terça-feira, 27 de outubro de 2026

China enfrenta declínio populacional irreversível no curto prazo... O declínio populacional da China é irreversível no curto prazo, mas poderá ser contrariado a longo prazo se Pequim reforçar significativamente os incentivos à natalidade, afirmou hoje à Agência Lusa o demógrafo independente chinês He Yafu.

© REUTERS/Florence Lo    Por  LUSA  27/10/2026 

O declínio populacional da China é irreversível no curto prazo, mas poderá ser contrariado a longo prazo se Pequim reforçar significativamente os incentivos à natalidade, afirmou hoje à Agência Lusa o demógrafo independente chinês He Yafu.

"A tendência de declínio da população chinesa é, de facto, irreversível no curto prazo. Mas, a longo prazo, se o Governo adotar políticas de apoio à natalidade suficientemente fortes, ainda será possível inverter essa tendência", considerou o especialista.

He Yafu, que acompanha há vários anos a evolução demográfica do país, apontou a capacidade de execução do Governo chinês como um fator que poderá contribuir para essa inversão.

"Afinal, o Governo chinês tem uma capacidade de execução muito forte", observou.

A China registou em 2025 o quarto ano consecutivo de diminuição da população, que caiu para 1.404,9 milhões de habitantes, num contexto de envelhecimento acelerado e redução persistente dos nascimentos.

Segundo os dados oficiais, nasceram 7,92 milhões de crianças no ano passado, um novo mínimo histórico, depois dos 9,54 milhões registados em 2024.

O demógrafo identificou vários fatores estruturais que explicam a tendência.

"As principais razões para o declínio da população chinesa são a taxa de fecundidade persistentemente baixa, a diminuição contínua dos nascimentos, a redução do número de mulheres em idade fértil, o adiamento significativo do casamento e da maternidade e os custos excessivamente elevados de criar filhos", enumerou.

Nos últimos anos, Pequim lançou várias medidas visando incentivar a natalidade, incluindo subsídios à criação dos filhos, o prolongamento das licenças parentais e o reforço dos serviços de apoio às famílias.

No entanto, He Yafu considera que os incentivos continuam a ser insuficientes.

"Creio que estas políticas seguem a direção correta, mas a sua dimensão não é suficientemente grande para inverter a tendência de diminuição dos nascimentos", afirmou.

O especialista defendeu um aumento substancial dos apoios financeiros, propondo que o subsídio mensal por criança passe dos atuais 300 yuan (40 euros) para 1.000 yuan (cerca de 134 euros).

As preocupações demográficas estiveram também em destaque numa reunião do Conselho de Estado, realizada na sexta-feira, durante a qual o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apelou à estabilização do número de nascimentos.

Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, Li defendeu o reforço das políticas de apoio ao casamento, à natalidade, à educação e à habitação, bem como a utilização de benefícios fiscais e medidas de segurança social para aliviar os encargos das famílias.

Apesar da tendência nacional, os dados do Anuário Estatístico da China 2026 revelam diferenças significativas entre as regiões.

A província de Guangdong (sul), a maior economia regional do país, concentrou aproximadamente um em cada oito nascimentos registados em 2025, mantendo uma taxa de crescimento natural positiva de 2,26 por mil habitantes.

Em contraste, a província de Heilongjiang, no nordeste, registou uma diminuição natural de sete habitantes por mil, a mais acentuada do país.

He Yafu explicou que a capacidade de Guangdong para atrair trabalhadores jovens constitui um fator determinante para a manutenção de níveis de natalidade superiores à média nacional.

"A vantagem demográfica de Guangdong resulta sobretudo da entrada de população, que lhe proporciona uma grande base de jovens em idade fértil", afirmou.

"Como Guangdong tem uma economia relativamente desenvolvida, continua a atrair jovens, o que mantém elevado o número de pessoas em idade de casar e ter filhos e, consequentemente, o número total de nascimentos", acrescentou.

Segundo o especialista, as diferenças regionais resultam da combinação entre estrutura etária, capacidade de atração económica, cultura familiar e políticas públicas.

A migração interna desempenha um papel particularmente importante, beneficiando regiões como Guangdong, Zhejiang e Xangai, em detrimento de províncias como Henan, Hunan, Sichuan e as do nordeste.

O envelhecimento constitui outro desafio para as autoridades chinesas.

Em 2025, a China tinha 223,65 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, equivalentes a 15,9% da população, ultrapassando pela primeira vez o número de menores de 15 anos, que totalizavam 212,76 milhões.

He Yafu citou um estudo publicado em janeiro de 2025 pela Universidade de Finanças e Economia do Sudoeste e pela Universidade Tsinghua, que projeta uma redução da população chinesa para 1.190 milhões de habitantes em 2050, num cenário de fecundidade média de 1,05 filhos por mulher.

Nesse cenário, a proporção de pessoas com 65 ou mais anos atingirá 29,5%, quase o dobro dos 15,9% registados em 2025.

"Por conseguinte, nessa altura, o encargo associado ao apoio aos idosos será muito maior do que atualmente", alertou o demógrafo.


ELEIÇÕES ISRAELITAS: Israelitas vão hoje às urnas para votação com desfecho imprevisível... Mais de sete milhões de eleitores são hoje chamados às urnas para eleger uma nova composição do parlamento israelita (Knesset), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas em 2023.

© Lusa   27/10/2026 

Mais de sete milhões de eleitores são hoje chamados às urnas para eleger uma nova composição do parlamento israelita (Knesset), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas que em 2023 atingiram Israel e destabilizaram o Médio Oriente.

Em jogo nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Knesset e a consequente governação do país.

Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.

Os israelitas votam em listas partidárias e não em candidatos individuais. Neste escrutínio, constam no boletim de voto 37 partidos, mas apenas aqueles que ultrapassem a fasquia eleitoral de 3,25% entram no Knesset.

As atenções estão centradas em dois nomes: o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (partido Likud) e o antigo general das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot (partido Yashar!), um recém-chegado à política israelita.

As últimas sondagens indicam que o Yashar! de Eisenkot tem ligeira vantagem sobre o Likud de Netanyahu, mas nenhum consegue atingir o "número mágico" dos 61 assentos parlamentares, nem através de alianças pós-eleitorais com forças pró-governamentais ou do chamado bloco da mudança, a não ser que este último se entenda com os partidos árabes.

Três anos depois do ataque mais mortífero da história de Israel, que mergulhou o país numa guerra na Faixa de Gaza e em outras frentes de conflito, as eleições de hoje decorrem num contexto de profundas divisões internas sobre várias questões, que incluem a responsabilização pelas falhas que permitiram o ataque do grupo extremista Hamas naquela manhã de 07 de outubro de 2023, o peso do serviço militar e a independência das instituições democráticas e do poder judicial.

