segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Zelensky acusa Trump de tentar forçar capitulação da Ucrânia... O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que "parece que" o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

© Lusa    19/10/2026 

O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que "parece que" o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

"Penso que foram dados passos no sentido de convencer a Ucrânia a capitular. Não estou a dizer que este seja o objetivo dos nossos aliados. Não quero pensar que os nossos aliados norte-americanos possam querer pôr fim ao conflito mais cedo à custa da Ucrânia. Mas é isso que parece", disse Volodymyr Zelensky, numa entrevista à agência de notícias Bloomberg publicada no domingo.

O Presidente ucraniano tem criticado, nos últimos dias, as limitações que o sistema de comunicação por satélite norte-americano Starlink parece ter para a sua utilização para fins militares em território russo, bem como o abrandamento dos envios de mísseis de interceção Patriot.

Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os Estados Unidos liderados pelo republicano Donald Trump enviam apenas 12 mísseis Patriot por mês para a Ucrânia, um quarto do que o anterior presidente, o democrata Joe Biden, enviava.

"Pagámos por essas armas", argumentou.

"Parte das entregas já está autorizada, mas o resto não, e não se trata de uma questão técnica", sublinhou.

Zelensky sugeriu a Washington que Kiev poderia deixar de atacar as refinarias russas, tal como pretendem os Estados Unidos, se acelerassem a entrega dos mísseis Patriot para proteger as infraestruturas ucranianas.

"Mas eles só querem que deixemos de atacar o gasóleo e, se atacarmos, cortam-nos o acesso a alguma coisa", afirmou o líder ucraniano.

O Presidente norte-americano defendeu no domingo a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações.

E apontou outro argumento: "A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer".

Por fim, insistiu no "grave dano" que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, "também nos Estados Unidos".

Ainda na entrevista à Bloomberg, o líder ucraniano alertou que estes são "dias perigosos antes das eleições", referindo-se às eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro e nas quais os republicanos de Trump tentam manter o controlo do Congresso.

"Mas depois das eleições a vida continua e acredito que ficará mais tranquila", afirmou.


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de não querer pôr fim à guerra com a Rússia.

Opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "não querer pôr fim" à guerra com a Rússia, num contexto de recente aumento de tensões entre Washington e Kiev.

"Com todo o dinheiro que, como é bem sabido, a Europa lhe está a dar e que o 'retorcido' Joe Biden [ex-presidente dos Estados Unidos] lhe deu, ele não quer acabar esta guerra e provavelmente nunca quis", escreveu Trump na sua plataforma, a Truth Social...

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@realDonaldTrump

My decision on Russia is a very simple one. I am in the process of negotiating Peace in the war between Russia and Ukraine, and don’t want to do anything that will drive, foolishly, Russia away from the bargaining table. Great progress is being made, and that includes current hostage negotiations! Signing that document at this time will do that, and I can sign it later, or any time that I want! Perhaps more importantly, Russia is doing very little, if anything, to help the Islamic Republic of Iran, compared to what they could be doing, and I want to keep it that way, and will, unless stupid people get in the way. Lastly, Zelenskyy is using Diesel Refineries in Russia as a target, knowing that these attacks are seriously hurting the world diesel markets, including those in the United States. Farmers, ranchers, and businesses of all kinds are suffering greatly from this, but Russia is, nevertheless, sending, at a low price, millions of barrels of diesel to the World. Zelenskyy doesn’t care, and frankly, with all of the money that Europe is famously giving him, and that Crooked Joe Biden gave him in the past, he doesn’t want to end this war, and probably never did. He could have made a better deal two years ago than he can now. His country is in shambles, a large portion of his land is lost, his oceans and seas are gone, and his male population is low, wounded, and/or dead. I WANT THIS WAR END! Thank you for your attention to this matter. President DONALD J. TRUMP

Manifestantes em Lisboa mantêm protesto no Rossio... Apesar do apelo da polícia para desmobilização, manifestantes continuam no Rossio com tendas montadas, em protesto pelo direito à habitação em Lisboa.

© Lusa   19/10/2026 

Várias tendas continuavam montadas na praça D. Pedro IV, no Rossio, após as 00:30 e o apelo da polícia para a desmobilização dos manifestantes que participam na acampada pelo direito à habitação em Lisboa.

No local, a PSP falou com elementos da organização do movimento "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", alegando que as reuniões e manifestações em lugares públicos não podem prolongar-se para além das 00:30 e que os manifestantes estavam a incorrer num crime de desobediência.

A PSP avisou os participantes concentrados no Rossio que "o acampamento não pode continuar" e que o direito de manifestação "será sempre assegurado", mas grande parte dos manifestantes optou por manter as tendas.

Por volta da meia-noite, o superintendente Silva Resende, do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, avisou os participantes da acampada na praça Dom Pedro IV, na Baixa de Lisboa, que tinham de retirar as tendas ali montadas desde sábado.

"Vamos ter que atuar, pode não ser hoje", afirmou o oficial ao organizadores da acampada, que argumentaram para que fosse respeitado o "direito democrático" de cada manifestante a estar no espaço público.

Segundo Silva Resende, "o direito de manifestação foi assegurado" e "será sempre assegurado", mas "a ocupação do espaço público tem regras" e "o acampamento não pode continuar".

"O acampamento vai ter de sair", reiterou o responsável da PSP, assegurando que a decisão "não é para estas pessoas, é para toda a gente" e que "pode não ser hoje, mas o acampamento não pode continuar".


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O movimento da acampada em Lisboa quer continuar a lutar contra a crise da habitação e fazer cair a nova lei do arrendamento, por aumentar a precarização de inquilinos e dificultar a vida dos jovens à procura de casa.

