© Lusa 28/09/2026
"O Presidente Trump continua a dizer: 'Bem, nós vendemos armas a outros países em todo o mundo'. Chegou mesmo a perguntar ao Presidente Xi Jinping, a dada altura, se queria comprá-las", declarou o embaixador David Perdue à emissora Fox News, sem especificar quando teve lugar essa conversa entre os dois líderes.
"Prosseguem as discussões sobre outras vendas, e [Trump] e o Presidente Xi falam sobre esse assunto sempre que se encontram", acrescentou Perdue, salientando que a posição dos EUA não se alterou.
Em junho, a China advertiu Taiwan de que "procurar a independência apoiando-se nos Estados Unidos ou recorrendo à força militar é um beco sem saída".
Washington aprovou, em dezembro, vendas de armamento a Taiwan no valor de 11,1 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros).
Perdue sublinhou que o acordo demonstrava que a Administração Trump vendeu "mais armas a Taiwan do que qualquer outro Presidente desde 1979".
As vendas de armamento a Taiwan continuam a ser uma questão sensível entre Washington e Pequim.
Os EUA estão legalmente obrigados a fornecer da Taiwan, governada por um Presidente e um parlamento democraticamente eleitos, armamento que garanta a defesa da ilha.
A China prometeu recuperar o controlo de Taiwan, que considera parte integrante do seu território, sem excluir o recurso à força, tendo intensificado nos últimos anos a pressão militar sobre a ilha.
Depois da recente visita de Xi aos Estados Unidos, o ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi afirmou que o Presidente chinês salientou que a China salvaguarda firmemente a "unidade nacional" e a "integridade territorial", instando os EUA a tratarem a questão com prudência.
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