© zona-militar Por LUSA 02/10/2026
Os dois caças de quarta geração aterraram às 12h00 (05h00 em Lisboa) na base aérea de Taitung, na costa sul, de acordo com testemunho de um jornalista da agência France-Presse (AFP).
Estes primeiros F-16V fazem parte de um contrato de oito mil milhões de dólares (7,1 mil milhões de euros) relativo a 66 aviões, aprovado por Washington em 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump.
Pequim reivindica Taiwan, ilha que dispõe de governo próprio, como parte integrante de território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da mesma.
Nos últimos anos, a China tem reforçado a pressão militar e protesta regularmente contra as vendas de armas norte-americanas a Taiwan.
O F-16V, um caça de quarta geração, é uma versão consideravelmente melhorada dos antigos F-16 A/B, que Taiwan dispõe, tendo este país já modernizado 141 aeronaves até ao final de 2023.
Inicialmente, as aeronaves deveriam chegar no início de setembro, após escalas para reabastecimento no Havai e em Guam.
Segundo a imprensa local, os aviões deram meia-volta em direção ao Havai pouco depois de terem levantado voo com destino a Guam, sem que tenha sido dada qualquer explicação oficial.
O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, estimou anteriormente que seria difícil entregar todos os F-16V este ano, tal como previsto no contrato, apesar da aceleração do ritmo de produção por parte da Lockheed Martin.
A chegada destas duas primeiras aeronaves ocorre num momento em que Taiwan aguarda o aval de Washington para outro contrato de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros).
Os Estados Unidos venderam milhares de milhões de dólares em armas a Taipé, incluindo aviões de combate, mísseis e navios de guerra, no âmbito do compromisso de ajudar a ilha a manter uma capacidade de autodefesa suficiente.
Leia Também: Xi pronto para "reprimir firmemente" forças pela independência de Taiwan
O Presidente chinês, Xi Jinping, expressou hoje a sua determinação em combater as forças pró-independência de Taiwan e a ingerência externa nos assuntos da ilha, na véspera do Dia Nacional da República Popular da China (RPC).
Xi reafirmou também o objetivo de "reunificação" da China continental e de Taiwan.
A China comunista considera Taiwan sob um Governo democrático uma "parte inalienável" do território chinês e a "reunificação" como sendo inegociável e inevitável, mesmo que seja necessário o uso da força...


Sem comentários:
Enviar um comentário