS! 

Como cidadãos guineenses, patriotas e nacionalistas, defensores dos valores, das leis e dos princípios que regem o nosso Estado e a nossa sociedade, decidimos regressar à nossa Pátria por vontade própria, movidos pelo sentimento de pertença, pelo amor à nossa terra e pelo desejo de reencontrar os nossos irmãos, amigos, colegas e compatriotas.

O nosso regresso representa, acima de tudo, um gesto de confiança na nossa Pátria e de compromisso com a convivência pacífica entre todos os guineenses. Voltamos para estar junto do nosso povo, partilhar este momento da nossa história e continuar a contribuir, dentro das nossas possibilidades, para o bem comum e para uma Guiné-Bissau mais unida, estável e próspera. ComprarAtlas Geográficos

Por isso, apelamos a que a nossa receção seja marcada pela paz, harmonia, tolerância, respeito e fraternidade, evitando qualquer atitude que possa gerar tensão ou divisão entre irmãos.

Num momento particularmente importante para o país, entendemos que todos devemos agir com responsabilidade e serenidade, respeitando as diferenças políticas e sociais e garantindo que cada cidadão possa exercer os seus direitos e convicções dentro dos princípios da convivência democrática e do respeito mútuo.

A Guiné-Bissau é a nossa Pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças...

SENEGAL: Dacar e aeroporto internacional da cidade ligados por comboio rápido... A extensão da linha do comboio expresso regional de Dacar até ao aeroporto internacional entrou hoje em funcionamento, a pouco mais de um mês do início dos Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ), foi hoje anunciado.

© Lusa    28/09/2026 

Esta ligação até ao Aeroporto Internacional Blaise Diagne (AIBD), em Dacar, a capital do Senegal, vem completar a segunda fase deste projeto emblemático do antigo presidente Macky Sall, que visa aliviar o tráfego na metrópole da África Ocidental, conhecida pelos seus engarrafamentos extensos.

Graças a este prolongamento de 19 quilómetros da linha, os utilizadores podem agora ir do centro da capital ao aeroporto em 55 minutos, num percurso que costuma estar congestionado quando feito por estrada.

O prolongamento da linha, cujas obras tiveram início em março de 2022, custou cerca de 420 milhões de euros.

O financiamento coube ao Estado do Senegal e vários parceiros financeiros, nomeadamente o Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), o Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD) e empréstimos franceses, de acordo com a Apix, a agência pública responsável pela gestão do projeto.


ONU denuncia "violações" nas expulsões dos EUA para países terceiros... O programa de expulsões para países terceiros implementado pelos Estados Unidos expõe as pessoas afetadas a um "risco elevado de violações dos direitos humanos", incluindo tortura e perseguição, alertaram hoje especialistas das Nações Unidas.

© Lusa    28/09/2026 

Segundo a avaliação dos peritos mandatados pelo Conselho do Direitos Humanos da ONU, divulgada num comunicado, este mecanismo desencadeia "uma cascata de violações dos direitos humanos, aumenta os riscos de tortura e maus-tratos, bem como de desaparecimento forçado, e viola o princípio consuetudinário de não devolução". 

Numa investigação internacional, conduzida por 72 jornalistas de 23 órgãos de comunicação social de 15 países e divulgada na semana passada pelo consórcio Forbidden Stories, é referido que o Governo norte-americano expulsou mais de 25.000 pessoas para países terceiros, ao abrigo de acordos secretos celebrados com 35 países para acolherem pessoas sem qualquer ligação a esses próprios Estados.

Segundo os peritos da ONU, que não se pronunciam em nome da organização, "este mecanismo visa requerentes de asilo e migrantes em diferentes fases dos respetivos processos migratórios", no âmbito de acordos que "escapam em larga medida ao controlo democrático e à fiscalização independente em matéria de direitos humanos".

"[Os acordos] abriram caminho a uma série de outras violações, nomeadamente detenção arbitrária e secreta, desaparecimentos forçados [...], negação das garantias de um processo equitativo, separação de famílias, discriminação [...], escravatura e tráfico de seres humanos", acrescentaram.

"Estes migrantes são transferidos para países ou territórios com os quais não têm qualquer ligação, o que pode constituir uma experiência traumática e de isolamento", acrescentaram os peritos mandatados pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Alguns podem também ser enviados "para locais onde correm o risco de sofrer mais violência ou discriminação em razão do género, da orientação sexual, da identidade de género ou do seu ativismo em defesa dos direitos humanos", sublinham.

