sexta-feira, 2 de outubro de 2026

FRANÇA: Protestos estudantis em França: Há 600 detidos e 400 liceus fechados... Pelo menos 600 pessoas foram detidas e 400 liceus encerrados hoje numa nova jornada de protestos estudantis em França, marcada por alguns episódios de violência e atos de vandalismo graves, indicaram os meios de comunicação social franceses.

© REUTERS/Sarah Meyssonnier   Por  LUSA   02/10/2026 

Segundo o jornal Le Figaro, o balanço provisório da polícia, às 11h00 locais (10h00 em Lisboa), dava conta de 600 detenções.

Quanto ao encerramento de 400 liceus, cerca de 10% do total de estabelecimentos de ensino secundário em França, o número foi avançado hoje pelo ministro da Educação francês, Édouard Geffray.

Alguns estabelecimentos foram alvo de incêndios, entre os quais um situado no XIII bairro de Paris e outros no XV bairro.

Perante a gravidade dos protestos, o ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, anunciou hoje ter pedido aos procuradores que exijam a responsabilização civil dos pais pelos danos causados pelos filhos.

O ministro afirmou que cerca de 300 polícias e militares da Gendarmeria, bem como mais de 60 professores e responsáveis de estabelecimentos de ensino, ficaram feridos durante os incidentes.

O responsável pela Justiça criticou também dirigentes do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), entre eles o líder, Jean-Luc Mélenchon, acusando-os de contribuírem para a escalada da violência.

A mobilização estudantil, que reivindica melhores condições de ensino, o fim da supressão de vagas nas universidades e dos cortes nas bolsas de estudo, começou na semana passada na região de Paris e tem-se alargado a todo o país.

O Governo anunciou a criação de uma plataforma de concertação para debater os problemas, mas os sindicatos estudantis apelaram à continuação dos bloqueios dos estabelecimentos de ensino.

Guiné-Bissau: FÓRUM DE LIDERANÇA FEMININA ACUSA PARTIDOS DE CONTRIBUIR POUCO PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI DA PARIDADE

Por Rádio Sol Mansi  02. 10. 2026 

O Fórum Nacional de Liderança Feminina afirma que os partidos políticos não têm contribuído suficientemente para a implementação da Lei da Paridade na Guiné-Bissau.

A afirmação foi feita hoje, durante uma conferência de imprensa que marcou o anúncio da realização, na próxima semana, do II Fórum Nacional de Liderança e Transformação Social. A iniciativa pretende promover o diálogo nacional sobre temas como governação, liderança, empoderamento das mulheres, paz e segurança, além de identificar desafios comuns e específicos das diferentes regiões do país.

Emília Monteiro, em representação da comissão organizadora, afirmou que os partidos políticos ainda não têm contribuído de forma suficiente para aumentar a participação das mulheres nos espaços de tomada de decisão.

Segundo Emília Monteiro, a organização já manteve encontros com diferentes partidos políticos, com o objetivo de contribuir para a mudança desta situação.

O II Fórum Nacional de Liderança e Transformação Social é uma iniciativa da sociedade civil que pretende promover o diálogo nacional e reforçar a participação das mulheres nos processos de decisão.

Entretanto, Emília Monteiro apontou alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres nas diferentes regiões do país, entre os quais o baixo nível de alfabetização, o casamento precoce e a falta de oportunidades.

O II Fórum Nacional de Liderança e Transformação Social pretende ainda debater os fatores que dificultam a participação das mulheres e o seu acesso aos cargos de liderança e de tomada de decisão. O fórum pretende ainda definir e validar prioridades nacionais para reforçar a capacidade de liderança, participação e empoderamento das mulheres.

GUINÉ-BISSAU: SÃO PAULO É SUSPENSO DEFINITIVAMENTE DO CAMPEONATO INTER-BAIRROS 2026 APÓS INCIDENTES COM O BISSAQUE

Jogo entre Bissaque e São Paulo é interrompido por confronto entre adeptos

Por Radio TV Bantaba  02/10/2026 

A Comissão Organizadora do Campeonato Inter-Bairros Mix Services 2026 anunciou a suspensão definitiva do São Paulo da competição, na sequência dos incidentes registados no jogo frente à equipa de Bissaque.

Segundo a Nota Disciplinar Oficial, a decisão foi tomada após a análise dos relatórios da equipa de arbitragem, da Comissão Técnica e das imagens de apoio relativas aos acontecimentos ocorridos durante o encontro.

A organização considerou que houve violação grave do regulamento e comportamento antidesportivo por parte do São Paulo.

No mesmo comunicado, a Comissão Organizadora anunciou ainda a abertura de um processo disciplinar à equipa de Bissaque, com o objetivo de apurar eventuais responsabilidades relacionadas com os incidentes.

O processo será analisado à luz dos artigos aplicáveis do Regulamento Disciplinar da competição.

A organização reforçou que a decisão pretende preservar a disciplina, o fair-play e a boa imagem do Campeonato Inter-Bairros 2026, garantindo o cumprimento das regras da competição.

Novas orientações sobre o processo disciplinar envolvendo a formação de Bissack serão comunicadas oportunamente.

Dia Mundial do Sorriso. 10 benefícios deste gesto simples para a saúde... Um simples sorriso pode fazer mais pela saúde e pelo bem-estar do que imagina. Além de melhorar o humor e ajudar a aliviar o stress, este gesto pode contribuir para reduzir a dor, fortalecer o sistema imunitário e até baixar a pressão arterial.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com   02/10/2026

Esta sexta-feira, dia 2 de outubro, assinala-se o Dia Mundial do Sorriso. Uma data cujo objetivo é destacar as vantagens deste gesto simples, mas que pode fazer uma grande diferença. 

Conforme destaca um artigo do Verywell Mind, sorrir oferece inúmeros benefícios. Ao libertar neurotransmissores, como serotonina e dopamina, um simples sorriso pode reduzir o stress e melhorar o sistema imunológico. 

10 benefícios de sorrir

1. Sorrir ajuda a viver mais tempo

Sorrir pode aumentar a longevidade. Embora sejam necessários mais estudos, há pesquisas que sugerem que a felicidade podem aumentar a expectativa de vida. Manter um humor positivo pode ser a chave para uma vida mais longa e saudável. 

2. Sorrir alivia o stress 

O stress afeta o corpo todo, inclusive as expressões faciais. Sorrir pode ajudar a reduzir o stress. 

3. Sorrir melhora o humor

Sorrir também pode ajudar a melhorar o humor. Da próxima vez que se sentir triste, experimente sorrir. Há uma boa hipótese do seu humor melhorar. 

