sábado, 10 de outubro de 2026

Ucrânia ataca terminal petrolífero na Rússia após acordo Putin-Trump... A Ucrânia atacou um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia, após o anúncio de um acordo de fornecimento de gasóleo entre os presidentes russo e norte-americano, informaram as autoridades russas.

© Lusa     10/10/2026 

A Ucrânia atacou um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia, após o anúncio de um acordo de fornecimento de gasóleo alcançado pelos presidentes russo e norte-americano, informaram hoje as autoridades russas.

O ataque causou um incêndio num terminal responsável pelo armazenamento e bombagem de combustível da refinaria de Novoshakhtinsk, que já tinha sido atingida por drones ucranianos em 09 de julho, precisou o canal independente russo Astra.

Durante o ataque noturno, em que foram abatidos mais de 100 drones, "ficou também danificada uma ponte ferroviária", disse o governador local, Yuri Slyusar.

"A circulação de comboios foi interrompida em ambas as direções. Está a ser apurada informação sobre possíveis vítimas. Os serviços de emergência estão a trabalhar no local", afirmou.

Posteriormente, Slyusar assinalou que seis pessoas ficaram feridas e vários edifícios e casas particulares sofreram danos.

Rostov foi uma das 16 regiões visadas pelas forças ucranianas durante a noite, juntamente com a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e os mares Negro e de Azov, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

"Durante a noite passada, (...) as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 560 drones ucranianos", disse o comando militar russo, citado pela agência espanhola EFE.

O ataque contra a instalação petrolífera russa ocorre poucas horas depois de os líderes russo e norte-americano terem chegado a um acordo sobre o fornecimento de produtos petrolíferas pela Rússia.

O acordo foi alcançado na sexta-feira, durante uma conversa telefónica entre Vladimir Putin e Donald Trump, para baixar os preços do gasóleo no mercado internacionalE.

"A Rússia fornecerá de imediato mais de 300 mil toneladas de combustível gasóleo aos mercados norte-americano e mundial", anunciou Trump na rede social de que é proprietário, após "uma conversa extremamente bem-sucedida" com Putin.

Trump referiu que a Rússia vai fornecer "500 mil toneladas durante o mês de novembro e um milhão de toneladas imediatamente a seguir".

"Além disso, em função do estado das suas refinarias de gasóleo, a Rússia entregará posteriormente — num curto prazo — três milhões de toneladas de combustível gasóleo", acrescentou, segundo a EFE.

O anúncio de Trump surge num momento de preocupação na Casa Branca (presidência) e no Partido Republicano relativamente às sondagens para as eleições intercalares de 03 de novembro.

Os democratas aparecem com sete pontos de vantagem sobre os republicanos, em grande parte devido ao descontentamento popular com os altos preços do gasóleo e o custo de vida.

A decisão de Putin ocorre após vários meses em que a Rússia enfrentou um grave défice de combustível, provocando extensas filas nas estações de serviço, devido a sucessivos ataques ucranianos contra as refinarias russas.

Trump tem pressionado o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que cesse os ataques contra as refinarias russas, alegando que estão a ter um impacto direto nos preços do gasóleo.

Zelensky reagiu de imediato ao acordo entre Moscovo e Washington, classificando-o de injusto e "impróprio de um aliado".

Para Zelensky, o acordo concede à Rússia a oportunidade de exportar gasóleo em vez de reforçar as sanções motivadas pela guerra contra a Ucrânia iniciada por Moscovo em fevereiro de 2022.

Itália vai a votos em 2027 com nova lei eleitoral... A Itália realizará as próximas eleições legislativas em 2027 sob uma nova lei eleitoral, que a oposição acusa de ser feita à medida de Giorgia Meloni, com o objetivo de garantir estabilidade ao governo.

© Riccardo De Luca/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   10/10/2026 

A Itália realizará as próximas eleições legislativas, em 2027, já sob a nova lei eleitoral arquitetada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que é acusada pela oposição de a ter feito à sua medida, para se perpetuar no poder.

Aprovada em definitivo na quinta-feira pela Câmara dos Deputados, onde a coligação de direita e extrema-direita liderada por Meloni goza de confortável maioria, a lei apresenta como grande novidade a introdução de um bónus de assentos parlamentares para a coligação, de direita ou de esquerda, que atinja o limiar de 42% dos votos em ambas as câmaras (Câmara dos Deputados e Senado).

De acordo com as novas regras, uma coligação, de direita ou de esquerda, que atinja esse "número mágico" de 42% dos escrutínios terá direito a 70 deputados e 35 senadores suplementares. Se nenhuma coligação atingir essa fasquia, ou se as votações para a câmara baixa do parlamento e para o Senado (câmara alta) produzirem resultados diferentes, será utilizado um sistema puramente proporcional.

A nova lei foi promulgada na sexta-feira pelo Presidente italiano, Sergio Mattarella.

De acordo com os partidos do Governo – Irmãos de Itália, de Giorgia Meloni (partido conservador nacionalista), Força Itália, de Antonio Tajani (direita), e Liga, de Matteo Salvini (extrema-direita) –, a nova lei visa garantir maiorias operacionais no parlamento, de forma a que os executivos sejam mais fortes e estáveis, num país onde, por regra, os governos não chegam ao fim da legislatura, tendo uma esperança de vida média de pouco mais de um ano.

Dado o objetivo declarado pela direita ser o de conferir maior estabilidade ao sistema político do país, promovendo a formação de maiorias sólidas, a nova lei, seguindo a tradição italiana de designar este tipo de legislação em latim, foi batizada pela direita com a designação de "Stabilicum".

No entanto, à esquerda, a nova legislação é designada de "Melonellum", com os partidos da oposição a acusarem Meloni de, em vésperas de eleições legislativas – que decorrerão em 2027 em data ainda por definir – ter feito uma lei eleitoral "à medida", com um prémio de maioria "anormal" para quem atingir uma percentagem de votos que é precisamente aquela que atualmente as sondagens atribuem à direita.

"Estão a costurar um fato à vossa medida para se perpetuarem no poder. Só falta indicar que o prémio de maioria vai para uma primeira-ministra de olhos claros", ironizou um dos principais rostos da oposição, o líder do Movimento 5 Estrelas (populista de esquerda) e antigo primeiro-ministro Giuseppe Conte, ao intervir no plenário durante as declarações de voto final sobre a lei eleitoral.

Para mais, as eleições do próximo ano terão uma dupla importância, pois determinarão se Meloni continuará como chefe de Governo, mas também determinarão a maioria que elegerá, em 2029, o sucessor de Sergio Matarella como Presidente da República, dado em Itália o chefe de Estado ser designado pelo Senado e Câmara dos Deputados, e não eleito diretamente pelo povo.

