quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Nigéria reduz preços dos combustíveis por 30 dias e estuda teto máximo... O ministro das Finanças da Nigéria anunciou hoje que vai reduzir os preços dos combustíveis durante 30 dias e fixar um teto máximo, no âmbito de um conjunto de medidas destinado a acomodar o impacto dos choques energéticos.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images  Por  LUSA  08/10/2026 

O ministro das Finanças da Nigéria anunciou hoje que vai reduzir os preços dos combustíveis durante 30 dias e fixar um teto máximo, no âmbito de um conjunto de medidas destinado a acomodar o impacto dos choques energéticos.

"Estamos a oferecer um desconto na gasolina distribuída pela NNPC [a empresa estatal petrolífera] durante os próximos 30 dias, numa primeira fase, dando prioridade aos transportes públicos a nível nacional", disse Taiwo Oyedele.

Nas declarações à imprensa citadas pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), o ministro garantiu que "não se trata de um subsídio" e explicou que "o governo limita-se a dizer que vende ao preço de custo", mas não especificou o preço.

A Nigéria é o maior produtor de petróleo de África e alberga a maior refinaria do continente, propriedade do homem mais rico de África, Aliko Dangote, mas as autoridades não controlam os preços dos combustíveis, que subiram para cerca de 1.400 nairas (0,93 euros) por litro, contra 830 nairas (0,55 euros) antes da guerra no Médio Oriente.

O ministro das Finanças, Taiwo Oyedele, explicou que as medidas visavam aliviar a pressão sobre as famílias e as empresas, evitando simultaneamente um regresso aos subsídios aos combustíveis — um tema altamente sensível a apenas três meses das eleições gerais e uma medida que tem sido desaconselhada pelas instituições económicas internacionais, como o Fundo Monetário Internacional.

O presidente Bola Tinubu, que se recandidata às eleições a 16 de janeiro, lançou amplas reformas económicas quando assumiu o poder em 2023, incluindo a eliminação de um importante subsídio aos combustíveis e a flutuação da moeda nigeriana, o naira.

Estas medidas, amplamente apoiadas pelos economistas, provocaram um aumento do custo de vida e agravaram as dificuldades no país mais populoso de África, que sofreu uma deterioração da situação económica e social desde o início do ano devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Nas declarações citadas pela AFP, o governante disse ainda que será introduzida uma "modulação dos preços" para atenuar a volatilidade dos preços nas bombas de gasolina.

"Os preços nas bombas de gasolina não devem acompanhar cada flutuação do petróleo bruto mundial ou das taxas de câmbio", defendeu Oyedele, acrescentando que o governo estava "a negociar um limite máximo de 1 350 nairas (0,90 euros) por litro".

Os nigerianos devem dirigir-se às urnas a 16 de janeiro, data em que o presidente Tinubu deverá enfrentar os seus principais rivais de 2023, Peter Obi e Atiku Abubakar, que prometeu restabelecer os subsídios à gasolina durante a sua campanha eleitoral.


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A polícia francesa usou canhão de água e gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação estudantil em Paris, que reuniu dezenas de milhares de jovens.

Apesar das críticas a alguns excessos nos últimos dias, a polícia francesa voltou a responder com robustez à manifestação do movimento estudantil hoje em Paris, usando um canhão de água e gás lacrimogéneo.

Após uma marcha pelas ruas e concentração na Praça da Bastilha que mobilizou dezenas de milhares de jovens e que decorreu sem incidentes, pelas 18:00 locais (17:00 em Lisboa) a polícia começou a apertar o cerco...

Portugal: Rangel espera rápida resolução para situação na Guiné-Bissau... O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, rejeitou a ideia de uma crise do multilateralismo e manifestou esperança de que a situação na Guiné-Bissau seja ultrapassada rapidamente, para que a CPLP possa voltar a contar com todos os seus membros.