O ato físico de sorrir ativa vias no cérebro que influenciam o estado emocional - o que significa que, adotar uma expressão facial feliz, pode "enganar" a sua mente para entrar num estado de felicidade. 

Um simples sorriso pode desencadear a libertação de neuropeptídeos (como prolactina, vasopressina e oxitocina) que melhoram a comunicação neural. Também provoca a libertação de neurotransmissores como dopamina e serotonina, que podem reduzir a ansiedade e melhorar o humor.

Resumindo: o sorriso é um antidepressivo natural. 

4. Sorrir é contagioso

Há estudos que mostram que o sorriso pode, realmente, ser contagioso. O seu cérebro percebe e interpreta automaticamente as expressões faciais de outras pessoas - e, por vezes, pode até limitá-las. Isto significa que poderá ver alguém a sorrir e, inconscientemente, sorrir também. 

5. Sorrir pode baixar a pressão arterial

Sorrir pode ter um impacto benéfico na sua pressão arterial. O riso provoca um relaxamento muscular e diminui a pressão arterial, após um aumento inicial da frequência cardíaca, da frequência respiratória e do consumo de oxigénio. 

Embora sorrir tenha se revelado eficaz na redução da frequência cardíaca em situações de stress, pesquisas também indicam que diminui a pressão arterial. Um estudo demonstrou que a terapia do riso pode ajudar pacientes a reduzir a necessidade de medicamentos para o coração.

6. Sorri fortalece o sistema imunológico

Sorrir também pode melhorar a saúde geral, ajudando o sistema imunológico a funcionar com mais eficácia. Acredita-se que, ao sorrir, a função imunológica melhora porque se está mais relaxado, graças à ativação do  sistema nervoso parassimpático.

Isso regula a libertação de hormonas intestinais e anticorpos que reduzem a inflamação e modulam a resposta imune.

Seja para manter a saúde em geral ou fortalecer o sistema imunológico antes da temporada de gripes e constipações, sorrir pode ajudar. Prevenir doenças e manter-se saudável também pode contribuir para a redução do stress.

7. Sorrir reduz a dor

Estudos demonstraram que sorrir liberta analgésicos naturais do nosso corpo, conhecidos como endorfinas, bem como serotonina. Além de melhorarem o humor, também relaxam o corpo e reduzem a dor física. Sorrir é uma forma natural de se sentir bem.

8. Sorrir torna-o atraente

Somos naturalmente atraídos por pessoas que sorriem. Enquanto expressões faciais mais severas ou negativas, como franzir a testa, tendem a afastar as pessoas, o sorriso é visto como mais atraente.

Sorrir não apenas o torna mais atraente, como também o faz parecer mais jovem. Os músculos que usamos para sorrir também levantam o rosto, o que leva a uma aparência mais jovem.

9. Sorrir sugere sucesso

Pesquisas demonstraram que pessoas que sorriem regularmente aparentam ser mais confiantes, têm maior probabilidade de serem promovidas e de serem abordadas por outras pessoas.

Experimente sorrir em reuniões e compromissos de negócios. Poderá perceber que as pessoas reagem de forma diferente.

10. Sorrir ajuda-o a manter uma atitude positiva

Sorrir pode influenciar os seus sentimentos de otimismo, mesmo que pareça artificial ou forçado. Independentemente do seu sorriso ser genuíno ou não, transmite a mensagem de que 'a vida é boa' ao cérebro. 

Drones russos atacam subestação elétrica na região de Kyiv... A Rússia atacou com drones uma subestação elétrica na região de Kiev, durante a noite, informou hoje o Ministério da Defesa russo depois do Kremlin ter rejeitado uma possível trégua energética com a Ucrânia.

© REUTERS/Valentyn Ogirenko    Por  LUSA  02/10/2026 

A subestação de Kyiv fornece eletricidade às instalações industriais militares na capital da Ucrânia e arredores, segundo o comunicado militar russo.

Kyiv tem sido alvo de bombardeamentos diários desde 22 de setembro, dois dias depois de Moscovo ter sido atingida, durante as eleições parlamentares, pelo maior ataque com drones e mísseis de toda a guerra.

Por esse motivo, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que Moscovo rejeita o retomar das negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, um compromisso assumido quando enviados da Casa Branca visitaram as duas capitais.

Em particular, as forças armadas russas intensificaram os seus ataques nas últimas semanas contra instalações e centros de dados de empresas de telecomunicações ucranianas.


Leia Também: Putin rejeita suspensão mútua de ataques de longo alcance com Ucrânia

O Presidente russo rejeitou hoje uma suspensão mútua dos ataques de longo alcance com a Ucrânia, que se intensificam há meses, em resposta às propostas apresentadas por Kyiv e Washington nesse sentido.

"Dizem-nos: 'Que eles deixem de atacar as vossas refinarias e vocês deixarão de atacar os navios deles'. Isso é simplesmente ridículo", afirmou Vladimir Putin durante um evento do 'think tank' (grupo de reflexão) Clube de Discussão Valdai.

Questionado novamente sobre a resposta russa a esta ideia, respondeu: "Não"...

Drones ucranianos atacam maior depósito de combustíveis da Europa... Um ataque da Ucrânia com drones visou hoje uma refinaria e um grande depósito de combustível, considerado como o maior da Europa, pertencente ao consórcio estatal Transneft, segundo os canais do Telegram.

© Lusa    02/10/2026 

Testemunhas relataram ter ouvido explosões durante a noite nas instalações de armazenamento da Transneft, localizadas na região de Samara, informou o canal Astra.

Estas instalações incluem aquele que a própria empresa considera o maior parque de tanques (LPDS Samara) do continente com capacidade para mais de 1,6 milhões de metros cúbicos de petróleo.

As instalações, que abrangem mais de 200 hectares, recebem petróleo de quatro oleodutos originários da Sibéria, da República do Tartaristão, da região de Orenburg e do Cazaquistão.

O Ministério da Defesa russo confirmou apenas que Samara foi alvo de ataques com drones, enquanto as autoridades locais noticiaram o encerramento do aeroporto regional.

Entretanto, o governador da região de Volgogrado, Andrei Bocharov, relatou "um ataque maciço contra a infraestrutura industrial", que, segundo a agência Astra, inclui uma refinaria e a fábrica química Kaustik, onde terão ocorrido incêndios.

O Presidente russo, Vladimir Putin, que afirmou na quinta-feira que o seu país não enfrenta escassez de combustível, proibiu recentemente a divulgação, pelos meios de comunicação social, de dados sobre os volumes de exportação e processamento das refinarias do país.

Dezenas destas refinarias foram atacadas por Kiev nos últimos meses.