Embora os partidos da esquerda ainda tenham esperança de que o Tribunal Constitucional venha a chumbar aquela que designam também como a "Lei da Fraude", a verdade é que Meloni, além de ter conseguido levar avante uma reforma que suscitava reservas mesmo entre os seus parceiros de coligação – o que a levou a ameaçar com eleições antecipadas em caso de "deserções" na votação da passada quinta-feira –, força também o chamado "campo largo", mas tradicionalmente desalinhado, da esquerda a iniciar uma batalha que o pode dividir.

Entre as novidades impostas pela nova lei, destaca-se também a obrigação de cada coligação indicar um nome como candidato a primeiro-ministro, o que torna praticamente inevitáveis umas eleições primárias à esquerda, que deverão opor Elly Schlein, secretária-geral do Partido Democrático (PD, socialista, centro-esquerda) a Giuseppe Conte.

Contudo, vários analistas apontam que Meloni pode vir a sentir um "efeito boomerang" com a nova lei eleitoral na qual tanto investiu, já que as recentes sondagens apontam para a possibilidade de a coligação de esquerda também atingir o limiar dos 42% dos votos, um cenário ainda mais realista caso a coligação de direita concorra sem o novo fenómeno da extrema-direita italiana, Roberto Vannaci, líder do recém-criado partido Futuro Nacional (FN).

Embora Meloni tenha excluído até agora qualquer aliança com Vannacci, um antigo general que ganhou notoriedade graças a um best-seller "anti-woke" e que se destaca pelo seu discurso contra os migrantes e a comunidade LGBTQ+ e pela sua admiração pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a verdade é que o FN surge atualmente nas sondagens à frente dos outros dois partidos da coligação governamental, Liga e Força Itália, pelo que a líder dos Irmãos de Itália poderá mesmo precisar do seu apoio.

O mandato de Giorgia Meloni – que se tornou, em setembro, a líder do Governo com maior longevidade em 80 anos de história de Itália – termina em outubro de 2027, mas as próximas eleições poderão vir a realizar-se já em abril ou maio, devendo ser conhecido no início do ano o calendário exato.


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O presidente dos Estados Unidos questionou a transmissão em direto da execução de Nidal Hasan, autor de um ataque mortal contra militares americanos, em declarações feitas após o anúncio do ministro da Defesa, Pete Hegseth.

Opresidente dos Estados Unidos semeou dúvidas esta sexta-feira sobre a transmissão em direto da execução do autor de um ataque mortal contra militares americanos, um anúncio feito pelo seu ministro da Defesa, Pete Hegseth, que gerou indignação. 

Nidal Hasan, de 56 anos, deverá ser fuzilado a 03 de dezembro na base de Fort Hood, no Texas (sul), onde matou 13 pessoas, incluindo 12 militares, e feriu mais de 30 outras, a 05 de novembro de 2009, num ataque inspirado pela organização terrorista Al-Qaeda...

Longevidade. 3 bebidas comuns que podem ajudar a viver anos e anos... Dan Buettner, especialista em Blue Zones, revelou quais as três bebidas comuns que podem ajudar a viver mais anos. A água, o café e o vinho tinto são apontados como opções que beneficiam a saúde.

© Shutterstock Por  noticiasaominuto.com  10/10/2026 

Se quer viver mais anos e anos, lada como seguir os conselhos de quem sabe. Dan Buettner é especialista das chamadas Blue Zones, áreas onde vivem pessoas com uma esperança de vida maior, e num recente vídeo revelou quais a bebidas que deve consumir se tem o objetivo de aumentar a longevidade. São mais comuns do que pensa.

Num vídeo partilhado nas redes sociais, e aqui citado pela Fox News, Dan Buettner deu a conhecer o que deve ingerir mais vezes para conseguir melhorar o seu organismo. Claro que não é remédio santo, mas que são opções comuns que se encontram com facilidade no dia a dia das pessoas que vivem nas Blue Zones.

O que beber para viver mais anos?

Uma das principais bebidas que aponta é água. "A melhor coisa que pode beber para viver até os 100 anos é, sem dúvida, água. As pessoas nas Blue Zones bebem entre seis a sete copos de água por dia. A água ajuda a baixar a pressão arterial, a manter o sangue fluido e a manter o corpo hidratado."

Por outro lado, o café também é fundamental. Mas café em si e não opções com leite, açúcar ou natas. "Beba puro, uma ou duas chávenas por dia e pare a partir do meio-dia.  Isto vai ajudá-lo a vicer mais. O café contém antioxidantes e polifenóis, compostos vegetais que têm sido estudados pelos seus potenciais efeitos anti-inflamatórios. O consumo regular de café também tem sido associado a menores riscos de diabetes tipo 2 e doenças neurológicas.”

Por fim, refere que o vinho tinto é outra das sugestões. Assume que pode ser algo controverso, mas que a bebida traz os seus benefícios. “Estou bem ciente de toda a publicidade negativa que o vinho tem recebido ultimamente, mas é consumido nas Blue Zones e parece prolongar a vida."

Cinco hábitos alimentares adotados pelas pessoas que chegam aos 100 anos

Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Nicoya (Costa Rica), Icária (Grécia) e Loma Linda (Califórnia, Estados Unidos). Estas são as chamadas 'Blue Zones' ('Zonas Azuis', em português), regiões do mundo onde as pessoas vivem até aos 100 anos, com menor incidência de doenças crónicas.

Com isso em mente, espreite abaixo cinco dicas que irão ajudá-lo a adotar a 'Blue Zone Diet', de acordo com um artigo do portal Lusíadas, em colaboração com a nutricionista Ana Rita Silva:

1- "Introduza gradualmente mais frutas e legumes na sua dieta e reduza a quantidade de carne ingerida, até duas por semana."

2-  "Substitua os alimentos processados por opções mais naturais, como cereais integrais e leguminosas."

3- "Preparar as suas refeições permite controlar os ingredientes que utiliza e garantir uma alimentação mais saudável."

4- "Se optar por beber, faça-o com moderação e prefira o vinho tinto."

5- "Beba água regularmente e evite bebidas açucaradas e refrigerantes."


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Michael Hall é médico especialista em longevidade e acabou de lançar um livro com alguns ensinamentos que o vão permitir viver mais anos de forma saudável. Numa entrevista deixou alguns dos pontos essenciais. Conheça regras de ouro como apostar no exercício físico e dormir várias horas.

Viver mais e de forma saudável é o objetivo de muitos. A longevidade pode parecer algo complicado de atingir, mas existem dicas que estão na base de um envelhecimento saudável. Michael Hall é médico especialista em longevidade e lançou um livro com alguns ensinamentos. Numa entrevista deixou algumas regras de ouro que deve seguir para atingir esse objetivo.