© Lusa   08/10/2026 

"Hoje fala-se muito em crise do multilateralismo, mas esta ideia é, do meu ponto de vista, completamente errada. Nunca houve tantas intervenções multilaterais como há agora", defendeu Paulo Rangel, que falava no colóquio "CPLP 30 anos – Uma Comunidade de Língua e de Futuro", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O ministro destacou a importância de os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estarem também integrados noutras organizações regionais, considerando que essa realidade pode reforçar a projeção da comunidade.

"No caso da CPLP é a língua que une os Estados-membros, mas em muitos [casos] são as organizações internacionais. Temos que criar uma rede de organizações regionais multilaterais ou de organizações temáticas multilaterais. É fundamental pôr em rede", disse.

Rangel apontou como exemplo Timor-Leste, que aderiu à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), considerando que a integração dos países da CPLP noutras organizações regionais "dá uma projeção, uma profundidade aos restantes membros da CPLP que é enorme".

"Porque cria aqui um laço comum", acrescentou.

Sobre as Nações Unidas, rejeitou igualmente visões catastrofistas, lembrando que a organização já enfrentou dificuldades no passado, nomeadamente durante a Guerra Fria, quando "nenhuma resolução passava".

"O que acontece é que isso é da natureza das Nações Unidas", afirmou, salientando existir "um desajustamento daquelas que são as potências que têm acesso permanente ao processo de segurança, e aquela que é a multipolaridade que existe".

Rangel acrescentou que Portugal "tem sido um grande advogado da reforma das Nações Unidas".

O ministro destacou ainda a importância da língua portuguesa, afirmando que "a CPLP também é um promotor e um defensor da língua portuguesa".

"Dito isto, eu queria dizer que nós, na CPLP, e vou dizê-lo expressamente, sem nenhum problema, temos hoje uma preocupação que é a Guiné-Bissau", afirmou.

"Porque nós gostávamos de fazer este seminário, este colóquio, com todos os membros da CPLP. E é por isso que nós estamos todos a trabalhar."

A Guiné-Bissau está suspensa da participação nas atividades da CPLP desde dezembro de 2025, na sequência do golpe militar de 26 de novembro desse ano, que interrompeu o processo eleitoral. A decisão da CPLP determina que a suspensão vigore até à retoma da ordem constitucional.

Estavam previstas para 06 de dezembro deste ano novas eleições, mas foi hoje anunciado não estarem reunidas as condições para a votação.

As eleições anteriores, presidenciais e legislativas antecipadas, tinham decorrido em 23 de novembro de 2025, mas o processo foi interrompido pelo golpe militar de 26 de novembro, antes da conclusão do apuramento dos resultados.

Rangel afirmou que essa é uma vontade partilhada pelos Estados-membros e pelos seus responsáveis políticos, sublinhando a importância da Guiné-Bissau para a organização.

"Porque são Estados fundadores, são Estados que amamos muito. E eu queria dizer isto porque para nós isto é uma questão fundamental", afirmou.

O ministro manifestou-se, por isso, esperançado em que o diálogo em curso permita ultrapassar a situação na Guiné-Bissau.

"Estamos esperançados que este diálogo com certeza vai produzir frutos a prazo. Mas queria dizer isto para dizer que aqui, neste dia, para nós não há suspensão sob esse ponto de vista. Nesta discussão em que nós estamos, estamos todos emanados de um mesmo espírito", declarou.

"Queria dar essa palavra quer ao povo guineense, quer às suas autoridades atuais, de que nós queremos mesmo ultrapassar esta situação o mais depressa possível. E temos a certeza de que isso vai ser conseguido", concluiu.


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Bragança, 08 out 2026 (Lusa) — O líder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje, em Bragança, esperar que os militares não se eternizem no poder na Guiné-Bissau e pediu um sinal de que querem o regresso à normalidade constitucional.

“Eu espero que não, por isso é que eu disse e continuo a reiterar que se as entidades que controlam o país querem um voto de confiança e uma oportunidade devem alinhar-se com os princípios da reposição da normalidade constitucional”, afirmou, quando questionado pela Lusa sobre se teme que a Guiné-Bissau siga o caminho dos Estados do Sahel que sofreram golpes de Estado...