A capacidade de Israel para preservar a sua prosperidade económica e as suas alianças internacionais, num contexto de polarização interna cada vez mais acentuada e de isolamento global, foram outros temas a dominar o debate político.

A votação decorre entre as 07:00 e as 22:00 locais (mais duas horas em relação ao fuso horário de Lisboa).

Os resultados são confirmados até 04 de novembro, mas podem ser apresentados recursos até ao dia 18, sendo porém raro que sejam aceites ou que possam alterar o desfecho eleitoral.

Cabe depois ao Presidente israelita, Isaac Herzog, indicar o líder de um dos partidos, geralmente o mais votado, para constituir governo. A partir desse momento, segundo um explicador do Instituto da Democracia de Israel, decorrem 28 dias para negociações e formação de um executivo, prorrogáveis por mais 14.

Se o candidato não for bem sucedido, o processo volta à estaca zero e Herzog deverá indicar outro nome para formar governo no máximo de outros 28 dias, mas sem possibilidade de prorrogação. Caso o impasse persista, um grupo de deputados eleitos pode fazer uma terceira tentativa, num prazo de 14 dias.

Na sua história, os governos costumam ser constituídos logo à primeira, mas, se todas as três possibilidades falharem, o Knesset é dissolvido automaticamente e terá de haver novas eleições.

O voto não é obrigatório e a lei eleitoral israelita não permite que cidadãos residentes fora de Israel votem no estrangeiro, com exceção dos funcionários consulares e militares.

COP31: Super-ricos poluem mais do que quase metade da humanidade... A Oxfam revela que os 0,1% mais ricos do mundo produzem mais poluição do que os 3,5 mil milhões de pessoas mais pobres, em análise divulgada antes da COP31 na Turquia.

© Cole BURSTON / AFP via Getty Images   Por  LUSA  27/10/2026 

Os 0,1% mais ricos do mundo produzem mais poluição do que os 3,5 mil milhões de pessoas mais pobres do planeta em conjunto, revela hoje uma análise da Oxfam, divulgada antes da COP31 na Turquia.

Segundo a confederação internacional de organizações contra a pobreza e a desigualdade, os 0,1% mais ricos equivalem a oito milhões de pessoas e cada uma destas contribuiu quase 400 vezes mais para as atuais vagas de calor extremo do que alguém pertencente aos 50% mais pobres da humanidade.

Coletivamente, este grupo emite mais de três vezes a poluição com gases com efeito de estufa produzida por toda a população da África Subsaariana, estimada em 1,3 mil milhões de pessoas.

A Oxfam calculou ainda que os 1% mais ricos são responsáveis por 20% do aquecimento global registado desde 1990, emitindo, em média, 100 vezes mais por pessoa do que alguém dos 50% mais pobres.

As emissões deste grupo poderão causar 1,9 milhões de mortes adicionais relacionadas com o calor num único ano, 78% das quais em países de baixo rendimento ou de rendimento médio-baixo, apesar de estes representarem apenas 8% das emissões globais.

"Quem menos contribuiu para esta crise está a perder as suas casas, colheitas e, cada vez mais, as suas vidas", lamentou o diretor-executivo da Oxfam International, Amitabh Behar, citado num comunicado.

A Oxfam alega que os super-ricos conseguem proteger-se através de seguros privados, habitações em zonas mais seguras e serviços privados de combate a incêndios, enquanto a maioria da população enfrenta inundações, incêndios e insegurança alimentar.

A aviação privada é apresentada como um dos exemplos mais evidentes da desigualdade: em conjunto, os jatos privados emitem mais gases com efeito de estufa em dois segundos do que uma pessoa dos 50% mais pobres emite durante um ano.

No estudo intitulado "Índice Destruir e Reconstruir", a Oxfam apela aos Governos que vão reunir-se em novembro em Antalya, Turquia, na 31ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP31) para fazerem pagar os grandes poluidores, através de impostos permanentes sobre a riqueza e os rendimentos elevados, taxas sobre as empresas de combustíveis fósseis e impostos sobre bens de luxo que produzem muitos gases com efeito de estufa, como os jatos privados.

A organização defende igualmente um aumento substancial do financiamento climático para o Sul Global, com prioridade para financiamento público e subsídios em vez de empréstimos, e pede que o financiamento para adaptação seja triplicado até 2035.

A Oxfam estima que, até 2050, cerca de mil milhões de pessoas, cerca de 10% da população mundial, possam ser deslocadas devido à crise climática, sobretudo no Sul Global.


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

RÚSSIA: ONU classifica ataques russos à Ucrânia como crimes de lesa-humanidade... A ONU classificou os ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia como crimes de lesa-humanidade, segundo um relatório apresentado hoje à Assembleia-Geral das Nações Unidas.

© Lusa   26/10/2026 

Uma comissão independente de inquérito declarou como crimes de guerra e contra a humanidade os contínuos ataques da Rússia contra a infraestrutura energética da Ucrânia, num relatório que vai ser apresentado hoje à ONU.

Os ataques "foram realizados de forma deliberada e no âmbito de uma política estatal [russa] destinada a privar a população civil de eletricidade e outros serviços essenciais, bem como a causar-lhe sofrimento", concluiu a comissão.

A equipa internacional de três peritos denunciou que todos os que ordenaram os ataques estavam conscientes do sofrimento que iriam causar à população da Ucrânia, que enfrenta uma invasão russa desde fevereiro de 2022.

A comissão referiu em particular a destruição intencional de instalações de aquecimento em grandes centros urbanos que são indispensáveis para a população civil durante invernos duros como o passado, com temperaturas inferiores a 20 graus negativos.

Os crimes de lesa-humanidade, ou contra a humanidade, são considerados delitos que façam parte de um ataque generalizado ou sistemático contra civis para lhes causar sofrimento coletivo.

Para elaborar o relatório, os peritos nomeados pela ONU analisaram testemunhos de 255 pessoas que enfrentaram o inverno em condições difíceis em nove regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Kharkiv, Odessa e Kherson.

O relatório da comissão independente internacional vai ser apresentado hoje perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Os peritos disseram também que a frequência, intensidade e extensão geográfica das vagas sistemáticas de ataques, nas quais os russos empregam centenas de drones e mísseis em cada ocasião, aumentaram com os anos.

"Quando se aproximam os meses mais frios, os ataques intensificam-se, apresentando uma preocupante ameaça para a vida e a saúde da população civil", disse o presidente da comissão, o juiz norueguês Erik Mose, citado pela agência espanhola EFE.