À Fox News, Michael Hall deu a conhecer alguns hábitos diários que ajudam a envelhecer com saúde e que podem ser a chave de uma vida saudável, tudo isto sem suplementos dispendiosos ou outro tipo de tratamentos. "Infinite Youth" é a sua mais recente obra...

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BISSAU PROMETE MUDANÇAS EM DOIS MESES

Por Ministério da Administração Territorial e Poder Local da Guiné-Bissau   09/10/2026

O Ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó, conferiu posse, esta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, a Juviano Correia Landim, como novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB).

Na ocasião, o novo Presidente prometeu introduzir mudanças na gestão da instituição nos próximos dois meses, sinalizando a sua intenção de imprimir uma nova dinâmica ao funcionamento da Câmara Municipal.

Por sua vez, o Ministro Carlos Nelson Sanó manifestou a sua disponibilidade para continuar a prestar todo o apoio necessário ao novo responsável, à semelhança do que tem vindo a fazer, com vista ao bom funcionamento da instituição.

A cerimónia contou com a presença do Inspetor-Geral, do Vice-Presidente da CMB, de Diretores-Gerais do Ministério, assessores do Ministro e outros responsáveis e técnicos.

A passagem de testemunho está agendada para segunda-feira, 12 de outubro, entre Umaro Baldé, Presidente cessante e o novo Presidente, Juviano Landim.

Bissau, 9 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: CONAEGUIB PREOCUPADA COM AUSÊNCIA DE PROFESSORES E APELA AO REGRESSO ÀS AULAS

Por Radio TV Bantaba  09/10/2026 

A Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) manifestou preocupação com a ausência de professores nas salas de aula, após a abertura oficial do ano letivo 2026/2027, anunciada pelo Governo para o dia 11 de setembro, e apelou ao regresso imediato dos docentes às escolas.

Em comunicado, a organização estudantil informou que, no âmbito das suas ações de acompanhamento do funcionamento das instituições de ensino, uma equipa visitou várias escolas do país, onde constatou uma fraca atividade letiva, marcada pela ausência de professores nas salas de aula.

Segundo a CONAEGUIB, esta situação compromete o normal funcionamento das instituições de ensino e coloca em risco o cumprimento dos objetivos estabelecidos para o presente ano letivo.

Perante este cenário, a Confederação apelou aos professores efetivos para regressarem, com a máxima urgência, às respetivas escolas, sublinhando que cada dia de aulas perdido prejudica a aprendizagem dos estudantes e pode comprometer o calendário escolar.

A organização instou igualmente o Governo, em particular o Ministério da Educação Nacional, a acelerar e concluir os procedimentos administrativos relacionados com a efetivação dos professores contratados que se encontram em processo de documentação para o ingresso na função pública.

A CONAEGUIB considera urgente encontrar soluções que permitam o regresso destes docentes às escolas, evitando que os procedimentos administrativos em curso contribuam para o agravamento das dificuldades no setor educativo.

A Confederação alertou ainda para as consequências das interrupções recorrentes das atividades letivas, sobretudo para os estudantes das escolas públicas e das instituições de ensino situadas nas diferentes regiões do país.

Por fim, apelou aos pais e encarregados de educação para incentivarem os seus filhos e educandos a frequentarem regularmente as aulas e acompanharem o seu percurso escolar.

A CONAEGUIB reafirmou o compromisso de continuar a acompanhar a situação do sistema educativo nacional e a intervir junto das entidades competentes, em defesa de uma educação de qualidade, inclusiva e acessível a todos os estudantes guineenses.

Não para dividir a Guiné-Bissau entre os mesmos de sempre, mas para finalmente construir uma Guiné-Bissau que pertença a todos......

Por Gaio Martins Batista Gomes  09/10/2026

Mas, reconciliação entre quem e quem?

Quais são as causas do conflito que pretendemos reconciliar?

Quem é a vítima e quem é o agressor?

Quais são as responsabilidades de cada uma?

E, sobretudo, estamos perante um problema verdadeiramente nacional ou perante conflitos entre grupos políticos e interesses particulares que foram transformados em problemas do Estado?

O povo guineense não está em guerra.

Vivemos juntos, casamo-nos entre etnias, falamos a mesma língua, diferentes etnias vivem em mesmos bairros, partilhamos mercados, escolas, dificuldades e esperanças.

O que o guineense realmente precisa é de quem vai resolver o problema da falta de hospitais, de estradas, de emprego, de energia, de água, de salários dignos e de instituições que funcionem.

A crise política das elites não pode ser confundida com uma guerra nacional e com ameaças de sanções 

Há conflitos entre dirigentes. Há disputas dentro dos partidos. Há lutas pelo controlo das instituições. Há ambições pessoais. Há problemas de liderança, de gestão partidária, de confiança e, muitas vezes, de carácter.

Mas não podemos transformar automaticamente tudo isso num problema de reconciliação nacional.

Se há um problema em concreto, devemos identificá-lo sem rodeios.

Se há responsabilidades, devemos apurá-las, sem esquivar.

Se há crimes, devem ser tratados pelas instituições competentes de forma justa.

Se há conflitos partidários, devem ser resolvidos dentro das regras democráticas.

Chamemos as coisas pelos seus nomes.

Não podemos transformar a incapacidade de alguns dirigentes em incapacidade de todo um povo.

E não podemos pedir ao cidadão comum que se reconcilie com alguém que nunca foi identificado como autor de determinado acto.

Unidade nacional, sim é bonito, mas unidade em torno de quê?

Unidade para fazer o quê?

Unidade para repartir ministérios?

Unidade para selecionar quem vai enriquecer às custas do povo?

Unidade para distribuir recursos do Estado entre os partidos e personalidades selecionados?

Unidade para criar condições financeiras para as mesmas personalidades políticas e partidos continuarem a disputar o poder e corromper cidadãos?

Se for isso, não é unidade nacional, é apenas partilha do Estado entre os principais responsáveis pela falta de desenvolvimento que enfrentamos.

Já vimos essa fórmula demasiadas vezes, fazem-se acordos, distribuem-se cargos, fala-se em inclusão, e o país continua sem estrada, o cidadão sem trabalho, sem justiça, sem escolas, sem emprego e sem perspectivas.

Não precisamos de um Governo de Unidade Nacional.

Se houver um Governo de Unidade Nacional, ele deve ser construído em torno de um programa nacional de transformação do Estado, com objetivos claros, critérios públicos de participação, responsabilidades definidas e mecanismos de fiscalização.

A unidade deve ser em torno de um projeto.