Putin admitiu na quinta-feira que estes ataques custaram à Rússia aproximadamente 1% do seu PIB nacional, reconhecendo, assim, que Kiev tinha atingido "parcialmente" o seu objetivo.

No total, segundo o Ministério da Defesa, as defesas aéreas russas abateram ontem à noite 646 drones de asa fixa sobre treze regiões na parte europeia do país, a península da Crimeia anexada e os mares Negro e de Azov.


Leia Também: Putin ameaça utilizar "todo o arsenal" em caso de ataque em Kaliningrado

O Presidente russo ameaçou hoje que Moscovo utilizará "todo o seu arsenal", incluindo nuclear, em caso de ataque contra o enclave de Kaliningrado, na zona do mar Báltico, ou qualquer outra região russa.

"Se chegarmos a um ataque direto contra a Federação Russa, e refiro-me a Kaliningrado, mas isto também pode acontecer em qualquer outro território, é claro que a questão do uso, por parte da Rússia, de todo o armamento ao seu alcance figurará inevitável e imediatamente na agenda. Isso é inevitável", disse Vladimir Putin durante um evento do 'think tank' (grupo de reflexão) Clube de Discussão Valdai...

Irão denuncia como "ilegal" e "desumano" bloqueio aéreo dos EUA... O Irão classificou hoje como "desumano" e "ilegal" o bloqueio aéreo imposto pelos Estados Unidos, e que provocou já a suspensão de voos iranianos para países da região como Emirados Árabes Unidos, Omã ou Iraque.

© AFP via Getty Images   LUSA  02/10/2026 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano condenou, em comunicado, "as ações e medidas ilegais e desumanas do Governo norte-americano para perturbar o comércio e o transporte aéreo do Irão com outros países", através das sanções impostas a 27 companhias aéreas da República Islâmica.

"Estas ações não só violam os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, em particular o princípio do respeito pela soberania nacional dos Estados, bem como as normas fundamentais dos direitos humanos, como constituem também uma perigosa conspiração para minar as relações amistosas entre países, especialmente entre países vizinhos", afirmou.

No final de setembro, os Estados Unidos sancionaram 27 companhias aéreas iranianas e instaram países terceiros a não lhes prestarem serviços, sob a ameaça de os "excluir do sistema do dólar", o que levou o Turquemenistão, o Azerbaijão, os Emirados Árabes Unidos, a Geórgia, o Iraque e Omã a suspenderem ou restringirem os voos com o Irão.

No comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano referiu-se ao cancelamento de voos por vários aeroportos iraquianos e apelou ao país árabe para que levante as restrições, de forma a "restabelecer a normalidade nos voos das companhias aéreas de ambos os países, em consonância com os interesses e benefícios de ambas as nações".

Para já, a transportadora de bandeira Iraqi Airways obteve uma "autorização especial" dos Estados Unidos para operar voos para o Irão, que serão retomados "durante o mês de outubro".

Apesar das sanções norte-americanas, o Irão continua a operar voos para a China, Rússia e Turquia, entre outros países.

As sanções contra as companhias aéreas iranianas fazem parte da operação "Pária Económico", lançada por Washington para isolar ainda mais financeiramente Teerão e tentar forçá-lo a ceder na guerra iniciada em 28 de fevereiro passado, a que se soma o bloqueio a portos e navios iranianos.


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As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram cerca de 9.000 soldados a bordo de um grupo de navios para o Médio Oriente, adiantou hoje um responsável norte-americano.

Oreforço da presença militar norte-americana acontece numa altura em que o Presidente Donald Trump volta a alertar que podem estar no horizonte novos ataques contra o Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).

O grupo de navios que se dirige agora para o Médio Oriente transporta, ao todo, mais de 7.000 marinheiros e 2.000 fuzileiros...

Taiwan recebe primeiros caças norte-americanos F-16V... Taiwan recebeu hoje os dois primeiros caças de nova geração F-16V, de um total de 66 encomendados no âmbito de um acordo entre Washington e Taipé, que procura reforçar a defesa face um eventual ataque chinês.

© zona-militar   Por  LUSA  02/10/2026 

Os dois caças de quarta geração aterraram às 12h00 (05h00 em Lisboa) na base aérea de Taitung, na costa sul, de acordo com testemunho de um jornalista da agência France-Presse (AFP).

Estes primeiros F-16V fazem parte de um contrato de oito mil milhões de dólares (7,1 mil milhões de euros) relativo a 66 aviões, aprovado por Washington em 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump.

Pequim reivindica Taiwan, ilha que dispõe de governo próprio, como parte integrante de território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da mesma.

Nos últimos anos, a China tem reforçado a pressão militar e protesta regularmente contra as vendas de armas norte-americanas a Taiwan.

O F-16V, um caça de quarta geração, é uma versão consideravelmente melhorada dos antigos F-16 A/B, que Taiwan dispõe, tendo este país já modernizado 141 aeronaves até ao final de 2023.

Inicialmente, as aeronaves deveriam chegar no início de setembro, após escalas para reabastecimento no Havai e em Guam.

Segundo a imprensa local, os aviões deram meia-volta em direção ao Havai pouco depois de terem levantado voo com destino a Guam, sem que tenha sido dada qualquer explicação oficial.

O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, estimou anteriormente que seria difícil entregar todos os F-16V este ano, tal como previsto no contrato, apesar da aceleração do ritmo de produção por parte da Lockheed Martin. 

A chegada destas duas primeiras aeronaves ocorre num momento em que Taiwan aguarda o aval de Washington para outro contrato de armamento no valor de 14 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros).

Os Estados Unidos venderam milhares de milhões de dólares em armas a Taipé, incluindo aviões de combate, mísseis e navios de guerra, no âmbito do compromisso de ajudar a ilha a manter uma capacidade de autodefesa suficiente.


Leia Também: Xi pronto para "reprimir firmemente" forças pela independência de Taiwan

O Presidente chinês, Xi Jinping, expressou hoje a sua determinação em combater as forças pró-independência de Taiwan e a ingerência externa nos assuntos da ilha, na véspera do Dia Nacional da República Popular da China (RPC).

Xi reafirmou também o objetivo de "reunificação" da China continental e de Taiwan.

A China comunista considera Taiwan sob um Governo democrático uma "parte inalienável" do território chinês e a "reunificação" como sendo inegociável e inevitável, mesmo que seja necessário o uso da força...

FBI prende engenheiro do Departamento de Energia por apoiar Houthis... Um engenheiro do Departamento de Energia dos Estados Unidos foi detido por alegadamente dar apoio aos rebeldes Houthi do Iémen com a ajuda do Irão, disse quinta-feira o Departamento de Justiça.