UCRÂNIA: ONU condena "terrível ataque" a autocarros na Ucrânia com 30 mortos... O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou o ataque a dois autocarros na Ucrânia, que resultou em 30 mortos, e destacou a gravidade dos ataques que atingiram civis em diferentes regiões do país.

© State Emergency Service of Ukraine / Handout/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA  08/10/2026 

O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou-se consternado com o "terrível ataque" a dois autocarros hoje ocorrido na Ucrânia, que fez 30 mortos.

"A escala e a natureza destes ataques — que mataram e feriram pessoas nos autocarros, nas suas casas e nos seus locais de trabalho em diferentes regiões do país — são condenáveis", declarou Türk num comunicado.

O responsável precisou que, desde segunda-feira, pelo menos 85 civis foram mortos e outros 346 ficaram feridos em bombardeamentos russos, segundo os dados divulgados.

Paralelamente, muitas regiões da Ucrânia ficaram às escuras após uma série de ataques de longo alcance a instalações elétricas e centrais de produção de energia, acrescentou Türk.

"A Ucrânia já enfrenta falhas e cortes programados no fornecimento de energia, mesmo antes de as baixas temperaturas e os dias mais curtos provocarem um aumento da procura de eletricidade", sublinhou.

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos também manifestou profunda preocupação com os relatos de ataques ucranianos que causaram mortes e ferimentos entre civis nos territórios ocupados e na Rússia.

"Os civis estão estritamente protegidos pelas leis da guerra e nunca podem ser tomados como alvo de ataques. Além disso, as partes devem sempre procurar poupar a população civil", recordou.

"As alegadas violações devem ser investigadas, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Os ataques deliberados contra civis podem constituir crimes de guerra", vincou.


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O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se com o homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, antes de uma cimeira regional no Turquemenistão, e reafirmou o apoio de Moscovo ao fim à guerra no Médio Oriente, informaram as agências noticiosas da Rússia...

Guiné-Bissau: Simões Pereira espera que militares não se eternizem no poder

Por  correiodamanhacanada.com  Outubro 8, 2026 

Bragança, 08 out 2026 (Lusa) — O líder da oposição guineense, Domingos Simões Pereira, disse hoje, em Bragança, esperar que os militares não se eternizem no poder na Guiné-Bissau e pediu um sinal de que querem o regresso à normalidade constitucional.

“Eu espero que não, por isso é que eu disse e continuo a reiterar que se as entidades que controlam o país querem um voto de confiança e uma oportunidade devem alinhar-se com os princípios da reposição da normalidade constitucional”, afirmou, quando questionado pela Lusa sobre se teme que a Guiné-Bissau siga o caminho dos Estados do Sahel que sofreram golpes de Estado.

Os militares tomaram o poder na Guiné-Bissau há quase um ano e o Governo de transição anunciou hoje não haver condições para a realização das eleições gerais que tinham marcado para 06 de dezembro.

O líder da oposição, Simões Pereira, foi detido no golpe militar e libertado em julho para fazer tratamento em Portugal, onde se encontra atualmente, tendo participado hoje, em Bragança, numa conferência na Universidade Politécnica (UPB), a convite dos estudantes guineenses.

Questionado sobre a situação política guineense, à margem do evento, Simões Pereira disse que, naquele momento, ainda não tinha conhecimento da decisão de adiamento das eleições na Guiné-Bissau e que dará a conhecer a sua posição depois de reunir a estruturas do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), a que preside.

Reiterou, contudo, que a realização de eleições na Guiné-Bissau “seria praticamente impossível, até porque, em termos de prazos, o prazo para a deposição das candidaturas terminou antes de ontem [terça-feira, dia 06]”.

“Era só uma questão de confirmação política daquilo que tecnicamente já estava ultrapassado”, considerou.

Simões Pereira espera que a Guiné-Bissau não faça o percurso dos Estados que constituiram a Aliança do Sahel, – Niger, Mali e Burkina Faso -, em que os militares permaneceram no poder depois de golpes de Estado para períodos de transição política.

