terça-feira, 3 de novembro de 2026

Coreia do Norte promete retaliação mais forte à hostilidade dos EUA... A Coreia do Norte avisou na quarta-feira os Estados Unidos de que dará uma resposta mais firme ao que a influente irmã do líder Kim Jong Un classificou como uma "política hostil imutável" de Washington.

© KCNA VIA KNS / AFP via Getty Images     Por  LUSA  03/11/2026 

A Coreia do Norte avisou na quarta-feira (hora local) os Estados Unidos de que dará uma resposta mais firme ao que a influente irmã do líder Kim Jong Un classificou como uma "política hostil imutável" de Washington.

"Na realidade atual, em que são estabelecidos novos recordes na implementação da política hostil dos Estados Unidos em relação à RPDC (Coreia do Norte), é natural que sejam também estabelecidos novos recordes na nossa contraofensiva de retaliação", declarou Kim Yo Jong, citada pela agência de notícias oficial KCNA.

A irmã do líder norte-coreano já tinha criticado hoje duramente as alegações do FBI (polícia federal norte-americano) de que a Coreia do Norte seria responsável pelo ciberataque recorde de 6,3 mil milhões de dólares contra a plataforma de criptomoedas Binance, afirmando que o país "se opõe resolutamente" aos ataques cibernéticos.

"Não consideramos o incidente de invasão da Binance como um caso fortuito e repentino, nem como uma ação privada isolada, mas sim como uma extensão da política hostil imutável de Washington em relação à RPDC", sublinhou agora Kim Yo Jong.

"É evidente que a tentativa maliciosa dos Estados Unidos de obter vantagem política e estratégica ao explorar este caso traz consequências políticas", acrescentou.

O FBI afirmou, no sábado, que um grupo de hackers afiliados na Coreia do Norte, chamado TraderTraitor, foi o responsável pelo ataque.

Num comunicado divulgado na terça-feira, Kim Yo Jong rejeitou esta versão, classificando-a como uma "grave provocação política".

A Coreia do Norte realizou, na segunda-feira, um teste de lançamento de mísseis de cruzeiro estratégicos equipados com uma nova ogiva de submunições, segundo a KCNA.

A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, testou recentemente uma variedade de armamento, incluindo drones de ataque, um novo sistema de torpedos guiados de precisão e um míssil hipersónico de alcance intermédio.

Na sua nova declaração, Kim Yo Jong deu a entender que Pyongyang vê pouco interesse em retomar a via diplomática.

"Está claro, para nós, que não temos motivo algum para nos sentarmos à mesa com pessoas tão pouco confiáveis e hostis, que se recusam a abandonar a sua política de confronto, ao mesmo tempo que falam em diálogo", realçou.


Leia Também: Eletricidade? Autarca de Kyiv alerta para situação "extremamente difícil"

O presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, alertou para uma situação "extremamente difícil" na eletricidade na capital ucraniana.

Opresidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, alertou hoje para uma situação "extremamente difícil" em relação à eletricidade na capital ucraniana, após uma série de ataques russos ao setor energético.

A Ucrânia teme a repetição do cenário do inverno de 2025, quando os ataques russos devastaram as centrais elétricas do país e deixaram, por vezes, milhões de pessoas na escuridão sob temperaturas gélidas...

GUINÉ-BISSAU: 🚨 OPERAÇÃO CONTRA A EMIGRAÇÃO IRREGULAR: BRIGADA COSTEIRA DA GUARDA NACIONAL APERTA O CERCO E INTERCETA 175 MIGRANTES

Por  GN - Guarda Nacional  03/11/2026 

A Brigada Costeira da Guarda Nacional realizou, na manhã desta terça-feira (03/11), mais uma importante operação de combate à emigração irregular no sul do país. 

A ação, iniciada por volta das 09h00 no Porto de Djabada, resultou na interceção de um grupo de 175 cidadãos de diversas nacionalidades africanas que se preparavam para efetuar uma travessia clandestina por via marítima em direção à Europa.

Desta vez, a rede de migração irregular utilizava a localidade de Djabada como ponto estratégico de concentração, transportando as pessoas de forma gradual para o local com o objetivo de iniciarem a viagem nas horas seguintes.

O grupo intercetado é composto por:

• 118 cidadãos de nacionalidade senegalesa;

• 33 cidadãos nacionais;

• 23 cidadãos da Guiné-Conacri;

• 1 cidadão de nacionalidade gambiana.

Após a interceção, os indivíduos foram imediatamente conduzidos para o Destacamento Marítimo de Bissau, onde se juntaram a outros migrantes que haviam sido detidos anteriormente no Porto de Alto Bandim.

A Guarda Nacional reitera o seu compromisso inabalável na vigilância das nossas águas territoriais e na preservação da segurança e da vida humana.


Veja Também: Guarda Nacional trava partida de 154 migrantes clandestinos no Alto Bandim

Uma operação da Brigada Costeira da Guarda Nacional, executada pelo Destacamento Marítimo de Bissau, intercetou esta segunda-feira, 2 de novembro, 154 migrantes clandestinos no Porto de Pesca do Alto Bandim.

O grupo preparava-se para iniciar uma viagem marítima com destino à Europa.

A ação, iniciada a partir das 16 horas, resultou na retenção de cidadãos de várias nacionalidades. Os senegaleses constituem o grupo maioritário, com 82 indivíduos, seguidos por 42 cidadãos nacionais da Guiné-Bissau. 

Entre os intercetados encontram-se ainda 18 cidadãos da Guiné-Conacri, 10 do Mali e dois do Gana.

Durante a intervenção, as autoridades apreenderam três pirogas e três motores fora de bordo que serviriam de suporte logístico à viagem. 

O caso foi encaminhado para as instâncias competentes para a investigação das redes de imigração ilegal... 

Operação judicial na Praia envolve polícias, guardas prisionais e coloca PCA do Hospital Agostinho Neto sob suspeita

Por OPAÍS.cv  3 Novembro, 2026 

Uma operação judicial realizada esta terça-feira, 3 de novembro, em vários bairros da cidade da Praia, terá resultado na detenção de pelo menos quatro agentes da Polícia Nacional e dois guardas prisionais, segundo informações recolhidas pelo OPAÍS.cv junto de fontes conhecedoras do processo.

Entre as pessoas visadas pela operação consta também o médico Odair Antunes de Carvalho, atual Presidente do Conselho de Administração do Hospital Universitário Agostinho Neto, na cidade da Praia.

Segundo uma fonte do OPAÍS.cv, terão sido emitidos mandados judiciais envolvendo o atual responsável do maior hospital do país. Contudo, não foi possível confirmar se o médico chegou a ser detido.

As mesmas informações indicam que os factos sob investigação terão ocorrido antes de Odair Carvalho assumir a liderança do Hospital Agostinho Neto.

Uma das nossas fontes confirmou a detenção para audição de quatro agentes da Polícia Nacional durante esta terça-feira.

Segundo consta, o grupo de pessoas é indiciado da prática de vários crimes, entre os quais, crime de droga e burlas.

O OPAÍS.cv continuará a acompanhar os desenvolvimentos desta operação.

HABITAÇÃO: Sete países europeus convocam manifestações simultâneas sobre habitação... Sindicatos e coletivos de inquilinos de sete países europeus, incluindo Portugal, aprovaram manifestações simultâneas para os dias 20, 21 e 22 de novembro, com foco na crise de habitação e custo de vida.