© Shutterstock   Por  LUSA  02/10/2026 

Segundo aquele departamento, o engenheiro terá ajudado os rebeldes Houthi na compra de materiais para explosivos caseiros e drones e terá chegada a viajar até ao Iémen.

Ashton Hamed Ellaboudy, 51 anos, de Richland, Washington, foi preso na quinta-feira e deverá comparecer a tribunal pela primeira vez hoje.

Os registos do tribunal não indicam um advogado disponível para falar em seu nome.

O FBI (polícia federal] diz que Ellaboudy tinha o objetivo de ajudar os Houthis a melhorar as suas capacidades de comunicação e viajou em setembro passado para o Iémen, onde os rebeldes e as forças do governo apoiadas pela Arábia Saudita estão agora envolvidos num conflito que já levou à morte de centenas de pessoas e obrigou dezenas de milhares a deixarem as suas casas.

O conflito começou em 2014, quando os rebeldes apoiados pelo Irão tomaram a capital, Sanaa, forçando o governo do Iémen a exilar-se na Arábia Saudita.

Após seu regresso aos Estados Unidos, as autoridades dizem que Ellaboudy contou aos funcionários da Alfândega e da Proteção de Fronteiras que estava a voltar do Omã de uma viagem de trabalho e fazia parte de uma missão do governo dos EUA para inspecionar instalações de defesa.

Mas, os investigadores entrevistaram o supervisor de Ellaboudy, que disse não ter conhecimento de qualquer viagem internacional ou de um programa do Departamento de Energia para inspecionar mísseis em que Ellaboudy estaria envolvido, segundo um certificado do FBI.

Ellaboudy foi gravado a dizer a informadores do FBI, o que os responsáveis pela investigação registaram, que ele teria de ser contrabandeado para dentro e fora do Iémen e que esperava chegar à capital do país para estabelecer contactos a nível governamental, refere o certificado.

Mas, acabou por não conseguir chegar a Sanaa, disse o FBI.

O FBI afirma que começou a investigar Ellaboudy depois de saber que ele tinha comprado químicos precursores frequentemente usados na construção de dispositivos explosivos caseiros, incluindo acetona e bisulfato de sódio, assim como peças para drones.

Durante o curso da investigação, adianta o FBI, o engenheiro comunicou com múltiplos informantes, incluindo um que alegava ser um coronel Houthi, e deu conselhos e assistência sobre equipamento de comunicações.

Ellaboudy está indiciado ao abrigo de uma lei que considera crime fornecer apoio material a um grupo designado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista estrangeira, da qual os Houthis fazem parte.

"Estas alegações são tão profundamente perturbadoras que quase desafiam a imaginação", disse John Eisenberg, procurador assistente responsável pela Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça, num comunicado.


EUA sanciona dois empresários iranianos e 30 empresas de cinco países... O Tesouro dos Estados Unidos anunciou quinta-feira sanções contra um homem e a uma mulher iranianos e cerca de 30 empresas com sede no Irão e noutros cinco países envolvidas nos setores ferroviário e automóvel iranianos.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images   Por  LUSA  02/10/2026 

As pessoas afetadas por esta medida do Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) norte-americano são dois empresários de dupla nacionalidade dominicana e iraniana, identificados como Mehnoosh Poursaraf Hamedani e Ramin Keshvardoust, que residem em Hong Kong e são acionistas de várias empresas com as quais facilitam o comércio "de aço e petróleo iraniano no valor de dezenas de milhões de dólares".

O OFAC também sancionou 27 empresas, doze delas iranianas que pertencem aos setores ferroviário, automóvel e siderúrgico.

De entre estas, destacam-se a estatal Companhia Ferroviária da República Islâmica do Irão, Companhia de Comboios de Passageiros Raja, Companhia Iran Jodro, assinaladas pelas suas presumíveis ligações com a Guarda Revolucionária iraniana, e a HEPCO, "uma das maiores fabricantes de maquinaria para mineração e construção de estradas do Médio Oriente".

A lista inclui ainda sete empresas sediadas em Hong Kong, outras duas em Xangai, sendo uma delas filial da HEPCO, e uma em Pequim; assim como duas entidades dos Emirados, e uma na Indonésia, Alemanha e Turquia. Todas elas estão sancionadas por fornecerem e, ou, comercializarem produtos com empresas iranianas.

EUA sancionam pessoas e empresas por ligações ao Ministério da Defesa iraniano


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: ‼️EX-PR UMARO SISSOCO EMBALÓ REAGE COM MENSAGEM DE PAZ APÓS SER IMPEDIDO DE REGRESSAR AO PAÍS

Que o Altíssimo continue a iluminar os nossos caminhos, proteger as nossas famílias e abençoar a nossa Pátria, a Guiné-Bissau, com Paz, Amor, União, Prosperidade e Esperança.
©Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional is  feeling motivated.

A ESPERANÇA RESIDE NA VITÓRIA!

Caros irmãos, colegas, amigos, familiares, conhecidos e todos os cidadãos que acompanham e apoiam a nossa candidatura às eleições simultâneas deste ano,

Povo da Guiné-Bissau,

Recebemos a informação relativa às recentes determinações das novas autoridades guineenses, que impedem, neste momento, o nosso regresso ao país e condicionam qualquer movimentação face às circunstâncias recentemente anunciadas.

Perante esta realidade, queremos reafirmar, de forma clara e responsável, o nosso profundo respeito pela ordem, pela paz, pela estabilidade e pela tranquilidade nacional. A vida humana está acima de qualquer ambição política e nenhum objetivo pode justificar atitudes que coloquem em risco a segurança dos nossos cidadãos.

Por isso, apelamos aos nossos apoiantes, simpatizantes e a todos os guineenses para que permaneçam serenos, firmes e determinados, abstendo-se de qualquer comportamento que possa provocar instabilidade, insegurança ou confrontos.

A nossa luta deve continuar a ser uma luta pacífica, democrática e respeitadora da lei.

Hoje, podemos não estar numa posição de influência institucional, mas mantemos a esperança, a fé e a confiança em Deus Todo-Poderoso. Aguardaremos, com serenidade, o desenrolar dos acontecimentos e esperamos que as autoridades judiciais apreciem a nossa candidatura com imparcialidade, independência e respeito pelos princípios da justiça.

Como cidadãos pacíficos e patrióticos, devemos demonstrar ao mundo o verdadeiro espírito da nossa nacionalidade: sem desacatos, sem turbulência e sem violência. A Guiné-Bissau precisa de preservar a paz, fortalecer a estabilidade social e política e garantir igualdade de direitos e oportunidades para todos.

