segunda-feira, 12 de outubro de 2026

UNIÃO EUROPEIA: MNE da UE reúnem-se para aprovar o maior pacote de sanções à Rússia... Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para aprovar o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia.

© Lusa   12/10/2026 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para aprovar o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia, que visará cerca 1.600 indivíduos e entidades, e uma nova missão no Líbano.

A reunião vai começar às 10h00 locais (09h00 de Lisboa) e tem três pontos na ordem de trabalhos: a guerra na Ucrânia, a situação no Médio Oriente e as oportunidades a nível de segurança e Defesa criadas pela potencial adesão de novos países à UE.

No que se refere à Ucrânia, é expectável que os ministros aprovem o "maior pacote" de sempre de sanções contra a Rússia, que tinha sido anunciado pela chefe da diplomacia do bloco europeu, Kaja Kallas, em setembro.

Segundo uma fonte europeia, este pacote de sanções vai visar cerca de 1.600 indivíduos e entidades do complexo militar e industrial russo, estando prevista igualmente a aprovação de outro pacote de sanções relacionado com a realização de eleições legislativas, em setembro, nos territórios ocupados na Ucrânia.

Nesta vertente das sanções, os ministros deverão também ponderar se avançam com restrições a vistos para cidadãos russos, numa altura em que cada vez mais países têm denunciado ataques híbridos da Rússia em solo europeu.

O objetivo "é reduzir a possibilidade de haver russos a operar no nosso território", explicou um alto responsável europeu, depois de, em setembro, numa reunião informal na Irlanda, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança ter indicado que havia um "apoio amplo" entre os ministros para restringir os vistos turísticos para cidadãos russos.

A discussão sobre a guerra na Ucrânia vai também contar com a participação do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, como já é habitual, e os governantes deverão voltar a ouvir apelos para que reforcem o seu apoio a Kiev não só a nível financeiro, mas sobretudo de meios de defesa aérea.

Será igualmente debatida a possibilidade de um cessar-fogo no mar Negro, numa altura em que Kiev indicou que tem recebido propostas da Índia, Turquia, Egito e Estados Unidos nesse sentido.

No que se refere à discussão sobre o Médio Oriente, os ministros deverão dar uma aprovação final à criação de uma missão no Líbano, num contexto em que se prevê que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) expire em dezembro.

Kaja Kallas já salientou que o intuito desta nova missão – apoiada por Portugal e que deverá ir para o terreno antes do final do ano – não é substituir a FINUL, que visa assegurar a manutenção da paz no país, mas antes "reforçar as Forças Armadas libanesas e a capacidade do Estado libanês de garantir a segurança em todo o seu território".

Segundo uma fonte europeia, esta missão poderá envolver até cerca de 1.500 elementos.

Os ministros vão também voltar a debater a liberdade de navegação no Médio Oriente, numa altura em que os rebeldes Huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, têm intensificado os seus ataques no mar Vermelho, onde a UE tem destacada a operação naval "Aspides".

À semelhança do que tem feito recentemente, Kallas deverá voltar a apelar aos Estados-membros para que reforcem os meios navais dessa operação, responsável pela escolta de navios mercantes, mas os ministros deverão também debater um eventual reforço do apoio ao Governo do Iémen, executivo reconhecido pela comunidade internacional.

Sobre este assunto, os ministros deverão também lançar uma iniciativa, assinada igualmente por outros parceiros, para que se desenvolva um compromisso internacional sob o título "Sem taxas, sem portagens", que apelará à liberdade de navegação global e segurança marítima.

Ao nível da discussão sobre o alargamento da UE, os ministros vão discutir o impacto que o alargamento tem para a segurança e Defesa do bloco e como é que podem aprofundar ainda mais a cooperação com os países candidatos, designadamente a nível de missões de segurança e Defesa.

Portugal estará representado nesta reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.


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A polémica entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky intensificou-se após o presidente norte-americano sugerir que a Ucrânia precisava de um novo líder e anunciar um cessar-fogo energético, algo que o presidente ucraniano considerou ser "uma novidade". O que aconteceu? E o que foi dito?

Apolémica entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky adensou-se durante o fim de semana depois de o presidente norte-americano ter afirmado que a Ucrânia devia ter "um novo presidente" e anunciar um cessar-fogo energético que, segundo o presidente ucraniano, foi "uma novidade". Afinal, o que é que se passou?

Tudo começou com a resposta do presidente ucraniano a Donald Trump acerca das possíveis eleições, dizendo que a Ucrânia poderia realizar eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo total de 60 dias...

Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão... A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, informaram o Estado-Maior Conjunto sul-coreano e o Ministério da Defesa japonês, dias após Seul realizar um teste com um míssil hipersónico.

© Seung-il Ryu/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   12/10/2026 

A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, informaram o Estado-Maior Conjunto sul-coreano e o Ministério da Defesa japonês, dias após Seul realizar um teste com um míssil hipersónico.

O Estado-Maior Conjunto (JCS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul indicou ter detetado, por volta das 09h20 (01h20 em Lisboa), o lançamento de vários mísseis balísticos a partir da zona de Pyongyang, que percorreram mais de 900 quilómetros.

"As forças armadas sul-coreanas intensificaram a vigilância para se prepararem para possíveis lançamentos adicionais e mantêm um estado de alerta máximo, partilhando informações relevantes com os Estados Unidos e o Japão", indicou o JCS, em comunicado citado pela agência de notícias local Yonhap.

Já o Ministério da Defesa japonês afirmou na rede social X ter detetado a queda do projétil, acrescentando que, até ao momento, não foram confirmados danos materiais.

O último lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte ocorreu em 03 de outubro, quando o país disparou um projétil em direção ao mar do Japão - denominado mar do Leste nas duas Coreias - que caiu fora da Zona Económica Exclusiva do arquipélago, sem que fossem registados danos.

Por outro lado, na quinta-feira, Seul afirmou ter realizado com sucesso um teste do primeiro míssil hipersónico do país, que se encontra em fase de investigação e desenvolvimento.

Seul e Pyongyang, tecnicamente ainda em guerra, viram-se envolvidas numa escalada de tensão na sequência da explosão de duas minas, em 21 de setembro, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, que deixou dois soldados sul-coreanos gravemente feridos, além de outro soldado com ferimentos ligeiros.

