terça-feira, 13 de outubro de 2026

Irmão de Leão XIV diz que Papa irá "recuperar-se completamente"... Louis Prevost reagiu às últimas notícias sobre a saúde do Papa, salientando que o Papa se irá "recuperar completamente". O irmão mais velho de Leão XIV também se encontra internado num hospital na Florida, nos Estados Unidos.

© CHANDAN KHANNA/AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto  13/10/2026 

Louis Prevost, irmão mais velho de Leão XIV, reagiu às últimas notícias sobre a saúde do Papa, salientando que o irmão se irá "recuperar completamente".

"Não há muito mais que possa dizer além de incluí-lo nas orações para que esta operação corra bem e não haja mais complicações", afirmou, em declarações ao Corriere della Sera.

E acrescentou: "Tenho a certeza de que irá recuperar-se completamente e irá continuar na sua missão de liderar a Igreja Católica". 

Louis Prevost, de 74 anos, vive na Florida, nos Estados Unidos. De acordo com o meio italiano, está também internado e está a fazer tratamentos contra um cancro. Ainda assim, referiu que não deixa de pensar no irmão mais novo. 

De recordar que Leão XIV, de 71 anos, anunciou no domingo que seria submetido a uma cirurgia "nos próximos dias" para um nódulo "circunscrito ao pulmão" e detetado "numa fase muito inicial". Esta terça-feira, será hospitalizado, mas ainda não se sabe em que dia será operado.

Num comunicado anterior, o Vaticano tinha dado conta de que o Papa seria hospitalizado ao final da manhã de terça-feira, mas sem indicar se a cirurgia decorrerá ainda nesse dia ou depois.

Leão XIV anunciou no domingo que iria ser operado "nos próximos dias" a um nódulo "circunscrito ao pulmão", que foi detetado "numa fase muito inicial", um primeiro alerta de saúde após 17 meses de um pontificado de ritmo intenso.

Um nódulo pulmonar é uma pequena massa ou lesão no tecido pulmonar, geralmente identificada através de exames de imagem ao tórax.

"Os médicos consideram oportuno intervir e, por isso, seguindo as suas recomendações, decidi submeter-me à cirurgia para o retirar", acrescentou o Papa, após a oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

O Papa Leão XIV indicou que o nódulo pulmonar foi identificado em exames de saúde recentes e que está "bem localizado" para ser removido.

Tradicionalmente, o hospital romano Gemelli, onde será realizado o procedimento, recebe os papas para tratamentos médicos desde o tempo de João Paulo II (1978-2005).

Nascido em Chicago, Robert Prevost tornou-se o líder de 1,4 mil milhões de católicos em todo o mundo - e o primeiro Papa norte-americano da história - a 08 de maio de 2025, após o falecimento, aos 88 anos, do argentino Papa Francisco.


130 mil peregrinos na Cova da Iria. Fiéis rezaram pela saúde de Leão XIV... Foram cerca de 130 mil os peregrinos reunidos na Cova da Iria na primeira noite da última grande Peregrinação de 2026 a Fátima. Rezou-se pela saúde do Papa Leão XIV, que será operado a um nódulo no pulmão.

© Reprodução Facebook / Santuário de Fátima   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  13/10/2026 

Foram cerca de 130 mil os peregrinos reunidos na segunda-feira na Cova da Iria, naquela que foi a primeira noite da última grande Peregrinação de 2026 a Fátima. Na homilia, o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, que presidiu às celebrações, exortou os fiéis "a viver uma peregrinação interior, a partir de um coração atento às necessidades do próximo, frutificando na fé, na esperança e na caridade". Rezou-se também pela saúde do Papa Leão XIV, que será operado a um nódulo no pulmão.

"A verdadeira peregrinação não se mede apenas pelo caminho que percorremos, mas pelo caminho que Deus percorre em nós. Chegar a um santuário é importante, mas deixar que Deus encontre morada no nosso coração é o vital", sintetizou o presidente da Peregrinação Internacional Aniversária de outubro, citado no comunicado publicado hoje no site do Santuário de Fátima. 

A notícia da cirurgia a que o Papa Leão XIV será submetido "motivou uma oração particular dos peregrinos reunidos na Cova da Iria pelo Sucessor de Pedro".

"Para que o Imaculado Coração de Maria seja o modelo da santa Igreja e interceda pelo Papa Leão XIV, para que, pelo amor e pelo poder de Cristo, encontre alívio e saúde", pediu-se na Oração Universal.

O Santuário destacou ainda que anunciaram a sua presença nas celebrações de segunda-feira grupos de peregrinos oriundos de diversos países (e dos cinco continentes): Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Suíça, Irlanda, Bélgica, Itália, Croácia, Alemanha, Eslováquia, Dinamarca, Hungria, Polónia, Senegal, Ucrânia, Costa do Marfim, Togo, Canadá, Estados Unidos da América, Angola, Porto Rico, Haiti, Brasil, Índia, El Salvador, Guatemala, México, Ilhas Maurícias, Coreia do Sul, Vietname, Filipinas e Nova Zelândia.

Veja as imagens na galeria.

Reitor mantém otimismo de que Papa visita Fátima em 2027

O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, disse ontem manter o otimismo face a uma possível visita do Papa em 2027, apesar do anúncio de que o chefe da Igreja Católica será internado hoje para remoção de um nódulo pulmonar.

"Eu começo por dizer que eu não tenho qualquer informação privilegiada (…), trata-se apenas de uma convicção profunda de que o Papa pode vir ou que é muito provável que o Papa venha no próximo ano", afirmou aos jornalistas Carlos Cabecinhas, na conferência de imprensa que antecedeu a peregrinação internacional aniversária de outubro.

O sacerdote adiantou que a notícia do problema de saúde do Papa não o faz esmorecer no seu otimismo. "Eu mantenho o otimismo", assegurou, referindo que, recentemente, o núncio apostólico, Andrés Carrascosa Coso, "dizia 'o Papa, certamente, virá à Fátima quando a sua agenda lho permitir e virá assim que puder'".

Para o reitor do santuário, aquelas "são declarações prudentes de quem de facto não sabe ainda a data".

"Mas é este conforto que nos fica, do desejo que o Papa tem, efetivamente, de vir a Portugal e, concretamente, de vir a Fátima. Por isso eu mantenho esse otimismo em relação ao próximo ano, mas se não for possível no próximo ano, então que seja na primeira ocasião em que tal seja possível", acrescentou Carlos Cabecinhas.


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O secretário de Estado do Vaticano destacou hoje a serenidade do Papa Leão XIV ao anunciar que vai ser operado a um nódulo no pulmão, mostrando-se "confiante que tudo se resolverá o mais rapidamente possível".

Osecretário de Estado do Vaticano destacou hoje a serenidade do Papa Leão XIV ao anunciar que vai ser operado a um nódulo no pulmão, mostrando-se "confiante que tudo se resolverá o mais rapidamente possível".