A comissão concluiu que entre as principais vítimas da estratégia de guerra da Rússia estão os grupos mais vulneráveis, desde pessoas idosas e com mobilidade reduzida a crianças.

A falta de energia na Ucrânia devido aos ataques russos obrigou muitas escolas a permanecerem fechadas ou deixou sem aquecimento muitas famílias.

A comissão analisou igualmente a questão dos estrangeiros que combatem nas forças armadas russas e reuniu provas de que redes de tráfico de seres humanos já recrutaram indivíduos de 29 países mediante enganos e coação.

Agentes ou agências que operam em diferentes países contactam as pessoas com ofertas de trabalho e tratam dos vistos e da documentação para entrar na Rússia.

Uma vez em território russo, as vítimas são obrigadas a assinar contratos em russo, língua que algumas não conhecem, com o Ministério da Defesa.

Muitos dos recrutas são enviados para a frente ucraniana, onde lhes são atribuídas tarefas perigosas.

"Muitos morreram, desapareceram ou foram capturados pelas forças ucranianas", denunciou a comissão no relatório divulgado em Genebra, Suíça.

A Rússia invadiu a Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, como anunciou então o Presidente russo, Vladimir Putin.

A invasão desencadeou um conflito armado que tem sido considerado como o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), embora se desconheça o número exato de vítimas, tanto militares como civis.

A Rússia já tinha invadido a Ucrânia em 2014, quando anexou a península da Crimeia.

A Ucrânia foi uma república da União Soviética desde a fundação do bloco comunista controlado por Moscovo, em 1922, até à sua dissolução em 1991.


Portugal passa a ter 171 vagas em centros temporários para estrangeiros... Portugal passa hoje a contar com 171 lugares em instalações temporárias para estrangeiros em situação irregular, ultrapassando o referencial europeu de 102, anunciou o ministro da Administração Interna após inaugurar uma nova ala num destes centros.

© Lusa   26/10/2026 

Portugal passa hoje a contar com 171 lugares em instalações temporárias para estrangeiros em situação irregular, ultrapassando o referencial europeu de 102, anunciou hoje o ministro da Administração Interna após inaugurar uma nova ala num destes centros.

"Estamos a assinalar a conclusão de uma intervenção importante para o reforço da capacidade nacional de instalação temporária de cidadãos estrangeiros que aqui permanecem numa situação de manifesta ilegalidade. A abertura destas novas instalações permite melhorar a resposta aos desafios que Portugal enfrenta na gestão das migrações, do asilo e do retorno", disse Luís Neves.

O ministro da Administração Interna, acompanhado do ministro da Presidência, Leitão Amaro, inaugurou hoje a nova ala modular do Centro de Instalação Temporária (CIT) da Unidade Habitacional de Santo António, no Porto, com 80 novas camas.

Segundo o ministro, com a abertura desta unidade, Portugal passa a ter, em termos de centros de instalação temporária e juntando Lisboa, Porto, Faro e Beja, "capacidade nacional para um total de 171 lugares".

"Para Portugal, o valor das referências estabelecidas ao nível europeu é de 102 lugares. Com este reforço (…) ultrapassamos quantitativamente esse referencial e criamos melhores condições para responder, no imediato, às obrigações decorrentes deste novo pacto", concluiu.

A Unidade Habitacional de Santo António passa assim a dispor de uma capacidade operacional total de 114 lugares, o que representa dois terços da capacidade nacional total.

"Estes números são relevantes perante a mudança na política migratória europeia a que aderimos. O novo Pacto Europeu em Matéria de Migração e Asilo, cuja aplicação teve início em junho deste ano, vai estabelecer novas exigências para os Estados-membros", disse Luís Neves.

Após um fim de semana marcado pelos pelas intervenções policiais nas acampadas do Porto e de Lisboa, o ministro da Administração Interna falou apenas no período reservado aos discursos e sem responder a perguntas à margem, apesar da insistência dos jornalistas.

Numa informação enviada às redações pela Direção Nacional da PSP lê-se que a infraestrutura hoje inaugurada representa "um reforço significativo da capacidade de instalação temporária de cidadãos estrangeiros", num investimento de aproximadamente um milhão de euros.

"Esta ampliação visa assegurar melhores condições de acolhimento, higiene, avaliação clínica, segurança e acompanhamento dos cidadãos durante os procedimentos legalmente previstos, tendo como princípio orientador o respeito pela dignidade da pessoa humana. A intervenção contribui, igualmente, para reforçar a capacidade de resposta do Estado em matéria de estrangeiros e fronteiras, face às atuais exigências nacionais e europeias", lê-se na informação da PSP.


Leia Também: Imigração: Governo promete plano de integração para breve

O secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração afirmou hoje que em breve será apresentado o Plano Nacional de Integração de estrangeiros e salientou que, na habitação e saúde, o país não estava preparado para tantos imigrantes...

ENVIADO DA CEDEAO DIZ SENTIR ENGAJAMENTO REAL DAS AUTORIDADES DE TRANSIÇÃO PARA REGRESSO À NORMALIDADE CONSTITUCIONAL

Por  Rádio Sol Mansi   26-10-2026 

O Ministro da Integração Africana e dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, chegou este domingo a Bissau para uma visita de trabalho.

O diplomata e mandatário da CEDEAO, tem em agenda encontros com atores políticos e organizações da sociedade civil para analisar a situação política da Guiné-Bissau e discutir a definição de uma nova data para as eleições gerais.

Em declarações hoje à imprensa, Cheikh Niang afirmou sentir um "engajamento real" das autoridades de transição.

"Viemos escutar os atores políticos e a sociedade civil sobre o que acham que pode ser feito, o que esperam e o que pode ser implementado neste período da transição", declarou o chefe da diplomacia senegalesa.

Segundo o enviado, já entregou a carta de mandato confiada pela CEDEAO ao Presidente de Transição e foi bem recebido pelo Primeiro-Ministro e pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que substitui o Parlamento.

"Sentimos que há um engajamento real e, não como Senegal, mas como mandatário da CEDEAO, vamos continuar a interagir para que o processo eleitoral seja adaptado ao tempo", frisou.

A comunidade regional aguarda agora que as autoridades de transição apresentem um calendário eleitoral credível e consensual.

COMUNICADO DE IMPRENSA: PRIMEIRO-MINISTRO DEFENDE PACTO NACIONAL PARA RESTABELECER A NORMALIDADE DEMOCRÁTICA... Ilídio Vieira Té propõe diálogo inclusivo entre partidos, Conselho Nacional de Transição, Alto Comando Militar e Governo para definir um calendário eleitoral consensual.

