© Lusa 21/10/2026
A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou hoje aos países africanos para "manterem um elevado nível de preparação" após a confirmação de um caso de Ébola na Nigéria, dias depois de o Quénia também ter confirmado contágios no seu território.
"A OMS exorta todos os países da região a manterem um alto nível de preparação, o que é essencial para detetar os casos precocemente, prevenir a transmissão contínua e proteger os profissionais de saúde e as comunidades", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa mensagem publicada hoje na rede social X.
Na mesma nota, Ghebreyesus, referiu que a OMS está a trabalhar - em conjunto com os seus parceiros - com os governos da Nigéria, Quénia e República Democrática do Congo (RDCongo) "para reforçar" a resposta à epidemia.
Hoje, também, a agência de saúde pública da União Africana (UA) anunciou - após terem sido recentemente detetados casos no Quénia e na Nigéria - a convocação de uma reunião virtual, que terá lugar a 28 de outubro com os ministros da Saúde do continente, para abordar a "ameaça crescente" do vírus Ébola.
O primeiro caso de Ébola detetado na Nigéria é da estirpe Bundibugyo, responsável pela epidemia na RDCongo, anunciaram hoje as autoridades de saúde do país mais populoso de África.
A paciente infetada é uma diplomata, que tinha chegado recentemente à Nigéria num voo proveniente do Uganda, explicou na terça-feira o ministro da Saúde nigeriano, Ali Pate.
A mulher começou a apresentar sintomas em 07 de outubro e foi internada num hospital privado em Abuja em 11 de outubro, antes de ser diagnosticada com este vírus.
O Uganda já tinha registado casos de Ébola, mas foi posteriormente declarado livre do vírus.
A Nigéria é, assim, o mais recente país a registar um caso de Ébola, depois de o vizinho Quénia ter confirmado o seu primeiro caso no início deste mês, tendo entretanto registado mais oito casos.
O Quénia foi o quarto país a registar um caso ligado à epidemia de Ébola na RDCongo, juntando-se ao Uganda, França e Países Baixos.
No Uganda, a OMS declarou, em 26 de agosto, o fim do surto, depois de contabilizar 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, e duas mortes.
A epidemia na RDCongo é a segunda mais letal da história a nível global, tendo provocado 9.552 casos confirmados, incluindo 4.602 mortes, segundo o último balanço oficial, com dados recolhidos até 18 de outubro.
O Ébola é altamente contagioso e transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de uma pessoa infetada, incluindo sangue e vómito, ou através do contacto com materiais e superfícies contaminadas, como roupa de cama e vestuário.
Leia Também: Nigéria confirma que primeiro caso de Ébola é da estirpe Bundibugyo
A Nigéria confirmou o primeiro caso de Ébola da estirpe Bundibugyo, que já provocou surtos na República Democrática do Congo. A paciente, uma diplomata, encontra-se em estado grave.
Oprimeiro caso de Ébola detetado na Nigéria é da estirpe Bundibugyo, responsável pela epidemia na República Democrática do Congo e o estado da paciente, diplomata, deteriorou-se, anunciaram hoje as autoridades de saúde do país mais populoso de África.
"Realizámos três níveis de testes, todos moleculares. A estirpe era Bundibugyo", afirmou Olajumoke Babatunde, diretor dos serviços de laboratório de saúde pública no Centro Nigeriano de Controlo e Prevenção de Doenças, no final de uma reunião de emergência para discutir o caso...


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