Omovimento da acampada em Lisboa quer continuar a lutar contra a crise da habitação e fazer cair a nova lei do arrendamento, por aumentar a precarização de inquilinos e dificultar a vida dos jovens à procura de casa.

"Estamos aqui fortes e com a ambição de continuar a nossa acampada. Até o Governo nos ouvir, até tomar efetivamente medidas que combatam a crise da habitação e não que coloque uma nova lei do arrendamento, que na verdade vem precarizar e dificultar ainda mais o acesso à habitação", afirmou João Veloso...

domingo, 18 de outubro de 2026

Novos episódios de violência e pilhagens em Paris, mobilizada polícia de choque... A polícia de choque está "posicionada na Praça da República", onde se verifica uma forte tensão, com confrontos entre centenas de pessoas e as forças de segurança. Um apelo que começou a circular nas redes sociais estará na origem destes protestos.

© Getty Images    Por SIC Notícias/LUSA  18/10/2026 

Novos episódios de violência e pilhagens foram registados hoje em Paris, onde a CRS 8, uma unidade especializada no combate à violência urbana, foi mobilizada pelo segundo dia consecutivo, segundo a prefeitura da polícia.

De acordo com a polícia local, esta unidade especializada está "posicionada na Praça da República", onde se verifica uma forte tensão, com confrontos entre centenas de pessoas e as forças de segurança.

Foram ainda registados novos saques na região, tendo como alvo, inclusive, uma loja de roupa, segundo imagens televisivas.

"Um apelo para uma manifestação não autorizada na Praça da República, para hoje às 14:00 (13:00 em Lisboa), circulou pelas redes sociais", informou a Prefeitura de Polícia de Paris (PP) à agência AFP.

Para evitar uma nova marcha não autorizada, depois de um sábado particularmente tenso, que resultou em 855 detenções na capital, as forças de segurança realizaram "ações de fiscalização" e montaram um "esquema de segurança", visando "intervir rapidamente, se necessário".

"Perante as primeiras tensões, as equipas" aproximaram-se "para dispersar [os manifestantes] e efetuar detenções", acrescentou a polícia local.

As forças de segurança chegaram a utilizar gás lacrimogéneo, segundo imagens televisivas, que mostravam a situação controlada por volta das 15:15 (14:15 em Lisboa).

No entanto, a tensão voltou pouco tempo depois. Segundo Ali, de 26 anos, circulam nas redes sociais apelos para que as pessoas "compareçam hoje e deem continuidade à mobilização de ontem [sábado] , com o objetivo de esgotar os polícias".

Em redor da estátua da República, os manifestantes exibiam - tal como no sábado - cartazes com reivindicações, como a frase: "Semeia a miséria, colhe a ira". Grupos de jovens, frequentemente vestidos de preto e alguns deles mascarados, manifestavam-se em redor da estátua, observou uma jornalista da AFP.

Foram lançados projeteis contra as forças de segurança, que responderam com granadas de efeito moral e bombas de gás lacrimogéneo antes de avançar.

"Foi imediatamente contida uma tentativa de montar uma barricada" e "as manifestações autorizadas decorrem em paralelo", explicou a Prefeitura de Polícia (PP).

Os bombeiros também intervieram para apagar focos de incêndio.

Os atos de violência registados nos protestos de sábado, em que terão participado 550.000 pessoas, segundo o Ministério do Interior, e mais de 800.000, nas contas dos organizadores, terão afetado 1.500 comerciantes e causado centenas de milhões de euros em prejuízos.

Até à manhã deste domingo, tinham sido detidas 1.800 pessoas em todo o país, na sequência dos atos de violência.

O Presidente francês, que publicou uma declaração para condenar a violência e garantir que os autores serão "perseguidos e punidos", vai hoje fazer uma declaração ao país, transmitida pela televisão, às 20:00 (19:00 em Lisboa).


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As autoridades francesas contabilizaram mais de 30.000 pessoas envolvidas em pilhagens durante os motins em Marselha, no sábado, em meio a protestos de descontentamento social em França.

As autoridades francesas contabilizaram mais de 30.000 pessoas envolvidas em pilhagens no auge dos motins na cidade de Marselha, no sábado, durante os protestos de descontentamento social que se sucedem em França.

Entre as pessoas que participaram nas pilhagens nas ruas de Marselha, no sul de França, havia oito mil "manifestantes violentos", informou a representação do Estado francês no departamento de Bouches-du-Rhône...

EUA consideram "irresponsáveis" acusações ucranianas sobre Starlink... O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, lamentou as "declarações irresponsáveis" do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acusou Washington de estar por detrás do bloqueio da versão militar do Starlink na Ucrânia.

© Anna Moneymaker/Getty Images     Por  LUSA  18/10/2026 

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, lamentou hoje as "declarações irresponsáveis" do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acusara Washington de estar por detrás do bloqueio, na Ucrânia, da versão militar da rede de satélites Starlink.

"É irresponsável da parte do presidente Zelensky fazer tal acusação (...) O presidente Zelensky deveria ter muito cuidado antes de proferir este tipo de declarações que não correspondem à realidade", afirmou Bessent em declarações à NBC.

O presidente ucraniano disse hoje que os Estados Unidos da América (EUA) voltaram a partilhar informações com Kyiv ao fim de "três dias", agradecendo a Washington o fim do bloqueio, que dificultou a resposta da Ucrânia aos ataques russos.

Numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky adiantou que a partilha de informações "esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano", referiu.

"Estamos gratos por isso. Agora está a funcionar", afirmou, acrescentando que a ausência durou "três dias, durante os ataques balísticos" de Moscovo.

A Administração Trump e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que os Estados Unidos limitaram a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

O presidente dos EUA acusou Kyiv de querer atingir as refinarias de petróleo russas e associou as ações ucranianas à subida dos preços dos combustíveis a nível mundial, agudizada com a guerra no Médio Oriente desencadeada com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão.

