quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Trump chama "tonta" a uma jornalista da CNN e "estúpida" a outra da ABC News... O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025.

Por  SIC Notícias/Lusa  21 out.2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insultar jornalistas ao chamar "tonta" a uma repórter da CNN e “estúpida” a outra profissional da ABC News, que lhe perguntavam sobre a libertação de um americano detido na Rússia.

À saída da Casa Branca para ir a um comício na Carolina do Sul, as repórteres perguntaram ao Presidente se a libertação do professor americano Stephen James Hubbard estava ligada ao recente alívio das sanções de Washington a Moscovo.

"Não sabes do que estás a falar. Tens um baixo coeficiente intelectual, és tonta e trabalhas para a CNN", respondeu o presidente a Kaitlan Collins, uma das figuras mais conhecidas do canal.

Quando à outra repórter, da ABC News, colocou-lhe questões sobre o mesmo assunto, e Trump voltou a atacar: "És uma pessoa estúpida e, já agora, o teu canal é o pior de todos".

Na mesma manhã, no entanto, o próprio Trump tinha confirmado na sua rede Truth Social que a libertação de Hubbard estava ligada à sua decisão de não aplicar as sanções à Rússia.

"Se as sanções tivessem sido impostas, sem dúvida essas negociações teriam parado completamente", escreveu o Presidente dos EUA, que assegurou que várias pessoas que tinham pedido para sancionar a Rússia o chamaram para se desculpar, porque "não sabiam que ele estava a negociar a libertação de Stephen Hubbard".

Estes insultos a jornalistas acontecem um dia depois de Trump ter-se confrontado na sala Oval com Andrew Feinberg, do jornal The Independent, a quem alertou de que mais valia "ter cuidado" e perguntou-lhe se era "um doente".

O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025.

Em novembro daquele ano disse: “cala-te, porquinha” à jornalista da Bloomberg Catherine Lucey quando esta lhe perguntou, a bordo do avião presidencial Air Force One, sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein.

Em maio passado, o Trump chamou “tonta” a Akayla Gardner, da MS NOW, depois de a jornalista lhe perguntar sobre o sobrecusto das obras de um grande salão de baile na Casa Branca.

Além disso, o republicano mantém uma batalha judicial para impedir o acesso à Casa Branca de repórteres da CNN, MS NOW e Politico, uma medida que um juiz federal bloqueou por enquanto.

Segundo publicou na terça-feira o The New York Times, Trump pondera transformar a atual sala de imprensa da Casa Branca numa piscina coberta, o que, na prática, expulsaria a imprensa do recinto presidencial.

Guiné-Bissau: Abulai Bá: "A independência representa dignidade para a nação"

Por  Forças Armadas da Guiné-Bissau  21/10/2026 



Veja Também:  Abulai Bá: "A independência representa dignidade para a nação"(Programa Radiofônico edição №24) 

Guiné-Bissau: 🚨 EXCLUSIVO : OPERAÇÃO "ASTRA" PJ DESMANTELA ALEGADA REDE DE BURLA E SEQUESTRO EM BISSAU... Uma equipa de reportagem da TGB acompanhou, esta madrugada, a operação da Polícia Judiciária que culminou no desmantelamento de uma alegada rede envolvida em crimes de burla e sequestro.

Radio Voz Do Povo/ Cortesia: TGB

"Dinheiro será irrelevante", diz Elon Musk (a pessoa mais rica do mundo)... Apesar de ser atualmente a pessoa mais rica do mundo com uma riqueza avaliada em 921 mil milhões de dólares, Elon Musk considera que “o dinheiro será irrelevante” no futuro.

© Andrew Harnik/Getty Images   Por  noticiasaominuto.com  21/10/2026 

É sabido que Elon Musk tem como objetivo transformar os seres humanos numa espécie multiplanetária, procurando impulsionar a expansão para outros planetas começando com a criação de uma base na Lua e lançar no futuro a exploração de Marte. Além disso, Musk também acredita que a robótica e a Inteligência Artificial poderão melhorar os cuidados de saúde para todos.

De acordo com Musk, a combinação destes dois fatores fará com que o “dinheiro se torne irrelevante” e que “a moeda convencional deixe de ter importância”.

O magnata multimilionário - que é também a pessoa mais rica do mundo com uma riqueza avaliada em 921 mil milhões de dólares - teceu estas considerações em conversas com o autor da sua biografia, Walter Isaacson, notando ainda que, no futuro, o valor deverá ser medido em potência ou energia.

Conta o site Business Insider que Isaacson marcou presença no podcast “The Builders”, onde contou ainda que Musk afirmou que “não haverá nada que os humanos possam fazer que os robôs e a Inteligência Artificial não consigam fazer melhor”.

Elon Musk otimista com chegada de robôs com IA

Numa publicação partilhada em julho na rede social X, Musk afirmou que a combinação entre robótica e Inteligência Artificial permitirá às pessoas não terem de trabalhar para conseguirem ter dinheiro para viver.

De acordo com Musk, robôs inteligentes serão capazes de produzir bens e oferecer serviços em tal abundância e com tamanha eficiência que a receita proveniente será suficiente para os governos pagarem o que chama de “rendimento alto universal”.

Ao contrário do conceito (mais comum) de rendimento básico universal, esta proposta de Musk significa que os governos teriam receita suficiente para proporcionar conforto financeiro a todos os cidadãos. Como lembra o Business Insider, Musk afirmou no passado que poupar para a reforma poderá tornar-se “irrelevante” nos próximos 20 anos graças aos ganhos obtidos por Inteligência Artificial e robótica.

“Trabalhar será opcional”, afirma Musk nesta publicação no X.

A previsão de Musk teve direito a uma resposta de Michael Burry - investidor que ficou conhecido por prever a crise financeira de 2008 (e tirar proveito dela).

Para Burry, a realidade descrita por Musk não parece provável, acreditando até que poderá haver fortes agitações na sociedade civil à medida que mais pessoas são despedidas devido à implementação de robôs equipados com Inteligência Artificial.

“Falso. Primeiro haverá uma revolução”, escreveu Burry.


MANIFESTAÇÕES NA GRÉCIA: Mais de 10 mil manifestam-se na Grécia contra custo de vida... Mais de 10 mil estudantes, alunos, professores e funcionários públicos manifestaram-se em cidades gregas contra o elevado custo de vida e os problemas no ensino, evocando os protestos em França.

© Lusa     21/10/2026 

Mais de 10 mil estudantes, alunos, professores e funcionários públicos manifestaram-se hoje em cidades gregas contra o elevado custo de vida e os problemas no ensino, evocando os protestos em França.

Cerca de 5.000 pessoas participaram na manifestação em Atenas e outras 3.000 em Salónica, no norte do país, segundo a polícia.

Em Patras, no oeste, mais de 3.000 pessoas participaram num protesto semelhante, de acordo com a televisão pública, ERT.

Alunos e professores do ensino secundário protestaram contra a falta de infraestruturas e de pessoal e as deficientes condições dos edifícios escolares.