A Coreia do Sul acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos e exigiu um pedido de desculpas por parte do regime hermético, além de ter realizado, há uma semana, uma operação de remoção de minas na zona, enquanto as autoridades norte-coreanas negaram qualquer envolvimento e acusaram Seul de mentir para justificar provocações na fronteira.

domingo, 11 de outubro de 2026

Guiné-Bissau aprova ensaio sobre hepatite B contestado pela OMS... As autoridades da Guiné-Bissau aprovaram um ensaio clínico sobre a administração da vacina contra a hepatite B à nascença, financiado pelos Estados Unidos, cujo desenho foi considerado antiético pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por  healthnews.pt/LUSA/   11 de Outubro 2026 

O estudo prevê envolver 14 mil recém-nascidos, dos quais metade receberá a vacina ao nascer e os restantes iniciarão a vacinação às seis semanas de vida.

Segundo a informação divulgada pela imprensa internacional, o Projeto de Saúde de Bandim recebeu autorização para avançar com a investigação, depois de as autoridades guineenses terem anunciado a sua suspensão em janeiro, na sequência da contestação de especialistas.

O financiamento, de 1,6 milhões de dólares, é assegurado pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma agência integrada no Departamento de Saúde e Serviços Humanos, liderado por Robert F. Kennedy Jr., conhecido pelas suas posições críticas em relação às vacinas.

No centro da controvérsia está a decisão de não administrar a dose à nascença a metade dos participantes. Esse grupo seguirá o calendário de vacinação guineense, que prevê doses às seis, dez e 14 semanas. O outro grupo receberá uma dose adicional ao nascer.

Os investigadores sustentam que pretendem avaliar os efeitos globais desta intervenção na saúde infantil. A proteção conferida pela vacina contra a infeção pelo vírus da hepatite B, esclarecem, está estabelecida e não constitui a questão que o estudo procura investigar.

A OMS contestou, porém, a justificação ética do ensaio. Em fevereiro, considerou que deixar parte dos recém-nascidos sem uma intervenção de eficácia comprovada poderia expô-los a infeção crónica e a complicações graves, incluindo cirrose e cancro do fígado.

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se contra o estudo numa conferência de imprensa em 11 de fevereiro, alertando para os riscos associados à ausência de proteção à nascença num país com elevada prevalência de hepatite B.

A posição da OMS incide no desenho experimental então conhecido. Para a organização, a existência de limitações no acesso à vacinação não justifica, por si só, que um ensaio clínico deixe alguns participantes sem uma medida preventiva comprovadamente eficaz.

O início da investigação estava previsto para os primeiros meses de 2026, mas foi suspenso pelas autoridades guineenses para avaliação das questões éticas levantadas. A notícia da autorização representa um novo desenvolvimento num processo marcado por divergências entre investigadores, especialistas em saúde pública e responsáveis pela avaliação ética.

O texto inicial refere também a demissão de vários cientistas do comité de ética dinamarquês que aprovou o ensaio, em protesto contra a decisão.

A investigação decorre num contexto de elevada circulação do vírus na Guiné-Bissau. A infeção crónica por hepatite B pode provocar doença hepática grave, incluindo cirrose, insuficiência hepática e cancro do fígado.

O vírus pode permanecer infecioso em superfícies durante, pelo menos, sete dias. A partilha de objetos de higiene pessoal, como escovas de dentes, pode representar um risco quando estes estão contaminados com sangue infetado, mesmo em quantidades não visíveis.

A discussão sobre o ensaio tem também uma dimensão política nos Estados Unidos. Paul Offit, especialista em doenças infeciosas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, afirmou ao Guardian que, na sua perspetiva, Kennedy pretende usar a investigação para afastar a administração da dose à nascença no país.

“Ele quer avançar com o estudo para não usarmos a dose que damos aos recém-nascidos aqui neste país, esse é o objetivo”, declarou o médico ao jornal britânico.

Na Guiné-Bissau, a introdução da dose à nascença no calendário nacional está prevista até 2028. Esse prazo diz respeito à implementação da medida no país. A OMS recomenda a administração da vacina nas primeiras 24 horas de vida.

Em resposta às críticas, os responsáveis pelo Projeto de Saúde de Bandim argumentam que nenhum participante receberá menos vacinas do que as previstas no calendário nacional em vigor, uma vez que este ainda não inclui a dose à nascença.

Os investigadores reconhecem que a eficácia da vacina na prevenção da hepatite B está bem estabelecida e defendem que a investigação procura esclarecer os efeitos gerais da introdução dessa dose na saúde das crianças, quando administrada juntamente com a BCG e a vacina oral contra a poliomielite, no contexto específico da Guiné-Bissau.

©africanews (en français)   Guinea-Bissau: Controversial infant clinical trial authorized to continue

UCRÂNIA/RÚSSIA: Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia, sem detalhar a duração da trégua.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images  Por noticiasaominuto.com, Lusa   11/10/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este domingo que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia.

A informação foi avançada por Trump na sua rede social Truth Social, sem que tenha dado mais detalhes sobre a duração da trégua, por exemplo.

"Com efeito imediato, entra em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o quebrem!", escreveu.

Apesar da mensagem, Volodymyr Zelensky parece ter sido apanhado de surpresa com o anúncio de Donald Trump. O presidente da Ucrânia revelou, ao portal Axios, que o cessar-fogo energético "foi uma novidade" para si. "Mas se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia concordará", acrescentou.

Segundo o Axios, Zelensky reforçou que, se Trump negociou esta trégua com o Presidente russo, Vladimir Putin, então que o avisem.

"Digam-nos quando é que este cessar-fogo entrará em vigor: estamos prontos e aceitá-lo-emos", declarou.

Antes da mensagem do líder norte-americano, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha afirmado hoje que está disposto a interromper os ataques contra refinarias da Rússia se Moscovo deixar de visar infraestruturas energéticas da Ucrânia.

Essa declaração surge também após as críticas de Trump a Volodymyr Zelensky, culpando-o pelos altos preços do diesel e sugerindo que a Ucrânia deveria ter um novo líder.

"Sugiro-lhes que elejam um novo líder capaz de chegar a um acordo", afirmou o presidente norte-americano perante a imprensa na Casa Branca, condenando os ataques ucranianos às refinarias russas, que, segundo Trump, apenas agravam "o problema mundial" da escassez de gasóleo.