© Getty Images   Por  LUSA  03/11/2026 

Os sindicatos e coletivos de inquilinos de sete países europeus especialmente afetados pela crise de habitação, entre os quais Portugal, aprovaram hoje, em Paris, convocar manifestações simultâneas para os dias 20, 21 e 22 de novembro.

Travar a subida do custo de vida é o chapéu comum, subdividido em três reivindicações principais: controlo dos preços da habitação, aumento de salários e pensões e travão à escalada do rearmamento na Europa.

A reunião foi convocada pela Confederação de Sindicatos de Inquilinas do Estado espanhol e decorreu hoje em Paris, dois dias antes da greve nacional agendada para 05 de novembro em França.

A "estratégia de ação coordenada" foi aprovada entre sindicatos do trabalho e movimentos de estudantes e pela habitação e justiça climática de Bélgica, Espanha, França, Grécia, Itália e Reino Unido, adiantou à Lusa Teresa Mamede, do Sindicato de Moradoras de Lisboa e uma das porta-vozes da acampada que há dias ocupa a Praça D. Pedro IV, na capital.

Por Portugal, que não esteve representado por estruturas sindicais, estiveram presentes o Sindicato de Moradoras de Lisboa (que, apesar do nome, não é formalmente um sindicato) e os coletivos Climáximo e Estudantes pelo Fim ao Fóssil.

"Foi muito interessante, porque estavam de facto movimentos muito grandes de alguns sítios e com as suas lutas particulares", notou Teresa Mamede.

"Há este compromisso de fazer ações coordenadas nestes três dias, entre estes vários países", resumiu, destacando o envolvimento da Confederação Geral do Trabalho francesa (congénere da CGTP portuguesa) e dos também franceses "coletes amarelos" (Gilets Jaunes) e da União Sindical dos Liceus (no centro da contestação social em curso).

Já havia algumas mobilizações agendadas para os dias 20, 21 e 22 de novembro, mas "agora a chamada à ação alargou-se muitíssimo", realçou.

Na declaração conjunta aprovada, enviada à Lusa, sindicatos e coletivos denunciam "a escalada do custo de vida, com a habitação a tornar-se inacessível e os alimentos básicos e o transporte cada vez mais caros" e alertam para "o retorno da austeridade, atrelada às exigências dos credores da dívida pública e à corrida armamentista".

Controlar os preços dos alimentos e da energia, exigir serviços públicos universais e de qualidade, garantir o direito ao trabalho, taxar os mais ricos e acabar com o rearmamento e os combustíveis fósseis são outras das exigências dos movimentos signatários, que se comprometem a fazer da solidariedade "uma prática quotidiana e uma ferramenta de organização".


Leia Também: Seguro condena ataque russo contra instalação humanitária: "Consternação"

O Presidente português, António José Seguro, condenou o ataque russo contra uma escola que funcionava como instalação humanitária em Komyshuvakha, na Ucrânia, que segundo as autoridades ucranianas causou 29 mortos. Seguro apresentou condolências ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado afirma ter recebido com "profunda consternação" a notícia do ataque russo contra "uma escola que funcionava como instalação humanitária" em Komyshuvakha, na região de Zaporijia, que fez "mais de duas dezenas de vítimas mortais, pessoas que aí se encontravam a receber ajuda humanitária"...

Senegal chumba orçamento lançando incerteza sobre programa do FMI... A Assembleia Nacional do Senegal, dominada pela oposição, rejeitou hoje a proposta de orçamento retificativo para 2026, considerado crucial para sanear as finanças públicas, no âmbito das negociações com o FMI. A rejeição lança incerteza sobre a ajuda de 2,2 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros) esperada do FMI.

© Reuters  Por  LUSA  03/11/2026 

A Assembleia Nacional do Senegal, dominada pela oposição, rejeitou hoje a proposta de orçamento retificativo para 2026, considerado crucial para sanear as finanças públicas, no âmbito das negociações com o FMI para um programa de ajustamento financeiro.

A rejeição lança incerteza sobre a ajuda de 2,2 mil milhões de dólares (1,9 mil milhões de euros) esperada do Fundo Monetário Internacional (FMI), cujo conselho de administração ainda não aprovou o acordo celebrado em setembro entre a instituição internacional e as autoridades senegalesas.

"O projeto de lei sobre o orçamento retificativo é rejeitado", declarou o presidente da sessão da Assembleia Nacional reunida em plenário, El Malick Ndiaye, depois de a maioria parlamentar já ter rejeitado o texto por duas vezes em comissão, em outubro.

Dos 132 deputados votantes dos 165 que compõem a Assembleia, 109 votaram a favor da rejeição e 20 contra, havendo três deputados que se abstiveram, de acordo com os resultados da votação.

O orçamento revisto pretendia ter em conta o forte aumento dos preços dos hidrocarbonetos, devido nomeadamente às tensões no Médio Oriente, a diminuição das receitas fiscais previstas num recente plano de recuperação do governo e o aumento do serviço da dívida, de acordo com um documento parlamentar transmitido na terça-feira à AFP.

O governo indicou, durante os trabalhos em comissão a 30 de outubro, que a não aprovação do orçamento revisto comprometeria, nomeadamente, o fornecimento de eletricidade, o pagamento da dívida às empresas e os pagamentos retroativos de salários aos professores.

O partido Pastef é liderado pelo presidente da Assembleia Nacional, Ousmane Sonko, que se opõe ao Presidente Bassirou Diomaye Faye, seu antigo aliado de longa data.

Dacar celebrou, a 1 de setembro, um acordo de financiamento com o FMI com vista à implementação de um programa de ajuda no valor de 2,2 mil milhões de dólares (1,96 mil milhões de euros) ao longo de 36 meses, para sanear as finanças públicas do país.

Paralelamente ao acordo com o FMI, o governo anunciou um Plano de Tratamento da Dívida do Senegal (PTDS), que deverá ser implementado através do Enquadramento Comum do G20 para a Dívida Soberana, uma mesa redonda informal que reúne credores, tanto públicos como privados, e os países endividados.

No documento com as principais opções de políticas para 2027, o governo "procedeu a uma redução drástica dos orçamentos destinados a fins sociais" e do investimento, afirmou Sonko, citando nomeadamente a educação, o emprego, a formação e os subsídios aos preços da eletricidade e dos produtos petrolíferos.

"É um orçamento de poupança para pagar dívidas que foram ocultadas aos senegaleses; não podemos aceitá-lo", afirmou, acrescentando que considera que o FMI foi "cúmplice da dívida oculta", numa referência à dívida não divulgada contraída durante a presidência de Macky Sall, entre 2012 e 2024, tendo feito o rácio da dívida sobre o PIB disparar para 132%.


Trump confirma ataques contra infraestruturas militares na ilha de Qeshm... O Presidente norte-americano confirmou os ataques conduzidos hoje de madrugada contra a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz, que visaram alegadamente infraestruturas militares antiaéreas, realizados a poucas horas do arranque das eleições intercalares nos Estados Unidos.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  03/11/2026 

O Presidente norte-americano confirmou os ataques conduzidos hoje de madrugada contra a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz, que visaram alegadamente infraestruturas militares antiaéreas, realizados a poucas horas do arranque das eleições intercalares nos Estados Unidos.

"Foi um pequeno ataque, não uma guerra", disse Donald Trump numa entrevista à estação norte-americana Fox News.