Não em torno de cargos.

O verdadeiro problema é maior do que as eleições.

Precisamos também de ter coragem para reconhecer uma realidade que muitas vezes evitamos, que é incompetência política. (estou a arranjar coragem para falar disso)

E os militares devem assumir resolver esse problema estrutural.

Temos um Estado frágil, instituições pouco independentes, uma economia incapaz de garantir dignidade à maioria dos cidadãos, um sistema político dominado há décadas pelas mesmas culturas e práticas e uma população que é chamada a votar sem que tenha tido acesso suficiente à educação cívica, à informação e às condições materiais necessárias para exercer plenamente a sua cidadania.

Não basta dizer que " temos muitos partidos", é preciso fiscalizar os partidos para que funcionem como partidos e não como centro de emprego.

Precisamos de democratizar os partidos e não elitizar a iniciativa de criar partidos.

E é precisamente por isso que precisamos de uma nova geração política.

Precisamos de uma nova geração política, mas não simplesmente de pessoas novas.

Não defendo que alguém deva participar na governação apenas porque é jovem ou porque nunca esteve no poder.

Ser novo não é uma competência.

Precisamos de novos políticos com integridade, competência, visão, independência, capacidade de execução e uma cultura política diferente.

Precisamos de pessoas que não vejam o Estado como prémio partidário.

Que compreendam que um ministério não é propriedade de um partido.

Que uma empresa pública não é uma fonte de financiamento político.

Que a administração pública não deve ser extensão de nenhum partido.

Que o dinheiro público pertence ao cidadão.

E que governar não é simplesmente ocupar um cargo.

Governar é transformar a vida das pessoas, governar é trazer o desenvolvimento.

É por isso que defendo uma frente a favor de um regime por 10 a 20 anos com o objectivo de estruturar a Guiné-Bissau, com uma nova camada de cidadãos politicamente conscientes.

Precisamos de cidadãos capazes de avaliar um governo não apenas pelo partido que representa, mas pelo que efetivamente entrega.

Não nos devemos enganar, a maior parte dos cidadãos vota exclusivamente pela memória histórica, pela identidade partidária, pela etnia, pelo parentesco ou pela lealdade pessoal.

Precisamos de chegar ao momento em que o cidadão possa dizer “Eu agradeço o que fizeste para a independência, mas vou votar para o desenvolvimento”

O Estado não pode continuar a começar de novo.

Por isso, considero particularmente importante aquilo que estamos a observar no atual período de transição, a ideia de continuidade do Estado.

Vemos projecto iniciados pelo Ex-presidente Umaro Sissoco Embalo a serem dados continuidade pelo actual regime militar.

Uma estrada não pertence a um partido.

Um hospital não pertence a um presidente.

Um aeroporto não pertence a um primeiro-ministro.

Uma escola não pertence a um governo.

São património do Estado e do povo.

É esta cultura que precisamos de construir.

O Estado deve continuar.

Os governos passam.

Os partidos passam.

Os presidentes passam.

O Estado fica.

E talvez esta seja uma das mudanças culturais mais importantes que precisamos de fazer na Guiné-Bissau.

A transição não pode ser um intervalo entre dois ciclos de poder.

É por isso que apoio, em primeira instância, a continuidade deste regime de transição enquanto instrumento para estruturar o Estado, desde que essa transição esteja vinculada a um projeto claro, transparente e verificável.

Não defendo uma transição indefinida.

Também não defendo eleições realizadas apenas para satisfazer a comunidade internacional ou o calendários políticos quando as condições fundamentais para a estabilidade institucional ainda não estiverem asseguradas.

O tempo da transição deve ser determinado pelas metas que precisam de ser cumpridas, e não pela vontade pessoal de quem ocupa o poder nem por organizações externas.

Se forem necessárias reformas adicionais, elas devem ser justificadas publicamente, submetidas a fiscalização e acompanhadas de metas concretas.

Precisamos de saber, o que será reformado, em quanto tempo, quem será responsável, quanto custará, quais os meios necessários, como será fiscalizado, quais serão os critérios para avaliar os resultados e qual será o mecanismo de saída da transição para uma ordem constitucional democrática.

Transição não pode significar poder sem limite.

Mas também não pode significar pressa irresponsável para regressar exatamente ao sistema que produziu a crise.

Se, apesar disso, se decidir pela formação de um Governo de Unidade Nacional, então esse governo não pode ser simplesmente uma fotografia com os mesmo de sempre sentados à mesma mesa para partilhar a Guiné-Bissau 

Não aceito a ideia de que aqueles que participaram durante décadas e nos últimos tempos para que o país esteja nestas condições miseráveis, devam automaticamente ocupar novamente os lugares centrais da reconstrução, devemos dar oportunidade a outras personagens políticas

Aos que pertencemos a uma nova geração política, não podemos apenas reclamar o nosso lugar.

Temos de demonstrar que somos capazes de fazer diferente.

Não basta dizer que os outros falharam.

Precisamos de apresentar um projeto.

Não basta dizer que somos novos.

Precisamos de provar que somos melhores.

Se queremos participar na reconstrução da Guiné-Bissau, devemos fazê-lo com responsabilidade, competência, transparência e sentido de Estado.

E, apesar das nossas divergências, devemos ter a maturidade de nos unir em torno de algumas questões fundamentais com desenvolvimento, reforma da administração pública, educação, saúde, justiça, revisão constitucional e defesa do interesse nacional.

Não precisamos pensar da mesma maneira sobre tudo.

Precisamos apenas de saber em que pontos estamos dispostos a construir juntos.

É preciso dizer firmemente que, aqueles que participaram diretamente na construção do sistema que nos trouxe até aqui, não podem ser os únicos responsáveis por decidir como esse mesmo sistema deve ser reformado.

Não podem ser juízes em causa própria, isso seria colocar os responsáveis pela doença como únicos responsáveis pelo diagnóstico e pelo tratamento.

Precisa de uma nova cultura de poder.

Não precisamos de mais um pacto para dividir cargos.

Precisamos de um pacto para construir o Estado.

Não precisamos de reconciliação entre elites que disputam recursos.

Precisamos de reconciliação do cidadão com o próprio Estado.

Queremos que o cidadão volte a acreditar que a política serve para alguma coisa.

Que servir o Estado é uma honra e não uma oportunidade de enriquecimento.

É chegada a hora

Eu não quero uma Guiné-Bissau eternamente em transição.

Também não quero uma Guiné-Bissau eternamente a repetir eleições, crises, golpes, pactos, governos de inclusão e novos recomeços sem nunca construir instituições.

Quero uma transição que faça a transição deixar de ser necessária.

Quero um Estado que não precise de começar de novo sempre que muda o governo.