Os peritos indicaram terem alertado os Estados Unidos, bem como todos os governos com os quais foram celebrados acordos de externalização, entre os quais a República Centro-Africana, Honduras, Libéria, Líbia e Sudão do Sul.

"Em muitos casos, estes países terceiros estão eles próprios envolvidos em conflitos [...]. Não têm capacidade para proteger os direitos dos migrantes que lhes são enviados por países ricos que procuram furtar-se às suas obrigações internacionais", acrescentaram.

Relativamente às agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que intervêm para apoiar estas pessoas expulsas, os peritos consideram que a participação "nunca deve legitimar mecanismos que exponham pessoas ao repatriamento forçado ou a outras violações graves dos direitos humanos".

Os peritos alertam ainda que a participação em medidas que resultem em violações dos direitos "pode, em determinadas circunstâncias, constituir cumplicidade".

Os peritos apelaram a todos os Estados e territórios envolvidos para que ponham imediatamente termo a estes acordos".

"O que está em causa não é apenas uma política migratória, mas a vida, a segurança, a dignidade e os direitos das pessoas", sublinharam.


Leia Também: UE aprova 60 milhões para reforçar capacidades de defesa de Cabo Verde

O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje uma nova medida de assistência, no valor de 60 milhões de euros, para reforçar as forças armadas de Cabo Verde, ao abrigo do Fundo Europeu de Apoio à Paz.

"Hoje, o Conselho adotou uma segunda medida de assistência, no valor de 60 milhões de euros, ao abrigo do Fundo Europeu de Apoio à Paz, em apoio às forças armadas de Cabo Verde. Esta decisão insere-se no âmbito da Parceria Especial entre a UE e Cabo Verde e contribui para o seu pilar de estabilidade e segurança", anuncia a instituição em comunicado...

GUINÉ-BISSAU: selecionador nacional, Emiliano Té, acompanhado por um dos jogadores da equipa, estará em conferência de imprensa para fazer a antevisão da partida diante da Nigéria e abordar os últimos detalhes da preparação dos Djurtus

 Radio Voz Do Povo 

NOTA DE IMPRENSA... Ministério do Interior e da Ordem Pública alerta órgãos de comunicação social e páginas de informação sobre a propagação de informações falsas.

Por  Ministério do Interior 28/09/2026 

O Ministério do Interior e da Ordem Pública manifesta a sua profunda preocupação perante a circulação e divulgação de informações falsas, rumores e conteúdos não confirmados através de órgãos de comunicação social, páginas e plataformas digitais, que possam contribuir para a instigação da população à prática de actos de violência.

Perante os acontecimentos registados recentemente, o Ministério informa que serão realizadas averiguações para determinar a origem, autoria e eventual responsabilidade daqueles que tenham produzido, divulgado ou amplificado informações falsas suscetíveis de provocar a violência, perturbar a ordem pública ou colocar em risco a vida e a integridade física dos cidadãos.

Neste contexto, o Ministério do Interior e da Ordem Pública adverte todos os órgãos de comunicação social, administradores de páginas de informação e utilizadores das redes sociais para a necessidade de exercerem a sua actividade com responsabilidade, rigor e respeito pelos princípios da verificação dos factos, evitando a divulgação de rumores ou informações sem confirmação.

A liberdade de imprensa e de expressão deve ser exercida com responsabilidade, tendo em conta as consequências que a divulgação de informações falsas pode provocar na sociedade.

O Ministério recorda que a Guiné-Bissau já conheceu, no passado, situações em que a circulação de informações falsas e rumores contribuíram para criar ambientes de tensão e violência, com consequências graves para a vida de cidadãos.

Por essa razão, o Ministério considera indispensável que todos os intervenientes no sector da comunicação social e no espaço digital assumam uma postura responsável, contribuindo para a preservação da paz, da segurança e da estabilidade social.

Bissau, 28 de Setembro de 2026

Ministério do Interior e da Ordem Pública

Gabinete de Assessoria de Imprensa e Comunicação.

Israel convoca encarregada de negócios devido a declaração de ministra espanhola... A encarregada de negócios da embaixada de Espanha em Israel, Francisca Pedrós, foi convocada, esta segunda-feira, para receber uma "advertência" no Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, após declarações realizadas pela ministra da Juventude espanhola sobre a Palestina.

Foto: Martin Heinlein/Wikimedia Commons   Por  JN/Agências    28 de setembro, 2026 

"A declaração faz parte de uma política sistemática anti-Israel promovida pelo Governo espanhol e pelo seu primeiro-ministro, Pedro Sánchez", afirmou o comunicado da chancelaria israelita.