Segundo a federação dos professores do ensino secundário Olme, faltam cerca de 15 mil docentes nas escolas gregas.

"O nível da educação é muito baixo, as escolas não têm pessoal suficiente e os edifícios escolares estão degradados", afirmou Maria, funcionária municipal de cerca de 50 anos, durante a marcha em direção à Praça Syntagma, diante do Parlamento, em Atenas.

Os manifestantes estabeleceram paralelos com a vaga de protestos em França, marcada no último fim de semana por graves confrontos e pilhagens em várias cidades.

"Na Grécia, como em França, reivindicamos uma educação pública e gratuita", afirmou Katia Koubousidou, representante dos estudantes de Filosofia e Pedagogia da Universidade Aristóteles de Salónica.

"Grécia e França, revolta por todo o lado, mesmos problemas, mesmo inimigo" e "Da Grécia à França, lutamos por uma educação pública e gratuita" foram algumas das mensagens exibidas em faixas na manifestação de Salónica.

Dezenas de estudantes instalaram tendas em Atenas e Salónica desde terça-feira, enquanto a confederação dos funcionários públicos Adedy aderiu hoje às manifestações e convocou uma paralisação.

A organização exige aumentos salariais e um reforço substancial do apoio aos professores, além de ter saudado as "manifestações massivas do povo e da juventude em França".

Os manifestantes denunciam também problemas de segurança nos estabelecimentos de ensino.

Um aluno de 14 anos ficou recentemente ferido após a queda de parte do revestimento do teto numa sala de aula em Thermi, perto de Salónica, enquanto uma grande escola secundária de Atenas está encerrada há duas semanas devido a um alerta relacionado com uma fuga de gás.

A Grécia destinou à educação 3,3% do produto interno bruto (PIB) em 2023, contra uma média de 4,7% na União Europeia (UE), segundo o Eurostat.

O salário mínimo grego não ultrapassa atualmente os 920 euros, apesar dos sucessivos aumentos realizados desde a crise financeira.

Em setembro, a inflação na Grécia atingiu 5,1% em termos homólogos, contra uma média de 3,8% na zona euro, de acordo com o Eurostat.

O Governo conservador tem procurado afastar comparações entre a situação no país e os recentes protestos em França.

O primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, afirmou na segunda-feira que a Grécia não regressará "à época de grande agitação social" vivida durante a crise financeira entre 2009 e 2018, quando as medidas de austeridade provocaram sucessivas manifestações e episódios de violência.

Cruz Vermelha de Cabo Verde recebe 236 mil euros... A Cruz Vermelha de Cabo Verde vai receber 236 mil euros da federação internacional para treinar a população a antecipar efeitos de secas, anunciou hoje.

© Lusa   21/10/2026 `

A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) vai receber 26 milhões de escudos (236 mil euros) da respetiva federação internacional para treinar a população a antecipar efeitos de secas, anunciou hoje.

A CVCV e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) vão firmar "um protocolo de ação antecipada, destinado a reforçar a preparação das comunidades cabo-verdianas e a reduzir os impactos da seca no país", anunciou em comunicado.

"No âmbito deste protocolo, a CVCV receberá um financiamento de cerca de 26 milhões de escudos" a utilizar "ao longo de dois anos para desenvolver ações de preparação, prevenção e intervenção antecipada", informou.

As comunidades vão ter listas de medidas a tomar face a critérios de ativação, indicadores de risco a acompanhar e níveis críticos.

Dependendo dos riscos identificados e das necessidades das populações, as medidas poderão incluir apoio aos agricultores e criadores de gado, proteção dos recursos produtivos e transferências monetárias antecipadas.

Além da proteção dos bens e rendimentos familiares, a abordagem procura diminuir o sofrimento humano e psicológico associado à perda de colheitas, animais e outras fontes de subsistência.

Cabo Verde é um arquipélago árido, com um baixo regime de precipitação anual, concentrado entre agosto e outubro.

O Governo cabo-verdiano admitiu no início de setembro a possibilidade de acionar programas de apoio a famílias rurais afetadas pela falta de chuva, que já provocou a perda de algumas áreas semeadas.


Leia Também: Preços turísticos em Cabo Verde subiram 7,5% no terceiro trimestre

Os preços da oferta turística em Cabo Verde subiram 7,5% no terceiro trimestre, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). O aumento afeta hotéis, cafés e restaurantes, enquanto o aluguer de automóveis ficou 6,4% mais caro e o entretenimento e cultura não registou variação.

Os preços da oferta turística em Cabo Verde aumentaram em termos homólogos 7,5% no terceiro trimestre, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) do arquipélago.

De acordo com o Índice de Preços Turísticos (IPT), os preços em hotéis, cafés e restaurantes apresentaram uma variação homóloga de 7,5%, o aluguer de automóveis ficou 6,4% mais caro e o entretenimento e cultura não registou variação de preços...

OMS exorta países africanos a prepararem-se contra o Ébola... A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou aos países africanos para manterem um elevado nível de preparação após um caso de Ébola na Nigéria e contágios no Quénia.

© Lusa    21/10/2026 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou hoje aos países africanos para "manterem um elevado nível de preparação" após a confirmação de um caso de Ébola na Nigéria, dias depois de o Quénia também ter confirmado contágios no seu território.

"A OMS exorta todos os países da região a manterem um alto nível de preparação, o que é essencial para detetar os casos precocemente, prevenir a transmissão contínua e proteger os profissionais de saúde e as comunidades", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa mensagem publicada hoje na rede social X.

Na mesma nota, Ghebreyesus, referiu que a OMS está a trabalhar - em conjunto com os seus parceiros - com os governos da Nigéria, Quénia e República Democrática do Congo (RDCongo) "para reforçar" a resposta à epidemia.

Hoje, também, a agência de saúde pública da União Africana (UA) anunciou - após terem sido recentemente detetados casos no Quénia e na Nigéria - a convocação de uma reunião virtual, que terá lugar a 28 de outubro com os ministros da Saúde do continente, para abordar a "ameaça crescente" do vírus Ébola.

O primeiro caso de Ébola detetado na Nigéria é da estirpe Bundibugyo, responsável pela epidemia na RDCongo, anunciaram hoje as autoridades de saúde do país mais populoso de África.

A paciente infetada é uma diplomata, que tinha chegado recentemente à Nigéria num voo proveniente do Uganda, explicou na terça-feira o ministro da Saúde nigeriano, Ali Pate.

A mulher começou a apresentar sintomas em 07 de outubro e foi internada num hospital privado em Abuja em 11 de outubro, antes de ser diagnosticada com este vírus.

O Uganda já tinha registado casos de Ébola, mas foi posteriormente declarado livre do vírus.

A Nigéria é, assim, o mais recente país a registar um caso de Ébola, depois de o vizinho Quénia ter confirmado o seu primeiro caso no início deste mês, tendo entretanto registado mais oito casos.

O Quénia foi o quarto país a registar um caso ligado à epidemia de Ébola na RDCongo, juntando-se ao Uganda, França e Países Baixos.