Queremos um Estado que seja maior do que qualquer partido.

É chegada a hora de estruturar o país.

E, se houver unidade, que seja uma unidade em torno desse objetivo.

Não para dividir a Guiné-Bissau entre os mesmos de sempre, mas para finalmente construir uma Guiné-Bissau que pertença a todos.

/ Gaio Martins Batista Gomes /

Trump e Putin acordam: Rússia fornecerá milhões de toneladas de petróleo... Donald Trump anunciou um acordo com Vladimir Putin para o fornecimento imediato de milhares de toneladas de petróleo russo aos mercados norte-americano e mundiais. O presidente dos EUA acredita que esta medida vai provocar uma "descida sem precedentes" nos preços dos combustíveis.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  09/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que teve uma "discussão altamente bem-sucedida" com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na qual acordaram que a Rússia irá fornecer cerca de cinco milhões de toneladas de petróleo aos mercados norte-americanos e globais.

Para já, segundo indicou Trump na Truth Social, ficou "acordado que a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300 mil toneladas de petróleo ao mercado norte-americano e mundial". 

Posteriormente, mais 500 mil toneladas serão entregues durante o mês de novembro "e, logo a seguir, mais de um milhão de toneladas".

"Além disso, tendo em conta o estado das suas refinarias de petróleo, a Rússia fornecerá, num curto espaço de tempo, mais 3.000.000 de toneladas de petróleo", acrescentou Trump.

Feitas as contas, a Rússia comprometeu-se a disponibilizar cerca de cinco milhões de toneladas de petróleo.

Para Trump, tendo em conta "este grande anúncio" e o "controlo total do Estreito de Ormuz", espera-se que "os preços dos combustíveis para os norte-americanos e, na verdade, para todo o mundo, vão descer a um ritmo sem precedentes e rapidamente".

"A redução dos preços para os americanos, especialmente para os nossos grandes agricultores, criadores de gado e camionistas, é a minha MAIOR PRIORIDADE", garantiu o presidente norte-americano, reiterando tratar-se de um "anúncio muito importante".

O acordo surge depois de, no mês passado, Trump ter promulgado uma lei aprovada pelo Congresso que alarga as sanções à Rússia e permite impor tarifas até 100% a países que comprem energia russa.

A medida impõe sanções às autoridades russas, aos bancos e a uma frota clandestina de navios-tanque que mantém as exportações de petróleo russo. Autoriza ainda que Trump imponha tarifas até 100% aos cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russo, com exceção dos países que importam menos de 15% das exportações de gás natural da Rússia e que tomaram medidas significativas para reduzir esse fluxo.

O objetivo da medida era privar Putin dos recursos financeiros necessários para travar a guerra contra a Ucrânia e representava o esforço mais ambicioso de apoio aos ucranianos desde o regresso de Trump à Casa Branca em 2025.

O projeto de lei tem o nome do falecido senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, que passou mais de um ano a negociar a medida, e foi aprovado por 262 votos (159 contra).

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL: Alemanha, França, Reino Unido e não só rejeitam sanções de EUA ao TPI... Alemanha, França, Reino Unido e mais cinco países condenaram as sanções hoje impostas pelos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), no dia da atribuição do Prémio Nobel da Paz à sua ex-juíza Navi Pillay.

© Selman Aksunger/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   09/10/2026 

Alemanha, França, Reino Unido e mais cinco países condenaram as sanções hoje impostas pelos Estados Unidos ao Tribunal Penal Internacional (TPI), no dia da atribuição do Prémio Nobel da Paz à sua ex-juíza Navi Pillay.

"Enquanto países empenhados em apoiar o TPI, lamentamos e expressamos a nossa profunda discordância em relação ao anúncio de sanções", declararam a Alemanha, Dinamarca, Canadá, França, Itália, Japão, Países Baixos e Reino Unido, num comunicado conjunto.

Caso as sanções entrem em vigor, alertaram os signatários, "terão um impacto significativo no trabalho do tribunal, na sua equipa e nas suas famílias", que trabalham "todos os dias para levar à justiça os crimes internacionais mais graves e para apoiar as suas vítimas".

Os oito países manifestaram, além disso, apreço pelas medidas adotadas pelo TPI para se preparar para iniciativas deste tipo, de modo a poder continuar a cumprir o seu mandato, assente no Estatuto de Roma, e sublinharam o seu "apoio inabalável" nesse sentido.

"Não só estamos unidos no nosso apoio ao TPI, como estamos empenhados em manter um diálogo construtivo e inclusivo com Estados que não são partes [do Estatuto de Roma]", afirmaram os oito signatários no final do breve comunicado, referindo-se aos Estados Unidos.

Numa nota publicada nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou igualmente as sanções, que considerou comprometerem o combate à impunidade pelos crimes mais graves.

O Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje sanções ao tribunal internacional poucas horas depois de ter sido divulgado que o Prémio Nobel da Paz distinguia este ano uma das suas antigas juízas, a sul-africana Navi Pillay.

Até à data, os Estados Unidos (EUA) impuseram sanções a 17 pessoas ligadas ao tribunal e afirmaram que as medidas adicionais de hoje visam "defender a soberania norte-americana e neutralizar a ameaça representada pelo TPI".

Numa conferência de imprensa realizada após o anúncio de que iria receber o Nobel da Paz, mas antes da divulgação das novas sanções dos EUA ao TPI, a magistrada laureada denunciou os "ataques políticos" que procuram enfraquecer as instituições de direito internacional, embora não tenha mencionado diretamente Washington.

Tais iniciativas, sustentou a jurista sul-africana, criam o risco de se perderem os avanços alcançados com tanto esforço desde os Julgamentos de Nuremberga, dos criminosos de guerra nazis, levando ao regresso a um mundo onde a força, e não a justiça, determina "qual o sofrimento que é importante e qual não é".

Pillay ironizou ainda com a possibilidade de partilhar o Nobel com Trump — que afirmou repetidamente ser o mais merecedor do galardão —, numa alusão ao polémico gesto da distinguida do ano passado, a opositora venezuelana María Corina Machado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou as sanções impostas pelo Governo norte-americano ao TPI, sustentando que "desferem um rude golpe na ação coletiva em prol da justiça penal internacional".

"Profundamente alarmado com o impacto esperado" destas medidas, Guterres reiterou o seu apoio inabalável à independência do tribunal e dos seus responsáveis, através do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional instou hoje a comunidade internacional a "resistir às sanções" dos EUA ao TPI, denunciando um "ataque existencial" por parte do Governo Trump.

"As sanções do Presidente Trump visam isolar e, em última análise, destruir o Tribunal Penal Internacional. Este ataque existencial precisa de ser travado", declarou uma responsável da Amnistia, Erika Guevara Rosas, num comunicado em nome da organização.

