© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images Por LUSA 25/09/2026
A votação no Senado, com um resultado de 49-50, realizada dias depois do discurso inflamado de Trump nas Nações Unidas, no qual ameaçou aniquilar o Irão, representou provavelmente a última oportunidade para os legisladores registarem oficialmente as suas posições sobre a guerra antes das eleições intercalares novembro.
Mais republicanos estão a distanciar-se do presidente republicano à medida que o conflito se prolonga, numa rara demonstração de oposição a Trump, enquanto fazem campanha pelo controlo do Congresso.
A iniciativa no Senado não foi bem-sucedida, embora quatro senadores republicanos se tenham juntado à maioria dos democratas a favor da resolução.
"Eles têm vindo a defender esta guerra ridícula e ilegal há meses a fio, sem ouvir os seus eleitores", sublinhou o senador Tim Kaine (democrata pela Virgínia), autor da resolução sobre os poderes de guerra.
Cerca de metade dos eleitores norte-americanos das zonas rurais acredita que a economia está agora em pior situação do que quando Trump tomou posse, de acordo com uma nova sondagem da agência Associated Press (AP) em parceria com a KFF.
Os custos com a alimentação, a gasolina e a assistência médica figuram como as principais preocupações destes eleitores rurais.
"Precisamos de quebrar este ciclo", destacou, por sua vez, o senador Thom Tillis (republicano pela Carolina do Norte), que votou a favor da medida.
Os senadores republicanos Susan Collins (Maine), Lisa Murkowski (Alasca) e Rand Paul (Kentucky) também votaram a favor da resolução para pôr fim à guerra, tal como fizeram nas votações anteriores, enquanto o senador democrata John Fetterman votou contra.
Esta foi a 14.ª vez que o Senado analisou uma resolução sobre os poderes de guerra desde que Trump iniciou o conflito, em 28 de fevereiro.
As resoluções sobre os poderes de guerra são, em grande parte, declarações políticas sem força de lei plena, mas figuram entre os instrumentos mais contundentes que a Câmara dos Representares (câmara baixa) e o Senado (câmara alta) possuem para manifestar desaprovação em relação à Casa Branca, sem chegar ao ponto de cortar verbas para as ações militares de Trump.
Por serem resoluções, não são enviadas para a mesa do presidente para sanção.

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