"Eles construíram uma infraestrutura antiaérea. Demoraram cerca de dois meses a fazê-lo. Vimos a sua construção. Assim que ficou concluída, atacámo-la ontem [segunda-feira] à noite [hora local nos Estados Unidos], de forma muito gentil", adiantou Trump.

Na mesma entrevista, o líder republicano voltou a dizer que a Marinha da República Islâmica está "no fundo do mar" e que já não tem aviões de combate.

Trump traçou ainda um paralelo entre a situação no Irão e a operação militar lançada em janeiro passado na Venezuela, que resultou em mais de 100 mortos e na captura do então presidente Nicolás Maduro e da sua mulher Cilia Flores.

Os ataques desta madrugada, descritos como limitados pelo diário The Wall Street Journal (WSJ), visaram a ilha de Qeshm situada à entrada do estreito de Ormuz.

A ilha alberga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não anunciou as operações.

No entanto, responsáveis norte-americanos citados por vários meios de comunicação social dos Estados Unidos disseram que o ataque foi uma resposta ao abate de uma aeronave militar norte-americana na região.

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje de madrugada o derrube de dois drones de reconhecimento norte-americanos nas imediações da ilha de Qeshm, de acordo com a agência espanhola EFE.

Os ataques surgem numa altura em que os norte-americanos votam nas eleições intercalares, cujas sondagens apontam para uma potencial vitória dos democratas que poderão ficar com a maioria nas duas câmaras do Congresso (Câmara dos Representantes e do Senado).

Vários meios de comunicação social norte-americanos, como o site Axios, têm noticiado a possibilidade da guerra voltar entre os Estados Unidos e o Irão após o escrutínio.


Leia Também: Irão: Pezeshkian diz que retomar guerra com EUA não beneficia ninguém

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que uma retomada das hostilidades com os Estados Unidos não beneficiaria ninguém e revelou ter recebido poderes do líder supremo para negociar uma solução diplomática.

OPresidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou hoje que uma retoma das hostilidades com os Estados Unidos não beneficiaria ninguém e revelou ter recebido poderes do líder supremo para negociar uma solução diplomática.

"Ninguém beneficiará desta guerra", declarou Pezeshkian durante uma reunião do Conselho de Ministros, sublinhando que o Governo está empenhado em encontrar uma saída para o conflito "através do diálogo"...

AMEAÇA DE BOMBA: Seis voos desviados por ameaça de bomba. Um teve origem em Lisboa... A Europa viveu momentos agitados nas últimas 24 horas com várias ameaças de bomba que levaram a desvios de voos. Pelo menos seis aeronaves foram alvo de inspeções ou tiveram de aterrar de emergência.

© Horacio Villalobos#Corbis/Corbis via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  03/11/2026 

A Europa viveu nas ultimas 24 horas momentos agitados no que diz respeito à aviação. Segundo o Demócrata, pelo menos seis voos foram desviados ou alvos de inspeção depois de aterrarem, na sequência de diversas ameaças de bomba.

Tudo começou na segunda-feira, quando um voo proveniente de Israel, com destino a Sófia, na Bulgária, teve de aterrar de emergência.

O avião da Wizz Air foi obrigado a aterrar em Budapeste, na Hungria, depois de haver uma ameaça de bomba a bordo. A aeronave foi escoltada por um caça até ao aeroporto, onde foram realizadas as devidas verificações de segurança. 

A aeronave havia saído do Aeroporto de Londres Luton e tinha como destino Sófia, na Bulgária, noticiou a BBC. Devido à ameaça de bomba, o avião foi escoltado por um caça húngaro até ao Aeroporto de Budapeste.

Já esta manhã, o aeroporto internacional de Varsóvia, na Polónia, foi obrigado a encerrar depois de um voo proveniente de Londres, Reino Unido, ter aterrado de emergência no local, devido também a uma ameaça de bomba. O voo da LOT Polish Airlines partiu do Aeroporto de Heathrow com destino ao Aeroporto Chopin, mas foi desviado para o Aeroporto de Modlin, na mesma cidade, na sequência do alerta.

Momentos depois, sabia-se que um voo da Ryanair, proveniente de Manchester, estava a ser alvo de uma perícicia de segurança, em Múrcia, Espanha, depois de ter recebido uma ameaça do mesmo género. 

E são agora conhecidos mais casos. Segundo a BBC, dois voos da Ryanair também foram alvos de inspeção em Roma, Itália. Um deles era proveniente de Dublin, na Irlanda, enquanto o outro tinha saído de Lisboa. Ambos aterraram no aeroporto de Fiumicino. 

Há ainda um sexto incidente a envolver um avião da companhia aérea escandinava SAS, que partiu de Copenhaga com destino a Varsóvia. A aeronave aterrou em segurança esta terça-feira, depois de ter recebido uma ameaça cujo teor não foi divulgado. A companhia confirmou que os passageiros já tinham desembarcado.

Todos os avisos foram anónimos e todos deram origem a inspeções aos aparelhos, envolvendo polícia, cães e outras autoridades. Até ao momento, nenhuma das ameaças se confirmou verdadeira. 

GUINÉ-BISSAU: 🔴Governo: Ilídio Vieira Té destaca resultados da última revisão do programa económico-financeiro

O primeiro-ministro e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, apresentou os resultados alcançados na 12.ª e última revisão do programa económico-financeiro, iniciado em janeiro de 2023, que coloca a Guiné-Bissau em condições favoráveis para negociar um novo programa. Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou o projeto de Decreto-Lei que transpõe a Diretiva n.º 01/2007/CM/UEMOA, de 4 de julho, relativa à adoção do sistema de Licenciatura-Mestrado-Doutoramento (LMD) nas universidades e estabelecimentos de ensino superior dos Estados-membros da UEMOA

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

Radio Voz Do Povo  03/11/2026    

ESPANHA: Acidente com 115 mortos: Espanha anuncia 30 milhões de euros em apoios... O Governo espanhol aprovou hoje apoios de 30 milhões de euros às vítimas do acidente ferroviário de Urda (Toledo), anunciou o ministro dos Transportes, Óscar Puente.

© Pablo Blazquez Dominguez/Getty Images   Por LUSA  03/11/2026 

O Governo espanhol aprovou hoje a criação de apoios urgentes às vítimas do acidente ferroviário de Urda (Toledo) no valor total de 30 milhões de euros, anunciou o ministro dos Transportes e da Mobilidade Sustentável, Óscar Puente.

Os apoios foram hoje aprovados num Conselho de Ministros no qual também foi decidido pôr imediatamente em marcha um plano que inclui melhorias do sistema ferroviário em várias frentes, como inovação tecnológica, protocolos de controlo, segurança e recursos humanos, explicou Puente em conferência de imprensa.

Relativamente aos apoios, o ministro explicou que serão acumuláveis com as compensações dos seguros e pagos numa única prestação como assistência imediata às vítimas e adiantamento da indemnização do seguro de acidentes.

O valor global de 30 milhões de euros será dividido entre 15 milhões para auxílios urgentes e outro tanto para adiantamentos.

Isto inclui, por um lado, uma ajuda direta de pouco mais de 72.121 euros por pessoa morta e o mesmo valor como adiantamento do seguro.

Por outro lado, nos casos de lesões corporais, os benefícios são estruturados de acordo com a gravidade, com valores que variam entre pouco mais de 2.404 euros para ferimentos ligeiros e mais de 84.141 euros para os mais graves.