Entretanto, o presidente da Ucrânia disse ter mantido hoje uma conversa telefónica com os enviados especiais norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.

"As nossas equipas mantêm um diálogo constante, estão em contacto todos os dias. É evidente que existem muitos desafios que nos dizem respeito a todos e que esta guerra tem de acabar. Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para o conseguir. Esforçamo-nos por garantir que a posição dos Estados Unidos se mantenha firme", afirmou Zelensky, citado pela AFP.

Numa mensagem separada, publicada nas redes sociais, precisou que Kyiv mantinha os seus parceiros "constantemente informados sobre a realidade no terreno, marcada por ataques russos que não conhecem tréguas, bem como sobre as questões relacionadas com a defesa aérea". "Neste ponto, muito depende precisamente da posição dos Estados Unidos", acrescentou

Padre morre atingido por cruz de madeira durante missa no Equador... Um padre morreu no Equador após ser atingido por uma cruz de madeira no altar enquanto celebrava a missa em Guayaquil. O acidente fatal ocorreu durante uma transmissão em direto nas redes sociais. A Arquidiocese local lamentou a morte e decorre a investigação às causas da queda.

© Reprodução/X   Por  Notícias ao Minuto  18/10/2026 

Um padre morreu após ser atingido por uma cruz de madeira enquanto rezava a missa na igreja de Guayaquil, no Equador, no sábado. A morte foi confirmada pela arquidiocese local, que indicou que o pároco "partiu para a Casa do Pai para desfrutar da sua presença e da sua glória".

O acidente aconteceu enquanto a celebração era transmitida ao vivo nas redes sociais do padre, identificado como Patricio Alfredo Sánchez Molinari.

Priest dies after being hit by cross during live mass in Ecuador    UOL

Nas imagens, disponíveis na galeria acima, é possível ver que a estrutura está atrás do altar quando se desprendeu e acabou por cair em cima do padre. Após o acidente, vários fiéis correram em seu auxílio.

"Informamos que o nosso querido Padre Patricio Alfredo Sánchez Molinari, que exercia a função de pároco da igreja Perpétuo Socorro, na Vigararia Centro, partiu para a Casa do Pai para desfrutar da sua presença e da sua glória. Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno", lê-se num comunicado da Arquidiocese de Guayaquil.

"A Arquidiocese de Guayaquil une-se em oração pelo descanso eterno da sua alma e expressa a sua solidariedade, afeto e carinho à família redentorista, aos seus familiares e amigos", acrescentou. 

Até ao momento, não há uma explicação oficial sobre o motivo que levou à queda da cruz de madeira.


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Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas em ataques ucranianos em território da província de Lugansk, sob controlo russo, informou o presidente da autoproclamada República Popular de Lugansk, Leonid Pasechnik.

Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas em ataques ucranianos em território da província de Lugansk, sob controlo russo, informou o presidente da autoproclamada República Popular de Lugansk, Leonid Pasechnik.

"As Forças Armadas da Ucrânia continuam a atacar civis: três pessoas morreram e outras três ficaram feridas", informou Pasechnik nas redes sociais...

Trump culpa imigração por distúrbios em França. "Ódio no coração"... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou a imigração pelos distúrbios que abalaram França no sábado, instando Paris a endurecer a sua política de acolhimento. As declarações de Trump foram feitas em uma mensagem na sua plataforma Truth Social, onde criticou a imigração de pessoas

© cartacapital      Por   LUSA  18/10/2026 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou a imigração pelos distúrbios que abalaram a França no sábado, instando Paris a endurecer a sua política de acolhimento.

"A França está a arder! A imigração de pessoas oriundas de um mundo completamente diferente, de pessoas com ódio no coração, destruiu um país que um dia foi grande", escreveu o Presidente dos Estados Unidos numa mensagem na sua plataforma Truth Social.

"Fechem as fronteiras e retomem o controlo, antes que seja tarde demais!", acrescentou.

Os atos de violência registados nos protestos de sábado, em que terão participado 550.000 pessoas, segundo o Ministério do Interior, e mais de 800.000, nas contas dos organizadores, terão afetado 1.500 comerciantes e causado centenas de milhões de euros em prejuízos.

Até à manhã de hoje, tinham sido detidas 1.800 pessoas em todo o país, na sequência dos atos de violência.

O Presidente francês, que publicou uma declaração para condenar a violência e garantir que os autores serão "perseguidos e punidos", vai hoje fazer uma declaração ao país, transmitida pela televisão, às 20:00 (19:00 em Lisboa).

Guiné-Bissau: A Associação de Moradores de Gabusinho denuncia a falta de água potável e solicita o apoio do Governo para responder às principais necessidades da comunidade... Entre as prioridades apresentadas pela associação estão o acesso à água potável, o fornecimento de energia elétrica, a construção de um centro de saúde e a instalação de um posto avançado de esquadra para reforçar a segurança dos moradores.

Por Radio TV Bantaba

França mergulhou em caos e violência durante protestos. O que aconteceu?... Paris e outras cidades francesas anoiteceram mergulhadas em caos e violência depois de milhares terem saído às ruas no âmbito da jornada nacional de protesto contra o aumento do custo de vida e em apoio à reivindicações dos estudantes do ensino secundário.

© Tonny Linke/NurPhoto via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto com Lusa  18/10/2026 

Paris e outras cidades francesas anoiteceram mergulhadas em caos e violência depois de milhares terem saído às ruas no âmbito da jornada nacional de protesto contra o aumento do custo de vida e em apoio à reivindicações dos estudantes do ensino secundário.