O presidente do PAIGC continua a dizer que não sabe quando vai regressar a Bissau, nem o que vai fazer ao completar-se, neste mês de outubro, o prazo de três meses que lhe foi dado para deslocar-se a Portugal para tratamento, quando foi libertado em julho.

O político reiterou que se a sua libertação “foi condicional ou negociada”, ninguém lhe transmitiu “as condições dessa negociação”.

Acerca da recente decisão judicial que atribui uma indemnização de 30 milhões de francos CFA (cerca de 46 mil euros) aos cinco políticos presos no golpe militar, incluindo Simões Pereira, o político guineense entende que confirma o que tem defendido.

“Esta decisão por um tribunal da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] vem confirmar a leitura que se faz, mesmo a nível internacional, e igual àquela que nós já tínhamos: a prisão foi, não só ilegal, como arbitrária”, disse.

Apesar do clima político e da instabilidade na Guiné-Bissau, Simões Pereira deixou uma mensagem de confiança aos jovens guineenses estudantes da Universidade Politécnica de Bragança (UPB), onde hoje falou na conferência sobre “Juventude e Participação Cívico-Política”.

O convite partiu do Núcleo de Estudantes Guineenses, que reúne os cerca de 200 estudantes da Guiné-Bissau espalhados pelas escolas da UPB.

O presidente do Núcleo, Rajik Mendes, defendeu que os jovens têm que “continuar a ver futuro” na Guiné-Bissau, mas reconheceu que o país não oferece aos jovens oportunidades para regressarem, pelo que a maioria acaba por ficar em Portugal, mesmo tendo que trabalhar fora da sua área de formação.

A instabilidade política trava projetos dos jovens estudantes e outros, como a disponibilidade dos politécnicos portugueses de desenvolvimento do ensino superior na Guiné-Bissau.

O reitor da UPB, Orlando Rodrigues, esteve em Bissau, em 2025, com uma missão dos politécnicos que não teve seguimento.

“Vontade do lado português e das instituições portuguesas havia, aqui o que está a falhar é, sobretudo, a possibilidade de estabelecer um diálogo institucional do lado da Guiné-Bissau”, disse à Lusa.

HFI // MLL

Lusa/Fim


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Trump afasta hipótese de ataque ao Irão antes das eleições intercalares... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta quinta-feira que não ordenará qualquer ataque contra o Irão antes das eleições intercalares, em 3 de novembro. A declaração foi feita nas redes sociais, enquanto Teerão prepara uma resposta à proposta de paz dos Estados Unidos.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  08/10/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que não ordenará qualquer ataque contra o Irão antes das eleições intercalares, em 3 de novembro.

"Não atacaremos o Irão em nenhum momento antes das eleições intercalares que se realizarão nos Estados Unidos em 03 de novembro", afirmou Trump nas redes sociais, enquanto Teerão prepara uma resposta à mais recente proposta de paz dos Estados Unidos.

Além disso, insistiu mais uma vez que o Irão "não terá uma arma nuclear", uma das principais afirmações que o líder norte-americano repete habitualmente para justificar o conflito aberto com a República Islâmica.

O presidente norte-americano reiterou que não atacará Teerão antes das eleições, apesar de considerar que o país se encontra numa situação "muito delicada, tanto económica como militarmente".

Trump afirmou também que Washington mantém "conversações frutíferas" com as autoridades iranianas.

O bloqueio naval imposto ao Irão continuará, contudo, "em pleno vigor e efeito", acrescentou o líder norte-americano.

Trump destacou que o petróleo está a circular "em quantidades recorde" através do Estreito de Ormuz, referindo a passagem de 22 milhões de barris durante a última noite, sem que nenhum tivesse origem ou destino no Irão.

O Governo iraniano anunciou hoje que responderá dentro de alguns dias à mais recente proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

Washington apresentou a proposta através dos mediadores depois de ter rejeitado o último plano apresentado por Teerão.

A proposta iraniana tinha sido apresentada durante a 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada no final de setembro em Nova Iorque.

As negociações, mediadas principalmente pelo Paquistão, procuram alcançar um acordo que ponha fim ao conflito iniciado com a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro.


