Por Radio TV Bantaba 09/10/2026
A Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) manifestou preocupação com a ausência de professores nas salas de aula, após a abertura oficial do ano letivo 2026/2027, anunciada pelo Governo para o dia 11 de setembro, e apelou ao regresso imediato dos docentes às escolas.
Em comunicado, a organização estudantil informou que, no âmbito das suas ações de acompanhamento do funcionamento das instituições de ensino, uma equipa visitou várias escolas do país, onde constatou uma fraca atividade letiva, marcada pela ausência de professores nas salas de aula.
Segundo a CONAEGUIB, esta situação compromete o normal funcionamento das instituições de ensino e coloca em risco o cumprimento dos objetivos estabelecidos para o presente ano letivo.
Perante este cenário, a Confederação apelou aos professores efetivos para regressarem, com a máxima urgência, às respetivas escolas, sublinhando que cada dia de aulas perdido prejudica a aprendizagem dos estudantes e pode comprometer o calendário escolar.
A organização instou igualmente o Governo, em particular o Ministério da Educação Nacional, a acelerar e concluir os procedimentos administrativos relacionados com a efetivação dos professores contratados que se encontram em processo de documentação para o ingresso na função pública.
A CONAEGUIB considera urgente encontrar soluções que permitam o regresso destes docentes às escolas, evitando que os procedimentos administrativos em curso contribuam para o agravamento das dificuldades no setor educativo.
A Confederação alertou ainda para as consequências das interrupções recorrentes das atividades letivas, sobretudo para os estudantes das escolas públicas e das instituições de ensino situadas nas diferentes regiões do país.
Por fim, apelou aos pais e encarregados de educação para incentivarem os seus filhos e educandos a frequentarem regularmente as aulas e acompanharem o seu percurso escolar.
A CONAEGUIB reafirmou o compromisso de continuar a acompanhar a situação do sistema educativo nacional e a intervir junto das entidades competentes, em defesa de uma educação de qualidade, inclusiva e acessível a todos os estudantes guineenses.

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