O Ministério israelita referiu que Francisca Pedrós deverá reunir-se a Gilad Cohen, diretor dos Assuntos Político-Estratégicos israelitas.

Segundo o texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, as palavras utilizadas por Sira Rego apoiam "a eliminação do Estado de Israel".

Em 24 de setembro, Rego afirmou durante um pequeno-almoço do Fórum Europa que Espanha "não escolheu o lado errado" ao posicionar-se "ao lado dos direitos humanos e do povo palestiniano", antes de referir como motivos de "orgulho" a suspensão da volta em bicicleta de Espanha ou o boicote à Eurovisão, entre outros exemplos. "Além disso, a posição da sociedade espanhola é clara a favor de uma Palestina livre do rio ao mar. E por isso, no governo, mantivemos durante estes anos uma posição de dignidade com o reconhecimento do Estado da Palestina, com o embargo de armas (...)", acrescentou a ministra.

Nessa mesma quinta-feira, a encarregada de negócios de Israel em Espanha, Dana Erlich, já tinha acusado Rego de antissemitismo. "Espanha não é antissemita. Esta ministra, sim", declarou Erlich na rede social X, anexando um vídeo com as declarações da ministra.

Já em setembro de 2025, Israel proibiu a entrada no país da vice-primeira-ministra e ministra do Trabalho de Espanha, Yolanda Díaz, assim como de Rego, em represália pelas medidas anunciadas pelo chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez. Rego pediu, então, que a União Europeia (UE) rompesse "todos os laços com Israel e lhe impusesse sanções".

Israel continua a atacar quase diariamente a Faixa de Gaza, onde matou mais de 74 mil palestinianos desde outubro de 2023 - entre eles mais de 20 mil adolescentes e crianças -, segundo as autoridades de saúde de Gaza.

Bill Gates avisa que IA pode levar a "milhares de milhões de mortes"... O cofundador e antigo CEO da Microsoft, Bill Gates, acredita que existem duas fases no que diz respeito ao desenvolvimento da Inteligência Artificial. A primeira exige a criação de regulações e proteções, sendo que só na segunda a humanidade estará pronta para colher os benefícios.

© Reuters    Por  noticiasaominuto.com 28/09/2026 

O cofundador e ex-CEO da Microsoft, Bill Gates, aproveitou uma entrevista concedida à NBC para lançar novos avisos em relação ao desenvolvimento desregulado da Inteligência Artificial e avisou que tal caminho poderá levar a “milhares de milhões de mortes”.

Durante a conversa, Bill Gates apontou que não é suficiente que as empresas tecnológicas - como a OpenAI ou a Anthropic - tratem elas mesmas de regular o desenvolvimento dos seus próprios modelos de Inteligência Artificial.

“Ninguém acha que a autorregulação é suficiente", afirmou Gates, que pediu assim um maior envolvimento dos governos e das entidades reguladoras.

“É preciso que as forças da autoridade e os políticos estejam envolvidos na discussão sobre proteções e monitorização”, apontou Gates, indicando ainda que estes pontos têm de ser “obrigatórios”.

O cofundador da Microsoft notou ainda que “nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas mal intencionadas a usarem as últimas ferramentas de Inteligência Artificial”, alertando que - caso caiam em mãos erradas - estas mesmas ferramentas são “certamente poderosas o suficiente para levar a situações onde causem milhares de milhões de mortes”.

Mais ainda, Gates explicou que não é suficiente criar um mecanismo para “desligar” a Inteligência Artificial caso esteja tecnologia se torne demasiado poderosa. Na opinião do multimilionário e filantropo, este conceito no debate atual só demonstra que os envolvidos estão a ser pouco técnicos.

IA pode levar a uma “era da abundãncia”

Apesar dos alertas e defesa para uma maior regulação, Bill Gates também notou durante esta entrevista que a Inteligência Artificial poderá trazer benefícios e levar a humanidade a uma “era de abundância”. No entanto, o empresa acredita que o desenvolvimento da tecnologia tem duas fases distintas.

Apesar do potencial de resolver problemas com a habitação e também com os cuidados de saúde, Gates conta que nesta primeira fase de desenvolvimento de Inteligência Artificial é necessário criar regulações para minimizar os danos.

“Isto vai mudar o mercado de trabalho e poderá fortalecer criminosos se não tivermos as proteções adequadas, pelo que teremos um período de adaptação que provavelmente levará 20 anos”, explicou Gates.

