© Iranian Presidency/Handout/Anadolu via Getty Images Por LUSA 21/09/2026
Pezeshkian vai sair do Irão na terça-feira com destino a Nova Iorque, nos Estados Unidos, sede das Nações Unidas.
"Numa medida hostil sem precedentes por parte do Governo [do Presidente norte-americano, Donald] Trump recusou conceder vistos a alguns membros da delegação de alto nível do Presidente, incluindo membros da sua equipa de comunicação", indicou a agência de notícias estatal Irna.
A agência Mehr repercutiu a informação e citou um porta-voz da Presidência, Habibollah Abbassi, detalhando que Pezeshkian discursará na quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, antes de regressar a Teerão no sábado.
Os Estados Unidos autorizaram a delegação iraniana a ir à ONU, apesar do conflito em curso, mas estará sujeita — tal como no ano passado — a restrições de deslocação.
A delegação não poderá comprar produtos de luxo nem outros artigos, sublinhou na quinta-feira o Departamento de Estado norte-americano, acrescentando que o grupo era "mais pequeno do que no ano passado".
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, que integra a comitiva, partiu ainda no domingo à noite e fez uma escala no Qatar, mediador do conflito entres os EUA e o Irão.
Não foram divulgados detalhes sobre esta paragem, que acontece numa altura em que o Irão afirma ter transmitido novamente aos Estados Unidos, através do mediador qatari, as suas condições para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, ponto central do conflito entre Teerão e Washington.
O tráfego nesta via marítima, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes da guerra, tem sido fortemente perturbado por Teerão desde o início do conflito.
Em resposta, os Estados Unidos impõem um bloqueio aos portos iranianos. Embora as negociações continuem num impasse, tem-se observado uma trégua nos últimos dias entre os dois lados em conflito.
Os Estados Unidos não realizam ataques em solo iraniano desde 01 de setembro — quando uma série de bombardeamentos fez cinco mortos e dezenas de feridos, incluindo durante um casamento no sudeste do país —, muito embora os ataques frequentes a navios continuem a ocorrer no estreito de Ormuz.
Um navio foi alvo, mais uma vez, de "um projétil de origem desconhecida" na região, deixando dois tripulantes com ferimentos ligeiros, informou na segunda-feira a agência de segurança marítima britânica UKMTO, na rede social rede social X.
Além disso, a retórica tornou-se mais belicosa: a Guarda Revolucionária, a poderosa força militar da República Islâmica, ameaçou retaliar contra "novos alvos com novas armas".

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