No Uganda, a OMS declarou, em 26 de agosto, o fim do surto, depois de contabilizar 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, e duas mortes.

A epidemia na RDCongo é a segunda mais letal da história a nível global, tendo provocado 9.552 casos confirmados, incluindo 4.602 mortes, segundo o último balanço oficial, com dados recolhidos até 18 de outubro.

O Ébola é altamente contagioso e transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de uma pessoa infetada, incluindo sangue e vómito, ou através do contacto com materiais e superfícies contaminadas, como roupa de cama e vestuário.


Leia Também: Nigéria confirma que primeiro caso de Ébola é da estirpe Bundibugyo

A Nigéria confirmou o primeiro caso de Ébola da estirpe Bundibugyo, que já provocou surtos na República Democrática do Congo. A paciente, uma diplomata, encontra-se em estado grave.

Oprimeiro caso de Ébola detetado na Nigéria é da estirpe Bundibugyo, responsável pela epidemia na República Democrática do Congo e o estado da paciente, diplomata, deteriorou-se, anunciaram hoje as autoridades de saúde do país mais populoso de África.

"Realizámos três níveis de testes, todos moleculares. A estirpe era Bundibugyo", afirmou Olajumoke Babatunde, diretor dos serviços de laboratório de saúde pública no Centro Nigeriano de Controlo e Prevenção de Doenças, no final de uma reunião de emergência para discutir o caso...

Milei chama "ditador" e "ladrão corrupto" a Sánchez em Madrid... O Presidente da Argentina, Javier Milei, visitou Madrid e insultou o primeiro-ministro Pedro Sánchez, enquanto se reuniu com dirigentes do PP e Vox.

© Eduardo Parra/Europa Press via Getty Images   Por   LUSA   21/10/2026 

O Presidente da Argentina, Javier Milei, entrou hoje na campanha eleitoral espanhola com insultos ao socialista e primeiro-ministro Pedro Sánchez e encontros com dirigentes do Partido Popular (PP, direita) e Vox (extrema-direita) durante uma visita a Madrid.

Milei faz hoje a sétima visita a Espanha (nenhuma delas oficial ou de Estado) desde que chegou à presidência da Argentina, em dezembro de 2023, e arrancou a agenda do dia com uma conferência em Madrid que dedicou ao "sinistro socialismo" e em que qualificou Sánchez como "indecente ditador" ou "ladrão corrupto", entre outros insultos.

Em paralelo, disse ser amigo do presidente do Vox, Santiago Abascal, e da presidente do governo regional de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, do PP.

Ao contrário do que ocorreu nas anteriores seis visitas a Espanha, Javier Milei não será desta vez recebido por Santiago Abascal, com o partido a justificar que o presidente do Vox "tem de fazer campanha" no terreno para as legislativas antecipadas de 29 de novembro.

Milei vai reunir-se com o vice-presidente do Vox Ignacio Garriga, com fontes citadas pelos meios de comunicação social a revelarem que desta vez, em véspera de eleições, Abascal prefere não ser visto ao lado do Presidente da Argentina para não ser associado aos cortes sociais e à "imagem da motosserra" do líder do país da América do Sul.

Quanto a Isabel Díaz Ayuso, voltará a receber Milei depois de em junho de 2024 o ter homenageado numa cerimónia na sede do governo regional em que lhe entregou a Medalha Internacional da Comunidade de Madrid.

A direção nacional do PP não se juntou a essa homenagem e hoje também não está previsto qualquer encontro do Presidente da Argentina com outros dirigentes do partido.

Quem se manifestou publicamente sobre a visita de Milei foi o próprio Pedro Sánchez e o Partido Socialista Espanhol (PSOE), aproveitando-a para fazer campanha.

Ao início da manhã, o PSOE colocou uma lona na fachada da sede do partido em Madrid com uma mensagem em que usa a palavra que o Presidente argentino utiliza pejorativamente para se referir à esquerda, "zurdos", que literalmente significa "canhotos" e que pode ser traduzida, no contexto em que a usa o Presidente argentino, por "esquerdistas" ou "esquerdalhas".

"Olá, Milei. Os esquerdistas e as esquerdistas dão-te as boas-vindas a Espanha, o país que mais cresce na Europa", lê-se na lona do PSOE.

Em paralelo, Pedro Sánchez mudou hoje a fotografia de perfil que tem nas redes socais para uma imagem com a frase "zurdos y orgullosos" ("esquerdistas e orgulhosos") e divulgou um vídeo em que diz: "Há quem pense que nos insulta chamando-nos esquerdistas. Se esquerdista é subir as pensões, subir o salário mínimo todos os anos, defender o direito a abortar das mulheres ou dizer não à guerra e sim à paz, então sim, sou esquerdista, com muita honra".

Depois da conferência da manhã, organizada pela associação e 'think tank' Forum Nova Economia, e antes do encontro com Isabel Díaz Ayuso ao final da tarde, Milei seguiu para a Universidade Rei Juan Carlos, em Madrid, para participar numa iniciativa dedicada à economia austríaca.

Várias organizações de estudantes convocaram concentrações para o local de protesto contra a presença de Milei na universidade.

Na conferência da manhã, além dos insultos a Sánchez, Milei apelou aos espanhóis para tirarem os socialistas do poder "aos pontapés" em 29 de novembro e considerou que "os partidos de esquerda" na Europa são os responsáveis pela estagnação económica que considera haver no continente.

Milei referiu-se também às políticas de imigração da esquerda europeia e de Espanha em particular e considerou que Sánchez, por motivos eleitorais, porque "cada imigrante é um voto", incentivou uma "invasão" de Ceuta, a cidade espanhola no norte de África onde no final de julho entraram mais de 70.000 pessoas ilegalmente.

"A estagnação económica, combinada com a irresponsabilidade migratória, traçam um caminho de decadência muito difícil de inverter no futuro", defendeu.

A visita de Milei a Espanha é só de um dia e termina hoje, com o Presidente argentino a dizer que ainda não sabe se regressará a Madrid em 4 e 5 de novembro, para a Cimeira Ibero-americana deste ano.

Em todas as sete visitas que já fez a Espanha, Milei nunca se reuniu ou foi recebido pelas duas autoridades máximas do país, o primeiro-ministro e o Rei, Felipe VI.

Le Pen reforça vantagem nas presidenciais francesas de 2027 após distúrbios... Segundo o diretor-geral de sondagens de opinião do Ifop, a líder de extrema-direita francesa é a única candidata que sai reforçada dos distúrbios que marcaram o fim de semana, em França.

Marine Le PenCHRISTOPHE PETIT TESSON   Por  SIC Notícias/Lusa 

A líder de extrema-direita francesa, Marine Le Pen, terá reforçado a sua posição para as eleições presidenciais francesas de 2027 após os distúrbios do fim de semana, saindo vitoriosa em todos os cenários possíveis, segundo uma sondagem.