Só depois deste período é que, para Bill Gates, a humanidade estará pronta para colher os benefícios do desenvolvimento da Inteligência Artificial.

“Assim que passares por isto, uma combinação de robôs humanoides e de Inteligência Artificial vai providenciar. Construir casas, cultivar alimentos, muitas coisas”, apontou Gates. “Poderíamos chamar-lhe a era da abundância”.


Inundações na Tailândia causam oito mortes e afetam mais de um milhão de pessoas... Em Banguecoque, onde foi declarado o estado de desastre, não foi registada oficialmente qualquer morte.

© Lillian SUWANRUMPHA / AFP via Getty Images   Por  SIC Notícias Com Lusa  28/09/2026 

Oito pessoas morreram na Tailândia desde 16 de setembro devido a inundações provocadas por chuvas torrenciais, informou esta segunda-feira o Governo.

Em Banguecoque, onde foi declarado o estado de desastre, não foi registada oficialmente qualquer morte.

Segundo a agência France-Presse, chuvas fortes e inundações foram registadas em pelo menos um bairro da zona oriental da capital, onde os moradores tinham de caminhar por águas que chegavam quase à altura dos joelhos.

As oito pessoas morreram em províncias do leste do país (cinco em Sa Kaeo, duas em Chanthaburi e uma em Saraburi), segundo as autoridades, que não adiantaram mais pormenores.

Fora de Banguecoque, mais de 500 mil casas e 1,7 milhões de pessoas em 27 províncias do país do Sudeste Asiático foram afetadas pelas cheias, indicou a mesma fonte.

Cerca de 52 mil casas adicionais foram afetadas na capital, que declarou o estado de desastre geral no sábado, após quase 48 horas de chuvas fortes que fizeram transbordar os canais e inundaram as vias.

As escolas foram encerradas e a população foi aconselhada a trabalhar remotamente.

"Algumas zonas de Banguecoque ainda enfrentam níveis elevados de água", declarou o porta-voz do Governo, Ekkapob Pianpises, durante uma conferência de imprensa.

Os sistemas de drenagem permitiram reduzir o nível da água o suficiente para que mais pessoas se pudessem deslocar, acrescentou.

A Tailândia está habituada a tempo chuvoso e setembro marca o pico da estação das chuvas, mas muitos residentes afirmaram que este ano parece pior do que os anteriores.

Em 2011, grandes inundações em toda a Tailândia fizeram mais de 500 mortos e danificaram milhões de casas.

Trump propôs venda de armamento à China... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, propôs à China a compra de armamento norte-americano, face às preocupações chinesas sobre o fornecimento de armas a Taiwan, indicou no domingo o embaixador dos EUA em Pequim.

© Lusa    28/09/2026 

"O Presidente Trump continua a dizer: 'Bem, nós vendemos armas a outros países em todo o mundo'. Chegou mesmo a perguntar ao Presidente Xi Jinping, a dada altura, se queria comprá-las", declarou o embaixador David Perdue à emissora Fox News, sem especificar quando teve lugar essa conversa entre os dois líderes.

"Prosseguem as discussões sobre outras vendas, e [Trump] e o Presidente Xi falam sobre esse assunto sempre que se encontram", acrescentou Perdue, salientando que a posição dos EUA não se alterou.

Em junho, a China advertiu Taiwan de que "procurar a independência apoiando-se nos Estados Unidos ou recorrendo à força militar é um beco sem saída".

Washington aprovou, em dezembro, vendas de armamento a Taiwan no valor de 11,1 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros).

Perdue sublinhou que o acordo demonstrava que a Administração Trump vendeu "mais armas a Taiwan do que qualquer outro Presidente desde 1979".

As vendas de armamento a Taiwan continuam a ser uma questão sensível entre Washington e Pequim.

Os EUA estão legalmente obrigados a fornecer da Taiwan, governada por um Presidente e um parlamento democraticamente eleitos, armamento que garanta a defesa da ilha.

A China prometeu recuperar o controlo de Taiwan, que considera parte integrante do seu território, sem excluir o recurso à força, tendo intensificado nos últimos anos a pressão militar sobre a ilha.

Depois da recente visita de Xi aos Estados Unidos, o ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi afirmou que o Presidente chinês salientou que a China salvaguarda firmemente a "unidade nacional" e a "integridade territorial", instando os EUA a tratarem a questão com prudência.