O dia de sábado ficou marcado por uma forte mobilização contra o aumento do custo de vida com centenas de milhares nas ruas. No entanto, o dia ficou também marcado por numerosos incidentes em Paris e noutras localidades francesas, incluindo lojas vandalizadas e saqueadas. 

Esta manhã, em algumas zonas comerciais do centro de Paris, o cenário era de montras de lojas totalmente destruídas, com vidros espalhados pelas ruas e, em algumas delas, ainda barricadas com contentores, vedações, bicicletas e mobiliário urbano.

Segundo os jornais franceses, que citam fontes policiais, só em Paris foram detidos 855 manifestantes de acordo com o último balanço feito. A Prefeitura de Polícia de Paris assegurou ainda que o trabalho judicial vai continuar, nomeadamente com a análise de imagens de vídeo, que permitirá identificar outros autores de atos violentos.

Note-se que o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, havia adiantado no sábado que as forças de segurança tinham detido mais de 1.200 pessoas durante episódios de violência à margem das manifestações em várias cidades de França. Além das detenções, 150 polícias e gendarmes ficaram feridos. 

Vários feridos e um morto

Há pelo menos cinco feridos que se encontram em estado crítico e 48 em urgência relativa em Paris e em outras cidades francesas. 

Noutras cidades de França, foram registados pelo menos 10 feridos em Lyon, 12 em Lille, cinco em Dijon e 15 em Rennes. De acordo com a BFMTV, todos se encontram em urgência relativa, sem apresentarem risco de vida imediato.

Houve ainda o caso de um manifestante que ficou com a mão amputada, em Saint-Étienne, no centro de França, na sequência de o lançamento de uma granada por parte das forças policiais.

Saliente-se que este é o segundo caso deste género depois de no início de outubro um adolescente de 15 anos ter perdido a mão em devido a uma granada de atordoamento disparada pela polícia em Lens.

De acordo com a BFMTV, há também a registar uma vítima mortal. A morte é mencionada num relatório das autoridades parisienses e, segundo o que se sabe, trata-se de um manifestante que desmaiou na Boulevard Mangenta. Apesar da assistência prestada, a pessoa acabou por morrer antes de chegar ao hospital. As circunstâncias exatas do desmaio estão a ser investigadas. 

Danos em edifícios e incêndios

Em Paris, registaram-se também confrontos entre a polícia e grupos de manifestantes. A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar centenas de manifestantes encapuzados e mascarados que arremessavam petardos e outros objetos contra as forças de segurança na Praça da República, ao mesmo tempo que gritavam "Macron, demissão". Para o local foi destacado um forte contingente do corpo de intervenção.

Por toda a França, milhares de pessoas responderam a apelos nas redes sociais para reativar o movimento dos "coletes amarelos", que surgiu em 2018 contra a injustiça social.

O gabinete do ministro do Interior assinalou atos de violência praticados por indivíduos encapuzados em Paris, Marselha, Rennes, Toulouse e Angers, incluindo tentativas de pilhagem, agressões a agentes policiais, incêndios em mobiliário urbano e ataques a instalações governamentais e órgãos de comunicação social.

Na cidade portuária de Marselha, no sul do país, alguns estabelecimentos comerciais e uma esquadra da polícia municipal sofreram estragos, e manifestantes invadiram por momentos o átrio da Câmara Municipal.

Na sexta-feira, o Presidente Emmanuel Macron reconheceu "o direito constitucional de protestar e de expressão", mas fez um apelo à calma.

"Este direito exige respeito. Respeito pelas pessoas, respeito pelo património e, portanto, o compromisso de não insultar nem destruir", disse.

A polícia proibiu outras concentrações previstas para o centro de Paris e determinou o encerramento de estações de metro durante o dia de hoje, incluindo as que se situam em redor dos Campos Elísios e nas proximidades do Palácio do Eliseu, do parlamento e de edifícios governamentais.

Nas últimas semanas, França registou milhares de detenções, centenas de feridos e escolas incendiadas, num início de ano letivo marcado por protestos estudantis à escala nacional que estão a condicionar a campanha para as eleições presenciais e a atrair as atenções internacionais.


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A Câmara Municipal de Limoges, em França, ficou "praticamente destruída" após ser incendiada por manifestantes encapuzados este sábado. A destruição do edifício histórico de 1883 ocorreu no âmbito de protestos nacionais contra o elevado custo de vida.

ACâmara Municipal de Limoges, em França, ficou "praticamente destruída" após um incêndio provocado por manifestantes encapuzados, este sábado, num dia em que quase um milhão de pessoas saíram às ruas francesas para protestar contra o elevado custo de vida.

"O telhado desabou sobre os pisos inferiores, com exceção da ala oeste, e dois terços da parte exterior já desapareceram", declarou o autarca de Limoges, Maurice Barate, à agência de notícias France-Presse (AFP)...

DIA MUNDIAL DA MENOPAUSA: Menopausa muda vida sexual? Começa sempre aos 50? Médica esclarece mitos... Este domingo, 18 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Menopausa. Em entrevista ao Lifestyle ao Minuto, a médica Ana Luísa Matias esclareceu alguns dos mitos mais comuns sobre esta fase da vida feminina, incluindo a vida sexual e o aumento de peso.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com   18/10/2026 

Este domingo, 18 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Menopausa. Para muitas mulheres acaba por ser uma fase complicada que exige alguma atenção. Será que vida sexual nunca mais será a mesma? Começa sempre aos 50 anos? E o aumento de peso é inevitável?

Ana Luísa Matias, médica de medicina geral e familiar da USF Vale do Arunca, ULS Região de Leiria, esclareceu ao Lifestyle ao Minuto alguns dos mitos são comuns que associam à  menopausa.

