terça-feira, 6 de outubro de 2026

Protestos em França? "Não é sobre escolas, é sobre o Islão", diz Trump... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou que os protestos que decorrem em França desde meados de setembro são "nada menos do que uma migração em massa fora de controlo", apontando que o "Islão quer assumir um país que já foi grande".

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  06/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou, esta segunda-feira, dia 6 de outubro, que os protestos que decorrem em França são "nada menos do que uma migração em massa fora de controlo", apontando que o "Islão quer assumir um país que já foi grande".

"O que está a acontecer em França é nada menos do que uma migração fora de controlo. Isto não é sobre escolas, é sobre o Islão que quer assumir um país que já foi grande", escreveu Donald Trump na plataforma social Truth Social. 

Recorde-se que, iniciado a 17 de setembro na região parisiense, um movimento de estudantes que reivindica mais recursos para as suas escolas expandiu-se gradualmente, no meio de um clima social tenso, a pouco mais de seis meses da eleição presidencial.

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A mobilização ocorre em plena polémica devido às acusações mútuas de violência entre polícias e menores, que teve segunda-feira outro dos seus pontos altos, quando um adolescente de 15 anos perdeu uma mão, em circunstâncias ainda sob investigação, durante confrontos à porta de uma escola secundária de Lens (norte de França).

Hoje, os protestos estudantis reuniram entre 256.000 e 450.000 manifestantes, segundo os diferentes números divulgados pelas autoridades e pelos sindicatos, respetivamente, numa jornada que decorreu de manhã sem grandes incidentes.

Apenas em Paris, o Ministério do Interior francês calculou em 56.000 o número de participantes na marcha encabeçada pelos alunos do ensino secundário, enquanto as centrais sindicais elevaram esse número para 100.000. Em todo o país o governo francês calcula em 256 mil o total de manifestantes, enquanto os sindicatos falam em cerca de 450 mil.

Em todo o caso, trata-se de um dos maiores protestos deste ano e de um reflexo do descontentamento social de uma boa parte dos franceses com a deterioração dos serviços públicos e com o aumento do custo de serviços básicos, como os de energia.

Desde que a revolta eclodiu, em meados de setembro, foram registados mais de 600 polícias e agentes da Gendarmaria e pouco mais de 200 estudantes feridos e mais de 5.000 detenções em todo o país, além de danos nos estabelecimentos de ensino e no mobiliário urbano já avaliados em várias dezenas de milhões de euros.

A convergência das lutas entre estudantes, sindicatos e a esquerda ocorre após a apresentação do plano orçamental para 2027 do Governo de Sébastien Lecornu, criticado por incluir medidas de poupança que o executivo justifica devido à elevada dívida do país (quase 120% do PIB) e à pressão que as obrigações francesas sofrem nos mercado.


Leia Também: Protestos estudantis juntam 86 mil e fecham quase 900 escolas em França

O protesto estudantil em França juntou hoje de manhã 86 mil pessoas em manifestações em várias cidades ao redor de Paris e fechou, parcial ou totalmente, quase 900 escolas, avançou o Ministério do Interior.

Segundo o ministério, um quarto do total de escolas secundárias suspendeu as aulas hoje antes do início de uma manifestação em Paris, apoiada pelos sindicatos de professores e que, de acordo com fonte policial, deverá reunir entre 20 mil e 40 mil manifestantes.

O protesto começou há cerca de duas semanas numa escola secundária da região de Paris, mas rapidamente se transformou num movimento nacional de pressão sobre o Governo do Presidente cessante Emmanuel Macron, marcado por confrontos com a polícia e tumultos...

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