A sondagem do instituto Ifop-Fiducial publicada na terça-feira pelo Le Figaro, LCI e Sud Radio, que foi realizada entre a noite de sábado e segunda-feira, o período mais crítico dos distúrbios em França, aponta que a líder do Rassemblement Nacional (RN ou Reagrupamento Nacional) obteria entre 34% e 38% dos votos na primeira volta, mais um a um ponto e meio do que na medição anterior, considerando cenários comparáveis.

Numa eventual segunda volta, Le Pen derrotaria todos os candidatos incluídos no estudo e obteria 56% contra o ex-primeiro-ministro Édouard Philippe, 58% contra o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, 59% contra o ex-presidente socialista François Hollande e 57% contra o eurodeputado Raphaël Glucksmann, vencedor das primárias sociais-democratas.

A sua vantagem seria ainda maior (68%) contra o líder do partido La France Insoumise (LFI, França Insubmissa), Jean-Luc Mélenchon, que o governo francês aponta como o principal responsável pelos distúrbios.

A única candidata que sai reforçada dos acontecimentos recentes

Segundo o diretor-geral de sondagens de opinião do Ifop, Frédéric Dabi, Le Pen é a única candidata que sai reforçada dos acontecimentos recentes, consolidando a sua imagem de representante da ordem.

Philippe, líder do partido Horizons, cairia para 15% no cenário em que concorre como único candidato do bloco centrista, menos três pontos do que na sondagem anterior e seis pontos abaixo do nível registado três semanas antes.

À esquerda, Mélenchon ficaria entre os 15% e os 20% dos votos e ocuparia a segunda posição em todos os cenários estudados, quer sozinho, quer empatado com outro candidato. Glucksmann obteria entre 12% e 16%.

A sondagem reflete também dificuldades para os candidatos da direita tradicional, uma vez que o ex-ministro do Interior Bruno Retailleau, do partido Os Republicanos (LR, conservadores), alcançaria entre 5% e 7,5%, enquanto o presidente da Câmara de Cannes, David Lisnard (ex-LR e fundador da Nouvelle Énergie), atingiria até 7%.

Pelo menos 2.400 pessoas foram detidas em todo o país durante os graves distúrbios e pilhagens registados no fim de semana na capital francesa e noutras cidades, que incluíram pilhagens de centenas de estabelecimentos comerciais e ataques contra edifícios públicos.


Leia Também: França? "Cedeu à invasão do islamismo extremista", diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou a França de ter cedido à invasão do islamismo extremista, em declarações feitas durante uma entrevista ao canal i24News, citada pela AFP.

Oprimeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, referiu hoje que a França, atingida por episódios de violência e pilhagens durante o fim de semana, "cedeu à invasão do islamismo extremista".

"Não se prepararam a tempo, simplesmente desistiram, cederam à invasão do islamismo extremista", declarou Netanyahu durante a entrevista ao canal israelita francófono i24News, citada pela agência France-Presse (AFP)...

Elon Musk terá cortado o acesso da Ucrânia à rede de satélites Starshield... O empresário Elon Musk ordenou a limitação dos serviços da rede de satélites Starshield na Ucrânia, noticiou na terça-feira o Wall Street Journal, após o multimilionário afirmar a última decisão seria de Donald Trump.

© Getty Images   Por  LUSA  21/10/2026 

O empresário Elon Musk ordenou a limitação dos serviços da rede de satélites Starshield na Ucrânia, noticiou na terça-feira o Wall Street Journal, após o multimilionário afirmar a última decisão seria de Donald Trump.

Elon Musk decidiu limitar a velocidade de ligação dos equipamentos ucranianos a este sistema, colocado em prática pela sua empresa SpaceX, tornando inutilizáveis alguns drones de Kyiv, segundo o diário, que cita responsáveis americanos anónimos e pessoas conhecedoras da situação.

Por sua vez, o ministro da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assegurou terça-feira que o Pentágono não tinha ordenado qualquer alteração relativa ao Starshield.

"Nada mudou do nosso ponto de vista. Não demos qualquer instrução, nem nada do género", afirmou.

O presidente americano Donald Trump também afirmou na sexta-feira que não tinha pedido qualquer restrição ao Starshield.

"Não fui eu. E não penso que tenha sido Elon", declarou o Presidente dos Estados Unidos.

Na semana passada, Kyiv informou que a sua capacidade de ligação à rede, que considera crucial para evitar a invasão russa, estava limitada. O anúncio surgiu pouco depois de críticas de Donald Trump à Ucrânia, que o bilionário republicano tinha apelado para deixar de visar as refinarias de petróleo russas.

Elon Musk tinha sugerido que o governo americano era responsável por esta desaceleração.

"Os sistemas Starshield são propriedade e são controlados pelo governo americano. Qualquer limitação de fluxo ou de utilização é decidida pelo exército americano e, em última instância, pelo presidente americano", escreveu o homem mais rico do mundo na rede social X.

A Ucrânia utiliza o Starshield, o serviço satélite da Starlink destinado nomeadamente a uso militar, para as suas comunicações no campo de batalha, os seus ataques de médio alcance contra territórios ocupados pela Rússia e os seus drones intercetores.

Mas, o país utiliza também o sistema civil de satélites Starlink, operado pela mesma SpaceX.

As relações entre Washington e Kyiv têm sido novamente tensas nos últimos dias. Donald Trump pediu a substituição de Volodymyr Zelensky, depois de o líder ucraniano ter criticado duramente o acordo surpresa entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o gasóleo.


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As conversas entre Zelensky e emissários de Trump resultaram em progressos, apesar das tensões entre Washington e Kyiv, com o presidente ucraniano exigindo um lugar nas negociações com Moscovo...

ONU alerta: Limite de 1,5 graus de aquecimento global já foi ultrapassado... O relatório da ONU afirma que o limite de 1,5 graus de aquecimento global já foi ultrapassado, segundo o PNUMA.

© Lusa    21/10/2026 

A meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais já foi falhada, conclui o relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado hoje.

O relatório do PNUMA sobre as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) - lançado, como em anos anteriores, pouco antes da conferência da ONU sobre o clima, cuja 31ª edição (COP31) vai realizar-se na Turquia, de 9 a 20 de novembro - adianta que o mundo deve agora minimizar a magnitude da ultrapassagem e tentar regressar ao limite de 1,5ºC até final do século.

"A hipótese de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, sem ultrapassagens ou com ultrapassagens limitadas, já passou. A tarefa agora é minimizar a duração e a magnitude da ultrapassagem e regressar aos 1,5°C até ao final do século", refere o relatório da agência da ONU.

Em 2015 na COP21 os países do mundo alcançaram o Acordo de Paris, em que se comprometeram a impedir que as temperaturas mundiais subissem além dos 2ºC em relação à época pré-industrial, e que de preferência esse aumento não ultrapassasse os 1,5ºC.