Segundo Óscar Puente, que recusou demitir-se, como reclamavam os partidos da oposição, o acidente em Urda, assim como o anterior, em Adamuz (Córdova), em janeiro, demonstraram a "necessidade imperativa" de reforçar o sistema e melhorar os seus protocolos de atuação em circunstâncias excecionais que possam causar danos irreparáveis à sociedade.

"Temos de reconhecer, e reconhecemos, a gravidade da situação e, por isso, estamos empenhados em trabalhar incansavelmente para alcançar e recuperar a confiança pública no transporte ferroviário de alta velocidade", disse.

Entre as melhorias a adotar, Puente avançou com o 'software' para os centros de controlo, que incluirá alertas automáticos, registos eletrónicos de chamadas, listas de verificação de validação e ergonomia visual melhorada para facilitar a compreensão da localização dos comboios e das condições da via.

Além disso, será criado um agente de inteligência artificial e um gémeo digital da rede para supervisionar o funcionamento do sistema, antecipar cenários, detetar anomalias e monitorizar as conversas entre maquinistas e controladores, facilitando o trabalho dos funcionários e minimizando a possibilidade de erro humano.

"Estamos a aventurar-nos em território desconhecido. Não conhecemos nenhum exemplo deste tipo de mecanismo ou tecnologia noutros sistemas ferroviários e, por isso, teremos de percorrer este caminho pela primeira vez, mas acreditamos que vale a pena", considerou.

Além disso, será implementado o sistema padrão da União Europeia para a sinalização (ERTMS) na linha Madrid-Sevilha, revistos os sistemas de segurança e modificados os protocolos de controlo e gestão, passando todas as decisões a ser tomadas numa central de controlo.

A Agência Estatal de Segurança Ferroviária irá também rever os regulamentos e o funcionamento do sistema e elaborar um estudo técnico com especialistas independentes para avaliar a introdução de medidas adicionais de segurança, o que obrigará a uma reformulação dos espaços para bagagem, que impeça que os objetos sejam projetados em caso de travagens bruscas ou impactos.

"Estamos a aproveitar ideias de sistemas de segurança utilizados na aviação, como as portas dos compartimentos de bagagem por cima dos assentos dos aviões. Pretendemos implementar um conceito semelhante nos comboios para evitar que as malas se transformem em verdadeiros projéteis em caso de acidente", explicou.

A reconfiguração dos bancos, dos materiais e do design também será estudada, embora o uso de cintos de segurança tenha sido descartado, uma vez que algumas organizações desaconselham a sua utilização para que seja possível uma evacuação rápida em caso de acidente.

O ministro afirmou ainda que as condições de trabalho dos controladores de tráfego aéreo serão melhoradas e os níveis de pessoal reforçados.

Entre outras melhorias, serão regulados novos períodos de descanso para os controladores de tráfego aéreo, ajustando-os aos períodos de pico de procura e estendendo os protocolos de controlo da fadiga atualmente em vigor para os maquinistas a outras funções críticas, como o pessoal de segurança em estaleiros de construção ferroviária.

O grande acidente ferroviário de Urda, Toledo, registado na quarta-feira passada, foi o segundo com comboios de alta velocidade este ano no país, tendo provocado pelo menos 115 mortos.

Espanha tem a maior rede de alta velocidade da Europa e a segunda maior do mundo, a seguir à da China, e soma agora 54% dos mortos em acidentes com estes comboios desde que o primeiro circulou em 1964, no Japão.


GUINÉ-BISSAU: LGDH saúda libertação de militares detidos na Guiné-Bissau... A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) saudou a libertação de alguns militares detidos há mais de um ano na Guiné-Bissau e pediu a libertação dos restantes presos políticos.

© Lusa   03/11/2026 

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) saudou hoje a libertação de alguns dos militares detidos há mais de um ano na Guiné-Bissau e exortou as autoridades a libertarem os restantes presos políticos.

Em comunicado publicado na rede social Facebook, a LGDH afirmou estar a acompanhar com atenção as informações sobre a libertação destes detidos e reconheceu "os esforços desenvolvidos para a sua concretização, em consonância com os reiterados apelos da organização".

Para a Liga, é "indispensável que tais esforços prossigam até à libertação de todas as pessoas que permanecem arbitrariamente detidas".

E exortou as autoridades de transição a adotarem as medidas necessárias à libertação imediata dos restantes detidos, nomeadamente "Tcherno Bari, conhecido por Tcherninho, Braima Baldé, Malam Djassi, Ibraima Conté e Abulai Queita, que, segundo as informações de que a organização dispõe, se encontram privados da liberdade há mais de um ano sem qualquer processo judicial".

A organização apelou ainda ao Tribunal Superior Militar para que "esclareça, com urgência, a situação processual dos senhores Victor Tchongo, Ramalhano Mendes e Lamine Camará e proceda à publicação oficial do acórdão que, em sede de recurso, terá determinado a sua libertação".

Confirmando-se o teor dessa decisão, prossegue a LGDH, esta exige o seu integral e efetivo cumprimento.

"A LGDH reitera igualmente a sua exigência às autoridades para que procedam à identificação urgente e à consequente tradução à justiça dos autores materiais e morais das alegadas execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari", lê-se no comunicado.

Para esta organização, "a libertação de todas as pessoas arbitrariamente detidas constitui uma medida fundamental para o apaziguamento do país, o restabelecimento da confiança nas instituições e a promoção da reconciliação nacional, bem como para o cumprimento das obrigações internacionais assumidas pelo Estado em matéria de direitos humanos".

A Guiné-Bissau é atualmente governada por um Alto Comando militar, que tomou o poder em 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais, e depôs o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló.

A oposição considera que se tratou de um golpe de Estado orquestrado por Embaló, que anunciou o seu regresso ao país para 04 de outubro último, mas a junta militar considerou não estarem reunidas as condições de segurança.

O Alto Comando Militar marcou novas eleições para 06 de dezembro próximo, mas o primeiro-ministro do Governo de transição, Ilídio Vieira Té, já disse que não existem condições para a realização do escrutínio nessa data.

ARTIGO DE OPINIÃO: Estamos a criar filhos que não sabem ouvir não e pais que não sabem dizer... Vera de Melo reflete sobre a dificuldade dos pais em dizer não e dos filhos em ouvi-lo, alertando para os riscos de uma parentalidade sem limites.

© Shutterstock   Por  Notícias ao Minuto  03/11/2026 

"Há uma geração de pais aterrorizada com a possibilidade de os filhos não gostarem deles.

Querem ser compreendidos, disponíveis, emocionalmente inteligentes, presentes, amigos. Querem que os filhos falem sobre tudo, que não tenham medo, que nunca se sintam sozinhos. Querem fazer diferente dos próprios pais. E, nessa tentativa legítima de não repetir erros, estão a cometer outros.

Começámos a confundir parentalidade respeitosa com parentalidade sem frustração. Acreditamos que validar uma emoção significa satisfazer um desejo. Que respeitar uma criança é evitar que chore. Que estabelecer um limite pode comprometer a sua autoestima.

Não pode.

Uma criança pode estar zangada com os pais e continuar a sentir-se profundamente amada. Pode chorar porque não teve o que queria e não estar a sofrer um trauma. Pode ouvir um não sem que isso represente uma ferida emocional.

Aliás, é precisamente na relação com os adultos que a criança aprende a tolerar a frustração, a adiar a gratificação e a perceber que o mundo não se organiza permanentemente à medida dos seus desejos.

Na psicologia do desenvolvimento, sabemos que a segurança emocional não nasce da ausência de desconforto. Nasce da previsibilidade, da consistência e da existência de adultos capazes de acolher emoções sem abdicar da sua função de orientar.