"É do seu interesse parar", advertiu Donald Trump, dirigindo-se ao presidente ucraniano, numa referência ao anúncio de um acordo controverso entre Moscovo e Washington para a compra em grande escala de gasóleo russo.

O presidente ucraniano respondeu entretanto, este domingo, ao presidente dos Estados Unidos, dizendo que seu país está disponível para realizar eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo total de 60 dias.

"Por favor, digam a Putin para nos conceder dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e nós realizaremos as eleições", afirmou em entrevista à ABC News.


Zelensky diz que fará eleições na Ucrânia se Rússia aceitar cessar-fogo... Presidente ucraniano falou com a ABC após as críticas de Donald Trump, que defendeu a escolha de um novo líder para o país; crise foi motivada por acordo sobre diesel

Por cnnbrasil.com.br  11/10/26 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo que organizará eleições no país caso o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concorde com um cessar-fogo de 60 dias. A declaração foi uma resposta a críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Por favor, diga a Putin: dê-nos dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e organizaremos eleições”, disse Zelensky ao programa This Week, da ABC.

No sábado, Trump criticou Zelensky por atacar refinarias de petróleo russas um dia depois de os Estados Unidos suspenderem temporariamente sanções sobre combustíveis russos, que tinham como objetivo privar Moscou de receitas para financiar a guerra na Ucrânia.

“Acho que chegou a hora de a Ucrânia ter um novo presidente”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Em resposta, Zelensky afirmou que “cabe aos ucranianos” escolher seu líder e observou que Putin também gostaria de mudar quem está à frente da Ucrânia.

Ele disse que é fácil culpar a Ucrânia pela alta dos preços dos combustíveis, “quando todos no mundo entendem que, por causa da guerra no Oriente Médio, os preços estão subindo".

Mais cedo neste domingo, Zelensky afirmou que a Ucrânia estava disposta a interromper os ataques às refinarias de petróleo russas caso Moscou suspendesse seus próprios ataques à infraestrutura energética ucraniana.


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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que condiciona o fim dos ataques às refinarias russas à decisão de Moscovo de deixar de atacar as infraestruturas energéticas ucranianas, em resposta às pressões dos Estados Unidos e à crítica de Donald Trump.

OPresidente da Ucrânia condicionou hoje o fim dos ataques contra refinarias da Rússia, exigido pelos Estados Unidos, à decisão de Moscovo de cessar os ataques contra as infraestruturas energéticas ucranianas.

"A Ucrânia estará disposta a cessar os ataques contra as refinarias de petróleo russas se a Rússia deixar de atingir as nossas infraestruturas energéticas", afirmou Volodymyr Zelensky, citado pela agência francesa AFP...

Ministro da Defesa israelita ameaça eliminar líder do Hamas... O ministro da Defesa de Israel ameaçou o líder do Hamas, Khalil al-Hayya, com ataques, apesar do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza há um ano.

© Reuters     Por  LUSA  11/10/2026

O ministro da Defesa de Israel avisou hoje que o líder do Hamas, Khalil al-Hayya, sofrerá o mesmo destino que os seus antecessores, mortos em ataques israelitas, apesar do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza há um ano.

"Eliminámos os líderes do Hamas em Gaza. A vez de al-Hayya também chegará, e ele juntar-se-á a Haniyeh e aos seus capangas nas profundezas do inferno", ameaçou Katz nas redes sociais.

O ministro israelita criticou os líderes da Turquia por continuarem a apoiar os "assassinos e violadores do Hamas" numa mensagem acompanhada de três fotografias.

Uma remonta a 2024 e mostra um encontro entre o antigo líder político do Hamas Ismael Haniyeh, morto no mesmo ano num ataque atribuído a Israel em Teerão, e o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

Outra foto, datada de julho de 2026, mostra al-Hayya e o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, e a terceira é uma fotomontagem que retrata as "portas do inferno", entre rochas vulcânicas e lava, acompanhada da legenda em hebraico "2027: Encontro Haniyeh-al-Hayya".

"Erdogan continua a estender o tapete vermelho a estes criminosos e a apoiar as atividades terroristas que orquestram a partir da Turquia, juntamente com a Irmandade Muçulmana, contra Israel e importantes nações muçulmanas da região", criticou Katz.

Em agosto, Israel avisou a Turquia que não vai permitir o aumento da presença militar turca na Síria, um dia depois de Israel bombardear uma base aérea no norte do país, sob justificação da alegada presença de uma delegação de Ancara.

A Turquia tem sido um dos mais países mais críticos da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, tendo também atuado como mediador no acordo de cessar-fogo no enclave palestiniano, em vigor desde 10 de outubro de 2025.

Israel e Hamas têm trocado acusações de violações da trégua desde então e os ataques israelitas têm sido quase diários, ao mesmo tempo que as negociações para as próximas etapas do processo de paz, num roteiro proposto pelos Estados Unidos, continuam num impasse.

Num comunicado conjunto hoje divulgado na imprensa israelita, o exército e o serviço de segurança interna (Shin Bet) anunciaram que destruíram infraestruturas militares do Hamas em vários ataques na Faixa de Gaza ao longo do último dia, incluindo três depósitos de armas, um local de lançamento de 'rockets' e um centro de comando de vigilância.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo grupo islamita Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que causou mais de 74 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Desde o início do atual cessar-fogo, as autoridades da Faixa de Gaza contabilizam mais de 1.400 palestinianos mortos em ataques das forças israelitas.


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Moscovo condenou o ataque ao aeroporto de Riade, atribuído aos rebeldes Huthis, e defendeu negociações como única solução para o conflito no Iémen.

Moscovo condenou hoje o ataque de sábado contra o aeroporto internacional de Riade, atribuído aos rebeldes Huthis do Iémen e que causou 12 mortos e centenas de feridos, e defendeu negociações como única solução para o conflito.

"A Rússia condena este ataque e insta as partes envolvidas no conflito na Península Arábica a absterem-se completamente de atacar infraestruturas civis", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) russo, num comunicado publicado na sua página oficial...

Acordo sobre gasóleo russo é “grande bofetada” para a UE, elogia primeiro-ministro checo... “Compreendo que [o Presidente norte-americano, Donald Trump] tem eleições pela frente, mas para a Europa isto é uma grande bofetada”, comentou o primeiro-ministro populista de direita no sábado à noite, citado pela agência checa CTK.