"Ficámos todos impressionados com a serenidade com que o Papa anunciou esta intervenção. Esperamos que este problema possa ser resolvido o mais rapidamente possível. Estamos confiantes, mas, naturalmente, acompanhamo-lo com as nossas orações", disse o cardeal italiano Pietro Parolin aos meios de comunicação...

Rússia abateu "604 drones ucranianos de asa fixa" no seu território... As forças russas abateram 604 drones ucranianos durante a noite passada, com a maioria dos ataques visando a região de Moscovo, segundo informaram o Ministério da Defesa e o presidente da Câmara da capital russa.

© Lusa   13/10/2026 

"Durante a noite passada, as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 604 drones ucranianos de asa fixa" sobre 15 regiões russas e o mar de Azov, declarou o comando militar russo na rede social Telegram.

O presidente da Câmara da capital russa, Dmitri Sobianin, declarou no Telegram que, entre às 20h30 de segunda-feira (18h30 em Lisboa) e às 07h00 de hoje (05h00 em Lisboa), "foram lançados 217 drones em direção à região de Moscovo".

"A maior parte destes foi neutralizada pelas defesas antiaéreas em zonas distantes da cidade. Foram destruídos 65 drones nas proximidades de Moscovo", apontou. Posteriormente, Sobianin acrescentou que outros cinco drones foram abatidos nos arredores da cidade.

Devido ao perigo representado pelos drones, os aeroportos moscovitas de Domodedovo, Vnukovo, Zhukovsky e Sheremetyevo interromperam temporariamente as operações, informou a agência de aviação civil russa, Rosaviatsia, no Telegram.

Na região de Kaluga - situada a 180 quilómetros a sudoeste de Moscovo e uma das possíveis rotas de voo dos drones ucranianos em direção à capital russa -, 73 drones foram abatidos durante a noite, segundo informou o governador local, Vladislav Shapsha, na rede social russa MAX.

Shapsha disse que, em consequência do ataque no distrito de Mosalskoi, ficaram danificadas uma escola, duas casas particulares e um automóvel.

Nem os meios de comunicação oficiais nem os canais independentes russos ou ucranianos reportaram danos nas infraestruturas críticas russas, incluindo as refinarias.


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Donald Trump afirmou ter falado com o príncipe herdeiro saudita sobre os ataques dos Houthis, a quem acusou de se estarem a "portar muito mal"...

"Estamos descontentes": Trump admite demitir embaixadora na Grécia após polémicas sobre mensagens e luxos pagos por empresários

Por cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa, 13/10/2026 

Nos últimos dias, o Wall Street Journal publicou vários artigos embaraçosos para a antiga animadora da Fox News, que ganhou relevo no movimento de apoio a Trump, o dito 'Make America Great Again'

Donald Trump confirmou na segunda-feira informações de meios segundo as quais tencionaria demitir a embaixatriz dos EUA na Grécia, Kimberly Guilfoyle, fragilizada por revelações comprometedoras.

"Estamos a pensar. Estamos descontentes", disse Trump, quando questionado sobre o assunto, na Casa Branca.

O destino desta ex-namorada do filho mais velho de Trump deve ser decidido rapidamente, apontou a CNN, no domingo.

Nos últimos dias, o Wall Street Journal publicou vários artigos embaraçosos para a antiga animadora da Fox News, que ganhou relevo no movimento de apoio a Trump, o dito 'Make America Great Again'.

Segundo o diário, com imagens de écrã em apoio, Kimberly Guilfoyle falou durante meses com Eric Deters, um jurista e antigo candidato ao Congresso pelo Estado do Kentucky, que procurava uma ajuda do governo para resolver os seus problemas com o fisco.

Desde 2020, este rico financiador dos republicanos deu centenas de milhares de dólares à família Trump e apoiou o campo do candidato vencedor das presidenciais em 2024.

Mas o pedido feito em julho de 2025 por Kimberly Guilfoyle parece ser mais pessoal, com esta a pretender regularizar o saldo da sua carta de crédito: "Querido, preciso de que me faças isso hoje", escreveu.

Mas Eric Deters não deu seguimento ao pedido, argumentando que colocaria o seu casamento em risco, segundo o Wall Street Journal, que avançou que um advogado da embaixadora contestou a autenticidade das mensagens, sem mais detalhes.

Mais recentemente, o Wall Street Journal informou, no sábado, com base em registos, sobre conversas nas quais a embaixadora se gaba de viagens e estadias luxuosas pagas por ricos empresários gregos.

Numa outra troca de mensagens, também citada por este jornal, ela exprime a sua fúria, com recurso a palavrões, por não ter sido convidada para um jantar do Forum Económico Mundial, em Davos, em janeiro.

A imprensa dos EUA também reproduziu nos últimos dias outros possíveis conflitos de interesse de Kimberly Guilfoyle, que também foi casada com o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom.


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Questionado sobre a possibilidade de o Kremlin ter violado tal trégua, Trump disse não ter conhecimento e frisou que os líderes russo e ucraniano "precisam de se reunir e acabar com esta guerra ridícula".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a trégua energética que anunciou entre Rússia e Ucrânia está plenamente em vigor, apesar de Moscovo não ter confirmado a adesão e continuar a atacar infraestruturas na Ucrânia.

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que tinham chegado a um acordo", respondeu Trump aos jornalistas na segunda-feira Casa Branca....

Ministro israelita quer "aniquilar" Gaza habitada por "milhões de nazis"... O ministro das Finanças israelita e líder do partido de extrema-direita Partido Sionista Religioso, Bezalel Smotrich, defendeu hoje a necessidade de "aniquilar" Gaza como "entidade terrorista" com o argumento que é habitada por "1,8 milhões de nazis".

© Kobi Wolf/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  13/10/2026 

O ministro das Finanças israelita e líder do partido de extrema-direita Partido Sionista Religioso, Bezalel Smotrich, defendeu hoje a necessidade de "aniquilar" Gaza como "entidade terrorista" com o argumento que é habitada por "1,8 milhões de nazis".

"Temos de aniquilar Gaza. Não com um genocídio, Yahweh proíbe. Aniquilar Gaza porque Gaza é uma entidade terrorista com 1,8 milhões de nazis", afirmou num ato público.

Smotrich denuncia que os habitantes de Gaza "foram educados durante gerações no ódio a Israel e são capazes de massacrar, violar, queimar, assassinar bebés, mulheres, idosos e crianças" e, por conseguinte, "não deveriam existir".

"E o mesmo com Huwara", acrescentou numa referência à localidade estratégica na Cisjordânia, foco de conflito durante anos, por se encontrar num caminho que dá acesso às colónias judaicas do norte daquela zona palestiniana ocupada.