Leia Também: Líder de Taiwan pede aprovação de 1,6 mil milhões para adquirir drones

O Presidente de Taiwan, William Lai Ching-te, pediu hoje ao Parlamento taiwanês que aprove rapidamente 60 mil milhões de dólares taiwaneses (1,6 mil milhões de euros) adicionais para a aquisição de drones produzidos localmente...

domingo, 27 de setembro de 2026

Guiné-Bissau: Ex-PR Sissoco Embaló anuncia regresso para 4 de outubro... O ex-Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló anunciou hoje o seu "regresso voluntário ao país" para o próximo dia 4 de outubro e apelou a que a sua chegada decorra "num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo".

© Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional     27/09/2026

NAS MÃOS DO ALTÍSSIMO DEUS! 

Como cidadãos guineenses, patriotas e nacionalistas, defensores dos valores, das leis e dos princípios que regem o nosso Estado e a nossa sociedade, decidimos regressar à nossa Pátria por vontade própria, movidos pelo sentimento de pertença, pelo amor à nossa terra e pelo desejo de reencontrar os nossos irmãos, amigos, colegas e compatriotas.

O nosso regresso representa, acima de tudo, um gesto de confiança na nossa Pátria e de compromisso com a convivência pacífica entre todos os guineenses. Voltamos para estar junto do nosso povo, partilhar este momento da nossa história e continuar a contribuir, dentro das nossas possibilidades, para o bem comum e para uma Guiné-Bissau mais unida, estável e próspera.

Por isso, apelamos a que a nossa receção seja marcada pela paz, harmonia, tolerância, respeito e fraternidade, evitando qualquer atitude que possa gerar tensão ou divisão entre irmãos.

Num momento particularmente importante para o país, entendemos que todos devemos agir com responsabilidade e serenidade, respeitando as diferenças políticas e sociais e garantindo que cada cidadão possa exercer os seus direitos e convicções dentro dos princípios da convivência democrática e do respeito mútuo.

A Guiné-Bissau é a nossa Pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças.

Que cada um possa desempenhar o seu papel com responsabilidade, para que juntos possamos construir uma Pátria mais justa, pacífica, próspera e preparada para os desafios contemporâneos.

Que reine a Paz e o Amor entre nós.

Que a União prevaleça em todos os setores da nossa sociedade.

Que Deus abençoe e proteja a nossa Pátria. 

Uma Nação, uma só Pátria!

Guiné-Bissau de todos e para todos

MINISTÉRIO DO INTERIOR CONFIRMA MORTE APÓS SUPOSTO RAPTO DE MENOR DE 13 ANOS EM BISSAU... O Ministério do Interior confirmou este domingo a morte de um cidadão em Bissau, na sequência de um alegado rapto de uma criança de 13 anos.

Ministério do Interior desmente tentativa de rapto de crianças em Bissau

O Ministério do Interior, através do Comissariado de Ordem Pública, desmentiu, em conferência de imprensa, que tenha ocorrido uma tentativa de rapto de crianças na tarde deste domingo, 27 de setembro, na zona da Chapa de Bissau.
A suspeita tinha levado populares a intercetar e danificar uma viatura no centro da cidade. Segundo as autoridades, o caso não se tratou de uma tentativa de rapto. Os responsáveis policiais referiram antes uma alegada intenção de utilizar uma menor para desempenhar um determinado papel, sem que os contornos dessa afirmação estejam claros na informação disponível.

Na mesma conferência de imprensa, a Polícia informou da morte de Olof João Gomes Sambu, guineense e membro da Guarda Nacional colocado no BAF de Gabú. De acordo com as autoridades, encontrava-se em Bissau para visitar familiares. As circunstâncias da morte não foram esclarecidas na informação disponibilizada.

Irão denuncia sanções dos EUA e promete castigar Trump e Netanyahu... O Irão denunciou junto das Nações Unidas o impacto humanitário das sanções económicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos, enquanto as Forças Armadas iranianas garantiram que vão castigar Donald Trump e Benjamin Netanyahu, mesmo depois do fim da guerra.

© Lusa    27/09/2026 

A representação permanente do Irão junto das Nações Unidas em Genebra enviou a vários mecanismos de direitos humanos da organização um documento jurídico sobre as consequências das restrições bancárias e financeiras, sanções secundárias e extraterritoriais e limitações aos transportes aéreo e marítimo impostas por Washington, segundo a agência oficial IRNA.

Teerão sustenta que estas medidas não afetam apenas as relações económicas entre Estados, mas têm consequências para a população devido às restrições aplicadas por bancos, empresas de transportes, instituições de ensino e outros agentes económicos de países terceiros.

Segundo o documento, as sanções dificultam o acesso dos iranianos a alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, educação, serviços financeiros e transporte aéreo, entre outras necessidades básicas.