Por  Jornal Económico com Lusa   11 Outubro 2026 

O primeiro-ministro checo, Andrej Babis, qualificou hoje o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para comercializar gasóleo russo como uma “grande bofetada” para a União Europeia (UE).

“Compreendo que [o Presidente norte-americano, Donald Trump] tem eleições pela frente, mas para a Europa isto é uma grande bofetada”, comentou o primeiro-ministro populista de direita no sábado à noite, citado pela agência checa CTK.

“Veremos o que dizem os nossos colegas europeus”, afirmou, recordando que os líderes da UE se vão reunir na quinta e na sexta-feira.

Babis considerou o acordo surpreendente, depois de Trump ter criticado repetidamente os países europeus pelas compras de hidrocarbonetos russos, que contribuem para financiar a guerra de Moscovo contra a Ucrânia.

“Se nem depois disto a Europa compreender que deve finalmente começar a fazer algo, as coisas não vão acabar bem”, disse Babis, também citado pela agência espanhola EFE.

As críticas de Babis a Trump partem de um político que partilha muitas das posições do Presidente norte-americano, especialmente em matéria migratória.

Após chegar ao poder em dezembro de 2025, Babis pôs fim ao financiamento checo da ajuda militar à Ucrânia.

Trump anunciou na sexta-feira um acordo com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para fornecer de forma imediata 300.000 toneladas de gasóleo russo ao mercado norte-americano e mundial.

O acordo contempla entregas maiores previstas para os próximos meses, o que serviria para baixar o preço do gasóleo, uma das críticas dos norte-americanos a Trump a poucas semanas das eleições intercalares de novembro.

Trump, que abriu na primavera um conflito bélico com o Irão que reduziu o trânsito de petróleo pelo estratégico estreito de Ormuz, culpou a Ucrânia pelo encarecimento do gasóleo devido aos ataques às refinarias russas.

O líder dos Estados Unidos sugeriu mesmo que os ucranianos mudassem de presidente para que seja possível acabar com a guerra com a Rússia, afirmando que Volodymyr Zelensky “não quer chegar a um acordo” com Moscovo.

Arábia Saudita sofre pior ataque desde atentado de 2015... O ataque ao aeroporto de Riade no sábado, com 12 mortos e 309 feridos, atribuído aos huthis iemenitas, foi o mais mortífero em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irão.

© Lusa    11/10/2026 

O ataque ao aeroporto de Riade no sábado, com 12 mortos e 309 feridos, atribuído aos huthis iemenitas, foi o mais mortífero em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irão.

Trata-se também do ataque mais mortífero no reino desde agosto de 2015, quando um atentado suicida do grupo jihadista Estado Islâmico fez 15 mortos numa mesquita num quartel no sul do país.

Iniciada em 28 de fevereiro, a guerra israelo-americana contra o Irão expandiu-se no golfo Pérsico e inclui o recente surto de combates entre os huthis e as forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita.

Um míssil atingiu no sábado um complexo do Aeroporto Internacional Rei Khalid que alberga os terminais 3 e 4 para voos domésticos.

Morreram no ataque quatro sauditas, dois bangladechianos, um norte-americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestiniano e um sudanês, precisou a autoridade da aviação civil saudita.

O ataque levou as escolas de Riade a anunciar hoje a mudança para o ensino à distância, o que acontece pela segunda vez em menos de um mês.

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita, em apoio ao governo internacionalmente reconhecido do Iémen, acusou os huthis pró-iranianos e denunciou "um crime de guerra" ao qual responderá "com firmeza".

As operações no aeroporto foram suspensas.

A coligação também anunciou, durante a noite, a queda de um projétil perto do aeroporto de Dammam, no leste do reino.

Este aeroporto constitui, juntamente com o de Jeddah (oeste), uma alternativa ao aeroporto de Riade.

Várias embaixadas recomendaram ao seu pessoal que evitasse o aeroporto de Riade durante uma semana, segundo um diplomata ocidental.

Os funcionários norte-americanos na Arábia Saudita foram informados hoje de que também terão de solicitar autorização para aceder aos aeroportos de Dammam e Jeddah.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou-se no sábado "profundamente chocado" e condenou o ataque.

Guterres recordou que "os ataques contra civis e infraestruturas civis constituem uma violação do Direito Internacional", pelo que exigiu que tais agressões cessassem imediatamente.

Os huthis já tinham reivindicado na quarta e na quinta-feira ataques contra o aeroporto de Riade, com um saldo de seis mortos.

A dimensão e a frequência dos ataques contra Riade nos últimos dias não têm precedentes desde 2014 e o início da guerra no Iémen, que opõe os huthis às forças governamentais iemenitas.

As forças do Governo reconhecido pela comunidade internacional contam com o apoio militar de uma coligação liderada pela Arábia Saudita a partir de 2015.

Estes ataques ocorrem pouco antes da realização em outubro, no reino, da grande conferência anual sobre investimento, que atrai líderes estrangeiros e figuras de relevo do mundo dos negócios.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo bruto.

Os rebeldes apoiados pelo Irão lançaram uma ofensiva em setembro no Iémen, onde tomaram o litoral do mar Vermelho e reforçaram o domínio sobre o estreito estratégico de Bab el-Mandeb.

Segundo a imprensa norte-americana, Riade pediu recentemente ajuda aos Estados Unidos para combater os huthis.

O Presidente Donald Trump, que considerou inaceitável o ataque de sábado, anunciou que iria conversar com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder 'de facto' do reino.

"É possível. Vamos analisar a questão", respondeu aos jornalistas quando questionado sobre um envolvimento direto norte-americano.

Fontes militares do lado governamental no Iémen disseram no sábado à AFP que as forças iemenitas tinham avançado na zona do estreito de Bab el-Mandeb, mas sem conseguirem garantir a segurança desta via marítima.

Bab el-Mandeb ganhou relevância após o Irão ter bloqueado o estreito de Ormuz, do outro lado da península Arábica.

As alegações das partes em conflito são impossíveis de verificar de forma independente, uma vez que a situação evolui rapidamente e o acesso para os jornalistas é difícil.


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O ataque deste sábado ao aeroporto de Riade acontece depois de a Arábia Saudita ter dito que ia conduzir uma "operação em grande escala" contra os huthis.