Temos a convicção de que tudo o que tem um início também terá um fim. Esperamos, por isso, que estas restrições sejam ultrapassadas brevemente e que todos os cidadãos e candidatos possam exercer os seus direitos e preparar-se, em liberdade e segurança, para a nova realidade eleitoral.

Continuaremos firmes, pacientes e determinados, acreditando que os nossos objetivos poderão ser alcançados pela via da paz, do diálogo, do amor à Pátria, da estabilidade e da prosperidade nacional.

Que a Paz continue a reinar na Guiné-Bissau.

Que o Amor prevaleça entre nós.

Que a Justiça seja sempre independente, imparcial e isenta.

Que Deus Todo-Poderoso proteja e abençoe a nossa Pátria

GUINÉ-BISSAU: Alto Comando Militar considera que não há condições de segurança para o regresso de Umaro Sissoco Embaló

Por  Radio TV Bantaba   01/10/2026

O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública anunciou, esta quinta-feira, 1 de outubro, que ainda não estão reunidas as condições de segurança necessárias para garantir o regresso do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, à Guiné-Bissau.

A posição consta do comunicado à imprensa n.º 07/ACM/2026, emitido após uma reunião destinada a avaliar a situação política, social e de segurança do país.

Segundo o documento, a decisão resulta da análise da conjuntura nacional e do quadro de segurança vigente. O Alto Comando Militar sustenta que a medida se fundamenta exclusivamente em razões de segurança nacional, preservação da ordem pública e prevenção de situações que possam comprometer a estabilidade e a tranquilidade social.

No mesmo comunicado, a estrutura militar reafirma que continuam em vigor as medidas de segurança estabelecidas no âmbito da transição política, incluindo as restrições à realização de manifestações, concentrações e aglomerações para fins ou atividades de natureza política. Estas disposições mantêm-se até nova determinação da autoridade competente.

O Alto Comando Militar adverte ainda que os autores de atos de desacato ou de incumprimento do comunicado serão responsabilizados, nos termos das normas em vigor.

O documento dirige também um apelo à população, à comunidade internacional, ao corpo diplomático acreditado no país, à sociedade civil, às confissões religiosas e às autoridades tradicionais para que contribuam para a preservação da paz, da estabilidade e da segurança nacional.

Por fim, exorta os cidadãos e as entidades a absterem-se de atos suscetíveis de provocar perturbações da ordem pública, confrontação ou instabilidade.

O comunicado não estabelece uma data para a reapreciação das condições de segurança relativas ao regresso do antigo chefe de Estado


Elon Musk integra equipa que vai conceber armas do futuro dos EUA... O bilionário da tecnologia Elon Musk vai integrar um comité encarregado de identificar as tecnologias e armamentos de que os Estados Unidos vão necessitar no futuro, anunciou na quarta-feira o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

© Getty Images    LUSA   01/10/2026 

Batizado "Project Meridian", o programa visa "abordar o futuro de forma criativa, identificando as áreas que devemos conquistar e as capacidades que devemos dominar", explicou Hegseth, citado pela agência francesa AFP.

Segundo o chefe da Defesa, o objetivo é "alcançar a dominação tecnológica e militar no campo de batalha para as próximas décadas".

Além do líder da Tesla e da SpaceX, o comité reúne Palmer Luckey, fundador da empresa de defesa norte-americana Anduril, e Newt Gingrich, 83 anos, antigo eleito republicano que presidiu à Câmara dos Representantes.

Para Musk, trata-se de um regresso a uma missão oficial do governo federal, depois de ter liderado, a pedido do Presidente Donald Trump, uma comissão chamada encarregada de cortar nos gastos da função pública norte-americana.

O "Project Meridian", que Hegseth disse reunir "três dos cérebros mais brilhantes da nação", tem atividade prevista durante 120 dias.

A iniciativa, supervisionada pelo diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, visa descobrir e desenvolver as armas e os sistemas que serão utilizados pelas futuras gerações no campo de batalha, referiu a agência espanhola EP.

Também foi anunciada a criação do Comando de Guerra Autónoma para integrar e mobilizar sistemas robóticos e drones em grande escala em todos os ramos das forças armadas, de acordo com a agência espanhola EP.

Empenhado numa reforma a passo acelerado das forças armadas, Hegseth proferiu na quarta-feira um discurso na base norte-americana de Quantico, na Virgínia, destacando designadamente as reduções de efetivos entre os generais e almirantes.


Drones russos atingem ponte e instituto nuclear em Kyiv... Drones russos atingiram hoje uma das principais pontes de Kyiv, interrompendo a circulação, depois de outro aparelho ter atingido na quarta-feira um instituto de investigação nuclear.

© REUTERS/Alina Smutko    Por  LUSA  01/10/2026 

Trata-se do primeiro ataque de grande dimensão contra uma das principais pontes da capital ucraniana anunciado pelas autoridades desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

"Dois ataques de drones atingiram a zona dos apoios da Ponte Sul. A circulação dos transportes públicos, metro e superfície, na ponte está agora interrompida", anunciou o presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, na plataforma Telegram.

Klitschko acrescentou que equipas de engenharia estão a inspecionar o estado da estrutura.

Vídeos divulgados nas redes sociais e cuja autenticidade não foi verificada mostram uma explosão no tabuleiro de uma ponte junto à base de um dos pilares que sustentam os cabos da estrutura.

A Ponte Sul é uma das duas pontes da capital ucraniana que suportam uma linha de metro e constitui uma infraestrutura importante para as ligações entre as duas margens do rio Dniepre.

O ataque ocorre numa altura em que a Rússia tem intensificado os bombardeamentos contra infraestruturas civis, incluindo instalações logísticas e de comunicações, em Kyiv e nos arredores.

Na quarta-feira, um drone russo atingiu também as instalações de um instituto de investigação de Kyiv que possui um pequeno reator nuclear de investigação, construído durante o período soviético.

O reator encontra-se desativado desde o início da invasão russa e o urânio foi retirado do seu núcleo, embora continuem a ser realizadas operações de manutenção dos sistemas de segurança.

As autoridades ucranianas receiam desde o início da guerra ataques contra as pontes de Kyiv, consideradas essenciais para a logística da capital.

O anterior ataque contra uma ponte na cidade ocorreu em outubro de 2022, quando um míssil russo atingiu uma estrutura no centro de Kyiv destinada a peões e bicicletas, sem importância significativa para o sistema de transportes.

A intensificação dos ataques aumenta os receios de um novo inverno marcado por cortes de eletricidade, aquecimento e água.

No inverno passado, centenas de milhares de pessoas, incluindo habitantes de Kyiv, ficaram sem eletricidade e aquecimento, em alguns casos durante semanas, com temperaturas que chegaram aos 20 graus negativos.

