O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fundamenta a sua posição, garantindo que a seu tempo anunciará o seu regresso ao país.
O político guineense não acredita na realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro desde que foi interrompida a ordem constitucional.
"É preciso um diálogo sério e inclusivo para aproximar as partes e permitir que sejam os cidadãos guineenses a decidir qual o rumo que o país deve levar", afirmou na capital portuguesa.
Em julho deste ano, o Tribunal Regional Militar de Bissau decidiu, através de um despacho judicial, suspender a prisão preventiva de Simões Pereira pelo prazo de três meses para tratamento médico em Portugal, por considerar que não havia possibilidade de o fazer na Guiné-Bissau.
Desde então, o líder do PAIGC está em Lisboa sob proteção do Estado português.
O líder do PAIGC, afastado do cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular, falou à DW à margem do lançamento de uma obra coordenada pela professora Inocência Mata, sobre a figura da nacionalista são-tomense Alda Espírito Santo, cujo centenário natalício está a ser assinalado de diversas formas.
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