Um ataque contra o aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, este sábado, fez, pelo menos, 12 mortos e 309 feridos. Este ataque foi o mais mortífero em qualquer país árabe do Golfo desde o início da guerra no Irão.

O ataque foi atribuído aos Huthis, grupo aliado do Irão, embora estes ainda não se tenham pronunciado...

sábado, 10 de outubro de 2026

Aeroporto de Damman na Arábia Saudita alvo de ataque... O aeroporto de Dammam, na Arábia Saudita, foi atingido por um projétil, segundo informações oficiais, horas após a suspensão das operações no aeroporto de Riade, devido a um ataque atribuído aos rebeldes houthis do Iémen.

© Getty Images    Por   LUSA  10/10/2026 

O aeroporto de Dammam, na Arábia Saudita, foi alvo de um ataque com um "projétil", segundo informações oficiais, horas após a suspensão das operações no aeroporto de Riade, devido a um ataque atribuído aos rebeldes xiitas houthis do Iémen.

"Um projétil caiu nas imediações do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam", segundo o porta-voz militar da coligação liderada pela Arábia Saudita em apoio ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido, o saudita Turki al Maliki, numa publicação na rede social X, citada pela agência de notícias EFE.

O porta-voz não revelou detalhes sobre o ataque, como o tipo de "projétil" ou se houve vítimas, nem fez referência ao ataque de hoje à tarde no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que levou as autoridades sauditas a suspenderem "temporariamente" as operações no aeródromo.

A Autoridade Geral da Aviação da Arábia Saudita referiu anteriormente num comunicado que o aeroporto da capital "sofreu um ataque […] no contexto dos contínuos e flagrantes ataques dirigidos contra as instalações da aviação civil no reino".

Segundo as autoridades sauditas, pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas algumas em estado grave, no ataque atribuído aos rebeldes Huthis do Iémen.

De acordo com a autoridade de aviação civil saudita, entre as vítimas mortais encontram-se quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, dos quais um norte-americano.

A mesma autoridade também deu conta de "danos materiais".

Anteriormente, uma fonte médica tinha adiantado à agência France-Presse (AFP) que duas pessoas tinham morrido no ataque contra o aeroporto Rei Khalid, tratando-se de um membro de uma tripulação egípcia ao serviço de uma companhia aérea saudita e de um palestiniano com documentos de viagem egípcios.

A autoridade aeronáutica saudita confirmou hoje a suspensão dos voos no aeroporto de Riade após um ataque, sem especificar a origem, mas que fonte diplomática citada pela AFP atribuiu aos rebeldes Huthis do Iémen.

No primeiro pronunciamento de Riade sobre numerosos relatos de um ataque hoje dirigido contra o Aeroporto Rei Khalid, a Autoridade de Aviação civil saudita tinha confirmado a existência de "vários feridos", cujo número ainda estava a ser contabilizado.

A companhia nacional Kuwait Airways já tinha anunciado a interrupção das ligações com a capital saudita.

Fonte diplomática disse à AFP que "os Huthis estão a atacar alvos civis", especificando que um míssil atingiu as instalações do aeroporto por volta das 15:00 locais (13:00 em Lisboa).

Fonte médica citada pela agência noticiosa francesa indicou, após o ataque, que "dezenas de pessoas ficaram feridas, na maioria cidadãos sauditas", das quais cinco estavam em estado grave e foram levadas de helicóptero para unidades de cuidados intensivos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu hoje juntar-se à coligação liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes Huthis, referindo que espera tomar uma decisão "muito rapidamente", na sequência do ataque.

Várias outras embaixadas ocidentais aconselharam o pessoal a evitar durante uma semana o aeroporto de Riade, indicou à AFP um diplomata na capital saudita.

A Embaixada da França já tinha pedido na sexta-feira aos seus cidadãos que tomem "extrema cautela" na Arábia Saudita devido aos "ataques dos Huthis nos últimos dias".

Vários órgãos de comunicação social internacionais noticiaram incêndios causados no aeroporto por projéteis dos Huthis e a evacuação do Terminal 3 após um "impacto direto" que deixou várias pessoas feridas, segundo o The Wall Street Journal.

Os Huthis, grupo aliado do Irão, ainda não se pronunciaram, apesar de terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita, que apoia o Governo internacionalmente reconhecido no Iémen, depois de terem imposto um bloqueio naval aos navios do reino árabe, maior exportador mundial de crude, desde julho no Mar Vermelho.

Riade anunciou hoje uma "operação em grande escala" da coligação que lidera contra os Huthis, visando "os efetivos e as capacidades" dos rebeldes, ao mesmo tempo que apoia o exército do governo internacionalmente reconhecido no Iémen.

A contraofensiva ocorre após significativos avanços militares dos Huthis no oeste do Iémen, permitindo o controlo de vastas áreas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem estratégica de acesso ao Canal do Suez tem servido de alternativa ao estreito de Ormuz, que se encontra sob bloqueio do Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Após anos de relativa calma na guerra civil no Iémen, a frágil trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem de um avião com representantes iranianos em Sanaa.

Os Huthis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, ao lado do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.

Entre 2023 e 2025, atacaram navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, como forma de apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza.

Rússia permite exportação de gasóleo após acordo com EUA... O governo da Rússia levantou parcialmente a proibição de exportação de gasóleo para cumprir o acordo com os Estados Unidos, revelou o Conselho de Ministros russo.

© Stringer/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA  10/10/2026 

O governo da Rússia levantou parcialmente a proibição de exportação de gasóleo para cumprir o acordo alcançado na sexta-feira com os Estados Unidos, revelou hoje o Conselho de Ministros russo.

"A decisão foi aprovada em cumprimento dos acordos entre o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump", revela o Governo em comunicado.

Segundo o executivo russo, a medida entra hoje em vigor e "permitirá, nesta fase, direcionar para o mercado mundial 500 mil toneladas de combustível diesel".

As companhias petrolíferas devem começar a contratar o fornecimento de gasóleo a clientes estrangeiros, em coordenação com o Governo russo, acrescenta o governo.

Segundo o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, a decisão não afetará os interesses dos consumidores russos.

"Na Rússia, o diesel é produzido a partir de petróleo bruto russo em refinarias nacionais. Os volumes de produção permitem-nos abastecer plenamente tanto o mercado interno como os volumes especificados para o fornecimento global", indicou.