E aqui está o problema: há pais que estão tão ocupados a tentar ser emocionalmente disponíveis que deixaram de estar disponíveis para assumir a responsabilidade de educar.

Negociam tudo. Justificam tudo. Pedem desculpa por estabelecer limites. Sentem-se culpados quando os filhos ficam frustrados.

Mas uma criança não precisa de ganhar todas as discussões. Precisa de saber que não tem de ganhar todas as discussões para continuar a ser amada.

O mais curioso é que muitos destes pais cresceram em casas onde não havia espaço para sentir. Agora querem construir casas onde não há espaço para frustrar.

E são coisas muito diferentes.

Não precisamos de voltar à autoridade cega, ao medo ou ao “enquanto viveres debaixo do meu teto”. Precisamos de recuperar uma ideia que parece ter ficado fora de moda: os adultos são responsáveis pela relação, mas também pela direção.

Porque há uma verdade que talvez custe ouvir: não estamos a preparar os nossos filhos para a vida quando tentamos tornar a infância livre de todas as frustrações. Estamos apenas a adiar o momento em que a vida lhes vai dizer não.

E a vida, ao contrário dos pais, não costuma explicar duas vezes."

Moscovo reclamou ataque contra instalações de energia ucranianas... As forças russas reclamaram hoje um ataque com mísseis e drones contra instalações de produção e distribuição de energia nas regiões ucranianas de Vinnitsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv.

Foto: Ukrainian Presidential Press Service via REUTERS   Por  RTP/Lusa 3 Novembro 2026 

De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques foram também dirigidos contra as infraestruturas portuárias e embarcações em Odessa, no Mar Negro, sul da Ucrânia. 

Em concreto, o Governo russo disse que os ataques ocorreram durante a última noite contra o complexo energético da Ucrânia nas regiões de Vinnitsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv, que forneciam eletricidade a empresas da indústria militar e a instalações das Forças Armadas ucranianas.

O Ministério da Defesa detalhou que na região de Vinnitsia foi atacada a central termoelétrica de Ladyzhyn, com uma potência de 1.800 megawatts; em Dnipropetrovsk, foram danificadas as centrais termoelétricas de Kryvyi Rih (2.800 megawatts) e Prydniprovska (1.765 megawatts).

Na região de Kharkiv, foram visadas a central termoelétrica de Kharkiv (86 megawatts) e as subestações de Zmiiv e Losevo, ambas de 330 quilovolts.

Na região de Odessa, foram atacadas as infraestruturas do porto de Kiliya e duas embarcações de carga seca no porto de Yuzhny, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.

A Ucrânia foi invadida pelas forças russas em 2014 que anexaram a Península da Crimeia.

Em 2022, a Rússia lançou um ataque de grande escala contra todo o território da Ucrânia.

ESTUDO: Bebidas energéticas podem causar paragens cardíacas, diz estudo... As bebidas energéticas e produtos estimulantes com cafeína estão associados a paragens cardíacas e enfartes em jovens adultos, segundo análise de 28 mil relatos nos Estados Unidos da América.

© Shutterstock   Por  LUSA   03/11/2026 

As bebidas energéticas e os produtos estimulantes que contêm cafeína estão associados a paragens cardíacas e enfartes em jovens adultos, de acordo com uma análise de mais de 28 mil relatos de eventos adversos apresentados nos Estados Unidos.

Os casos submetidos à FDA (agência para os medicamentos e alimentação dos Estados Unidos) apontam, em particular, para adultos dos 18 aos 34 anos, um grupo que, normalmente, não é considerado de alto risco para eventos cardiovasculares, de acordo com este estudo de associação (não de causalidade).

Os investigadores salientaram, no entanto, que são necessários mais estudos para compreender a relação entre os produtos que contêm cafeína e os problemas cardiovasculares.

As conclusões da investigação serão apresentadas numa sessão da Associação Americana do Coração, que terá lugar em Chicago a partir de 06 de novembro.

Os resultados são considerados preliminares até serem publicados na íntegra num artigo científico revisto por pares.

Embora a investigação sobre bebidas energéticas e outros suplementos estimulantes com cafeína seja limitada, as evidências disponíveis indicam que doses elevadas de cafeína estão associadas a danos cardiovasculares, aponta um comunicado da referida organização.

"Estes produtos são comercializados para consumo diário e vendidos ao lado de refrigerantes e água engarrafada. Por isso, a maioria das pessoas assume que não oferecem qualquer risco real", alertou Sai Samayamanthula, da Universidade da Virgínia.

Para muitas pessoas saudáveis, se o consumo for ocasional, é provável que o risco seja baixo.

No entanto, aqueles que os consomem habitualmente podem ultrapassar rapidamente o limite diário recomendado de cafeína.

"Por isso, é importante que saibam que estes produtos podem representar um risco de danos cardiovasculares", acrescentou.

Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram 28.345 relatos enviados para uma base de dados de segurança da FDA sobre possíveis eventos adversos entre 2017 e 2025.

Destes, 854 relatos mencionavam bebidas energéticas ou suplementos alimentares que continham cafeína ou estimulantes.

Os investigadores compararam estes dados com 27.491 relatos sobre produtos que não continham cafeína nem outros estimulantes.

Foram notificados casos de paragem cardíaca com uma frequência aproximadamente 11 vezes superior em relação a produtos que contêm cafeína e estimulantes, em comparação com outros que não possuem estes ingredientes.

Os relatos relacionados com bebidas energéticas e suplementos apresentavam uma probabilidade cerca de 4,5 vezes maior de envolver ataques cardíacos e 4 vezes maior de incluir arritmias ventriculares (ritmo anormal nas cavidades inferiores do coração) ou palpitações.

Cerca de 45% dos relatos que associavam produtos contendo cafeína e estimulantes a eventos cardiovasculares referiam-se a adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 34 anos.

Padrões semelhantes foram observados em relatos envolvendo tanto homens como mulheres.

"As nossas descobertas reforçam a necessidade de uma supervisão mais sistemática da segurança dos produtos que contêm cafeína e estimulantes. Além disso, os profissionais de saúde devem lembrar-se de perguntar aos seus pacientes mais jovens que apresentam palpitações, dor no peito ou desmaios se consumiram estes produtos recentemente ou se o fazem habitualmente", concluiu Samayamanthula.


Leia Também: Dentista deixa aviso para sinal na boca: Parece afta, mas pode ser cancro

Uma dentista alerta para sinais na boca que muitas pessoas confundem com aftas, mas que podem indicar cancro oral. A especialista revela os sintomas que não devem ser ignorados. Conheça-os.

Pode parecer uma simples afta, mas a verdade é que pode ser algo mais grave. Uma dentista deixa um aviso sério sobre sinais na boca que podem estar relacionados com cancro oral.

Ao Daily Mail, a dentista Catherine Brady alertou para alguns sintomas que são fáceis de desvalorizar e que precisam de alguma atenção extra. "É fácil de ignorar uma úlcera, mancha ou caroço, especialmente se não dói”, começou por dizer...