Smotrich avisou que quer "toda Gaza". "Quero que Gaza seja nossa". "Quero-o por razões sionistas", apelou antes de reconhecer que a última escalada tem consequências a nível internacional.

"Posso viajar para quatro países: Estados Unidos, Rússia, China e Coreia do Norte. Todos os anos podemos viajar para um, para ir rodando. Espero que não nos habituemos a isso", indicou.


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O jornalista português Ricardo Ribeiro, que esteve detido na Cisjordânia, acusou Israel de uma "estratégia de limpeza étnica e de opressão aos palestinianos", segundo declarou à Lusa.

Ojornalista português Ricardo Ribeiro, que esteve detido na Cisjordânia, disse hoje à Lusa que a detenção teve que ver com a "estratégia de limpeza étnica e de opressão aos palestinianos" que Israel leva a cabo mas quer esconder.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha confirmado na quinta-feira à Lusa a detenção dos dois portugueses, um deles jornalista, na região de Rantis, na Cisjordânia, uma zona rodeada por colonatos...

FMI: Projeções do FMI: Angola, Cabo Verde e Timor destacam-se entre lusófonos... O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento sólido na maioria das economias lusófonas até 2027, com Angola a acelerar e Cabo Verde e Timor-Leste a manterem um ritmo robusto, segundo o World Economic Outlook divulgado hoje.

© Lusa  13/10/2026 

Na Guiné-Bissau, o crescimento económico deverá desacelerar ligeiramente de 5,8% em 2025 para 4,7% em 2026, recuperando para 4,9% em 2027. A inflação deverá situar-se entre 2,1% e 2,5%, enquanto o défice da balança corrente deverá permanecer elevado, oscilando entre 5,7% e 7% do PIB.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento sólido na maioria das economias lusófonas até 2027, com Angola a acelerar e Cabo Verde e Timor-Leste a manterem um ritmo robusto, segundo o World Economic Outlook divulgado hoje.

De acordo com os dados do FMI para a África Subsaariana, Angola deverá crescer 4,4% em 2026, acima dos 3,1% estimados para 2025, antes de abrandar para 3,3% em 2027. A inflação deverá, contudo, permanecer elevada, embora em trajetória descendente, passando de 20,2% este ano para 10,6% em 2026 e 10,2% em 2027.

O arquipélago de Cabo Verde continuará entre as economias lusófonas africanas com melhor desempenho, com um crescimento de 5% tanto em 2026 como em 2027, após uma expansão estimada de 6,3% em 2025.

A inflação deverá manter-se controlada, em 1,2% este ano e 2,8% em 2027. O FMI prevê ainda uma taxa de desemprego estável em 8,5% ao longo dos três anos analisados.

Na Guiné-Bissau, o crescimento económico deverá desacelerar ligeiramente de 5,8% em 2025 para 4,7% em 2026, recuperando para 4,9% em 2027. A inflação deverá situar-se entre 2,1% e 2,5%, enquanto o défice da balança corrente deverá permanecer elevado, oscilando entre 5,7% e 7% do PIB.

Já Moçambique deverá registar uma recuperação gradual após a contração estimada de 0,2% em 2025. O FMI prevê um crescimento de 1% em 2026 e de 2% em 2027. A inflação deverá subir progressivamente para 5,6% e 6,8%, respetivamente, enquanto o défice externo continuará muito significativo, equivalente a 41% do PIB em 2026 e 37,8% em 2027.

Quanto a São Tomé e Príncipe, o FMI antecipa uma expansão modesta da economia, de apenas 0,4% em 2026, acelerando para 1,9% em 2027. Em contraste, a inflação deverá aumentar para 11% este ano, recuando depois para 9,6% em 2027.

Entre as restantes economias lusófonas, e fora do espaço africano, o FMI prevê um abrandamento do crescimento económico do Brasil, de 2,2% em 2026 para 1,9% em 2027, refletindo condições monetárias ainda restritivas para reconduzir a inflação à meta, a retirada gradual dos estímulos orçamentais e a incerteza da economia mundial.

A economia timorense deverá expandir-se 4% em 2026 e 3,7% em 2027, após um crescimento estimado de 4,5% em 2025. A inflação deverá permanecer contida, situando-se em 2,1% e 2,2% em 2026 e 2027. Já o défice da balança corrente deverá continuar muito elevado, equivalente a 38,5% do PIB em 2026 e 38,4% em 2027.

Ao mesmo tempo, o crescimento da economia portuguesa foi revisto para 2,1% este ano e 1,9% em 2027.

O FMI sublinhou hoje que a atividade económica mundial continua a revelar resiliência, beneficiando do impulso do setor tecnológico, da existência de reservas financeiras e da capacidade de adaptação das economias aos impactos das tensões geopolíticas.

Ainda assim, a instituição prevê um abrandamento do crescimento global para 3,1% em 2026, seguido de uma recuperação para 3,4% em 2027. A inflação mundial deverá aumentar para 4,7% em 2026 antes de recuar para 4,1% no ano seguinte.

Segundo o Fundo, as economias importadoras de energia que não integram a cadeia de valor tecnológica enfrentam as perspetivas mais difíceis.


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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia mundial cresça 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, segundo o World Economic Outlook divulgado hoje.

OFundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia mundial vai crescer 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, segundo o World Economic Outlook divulgado hoje.

A previsão para este ano está inalterada em relação a abril, mas foi revista em alta em 0,1 pontos percentuais (pp) face à atualização de julho. Já a estimativa para 2027 foi revista em alta em 0,2 pp face a abril mas manteve-se igual a julho...

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Irão ameaça destruir centros de dados de IA no Golfo Pérsico... As autoridades iranianas ameaçaram destruir centros de dados de Inteligência Artificial (IA) e cabos submarinos no Golfo Pérsico caso os ataques norte-americanos sejam retomados, destacando que os Estados Unidos têm ativos muito valiosos no estreito de Ormuz.

© Shutterstock   Por  LUSA  12/10/2026 

As autoridades iranianas ameaçaram hoje destruir centros de dados de Inteligência Artificial (IA) e cabos submarinos no Golfo Pérsico caso os ataques norte-americanos sejam retomados, sublinhando que os Estados Unidos "têm ativos muito valiosos" no estreito de Ormuz.

O chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irão, Mohsen Rezaei, afirmou, em declarações divulgadas pela Press TV, que "estes ativos extremamente valiosos não foram incluídos entre os alvos a atacar" no passado, mas avisou que isso pode mudar.

"Se esta guerra for retomada, muitos destes cabos e centros de dados, bem como instalações de Inteligência Artificial, serão destruídos", afirmou, antes de descrever estes alvos como parte "do pulso da economia norte-americana na região".

Esses ativos valem mais de 2 biliões de dólares [1,7 biliões de euros ao câmbio atual]", observou, referindo que o Irão está "absolutamente preparado para implantar novas capacidades em caso de ataque norte-americano".

