© REUTERS/Sarah Meyssonnier Por LUSA 02/10/2026
Segundo o jornal Le Figaro, o balanço provisório da polícia, às 11h00 locais (10h00 em Lisboa), dava conta de 600 detenções.
Quanto ao encerramento de 400 liceus, cerca de 10% do total de estabelecimentos de ensino secundário em França, o número foi avançado hoje pelo ministro da Educação francês, Édouard Geffray.
Alguns estabelecimentos foram alvo de incêndios, entre os quais um situado no XIII bairro de Paris e outros no XV bairro.
Perante a gravidade dos protestos, o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, anunciou hoje ter pedido aos procuradores que exijam a responsabilização civil dos pais pelos danos causados pelos filhos.
O ministro afirmou que cerca de 300 polícias e militares da Gendarmeria, bem como mais de 60 professores e responsáveis de estabelecimentos de ensino, ficaram feridos durante os incidentes.
O responsável pela Justiça criticou também dirigentes do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), entre eles o líder, Jean-Luc Mélenchon, acusando-os de contribuírem para a escalada da violência.
A mobilização estudantil, que reivindica melhores condições de ensino, o fim da supressão de vagas nas universidades e dos cortes nas bolsas de estudo, começou na semana passada na região de Paris e tem-se alargado a todo o país.
O Governo anunciou a criação de uma plataforma de concertação para debater os problemas, mas os sindicatos estudantis apelaram à continuação dos bloqueios dos estabelecimentos de ensino.






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