Em relação à vida sexual aponta algumas alterações, mas que existem formas de solucionar. “Embora a descida estrogénica possa provocar secura vaginal, menor elasticidade dos tecidos e alterações na libido, existem tratamentos eficazes.” Esclarece também que a data dos 50 anos nunca é algo que deve ser dado como certo. “Pode ocorrer antes dos 40 anos e designa-se insuficiência ovárica prematura.”

Médica esclarece 10 mitos sobre menopausa

Mito 1- A menopausa começa sempre a partir dos 50 anos

A explicação: “Em Portugal, a idade média de entrada na menopausa situa-se em torno dos 51 anos (com o intervalo habitual entre os 45 e os 55 anos). No entanto, pode ocorrer antes dos 40 anos e designa-se insuficiência ovárica prematura.”

Mito 2- Os afrontamentos são sempre o primeiro sintoma

A explicação: “O primeiro sinal característico da fase de transição (perimenopausa) é habitualmente a alteração do padrão do ciclo menstrual, manifestada por irregularidades no intervalo entre menstruações, na duração ou na intensidade do fluxo. Sintomas como alterações do humor, perturbações do sono, fadiga ou ansiedade surgem frequentemente antes dos afrontamentos.”

Mito 3- Ganhar peso durante a menopausa é inevitável

A explicação: “A diminuição dos estrogénios e o processo natural de envelhecimento provocam uma redução do ritmo metabólico basal e uma maior tendência para a redistribuição do tecido adiposo (com maior acumulação na zona abdominal). Contudo, o ganho de peso pode ser prevenido ou gerido através do treino de força e resistência, da preservação da massa muscular e do ajuste do plano alimentar.”

Mito 4: A vida sexual nunca mais é a mesma após a menopausa

A explicação: “Embora a descida estrogénica possa provocar secura vaginal, menor elasticidade dos tecidos (síndrome genitourinária da menopausa) e alterações na libido, existem tratamentos eficazes. A utilização de lubrificantes e hidratantes vaginais, terapêutica estrogénica local (tópica), Terapia Hormonal da Menopausa e apoio especializado em saúde sexual permitem manter uma vida sexual plena, ativa e sem dor.”

Mito 5- A menopausa é igual para todas as mulheres

A explicação: “A experiência da menopausa é profundamente individual. Cerca de 20% a 25% das mulheres passam por esta fase sem sintomas significativos além da cessação das menstruações, enquanto outras apresentam sintomas moderados a severos com grande impacto no bem-estar físico, psicológico e social.”

Mito 6- É possível engravidar durante a menopausa?

A explicação: “Na perimenopausa sim, mas na menopausa estabelecida não. O diagnóstico de menopausa só é confirmado retroativamente após 12 meses consecutivos sem menstruação (amenorreia). Durante a perimenopausa, como podem continuar a ocorrer ovulações esporádicas e imprevisíveis, a gravidez é possível e o uso de contraceção deve ser mantido. Após a confirmação dos 12 meses de amenorreia, a fertilidade cessa permanentemente.”

Mito 7- Os sintomas nunca são graves ao ponto de precisar de apoio médico

A explicação: “Em muitas mulheres, os sintomas (afrontamentos intensos, insónia crónica, alterações graves do humor, atrofia urogenital) condicionam gravemente a qualidade de vida. Além disso, a perda de estrogénios afeta a densidade mineral óssea e a saúde cardiovascular. O acompanhamento médico no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é fundamental para avaliar riscos, indicar estratégias preventivas e definir o tratamento mais adequado.”

Mito 8. A terapia hormonal é a única forma de tratamento

A explicação: “A Terapia Hormonal da Menopausa é o tratamento de primeira linha e mais eficaz para os sintomas vasomotores e a atrofia urogenital em mulheres sem contraindicações. No entanto, existem alternativas farmacológicas não hormonais, tratamentos tópicos locais e intervenções no estilo de vida (exercício físico regular, cessação tabágica e higiene do sono) que ajudam a mitigar os sintomas.”

Mito 9- Os sintomas são todos físicos

A explicação: “As flutuações e a diminuição dos níveis de estrogénio afetam diretamente os neurotransmissores cerebrais. Entre os sintomas neuropsiquiátricos e cognitivos mais comuns contam-se a labilidade emocional, ansiedade, irritabilidade, sintomas depressivos, diminuição da concentração, falhas de memória e a sensação de "névoa mental".

Mito 10- As hemorragias após a menopausa são normais

A explicação: “Qualquer perda de sangue por via vaginal que ocorra após a menopausa estar estabelecida (mais de 12 meses sem menstruação) é considerada anormal e um sinal de alarme, devendo ser avaliada atempadamente por um médico assistente.”


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Organizações da sociedade civil pedem consultas especializadas no SNS, comparticipação de tratamentos e medidas de proteção laboral na menopausa, numa carta de recomendações em que alertam para o incumprimento do prazo para apresentar a estratégia nacional...

Incêndio em terminal petrolífero de São Petersburgo após um dos maiores ataques com drones de toda a guerra... O ataque ucraniano ocorreu pouco depois de a Casa Branca ter assinado um acordo com o Kremlin para o fornecimento de gasóleo russo aos EUA e ao mercado internacional.

Por dn.pt/Agência Lusa   18 Out 2026 

O exército ucraniano lançou, na madrgada deste domingo, 18 de outubro, contra São Petersburgo e a região adjacente de Leninegrado, um dos maiores ataques com drones de toda a guerra. O ataque provocou um incêndio num terminal petrolífero em São Petersburgo e teve como alvo um centro de dados nos arredores da cidade. Fez ainda um morto e cinco feridos.

Ao longo da noite, a defesa antiaérea russa abateu 126 drones na região, segundo informou o governador regional Alexandre Drozdenko na plataforma de mensagens Telegram. Mas, no total, abateram um total de 1.015 drones ucranianos nos céus de 15 regiões da parte europeia do país, anunciou Moscovo.

