segunda-feira, 21 de setembro de 2026

RÚSSIA/UCRÂNIA: Ataques ucranianos deixam Rússia com falta de combustível... O vice-primeiro-ministro russo encarregou hoje o Governo de aumentar a produção e ajustar a importação de combustível, a fim de estabilizar o mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias russas.

© Kostiantyn Liberov/Libkos/Getty Images)  Por LUSA   21/09/2026 

"Alexandr Novak instruiu os organismos competentes e as empresas do setor a tomarem medidas para abastecer plenamente o mercado interno com produtos petrolíferos e garantir um abastecimento estável às regiões", indicou o governo russo num comunicado, ao informar sobre uma reunião dedicada à situação dos combustíveis na Rússia.

Segundo o Conselho de Ministros russo, Novak "salientou a necessidade de ter em conta os possíveis fatores de risco no planeamento a longo prazo, que deve prever respostas oportunas, tais como o aumento da produção de derivados de petróleo e o ajustamento dos volumes de importação de combustível".

Durante a reunião, na qual participaram também o ministro da Energia russo, Serguei Tsiviliov, e representantes da Duma (câmara baixa do parlamento russo), dos ministérios da Agricultura e dos Transportes e de outras instituições, foi apresentado um relatório sobre o mercado de combustíveis, as suas reservas e os níveis de produção.

Os ataques ucranianos contínuos contra refinarias russas prejudicaram a produção de gasolina e gasóleo e provocaram um défice de combustível na Rússia, traduzindo-se num aumento dos preços destes produtos e em longas filas nos postos de abastecimento.

No domingo, a Ucrânia atingiu a refinaria de petróleo de Moscovo.

Este bombardeamento foi descrito pelo autarca da capital russa, Sergei Sobyanin, como o "maior ataque de sempre" contra Moscovo.

O anúncio de hoje surge após o anúncio da vitória nas eleições legislativas do partido que apoia o regime do Presidente russo, Vladimir Putin, que revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, segundo as autoridades eleitorais russas.

Numa primeira reação, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que os resultados "demonstram um nível excecional de coesão da sociedade russa em torno" de Putin.

Os resultados de mais de 95% das assembleias de voto atribuíram ao RU cerca de 58% dos votos para os 225 lugares distribuídos por listas partidárias, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.

Outros 225 deputados foram escolhidos em círculos uninominais, e os resultados mostraram os candidatos do partido afeto ao Kremlin (presidência) a liderar em 208 dessas disputas, noticiou a agência norte-americana AP.

As autoridades eleitorais afirmaram que nestas legislativas registaram um recorde de afluência às urnas, que ultrapassou oficialmente os 59%.

"Trata-se, precisamente, da taxa de participação mais elevada de sempre registada em eleições deste nível", afirmou a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova.

Os resultados definitivos estão previstos para sexta-feira.


Leia Também: Ucrânia constrói depósitos na Hungria para proteger petróleo da Rússia

A empresa pública ucraniana Naftogaz assinou um memorando com a húngara Mol para construir depósitos de petróleo na Hungria e manter as reservas de combustível da Ucrânia a salvo de ataques russos.

Opresidente em funções da Naftogaz, Serguei Fedorenko, justificou a medida no "contexto dos ataques constantes russos" contra a infraestrutura petrolífera da Ucrânia.

A situação exige "a diversificação das rotas de abastecimento e a criação de capacidades adicionais de armazenamento fora da zona de ataques", afirmou Fedorenko nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.

Os depósitos serão construídos perto da fronteira com a Hungria para facilitar o posterior transporte do petróleo para a Ucrânia...

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