A este propósito, Rezaei salientou que Teerão "ainda não mostrou todas as suas cartas".

"Fizemos isto para termos um plano B, caso seja necessário. Se houver outro confronto, apresentaremos ao inimigo um plano muito mais abrangente", concluiu.

Alguns 'media' norte-americanos avançaram na semana passada que o Departamento de Defesa (Pentágono) tem planos de novas operações militares contra o Irão, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, afastou na quinta-feira essa hipótese antes das eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.


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Pelo menos oito pessoas ficaram hoje feridas numa explosão no norte de Israel, avançaram as equipas de resgate e a polícia, enquanto o exército anunciou ter enviado soldados e helicópteros para o local.

Pelo menos oito pessoas ficaram hoje feridas numa explosão no norte de Israel, avançaram as equipas de resgate e a polícia, enquanto o exército anunciou ter enviado soldados e helicópteros para o local.

Segundo a Magen David Adom (MDA), equivalente israelita da Cruz Vermelha, os paramédicos estavam a assistir "oito pessoas com ferimentos graves ou moderados, bem como várias outras com ferimentos ligeiros"...

PORTUGAL: Feijão e milho portugueses vão para o "cofre do apocalipse" na Noruega... Portugal vai depositar 334 amostras de sementes no Svalbard, aumentando para 1.861 os acessos conservados na Noruega.

© Sebastian Kahnert/picture alliance via Getty Images   Por  LUSA   12/10/2026 

Portugal vai depositar na terça-feira mais 334 amostras de sementes nacionais no Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega, elevando para 1.861 o número de acessos portugueses conservados naquela infraestrutura do Ártico, anunciou o Governo.

A quinta entrega oficial portuguesa no Svalbard Global Seed Vault, conhecido como o "cofre do apocalipse", contará com a presença do secretário de Estado da Agricultura, João Moura, segundo um comunicado do Ministério da Agricultura e Mar.

A nova remessa inclui 303 acessos de feijão-comum, 18 de feijão-frade e 13 de milho, destinados a reforçar a salvaguarda dos recursos genéticos vegetais e a preservação da biodiversidade agrícola.

O Banco Mundial de Sementes, criado em 2008, permite aos bancos de germoplasma de vários países depositar cópias de segurança das suas coleções, prevenindo a perda definitiva de variedades agrícolas em caso de catástrofes naturais, conflitos armados ou falhas técnicas.

Portugal realizou a primeira entrega de sementes naquela infraestrutura em 2018, seguindo-se novas remessas em 2020, 2023 e 2025, que totalizaram 1.527 acessos de culturas como milho, cevada, centeio, trigo, feijão-comum e feijão-frade.

Com a entrega prevista para terça-feira, o património genético português conservado em Svalbard aumentará para 1.861 acessos, segundo os dados divulgados pelo ministério.

Em Portugal, a conservação deste património vegetal é assegurada pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e pelo Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV).

O INIAV participa também no projeto internacional "100 Year Seed Longevity Experiment", um estudo científico destinado a avaliar a longevidade e a capacidade de conservação das sementes ao longo de um século.

No plano institucional, desde 2023, Portugal integra o Conselho Consultivo do Svalbard Global Seed Vault, participando igualmente em organizações e iniciativas internacionais dedicadas à conservação dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura.

Entre estas contam-se o Tratado Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Crop Trust e o Programa Europeu de Cooperação para os Recursos Fitogenéticos.

A infraestrutura de Svalbard é gerida através de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e Alimentação da Noruega, o Centro Nórdico de Recursos Genéticos (NordGen) e o Crop Trust.

Segundo informação divulgada pelas autoridades norueguesas, mais de 20 bancos de germoplasma de diferentes países vão participar na cerimónia de terça-feira, incluindo instituições da Ucrânia, Líbano e África do Sul.

Em junho deste ano, o Banco Mundial de Sementes ultrapassou os 1,4 milhões de amostras conservadas, constituindo uma reserva internacional destinada a proteger a diversidade das culturas agrícolas e a segurança alimentar das gerações futuras.


António Costa diz que 1.600 sanções da UE à Rússia respondem ao agravamento da situação... Esta é a maior expansão da lista de sanções da UE desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Por  SIC Notícias/LUSA   12/10/2026 

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse esta segunda-feira que as 1.600 sanções adotadas pela União Europeia (UE) contra pessoas e entidades do complexo militar e industrial russo respondem ao agravamento da situação por Moscovo.

"Isto não ficará sem resposta", referiu Costa numa mensagem divulgada pelas redes sociais, após constatar que "a Rússia continua a agravar a situação, intensificando os seus ataques imprudentes contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia, bem como os seus ataques híbridos dirigidos contra os Estados-Membros da UE".

Esta segunda-feira, sublinhou, "os Estados-membros da UE adotaram cerca de 1.600 novas sanções dirigidas ao complexo militar-industrial da Rússia - a maior expansão pontual da nossa lista de sanções desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia".

A UE aprovou esta segunda-feira novas sanções contra cerca de 1.600 indivíduos e entidades do complexo militar e industrial da Rússia, com foco principal na cadeia de produção de mísseis balísticos, anunciou a chefe da diplomacia do bloco.

"Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE acabaram de aprovar sanções contra cerca de 1.600 novas entidades e pessoas ligadas ao complexo militar e industrial russo. Trata-se da maior expansão da nossa lista de sanções desde o início da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", anunciou Kaja Kallas numa publicação nas redes sociais, divulgada enquanto decorre uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), no Luxemburgo.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, como justificou então o Presidente russo, Vladimir Putin. A decisão de Putin desencadeou aquele que é considerado como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


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O Kremlin recusou hoje dizer se adere a uma trégua com a Ucrânia nos ataques a infraestruturas energéticas, mas defendeu como preferível uma "paz duradoura", afirmando manter contactos sobre o cessar-fogo anunciado unilateralmente por Donald Trump.

OKremlin recusou hoje dizer se adere a uma trégua com a Ucrânia nos ataques a infraestruturas energéticas, mas defendeu como preferível uma "paz duradoura", afirmando manter contactos sobre o cessar-fogo anunciado unilateralmente por Donald Trump.

"Os contactos continuam. Assim que tivermos algo a dizer sobre o assunto, não deixaremos de vos informar", declarou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, durante a sua conferência de imprensa...

As imagens da destruição causada pelos ataques ao aeroporto de Riade... O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, no sábado, é já considerado um dos mais mortíferos do país desde agosto de 2015. No sábado, morreram 11 pessoas e centenas ficaram feridas. Já no domingo, há a registar uma vítima mortal.

© Reprodução X    Por  Notícias ao Minuto  12/10/2026 

O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, no sábado, é já considerado um dos mais mortíferos do país desde agosto de 2015.

