quarta-feira, 23 de setembro de 2026

UCRÂNIA: Antes de reunião, Kremlin insiste: Ainda não há condições para "paz"... O Kremlin insistiu hoje que ainda não estão reunidas as condições para um acordo de paz com a Ucrânia, antes de um encontro entre os chefes da diplomacia russa, Serguei Lavrov, e norte-americana, Marco Rubio.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  23/09/2026 

"De momento, não se verificam quaisquer condições para avançar para negociações de paz", afirmou, durante a conferência de imprensa diária desde Moscovo, o porta-voz presidencial Dmitri Peskov, pouco antes do início da reunião entre Lavrov e Rubio, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

De acordo com Peskov, "na realidade, a militarização da Ucrânia continua", os países europeus "tentam angariar cada vez mais dinheiro para comprar armamento" e "o regime de Kyiv prossegue a sua atividade terrorista".

Os Estados Unidos manifestaram o desejo de retomar em breve as negociações tripartidas, congeladas desde fevereiro passado, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou na terça-feira o desejo de pôr fim ao conflito com a Rússia antes do inverno, afirmando contar com a ajuda do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Espero que ponhamos fim a esta guerra e que o Presidente Trump nos ajude a pôr fim a esta guerra. Acho que precisamos de o fazer, se possível, antes do inverno", disse Volodymyr Zelensky, por ocasião da reunião que manteve na véspera com Trump na sede da ONU em Nova Iorque, onde decorre o debate geral da 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Após Trump ter afirmado na terça-feira, a partir da tribuna da Assembleia, que a guerra terminará mais cedo do que muitos pensam, Zelensky manifestou-se "disposto" a reunir-se com o líder russo, Vladimir Putin, tendo Peskov comentado hoje que tal encontro seria "uma perda de tempo", a menos que fosse para assinar um tratado de paz.

No entanto, o porta-voz do Kremlin reiterou que Zelensky pode sempre viajar para Moscovo caso queira reunir-se com Putin, mas, para tal, terá primeiro de aceitar as condições russas, ou seja, retirar as suas tropas do Donbass.


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