Na cidade, o ataque ucraniano provocou incêndios em "infraestruturas civis" de três bairros, bem como "no território do terminal petrolífero de São Petersburgo", precisou o governador da cidade, Alexandre Beglov. "Por razões de segurança, a atividade do aeroporto de Pulkovo foi restringida", acrescentou. No total, de acordo com as primeiras estimativas, cerca de 20 mil pessoas ficaram sem energia elétrica numa cidade com mais de 5 milhões de habitantes.

A rede social russa VK referiu, em comunicado, um ataque com drones a um centro de dados na região de Leninegrado, garantindo que os serviços que oferece continuavam a funcionar com normalidade.

Às margens do mar Báltico, São Petersburgo e a região albergam importantes infraestruturas petrolíferas essenciais para o comércio de hidrocarbonetos, um setor particularmente visado pela Ucrânia nos últimos meses, em retaliação aos bombardeamentos russos.

Em junho, o terminal petrolífero de São Petersburgo já tinha sido atacado por drones ucranianos no dia da abertura de um fórum económico que reuniu numerosos responsáveis russos e estrangeiros.

Além disso, desde o início de outubro que o exército de Kiev tem atacado vários centros de dados, pertencentes, em particular, à gigante tecnológica Yandex.

O presidente norte-americano Donald Trump instou Kiev a cessar os ataques contra as refinarias russas que, segundo disse, contribuem para o aumento dos preços do petróleo e dos combustíveis nas bombas. Depois anunciou um acordo com Vladimir Putin para fornecer de forma imediata 300.000 toneladas de gasóleo russo ao mercado norte-americano e mundial.

No domingo passado, Trump anunciou unilateralmente uma trégua energética entre Moscovo e Kiev. Mas, após ter suspendido as operações durante alguns dias, a Ucrânia anunciou na quinta-feira que retomaria os ataques contra refinarias, acusando a Rússia de nunca ter cessado as ofensivas. Este domingo, o presidente ucraniano escreveu nas redes sociais que, desde que o presidente norte-americano anunciou o cessar-fogo energético, a Rússia atacou deliberadamente os setores da energia, petróleo e gás da Ucrânia por 76 vezes".

Donald Trump classificou esta retoma como uma vergonha, afirmando na altura que era "mais difícil" trabalhar com Volodymyr Zelensky do que com Vladimir Putin.

Já na sexta-feira, o presidente norte-americano assinou um decreto presidencial que suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa, afirmando ao Congresso que a suspensão é do interesse nacional. Para o Kremlin esta decisão represnetou "um momento histórico" para a relação enre os dois países. Para o presidente ucraniano representa uma “recompensa" e "incentiva” a política de Moscovo contra Kiev.

Na manha deste domingo, Zelensky disse que durante a noite ocorreram ataques a subestações elétricas e também a edifícios residenciais, fazendo dois mortos e 12 feridos, incluindo duas crianças.

Acusando Moscovo de querer provocar um apagão, Zelensky defendeu que "os Estados Unidos deveriam perceber que a Rússia não está a tomar quaisquer medidas recíprocas em resposta ao alívio das sanções ou aos acordos". "Pelo contrário, interpretam cada sinal de oportunidade de lucro como prova de que a sua aposta na guerra está a resultar e que podem continuar a lutar", afirmou.


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As defesas russas abateram 1.015 drones ucranianos em 15 regiões da parte europeia do país, segundo o Ministério da Defesa. A capital e São Petersburgo foram os principais alvos, com danos reportados.

As defesas antiaéreas russas abateram, durante a noite, um total de 1.015 drones ucranianos nos céus de 15 regiões da parte europeia do país, anunciou hoje Moscovo.

O Ministério da Defesa russo especifica no seu comunicado matinal sobre a guerra que o principal alvo do ataque foi a capital e a segunda maior cidade do país, São Petersburgo, que sofreu alguns danos...

Canadá. Fogo em base militar de Alberta fez vários mortos e feridos... Um incêndio na base militar de Wainwright, na província de Alberta, no Canadá, causou mortos e feridos, segundo as autoridades, que ainda não divulgaram o número exato de vítimas. O primeiro-ministro Mark Carney e a primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, expressaram solidariedade aos afetados.

© Sean McClune/CTV News Edmonton   Por  LUSA   18/10/2026 

Um grave incêndio na base militar canadiana de Wainwright, na província de Alberta, causou mortos e feridos, de acordo com as autoridades, que ainda não precisaram o número de vítimas.

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, referiu nas redes sociais que, no sábado, ocorreu um "grave incidente" que provocou um grande incêndio nas instalações militares, situadas a cerca de duas horas a leste de Edmonton.

Major fire at Alberta military base leads to multiple deaths, injuries  CBC News

"Os nossos pensamentos estão com todos os homens e mulheres corajosos afetados", afirmou Carney, que acrescentou estar em contacto com a primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith.

Smith classificou o incêndio como "grave e trágico" e referiu que afetou numerosos militares.

O deputado conservador Dane Lloyd afirmou ter recebido informações sobre "numerosas vítimas" na sequência de uma explosão e de um incêndio, embora as autoridades não tenham confirmado o balanço.

De acordo com a radiotelevisão pública canadiana CBC, os ventos fortes favoreceram a rápida propagação das chamas. Os serviços de emergência mobilizaram equipas médicas e de combate a incêndios, enquanto as autoridades locais pediram à população que evitasse a zona para facilitar as operações de resgate.

O ministro da Defesa canadiano, David McGuinty, confirmou que as Forças Armadas o informaram do incidente e reconheceu que havia mortos e feridos, embora não tenha especificado o número.