Rússia contabiliza mais de 9.200 civis russos mortos em ataques ucranianos... As autoridades russas contabilizaram mais de 9.200 civis russos mortos em ataques da Ucrânia desde o início da guerra, na sequência da invasão iniciada em fevereiro de 2022 pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

Por  dnoticias.pt/Agência Lusa   03 nov 2026 

As autoridades russas contabilizaram hoje mais de 9.200 civis russos mortos em ataques da Ucrânia desde o início da guerra, na sequência da ordem de invasão assinada, em fevereiro de 2022, pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo a agência noticiosa russa TASS, que cita o responsável designado por Moscovo para acompanhar eventuais crimes de guerra cometidos pela Ucrânia, Rodion Miroshnik, as autoridades acrescentaram mais de 600 pessoas mortas em ataques durante o terceiro trimestre deste ano.

Numa conferência de imprensa, Miroshnik afirmou que "o número total de vítimas civis das ações das forças punitivas ucranianas desde fevereiro de 2022 ronda os 37 mil, das quais 9.213 morreram".

O responsável russo indicou ainda que, entre julho e setembro de 2026, foram registadas 631 mortes e 4.990 feridos entre a população civil na sequência de ataques ucranianos.

Miroshnik acrescentou que "mais de 50 pessoas morrem ou ficam feridas diariamente às mãos de milicianos ucranianos", numa referência às Forças Armadas da Ucrânia.

Por seu lado, as Forças Armadas ucranianas afirmaram, numa publicação nas redes sociais, que o Exército russo sofreu cerca de 1.595.000 baixas desde o início da guerra, entre mortos e feridos. As autoridades russas não divulgam há vários meses um balanço das baixas militares.


Leia Também: ONU condena ataque russo a centro de distribuição de ajuda humanitária

A ONU condenou um ataque do Exército russo na segunda-feira a uma escola utilizada como centro humanitário na província oriental ucraniana de Zaporijia, que fez pelo menos 31 mortos, segundo o último balanço oficial...

UCRÂNIA: Zelensky acusa Rússia de destruir perspetiva de paz após ataque com 29 mortos... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz", após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  03/11/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou esta segunda-feira a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz", após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

Os ataques prosseguiram durante esta madrugada em várias regiões da Ucrânia, atingindo nomeadamente um hospital em Kherson, no sul do país, onde 46 pessoas ficaram feridas e 200 pacientes tiveram de ser retirados. Infraestruturas energéticas foram igualmente atingidas em várias regiões.

Na véspera das eleições intercalares nos Estados Unidos, o enviado norte-americano Steve Witkoff garantiu ao final da tarde de segunda-feira que decorrerão "negociações de trabalho" entre a Rússia e a Ucrânia nos dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, sob mediação dos Estados Unidos.

"As discussões incidirão sobre as disposições de segurança do pós-guerra, a desescalada, os esforços humanitários e os próximos passos rumo à paz", detalhou na rede social X.

Contudo, a última reunião deste tipo, realizada em meados de fevereiro em Genebra, na Suíça, terminou sem resultados concretos, com a Rússia a manter posições extremas, segundo Kyiv.

As perspetivas deterioraram-se ainda mais com o ataque, na segunda-feira, contra o centro de distribuição de ajuda humanitária de Komyshuvakha, na região de Zaporijia.

"Todas as segundas-feiras era aí distribuída ajuda humanitária. Os russos lançaram o primeiro ataque precisamente no momento em que as pessoas chegavam, recorrendo a várias bombas aéreas. Depois houve um segundo ataque, com mais bombas aéreas, desta vez dirigido ao abrigo (...), onde as pessoas se tinham refugiado", descreveu Zelensky.

Estes ataques destruíram "toda a esperança de progresso rumo à paz", sublinhou o líder ucraniano, considerando tratar-se de "mais uma prova de que a Rússia não pretende nem a desescalada nem uma verdadeira justiça".

O chefe da administração militar local, Mykhailo Semikine, indicou que foram utilizadas "pelo menos nove bombas guiadas FAB-3000", engenhos com três toneladas de peso. O balanço foi revisto esta terça-feira para 29 mortos, face aos 26 inicialmente anunciados.

A Rússia retomou igualmente os bombardeamentos na região vizinha de Kherson, após uma rara trégua local negociada para permitir a evacuação da cidade de Olechky, ocupada pelas forças russas.

Depois desta operação humanitária, escreveu Zelensky nas redes sociais, "houve um momento em que se podia acreditar que novas etapas de progresso em direção à paz eram possíveis".

"Com este massacre, a Rússia envia um sinal completamente oposto, aposta em novos assassínios", acrescentou.

Neste contexto, os aliados de Kyiv reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia anunciaram que realizarão, entre 09 e 22 de novembro, na Polónia, um exercício militar de grande escala destinado a testar a sua capacidade de destacamento e atuação conjunta no terreno.

Cerca de 2.800 militares de dez países participarão no exercício, sob liderança da França e do Reino Unido.

Do lado russo, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que 493 drones ucranianos foram neutralizados durante a noite enquanto se dirigiam para a capital. Um ataque atingiu ainda uma refinaria em Iaroslavl, a nordeste de Moscovo, segundo o governador local, Mikhail Ievraiev.

A trégua na região de Kherson começou na manhã de terça-feira passada e terminou no domingo à noite sem incidentes.

A Rússia recusou uma proposta ucraniana para prolongar este cessar-fogo localizado, revelou à agência France-Presse um alto responsável ucraniano que não quis ser identificado.

"Vai ser o inferno, ainda pior do que antes", previu uma fonte militar local que também pediu para não ser identificado.

Segundo este oficial, as forças russas aproveitaram o período de calma para concentrar novas tropas e munições na outra margem do rio Dnipro, que atravessa a cidade, bem como para recolher informações de inteligência.

Questionado na segunda-feira sobre estas acusações, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, garantiu que "se trata de uma prática absolutamente comum em situações deste tipo" e que "as forças armadas ucranianas também aproveitaram este período para efetuar um reagrupamento semelhante".


Leia Também: Ucrânia: Primeiro exercício na Polónia da Força multinacional

Aliados da Ucrânia, liderados por França e Reino Unido, realizam na Polónia um exercício em grande escala para testar a capacidade de operarem juntos no terreno.

Reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia (MNF-U), aliados de Kyiv, liderados por França e Reino Unido, vão realizar na Polónia um exercício em grande escala para testarem a capacidade de se mobilizarem e operarem juntos no terreno.

Assim, cerca de 2.800 militares de dez países, Alemanha, Bélgica, Espanha, Estónia, França, Lituânia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido e Suécia, participarão de 9 a 22 de novembro na Polónia neste exercício chamado "Koalicja", que significa coligação em polaco, anunciaram hoje Londres e Paris...

EUA lançam ataque contra ilha iraniana a poucas horas das eleições... Os Estados Unidos atacaram esta segunda-feira a ilha iraniana de Qeshm, no Golfo Pérsico, numa nova operação militar contra o Irão na véspera das eleições legislativas intercalares, mas Donald Trump minimizou o risco de recomeço da guerra.

Foto: U.S. Central Command via REUTERS   Por  RTP/Lusa  03/11/2026 

Segundo o jornal The Wall Street Journal (WSJ), responsáveis norte-americanos descreveram os ataques como operações de caráter defensivo, destinadas a limitar a capacidade do Irão de ameaçar o tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não anunciou publicamente as operações. No entanto, responsáveis norte-americanos citados por vários meios de comunicação do país indicaram que o ataque foi uma resposta ao abate de uma aeronave militar norte-americana na região.

Qeshm, situada à entrada do estreito de Ormuz, alberga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.

O Pentágono reforçou nas últimas semanas a presença militar na região e preparou várias opções para uma eventual ampliação dos ataques, segundo o WSJ.