No relatório divulgado hoje é analisado um cenário de ultrapassagem dos 1,5ºC "o mais baixo possível", em que o pico do aquecimento esteja limitado a 1,7ºC ou 1,8ºC. Para este cenário as emissões globais de GEE teriam de ser reduzidas em 18% até 2030, em 45% até 2035 e em 69% até 2040 (em relação aos níveis de 2025) juntamente com a remoção em larga escala de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

O PNUMA enfatiza no documento que são precisos "cortes urgentes e rigorosos" nas emissões de GEE, não para impedir que se ultrapassem os 1,5ºC mas para minimizar danos, com um pico de aquecimento em meados do século e um regresso a 1,5ºC até 2100. Mas o relatório adverte que este cenário tem apenas 50% de hipóteses de ser real.

A ONU refere também que a implementação completa das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC), as promessas de cada país para reduzir as respetivas emissões, apenas reduziria as emissões em entre 5% e 8% até 2030 e em entre 11% e 15% até 2035, em relação aos níveis de 2025.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou numa mensagem sobre o relatório que "falhar a meta não significa desistir. Ainda podemos mantê-la o mais breve e curta possível – e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5 graus até ao final do século".

Também numa perspetiva otimista o relatório do PNUMA assinala que existem hoje oportunidades como nunca antes para acelerar a ação, recordando que desde o Acordo de Paris a energia renovável cresceu exponencialmente, o fornecimento total de energia proveniente do carvão e do petróleo cresceu mais lentamente do que o projetado, e as políticas climáticas reduziram as emissões em muitos locais.


terça-feira, 20 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Kallas acusa EUA de pressionarem Kyiv a "render-se nos termos de Putin"... A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, acusou hoje os Estados Unidos de pressionarem a Ucrânia a "render-se nos termos de [Vladimir] Putin" e capitular em condições exclusivamente favoráveis ao Presidente russo.

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  20/10/2026 

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, acusou hoje os Estados Unidos de pressionarem a Ucrânia a "render-se nos termos de [Vladimir] Putin" e capitular em condições exclusivamente favoráveis ao Presidente russo.

"Os negociadores norte-americanos têm tentado levar a Ucrânia à rendição há quase dois anos", frisou Kaja Kallas, citada pela rede televisiva europeia Euronews que lembra as tensões crescentes entre a União Europeia (UE) e os EUA.

A alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança referiu hoje no Parlamento Europeu que "a razão pela qual a Ucrânia não se rendeu nos termos de Putin é que a Europa tem apoiado a Ucrânia".

Kallas defendeu ainda que a presença europeia à mesa das negociações é necessária para equilibrar as posições adotadas pela Casa Branca, que se têm inclinado cada vez mais para os interesses de Moscovo.

A Euronews lembrou também que as relações entre os EUA e a Europa deterioraram-se desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou um acordo de fornecimento de gasóleo com Putin e flexibilizou sanções até abril de 2027, sem obter, em contrapartida, qualquer concessão por parte da Rússia.

Trump defendeu a realização de novas eleições na Ucrânia, algo vedado durante o período de guerra, e queixou-se de que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, é "mais difícil de lidar" do que Putin.

Zelensky, por sua vez, declarou sentir-se traído por Trump.

Kallas alertou para estes desenvolvimentos no seu discurso no parlamento, em Estrasburgo, onde vários eurodeputados criticaram a alegada ausência de uma estratégia de paz por parte da Europa.

"Isso não é verdade", contrapôs Kallas, referindo-se a um documento que apresentou aos Estados-membros da UE, contendo exigências que a Europa deveria esperar que Moscovo cumprisse num eventual acordo.

"Se a Rússia apresenta as suas exigências e exigências maximalistas, nós devemos colocar as nossas próprias exigências máximas na mesa para equilibrar essas negociações. Além disso, é preciso enviar uma mensagem clara à Rússia: para tudo aquilo que lhes interessa, como o levantamento de sanções, a Europa precisa estar presente à mesa, uma vez que se tratam de decisões europeias", salientou.

"Não estamos a abdicar destas coisas gratuitamente, pois o objetivo não é apenas alcançar a paz, mas garantir que essa paz seja duradoura e justa", acrescentou.

Kallas acusou também a Rússia de pôr em risco a segurança do mar Negro através de um bloqueio armado, utilizando o fornecimento de alimentos como arma e tentando provocar uma fome à escala global.

A Roménia e a Bulgária reportaram, recentemente, ataques de drones russos nas proximidades das suas águas territoriais.

A alta representante criticou ainda Moscovo por recusar uma trégua no setor energético e por intensificar a sua campanha de bombardeamentos contra a Ucrânia nas vésperas do Inverno.

Kallas tem sido uma das vozes mais contundentes na Europa a criticar a aproximação de Trump a Moscovo e, na semana passada, denunciou à Euronews que o acordo sobre o gasóleo representava um presente para Putin.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, pressionou o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que feche um acordo de paz com a Rússia, afirmando que a Ucrânia precisa de ter a vontade de assinar um acordo para pôr fim à guerra.

OPresidente norte-americano, Donald Trump, que tem exercido mais pressão sobre Volodymyr Zelensky do que sobre Vladimir Putin, referiu hoje que "quer que a Ucrânia feche um acordo" com a Rússia para pôr fim à guerra.

"É preciso que Zelensky tenha a vontade de acabar com esta guerra e, se não for esse o caso, as coisas vão acabar muito mal", advertiu o chefe de Estado norte-americano numa conversa com os jornalistas na Casa Branca sobre o encontro realizado hoje em Oslo entre o líder ucraniano e o negociador da Casa Branca, Steve Witkoff...

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia rejeita fazer concessões políticas em acordo de paz com Ucrânia... O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, afirmou que Moscovo rejeita fazer concessões políticas em qualquer proposta de paz com a Ucrânia, apesar de analisar a proposta norte-americana apresentada pelo emissário Steve Witkoff.

© REUTERS/Evgenia Novozhenina/Pool    Por  LUSA   20/10/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou hoje que Moscovo vai analisar a proposta norte-americana para um acordo de paz com a Ucrânia, a apresentar pelo emissário Steve Witkoff, mas rejeitou concessões políticas.

"Veremos o que eles (Estados Unidos) oferecem. Se oferecerem algo que nos beneficie nos planos económico e financeiro, por que não? Mas isso deve ser feito sem concessões políticas da nossa parte", disse o ministro russo numa reunião com futuros diplomatas.

O enviado especial da administração Trump viajará na quarta-feira até Moscovo para se reunir com Putin, após reunir-se com o Presidente ucraniano.

Lavrov, citado pelas agências russas, afirmou que no atual processo a Rússia só pode confiar em si própria.

Assegurou ainda que Moscovo está pronta para restabelecer relações com "aqueles que estiverem dispostos a fazer o mesmo de forma honesta".

Contudo, Lavrov salientou que a Rússia não espera nenhum milagre dos Estados Unidos, que continuam a ser, "na melhor das hipóteses, concorrentes" do país eslavo.

O Presidente ucraniano reúne-se hoje na Noruega com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, numa tentativa de relançar as negociações com a Rússia e num momento de tensões entre Washington e Kiev.

A reunião entre Zelensky e Witkoff - que conta também com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, e o Presidente finlandês, Alexander Stubb - decorre na sede do Governo da Noruega por ocasião da visita oficial do chefe de Estado ucraniano ao país.