O Tribunal Penal Internacional é um organismo independente fundado em 2002 para processar e julgar crimes de guerra; dele fazem parte 125 países, incluindo todos os Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO, com exceção dos Estados Unidos e da Turquia.

Também Israel, que já felicitou os EUA pela decisão de impor sanções à instituição judicial internacional, não é signatário do Estatuto de Roma.


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O chanceler alemão, Friedrich Merz, manifestou-se "profundamente indignado" com a visita do ex-governante Gerhard Schröder a Vladimir Putin, no dia do seu 74.º aniversário. Merz considerou a atitude "absolutamente imoral", sublinhando que o líder russo "é o único responsável pela guerra na Ucrânia"...

Cabo Verde vai às reuniões do FMI/BM num contexto de "mudanças"... O Governo cabo-verdiano anunciou hoje a sua representação nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) num contexto internacional de "mudanças significativas".

© Lusa      09/10/2026 

O Governo cabo-verdiano anunciou hoje a sua representação nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) num contexto internacional de "mudanças significativas".

"As reuniões de 2026 decorrem num contexto internacional marcado por mudanças significativas nos mercados e na economia mundial", indicou, em comunicado, apontando várias áreas e uma necessidade de cooperação internacional.

Em concreto, destacou "os efeitos da inteligência artificial sobre o emprego e a produtividade, os desafios associados à dívida pública, a evolução dos preços da energia e a necessidade de reforçar a cooperação internacional".

As reuniões anuais do FMI/BM decorrem durante uma semana em Banguecoque, Tailândia, a partir de segunda-feira (de 12 a 18 de outubro).

A delegação cabo-verdiana é chefiada pela secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes, e a agenda inclui reuniões bilaterais, encontros técnicos e sessões de alto nível com responsáveis do FMI, do Grupo Banco Mundial e de parceiros internacionais.

"Entre os compromissos ministeriais, destacam-se a mesa redonda dedicada à aceleração de medidas para criar mais e melhores empregos e o 'conclave ministerial' sobre capital humano, centrado na mobilização de capital privado para o desenvolvimento de competências na era da inteligência artificial", explicou.

Está igualmente prevista uma reunião bilateral com Mathias Jourdain de Alencastro, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda do Brasil.


GUINÉ-BISSAU: CANCRO DA MAMA: PROFISSIONAIS DE SAÚDE DEVEM REFORÇAR A SENSIBILIZAÇÃO E O DIAGNÓSTICO PRECOCE

Por Rádio Sol Mansi  09. 10. 2026  

A diretora clínica do Hospital Nacional "Simão Mendes" apela aos profissionais de saúde, para reforçarem a sensibilização das mulheres sobre os sinais de alerta do cancro da mama, incentivando-as a procurarem atempadamente os serviços de saúde e a não adiarem a avaliação médica.

O apelo foi lançado hoje, num encontro com profissionais de saúde, dedicado à consciencialização e à luta contra o cancro da mama.

Na ocasião, Luísa Nhaga defendeu o reforço da formação dos profissionais de saúde, para que estejam preparados para reconhecer sinais suspeitos, orientar adequadamente as utentes e tornarem o mais célere, o percurso entre a suspeita da doença, o diagnóstico ao tratamento.

Por sua vez, Alanan Soares, da Liga Guineense de Luta Contra o Cancro considera que, a iniciativa não se deve limitar a uma campanha pontual, mas constituir um momento de mobilização institucional, para a construção de uma cultura permanente de prevenção.

Já Omatt Piedade, secretária do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, considera que, a sensibilização é indispensável, mas não suficiente.

Segundo afirma, não basta aconselhar as mulheres a procurarem os centros de saúde. É igualmente necessário garantir que os serviços estejam disponíveis e sejam acessíveis, contando com profissionais capacitados para assegurar o diagnóstico e o tratamento adequados.

O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, Horta Inta-A, recebeu, em audiência, a Conselho Nacional de Transição (CNT), para ouvir a sua posição sobre o processo eleitoral no país. Após o encontro, Nelson Moreira, segundo vice-presidente da Mesa do CNT, prestou declarações à imprensa, nas quais explicou os objetivos da audiência e os assuntos abordados durante a reunião.

Radio TV Bantaba 

Guiné-Bissau: PTG felicita autoridades de transição e pede adiamento das eleições por dois anos

Por  Radio Voz Do Povo  09/10/2026 

O Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) felicitou vivamente o Alto Comando Militar, o Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-a, o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas e Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), General de Exército Tomás Djassi, bem como o Governo de transição liderado pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, "pela busca incessante de soluções políticas, controlo rigoroso na gestão do bem público, pagamento regular de salários, manutenção da paz e da segurança nacional".

A felicitação consta de um comunicado à imprensa assinado pelo Presidente do PTG, Aladje Botche Candé, no qual o partido formula votos de paz, união e concórdia entre todos os filhos da Guiné-Bissau, sem distinção de etnia, religião ou filiação partidária.

O PTG reafirma a sua defesa intransigente dos valores do Estado de direito democrático, do pluralismo político, da separação e interdependência de poderes, da alternância pacífica do poder e da soberania popular expressa através de eleições livres, justas e transparentes.

O partido sublinha que a democracia não se esgota no acto eleitoral, mas pressupõe um ambiente de paz social, segurança de pessoas e bens, liberdade de expressão e de circulação e confiança nas instituições.

Neste contexto, o PTG considera que não existem condições propícias para a realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro de 2026, apontando os sucessivos conflitos pós-eleitorais que têm conduzido o país a vários ciclos de instabilidade política e governativa.

Embora convicto e preparado para vencer as eleições, o PTG defende que, neste momento, o interesse do País está acima dos interesses do partido, e que a prioridade é alcançar a paz, a segurança e a tranquilidade no seio da população guineense, priorizando antes a criação de um espaço de diálogo nacional para garantir um ambiente de paz e estabilidade.

Por isso, o PTG propõe:

1. Adiamento das eleições gerais de 6 de dezembro de 2026 por um período de 2 anos, para criar condições favoráveis à realização de eleições consensuais, livres, justas e transparentes, com vista a uma governação voltada para o desenvolvimento sustentável;

2. Criação de um Governo de Unidade Nacional, com a missão principal de estabilizar o país e criar as condições necessárias para a realização das eleições gerais;

3. Celebração de um pacto de estabilidade política entre todas as forças políticas do país e renovação do compromisso de renunciar à violência e privilegiar o diálogo nacional em defesa dos interesses superiores da Nação.

