© Reuters Por LUSA 04/10/2026
"Após a declaração de Zelensky de hoje, intensificar-se-ão os ataques das forças armadas russas contra instalações militares e da indústria militar, assim como contra a infraestrutura relacionada com estas, em Kiev e noutras regiões da Ucrânia", assinala um comunicado do Ministério da Defesa russo, citado pela agência Efe.
Para Moscovo, "Zelensky tem a plena responsabilidade pessoal e política por isto".
O ministério "recorda que está a lançar ataques massivos contra Kiev e outras regiões ucranianas especificamente em resposta às ações do líder do regime de Kiev".
Os militares russos acusam ainda as forças ucranianas de lançarem, durante a noite, "um ataque terrorista deliberado contra zonas residenciais da cidade de Belgorod, onde não há instalações militares".
"Como resultado deste ataque, houve civis mortos e feridos, enquanto edifícios de apartamentos, casas particulares e veículos privados sofreram danos", acrescentou.
Numa entrevista divulgada hoje, Volodymyr Zelensky admitiu que a Ucrânia pretende intensificar ataques a refinarias russas.
No sábado, Zelensky disse que nas 24 horas anteriores a Ucrânia atingiu alvos na região de Samara, localizada a cerca de 1.000 quilómetros da fronteira russo-ucraniana.
"As nossas sanções chegaram à região de Samara, assim como às posições dos ocupantes que operam sistemas de mísseis Iskander na região de Bryansk", avançou Zelensky na sua conta na rede social X, onde também mencionou "resultados" no Mar Negro.
O Presidente ucraniano utiliza frequentemente o termo "sanções" para se referir a ataques de longo alcance levados a cabo pelas Forças Armadas da Ucrânia.
Na sexta-feira, um ataque da Ucrânia com drones visou uma refinaria e um grande depósito de combustível, considerado como o maior da Europa, pertencente ao consórcio estatal russo Transneft, também na região de Samara.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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O Presidente do Iémen, Rashad al-Alimi, anunciou hoje o início de uma contraofensiva militar destinada a recuperar os territórios ainda controlados pelos hutis e a restabelecer a autoridade do Estado em todo o país.
"Em virtude da nossa responsabilidade constitucional e após a conclusão dos procedimentos e das medidas necessárias, anunciamos o início das operações militares para recuperar os restantes territórios e alargar a autoridade do Estado e das suas instituições a todo o território nacional", declarou Al-Alimi a partir da sede do Governo iemenita, em Áden.
O chefe do Conselho de Liderança Presidencial acrescentou que deu instruções "às forças armadas e de segurança e a todas as formações militares para que começassem a executar as tarefas que lhes foram atribuídas, de acordo com os planos aprovados, até que o país seja libertado do controlo da milícia terrorista huti"...


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