quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Médicos alertam para aumento do cancro do fígado em Portugal... A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.

© Lusa   07/10/2026 

A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença. 

Sob o mote "A Prevenção faz o Fígado", a iniciativa surge no âmbito do Mês da Consciencialização para o Cancro do Fígado, que se assinala em outubro, e decorrerá nos media e nas redes sociais da associação, durante este mês, com o objetivo de reforçar a importância da prevenção e deteção precoce desta doença, adianta a APEF num comunicado divulgado hoje.

A presidente da APEF, Paula Peixe, citada em comunicado, afirma que esta iniciativa pretende alertar a população para "a importância de prevenir, detetar e tratar esta doença silenciosa, que muitas vezes não provoca sintomas até aos estádios avançados e que é fatal se não for diagnosticada a tempo".

"A maior parte dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro do fígado são modificáveis, e é exatamente por isso que estamos a promover esta campanha", sublinha Paula Peixe.

Como medidas importantes para proteger a saúde do fígado, aponta não consumir bebidas alcoólicas, manter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável, praticar atividade física regularmente, vacinar-se contra a hepatite B e evitar comportamentos de risco, sexuais ou outros, como a partilha de instrumentos potencialmente contaminados com sangue.

O Carcinoma Hepatocelular representa mais de 90% dos casos de cancro do fígado e surge, maioritariamente, em pessoas que previamente já têm doença hepática, como fígado gordo, hepatite B, hepatite C, entre outras, habitualmente já em fase de cirrose.

Por esta razão, todos os doentes devem ser orientados pelo seu médico e se estiverem nos grupos de risco de desenvolvimento de cancro do fígado, devem realizar rastreio de acordo com o estabelecido (ecografia abdominal alta, semestral), refere a associação.

A APEF reforça que "a prevenção e o diagnóstico atempado das doenças hepáticas desempenham um papel importante na redução do risco de desenvolvimento de cancro do fígado e na melhoria dos resultados do tratamento" e que reconhecer os fatores de risco e adotar hábitos de vida saudáveis são medidas importantes na prevenção de doença hepática.

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado é uma associação científica, sem fins lucrativos, que congrega profissionais do setor da saúde que se interessem pelas doenças do fígado e das vias biliares.


Leia Também: Maioria das dores aumentam até à meia-idade e depois diminuem, diz estudo

Um estudo que envolve investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que a dor aumenta até à meia-idade e depois diminui "na maioria das zonas do corpo", afetando mais os idosos em países menos desenvolvidos.

De acordo com um estudo com investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP),  a dor aumenta até à meia-idade e depois diminui "na maioria das zonas do corpo", afetando mais os idosos em países menos desenvolvidos.

Em comunicado divulgado hoje, o ISPUP explica que "um dos maiores estudos do mundo sobre dor, com dados de 6,1 milhões de pessoas, recolhidos em 118 países", mostrou que, "em todas as regiões do corpo, o aumento mais rápido da prevalência da dor ocorre antes dos 55 anos", contrariando "a ideia de que a dor se acumula de forma contínua com o envelhecimento"...

Sem comentários:

Enviar um comentário