O PTG apela a todos os actores políticos e sociais para que privilegiem o diálogo inclusivo como solução viável para um entendimento nacional e reitera o seu profundo respeito pelo povo guineense, cuja resiliência e sabedoria constituem o maior activo da Nação.

Guiné-Bissau: Interbairros 2026: Comissão Organizadora recebe 100 milhões de francos CFA prometidos pelo Primeiro-Ministro

Por  Radio TV Bantaba  09/10/2026 

A Comissão Organizadora do Campeonato Interbairros 2026 recebeu, esta quinta-feira (08.10), na sua conta bancária, os 100 milhões de francos CFA prometidos pelo Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té.

O apoio financeiro tinha sido anunciado anteriormente pelo chefe do Governo durante uma visita ao Estádio Lino Correia, em Bissau, onde decorre a competição organizada pela empresa Mix Services.

Num vídeo que circula nas redes sociais, o presidente da Comissão Organizadora, António Pinheiro, conhecido por Tuninho, confirmou que a organização já recebeu o montante prometido pelo Primeiro-Ministro.

Na ocasião, Tuninho aproveitou para agradecer a Ilídio Vieira Té pelo apoio concedido à organização do Campeonato Interbairros 2026.

De referir que, durante a visita ao Estádio Lino Correia, o Primeiro-Ministro tinha admitido a possibilidade de aumentar os prémios da competição. 

Com a concretização do apoio financeiro, a organização poderá avançar com essa medida, conforme anunciado anteriormente por Ilídio Vieira Té.

Djai Baldé

Dois mortos e 13 feridos em ataques ucranianos na Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na Rússia após ataques ucranianos com drones, segundo as autoridades de Moscovo. Os ataques ocorreram em regiões fronteiriças, incluindo Belgorod e Kaluga, e resultaram em incêndios e danos materiais.

© REUTERS   Por    LUSA  09/10/2026 

Pelo menos duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na Rússia na sequência de ataques ucranianos com drones, disseram hoje as autoridades de Moscovo.

As mortes ocorreram na região fronteiriça de Belgorod onde outras quatro pessoas ficaram feridas em bombardeamentos que atingiram várias habitações.

Segundo autoridades locais, nove residentes da região de Kaluga, a menos de 200 quilómetros de Moscovo, ficaram feridos, cinco dos quais tiveram de ser hospitalizados, após um ataque com drones.

Entretanto, o governador da região russa de Tver, Vitali Koroliov, indicou que drones ucranianos provocaram um incêndio numa fábrica de indústria química localizada na cidade de Redkino.

No total, segundo o Ministério da Defesa russo, as defesas antiaéreas abateram 550 drones ucranianos na última noite e madrugada, em 20 regiões e na península anexada da Crimeia.

Um ataque russo, na quinta-feira, contra dois autocarros em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, provocou pelo menos 30 mortos e 18 feridos.

"Não deixaremos este ataque sem resposta. A Rússia está a tentar destruir toda a vida no Donbass e o mundo deve responder, com uma resposta firme", assegurou Zelensky.

à Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Taiwan deteta 19 aeronaves chinesas nas vésperas do Dia Nacional

Taiwan detetou 19 aeronaves militares chinesas nas vésperas do Dia Nacional, 13 das quais atravessaram a linha mediana do estreito, informou o ministério da Defesa taiwanês.

Taiwan detetou hoje 19 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, 13 das quais atravessaram a linha mediana do estreito, na véspera das celebrações do Dia Nacional, anunciou o ministério da Defesa taiwanês.

Num comunicado, a tutela indicou que a partir das 08:52 locais (01:52 em Lisboa), detetou caças J-16, J-11 e Su-30, caças-bombardeiros JH-7, aviões de alerta antecipado KJ-500, aeronaves de guerra eletrónica Y-8 e drones...

Trump condecora Musk com medalha científica e chama-lhe "tesouro nacional"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, condecorou quinta-feira Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, destacando o seu papel como figura relevante na ciência e tecnologia.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  09/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, condecorou quinta-feira Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, assinalando o regresso do à órbita presidencial do bilionário, antigo aliado caído em desgraça no ano passado.

Além do responsável da Tesla e da SpaceX, receberam a distinção, numa cerimónia em Washington, Jensen Huang (líder da gigante de processadores Nvidia), Sergey Brin (cofundador da Google) e Lisa Su (CEO da fabricante de semicondutores AMD).

Trump foi particularmente elogioso em relação a Musk, figura omnipresente na Casa Branca nos primeiros meses do mandato presidencial em 2025 e anteriormente encarregado de cortes orçamentais no governo federal.

"Elon Musk é o nosso Thomas Edison (inventor da lâmpada elétrica) dos tempos modernos", elogiou Trump, classificando o bilionário como um "tesouro nacional".

"Elon, quero felicitá-lo. É meu amigo e alguém realmente, verdadeiramente excecional", acrescentou o republicano no evento intitulado "Ciência: Uma Nova Era Dourada".

Michael Dell, fundador e líder da gigante informática com o mesmo nome, e Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, foram condecorados com a "Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação".

Elon Musk foi um fervoroso apoiante de Donald Trump na campanha presidencial de 2024, que financiou generosamente.

Os dois, contudo, romperam publicamente no início do verão de 2025, após críticas de Musk às diretrizes orçamentais de Trump.

O bilionário voltou a aproximar-se do governo, e recentemente foi-lhe atribuída uma missão pelo Pentágono — com o qual mantém importantes contratos — que consiste em identificar as tecnologias e os armamentos de que os Estados Unidos necessitarão em futuras guerras.

Musk integrou também o grupo de grandes líderes do setor da inteligência artificial que assinaram um código de conduta na Casa Branca, na semana passada.

Esteve ainda presente no jantar de Estado realizado em honra do Presidente chinês Xi Jinping, em setembro.

Na cerimónia de quinta-feira, Trump recebeu um quadro contendo a Medalha Nacional de Ciência, atribuída postumamente em 1983 ao seu tio John Trump, professor no prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O Presidente, de 80 anos, orgulha-se particularmente deste parentesco e estabelece frequentemente uma ligação entre este tio físico e o seu próprio "quociente de inteligência elevado".

Cabo Verde sai da lista de países com tráfico humano "muito significativo"... Os Estados Unidos (EUA) mantiveram o Brasil na lista de países "em observação" devido ao risco de tráfico humano, mas retiraram Cabo Verde e reconheceram os "esforços significativos" do arquipélago para combater o fenómeno.

Por  RTP/Lusa    9 Outubro 2026 

O Relatório do Tráfico de Pessoas 2026, divulgado na quinta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA, sublinha que Cabo Verde foi elevado para o nível dois no que toca à proteção das vítimas de tráfico humano.