Um drone russo atingiu ainda hoje uma escola em Kyiv, segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Felizmente, as crianças e os professores estavam no abrigo durante o alerta aéreo, por isso ninguém ficou ferido", afirmou Zelensky.


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Cortes de energia elétrica foram efetuados hoje em Kyiv, anunciou a operadora DTEK, após um ataque russo que teve como alvo principal, durante a noite e pela primeira vez desde o inverno passado, infraestruturas energéticas da capital ucraniana.

"Kyiv; cortes de eletricidade de emergência foram feitos por instrução da Ukrenergo", a operadora elétrica ucraniana, anunciou na plataforma digital Telegram a companhia privada DTEK, sem especificar, para já, a extensão da medida, indicando apenas que a rede ficou danificada.

Pelo menos quatro pessoas morreram em Kyiv e arredores, incluindo uma criança encontrada debaixo dos escombros de um edifício, numa altura em que a capital tem sido alvo de incessantes ataques aéreos, tanto de dia como de noite, nas últimas semanas...

LONDRES: Líder de mesquita gera polémica por incentivar violência contra mulheres... Líder de mesquita em Londres, no Reino Unido, defendeu que as mulheres têm de ser disciplinadas para perceberem quem manda. Discurso já está a causar reações.

© X/Daily Mail    Por  Notícias ao Minuto  01/10/2026 

Uma mesquita em Londres, no Reino Unido, está a ser alvo de uma investigação depois de um dos seus lideres ter dado uma entrevista em que encorajou os homens a castigar as esposas que não cumpram as suas ordens e defendeu a execução de pessoas gays.

O vídeo da entrevista foi partilhado na página de Youtube do Hackney Islamic Community Centre. Nela pode ouvir-se o homem a descrever o sexo entre pessoas do mesmo sexo como um "dos atos mais diabólicos do mundo" ou a defender que os homens devem "disciplinar" as suas mulheres se estas lhes desobedecerem, inclusivamente se estas se recusarem a ter relações sexuais.

"Disciplinem-nas fisicamente. Batam-lhes levemente para elas saberem quem manda", alega o homem. Pode ouvir parte do excerto do vídeo em seguida:

O grupo ativista National Secular Society (NSS) denunciou o centro à Comissão de Instituições de Caridade, alertando que as opiniões que este partilha nas redes sociais são incompatíveis com o estatuto de instituição de caridade.

Megan Manson, responsável por esta campanha, descreveu a posição da instituição de caridade como "alarmante", uma vez que esta tem organizado "palestras que promovem a violência contra as mulheres, afirmam que as mulheres não podem recusar relações sexuais aos maridos e toleram a pena de morte para homens homossexuais e para aqueles acusados de «bruxaria»".

"O Centro Comunitário Islâmico de Hackney é apenas uma das muitas instituições de caridade que promovem a misoginia, a homofobia e outras ideologias nocivas através do objetivo caritativo de «promoção da religião»", afirmou.

Note-se que a mesquita em causa está registada como uma instituição de caridade, que se autodescreve como uma entidade que ajuda a "humanidade" no seu trabalho para "promover a fé islâmica" e que beneficia de um número considerável de isenções fiscais, segundo o Daily Mail.


ESTADOS UNIDOS: No corredor da morte há 30 anos, sobrevive a duas injeções letais. O caso... Christa Pike, a única mulher no corredor da morte no Tennessee, sobreviveu à administração de duas doses letais de pentobarbital numa execução que falhou. O governador suspendeu as execuções previstas para 2026. Eis tudo o que se sabe sobre o caso.

© Reuters  Por  noticiasaominuto.com  01/10/2026 

Christa Gail Pike, a única mulher no corredor da morte no estado norte-americano do Tennessee, sobreviveu às duas doses letais de pentobarbital administradas durante a execução, na quarta-feira. Do crime à falha sem precedentes, eis o que se sabe sobre o caso.

O crime e a pena de morte

Pike, atualmente com 50 anos, foi condenada à pena de morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos do programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville, em 1995.

Slemmer foi esfaqueada e espancada até à morte por Pike e o namorado, colega de ambas na mesma instituição. O caso tornou-se um dos mais mediáticos da altura nos Estados Unidos, sobretudo devido ao facto de o casal ter gravado um pentagrama - um símbolo associado a Satanás - no corpo da vítima. 

Segundo a acusação, Pike receava que Slemmer estaria a tentar roubar-lhe o namorado e, por isso, atraiu-a para uma zona arborizada a 12 de janeiro de 1995, onde a esfaqueou com um x-ato e a agrediu com um pedaço de asfalto. Tadaryl Shipp, o namorado de Pike, admitiu ter sido responsável por gravar o pentagrama.

A mulher foi condenada à pena de morte em março de 1996, enquanto o namorado recebeu uma pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional, por ser menor de idade na altura em que ocorreu o crime. 

O pedido de clemência: "Era uma jovem com uma doença mental"

Christa Pike pediu clemência a um tribunal do Tennessee, alegando que queria apenas lutar com Slemmer, mas acabou por matá-la num ataque frenético que não conseguiu "travar".

Após o homicídio, Pike foi diagnosticada com transtorno bipolar e transtorno de stress pós-traumático.

"Eu era uma jovem de 18 anos com uma doença mental. Foram necessários muitos anos até sequer compreender a gravidade do que tinha feito", afirmou num comunicado.

Pike não nega ter participado no homicídio, mas os seus defensores argumentam que devem ser considerados a idade que tinha na altura, os problemas de saúde mental e um historial de graves abusos sexuais, incluindo violações desde a infância.

Justiça chegou a suspender execução uma hora antes

Na quarta-feira, cerca de uma hora antes de acontecer, a execução de Christa Pike foi suspensa por um tribunal de recurso dos Estados Unidos, que pretendia analisar se as alegações de Pike sobre abusos sexuais e violações sofridos durante a infância foram devidamente consideradas quando foi condenada à pena de morte. No entanto, a ordem de suspensão foi levantada pelo Supremo Tribunal.

Antes, na terça-feira, o defensor público federal Stephen Ferrell tinha alegado que a condenação de Pike constituía uma exceção, uma vez que outros jovens de 18 anos condenados à morte no Tennessee viram posteriormente as penas anuladas.

As duas injeções letais e a "falha sem precedentes" 

Na quarta-feira, as autoridades do Tennessee não conseguiram executar Christa Pike depois de administrarem duas doses de pentobarbital, um fármaco letal. 

Pike permaneceu acordada, falou e cantou com o guia espiritual, após o início da administração do fármaco e, após a primeira dose, continuou a mover-se e a respirar de forma audível.

