segunda-feira, 12 de outubro de 2026

As imagens da destruição causada pelos ataques ao aeroporto de Riade... O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, no sábado, é já considerado um dos mais mortíferos do país desde agosto de 2015. No sábado, morreram 11 pessoas e centenas ficaram feridas. Já no domingo, há a registar uma vítima mortal.

© Reprodução X    Por  Notícias ao Minuto  12/10/2026 

O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, no sábado, é já considerado um dos mais mortíferos do país desde agosto de 2015.

De recordar que um míssil atingiu no sábado um complexo do aeroporto de Riade que alberga os terminais 3 e 4 para voos domésticos. 

No ataque morreram quatro sauditas, dois bangladechianos, um norte-americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestiniano e um sudanês, de acordo com a autoridade da aviação civil saudita. Houve também centenas de feridos.

Já no domingo, um projétil atingiu o terminal 4, tendo causado um incêndio. Pelo menos uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas neste ataque.

"Um projétil não identificado atingiu o Terminal 4 do Aeroporto Internacional Rei Khalid. O ataque causou um incêndio e as autoridades competentes estão a investigar o incidente", disse Turki al-Maliki, porta-voz da coligação militar anti-Huthi liderada pela Arábia Saudita, na rede X, sem atribuir a ação a qualquer grupo.

Posteriormente, os rebeldes Hutis do Iémen reivindicaram os ataques ao aeroporto.

Nas redes sociais, vários vídeos mostram o momento das explosões, assim como os danos causados e pessoas a fugir do local. 

Veja as imagens abaixo:

O ataque de sábado ocorre após significativos avanços militares dos Huthis no oeste do Iémen, permitindo o controlo de vastas áreas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem estratégica de acesso ao Canal do Suez tem servido de alternativa ao estreito de Ormuz, que se encontra sob bloqueio do Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Após anos de relativa calma na guerra civil no Iémen, a frágil trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem de um avião com representantes iranianos em Sanaa.

Os Huthis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, ao lado do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.

Entre 2023 e 2025, atacaram navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, como forma de apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza.

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