De recordar que um míssil atingiu no sábado um complexo do aeroporto de Riade que alberga os terminais 3 e 4 para voos domésticos. 

No ataque morreram quatro sauditas, dois bangladechianos, um norte-americano, um egípcio, um argentino, um sírio, um palestiniano e um sudanês, de acordo com a autoridade da aviação civil saudita. Houve também centenas de feridos.

Já no domingo, um projétil atingiu o terminal 4, tendo causado um incêndio. Pelo menos uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas neste ataque.

"Um projétil não identificado atingiu o Terminal 4 do Aeroporto Internacional Rei Khalid. O ataque causou um incêndio e as autoridades competentes estão a investigar o incidente", disse Turki al-Maliki, porta-voz da coligação militar anti-Huthi liderada pela Arábia Saudita, na rede X, sem atribuir a ação a qualquer grupo.

Posteriormente, os rebeldes Hutis do Iémen reivindicaram os ataques ao aeroporto.

Nas redes sociais, vários vídeos mostram o momento das explosões, assim como os danos causados e pessoas a fugir do local. 

Veja as imagens abaixo:

O ataque de sábado ocorre após significativos avanços militares dos Huthis no oeste do Iémen, permitindo o controlo de vastas áreas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem estratégica de acesso ao Canal do Suez tem servido de alternativa ao estreito de Ormuz, que se encontra sob bloqueio do Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Após anos de relativa calma na guerra civil no Iémen, a frágil trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem de um avião com representantes iranianos em Sanaa.

Os Huthis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, ao lado do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.

Entre 2023 e 2025, atacaram navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, como forma de apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza.

Relatório conclui que escassez de habitação social alimenta crise na Europa... O Comité Europeu das Regiões alerta sobre a escassez de habitação social, municipal e sem fins lucrativos, que tem alimentado a crise de pessoas sem-abrigo e do mercado imobiliário na Europa.

Por  dnoticias.pt/Agência Lusa   12 out 2026 

A escassez de oferta de casas sociais, municipais e sem fins lucrativos tem "alimentado tanto a crise de pessoas sem-abrigo como da habitação como um todo", aponta o relatório anual do Comité Europeu das Regiões, hoje divulgado.

"Uma escassez de habitação social, municipal e sem fins lucrativos tem alimentado tanto a crise de pessoas sem-abrigo como a da habitação como um todo. Após um pico em 2009, o investimento público na habitação (a maioria através de autoridades regionais e locais) caiu precipitadamente e continuou contido por mais de uma década na União Europeia a 27", pode ler-se no relatório, hoje apresentado em Bruxelas.

Este subinvestimento no setor é "prolongado" e, como consequência, tem deixado "muitos territórios sem o 'stock' de habitações públicas ou de lucro controlado necessário para responder ao aumento da procura, pressão demográfica e mudanças nas estruturas domésticas".

Neste capítulo, embora o investimento tenha subido de forma "notória" desde 2022, mantém-se abaixo de níveis pré-crise e esse subfinanciamento "tem enfraquecido a capacidade de autoridades locais e regionais responderem" para estabilizar o mercado da habitação, além de garantir casas aos mais carenciados.

Ao mesmo tempo, alerta o Comité, "uma proporção significativa de casas já existentes e prédios abandonados podem providenciar casas futuras, mas mantêm-se vazios pela União Europeia, incluindo em algumas das suas cidades mais densamente populadas".

A emergência habitacional tem várias facetas vertidas no documento, uma vez que, pelos dados aqui apresentados, cerca de 48 milhões de europeus vivem em casas com insuficiência energética, sem conseguirem aquecê-las no inverno ou ter refúgio no verão, e o mercado turístico "continua a subir os preços das rendas para longe do alcance de trabalhadores locais e prestadores de serviços".

"O número de pessoas sem-abrigo aumentou entre 2019 e 2025, tornando a luta contra esta situação um elemento crucial para o sucesso da Estratégia Antipobreza da União Europeia. Em 2025, cerca de 1,3 milhões de pessoas estavam sem-abrigo na União Europeia e até um terço dos que dormiam em albergues eram crianças", denuncia também este órgão.

Outro dos alertas deixados pelo documento prende-se com o fim do programa de financiamento NextGenerationEU, em Portugal operacionalizado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que até aqui apoiou reformas e a construção de habitação com mais de 20 mil milhões de euros.

"Portugal, Suécia e os Países Baixos são os países que mais dinheiro destinam do seu PRR à habitação, a rondar os 10%. Assim, esta será uma das áreas em que o fim do NextGenerationEU, em dezembro de 2026, se vai sentir com mais intensidade", avisa.

O documento, apresentado pela presidente do Comité Europeu das Regiões, Kata Tütto, no arranque da Semana Europeia das Regiões, elenca várias prioridades, desde logo o reforço da coesão interna para melhor responder aos problemas.

Cerca de 30 milhões de europeus dependem de um trabalho industrial, com grande parte das regiões industriais em declínio. Há mais de seis milhões de quintas e produções agrícolas em risco até 2040 e três em quatro regiões europeias enfrentam perda populacional até 2050.

Se 51% do investimento público levado a cabo na União Europeia é feito pelas cidades e regiões, estas enfrentarão o peso das alterações climáticas - o relatório estima perdas para a Europa a rondar os 2,4 triliões de euros entre 2031 e 2050 relacionadas com desastres e outras calamidades naturais.


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A Polícia Municipal, apoiada pela PSP, está a retirar, esta segunda-feira, 12 de outubro, as tendas onde manifestantes pelo direito à habitação pernoitaram nas últimas duas noites na Praça D. João I, no Porto.

APolícia Municipal do Porto, apoiada pela Polícia de Segurança Pública (PSP), está a retirar, esta segunda-feira, 12  de outubro, as tendas dos manifestantes pelo direito à habitação e contra o aumento do custo de vida montadas, no passado sábado, na Praça D. João I, no Porto.

De acordo com a SIC Notícias, as tendas, onde mais de 50 pessoas se encontram a pernoitar há dois dias, estão a ser retiradas porque não foi pedida autorização à Câmara Municipal do Porto para o protesto em questão...

UCRÂNIA/RÚSSIA: Ucrânia acusou a Rússia de atacar instalações energéticas ucranianas... A Rússia atacou hoje infraestruturas energéticas na região de Jitomir, no norte da Ucrânia, disse o chefe da Administração Militar da região, Vitali Buchenko.

© Maxym Marusenko/NurPhoto via Getty Images     Por   LUSA  12/10/2026 

A Rússia atacou hoje infraestruturas energéticas na região de Jitomir, no norte da Ucrânia, disse o chefe da Administração Militar da região, Vitali Buchenko.

O ataque ocorreu depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um alegado acordo de tréguas com Moscovo e Kyiv para que ambas as partes se abstivessem de atacar as respetivas infraestruturas energéticas.