A denúncia surge mais de um mês depois de os Estados Unidos terem lançado a denominada "Operação Pária Económico", em paralelo com um bloqueio naval aos portos e navios iranianos, intensificando as sanções para aumentar o isolamento financeiro de Teerão e pressionar a República Islâmica no contexto da guerra.

Entre as novas medidas estão sanções contra 27 companhias aéreas iranianas, que levaram à suspensão de ligações com Turquemenistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Geórgia, Iraque e Omã.

A representação iraniana considera que as medidas devem ser analisadas à luz do direito internacional, dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, nomeadamente quanto à soberania dos Estados, proibição de ingerência e efeitos extraterritoriais de medidas coercivas unilaterais.

O documento foi enviado a relatores especiais e outros mecanismos da ONU ligados aos direitos à alimentação, educação e saúde, para que avaliem as consequências jurídicas e humanitárias sobre a população civil.

A nova pressão económica norte-americana ocorre sete meses depois do início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Em paralelo, as Forças Armadas iranianas garantiram que não deixarão sem resposta as mortes do líder supremo, Ali Khamenei, de outros altos responsáveis iranianos e de civis durante o conflito.

"Mesmo no caso de esta guerra terminar, sem qualquer dúvida ou exceção, não perdoaremos os assassinos do nosso líder supremo nem dos civis inocentes e indefesos, especialmente das crianças mortas deste povo", afirmou o porta-voz das Forças Armadas, general de brigada Abolfazl Shekarchi, à televisão estatal.

Segundo o militar, o dia do "castigo" do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chegará "mais cedo ou mais tarde", mesmo quando já não ocuparem cargos oficiais, classificando-os como "assassinos e criminosos de guerra".

Estados Unidos e Israel mataram Ali Khamenei e outros altos responsáveis iranianos no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.

Nesse dia, pelo menos 168 estudantes e professores morreram num ataque contra uma escola primária em Minab, no sul do país, e outras 21 pessoas num bombardeamento contra um pavilhão desportivo em Lamerd.

Em meados de setembro, a Missão Internacional Independente de Investigação das Nações Unidas sobre o Irão considerou existirem "motivos razoáveis" para acreditar que os Estados Unidos cometeram "crimes de guerra" nestes dois ataques.

Setores conservadores iranianos têm reclamado vingança pela morte do líder supremo e de outros altos responsáveis durante a guerra.

Também em setembro, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a guerra, o bloqueio e as sanções norte-americanas estavam a impedir o acesso da população a "alimentos e medicamentos".


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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) afirmou ter enviado emissários por todo o mundo a exigir medidas para isolar economicamente Teerão e celebrou as restrições contra os bancos e a aviação do Irão.

"Por minha determinação, foram enviadas equipas para todo o mundo para discutir com países e exigir medidas contra o regime iraniano", escreveu Scott Bessent na rede social X, no sábado. "Estes esforços estão a dar frutos", acrescentou.

Bessent citou a suspensão dos voos da companhia privada iraniana Mahan Air pela Turquia e por Omã, bem como a interrupção de todos os voos das companhias iranianas através dos Emirados Árabes Unidos...

Dois tiroteios em massa deixam ao menos 27 mortos na África do Sul... Os ataques aconteceram em um intervalo de poucas horas, nos arredores de Joanesburgo e da Cidade do Cabo; outros 11 morreram em um terceiro tiroteio no país nesta semana.

Um policial é visto no local de um tiroteio em massa ocorrido durante uma festa em uma residência no município de KwaMakhutha, ao sul da cidade de Durban, na África do Sul, no dia 23 de setembro — Foto: AP     Por Associated Press   27/09/2026  

Oito homens armados com fuzis AK-47 e pistolas abriram fogo contra frequentadores de um bar no primeiro de dois tiroteios em massa registrados em comunidades da África do Sul em um intervalo de poucas horas. Ao menos 27 pessoas morreram nos ataques, informou a polícia neste domingo (27).

O primeiro ataque ocorreu na noite de sábado (26), nos arredores de Joanesburgo. O segundo aconteceu nas primeiras horas de domingo, perto da Cidade do Cabo.

Até o momento, não houve prisões relacionadas aos dois ataques. Os episódios ocorreram cinco dias após outro tiroteio em massa em uma comunidade próxima à cidade de Durban, que deixou ao menos 11 mortos.

