terça-feira, 6 de outubro de 2026

Copiloto da Flydubai teria planeado colidir com aeroporto de Israel... As autoridades acreditam que o copiloto que tentou sequestrar um avião da Flydubai planeava colidir com o Aeroporto Ben Gurion de Telavive ou com um edifício residencial no centro de Israel.

© Getty Images/Giuseppe CACACE / AFP    Por  Notícias ao Minuto  06/10/2026 

As autoridades acreditam que o copiloto que tentou sequestrar um avião da Flydubai planeava colidir com  o Aeroporto Ben Gurion de Telavive ou com um edifício residencial no centro de Israel.

Segundo vários meios de comunicação israelitas e norte-americanos, que citam fontes próximas da investigação, Hamam Al-Hammami, um cidadão omanita, terá planeado o ataque sozinho. 

O suspeito, note-se, esteve a ser interrogado pelas autoridades durante o fim de semana.

Depois de ter atacado o piloto, Al-Hammami planeava colidir contra o aeroporto israelita ou contra um edifício residencial em Telavive. Um atentado semelhante ao ocorrido no dia 11 de Setembro, nos Estados Unidos. 

Durante o interrogatório, o homem revelou ainda que pretendia sequestrar um avião de um voo anterior. No entanto, terá mudado de ideia porque tinha a bordo alguém conhecido. 

De salientar que decorre uma investigação para apurar as falhas de segurança, assim como o recrutamento do copiloto pela companhia aérea Flydubai. 

De acordo com a BBC, as autoridades de Omã disseram que Hamam Al-Hammami havia sido proibido de voar pela companhia Oman Air, tendo sido transferido para um cargo administrativo alegadamente devido a preocupações com a sua visão extremista. 

Posteriormente, foi contratado pela Flydubai, empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos, depois de ter passado pela verificação de segurança habitual. No entanto, não terão examinado o histórico do suspeito onde constava possíveis sinais de radicalização. 

A imprensa relata ainda que o ataque foi planeado há vários meses e que o suspeito viajou diversas vezes para Israel para obter informações. 

De recordar ainda que as autoridades da Austrália confirmaram na segunda-feira que estão a investigar alegadas ligações ao país do copiloto de um voo da Flydubai que terá atacado o piloto durante uma viagem para Israel.

A Polícia Federal Australiana (AFP, na sigla em inglês) disse que a Equipa Conjunta de Contraterrorismo de Victoria, integrada pela AFP, pela Polícia de Victoria e pela Organização Australiana de Inteligência de Segurança, está a investigar as alegadas ligações do homem à Austrália.

Isto após a imprensa local ter revelado que o copiloto do voo da Flydubai, Hamam al Hammami, natural de Omã, obteve um visto de estudante em 2014 e estudou na Austrália entre 2015 e 2017.

O incidente aconteceu na quarta-feira, quando os dois pilotos de um voo que fazia a rota entre Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerando pânico a bordo e levando a alertas de emergência.

Uma investigação posterior feita pelo Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos concluiu que o copiloto tentou atacar o piloto e desviar o avião, iniciando "a execução de um atentado terrorista".

O copiloto já havia sido impedido de voar em Omã por suspeitas de comportamentos extremistas.

O caso está também a ser investigado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

No domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou uma revisão das medidas de segurança nos voos internacionais para Israel, na sequência do ataque.

"Netanyahu instruiu o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, para nomear um responsável para conduzir uma revisão abrangente de todos os aspetos relacionados com a segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel", afirmou o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.

Segundo avançou a Rádio do Exército ("Galei Tzahal", em hebraico), o Ministério dos Transportes de Israel recebeu alertas de várias agências israelitas indicando deficiências na supervisão dos pilotos estrangeiros que voam para o país.

Citando documentos confidenciais, a rádio adiantou que, em 2025 e 2024 o Ministério foi alertado para a falta de cumprimento das responsabilidades em relação à segurança da aviação.

As diretrizes de segurança israelitas proíbem os pilotos de países com os quais Israel não mantém relações diplomáticas, como Omã, de voar para Israel.

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