O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou que "é importante que a trégua se concretize", mas denunciou que durante os últimos dias não cessaram os ataques russos contra as infraestruturas energéticas ucranianas.

"A Ucrânia quer a paz; a questão é se o mesmo acontece com a Rússia. Esperamos conhecer detalhes claros do diálogo entre os Estados Unidos e a Rússia e esperamos que [o presidente da Rússia, Vladimir] Putin cumpra o que Trump disse", acrescentou.

Zelensky já tinha afirmado num discurso ao país, no domingo à noite, gravado horas depois do anúncio de Trump, que a Rússia tinha atacado uma central elétrica na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia.

Entretanto, o Ministério da defesa da Ucrânia indicou que a Rússia atingiu na última madrugada um navio no Mar Negro e quatro locomotivas nas regiões ucranianas de Odessa e Dnipropetrovsk,

Por outro lado, as defesas antiaéreas russas abateram, durante a noite passada, 151 drones ucranianos não se tendo registado ataques contra refinarias.

Segundo o Ministério da Defesa de Moscovo, os aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia atingiram 10 regiões da Rússia, a península anexada da Crimeia e o Mar Negro.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, disse hoje que 16 drones foram abatidos pelas defesas antiaéreas nas imediações da capital russa.

Sobre a região de Kaluga, localizada a 260 quilómetros a sudoeste de Moscovo, foram neutralizados 37 aparelhos aéreos não tripulados.

Até ao momento não foram reportados danos em infraestruturas essenciais russas, particularmente refinarias, que nos últimos meses têm sido alvo constante de drones ucranianos.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar de grande escala contra todo o território ucraniano em 2022.


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A chefe da diplomacia da União Europeia saudou hoje o cessar-fogo anunciado por Donald Trump entre a Rússia e a Ucrânia, mas avisou que a Rússia não está a dar sinais de que o vai cumprir.

Achefe da diplomacia da União Europeia saudou hoje o cessar-fogo anunciado por Donald Trump entre a Rússia e a Ucrânia, mas avisou que a Rússia não está a dar sinais de que o vai cumprir.

"Saudamos o cessar-fogo a ataques contra infraestruturas energéticas, se for respeitado. No entanto, ainda não vimos sinais de que a Rússia o vá respeitar", afirmou Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada a uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE)...

Universidade pública de Cabo Verde passa a ter propinas gratuitas e recebe mais alunos... A Universidade de Cabo Verde (UniCV) passa este ano letivo a ter propinas gratuitas, numa medida tomada pelo Governo, eleito em maio, e a reitora espera que o número de alunos, que já superava os 4.000, continue a crescer.

Por  RTP /Lusa    12 Outubro 2026 

"De 2024 para 2025, aumentámos [o número de] estudantes em 30%. Ainda não tínhamos a isenção de propinas, mas penso que, nesses dois anos [2024-2026] vamos aumentar os estudantes em 50%", referiu Astrigilda Silveira, em entrevista à Lusa, a propósito da abertura, hoje, do novo ano letivo.

"As matrículas vão até 10 de novembro e, até lá, teremos o número exato", acrescentou a dirigente, empossada em março e que pela primeira vez preside à abertura do ano letivo.

Considera que a gratuitidade é uma "excelente iniciativa do Governo", mas referiu que "a isenção de propinas, por si só, não resolve todos os problemas".

"Nós temos residências, alimentação, transporte, materiais educativos e apoio psicossocial aos nossos estudantes. Então, paralelamente, vamos ter de aliar esses outros requisitos que são preocupações da universidade para garantir a permanência dos estudantes", apontou.

O orçamento da UniCV cresceu de 1,2 para 1,8 mil milhões de escudos (de 10,8 para 16,3 milhões de euros) para acomodar a gratuitidade, entre outras medidas, disse Astrigilda Silveira, que quer diversificar as fontes de receita, por exemplo, através de prestação de serviços.

"A UniCV quer ser uma parceira estratégica do Estado sem perder a sua autonomia. Isso quer dizer que estamos a trabalhar no sentido de fazermos prestação de serviço ao Governo, às empresas, às associações, aos municípios", detalhou.

A reitora regressou na última semana de uma missão a Portugal, que incluiu encontros com instituições de ensino superior, com as quais reforçou a cooperação internacional, visando melhorar a qualidade da UniCV.

Um dos protocolos prevê a avaliação externa de cursos pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), exemplificou.

Segundo referiu, a gratuitidade traz uma obrigação acrescida de qualidade.

"Nós queremos acesso com democratização e isso exige a permanência do estudante, com sucesso", disse, incluindo a empregabilidade.

A esse nível, Astrigilda Silveira anunciou programas de mentoria, de inserção profissional e de desenvolvimento de talentos, através dos quais a universidade vai contratar anualmente 50 formandos: "vão ter formação da parte administrativa da UniCV e vamos melhorar os nossos serviços", concluiu.

UNIÃO EUROPEIA: MNE da UE reúnem-se para aprovar o maior pacote de sanções à Rússia... Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para aprovar o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia.

© Lusa   12/10/2026 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para aprovar o maior pacote de sanções de sempre contra a Rússia, que visará cerca 1.600 indivíduos e entidades, e uma nova missão no Líbano.

A reunião vai começar às 10h00 locais (09h00 de Lisboa) e tem três pontos na ordem de trabalhos: a guerra na Ucrânia, a situação no Médio Oriente e as oportunidades a nível de segurança e Defesa criadas pela potencial adesão de novos países à UE.

No que se refere à Ucrânia, é expectável que os ministros aprovem o "maior pacote" de sempre de sanções contra a Rússia, que tinha sido anunciado pela chefe da diplomacia do bloco europeu, Kaja Kallas, em setembro.

Segundo uma fonte europeia, este pacote de sanções vai visar cerca de 1.600 indivíduos e entidades do complexo militar e industrial russo, estando prevista igualmente a aprovação de outro pacote de sanções relacionado com a realização de eleições legislativas, em setembro, nos territórios ocupados na Ucrânia.

Nesta vertente das sanções, os ministros deverão também ponderar se avançam com restrições a vistos para cidadãos russos, numa altura em que cada vez mais países têm denunciado ataques híbridos da Rússia em solo europeu.

O objetivo "é reduzir a possibilidade de haver russos a operar no nosso território", explicou um alto responsável europeu, depois de, em setembro, numa reunião informal na Irlanda, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança ter indicado que havia um "apoio amplo" entre os ministros para restringir os vistos turísticos para cidadãos russos.

A discussão sobre a guerra na Ucrânia vai também contar com a participação do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, como já é habitual, e os governantes deverão voltar a ouvir apelos para que reforcem o seu apoio a Kiev não só a nível financeiro, mas sobretudo de meios de defesa aérea.