Por RTB

Bissau, 26 de Outubro de 2026 — O Primeiro-Ministro do Governo de Transição, Ilídio Vieira Té, recebeu hoje uma delegação da CEDEAO, liderada pelo chefe da diplomacia senegalesa, Cheikh Niang, Ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Estrangeiro, no âmbito dos esforços de mediação para superar a crise política e restabelecer a normalidade constitucional e democrática na Guiné-Bissau.

A delegação regional elogiou a cooperação das autoridades guineenses e deverá prosseguir as consultas com partidos políticos e organizações da sociedade civil, com o objectivo de identificar pontos de convergência para uma solução negociada.

Diálogo inclusivo e «Fórmula IVT»

Ilídio Vieira Té agradeceu a mediação da CEDEAO e defendeu um compromisso político nacional baseado na inclusão de todas as sensibilidades e no respeito pelas instituições.

O Primeiro-Ministro apresentou a «Fórmula IVT», que prevê a auscultação de todos os actores políticos, sem exclusões. As diferentes alas do PRS e do MADEM-G15 deverão ser ouvidas separadamente, sem prejuízo da competência dos tribunais para resolver os litígios internos dos partidos.

Reformas constitucionais exigem adaptação institucional

As conversações abordaram também as alterações constitucionais e eleitorais aprovadas pelo Conselho Nacional de Transição e submetidas a referendo.

O Chefe do Governo destacou a redução do número de deputados, de 102 para 65, e a necessidade de adaptar os círculos eleitorais, as estratégias partidárias e o funcionamento do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Os partidos deverão igualmente realizar os congressos previstos nos seus estatutos e cumprir os requisitos legais para garantir a sua participação nos próximos actos eleitorais.

Eleições autárquicas e financiamento

A inclusão das eleições autárquicas no processo de democratização foi considerada um avanço institucional, mas também um desafio logístico e financeiro.

As necessidades globais para a realização dos processos eleitorais estão estimadas entre 11 e 12 mil milhões de francos CFA, montante que ultrapassa as actuais disponibilidades do Tesouro Público.

Ilídio Vieira Té defendeu, por isso, a mobilização de apoio financeiro internacional, mantendo a responsabilidade primária do Estado guineense e a natureza soberana dos actos eleitorais.

Pacto Nacional e calendário eleitoral

O Primeiro-Ministro considerou que a saída da crise exige mais do que a simples marcação de eleições. Propôs negociações entre o Conselho Nacional de Transição, os partidos políticos, o Alto Comando Militar e o Governo de Transição.

O processo deverá conduzir à celebração de um Pacto Nacional de Reconciliação e Garantias Eleitorais, acompanhado de um calendário eleitoral consensual, realista e juridicamente sustentado.

Segundo Ilídio Vieira Té, este entendimento é essencial para garantir estabilidade institucional, confiança entre os actores e eleições livres, transparentes, inclusivas e credíveis.

Relações com a CPLP e circulação fronteiriça

O Primeiro-Ministro informou ainda a delegação da CEDEAO sobre a visita de uma missão da CPLP, prevista para os dias 3 a 5 de Novembro. A deslocação poderá contribuir para ultrapassar o actual contencioso e normalizar as relações entre a Guiné-Bissau e a organização lusófona.

As partes abordaram igualmente os constrangimentos à circulação de pessoas e mercadorias na fronteira com o Senegal. Foi reafirmada a intenção de encontrar soluções rápidas para facilitar a circulação e reforçar as relações económicas e comerciais entre os dois países.

Compromisso com uma solução negociada

A audiência confirmou a convergência entre a CEDEAO e o Governo de Transição quanto à necessidade de uma solução política negociada.

Ilídio Vieira Té reiterou a disponibilidade do Governo para apoiar os esforços de mediação e criar as condições políticas, jurídicas, institucionais e financeiras necessárias à realização de eleições credíveis e a uma transição pacífica.

Gabinete de Comunicação e Imagem do Primeiro-Ministro

O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, General Horta Inta-A, recebeu em audiência, em Bissau, uma delegação senegalesa chefiada pelo ministro da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang. No final do encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheikh Niang, falou sobre os objetivos da visita na Guiné-Bissau.


China tem pela 1.ª vez mais idosos do que menores face à população ativa... A proporção de pessoas com 65 ou mais anos superou, em 2025, a dos menores de 15 anos, segundo o Anuário Estatístico da China 2026.

© CFOTO/Future Publishing via Getty Images    Por  LUSA  26/10/2026 

A proporção de pessoas com 65 ou mais anos face à população chinesa em idade ativa ultrapassou, em 2025, pela primeira vez, a dos menores de 15 anos, segundo dados do Anuário Estatístico da China 2026.

A China terminou 2025 com 223,65 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, equivalentes a 15,9% da população, contra 212,76 milhões de menores entre os zero e os 14 anos, que representavam 15,1%, segundo os dados do anuário, recentemente publicado.

A chamada taxa de dependência dos idosos, que mede a proporção de pessoas com 65 ou mais anos relativamente à população entre os 15 e os 64 anos, atingiu 23,1%, acima dos 22% correspondentes aos menores.

No conjunto, a taxa de dependência demográfica situou-se em 45,1%, resultado da soma dos dois grupos em relação à população considerada em idade ativa.

A mudança ocorre após anos de rápido envelhecimento: a taxa de dependência dos idosos era de 15% em 2016, ultrapassou pela primeira vez os 20% em 2021, quando atingiu 20,8%, e chegou a 22,8% em 2024, apenas duas décimas abaixo da correspondente aos menores.

A inversão coincide com uma queda prolongada da natalidade. A China registou 7,92 milhões de nascimentos em 2025, um novo mínimo histórico, após a recuperação para 9,54 milhões em 2024, e acumulou o quarto ano consecutivo de diminuição da população.

No final de 2025, o país contava com 323,38 milhões de pessoas com 60 ou mais anos, o equivalente a 23% dos habitantes, contra 22% um ano antes.

As autoridades responderam à mudança demográfica com medidas destinadas a incentivar os nascimentos e aliviar os custos associados à criação dos filhos, incluindo um subsídio nacional para crianças com menos de três anos.

Paralelamente, estão a alargar os serviços de apoio aos idosos e a aplicar desde 2025 um aumento gradual da idade da reforma.

Contudo, as medidas adotadas até agora não conseguiram inverter as principais tendências: os nascimentos mantêm-se em níveis historicamente baixos e as autoridades preveem que, por volta de 2035, mais de 400 milhões de pessoas terão 60 ou mais anos, o que deverá aumentar a pressão sobre o mercado de trabalho, o sistema de pensões e os serviços de cuidados a idosos.


LULA REELEIÇÃO: "Será o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país"... Rodeado por milhares de apoiantes na Avenida Paulista, Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a reeleição para um quarto mandato, prometendo o melhor da história do Brasil.