Até hoje mantinha-se em vigor a proibição de exportação de gasóleo: para os produtores, o limite estava previsto até 31 de outubro e, para os não produtores, até 31 de janeiro de 2027.

No entanto, continua em vigor uma proibição total de exportação de gasolina até 31 de janeiro de 2027.

Na sexta-feira, Trump manteve uma conversa telefónica com Putin, durante a qual acordaram que a Rússia forneceria gasóleo aos Estados Unidos e ao mercado internacional.

Para esse efeito, o governo norte-americano emitiu uma licença geral temporária que permite o fornecimento de gasóleo russo ao mercado global, suspendendo temporariamente as sanções impostas aos hidrocarbonetos russos devido à guerra na Ucrânia.


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A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, alertou hoje que o acordo de fornecimento de gasóleo russo entre Estados Unidos e Rússia proporciona a Moscovo "mais recursos para a guerra" na Ucrânia.

Achefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, alertou hoje que o acordo de fornecimento de gasóleo russo entre Estados Unidos e Rússia proporciona a Moscovo "mais recursos para a guerra" na Ucrânia.

"Este não é o momento para aliviar a pressão sobre a Rússia e a Europa não o fará", declarou a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros...

Ataque de Trump a Zelensky? Ucrânia reage e Rússia elogia: "Icónico"... A Rússia congratulou-se hoje com o apelo do Presidente norte-americano para a substituição do chefe de Estado ucraniano, enquanto a diplomacia da Ucrânia assinalou o apoio do povo a Zelensky.

© Andrew Harnik/Getty Images   Por  LUSA   10/10/2026 

A Rússia congratulou-se hoje com o apelo do presidente norte-americano para a substiuição do chefe de Estado ucraniano, enquanto a diplomacia da Ucrânia assinalou o apoio do povo a Zelensky.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, defendeu hoje que chegou a altura de a Ucrânia ter um novo chefe de Estado, sugerindo que o atual, Volodymyr Zelensky, não fez o suficiente para pôr fim à guerra com a Rússia.

"Sugiro que arranjem um novo líder, que consiga fazer um acordo", afirmou durante um discurso na Casa Branca, citado pela agência Associated Press, acrescentando que "por alguma razão [Zelensky] nunca o faz".

A Ucrânia reagiu através do ministro das Negócios Estrangeiros, que sublinhou a popularidade do chefe de Estado: "Ele conta com o apoio do povo ucraniano e este tem o direito de decidir".

"As declarações vindas do exterior apenas confirmam que ele está fazendo bem seu trabalho. Ele merece ser apoiado", disse também Andriy Sybiga, numa publicação na rede social X.

Já Kiril Dmítriev, emissário russo para a cooperação económica com os EUA, destacou que Zelensky "quer causar problemas a todo o mundo".

"O presidente Trump junta-se àqueles que acreditam que a Ucrânia precisa de uma liderança realmente focada na paz e não no belicismo de Zelensky", escreveu também no X, referindo que "a diplomacia do diesel expôs Zelensky".

"Icónico e histórico", acrescentou.

Donald Trump sugeriu que, caso fosse presidente dos Estados Unidos da América (EUA) em 2022, "aquela guerra [entre a Rússia e a Ucrânia] nunca teria começado".

"Não havia razão para que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia tivesse começado. Começou devido à incompetência", disse.

O presidente ucraniano, acrescentou, "perdeu 30% do seu país e há mais de um milhão de pessoas deslocadas nos dois lados, mais de dois milhões de mortos".

"É uma guerra que nunca deveria ter começado. E acho que é altura de a Ucrânia arranjar um novo presidente", defendeu.

Ataques russos mataram pelo menos 20 pessoas, entre as quais três crianças, em Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, divulgaram hoje autoridades ucranianas, um dia depois de o Presidente norte-americano ter anunciado um acordo para a compra de gasóleo russo que, de acordo com Kiev, ajudaria a financiar a guerra.

Também durante o dia de hoje, mísseis atingiram Kiev, tendo as autoridades ucranianas registado quatro feridos.

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente, na sexta-feira, a venda, entrega, descarga e importação de gasóleo de fabrico russo, incluindo a sua entrada no mercado norte-americano, até 07 de abril de 2027, apesar das sanções impostas a Moscovo.

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) mantém, no entanto, restrições aos pagamentos através de contas de três instituições financeiras estatais russas.

A medida foi justificada por Donald Trump como um esforço para conter a escalada de preços dos combustíveis desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Segundo o líder da Casa Branca, a Rússia aceitou libertar de imediato 300 mil toneladas de gasóleo "para o mercado americano e global", seguidas de 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.

Zelensky considerou que a Rússia "expressou a sua gratidão" a Washington pelo levantamento de sanções petrolíferas através de novos bombardeamentos contra o seu país, tendo a Ucrânia intensificado os ataques na Rússia, visando um terminal petrolífero na região de Rostov.

Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou a sua "total solidariedade" para com o chefe de Estado ucraniano, numa conversa telefónica entre os dois governantes.

Os esforços diplomáticos sob mediação de Washington para pôr fim a mais de quatro anos de ofensiva russa na Ucrânia encontram-se atualmente num impasse.


PROTESTO EM LISBOA: Milhares protestam em Lisboa contra custo de vida e habitação... Alguns milhares de pessoas estão hoje à tarde no Largo do Intendente, em Lisboa, em protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.

© Lusa   10/10/2026 

Alguns milhares de pessoas estão hoje à tarde concentradas no Largo do Intendente, em Lisboa, onde continuam a chegar manifestantes, num protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.

Poucos minutos antes da hora marcada, o Largo do Intendente estava já repleto de pessoas de todas as idades que decidiram aderir ao movimento organizado pela plataforma "Não dá mais para viver assim", promotora de manifestações semelhantes em Aveiro, Braga e Porto.

Os manifestantes vão chegando em grupo ou solitários, com cartazes debaixo do braço com frases de revolta contra o custo de arrendar um apartamento, que os atira para longe da cidade ou os obriga a permanecer "em casa dos pais depois dos 30 anos", como relatou à Lusa Teresa Fonseca.

Teresa veio sozinha. "Vi que ia haver este protesto no Instagram e vim. Já chega. Este país está cada vez pior e agora é preciso sair de casa e ir para a rua gritar como fizeram os espanhóis", defende, contando que o desemprego lhe bateu à porta e foi obrigada a regressar a casa dos pais.

