© Eduard Kryzhanivskyi/Ministry of Foreign Affairs of Ukraine/Global Images Ukraine via Getty Images Por LUSA 06/10/2026
"A Rússia está a criar uma perigosa cadeia de consequências. Ao atacar navios civis, transforma a navegação num desafio", afirmou Sybiha numa mensagem sobre a recente vaga de ataques no mar Negro.
Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, o aumento dos riscos para a navegação faz subir os custos dos seguros e dos transportes e ameaça o abastecimento alimentar dos mercados mundiais.
Sybiha acusou Moscovo de transferir "o custo da sua guerra contra a Ucrânia" para países muito além das fronteiras ucranianas.
"Os ataques russos no Mar Negro transformam-se em maiores riscos para os marinheiros, custos mais elevados para o comércio e maior incerteza sobre o abastecimento alimentar para pessoas muito além da região", explicou o ministro, argumentando que a liberdade de navegação perde significado se a Rússia puder colocar em risco tripulações civis e navios comerciais.
"A segurança alimentar global não pode depender de um cargueiro de cereais conseguir atravessar o Mar Negro sem ser atingido por um drone russo", acrescentou o ministro.
Sybiha defendeu que a comunidade internacional não deve permitir que Moscovo imponha um "imposto oculto ao comércio internacional através da violência e da insegurança".
"Conter as consequências não é suficiente. É preciso abordar a fonte do perigo. Quanto maior for a capacidade que a Rússia conservar para travar esta guerra, mais longe chegarão as suas consequências", afirmou Sybiha.
O chefe da diplomacia ucraniana defendeu, por isso, o reforço do apoio à Ucrânia e a redução da capacidade russa para realizar ataques.
As declarações surgem depois do afundamento e do incêndio de duas embarcações em águas da Bulgária, no contexto dos ataques registados no mar Negro.
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A Polónia anunciou hoje que vai instalar sistemas de defesa Patriot na província de Lublin, na fronteira com a Ucrânia, em resposta ao aumento dos incidentes de segurança com drones russos, que já provocou o destacamento da Força Aérea.
Segundo reportou a rádio oficial polaca, o ministro da Defesa da Polónia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, explicou que o objetivo é "proteger a província de Lublin" e garantir a segurança tanto da população como dos serviços de transporte aéreo, frequentemente interrompidos pelos sistemas de alerta.
O ministro anunciou também o destacamento de mais efetivos militares na região, incluindo unidades não tripuladas, em particular nas localidades de Bilgorae, Lukuva e Poniatova...


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