Será igualmente debatida a possibilidade de um cessar-fogo no mar Negro, numa altura em que Kiev indicou que tem recebido propostas da Índia, Turquia, Egito e Estados Unidos nesse sentido.

No que se refere à discussão sobre o Médio Oriente, os ministros deverão dar uma aprovação final à criação de uma missão no Líbano, num contexto em que se prevê que o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) expire em dezembro.

Kaja Kallas já salientou que o intuito desta nova missão – apoiada por Portugal e que deverá ir para o terreno antes do final do ano – não é substituir a FINUL, que visa assegurar a manutenção da paz no país, mas antes "reforçar as Forças Armadas libanesas e a capacidade do Estado libanês de garantir a segurança em todo o seu território".

Segundo uma fonte europeia, esta missão poderá envolver até cerca de 1.500 elementos.

Os ministros vão também voltar a debater a liberdade de navegação no Médio Oriente, numa altura em que os rebeldes Huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, têm intensificado os seus ataques no mar Vermelho, onde a UE tem destacada a operação naval "Aspides".

À semelhança do que tem feito recentemente, Kallas deverá voltar a apelar aos Estados-membros para que reforcem os meios navais dessa operação, responsável pela escolta de navios mercantes, mas os ministros deverão também debater um eventual reforço do apoio ao Governo do Iémen, executivo reconhecido pela comunidade internacional.

Sobre este assunto, os ministros deverão também lançar uma iniciativa, assinada igualmente por outros parceiros, para que se desenvolva um compromisso internacional sob o título "Sem taxas, sem portagens", que apelará à liberdade de navegação global e segurança marítima.

Ao nível da discussão sobre o alargamento da UE, os ministros vão discutir o impacto que o alargamento tem para a segurança e Defesa do bloco e como é que podem aprofundar ainda mais a cooperação com os países candidatos, designadamente a nível de missões de segurança e Defesa.

Portugal estará representado nesta reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.


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A polémica entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky intensificou-se após o presidente norte-americano sugerir que a Ucrânia precisava de um novo líder e anunciar um cessar-fogo energético, algo que o presidente ucraniano considerou ser "uma novidade". O que aconteceu? E o que foi dito?

Apolémica entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky adensou-se durante o fim de semana depois de o presidente norte-americano ter afirmado que a Ucrânia devia ter "um novo presidente" e anunciar um cessar-fogo energético que, segundo o presidente ucraniano, foi "uma novidade". Afinal, o que é que se passou?

Tudo começou com a resposta do presidente ucraniano a Donald Trump acerca das possíveis eleições, dizendo que a Ucrânia poderia realizar eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo total de 60 dias...

Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão... A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, informaram o Estado-Maior Conjunto sul-coreano e o Ministério da Defesa japonês, dias após Seul realizar um teste com um míssil hipersónico.

© Seung-il Ryu/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   12/10/2026 

A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, informaram o Estado-Maior Conjunto sul-coreano e o Ministério da Defesa japonês, dias após Seul realizar um teste com um míssil hipersónico.

O Estado-Maior Conjunto (JCS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul indicou ter detetado, por volta das 09h20 (01h20 em Lisboa), o lançamento de vários mísseis balísticos a partir da zona de Pyongyang, que percorreram mais de 900 quilómetros.

"As forças armadas sul-coreanas intensificaram a vigilância para se prepararem para possíveis lançamentos adicionais e mantêm um estado de alerta máximo, partilhando informações relevantes com os Estados Unidos e o Japão", indicou o JCS, em comunicado citado pela agência de notícias local Yonhap.

Já o Ministério da Defesa japonês afirmou na rede social X ter detetado a queda do projétil, acrescentando que, até ao momento, não foram confirmados danos materiais.

O último lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte ocorreu em 03 de outubro, quando o país disparou um projétil em direção ao mar do Japão - denominado mar do Leste nas duas Coreias - que caiu fora da Zona Económica Exclusiva do arquipélago, sem que fossem registados danos.

Por outro lado, na quinta-feira, Seul afirmou ter realizado com sucesso um teste do primeiro míssil hipersónico do país, que se encontra em fase de investigação e desenvolvimento.

Seul e Pyongyang, tecnicamente ainda em guerra, viram-se envolvidas numa escalada de tensão na sequência da explosão de duas minas, em 21 de setembro, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, que deixou dois soldados sul-coreanos gravemente feridos, além de outro soldado com ferimentos ligeiros.

A Coreia do Sul acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos e exigiu um pedido de desculpas por parte do regime hermético, além de ter realizado, há uma semana, uma operação de remoção de minas na zona, enquanto as autoridades norte-coreanas negaram qualquer envolvimento e acusaram Seul de mentir para justificar provocações na fronteira.

domingo, 11 de outubro de 2026

Guiné-Bissau aprova ensaio sobre hepatite B contestado pela OMS... As autoridades da Guiné-Bissau aprovaram um ensaio clínico sobre a administração da vacina contra a hepatite B à nascença, financiado pelos Estados Unidos, cujo desenho foi considerado antiético pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por  healthnews.pt/LUSA/   11 de Outubro 2026 

O estudo prevê envolver 14 mil recém-nascidos, dos quais metade receberá a vacina ao nascer e os restantes iniciarão a vacinação às seis semanas de vida.

Segundo a informação divulgada pela imprensa internacional, o Projeto de Saúde de Bandim recebeu autorização para avançar com a investigação, depois de as autoridades guineenses terem anunciado a sua suspensão em janeiro, na sequência da contestação de especialistas.

O financiamento, de 1,6 milhões de dólares, é assegurado pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma agência integrada no Departamento de Saúde e Serviços Humanos, liderado por Robert F. Kennedy Jr., conhecido pelas suas posições críticas em relação às vacinas.

No centro da controvérsia está a decisão de não administrar a dose à nascença a metade dos participantes. Esse grupo seguirá o calendário de vacinação guineense, que prevê doses às seis, dez e 14 semanas. O outro grupo receberá uma dose adicional ao nascer.

Os investigadores sustentam que pretendem avaliar os efeitos globais desta intervenção na saúde infantil. A proteção conferida pela vacina contra a infeção pelo vírus da hepatite B, esclarecem, está estabelecida e não constitui a questão que o estudo procura investigar.

A OMS contestou, porém, a justificação ética do ensaio. Em fevereiro, considerou que deixar parte dos recém-nascidos sem uma intervenção de eficácia comprovada poderia expô-los a infeção crónica e a complicações graves, incluindo cirrose e cancro do fígado.

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se contra o estudo numa conferência de imprensa em 11 de fevereiro, alertando para os riscos associados à ausência de proteção à nascença num país com elevada prevalência de hepatite B.