Do outro lado do Largo do Intendente está Ana Mendes, novata nestas andanças. Aos 35 anos, Ana vive num quarto alugado que lhe custa mais de metade do salário e por isso hoje juntou-se aos milhares de pessoas que em Lisboa exigem mudanças ao Governo para baixar o custo de vida e criar rendas acessíveis.

"Nasci em Cascais, estudei e achava que ia ter um emprego com um bom ordenado", conta à Lusa Ana Mendes, que, apesar de ter uma licenciatura, recebe apenas o salário mínimo a trabalhar num 'call center'.

Cansada de viver com os pais, começou à procura de casa e acabou num apartamento em Chelas, uma zona "com bastante violência". Partilha casa com outros dois casais e paga 450 euros de renda sem contrato, porque "com contrato ainda era mais caro".

Muitos dos jovens que hoje participam no protesto contam com a ajuda da família, mas também há muitos casos como o de João Santos. O jovem de 23 anos ficou órfão de pai e mãe este verão. "No último ano estive a tratar deles e agora tenho o meu irmão a cargo, porque ele tem um problema de saúde", conta o jovem, que tirou um mestrado e teve de se despedir para tratar do irmão.

"Este país dá zero ajudas", desabafa. João traz consigo um cartaz dizendo "Se nós não podemos viver aqui, então governam para quem?".

As histórias de quem não consegue arrendar casa ou de quem não tem dinheiro para todo o mês repetem-se. Há cartazes que recordam Maricarmen Abascal, a espanhola expulsa aos 87 anos da casa onde viveu desde jovem.

Pelas ruas de Lisboa em direção à Praça de São Domingos, os protestantes entoam várias frases como "Ó Montenegro, eu quero ter um salário para a casa e para viver".

José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, esteve também no protesto, onde lembrou que "há cada vez mais pessoas que não conseguem pagar as contas, enquanto um pequeno grupo de pessoas tem lucros astronómicos".

Sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2027 entregue esta semana no parlamento, considerou ser "um cheque em branco" para a continuação da atual situação, "por isso não há abstenção". Pureza defendeu a necessidade de limitar o aumento das rendas.

Também Isabel Mendes Lopes, do Livre, criticou a proposta de Orçamento e acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de "viver numa bolha e estar a governar para as pessoas que são parecidas consigo e não para a generalidade dos portugueses".

"Achar que uma renda moderada pode ir até aos 2.300 euros é de quem não vive no mundo real nem no mundo onde a maior parte das pessoas vivem", criticou a deputada do Livre, recordando que em Portugal "os salário continuam a ser muito baixos e as pessoas têm dificuldades de pagar as suas contas ao fim do mês".

O protesto continua nas ruas de Lisboa.

A plataforma que organizou a manifestação pede o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição, e medidas que respondam à crise na habitação.


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O Presidente da República, António José Seguro, recebeu Barack Obama no Palácio de Belém para uma "conversa informal" sobre a "atualidade internacional". O antigo chefe de Estado norte-americano está em Lisboa para participar como orador principal na sexta edição do Game Changers Forum.

OPresidente da República, António José Seguro, recebeu este sábado o antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Palácio de Belém.

Segundo uma nota, publicada no site da Presidência da República, Seguro e Obama reuniram-se para uma "conversa informal e uma troca de impressões sobre temas da atualidade internacional"...

GUERRA NA UCRÂNIA: Trump diz que "chegou a altura de a Ucrânia ter um novo presidente"... Donald Trump afirmou que "está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente" e sugeriu um líder "que consiga chegar a um acordo". O aviso surge após Zelensky criticar a compra de gasóleo à Rússia, com Trump a acusar Kyiv de "querer criar problemas para o mundo".

© Aaron Schwartz/Getty Images   Por noticiasaominuto.com  10/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado que "está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente". A declaração surge um dia após ter sido criticado pelo chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter alcançado um acordo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em relação à venda de gasóleo

"Sugiro que arranjem um novo líder que consiga chegar a um acordo", declarou Trump após ter sido questionado por jornalistas na Casa Branca sobre o acordo que alcançou com Vladimir Putin relativo ao fornecimento de gasóleo russo.

"Acho que chegou a altura de a Ucrânia ter um novo presidente", atirou.

Trump acusou ainda Zelensky de "querer criar problemas no mundo" ao atacar refinarias russas, defendendo que tais ataques tiveram impacto no abastecimento mundial de gasóleo.

"Dissemos-lhes: "Podem fazer o que quiserem à Rússia, mas não ataquem as refinarias, porque isso é um problema à escala mundial que vocês estão a provocar", disse Trump. "E [Volodymyr Zelenskyy] quer criar problemas para o mundo".

"Dissemos-lhes: "Façam o que quiserem, mas não ataquem o fornecimento de gasóleo, porque isso representa um grande problema, uma enorme escassez", acrescentou. "E o que é que ele faz? Vai e ataca o fornecimento de gasóleo".

E alertou: "É bom que ele pare de uma vez por todas".

Trump anunciou, na sexta-feira, que alcançou um acordo "transcendental" com Putin que permite que a Rússia forneça "imediatamente" mais de 300.000 toneladas de combustível diesel ao mercado norte-americano e global, "outras 500.000 toneladas durante o mês de novembro e 1.000.000 de toneladas logo a seguir".

Dependendo do estado das refinarias russas, explicou Trump numa referência velada aos ataques ucranianos à infraestrutura energética de Moscovo, espera-se que a Rússia entregue "num curto período de tempo" três milhões de toneladas de diesel.

Como a Rússia está a sofrer sanções sobre as suas exportações de hidrocarbonetos, o Departamento do Tesouro americano esclareceu de imediato ter concedido uma autorização provisória para esta colocação no mercado.

Em resposta, o presidente ucraniano defendeu que o alívio de sanções sobre gasóleo russo é sinal de "fraqueza" e vai contribuir para Vladimir Putin "travar a guerra durante mais tempo".

"Qualquer flexibilização das sanções contra a Rússia, sem um acordo claro e duradouro de desanuviamento, é uma fraqueza evidente. Isto joga a favor da Rússia — permitindo-lhe matar mais, travar a guerra durante mais tempo, respeitar ainda menos a América e causar perdas e danos ainda maiores ao mundo", publicou Zelensky nas redes sociais.