Segundo testemunhas, Pike estava viva e a fazer barulhos mesmo depois da segunda tentativa de injeção letal, tendo sido transportada de ambulância da prisão. Os seus advogados indicaram que estava a ser tratada num hospital, mas não sabem o seu estado de saúde. 

O Departamento de Correções do Tennessee afirmou, num comunicado, que "seguiu todas as etapas do protocolo legal e estabelecido para execuções, aprovado pelo Gabinete do Procurador-Geral".

Este protocolo determina que um segundo conjunto de seringas com medicamentos seja administrado "se o recluso não estiver morto" após o primeiro conjunto. O protocolo não especifica o que deve acontecer se a pessoa continuar viva depois da segunda dose.

Para Robin M. Maher, diretora-executiva do Centro de Informação sobre a Pena de Morte, o que aconteceu com Pike é "singular e sem precedentes".

Segundo explicou, sete outras pessoas sobreviveram a problemas médicos provocados pela incapacidade das equipas de execução de aceder a uma veia para administrar os medicamentos da injeção letal, mas ninguém tinha permanecido vivo depois de receber os fármacos utilizados nessas execuções.

Os advogados de Pike apresentaram, na noite de quarta-feira, um pedido de emergência ao Supremo Tribunal do Tennessee para interromper e suspender imediatamente a execução, alegando que estava a sofrer uma "agonia desnecessária" e que o procedimento violava o seu direito a ser executada sem ser submetida a punições cruéis e incomuns. 

A suspensão de execuções no estado do Tennessee

O governador do estado do Tennessee (EUA), Bill Lee, anunciou uma suspensão temporária das execuções previstas para 2026, depois de Christa Pike ter sobrevivido.

"Cumprir as sentenças impostas legalmente está entre as responsabilidades mais importantes do Estado, e o povo do Tennessee espera que isso seja feito não só de forma legal e constitucional, mas também eficaz", referiu Lee num comunicado divulgado pelos meios de comunicação locais.

O governador solicitou uma investigação "exaustiva" sobre a execução falhada de Pike e suspendeu as restantes execuções que estavam previstas para este ano no estado.

De acordo com o Centro de Informação sobre a Pena de Morte, estava prevista no Tennessee a execução de Gary Wayne Sutton no próximo dia 3 de dezembro.

Teerão nega notícias sobe expulsão de negociadores iranianos dos EUA... O Irão negou, esta quinta-feira, que os Estados Unidos tenham ordenado à delegação iraniana que participava na Assembleia das Nações Unidas que abandonasse o país após a falta de avanços nas negociações entre Washington e Teerão.

Entre os membros da delegação estava o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi (à esquerda na imagem) Foto: Sarah Yenesel/EPA   Por  Jn.pt  01 de outubro, 2026 

A notícia sobre a alegada ordem foi publicada na terça-feira em vários jornais norte-americanos. Entretanto, a Missão Permanente do Irão junto da ONU disse, através das redes sociais, que a delegação iraniana partiu de Nova Iorque na tarde de segunda-feira, cumprindo a agenda que tinha sido comunicada "com antecedência" ao Departamento de Estado dos Estados Unidos no passado dia 17 de setembro.

A missão diplomática disse ainda que, "por não ter alcançado resultados", o Departamento de Estado recorreu à divulgação de notícias sem fundamento.

Vários meios de comunicação social norte-americanos, como o portal Axios, noticiaram que o secretário de Estado, Marco Rubio, ordenou na segunda-feira que a delegação iraniana que participava na Assembleia Geral da ONU abandonasse o país.

Entre os membros da delegação estava o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, a quem a missão norte-americana junto da ONU comunicou, por ordem de Marco Rubio, que deveria sair imediatamente de Nova Iorque.

Segundo a notícia, a decisão terá surgido depois de mediadores do Catar terem tentado aproximar as posições dos Estados Unidos e do Irão para alcançar um acordo que acabasse com a guerra, no entanto, as conversações não avançaram e ambas as partes mantiveram as posições.

Segundo uma autoridade norte-americana citada pelo Axios, a delegação iraniana já tinha "excedido o tempo de estadia", uma vez que a Assembleia Geral da ONU já tinha terminado.

Nova proposta

Apesar da alegada expulsão, o Irão anunciou na terça-feira ter recebido uma proposta dos Estados Unidos, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter rejeitado no fim de semana o plano de sete dias apresentado por Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de uma série de condições. Os detalhes da proposta não foram especificados.

A guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão entrou no oitavo mês e encontra-se num impasse, marcado pela intensificação das sanções norte-americanas e o bloqueio naval, bem como por ataques esporádicos de Teerão a navios-tanque no Estreito de Ormuz.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou hoje o primeiro-ministro britânico Andy Burnham de apontar na direção "errada", ao afirmar que existem indícios do envolvimento do Teerão no alegado ataque terrorista junto à base de Fairford.

"Oprimeiro-ministro [Andy] Burnham afirma que o Governo do Reino Unido 'pode confirmar' a convicção" de que o Irão "teve alguma coisa a ver com o incidente na base da RAF em Fairford", começou por escrever Abbas Araghchi na rede social X...

EUA: Juiz decide que EUA podem deportar líder de mesquita do Wisconsin... Os EUA podem deportar o líder da maior mesquita do Wisconsin, defensor declarado dos direitos palestinianos, sob a alegação de que representa uma ameaça à segurança nacional, decidiu na quarta-feira um juiz de imigração.

© Shutterstock     LUSA  01/10/2026 

Salah Sarsour foi detido em Milwaukee, em março, por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

Sarsour classificou a decisão do tribunal como "profundamente dececionante", mas disse que pretende recorrer.

"Continuarei a lutar para defender o direito à liberdade de expressão e o direito de permanecer no país a que chamo casa há mais de três décadas", destacou Sarsour em comunicado.

Os advogados do executivo liderado por Donald Trump apontaram que as condenações de Sarsour em Israel, ocorridas há décadas, fazem dele uma ameaça à segurança nacional e acusam-no de mentir no seu pedido de residência permanente (green card) e de alegar falsamente ter cidadania para votar.

O juiz Jayme Salinardi, do Tribunal de Imigração de Chicago, decidiu que é passível de deportação por motivos de política externa, mas rejeitou a alegação do governo de que Sarsour mentiu às autoridades de imigração.

"Todos os imigrantes em situação irregular têm direito a um processo equitativo. Se um juiz determinar que um imigrante em situação irregular não tem direito a permanecer neste país, iremos retirá-lo. Ponto final", realçou o Departamento de Segurança Interna (DHS) em comunicado.