O Serviço de Polícia da África do Sul informou que 17 pessoas foram mortas na noite de sábado, quando oito suspeitos armados com fuzis AK-47 e pistolas abriram fogo em um bar no município de Wedela, no sudoeste de Joanesburgo, a maior cidade do país, por volta das 21h30 (horário local) .

Os suspeitos atiraram contra os frequentadores que estavam do lado de fora do bar e, em seguida, entraram no estabelecimento para continuar o ataque.

Entre as vítimas estavam 13 homens e quatro mulheres. Outras 15 pessoas ficaram feridas por disparos, segundo a polícia.

Os criminosos revistaram alguns frequentadores e levaram seus celulares antes de fugir em dois veículos.

Cerca de quatro horas depois, 10 pessoas foram mortas e outras 11 ficaram feridas em um tiroteio em massa ocorrido após a 1h da manhã (horário local) em uma loja no município de Lwandle, perto da Cidade do Cabo, a segunda maior cidade da África do Sul. A polícia informou que procurava vários suspeitos, mas não divulgou quantos.

Na noite de terça-feira (22), 11 pessoas, incluindo uma mulher grávida, foram mortas em um ataque cometido por vários homens armados durante uma festa em uma residência no município de KwaMakhutha, ao sul de Durban. A polícia não informou nenhuma prisão relacionada ao caso.

A África do Sul enfrenta há anos altos índices de crimes violentos, mas a sequência de tiroteios em massa registrada nesta semana chocou até mesmo um país que costuma figurar entre os de maiores taxas de homicídio do mundo.

A alta taxa de assassinatos é um problema antigo da economia mais desenvolvida da África, mas os tiroteios em massa vêm se tornando mais frequentes, segundo especialistas. Ataques recentes têm sido realizados, muitas vezes, por vários homens armados.

Os homicídios atingem principalmente as comunidades mais pobres da África do Sul, e a polícia relaciona alguns dos casos à atuação de gangues criminosas.

Outros tiroteios em massa recentes incluem um ataque ocorrido em junho, em um bairro pobre de Joanesburgo, que deixou 12 mortos, e dois registrados em um intervalo de duas semanas, em dezembro, que provocaram um total de 21 mortes.

O problema da criminalidade violenta levou o presidente Cyril Ramaphosa a enviar soldados às ruas em março, em uma operação com duração prevista de um ano para combater o crime nas áreas mais afetadas do país.

A operação incluiu regiões com altos índices de criminalidade nos arredores de Joanesburgo e da Cidade do Cabo, além de outras áreas.

Ao anunciar o envio dos militares, Ramaphosa afirmou que a atuação de gangues organizadas era a maior ameaça à democracia e ao desenvolvimento econômico da África do Sul. Alguns críticos consideraram o uso de soldados nas ruas uma admissão de fracasso da polícia no combate ao crime.

Segundo estatísticas oficiais da polícia, 5.427 homicídios foram registrados na África do Sul no período mais recente de três meses, entre abril e junho — o equivalente a quase 60 assassinatos por dia.

Os disparos de arma de fogo são a forma mais comum de homicídio na África do Sul. Há anos, autoridades policiais e especialistas em segurança afirmam que um dos principais problemas é a grande quantidade de armas ilegais em circulação.

Número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza ultrapassa 74.000... Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro do ano passado, os ataques israelitas prosseguem.

Por  SIC Notícias Com Lusa 27/09/2026

O número de palestinianos mortos na Faixa de Gaza, em consequência da ofensiva militar de Israel, que dura há quase três anos, ultrapassou os 74.000, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Apesar de um cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro do ano passado, os ataques israelitas prosseguem, tendo as forças armadas afirmado que constituem respostas a ameaças ou ataques.

De acordo com o último balanço, o cessar-fogo em Gaza continua praticamente num impasse e o número de palestinianos mortos aumentou para 74.016, enquanto os feridos ascendem a 175.068.

O ataque em grande escala do exército israelita à Faixa de Gaza começou em 07 de outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas entraram em Israel, matando cerca de 1.200 pessoas, na maioria civis, e fazendo 251 reféns.

Desde o cessar-fogo, 1.145 palestinianos foram mortos

Entretanto, foi acordado um cessar-fogo, mas desde então mais 1.145 palestinianos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde, que integra o governo liderado pelo Hamas.

O ministério mantém registos detalhados, que são considerados geralmente fiáveis pelas agências das Nações Unidas e por organizações internacionais.

Os dados não fazem distinção entre civis e combatentes, mas o ministério afirma que mulheres e crianças representam cerca de metade das vítimas mortais.