Segundo a agência norueguesa NTB, participarão nas reuniões, por videoconferência, o outro enviado especial da Casa Branca, Jared Kushner, bem como "outros aliados europeus da Ucrânia", sem especificar quais.

"Mantemos um diálogo com os ucranianos, com os norte-americanos, temos contacto com os nossos parceiros e aliados europeus, mas diria que tudo isto surgiu há apenas alguns dias", disse o primeiro-ministro norueguês esta manhã.

Relativamente ao aumento das tensões entre Washington e Kiev, salientou que, na sua opinião, é preciso levar "a sério" o que o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse, mas também ter em conta que os Estados Unidos se encontram imersos numa campanha eleitoral com vista às eleições intercalares.

"Estamos a manter todos os contactos que possam contribuir para trazer a paz", afirmou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais pouco depois da sua aterragem no aeroporto de Gardermoen.

O líder ucraniano encontrou-se igualmente com o rei da Noruega, Haakon VII, a quem agradeceu o apoio do povo norueguês a Kiev.

Na segunda-feira, o líder ucraniano falou com o Papa Leão XIV sobre a situação em Oleshky, após o líder do Vaticano ter mantido uma conversa telefónica no final da semana passada com Putin sobre o mesmo tema.

No rescaldo da conversa, o chefe de Estado ucraniano agradeceu o apoio de Leão XIV e discutiu ainda os desafios e ameaças em matéria de segurança incluindo "a falta periódica de avisos por parte de parceiros sobre ataques com mísseis balísticos russos".

No domingo, numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações "esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano", algo negado por Washington.

Os Estados Unidos e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

Também hoje, o Presidente ucraniano defendeu que a Ucrânia deve estar presente numa eventual reunião entre os líderes dos Estados Unidos, Rússia e China, após a possibilidade deste encontro trilateral ter sido avançada pelo líder norte-americano.

"Se se trata de questões relativas à Ucrânia e ao nosso futuro, isso só pode ser aceitável se estivermos presentes à mesa das negociações", afirmou Volodymyr Zelensky durante uma conferência de imprensa conjunta em Oslo, na Noruega, com o homólogo finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, após uma reunião entre os três e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff.

NHIRIBUI ABANDONA MADEM-G15 A CAMINHO DE PPG... ES BIAS I SILERA I KA TRAVA

Por  Gervasio Silva Lopes

Guiné-Bissau: ‎GOVERNO SUSPENDE TEMPORARIAMENTE CONSTRUÇÃO DE FÁBRICA DE FARINHA EM BRÁ

Por Rádio Sol Mansi  ‎20-10-2026 

‎‎O Governo de Transição anunciou a suspensão temporária dos trabalhos de construção de uma fábrica de farinha na zona industrial de Brá, em Bissau, promovida pela empresa West África e executada pela Áscon.

‎‎A decisão foi anunciada esta terça-feira pelo ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sano, durante uma comunicação à imprensa, realizada no salão do Ministério.

‎Segundo o governante, a empresa já foi notificada da decisão do Executivo e deverá reunir-se com a Câmara Municipal de Bissau para avaliar e prevenir possíveis consequências sociais da instalação da unidade industrial para os moradores da zona.

‎‎Carlos Nelson Sano esclareceu que a medida não visa desencorajar os investidores, mas sim acautelar os riscos que a atividade industrial poderá representar para as comunidades residentes nas proximidades.

‎‎O ministro sublinhou que a industrialização é importante para promover o crescimento económico e o desenvolvimento da Guiné-Bissau, defendendo, contudo, a necessidade de conciliar os investimentos com a proteção das populações.

‎A suspensão dos trabalhos surge num contexto de crescimento populacional na zona de Brá, situação que, segundo as informações apresentadas, levanta preocupações quanto às condições para a instalação e o funcionamento da fábrica.

Trump acredita que Paris "será, muito em breve, uma cidade muçulmana"... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os graves distúrbios ocorridos durante o fim de semana em França e realçou que a capital francesa, Paris, "será, muito em breve, uma cidade muçulmana".

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images    Por  LUSA  20/10/2026 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os graves distúrbios ocorridos durante o fim de semana em França e realçou que a capital francesa, Paris, "será, muito em breve, uma cidade muçulmana".

"Paris será, muito em breve, uma cidade muçulmana. Arruinaram a França. Vai ser difícil recuperá-la. Espero que recupere", frisou o republicano aos jornalistas nos jardins da Casa Branca.

Para Trump, França encontra-se atualmente "numa situação muito má".

"É por causa da imigração, não por causa das escolas nem nada disso. É a imigração. Eu disse [ao presidente francês, Emmanuel] Macron para fechar as fronteiras", sublinhou.

Uma das jornalistas recordou a Trump que Macron relacionou os distúrbios com a guerra no Irão e com o próprio Trump.

"Notícias falsas. Notícias falsas (…) De que media é?", perguntou Trump à jornalista, do portal The Daily Wire.

"Ah. O The Daily Wire é bom. Desculpe", comentou, sem responder à pergunta.

Donald Trump voltou a apontar a imigração como a causa das manifestações e da violência que abalam a França desde sábado, repetindo insistentemente que o país, e toda a Europa, deviam "fechar as suas fronteiras".

"O que está a acontecer em França está ligado à imigração, não às escolas ou a qualquer outra coisa. É a imigração", frisou o presidente norte-americano.

"Se a Europa não fechar as suas fronteiras e expulsar os criminosos, como aqueles que estão a protestar, a Europa estará acabada", insistiu Donald Trump, acrescentando: "Não terão qualquer hipótese de sobrevivência."

Na sua campanha de 2024, o presidente norte-americano, que chegou a difundir informações falsas de cariz racista, baseou-se na promessa de combater a imigração ilegal.

As autoridades francesas condenaram a desordem e a violência ocorridas durante os protestos multitudinários realizados no sábado nas principais cidades do país, que visavam denunciar a situação precária da educação pública, o elevado custo de vida e a violência policial das últimas semanas.

Paralelamente às manifestações, ocorreram graves distúrbios e ataques a sedes de câmaras municipais, como a de Limoges, que foi incendiada e destruída, bem como pilhagens a estabelecimentos comerciais.

Pelo menos 2.397 pessoas foram detidas e 997 polícias ficaram feridos, segundo dados do Governo francês.

O Governo francês anunciou hoje o recolher obrigatório noturno em alguns bairros de Paris e em zonas de quatro cidades do norte de França, Lille, Douai, Wattignies e Denain, após pilhagens e violência durante protestos no fim de semana.

A medida concretiza o anúncio feito hoje pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, sobre a imposição de recolheres obrigatórios parciais em determinadas zonas do país, para travar a onda de violência desencadeada durante o fim de semana em protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do Presidente, Emmanuel Macron.

Hoje, o Governo convocou também representantes de várias plataformas 'online' para exigir a remoção dos anúncios de revenda de produtos provenientes de lojas saqueadas.

Estarão presentes plataformas como Vinted, Amazon, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok, bem como a Aliança Francesa de Marketplaces e a Federação de E-commerce e Venda à Distância (Fevad).