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O Irão afirmou que responderá à proposta de paz dos EUA nos próximos dias, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, que garantiu que os contactos entre as partes continuam através de intermediários.

OIrão "responderá dentro de alguns dias" à última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrengeiros de Teerão, garantindo que os contactos entre as partes continuam através de intermediários.

"Penso que daremos uma resposta dentro de alguns dias", afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à proposta norte-americana que recebeu no final de setembro, em declarações recolhidas pela agência iraniana IRNA...

Kyiv em "modo de sobrevivência" com ataques russos e inverno a chegar... A campanha de ataques russos contra infraestruturas de Kiev tem levado a cidade a adotar um "modo de sobrevivência" com o aproximar do inverno, segundo o autarca Vitali Klitschko.

© Maxym Marusenko/NurPhoto via Getty Images  Por  LUSA   08/10/2026

A campanha de ataques russos contra pontes e infraestruturas estratégicas da capital ucraniana nas últimas semanas fez com que Kiev entrasse em "modo de sobrevivência" com o aproximar do inverno, afirmou hoje o autarca da cidade.

"Todos os dias trazem novas informações sobre edifícios destruídos e pessoas feridas ou tragicamente mortas. Os bombardeamentos contra a nossa cidade estão a intensificar-se. Hoje, a questão é a sobrevivência", afirmou Vitali Klitschko em declarações à agência noticiosa France-Presse (AFP).

Moscovo intensificou nas últimas semanas os bombardeamentos contra as infraestruturas de Kiev, atingindo por vezes o centro da cidade, de dia e de noite, com recurso a mísseis e drones a jato.

Em setembro, os ataques russos atingiram a rede energética, já fortemente danificada no inverno passado por bombardeamentos que deixaram milhões de habitações sem aquecimento e eletricidade sob temperaturas extremamente baixas.

Os últimos ataques provocaram cortes de água e eletricidade, bem como cortes de emergência no fornecimento de energia na capital, onde jornalistas da AFP constataram que alguns estabelecimentos comerciais recorreram a geradores.

"A crise [relativa à distribuição de água] poderá ser de grande dimensão. Infelizmente, já começaram cortes temporários de eletricidade em alguns bairros", referiu Klitschko na entrevista à AFP.

Para fazer face a eventuais perturbações prolongadas neste inverno, Kiev está a instalar sistemas de aquecimento de emergência e a constituir reservas de combustível, alimentos e água potável, garantiu.

"Por muito que nos preparemos, se a defesa antiaérea não funcionar, poderemos deparar-nos com um cenário negativo", afirmou Klitschko.

A Rússia também visou as pontes sobre o Dniepre em Kiev, pela primeira vez desde o início da invasão da Ucrânia em 2022, provocando perturbações nas deslocações diárias dos habitantes que vivem ou trabalham em ambas as margens do rio.

"A ligação entre as duas margens é um dos fatores essenciais para o bom funcionamento da cidade", considerou Klitschko à AFP.

Nesse sentido, acrescentou que a autarquia está a trabalhar em soluções alternativas que permitam atravessar o Dniepre, nomeadamente através de pontões flutuantes, para descongestionar o trânsito automóvel.

Enquanto a linha da frente permanece, na sua maioria, estática, Moscovo intensificou os ataques de longo alcance contra Kiev, recorrendo nomeadamente a mísseis balísticos e drones a jato difíceis de intercetar.

Algumas horas depois da entrevista à AFP, a autarquia anunciou a suspensão da circulação do metro devido a dificuldades na rede elétrica, também na sequência dos ataques russos contra a infraestrutura energética da cidade, indicou a edilidade na rede social Telegram.

"Devido a uma quebra de tensão proveniente das centrais externas de abastecimento de energia, a circulação dos comboios e o funcionamento das escadas rolantes no metro foram temporariamente suspensos", informou a administração municipal na rede social Telegram.