© Juan BARRETO / AFP via Getty Images   Por  LUSA  26/10/2026 

Rodeado por milhares de apoiantes na Avenida Paulista, em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva celebrou hoje a reeleição para um quarto mandato, prometendo que será o melhor da história do Brasil.

Uma multidão de vermelho, eufórica entre o choro de felicidade e os cânticos em louvor a Lula, concentrou-se na Avenida Paulista e explodiu quando Lula chegou de trio elétrico e cumprimentou os apoiantes com um megafone.

"Essa vitória é para mostrar que as mulheres são parte importante", afirmou o Presidente, beijando a sua mulher, Rosângela Lula da Silva, ou 'Janja' para os brasileiros, para delírio dos apoiantes.

Lula, que se tornou o primeiro brasileiro eleito quatro vezes para o mais alto cargo da nação, agradeceu ao povo e destacou a participação dos jovens, que "se levantaram em defesa da democracia".

"Esse meu quarto mandato será o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país", prometeu o líder histórico brasileiro.

O candidato progressista impôs-se ao senador Flávio Bolsonaro com uma vantagem de mais de quatro milhões de votos e foi o primeiro candidato na história democrática do país a chegar ao Palácio do Planalto sem ter sido o mais votado na primeira volta.

Num primeiro discurso de vítória, Lula da Silva, agradeceu ao povo brasileiro e, em particular, aos jovens que foram "para a rua defender a democracia".

"Agradecer à generosidade da juventude brasileira que foi para rua defender a democracia", disse o chefe de Estado brasileiro, numa sala a abarrotar no coração da cidade de São Paulo.

Ao celebrar a mobilização eleitoral, Lula declarou que a votação registou "o menor número de abstenções da história" e "o menor número de votos nulos".

"Quero agradecer às pessoas idosas. Vi muitas cenas de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para irem votar. Conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para assegurar o voto no país", destacou.

Num país em que o voto é obrigatório, participação eleitoral atingiu 80,8% de 159 milhões de eleitores registados, a mais alta desde 2006 e dois pontos percentuais acima do registado há três semanas.

A percentagem de abstenção, 19,2%, foi a mais baixa registada numa segunda volta das eleições presidenciais desde as eleições de 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito pela primeira vez frente a Geraldo Alckmin, atual vice-presidente de Lula.

"Hoje minha fala é de agradecimento", afirmou o Presidente no discurso de vitória, em que reservou um elogio a Alckmin, também ele reeleito: "Feliz o Presidente que tem um vice da qualidade, da lisura de comportamento e da lealdade do Alckmin", afirmou.

"Tenho de fazer um agradecimento às pessoas que coordenaram a nossa campanha, aos partidos que participaram. Mas queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que ele tem comigo há muito tempo", disse ainda.


Leia Também: Líderes do Congresso reconhecem vitória de Lula nas presidenciais

Os líderes do Congresso brasileiro reconheceram a vitória de Lula nas eleições presidenciais, apesar da contestação de Flávio Bolsonaro.

Os líderes do Congresso brasileiro reconheceram este domingo a vitória eleitoral do Presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, não obstante a contestação do adversário, Flávio Bolsonaro.

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ambos de partidos de centro-direita, felicitaram Lula durante uma conferência de imprensa conjunta e defenderam a solidez do processo eleitoral, pouco depois de o candidato derrotado ter afirmado que lhe era "impossível" reconhecer os resultados...

Coreia do Norte acusa Seul de fabricar incidente com minas na fronteira... A Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de ter fabricado um incidente com minas na fronteira, durante uma reunião da ONU, alegando que o país sul-coreano distorceu as circunstâncias da explosão que feriu três soldados em setembro.

© Reuters    Por   LUSA  26/10/2026 

A Coreia do Norte apresentou uma queixa às Nações Unidas acusando a Coreia do Sul de deturpar as circunstâncias de uma explosão de minas que feriu três soldados sul-coreanos em setembro, noticiou hoje a agência estatal KCNA.

Segundo a agência de notícias, uma missiva enviada pelo representante norte-coreano junto da ONU considerou que o incidente foi "fabricado" pela Coreia do Sul, e "não passa de uma sinistra manobra de obstrução para apresentar a fortificação da fronteira sul da Coreia do Norte como uma 'incursão militar', atrasá-la e impedi-la".

As tensões entre as duas Coreias agravaram-se após a explosão de minas ocorrida a 21 de setembro na Zona Desmilitarizada (DMZ, na sua sigla em inglês), que provocou ferimentos em três militares sul-coreanos.

Seul acusou Pyongyang de ter colocado os engenhos explosivos a sul da Linha de Demarcação Militar, a fronteira de facto entre os dois países, e enviou igualmente, na semana passada, uma carta de denúncia ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A missiva norte-coreana defende ainda as obras na fronteira como uma medida de autodefesa em conformidade com o direito internacional e acusa Seul de violar a Carta das Nações Unidas ao disparar contra soldados norte-coreanos, segundo a KCNA.

A Coreia do Sul tem sustentado, por seu lado, que as suas transmissões e disparos de advertência visam impedir travessias da Linha de Demarcação Militar.

A agência noticiosa sul-coreana Yonhap fotografou no domingo o que aparentam ser peças de artilharia autopropulsadas de 122 milímetros na costa norte-coreana de Gaepung, visíveis a partir de um observatório em Gimpo, a oeste de Seul. Um especialista consultado pela agência classificou como invulgar a presença tão exposta da artilharia norte-coreana junto à fronteira.

A deteção ocorreu apenas um dia depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ter apelado ao reforço das forças armadas do país e à sua transformação, "o mais rapidamente possível e em simultâneo", numa força militar de elite, durante uma conferência militar.

Na semana passada, Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, ameaçou destacar mais armamento e reativar altifalantes de propaganda na fronteira, enquanto um alto responsável militar advertiu para um contra-ataque "imediato" caso Seul ameace a segurança dos seus soldados.


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A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou que abateu um míssil lançado pelos rebeldes huthis contra Riade, em meio a uma escalada de hostilidades no Iémen.

O porta-voz militar da aliança, Turki al Maliki, afirmou na rede social X que as defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil "lançado pela milícia houthi" contra Riade, sem fornecer mais detalhes sobre a operação.