Entretanto, sete soldados israelitas foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

Outros aspetos do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos continuam em grande parte bloqueados: as forças israelitas controlam atualmente mais de metade do território palestiniano, o Hamas não se desarmou, um novo governo palestiniano ainda não tomou posse e a reconstrução ainda não começou.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirma que as forças israelitas não se retirarão enquanto o Hamas não se desarmar.


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Uma plataforma da oposição centro-africana pediu a abertura de uma investigação após revelações da norte-americana Anthropic sobre a utilização da sua IA Claude por um agente russo para produzir conteúdos destinados a desacreditar os opositores.

"Éuma ação criminosa, pois a intenção é causar danos", declarou à AFP Martin Ziguélé, porta-voz do Bloco Republicano de Defesa da Constituição (BRDC), a plataforma de oposição que acusa o grupo paramilitar russo Wagner de tentar "criminalizar" os líderes da oposição para os "silenciar".

Num relatório publicado este mês, a empresa norte-americana de inteligência artificial (IA) Anthropic disse ter identificado e interrompido uma "operação secreta orquestrada pelo Estado russo, destinada a manipular e perturbar o espaço informacional da República Centro-Africana" através de uma estação de rádio local...

MADRID: Centenas de pessoas acampam no centro de Madrid contra crise na habitação... Centenas de pessoas acamparam durante a madrugada na Porta do Sol, no centro da capital Madrid, como protesto contra a crise da habitação em Espanha, declarando que "ou cai o rentismo, ou cai o Governo".

© Lusa    27/09/2026 

O acampamento junto à sede da Comunidade de Madrid começou ao início da noite de sábado, logo após uma manifestação que juntou milhares de pessoas, desencadeada pelo despejo de uma mulher de 87 anos do apartamento de Madrid onde vivia há décadas.

Maricarmen Abascal foi despejada, na quarta-feira, da casa onde viveu 70 anos no centro de Madrid pela polícia, em cumprimento de uma ordem judicial que deu razão ao fundo de investimento que comprou o apartamento.

A organização estimou que participaram cerca de 300 mil pessoas na manifestação de sábado, número significativamente superior às estimativas da Delegação do Governo, que ronda os 25 mil.

"Decidimos acampar na [Porta do] Sol para exigir medidas reais em relação à habitação. Não aguentamos mais este sistema rentista que nos espreme e nos expulsa dos nossos bairros. Toda a ajuda é bem-vinda. Se não puder vir acampar, pode trazer sacos-cama, colchões, comida ou água", publicou na rede social X o Sindicato de Inquilinos de Madrid, organizador da iniciativa.

"Precisamos de políticas corajosas, porque não aguentamos mais e já estamos há muito tempo invadidas pelos verdadeiros invasores: os investidores", declarou à emissora La Sexta a representante do Sindicato dos Inquilinos, Valeria Racu.

Os organizadores do protesto exigem ao Governo que inclua no decreto-lei sobre habitação, que poderá ser aprovado na terça-feira, a obrigação de os senhorios apresentarem uma justificação válida para não renovarem o contrato e, caso não o façam, serem obrigados a indemnizar o inquilino.

Racu sublinhou que "é o mínimo que [o Governo] pode fazer".

"Se não se pode fazer nada, então a pergunta que fica é: quem governa? Quem governa este país, afinal? Quem governa são os rentistas, os abutres, os empresários. É isso que nos estão a dizer na cara. Portanto, se na terça-feira não houver decreto-lei, estão a dizer-nos que é preciso escolher entre dois lados: ou cai o rentismo ou cai o governo", acrescentou.

A própria Maricarmen Abascal pediu no sábado, a partir do hospital onde está internada, que a manifestação sirva para que "mudem as leis que permitiram" o seu despejo e, por isso, "na terça-feira tem de ser aprovado o decreto-lei para dar um primeiro passo para acabar com este absurdo", acrescentou.

Num vídeo divulgado na conta na rede social X do Sindicato de Inquilinos, Maricarmen quis enviar uma mensagem "a Pedro Sánchez [presidente do Governo], e também às pessoas que a apoiam", para que aquilo que lhe aconteceu "não aconteça a outras pessoas".

O Sumar anunciou no sábado que está disposto a que os seus cinco ministros não participem na reunião do Conselho de Ministros de terça-feira se não for incluído um pacote de medidas eficazes para fazer face à crise da habitação



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Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Madrid contra a crise habitacional em Espanha e para exigir medidas de proteção para os inquilinos, regras contra a fraude e a proibição de despejos sem que seja disponibilizada uma habitação alternativa...