O Presidente norte-americano afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos "já tinham vencido a guerra contra o Irão" e minimizou a importância de um possível reinício dos combates.

"Não sei se se pode sequer chamar a isto uma guerra, porque já há meses que não combatemos", disse aos jornalistas em Washington.

Questionado sobre se está a considerar novos ataques após as eleições legislativas de hoje, respondeu que não, embora responsáveis da Administração tenham indicado que o Presidente continua a avaliar diferentes opções.

"Os preços do petróleo estão a cair como pedras (...), porque as pessoas sentem que não haverá guerra com o Irão. O Irão quer um acordo, o mais rápido possível. Isso poderá acontecer!", escreveu esta segunda-feira Donald Trump na rede que lhe pertence, Truth Social, depois de ter dito no domingo que estava pronto para dar um "golpe de marreta" no Irão.

Também o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou na segunda-feira que Trump e ele estavam a sentir-se "bem otimistas" quanto a um acordo negociado para pôr fim à guerra com o Irão.

As declarações dos números 1 e 2 da Casa Branca foram divulgadas no mesmo dia em que dois responsáveis da região e uma terceira pessoa familiarizada com o assunto disseram à agência de notícias Associated Press que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está a pressionar os Estados Unidos para uma nova onda de ataques ao Irão após as eleições intercalares nos Estados Unidos.

Na segunda-feira, o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, deu nota de estarem em curso discussões "muito intensas" com os Estados Unidos através de mediadores, numa tentativa de evitar a retoma das hostilidades.

"Tendo em conta a sensibilidade e a gravidade da situação atual, as consultas e as deliberações são muito intensas", declarou Araghchi à agência iraniana IRNA, destacando o "papel de mediador muito ativo" do Qatar e do Paquistão nas negociações.

O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez finalmente saber na segunda-feira através do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que concedeu poderes ao Governo iraniano no âmbito dos esforços para pôr fim à guerra com os Estados Unidos.

"Estamos a esforçar-nos para resolver o problema através do diálogo. A este respeito, o líder supremo conferiu certos poderes ao Governo", anunciou Pezeshkian, citado pela agência estatal iraniana IRNA.


Leia Também: Trump diz que Estados Unidos têm "controlo total" sobre Venezuela

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos têm "controlo total" sobre a Venezuela, o que lhes daria acesso a 50% do petróleo mundial, segundo declarações feitas na segunda-feira...

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira o controlo do Congresso e o rumo da administração Trump

Eleições intercalares norte-americanas (Associated Press)  Por  cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa,   03/11/2026 

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem esta terça-feira quem - republicanos ou democratas - irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump.

Em jogo estão os 435 lugares na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 postos no Senado (a câmara alta). Esta terça-feira também 36 estados elegem o governador. Outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.

As eleições intercalares norte-americanas (‘midterms’) deverão ser marcadas pelo habitual castigo do eleitorado à administração em funções, mas para Donald Trump e os republicanos poderá significar o fim do domínio absoluto nas instituições políticas.

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si.

“Imaginem que também estou no boletim de voto”, apelou de forma reiterada nos comícios dos candidatos republicanos, juntamente com a promessa de oferecer 5 mil dólares (cerca de 4.400 euros) a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições.

Na reta final da campanha, anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (mais de 890 mil euros) para quem denunciar fraudes nas eleições.

Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras.

A perda de pelo menos uma das câmaras dificultaria a aprovação da agenda legislativa de Trump durante os últimos dois anos do mandato e permitiria aos democratas lançar investigações parlamentares à administração.

Na câmara baixa, os republicanos têm atualmente uma maioria pouco confortável, com 218 congressistas no limiar da maioria, mas estados como o Texas, Ohio ou Iowa estão recorrentemente nas sondagens como volúveis a uma mudança que poderá alterar o equilíbrio de forças.

No Senado, os republicanos têm 53 senadores contra 45 democratas e dois independentes.

A tendência nas sondagens parece favorecer os democratas, que nos últimos meses têm aparecido com vantagem sobre os republicanos. No fim de semana, os democratas continuavam a liderar nas intenções de voto face aos republicanos por 51,5% contra 43,1%, segundo o site realclearpolling.com, que reúne várias sondagens e faz uma média.

Se acontecer uma derrota republicana, Trump ver-se-á até ao fim do mandato, em 2028, no papel de Presidente "lame duck" (literalmente "pato coxo"), incapaz de combater uma maioria hostil no Congresso.

Mas perante tal cenário, Donald Trump, cuja taxa de desaprovação atingiu uns históricos 60%, já deu a conhecer a sua estratégia.

“Acho que vou tornar-me o ‘Sr. Veto’", comentou ao canal televisivo Fox News.

As sondagens recentes indicam que os norte-americanos votarão sobretudo “com o bolso”, com o aumento dos preços da gasolina, dos custos da habitação e dos custos com os cuidados de saúde a pesarem cada vez mais nos orçamentos familiares.

Os direitos reprodutivos continuam a ser uma questão importante, enquanto a imigração e o estado da democracia nos EUA também estão em jogo.

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irão e o rápido crescimento da Inteligência Artificial (IA) e dos centros de dados suscitaram novas questões sobre segurança, emprego e custos energéticos.

Outro dado em destaque é o aumento do número de norte-americanos que já votaram antecipadamente: mais de 50 milhões, mais cerca de 10 milhões do que nas ‘midterms’ de 2022, segundo os dados do Election Lab da Universidade da Florida, .

Entre estes eleitores está o próprio Trump, que votou no dia 24 de outubro na Florida, e o Papa Leão XIV, natural de Chicago, que votou por correspondência, anunciou o Vaticano na passada sexta-feira.

Até à data não existiam registos da participação de um chefe da Igreja Católica em eleições, fazendo deste anúncio um ato histórico.

O número de norte-americanos que votam nas eleições intercalares é inferior ao das eleições presidenciais. Desde 1944, a afluência média às urnas tem sido de cerca de 42% nas intercalares, em comparação com 58% nas eleições presidenciais.

A nova composição do Congresso dos EUA assumirá funções a 03 de janeiro de 2027.

domingo, 1 de novembro de 2026

Irão: Trump afirma que EUA ainda têm de "tratar" de um ou dois alvos... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que os Estados Unidos ainda tinham de tratar de um ou dois alvos no Irão, nomeadamente a Montanha Kolang, suspeita de albergar um complexo nuclear. Trump destacou que as capacidades nucleares do Irão já foram neutralizadas, mas ainda restam alguns locais a serem abordados.

© Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   01/11/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que os Estados Unidos ainda tinham de "tratar" de um ou dois alvos no Irão, nomeadamente a Montanha Kolang, suspeita de albergar um complexo nuclear.

"Neutralizámos as suas capacidades nucleares. Ainda nos resta tratar, diria eu, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em dez minutos", declarou Trump aos jornalistas na sua residência na Flórida.

"Provavelmente poderiam dar uma olhadela ao Monte Pickaxe, e é preciso tratar disso. Podemos fazer tudo isto muito rapidamente", acrescentou.

A Montanha Kolang, chamada "Pickaxe Mountain" em inglês ("Kolang" significa "picareta" em persa), situa-se na província de Isfahan, a cerca de 200 km a sul de Teerão, perto do complexo nuclear de Natanz.

Esta não é a primeira vez nos últimos dias que Donald Trump ameaça atacar a Montanha Kolang, que está localizada perto da instalação iraniana de enriquecimento de urânio de Natanz, considerada um dos redutos nucleares mais protegidos do país e já bombardeada pelos Estados Unidos e por Israel no início do conflito.