Até ao momento, a coligação - que intervém no Iémen contra os insurgentes e em apoio ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido - não informou sobre as consequências da interceção...

domingo, 25 de outubro de 2026

Flávio não reconhece vitória de Lula e diz que pedirá anulação das eleições... Candidato cita possível interferência de Cristiano Zanin, ministro do STF, que prorrogou o horário das eleições para às 19h deste domingo

Por  CNN Brasil 25/10/2026  

Flávio Bolsonaro (PL) disse neste domingo (25) que pedirá anulação das eleições, que reelegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições", disse o candidato, citando possível interferência de Cristiano Zanin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Flávio Bolsonaro refuses to acknowledge results and calls for election annulment      SBT News

"Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições, isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados", disse Flávio.

Segundo ele, a campanha já acionou o setor jurídico. "A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal", completou.

Lula foi reeleito neste domingo (25) em 2º turno ao superar Flávio. Lula obteve mais de 50% dos votos, segundo divulgação parcial da apuração doTribunal Superior Eleitoral. Foi a primeira vez na história da República que quem saiu atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo.

Problemas de transporte prorrogaram eleição

As declarações ocorreram após relatos de falta de ônibus e longas esperas em cidades como São Paulo e Salvador. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Justiça para pedir a ampliação do horário de votação nas localidades afetadas. A Prefeitura de Salvador afirmou que o serviço foi normalizado após interrupções em garagens; a administração paulistana alegou dificuldades operacionais para cumprir a determinação de reforçar a frota.

Diante das dificuldades, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação da votação das 17h para as 19h, no horário de Brasília. Posteriormente, esclareceu que a extensão deveria ser cumprida apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas, sem reabertura das já encerradas. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado mais tempo para votar em municípios atingidos por chuvas e bloqueios de vias.


GUINÉ-BISSAU: ‎CÂMARA DO COMÉRCIO DEFENDE COMPETITIVIDADE DOS PRODUTOS NACIONAIS NOS MERCADOS INTERNACIONAIS

Por Rádio Sol Mansi  25-10-2026 

‎O secretário-geral da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Mama Saliu Bá, defende que a promoção do consumo de produtos locais deve ser acompanhada de medidas que garantam a sua competitividade nos mercados sub-regional e internacional.

‎O responsável falava este sábado, em Bissau, durante a cerimónia de encerramento das atividades da sétima edição de “Outubro, Mês do Consumo dos Produtos Locais”, realizada no espaço da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA).

‎A iniciativa decorreu sob o lema “Consumir localmente é fator de integração regional e económica do bloco monetário face às mutações do comércio mundial”.

‎Na ocasião, Mama Saliu Bá considerou que a vontade de consumir produtos nacionais, por si só, não é suficiente, sendo necessário criar condições para que esses produtos possam competir nos mercados da sub-região e a nível internacional.

‎O responsável sublinhou, ainda, que não há segurança alimentar e nutricional sustentável sem um desenvolvimento económico duradouro e uma base produtiva nacional forte.

‎Por sua vez, o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, prometeu trabalhar para garantir que os produtores nacionais tenham condições para competir com os seus congéneres dos países membros da UEMOA.

‎Segundo o governante, o Executivo pretende reforçar a colaboração com a Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, com vista à melhoria das condições de trabalho dos produtores nacionais.

‎Jaimantino Có prometeu, igualmente, criar condições para que as próximas edições da iniciativa se transformem numa grande festa de promoção da produção nacional, permitindo aos produtores dos setores da gastronomia, do artesanato e do agroalimentar expor os seus produtos e serviços aos consumidores.

‎A iniciativa “Outubro, Mês do Consumo dos Produtos Locais” visa promover a valorização da produção nacional, incentivar o consumo de produtos locais e reforçar a integração económica no espaço da UEMOA.

Portugal é "um dos últimos países moderados" da Europa em imigração... O secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração considerou que Portugal é um dos últimos países moderados Europa no que respeita à imigração, porque defende "um humanismo dos atos" e não um "humanismo de papel".

© ruifret/ Instagram   Por  LUSA   25/10/2026 

O secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração considerou que Portugal é um dos últimos países moderados Europa no que respeita à imigração, porque defende "um humanismo dos atos" e não um "humanismo de papel".

"No contexto europeu, Portugal continua a ser um país moderado. Eu diria que mesmo um dos últimos países moderados" em matérias de política migratória, afirmou Rui Armindo Freitas, em entrevista à agência Lusa, por ocasião dos três anos da criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Rui Armindo Freitas disse que um "humanismo sem regra absolutamente nenhuma acaba a prejudicar todos", porque "é um humanismo de papel" e não um "humanismo dos atos".

Exemplo dessa moderação é a posição de Lisboa contra a possibilidade de criar centros de retorno fora da Europa, externalizando a receção de imigrantes, disse o governante, considerando que a gestão desses processos deve ser feita em território europeu.

Também no plano internacional, Portugal não pediu a suspensão de Schengen na sequência da crise migratória de Ceuta, ao contrário de outros países europeus, mas isso não significa que as autoridades de Lisboa concordem com a posição do governo espanhol.

"Nós, Estados-membros da União Europeia, temos um espaço comum que é dividido por todos e temos que ter a noção que as políticas nacionais podem impactar seriamente o espaço comum", pelo que "qualquer ação que possa resultar em efeito de chamada num Estado-membro vai pôr em causa uma fronteira que é comum", avisou.

"Eu não ponho em causa a boa vontade e as boas intenções, eu julgo é os resultados e isso foi exatamente o país que nós herdámos", um "país com vários problemas por resolver", disse ainda Rui Armindo Freitas.

"Este governo nunca foi contra a imigração, não é esse o nosso tom e nunca foi", porque "temos noção clara de que um país como o nosso tem de ter imigração", mas "de forma regulada, esclarecida e com regras claras", salientou.

No ano passado, Portugal recusou acolher 420 requerentes de asilo no âmbito do mecanismo europeu de solidariedade, alegando pressão migratória e que os números oficiais estavam desatualizados, mas Rui Armindo Freitas não esclareceu qual será agora a posição em relação a novos processos.

"Se virmos que Portugal já não é um país sob pressão", isso "já vai refletir muito daquilo que foi o trabalho que foi iniciado em 2024", com a regularização de meio milhão de imigrantes que não estavam contabilizados.

"Portugal opôs-se" e "o mecanismo de solidariedade impunha receber pessoas ou ter uma contrapartida financeira", pelo que o processo ainda está em análise por Bruxelas, disse, salientando que decisão de aceitar novos requerentes de asilo "não está tomada neste momento".


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Houve nova carga policial contra os manifestantes que acamparam no Porto e em Lisboa. Onze pessoas ficaram feridas e 31 foram detidas, esta madrugada.

Foram vários os protestos que decorreram no sábado por todo o país, com manifestantes a sair à rua em luta pelo direito à habitação. Já durante a madrugada deste domingo, houve duas cargas policiais contra ocupantes das praças em Lisboa e no Porto...