Estão previstas novas manifestações: o movimento dos "coletes amarelos" anunciou um "Ato II" para o próximo sábado, 24 de outubro, seguido de novas mobilizações a 31 de outubro e 05 de novembro.


Leia Também: "Porquê?". Lojistas tentam impedir destruição dos seus negócios em França

Em França, os lojistas têm tentado fazer frente aos manifestantes que tentam destruir os seus espaços comerciais. Vídeos mostram o seu desespero.

Aquela que pretendia ser uma manifestação contra o aumento do custo de vida, em França, transformou-se nos últimos dias, num palco de violência, em várias cidades do país.

Durante o fim de semana, os protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do presidente, Emmanuel Macron, escalaram para uma onda de violência que obrigou o governo, esta segunda-feira, a decretar recolher obrigatório em várias cidades...

Portugal: GNR registou 1.657 crimes nas escolas (80 de bulliyng e ciberbullying)... A GNR registou este ano mais de 1.650 crimes em ambiente escolar, dos quais cerca de 80 de bullying e ciberbullying, anunciou a corporação, que hoje se associa ao Dia Mundial de Combate ao Bullying.

© Shutterstock    Por  LUSA  20/10/2026 

A GNR registou este ano mais de 1.650 crimes em ambiente escolar, dos quais cerca de 80 de bullying e ciberbullying, anunciou a corporação, que hoje se associa ao Dia Mundial de Combate ao Bullying.

Na área da sua responsabilidade, a GNR contabilizou este ano 72 ocorrências associadas à prática de bullying, sendo que Setúbal (10), Porto (nove), Castelo Branco e Lisboa (ambos com oito) e Santarém (sete) foram os distritos com maior número de casos.

Foram igualmente detetadas seis casos associados a ciberbullying, dividindo pelos distritos de Braga (dois), Setúbal (dois), Porto (um) e Santarém (um).

Nesta área de atuação, a GNR desenvolveu no ano letivo 2025/2026 cerca de 1.850 ações de sensibilização, abrangendo mais de 67.100 crianças e jovens, maioritariamente em contexto escolar, mais 23% face ao ano letivo anterior.

A GNR alerta que os sinais de alerta para estas situações são silenciosos e, por isso, aconselha pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos, por exemplo, a alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento.

"Tal como acontece com a saúde física, também a saúde mental exige cuidado e atenção", aconselha a GNR, que alerta para a importância de promover a regulação das emoções, fomentar a capacidade de resiliência face a dificuldades e desenvolver a empatia, através da compreensão do outro e da criação de redes de apoio.

Sublinha que o papel da família, dos pares e das escolas é determinante e apela a um "acompanhamento atento" por parte da comunidade escolar, nomeadamente professores e psicólogos.

Defende ainda a normalização da procura de apoio psicológico e médico como "um gesto de coragem e autocuidado" e pede uma "escuta ativa", onde os jovens se sintam seguros para partilhar as suas experiências e onde os seus sentimentos sejam validados, mesmo na ausência de soluções imediatas.

Pese embora o bullying não se encontre tipificado na legislação penal como crime, a GNR lembra que está associado a vários crimes, tais como as ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais frequentes.

No Dia Mundial de Combate ao Bullying, a GNR aconselha os jovens a não serem cúmplices, denunciando as situações, promoverem o respeito e a inclusão entre os colegas e a adotar estratégias de segurança como andar sempre acompanhados frequentar locais que não sejam isolados, ignorando quem pratica estes atos e agindo com firmeza.

Quanto aos ciberbullying, a GNR aconselha a que se guarde sempre provas, mantendo os registos das mensagens ou conteúdos ofensivos, que nunca se responda às ofensas e não se partilhe casos de bullying. Apela ainda à denúncia destas situações.

Nestes casos, alerta os encarregados de educação para se manterem envolvidos na rotina escolar e digital das crianças, denunciando todas as suspeitas e guardando provas.

"A educação e segurança começa em casa", avisa.


Província de Alberta rejeita organizar referendo de independência do Canadá... Os eleitores da província de Alberta, no oeste do Canadá, rejeitaram uma proposta para iniciar um processo rumo à independência, segundo os resultados divulgados esta madrugada.

Por  swissinfo.ch  20 outubro 2026 

A província canadense de Alberta rejeitou por ampla maioria um plano para organizar um referendo de independência, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (20), uma derrota para os separatistas, que tinham entre seus apoiadores alguns aliados do presidente americano Donald Trump.

A emissora pública CBC e o canal privado CTV projetaram uma ampla vitória para o campo federalista. Segundo resultados oficiais baseados na apuração de mais de um terço das cédulas, mais de 76% dos eleitores votaram a favor da unidade nacional.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou na rede social X que os cidadãos de Alberta “fizeram uma escolha clara”.

“Eles escolheram a unidade para construir juntos e cuidar uns dos outros”, destacou o chefe de Governo, que defendeu a necessidade de estabilidade nacional, enquanto o presidente americano Donald Trump trava uma guerra comercial e não para de anunciar ameaças de anexação.

As pesquisas indicavam que menos de 25% da população da província do oeste do país deseja a independência.

A Autoridade Eleitoral de Alberta informou que 1,4 milhão dos 3,1 milhões de eleitores registrados votaram de maneira antecipada. 

“Foi incrível ver o entusiasmo e a determinação dos canadenses”, disse Thomas Lukaszuk, que dirige o ‘Forever Canadian’, grupo que fez campanha pela unidade nacional em toda a província.

A primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, conservadora, disse que votou contra a independência, mas que convocou o referendo para encerrar uma questão que dividia a província.

Se a maioria votasse a favor da separação, ela prometeu que avançaria com o processo para um referendo vinculante. Em contrapartida, se os federalistas vencessem, Danielle afirmou que a questão da secessão deveria ser considerada concluída.

– “Perigoso” –

Carney, que cresceu em Alberta, qualificou o referendo como um sinal “perigoso”, enquanto Trump prossegue com uma guerra comercial contra seu país e faz ameaças de anexação destinadas – segundo o primeiro-ministro – a abalar a determinação canadense.

Alberta possui a quarta maior reserva comprovada de petróleo do mundo. O impulso independentista da província despertou interesse entre os aliados de Trump.

Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo e apoiador de primeira linha de Trump, publicou no X este mês que Alberta “deveria se separar”. Líderes separatistas também compareceram a reuniões no Departamento de Estado americano e se encontraram com políticos republicanos.

Grande parte do impulso separatista de Alberta é consequência do descontentamento com a gestão do setor energético por parte de Ottawa. Muitos habitantes de Alberta detestavam o antecessor de Carney, Justin Trudeau, a quem acusavam de tentar frear a produção de petróleo para promover sua agenda climática.

“Se você quer que eu aponte quem é responsável pelo sentimento separatista, acho que é Justin Trudeau”, declarou a primeira-ministra Danielle Smith ao podcast Canadaland neste mês.