Leia Também: Coreia do Norte testa ogivas de dispersão em contexto de tensão com Seul

As autoridades da Coreia do Norte realizaram este sábado um teste para avaliar "a aptidão para o combate e a potência" de uma ogiva de dispersão para mísseis balísticos, informou hoje a agência norte-coreana, KCNA.

As autoridades da Coreia do Norte realizaram este sábado um teste para avaliar "a aptidão para o combate e a potência" de uma ogiva de dispersão para mísseis balísticos, informou hoje a agência norte-coreana, KCNA.

Segundo a agência, a ogiva em questão "é capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com a potência de densidade máxima"...

sábado, 31 de outubro de 2026

Guerra na Ucrânia: Rússia compromete-se a não recrutar mais ganeses... O Gana obteve do Presidente russo a garantia de que nenhum cidadão ganês participará na guerra contra a Ucrânia, no final da cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA  31/10/2026 

O Gana obteve do Presidente russo a garantia de que nenhum cidadão ganês participará na guerra contra a Ucrânia, no final da cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.

Nos últimos meses, vários países africanos relataram que alguns dos seus cidadãos foram enganados para combater nas fileiras do exército russo e que muitos deles acabaram mortos no campo de batalha.

Segundo as autoridades ganesas, cerca de 272 ganeses foram recrutados para combater na Ucrânia desde 2022; destes, mais de meia centena foram mortos.

As autoridades ganesas intensificaram os encontros com os líderes ucranianos e russos com o objetivo de pôr fim a estes recrutamentos e repatriar os prisioneiros de guerra ganeses capturados na frente ucraniana.

"[Vladimir] Putin declarou que os ganeses já não estão autorizados a participar na guerra na Ucrânia (...) seja através de recrutamentos irregulares ou de manifestações voluntárias de interesse", afirmou hoje na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Samuel Ablakwa.

A Rússia recebeu, esta semana, delegações de 48 países africanos — incluindo 22 chefes de Estado — para uma cimeira destinada a reforçar os seus laços com o continente, descrito pelo Kremlin como um "aliado natural".

A Rússia, um ator fundamental em África durante a era soviética, continuou a exercer uma influência significativa na região desde a queda da URSS.

Aproximou-se ainda mais dos países africanos — alargando os seus laços políticos, económicos e militares — após o início da sua ofensiva na Ucrânia, em fevereiro de 2022, seguida de pesadas sanções ocidentais que visavam isolar Moscovo.

Putin sublinhou que mais de 40 Estados africanos recebiam fertilizantes e cereais provenientes da Rússia, indicando que Moscovo exportou 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas para África desde o início do ano.


ESPANHA: "Não é aceitável que Espanha sofra 2 acidentes ferroviários no mesmo ano"... O acidente ferroviário em Espanha, que deixou 69 mortos, foi qualificado como "não aceitável" pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e afeta a campanha eleitoral que se aproxima.

© Carlos Lujan/Europa Press via Getty Images   Por  LUSA  31/10/2026 

O acidente ferroviário desta semana em Espanha foi qualificado como inaceitável pelo próprio primeiro-ministro e deixou em choque um país que já estava em plena campanha para as eleições de 29 de novembro.

"Não é aceitável que um país como Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano", disse Pedro Sánchez por duas vezes esta semana, após o choque de comboios de quarta-feira em Urda, Toledo, em que morreram pelo menos 69 pessoas. Em janeiro, outras 46 pessoas morreram num acidente de comboios em Adamuz, Córdova.

Espanha decretou três dias de luto nacional e a generalidade dos partidos (à exceção do Vox, de extrema-direita) cancelaram a agenda pública até pelo menos este fim de semana, sobretudo, as ações de pré-campanha para as legislativas antecipadas de 29 de novembro.

As cúpulas dos maiores partidos nacionais, citadas pela imprensa espanhola, reconheciam que a par de respeitar o luto e o choque do país, é também agora necessário "recalcular estratégias e agendas" de campanha.

Até agora, a campanha tinha estado marcada por temas como a habitação, a imigração e a entrada ilegal de milhares de pessoas em Ceuta, a sustentabilidade das pensões, os pactos do Partido Popular (PP, direita) com o Vox ou os acordos e ruturas entre forças à esquerda dos socialistas.

As eleições foram convocadas em 05 de outubro pelo primeiro-ministro e líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, no meio de protestos nas ruas pela crise da habitação e depois de forças de direita terem 'chumbado' no parlamento decretos do Governo com medidas para esta área.

Após dois meses em que a imigração e Ceuta centraram todas as atenções do debate público e mediático, no início do mês, os focos mudaram subitamente para a habitação e Pedro Sánchez antecipou as eleições.

A habitação "tem um quadro mais favorável para a esquerda", nas palavras do politólogo e professor universitário Pablo Simón, autor do estudo "A habitação como fratura política", da Universidade Carlos III, de Madrid, publicado no início de outubro.

Já a imigração, "mais favorável" à direita, além de ser atualmente um dos temas centrais dos partidos conservadores e de extrema-direita, em Espanha e no resto da Europa, tinha ganhado especial protagonismo desde finais de julho, por causa da entrada de mais de 70.000 pessoas de forma ilegal em 24 horas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos.

Pedro Sánchez é primeiro-ministro desde 2018 e, desgastado internamente por vários casos confirmados e suspeitos de corrupção de pessoas que lhe são próximas, por uma paralisia legislativa por depender de uma geringonça de oito partidos no parlamento que lhe impediu de apresentar uma única proposta de Orçamento do Estado desde 2022 ou pela atuação em Ceuta, viu no tema da habitação "uma janela de oportunidade", coincidiram as análises de politólogos, analistas e meios de comunicação.

"A campanha eleitoral seguia por caminhos frívolos, até que outra tragédia nos lembrou para que serve votar. Enquanto alguns se dedicavam à virtualização política, falando-nos de partidos úteis, de jogadas de mestre ou de como conseguir mais lugares fundindo-se numa mesma candidatura eleitoral, a realidade bateu à porta", escreveu na sexta-feira a politóloga Estefania de Molina no jornal El Pais.

Apesar de (quase) não ter havido comícios ou entrevistas nos últimos dias, é já certo que o acidente de quarta-feira em Urda voltou a colocar Sánchez e o PSOE sob críticas e acusações generalizadas, após dois acidentes com comboios com mais de cem mortos num ano e notícias regulares de ocorrências e avarias nas infraestruturas ferroviárias e outras, como as da rede elétrica, com o apagão de 2025.

Entre as várias forças que já pediram esta semana que sejam assumidas "responsabilidades políticas", como a demissão do ministro dos Transportes, incluem-se até os parceiros do PSOE na coligação que está no Governo e outros da geringonça que reinvestiu Sánchez primeiro-ministro em 2023.

As sondagens mais recentes dão o PP como partido mais votado em 29 de novembro, mas sem maioria absoluta, que será possível com uma aliança com o Vox. O PSOE será o segundo mais votado, com uma diferença de seis pontos percentuais em relação ao PP, segundo a média das sondagens mais recentes.


Leia Também: Irão afirma que dois petroleiros foram imobilizados no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão declarou hoje que dois petroleiros foram imobilizados após incidentes no Estreito de Ormuz, numa área onde se têm multiplicado ataques enquanto se mantém o impasse diplomático entre Washington e Teerão...