O incêndio ocorre a dois dias do referendo de 19 de outubro em Alberta, no qual os cidadãos decidem se a província deve permanecer no Canadá ou iniciar o processo legal para realizar uma futura consulta vinculativa sobre a independência.


sábado, 17 de outubro de 2026

Guiné-Bissau: Electricidade chega a Catió: Primeiro-Ministro inaugura ligação à energia da OMVG... O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugurou hoje, 17 de Outubro, em Catió, capital da Região de Tombali, o fornecimento de electricidade proveniente da Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG), numa cerimónia marcada pela presença de uma expressiva participação popular.

O Chefe do Governo deslocou-se à cidade numa lancha da Marinha Nacional, acompanhado por altos responsáveis governamentais, entre os quais os ministros da Energia e da Administração Territorial.

Radio Voz Do Povo  17/10/2026

800 mil pessoas participaram nos protestos em França contra elevado custo de vida... Pelo menos 166 pessoas foram detidas em todo o país. Polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes.

Por  observador.pt/Agência Lusa  17 out. 2026

Cerca de 800 mil pessoas participaram este sábado nas marchas e protestos por toda a França contra o elevado custo de vida, segundo um balanço final divulgado por várias organizações que convocaram os protestos.

A central sindical CGT tinha divulgado uma primeira estimativa de 500 mil participantes pelas 17:00 locais (16:00 em Lisboa), mas ao final da tarde afirmou subscrever o balanço de 800 mil avançado por organizações da juventude, como a União Estudantil, e pelo ‘site’ dos “coletes amarelos” após o aumento dos participantes em grandes cidades como Montpellier, Estrasburgo, Lille, Bordéus, Nantes e Marselha.

Em Bordéus (sudoeste), a residência da representante do Estado foi saqueada à margem dos protestos, desencadeando uma intervenção da unidade de elite da polícia nacional, RAID, segundo fonte das autoridades citada pela agência France-Presse.

“Indivíduos entraram e saquearam o local”, disse um porta-voz da prefeitura à AFP, enquanto a presidente da Câmara Municipal, Sophie Brocas, condenou “com a maior firmeza” os estragos feitos no local e as pilhagens em lojas do centro da cidade.

Os protestos realizados hoje um pouco por todo o país ficaram marcados por violentos confrontos com a polícia em Paris.

A polícia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar centenas de manifestantes encapuzados e mascarados que arremessavam petardos e outros objetos contra as forças de segurança na Praça da República, ao mesmo tempo que gritavam “Macron, demissão”. Para o local foi destacado um forte contingente do corpo de intervenção.

Por toda a França, milhares de pessoas responderam a apelos nas redes sociais para reativar o movimento dos “coletes amarelos”, que surgiu em 2018 contra a injustiça social.

Segundo o gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, as autoridades registaram 140 ações de protesto fora da região de Paris até ao meio-dia, envolvendo mais de 30 mil pessoas.

As autoridades deram conta de pelo menos 166 detidos em todo o país.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a França vai unir-se contra aqueles que semeiam o caos, prometendo processar e punir os que destruíram e saquearam durante as manifestações.

OPresidente francês afirmou hoje que aqueles que "destruíram" e "saquearam" durante as manifestações serão "processados e punidos" e que França vai unir-se "contra os semeadores do caos que apenas procuram derrubar" as instituições.

"Não há lugar para a violência na nossa República. Aqueles que destruíram, atacaram as prefeituras e os estabelecimentos, e saquearam até as nossas câmaras municipais, serão processados e punidos", escreveu Emmanuel Macron numa mensagem publicada na rede social X...

ONU: Ex-Presidente do Senegal retira-se da corrida a secretário-geral da ONU... O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou hoje a retirada da sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, após uma votação indicativa do Conselho de Segurança que não conseguiu obter consenso. A decisão foi tomada com o objetivo de facilitar a escolha de uma candidatura unânime.

© Lusa    17/10/2026 

O antigo Presidente do Senegal Macky Sall anunciou hoje que retirava a sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, na sequência de uma primeira votação indicativa do Conselho de Segurança, onde nenhum candidato obteve consenso.

Numa declaração publicada nas redes sociais, Macky Sall afirmou ter tomado esta decisão "na esperança de contribuir assim para o surgimento de uma candidatura consensual no seio do Conselho de Segurança".

Na sexta-feira à noite, os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os atuais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal, segundo fontes diplomáticas.

Fonte diplomática afirmou à AFP que na votação, com carácter indicativo, nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar um voto negativo das cinco potências — Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia —, o que abre caminho ao surgimento de prováveis novas candidaturas.

Na sexta votação à porta fechada (conhecida como straw poll), e que deverá ser a última consulta, os 15 membros atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".

Pela primeira vez nas votações realizadas ao longo dos últimos meses, foram identificados por uma cor específica os boletins de voto dos cinco membros permanentes. Numa votação formal, basta o veto de um deles para 'chumbo' do candidato e este não ser recomendado para secretário-geral da ONU.

Até agora, liderava a corrida a costa-riquenha Rebeca Grynspan, de 70 anos — que dirigia a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).

Com nove votos de "encoraja", Rebeca Grynspan mantém-se na liderança, mas também recebeu hoje cinco votos de "desencoraja" — dois dos quais provenientes de membros permanentes — e um "sem opinião", segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP e EFE.

De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan.

Logo atrás surge o atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, com oito votos a favor, seis contra (incluindo dois de membros permanentes) e um neutro.

Carolyn Rodrigues-Birkett, embaixadora da Guiana junto da ONU, teve igual votação, mas três votos favoráveis de membros permanentes, contra dois de Grossi.

O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.

O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.

O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.