Em um comício separatista em Edmonton no sábado, Sandy Martel, de 61 anos, disse que as pessoas ligadas à indústria do petróleo se sentem “roubadas, enganadas e maltratadas”.

– Tática –

Analistas compararam as táticas de Danielle Smith — de encerrar a questão da separação com um referendo — com as do ex-primeiro-ministro britânico David Cameron, que esperava resolver o debate sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia por meio de uma votação.

O Reino Unido acabou saindo da UE no processo conhecido como Brexit. O referendo de segunda-feira incluiu 10 perguntas, entre elas várias relacionadas à imigração.

No entanto, a principal era a número 10, que pediu aos eleitores para escolher entre: “Alberta deve continuar sendo uma província do Canadá?” ou se a província deve iniciar o processo para um referendo vinculante sobre “se Alberta deve ou não se separar”.

Ex-responsável do Pentágono alerta: Patrulhas chinesas perto de Taiwan... As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução "mais preocupante" dos últimos anos e podem ter um efeito "altamente desestabilizador" na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.

© Lusa    20/10/2026 

As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução "mais preocupante" dos últimos anos e podem ter um efeito "altamente desestabilizador" na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.

Durante um seminário em Taipé, Randall Schriver, antigo secretário adjunto da Defesa dos Estados Unidos para os Assuntos de Segurança do Indo-Pacífico (2017-2019), afirmou que estas operações "parecem ações na zona cinzenta", segundo declarações citadas pela agência de notícias taiwanesa CNA.

A expressão refere-se a atividades que procuram desestabilizar um adversário sem ultrapassar o limiar de um conflito militar aberto.

"Embora possa parecer algo moderado, trata-se de uma extensão das reivindicações de soberania [da China]", afirmou Schriver, atual presidente da Comissão de Revisão Económica e de Segurança Estados Unidos-China, um órgão consultivo do parlamento norte-americano.

"Se essa 'aplicação da lei' continuar a ser posta em prática operacionalmente, terá um efeito desestabilizador", acrescentou.

Desde o verão que a China intensificou a presença marítima em torno de Taiwan, com o envio de um número crescente de embarcações da Guarda Costeira, navios de investigação científica e outros meios oficiais para águas próximas da ilha e dos arquipélagos periféricos.

Uma das zonas mais frequentadas situa-se a leste de Taiwan, uma área particularmente estratégica por acolher importantes rotas marítimas do comércio mundial.

Segundo analistas de defesa, estas águas constituiriam também uma das principais vias de acesso utilizadas pelos Estados Unidos e pelo Japão para prestar auxílio a Taipé em caso de invasão ou bloqueio marítimo chinês.

Os analistas consideram que o atual destacamento de embarcações poderá anteceder a imposição de uma quarentena marítima, que permitiria a Pequim intercetar, inspecionar ou mesmo abordar navios comerciais com destino a Taiwan.

Uma operação desta natureza poderia interromper o fornecimento de bens essenciais, nomeadamente gás natural liquefeito, a principal fonte de produção de eletricidade no território.

Neste contexto, o Governo taiwanês tem reiterado que possui "direitos soberanos e jurisdição" sobre a zona económica exclusiva a leste da ilha.

As autoridades de Taipé têm igualmente denunciado que Pequim "não tem qualquer jurisdição sobre nenhuma das águas circundantes" de Taiwan.

A China considera Taiwan parte do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a reunificação, enquanto o Governo de Taipé rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.


Leia Também: Exército da Coreia do Sul classifica ameaças do Norte como inaceitáveis

O exército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península.

Oexército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península, e avisou que responderá com firmeza a qualquer nova provocação.

Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificou na segunda-feira a situação na fronteira com a Coreia do Sul como grave, alertando que Pyongyang planeia mobilizar mais meios de "ataque tático" na região...

Deputada australiana perde uma perna após atropelamento... Helen Haines continua em estado crítico após o atropelamento, na segunda-feira, em Wangaratta, no estado de Victoria, no sudeste da Austrália. A polícia, que disse acreditar que o atropelamento foi supostamente deliberado, deteve o condutor do automóvel de 43 anos de idade.

Por  SIC Notícias/Lusa  20/10/2026 

Uma deputada federal independente da Austrália perdeu uma perna depois de ter sido atropelada por um homem, já detido, com ligações a campanhas ambientalistas contra o abate de árvores.

Helen Haines continua em estado crítico no hospital Alfred, em Melbourne, para onde foi levada de helicóptero após o atropelamento, na segunda-feira, em Wangaratta, no estado de Victoria, no sudeste da Austrália.

Durante a cirurgia a que foi submetida, a deputada de 65 anos perdeu uma perna, segundo fontes não identificadas, citadas pela emissora pública australiana ABC.

Polícia crê que atropelamento foi deliberado

A polícia de Victoria, que disse acreditar que o atropelamento foi supostamente deliberado, deteve o condutor do automóvel de 43 anos de idade.

O homem é residente na localidade rural de Tarrawingee, perto de Wangaratta, foi membro ativo do grupo ambientalista 'Save Our Strathbogie Forest ("Salvemos a Floresta de Strathbogie"), que se opõe ao corte de árvores, embora não mantivesse contacto com o grupo desde a pandemia, referiu a ABC.

Desde 2019, Helen Haines tem concentrado a sua ação parlamentar na melhoria dos serviços de saúde regionais, no acesso à habitação, na ação climática e na transparência institucional. Em 2022, ela defendeu ainda, perante o Parlamento, o fim gradual do abate de florestas nativas e a transição para uma indústria florestal baseada nas plantações.

O ministro do Interior, Tony Burke, afirmou esta terça-feira que, de acordo com os depoimentos recolhidos, o condutor fez uma manobra, prensou Haines contra o próprio veículo, engrenou a marcha-atrás e voltou a atropelá-la.

Uma testemunha no local, identificada pelos meios de comunicação locais como Ricky Jefferies, interveio para retirar o condutor do veículo e contê-lo até à chegada da polícia. Segundo o relato, o homem trazia consigo uma faca, que foi encontrada e apreendida pelos agentes.

Até ao momento, as autoridades não confirmaram o motivo do ataque nem se o mesmo esteve relacionado com a atividade política da deputada.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese afirmou que a equipa nacional de contraterrorismo, que integra forças policiais e agências de informações, está a conduzir a investigação.

"Não foi um acidente. Ao que tudo indica, tratou-se de um ato deliberado. Ainda não sabemos qual foi a motivação", disse Albanese à ABC.

Preocupação com parlamentares cresce

O episódio reacendeu as preocupações sobre a segurança dos parlamentares australianos, num país onde os políticos mantêm historicamente uma grande proximidade com o público e circulam habitualmente sem a presença de equipas de segurança.

No entanto, tem aumentado as ameaças públicas contra as autoridades e governantes.

A comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, afirmou em 2025 que as ameaças contra os parlamentares duplicaram nos últimos três anos. Os dados policiais indicaram mais de mil ameaças deste tipo contra políticos no ano fiscal de 2025-2026, declarou na segunda-feira o ministro Tony Burke.