BRASIL: Mais de 158 milhões nas urnas hoje: Brasil decide entre Lula e Bolsonaro... Mais de 158 milhões de brasileiros são hoje chamados às urnas para escolher o Presidente para os próximos quatro anos, numa luta acirrada entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.

© Buda Mendes/Getty Images   Por  LUSA  25/10/2026 

Mais de 158 milhões de brasileiros são hoje chamados às urnas para escolher o Presidente para os próximos quatro anos, numa luta acirrada entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.

Os dois estão tecnicamente empatados nas sondagens, retrato de um país dividido ao meio.

Na primeira volta, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos.

Desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, e antigo sindicalista, procura a reeleição aos 80 anos e o seu quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal e apoiado pela direita, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o ex-oporário que tenta agora derrotar.

Lula da Silva deverá votar pelas 8 horas locais (12:00 em Lisboa) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. O Presidente acompanhará depois a contagem dos votos no Hotel Renaissance, na capital paulista, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Já Flávio Bolsonaro, 45 anos, deverá votar à mesma hora que o seu oponente, mas numa escola municipal da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro, seguindo depois para Brasília, onde acompanhará os resultados eleitorais.

Será entre estas duas personalidades que mais de 158,7 milhões de eleitores são hoje chamados a optar nas 563.910 urnas eletrónicas espalhadas por 5.571 cidades do país, além de 186 cidades no estrangeiro, como Lisboa, Porto e Faro.


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Israel vai impor um bloqueio à Cisjordânia no dia das eleições legislativas, terça-feira, disse hoje o exército israelita, que iniciou uma operação no território ocupado, forçando quase 2.200 palestinianos a sair de Hebron.

Israel vai impor um bloqueio à Cisjordânia no dia das eleições legislativas, terça-feira, disse hoje o exército israelita, que iniciou uma operação no território ocupado, forçando quase 2.200 palestinianos a sair de Hebron.

Num comunicado, o exército informou que "a esfera política aprovou a proibição de entrada e saída de trabalhadores palestinianos em toda a Judeia e Samaria [nome israelita para a Cisjordânia] e no Vale do Jordão, incluindo zonas industriais, bem como o encerramento de todos os postos de controlo terrestres durante todo o dia das eleições", na terça-fe...

sábado, 24 de outubro de 2026

Elon Musk afirma ter bloqueado uso da Starlink em ataques ucranianos... Empresário diz que corrigiu brecha na rede de satélites; restrições de velocidade que afetavam operações militares foram retiradas, segundo autoridades da Ucrânia.

Imagem: Reprodução/Gettyimages.ru / Scott Peterson/ Via RT  Por  portalviu.com.br  24/10/2026 

A dependência da Ucrânia de uma rede privada de satélites voltou a gerar tensão no conflito com a Rússia. Elon Musk, proprietário da SpaceX, afirmou que corrigiu uma brecha que permitia o uso da conexão Starlink em operações ofensivas com drones, alegando que militares ucranianos utilizavam o serviço em desacordo com as regras da plataforma.

Em declarações publicadas na rede social X, o empresário disse que a conexão havia sido usada em ataques destinados a matar pessoas. Musk afirmou que a falha foi corrigida na semana anterior, mas não apresentou detalhes técnicos que permitam verificar de forma independente a acusação.

O episódio ocorre após restrições de velocidade na rede terem prejudicado operações militares ucranianas. Neste sábado (24), o Ministério da Defesa da Ucrânia informou que o funcionamento da Starlink e da Starshield havia sido restabelecido, com conexões estáveis mesmo em equipamentos que se deslocam a mais de 400 km/h.

Musk destaca importância estratégica da rede

Apesar de defender as limitações para determinados usos militares, Musk reconheceu a importância da Starlink para as comunicações ucranianas. A rede é utilizada para conectar unidades militares, apoiar a logística e viabilizar operações com diferentes tipos de drones.

O empresário também destacou a resistência do sistema a interferências e danos à infraestrutura de comunicação. Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a tecnologia se tornou um recurso importante para manter a conectividade em áreas afetadas pelos combates.

Musk argumenta que a Starlink, por ser um serviço comercial, não deve ser utilizada em operações ofensivas. Já a Starshield, outra tecnologia da SpaceX voltada a aplicações governamentais e militares, possui condições de operação distintas e é controlada pelo governo dos Estados Unidos.

A diferença entre os dois serviços é relevante para entender a controvérsia, já que as restrições recentes atingiram equipamentos utilizados em operações militares e levantaram dúvidas sobre quem tinha autoridade para determinar as limitações.

Restrições afetaram operações com drones

As limitações de velocidade começaram a provocar problemas relatados por autoridades ucranianas em outubro. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a redução afetou drones que dependem da conexão por satélite, dificultando missões e causando interrupções na comunicação.

Em alguns casos, os equipamentos perdiam a conexão quando ultrapassavam aproximadamente 160 km/h. A restrição prejudicava tanto operações ofensivas quanto atividades defensivas, incluindo o uso de drones para interceptar aparelhos russos.

A situação gerou preocupação em Kiev, que depende da rede para manter comunicações e coordenar ações na linha de frente. Autoridades ucranianas também questionaram a falta de aviso prévio sobre as limitações.

Estados Unidos e SpaceX divergiram sobre responsabilidades

A origem das restrições também provocou declarações distintas de autoridades norte-americanas. Musk afirmou que as decisões sobre os limites de uso da Starshield cabem ao governo dos Estados Unidos, enquanto a Starlink comercial é controlada pela SpaceX.

O presidente Donald Trump declarou anteriormente que o acesso havia sido restabelecido, mas autoridades ucranianas ainda relatavam problemas na sexta-feira (23). Naquele momento, não havia confirmação de que todas as limitações tivessem sido retiradas.

Neste sábado, porém, o Ministério da Defesa ucraniano informou que seus sistemas de monitoramento registraram a recuperação das velocidades de conexão. O presidente Volodymyr Zelensky também confirmou a retomada do funcionamento nos níveis anteriores e agradeceu aos representantes norte-americanos e parceiros que ajudaram a resolver a situação.

Dependência tecnológica amplia debate sobre a guerra

O episódio expõe o impacto que decisões de empresas privadas podem ter em conflitos armados. Como a Starlink é uma infraestrutura comercial essencial para diferentes atividades militares ucranianas, mudanças nas condições de acesso podem afetar diretamente as operações no campo de batalha.

Ao mesmo tempo, a discussão levanta questões sobre os limites de uso de tecnologias civis em ações militares e sobre a responsabilidade das empresas que fornecem serviços de comunicação em zonas de guerra.

