© Buda Mendes/Getty Images Por LUSA 25/10/2026
Mais de 158 milhões de brasileiros são hoje chamados às urnas para escolher o Presidente para os próximos quatro anos, numa luta acirrada entre o atual chefe de Estado, Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro.
Os dois estão tecnicamente empatados nas sondagens, retrato de um país dividido ao meio.
Na primeira volta, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos.
Desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, e antigo sindicalista, procura a reeleição aos 80 anos e o seu quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal e apoiado pela direita, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o ex-oporário que tenta agora derrotar.
Lula da Silva deverá votar pelas 8 horas locais (12:00 em Lisboa) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. O Presidente acompanhará depois a contagem dos votos no Hotel Renaissance, na capital paulista, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Já Flávio Bolsonaro, 45 anos, deverá votar à mesma hora que o seu oponente, mas numa escola municipal da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro, seguindo depois para Brasília, onde acompanhará os resultados eleitorais.
Será entre estas duas personalidades que mais de 158,7 milhões de eleitores são hoje chamados a optar nas 563.910 urnas eletrónicas espalhadas por 5.571 cidades do país, além de 186 cidades no estrangeiro, como Lisboa, Porto e Faro.
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Israel vai impor um bloqueio à Cisjordânia no dia das eleições legislativas, terça-feira, disse hoje o exército israelita, que iniciou uma operação no território ocupado, forçando quase 2.200 palestinianos a sair de Hebron.
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Num comunicado, o exército informou que "a esfera política aprovou a proibição de entrada e saída de trabalhadores palestinianos em toda a Judeia e Samaria [nome israelita para a Cisjordânia] e no Vale do Jordão, incluindo zonas industriais, bem como o encerramento de todos os postos de controlo terrestres durante todo o dia das eleições", na terça-fe...


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