Já durante a madrugada a Ucrânia atacou um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia.

O ataque causou um incêndio num terminal responsável pelo armazenamento e bombagem de combustível da refinaria de Novoshakhtinsk, que já tinha sido atingida por drones ucranianos em 9 de julho, precisou o canal independente russo Astra.

GUINÉ-BISSAU: INE E MISSÃO DO BAD ANALISAM PRIORIDADES PARA O REFORÇO INSTITUCIONAL NO ÂMBITO DO PAGAP

Por Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau  10/10/2026 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) recebeu, no dia 9 de outubro de 2026, uma Missão do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que se encontra na Guiné-Bissau para a supervisão do Projeto de Apoio à Gestão da Administração Pública (PAGAP).

O encontro permitiu analisar o estado de implementação das atividades do projeto relacionadas com o INE e definir ações prioritárias para o reforço das capacidades institucionais, técnicas e tecnológicas da instituição.

Entre os principais pontos abordados estiveram o reforço das competências em análise e gestão de dados, o recrutamento de consultores especializados, a melhoria da infraestrutura tecnológica e a coordenação com as instituições públicas envolvidas na execução do PAGAP.

Foi igualmente destacada a necessidade de criar uma base de dados permanente de profissionais das áreas de estatística e informática, através de parcerias com universidades, escolas de formação e outras instituições, contribuindo para reduzir a dependência de consultores externos e reforçar as competências nacionais.

No domínio da análise de dados, foi recomendada a criação de uma equipa interna do INE que trabalhará diretamente com o consultor a recrutar, garantindo a transferência de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades dentro da instituição.

O encontro permitiu ainda discutir os requisitos técnicos a considerar nos futuros termos de referência, incluindo ferramentas de análise, equipamentos, infraestrutura tecnológica, sistemas de divulgação de dados, confidencialidade e formação especializada.

A missão do BAD pretende igualmente avaliar a execução física, financeira, fiduciária e operacional do PAGAP e acordar medidas prioritárias para acelerar a implementação das atividades durante o período de prorrogação do projeto.

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL: Confirmado processo disciplinar a Cristiano Ronaldo na seleção nacional... Conselho de Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol determinou "a suspensão preventiva não automática" de Cristiano Ronaldo e atribuiu "natureza urgente ao processo". Capitão da seleção abandonou estágio em Copenhaga.

© Getty Images  Por  noticiasaominuto.com   10/10/2026 

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol confirmou, este sábado, a instauração de um processo disciplinar a Cristiano Ronaldo, na sequência da decisão de abandonar o estágio da seleção nacional, em conflito com Jorge Jesus, no passado dia 30 de setembro, em Copenhaga. 

O avançado português de 41 anos terá, assim, de aguardar pelo desfecho do processo e até lá ficará suspenso de forma preventiva "não automática". 

"Instauração de processo disciplinar a Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, por deliberação da Secção Não Profissional, de 9 de outubro de 2026, tendo por objeto o apuramento de eventual relevância disciplinar dos factos participados no dia 7 de outubro de 2026", pode ler-se na nota oficial. 

"Sem prejuízo da suspensão preventiva automática a que esteve sujeito até à data da instauração, foi determinada a suspensão preventiva não automática do jogador e atribuída natureza urgente ao processo", adianta ainda o CD. 

O mesmo comunicado refere que o processo já foi enviado para a Comissão de Instrução Disciplinar da FPF, "ficando excluída a publicidade até ao fim da instrução". 

O que se segue?

Com o processo enviado à Comissão de Instrução Disciplinar da FPF, o passo seguinte deverá passar por Cristiano Ronaldo ser notificado para se pronunciar e apresentar a versão dos factos. 

A partir daí, o processo decorrerá e será decidida a pena que vai ser aplicada. Ainda assim, o avançado português poderá falhar os jogos de Portugal agendados para novembro, caso a decisão não seja conhecida até lá. 

Que castigo arrisca CR7? 

Em causa, refira-se, estará uma suspensão entre um e seis meses, bem como uma multa, de acordo com o artigo 160.º do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, que determina que qualquer jogador "regularmente convocado abandone ou não compareça injustificadamente a treino, jogo ou atividade das seleções nacionais ou relacionada com a representação desportiva da FPF ou de Portugal". 

No entanto, e de acordo com a informação veiculada pelo jornal Record, o facto de Ronaldo ter admitido o erro, no comunicado emitido na última terça-feira, pode reduzir-lhe a pena para metade. 

"A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos", admitiu CR7. 

Caso o Conselho de Disciplina aplique a sanção mínima e reduza a pena para metade, Cristiano Ronaldo poderá cumprir apenas 15 dias de suspensão. Se for aplicada a sanção máxima, a redução para metade corresponderá a três meses. 

Implicações no Al Nassr? 

Resta, agora, perceber se a suspensão preventiva também se aplica a nível de clubes. Cristiano Ronaldo foi a jogo na noite de sexta-feira, marcando na vitória do Al Nassr frente ao Al Diriyah (3-0), elevando para 980 os golos ao longo de toda a carreira, ficando a 20 remates certeiros de bater a fasquia dos 1.000. 


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Sam Allardyce, antigo selecionador de Inglaterra, defende que Jorge Jesus deve cortar o cordão umbilical com Cristiano Ronaldo. O treinador inglês considera que Portugal precisa de encerrar um ciclo e que alguém terá de o fazer.

Jorge Jesus terá de "cortar o cordão umbilical mais cedo ou mais tarde" e pensar na seleção portuguesa sem Cristiano Ronaldo, defende Sam Allardyce, experiente treinador inglês. No podcast "Tippy Tappy Football", o antigo selecionador inglês analisou a polémica em torno do abandono de Ronaldo em pleno estágio de Portugal, destacando o facto de Jesus ter um treinador "da velha guarda" e afirmando que Portugal precisa de encerrar um ciclo. 

"Alguém terá de cortar o cordão umbilical mais cedo ou mais tarde. E este treinador não é de rodeios. Já ouvi falar do seu historial e do que ele fez em Portugal antes, a ganhar o campeonato e tudo mais, e obviamente é da velha guarda, direto e sem rodeios", começou por dizer Allardyce, que também não deixou de recordar a forma como terminou a segunda passagem de CR7 pelo Manchester United...