Embora a retomada das velocidades tenha sido anunciada pelas autoridades ucranianas neste sábado, as declarações de Musk sobre o uso da rede em ataques ofensivos continuam sendo alegações do empresário. A controvérsia também evidencia a dificuldade de separar os aspectos comerciais, militares e diplomáticos envolvidos na utilização de sistemas privados durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Ucrânia ataca centro logístico da Ozon em Omsk, diz governador... A Ucrânia atacou com drones um centro de distribuição da Ozon, na cidade siberiana de Omsk, indicou o governador local, Vitaly Khotsenko, nas redes sociais.

© Andrey Rudakov/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   24/10/2026 

A Ucrânia atacou com drones um centro de distribuição da gigante russa de comércio eletrónico Ozon, na cidade siberiana de Omsk, indicou o governador local, Vitaly Khotsenko, nas redes sociais.

A Ozon confirmou que se tratava de uma das suas instalações.

"Retirámos rapidamente todos os funcionários… Um incêndio deflagrou e os serviços de emergência estão a trabalhar no local", disse a empresa em comunicado.

Segundo a Ozon, alguns pedidos serão cancelados e outros serão entregues a partir de outras instalações.

Desde o final de agosto, vários centros de distribuição da Ozon em diferentes regiões da Rússia foram danificadas por ataques de drones, tendo a empresa referido incêndios em instalações nas regiões de Samara e Orenburg, bem como nas cidades de Krasnodar e Makhachkala, no sul do país, indicou a agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo outras autoridades locais russas, as defesas antiaéreas do país abateram na noite de sexta-feira para hoje 616 drones ucranianos em cerca de 20 regiões, num "ataque maciço" que provocou também cortes de água e eletricidade na Crimeia.

Referiram ainda que a queda de destroços de drones provocou incêndios e causou vários feridos.

Do lado ucraniano, a Força Aérea anunciou que a Rússia lançou pelo menos 126 drones contra a Ucrânia durante a mesma noite, dos quais 101 foram abatidos.

Duas pessoas ficaram feridas em Kyiv, segundo os serviços de emergência.


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Nove pessoas foram detidas e mais de 370 ficaram retidas pelas autoridades em Itália, em manifestações em várias cidades do país.

Nove pessoas foram hoje detidas e mais de 370 ficaram retidas pelas autoridades em Itália, na sequência de manifestações realizadas em várias cidades do país.

Em comunicado citado pela Agência France-Presse, fonte oficial da polícia revelou que entre das 371 pessoas levadas para as esquadras 110 eram menores de idade...

Jovens em Barcelona causam caos em protesto com danos materiais... Dezenas de jovens manifestaram-se hoje no centro de Barcelona, em Espanha, num protesto em que houve confrontos com a polícia, lojas destruídas e contentores incendiados, segundo a agência EFE. O movimento "Institut Indignats" organizou o evento, que resultou em danos materiais e detenções.

© Lusa   24/10/2026 

Dezenas de jovens manifestaram-se hoje no centro de Barcelona, em Espanha, num protesto em que houve confronto com a polícia, lojas destruídas e contentores incendiados, noticiou a agência noticiosa EFE.

O protesto foi convocado nas redes sociais pelo movimento "Institut Indignats", semelhante ao que mobilizou o protesto estudantil em França, e reuniu dezenas de jovens que provocaram distúrbios nas ruas e causaram estragos em edifícios.

Segundo fontes da polícia catalã, os distúrbios, em particular junto à Praça da Catalunha, levaram a uma intervenção dos Mossos d'Esquadra para dispersar os manifestantes, que lhes arremessaram pedras e outros objetos, tendo vários sido detidos.

A agência noticiosa Efe escreveu que grupos isolados de manifestantes, com o rosto tapado, tentaram saquear lojas, partiram algumas montras, ao mesmo tempo que incendiaram toldos de esplanadas.

Numa zona de grande movimento e de afluência turística, e a poucos metros de uma acampada pelo direito à habitação, instalada na Praça da Catalunha, os Mossos d'Esquadra chegaram a apelar para que as pessoas não se aproximassem do local.


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A Acampada de Lisboa estimou hoje a participação de 25 mil pessoas na manifestação pelo direito à habitação, que começou no Marquês de Pombal e terminou no Rossio, com o local ainda repleto de gente às 19h30.

AAcampada de Lisboa estimou hoje a participação de 25 mil pessoas na manifestação pelo direito à habitação, que começou no Marquês de Pombal e terminou no Rossio, que pelas 19h30 ainda se mantinha repleto de gente.

"Se calhar estão aqui 25 mil egoístas", apontou João Veloso, um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa, numa alusão a declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro (PSD)...


FRANÇA: Mais de cem mil pessoas manifestam-se em Paris. Veja as imagens... Mais de 110.000 pessoas manifestaram-se em Paris hoje, segundo a polícia, que indicou que a situação permanece calma. A manifestação, que começou na Porta de Itália e terminou em Porte de Vincennes, contou com a intervenção de mais de 3.000 pessoas e 65 detenções.

© REUTERS  Por  LUSA   24/10/2026                                   Veja as imagens... 

Mais de cem mil pessoas manifestam-se hoje em Paris para exigir poder de compra e defender os serviços públicos, avançou a polícia, indicando que "a situação permanece calma em toda a área metropolitana".

A manifestação, que começou na Porta de Itália cerca das 14h00 locais (13h00 em Lisboa) e chegou a Porte de Vincennes às 17h00, concentra um total de 110.000 pessoas, precisa a Prefeitura da Polícia de Paris.

Entretanto e no final da manifestação, registaram-se confrontos entre a polícia e os manifestantes, tendo sido lançado gás lacrimogéneo e utilizado canhões de água.

Durante o percurso, foram controladas pela polícia mais de 3.000 pessoas e detidas 65, segundo a fonte policial, citada pela agência France Presse.

No passado sábado também se manifestaram nas ruas de Paris mais de cem mil pessoas.

O ministro do Interior francês deu conta de que participaram hoje nas manifestações realizadas em várias cidades do país 410.000 pessoas.

Já os sindicatos estimam que as manifestações mobilizaram cerca de 800.000 pessoas em toda França, das quais 250.000 em Paris.

O segundo sábado consecutivo de manifestações contra o aumento do custo de vida, pelas reivindicações estudantis e dos "coletes amarelos" levou o Governo a reforçar o dispositivo de segurança de forma "significativa", segundo o ministro do Interior.


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Cerca de 25.000 pessoas de toda a Espanha, segundo dados da Delegação do Governo em Madrid, manifestaram-se hoje na capital espanhola para defender o sistema público de pensões e rejeitar qualquer tentativa de privatização, em plena pré-campanha eleitoral...