O líder da maior mesquita do Estado Wisconsin, no centro-oeste dos EUA, nascido na Cisjordânia ocupada por Israel, foi detido em Israel em 1988, depois de ter sido condenado por atirar pedras contra militares israelitas.

O DHS afirmou que também foi condenado por lançar um cocktail Molotov. A sua equipa de defesa diz que foi acusado disso, mas não condenado.

Em 1995, foi condenado por tentativa de posse de armas. Sarsour nega ter cometido estes crimes, e os seus advogados afirmam que foi torturado e coagido a confessar em ambos os casos.

Sarsour, presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee, não tem antecedentes criminais nos EUA, onde vive desde 1993.

Os seus advogados afirmaram também que o governo norte-americano tem conhecimento das condenações de Sarsour em Israel desde que chegou ao país.

A deportação para a Cisjordânia "significa o fim da minha vida", realçou Sarsour à agência Associated Press (AP) na terça-feira.

Numa audiência de acompanhamento realizada na quarta-feira, um dos seus advogados, Patrick Taurel, insistiu para que o juiz especificasse que Sarsour só poderia ser deportado para Israel ou para os territórios palestinianos.

A Jordânia, país com o qual Sarsour não tem qualquer ligação, aparece como um possível destino na ordem de expulsão.

Se fosse enviado para a Jordânia, Sarsour "seria imediatamente entregue a Israel", alertou Taurel durante uma conferência de imprensa na quarta-feira.

Taurel explicou ainda que Sarsour terá que demonstrar que corre o risco de ser novamente torturado caso seja deportado, descrevendo esta como uma "exigência muito rigorosa" que, segundo ele, a sua equipa "tem condições para cumprir neste caso".

A notificação de recurso deve ser apresentada no prazo de 30 dias, e Sarsour dispõe de 60 dias para apresentar um pedido de medida de proteção ou de recurso.

O governo não pode deportar Sarsour antes de este ter esgotado todas as vias legais disponíveis.


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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quarta-feira, 30, que o país vai demitir 20% de seus generais e almirantes. A declaração foi feita enquanto ele anunciava a criação de um novo comando de drones em um evento para oficiais subalternos e líderes formados na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, no estado de Virgínia...

DONALD TRUMP classifica retirada do Iraque como vitória para Estados Unidos... O Presidente norte-americano, Donald Trump, classificou hoje como uma vitória a retirada do Iraque das últimas tropas da coligação antijihadista liderada pelos Estados Unidos.

© Al Drago/The Washington Post/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  01/10/2026 

"Este dia é uma vitória para os Estados Unidos, uma vitória para o Iraque e uma vitória decisiva sobre o EI (o grupo Estado Islâmico)", declarou o presidente norte-americano na Truth Social.

O republicano sublinhou ainda que teve a escolha "entre ficar ou partir" e que considerou "sem qualquer dúvida, que estava na altura de os Estados Unidos regressarem a casa".

Mobilizadas há mais de uma década no Iraque para combater o grupo EI, as últimas tropas da coligação antijihadista liderada pelos Estados Unidos abandonaram hoje o país, deixando os curdos apreensivos.

A aliança contava com efetivos de mais de 80 países, incluindo França e Grã-Bretanha, que partiram gradualmente ao longo dos últimos meses.

As forças internacionais tinham sido mobilizadas no Iraque e na Síria em 2014, quando o EI tomou vastas áreas de território e cometeu atrocidades.

Após derrotarem o grupo em 2017 no Iraque e, posteriormente, em 2019 na Síria, permaneceram no local para combater os seus últimos elementos.

No entanto, Bagdade e Washington decidiram, em 2024, terminar a missão, mesmo que ainda subsistam focos de jihadistas em algumas zonas desérticas.

A coligação, que deixou a Síria no início deste ano, iniciou a sua retirada do Iraque em 2025, limitando a sua presença ao aeroporto de Erbil, capital da região autónoma do Curdistão, no norte do país.

O Pentágono anunciou hoje a partida das últimas tropas de Erbil, saudando "a conclusão bem-sucedida da missão militar que derrotou" o EI.

Com o fim da missão da coligação, os curdos, que acusam os grupos armados iraquianos apoiados por Teerão de estarem por detrás destes ataques, não escondem a sua preocupação.

"Não temos meios para proteger o céu do Curdistão", realçou à agência France-Presse (AFP) o comandante militar curdo Sirwan Barzani.

Já o antigo presidente do Curdistão, Massoud Barzani, mencionou uma "coordenação muito boa com o governo federal iraquiano para enfrentar qualquer tipo de ameaça ou perigo".

Durante uma cerimónia, o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, saudou hoje o que chamou de "uma nova etapa" na história do país.

Segundo o governante, esta etapa será marcada "pela soberania do Iraque, pela solidez das suas instituições (...) e por parcerias equilibradas com os seus amigos" — uma aparente referência aos Estados Unidos e ao Irão, as duas potências rivais que exercem influência no país.

O Iraque enfrenta agora a difícil tarefa de desarmar os poderosos grupos pró-Irão que, durante anos, combateram o mesmo inimigo da coligação, o EI.

No entanto, após a derrota do grupo jihadista, a presença das tropas da coligação tornou-se uma importante fonte de tensão entre Bagdade e estas fações, que exigiram a retirada das forças antes de passarem a atacá-las, provocando ataques de retaliação por parte dos Estados Unidos.

Durante a guerra no Médio Oriente, desencadeada em fevereiro por uma ofensiva israelo-americana no Irão, os grupos armados intensificaram os seus ataques.

Sob forte pressão de Washington, Al-Zaidi comprometeu-se, este ano, a obter o seu desarmamento.


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Elon Musk acredita que a combinação entre robôs e Inteligência Artificial permitirá que todos tenham melhores cuidados de saúde, superando os que ele mesmo tem atualmente...


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O presidente russo, Vladimir Putin, apelou esta quarta-feira à vitória na Ucrânia ao pedir à Câmara de Deputados (Duma) para aprovar o novo orçamento de guerra para os próximos três anos.

"Vós sois chamados a prestar especial atenção a questões de importância estatal, como o reforço da defesa do país, e a fazer tudo pela nossa vitória, apoiando os defensores da pátria e as suas famílias", declarou Putin, na tribuna da câmara baixa do parlamento russo.

O chefe de Estado russo, que raramente vai à Duma -- a última vez foi em 2020 -- abriu a nona legislatura, onde o partido do Kremlin, no mais puro estilo do Partido Comunista da União Soviética, controla 349 dos 450 lugares, embora a oposição e especialistas independentes considerem que o parlamento não tem legitimidade devido às muitas irregularidades detetadas nas recentes eleições...