© Getty Images Por LUSA 03/11/2026
Os sindicatos e coletivos de inquilinos de sete países europeus especialmente afetados pela crise de habitação, entre os quais Portugal, aprovaram hoje, em Paris, convocar manifestações simultâneas para os dias 20, 21 e 22 de novembro.
Travar a subida do custo de vida é o chapéu comum, subdividido em três reivindicações principais: controlo dos preços da habitação, aumento de salários e pensões e travão à escalada do rearmamento na Europa.
A reunião foi convocada pela Confederação de Sindicatos de Inquilinas do Estado espanhol e decorreu hoje em Paris, dois dias antes da greve nacional agendada para 05 de novembro em França.
A "estratégia de ação coordenada" foi aprovada entre sindicatos do trabalho e movimentos de estudantes e pela habitação e justiça climática de Bélgica, Espanha, França, Grécia, Itália e Reino Unido, adiantou à Lusa Teresa Mamede, do Sindicato de Moradoras de Lisboa e uma das porta-vozes da acampada que há dias ocupa a Praça D. Pedro IV, na capital.
Por Portugal, que não esteve representado por estruturas sindicais, estiveram presentes o Sindicato de Moradoras de Lisboa (que, apesar do nome, não é formalmente um sindicato) e os coletivos Climáximo e Estudantes pelo Fim ao Fóssil.
"Foi muito interessante, porque estavam de facto movimentos muito grandes de alguns sítios e com as suas lutas particulares", notou Teresa Mamede.
"Há este compromisso de fazer ações coordenadas nestes três dias, entre estes vários países", resumiu, destacando o envolvimento da Confederação Geral do Trabalho francesa (congénere da CGTP portuguesa) e dos também franceses "coletes amarelos" (Gilets Jaunes) e da União Sindical dos Liceus (no centro da contestação social em curso).
Já havia algumas mobilizações agendadas para os dias 20, 21 e 22 de novembro, mas "agora a chamada à ação alargou-se muitíssimo", realçou.
Na declaração conjunta aprovada, enviada à Lusa, sindicatos e coletivos denunciam "a escalada do custo de vida, com a habitação a tornar-se inacessível e os alimentos básicos e o transporte cada vez mais caros" e alertam para "o retorno da austeridade, atrelada às exigências dos credores da dívida pública e à corrida armamentista".
Controlar os preços dos alimentos e da energia, exigir serviços públicos universais e de qualidade, garantir o direito ao trabalho, taxar os mais ricos e acabar com o rearmamento e os combustíveis fósseis são outras das exigências dos movimentos signatários, que se comprometem a fazer da solidariedade "uma prática quotidiana e uma ferramenta de organização".
Leia Também: Seguro condena ataque russo contra instalação humanitária: "Consternação"
O Presidente português, António José Seguro, condenou o ataque russo contra uma escola que funcionava como instalação humanitária em Komyshuvakha, na Ucrânia, que segundo as autoridades ucranianas causou 29 mortos. Seguro apresentou condolências ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado afirma ter recebido com "profunda consternação" a notícia do ataque russo contra "uma escola que funcionava como instalação humanitária" em Komyshuvakha, na região de Zaporijia, que fez "mais de duas dezenas de vítimas mortais, pessoas que aí se encontravam a receber ajuda humanitária"...


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