A posição da OMS incide no desenho experimental então conhecido. Para a organização, a existência de limitações no acesso à vacinação não justifica, por si só, que um ensaio clínico deixe alguns participantes sem uma medida preventiva comprovadamente eficaz.

O início da investigação estava previsto para os primeiros meses de 2026, mas foi suspenso pelas autoridades guineenses para avaliação das questões éticas levantadas. A notícia da autorização representa um novo desenvolvimento num processo marcado por divergências entre investigadores, especialistas em saúde pública e responsáveis pela avaliação ética.

O texto inicial refere também a demissão de vários cientistas do comité de ética dinamarquês que aprovou o ensaio, em protesto contra a decisão.

A investigação decorre num contexto de elevada circulação do vírus na Guiné-Bissau. A infeção crónica por hepatite B pode provocar doença hepática grave, incluindo cirrose, insuficiência hepática e cancro do fígado.

O vírus pode permanecer infecioso em superfícies durante, pelo menos, sete dias. A partilha de objetos de higiene pessoal, como escovas de dentes, pode representar um risco quando estes estão contaminados com sangue infetado, mesmo em quantidades não visíveis.

A discussão sobre o ensaio tem também uma dimensão política nos Estados Unidos. Paul Offit, especialista em doenças infeciosas do Hospital Pediátrico de Filadélfia, afirmou ao Guardian que, na sua perspetiva, Kennedy pretende usar a investigação para afastar a administração da dose à nascença no país.

“Ele quer avançar com o estudo para não usarmos a dose que damos aos recém-nascidos aqui neste país, esse é o objetivo”, declarou o médico ao jornal britânico.

Na Guiné-Bissau, a introdução da dose à nascença no calendário nacional está prevista até 2028. Esse prazo diz respeito à implementação da medida no país. A OMS recomenda a administração da vacina nas primeiras 24 horas de vida.

Em resposta às críticas, os responsáveis pelo Projeto de Saúde de Bandim argumentam que nenhum participante receberá menos vacinas do que as previstas no calendário nacional em vigor, uma vez que este ainda não inclui a dose à nascença.

Os investigadores reconhecem que a eficácia da vacina na prevenção da hepatite B está bem estabelecida e defendem que a investigação procura esclarecer os efeitos gerais da introdução dessa dose na saúde das crianças, quando administrada juntamente com a BCG e a vacina oral contra a poliomielite, no contexto específico da Guiné-Bissau.

©africanews (en français)   Guinea-Bissau: Controversial infant clinical trial authorized to continue

UCRÂNIA/RÚSSIA: Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia, sem detalhar a duração da trégua.

© Bonnie Cash/UPI/Bloomberg via Getty Images  Por noticiasaominuto.com, Lusa   11/10/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este domingo que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia.

A informação foi avançada por Trump na sua rede social Truth Social, sem que tenha dado mais detalhes sobre a duração da trégua, por exemplo.

"Com efeito imediato, entra em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o quebrem!", escreveu.

Apesar da mensagem, Volodymyr Zelensky parece ter sido apanhado de surpresa com o anúncio de Donald Trump. O presidente da Ucrânia revelou, ao portal Axios, que o cessar-fogo energético "foi uma novidade" para si. "Mas se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia concordará", acrescentou.

Segundo o Axios, Zelensky reforçou que, se Trump negociou esta trégua com o Presidente russo, Vladimir Putin, então que o avisem.

"Digam-nos quando é que este cessar-fogo entrará em vigor: estamos prontos e aceitá-lo-emos", declarou.

Antes da mensagem do líder norte-americano, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha afirmado hoje que está disposto a interromper os ataques contra refinarias da Rússia se Moscovo deixar de visar infraestruturas energéticas da Ucrânia.

Essa declaração surge também após as críticas de Trump a Volodymyr Zelensky, culpando-o pelos altos preços do diesel e sugerindo que a Ucrânia deveria ter um novo líder.

"Sugiro-lhes que elejam um novo líder capaz de chegar a um acordo", afirmou o presidente norte-americano perante a imprensa na Casa Branca, condenando os ataques ucranianos às refinarias russas, que, segundo Trump, apenas agravam "o problema mundial" da escassez de gasóleo.

"É do seu interesse parar", advertiu Donald Trump, dirigindo-se ao presidente ucraniano, numa referência ao anúncio de um acordo controverso entre Moscovo e Washington para a compra em grande escala de gasóleo russo.

O presidente ucraniano respondeu entretanto, este domingo, ao presidente dos Estados Unidos, dizendo que seu país está disponível para realizar eleições se a Rússia concordasse com um cessar-fogo total de 60 dias.

"Por favor, digam a Putin para nos conceder dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e nós realizaremos as eleições", afirmou em entrevista à ABC News.


Zelensky diz que fará eleições na Ucrânia se Rússia aceitar cessar-fogo... Presidente ucraniano falou com a ABC após as críticas de Donald Trump, que defendeu a escolha de um novo líder para o país; crise foi motivada por acordo sobre diesel

Por cnnbrasil.com.br  11/10/26 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo que organizará eleições no país caso o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concorde com um cessar-fogo de 60 dias. A declaração foi uma resposta a críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Por favor, diga a Putin: dê-nos dois meses, 60 dias de cessar-fogo total, 60 dias, e organizaremos eleições”, disse Zelensky ao programa This Week, da ABC.

No sábado, Trump criticou Zelensky por atacar refinarias de petróleo russas um dia depois de os Estados Unidos suspenderem temporariamente sanções sobre combustíveis russos, que tinham como objetivo privar Moscou de receitas para financiar a guerra na Ucrânia.

“Acho que chegou a hora de a Ucrânia ter um novo presidente”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Em resposta, Zelensky afirmou que “cabe aos ucranianos” escolher seu líder e observou que Putin também gostaria de mudar quem está à frente da Ucrânia.

Ele disse que é fácil culpar a Ucrânia pela alta dos preços dos combustíveis, “quando todos no mundo entendem que, por causa da guerra no Oriente Médio, os preços estão subindo".

Mais cedo neste domingo, Zelensky afirmou que a Ucrânia estava disposta a interromper os ataques às refinarias de petróleo russas caso Moscou suspendesse seus próprios ataques à infraestrutura energética ucraniana.


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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que condiciona o fim dos ataques às refinarias russas à decisão de Moscovo de deixar de atacar as infraestruturas energéticas ucranianas, em resposta às pressões dos Estados Unidos e à crítica de Donald Trump.

OPresidente da Ucrânia condicionou hoje o fim dos ataques contra refinarias da Rússia, exigido pelos Estados Unidos, à decisão de Moscovo de cessar os ataques contra as infraestruturas energéticas ucranianas.

"A Ucrânia estará disposta a cessar os ataques contra as refinarias de petróleo russas se a Rússia deixar de atingir as nossas infraestruturas energéticas", afirmou Volodymyr Zelensky, citado pela agência francesa AFP...