A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira: "REGRESSAREI QUANDO AS CONDIÇÕES ESTIVEREM CRIADAS"... Domingos Simões Pereira afirmou em declarações à DW que só regressará à Guiné-Bissau quando as condições estiverem criadas para esse efeito.

 
© DW    Por Rádio Sol Mansi   17/10/2026 

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fundamenta a sua posição, garantindo que a seu tempo anunciará o seu regresso ao país. 

O político guineense não acredita na realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro desde que foi interrompida a ordem constitucional. 

"É preciso um diálogo sério e inclusivo para aproximar as partes e permitir que sejam os cidadãos guineenses a decidir qual o rumo que o país deve levar", afirmou na capital portuguesa. 

Em julho deste ano, o Tribunal Regional Militar de Bissau decidiu, através de um despacho judicial, suspender a prisão preventiva de Simões Pereira pelo prazo de três meses para tratamento médico em Portugal, por considerar que não havia possibilidade de o fazer na Guiné-Bissau. 

Desde então, o líder do PAIGC está em Lisboa sob proteção do Estado português. 

O líder do PAIGC, afastado do cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular, falou à DW à margem do lançamento de uma obra coordenada pela professora Inocência Mata, sobre a figura da nacionalista são-tomense Alda Espírito Santo, cujo centenário natalício está a ser assinalado de diversas formas.

FMI alerta para riscos crescentes apesar da resiliência da economia mundial... O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje para o agravamento dos riscos que pesam sobre a economia mundial, apesar da resiliência demonstrada nos últimos anos, defendendo a manutenção de políticas macroeconómicas prudentes e o reforço da cooperação internacional.

Por  RTP/Lusa  17/10/2026

Na última conferência de imprensa das reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, realizadas em Banguecoque, o presidente do Comité Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), Mohammed Aljadaan, e a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, coincidiram no diagnóstico de uma economia global resistente, mas sujeita a pressões provocadas por conflitos, níveis elevados de dívida, tensões comerciais e uma crescente divergência entre países.

"O mundo continua a enfrentar desafios profundos, demonstrando ao mesmo tempo uma notável resiliência", afirmou Aljadaan, salientando que os conflitos armados continuam a ter "um pesado custo humanitário" e importantes consequências económicas, agravadas por perturbações em rotas comerciais e marítimas estratégicas.

Georgieva considerou que as reuniões foram marcadas simultaneamente por "otimismo e preocupação", apontando como fatores positivos a resiliência da economia mundial, o dinamismo das economias asiáticas e o potencial da inteligência artificial (IA), mas alertando para os riscos associados à inflação persistente, aos elevados níveis de dívida e às alterações climáticas.

A IA foi um dos temas mais debatidos durante os encontros, com Aljadaan a considerar que a tecnologia oferece "oportunidades significativas para aumentar a produtividade", mas advertiu que também pode "ampliar as disparidades económicas".

Por seu lado, Georgieva destacou que os participantes reconheceram a necessidade de aproveitar os benefícios da IA, criando simultaneamente "barreiras" para proteger pessoas, empresas e países dos riscos associados ao rápido desenvolvimento tecnológico.

Segundo Georgieva, os países integrados nas cadeias de valor da IA, exportadores de energia e menos afetados por conflitos estão a obter vantagens adicionais, enquanto economias mais vulneráveis, importadoras de energia e afetadas por guerras enfrentam maiores dificuldades para acompanhar o crescimento.

Aljadaan sublinhou que os "impactos são particularmente severos para os países de baixo rendimento e Estados frágeis", defendendo medidas para reforçar a sustentabilidade da dívida e a capacidade do FMI para apoiar estas economias.

Quanto às respostas políticas, ambos defenderam a necessidade de preservar a estabilidade dos preços e reforçar as finanças públicas.

O presidente do IMFC afirmou que "não há espaço para complacência" e apelou à adoção de planos orçamentais credíveis de médio prazo para reconstruir margens de segurança e reduzir vulnerabilidades.

Aljadaan afirmou que "a estabilidade e prosperidade duradouras só podem ser alcançadas através de uma maior integração económica, e não da fragmentação".

Georgieva defendeu, por seu lado, que os bancos centrais se mantenham "totalmente focados" na estabilidade dos preços e que os governos atuem para reduzir os elevados níveis de endividamento.

"As reuniões demonstraram que, apesar da fragmentação geopolítica e dos sucessivos choques globais, continua a existir vontade de diálogo e cooperação entre os países", apontou.

Apesar das incertezas, ambos os responsáveis defenderam que políticas sólidas, reformas estruturais e uma cooperação internacional mais estreita continuam a ser essenciais para sustentar o crescimento e reforçar a resiliência da economia mundial.

O FMI prevê que a economia mundial cresça 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, num desempenho apoiado por adaptações nas cadeias de produção e transporte e por um ciclo de investimento associado à inteligência artificial.

Quanto aos preços, as expectativas são de que a inflação global interrompa a trajetória de queda, principalmente devido ao choque negativo provocado pela guerra, pelo que a taxa deve acelerar para 4,7% em 2026, abrandando depois para 4,1% em 2027, sendo a subida prevista para 2026 "impulsionada sobretudo pelos preços mais elevados de energia e alimentos".


Leia Também:  ICE alcança "recorde" com mais de 100 deportações diárias

O chefe interino do ICE, Tom Homan, anunciou que os EUA registaram números recorde de deportações diárias, com mais de 100 imigrantes a serem deportados por dia, em operações realizadas esta semana.

Ochefe interino do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), Tom Homan, anunciou hoje que o país registou números recorde de deportações diárias realizadas por agentes federais, no âmbito de operações conduzidas esta semana.

O ICE "alcançou um recorde esta semana, ao registar o maior número de deportações num só dia desde que o Presidente [norte-americano, Donald] Trump tomou posse", declarou Homan num comunicado...