O documento anual inclui três categorias e a subcategoria "lista de observação de nível dois", esta destinada a países com um número "muito significativo" de vítimas de tráfico ou que não conseguem fornecer provas dos esforços.

Em comparação com 2025, Cabo Verde saiu desta subcategoria e passou para o nível dois: "países cujos governos não atendem totalmente aos padrões mínimos [de proteção das vítimas], mas estão a fazer esforços significativos".

O Governo de Cabo Verde "demonstrou um aumento geral dos esforços", diz o relatório, que destaca o início de um processo judicial e a identificação e encaminhamento de uma vítima para assistência.

O documento sublinha ainda a realização de formação para agentes da autoridade e autoridades fronteiriças e a atualização dos procedimentos para identificação e assistência às vítimas.

No entanto, lamenta o Departamento de Estado, Cabo Verde "não condenou nenhum traficante nem referiu esforços para combater a cumplicidade das autoridades" e os esforços para identificar e assistir as vítimas "permaneceram limitados".

O Brasil permanece na subcategoria de países "em observação", com o relatório a mencionar que "as ações de aplicação da lei no combate ao tráfico [humano] permaneceram inadequadas".

As autoridades continuam a conduzir processos contra traficantes de pessoas para fins de exploração laboral nas esferas cíveis, em vez das criminais, em parte "devido à recolha insuficiente de provas".

Algo que resultou em penas administrativas em vez de investigações criminais e ações penais com penas de prisão, o que "enfraqueceu o efeito dissuasor", defende o Departamento de Estado.

O relatório refere que, em média, os tribunais demoraram mais de 10 anos a julgar os casos de tráfico e que "menos de metade" das vítimas registadas receberam assistência do Governo.

Os esforços para combater o tráfico para exploração sexual foram "insuficientes face à dimensão do crime" e verificou-se "uma falta de coordenação adequada" entre as autoridades federais e estaduais, lamenta o documento.

Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste continuam no nível dois da lista, na qual não consta São Tomé e Príncipe.

Quase 15 mil detidos pelo ICE no sul da Califórnia foram deportados... Quase 15 mil pessoas detidas pelo ICE no sul da Califórnia foram deportadas em 2025 e 2026, segundo um estudo.

© newsroom.ucla.edu     Por   LUSA   09/10/2026 

Quase 15 mil pessoas detidas pelo Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos no sul da Califórnia (sudoeste) foram deportadas durante 2025 e 2026, segundo um estudo.

De acordo com os investigadores do Deportation Data Project, ligado à Universidade da Califórnia (UCLA), 75% das pessoas detidas em junho e julho de 2025, o ponto alto da operação da agência, foram deportadas, detalha o estudo publicado na quinta-feira.

Até 2025, o ICE dependia em grande medida da detenção de pessoas que já se encontravam detidas em prisões e centros de detenção.

Desde então, de acordo com o estudo do Deportation Data Project, a característica que define a aplicação das leis de imigração é o aumento abrupto das detenções na comunidade: aquelas realizadas em bairros, em parques de estacionamento da Home Depot (que vende produtos para o lar e materiais de construção civil), em tribunais de imigração e em consultas de acompanhamento com a agência.

"Os responsáveis do Departamento de Segurança Interna transformaram Los Angeles num campo de testes, em junho de 2025, para a nova estratégia de detenções na comunidade", afirmou Graeme Blair, codiretor do projeto e professor de ciências políticas na UCLA.

O estudo analisa os condados de Los Angeles, Orange, Riverside, San Bernardino, San Luis Obispo, Santa Bárbara e Ventura. Só a cidade de Los Angeles concentrou 33% de todas as detenções na comunidade realizadas na região.

Entre as zonas mais afetadas contam-se também Santa Ana, San Bernardino, Santa María e Camarillo e, embora Lompoc e Victorville também figurassem entre os primeiros lugares, quase todos os detidos nessas localidades foram transferidos de prisões federais.

Além disso, cerca de 300 das 15 mil pessoas não foram enviadas para o país de que são cidadãos.

A grande maioria foi para o México, outras para a Guatemala, Equador e Honduras (países com acordos de cooperação em matéria de asilo com os EUA) e algumas para países como o Gana e a Suazilândia, em certos casos num continente diferente do país de origem da pessoa.

De acordo com os investigadores, as detenções na região dos sete condados continuam a um ritmo elevado e, em junho de 2026, voltaram a aumentar, atingindo pouco mais de metade do pico registado em junho de 2025.

NAVIOS IRANIANOS: EUA colocam 17 navios na lista negra por transporte de petróleo iraniano... O governo americano impôs sanções económicas a 17 navios acusados de transportarem petróleo iraniano, como parte da estratégia dos EUA para isolar o Irão economicamente.

© Mohammed Hamoud/Getty Images     LUSA   09/10/2026 

O governo americano impôs hoje sanções económicas a 17 novos navios acusados de transportarem petróleo iraniano, como parte da estratégia dos Estados Unidos para privar o Irão de recursos financeiros.

Os petroleiros navegam sob a bandeira de cerca de 12 países diferentes, desde os Camarões a San Marino, passando por Vanuatu, segundo um comunicado do Ministério das Finanças dos EUA.

Os proprietários de vários desses navios estão baseados na China ou em Hong Kong, especifica a nota.

Segundo a administração do Presidente Donald Trump, os navios fazem parte da "frota fantasma" que contorna o embargo americano ao petróleo iraniano.

Aqueles navios transportaram "milhões de barris de crude iraniano, assim como produtos petrolíferos e petroquímicos para vários mercados do Sul e Leste da Ásia", afirma o ministério encarregado da componente económica da guerra dos Estados Unidos contra o Irão.

O ministério considera que, através destas sanções, "neutralizou agora a grande maioria da frota fantasma iraniana".

Washington intensificou desde o final de agosto a sua campanha para isolar economicamente Teerão. Muitos atores iranianos são sancionados, mas também empresas externas que fazem negócios com eles.


Leia Também: Porta-aviões USS Lincoln regressa à base em San Diego após missão

O porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou hoje à Baía de San Diego, após uma missão de 265 dias no mar, relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Oporta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln regressou hoje à Baía de San Diego, após numa missão de duração recorde — 265 dias no mar — relacionada com o conflito no Irão e marcada por relatos de condições precárias entre a tripulação.

Com o pano de fundo do centro da cidade californiana de San Diego, dezenas de marinheiros posicionaram-se no convés do porta-aviões enquanto a embarcação se aproximava do cais, onde as famílias aguardavam visivelmente entusiasmadas, segurando flores e balões e tocando sinos...

USS Abraham Lincoln returns home to San Diego Bay after 265 uninterrupted days at sea