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A Coreia do Sul anunciou a retirada do seu embaixador em Kyiv em resposta às tensões entre os países, causadas pela divulgação de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

ACoreia do Sul anunciou hoje a retirada do seu embaixador em Kyiv em resposta às tensões entre os países devido à quebra da confidencialidade em torno de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

"O governo decidiu retirar o seu embaixador da Ucrânia. O governo espera que todos os litígios existentes entre os dois países sejam resolvidos de forma amigável e continuará as consultas com a parte ucraniana para esse efeito", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano num comunicado...

GUINÉ-BISSAU: MARIAMA SISSÉ QUE ASSUME HOJE SIMBOLICAMENTE LUGAR DA REPRESENTANTE DA UNICEF DEFENDE ALTERNATIVAS CONCRETAS PARA COMBATER CASAMENTO INFANTIL

Por  Rádio Sol Mansi  08 10 2026 

Uma menina guineense que hoje assumiu simbolicamente o lugar da representante da UNICEF defende que o combate ao casamento infantil deve incluir alternativas concretas para as famílias, não se limitando apenas à aplicação das leis.

A declaração de Mariama Sissé, que assumiu simbolicamente as funções da representante do gabinete das Nações Unidas que zela pelo bem-estar das crianças, foi feita esta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito da iniciativa “Take Over”. 

A iniciativa visa mostrar que as meninas podem assumir temporariamente cargos de pessoas que atuam na esfera de tomada de decisão e enquadra-se nas celebrações do Dia Internacional da Menina, este ano subordinado ao tema “Acabar com o casamento infantil e investir nos direitos”.

Mariama Sissé defendeu ainda a criação de espaços seguros onde as meninas possam falar sobre a violência online sem medo de serem julgadas, bem como a adoção de leis que as protejam no ambiente digital.

Mariama Sissé afirmou também que a crise climática afeta diretamente as crianças. Segundo os dados apresentados por ela, 28% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crónica, enquanto mais de 540 mil crianças menores de 18 anos estão expostas a temperaturas extremas superiores a 35 graus Celsius.

Para este ano, o Dia Internacional da Menina, celebrado no próximo dia 11 de outubro, será marcado por debates sobre diferentes temáticas relacionadas com o casamento infantil, a violência online e a injustiça climática.

Guiné-Bissau: O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através do Comunicado Oficial anuncia, a opinião pública nacional, o início do processo de efetivação de 4.803 professores contratados

Por  Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social  08/10/2026


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A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros recebeu no seu Gabinete esta quinta-feira, 8 de Outubro de 2026, a visita de cortesia de uma missa de supervisão do Banco Africano de Desenvolvimento no âmbito do Projeto de Apoio à Geatão da Administração Pública, (PAGAP)...

PJ interceta cocaína destinada a Lisboa e detém dois passageiros no aeroporto de Bissau... Em duas intervenções realizadas com três dias de intervalo, a Polícia Judiciária deteve dois cidadãos luso-guineenses que transportavam cápsulas de cocaína no interior do organismo. Ambos já foram apresentados às autoridades judiciárias competentes para aplicação das medidas de coação.

Por Polícia Judiciária da Guiné-Bissau  08/10/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) intercetou, nos dias 2 e 5 de outubro de 2026, duas tentativas de transporte de cocaína a partir do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, com destino final a Lisboa. As intervenções, conduzidas pela Unidade Nacional de Combate à Droga, resultaram na detenção de dois homens, de 62 e 59 anos, por suspeitas de tráfico de estupefacientes.

No primeiro caso, registado a 2 de outubro, os investigadores abordaram um cidadão luso-guineense de 62 anos, portador de passaporte português, que se preparava para embarcar num voo para a capital portuguesa. As diligências permitiram apurar que havia ingerido cápsulas contendo cocaína, com um peso total de 665,12 gramas.

Três dias depois, a mesma unidade deteve um segundo cidadão luso-guineense, de 59 anos, que pretendia viajar para Lisboa através de Casablanca, num voo da Royal Air Marroc. O suspeito transportava igualmente droga no interior do organismo, tendo posteriormente expelido 100 cápsulas de cocaína.

As duas ocorrências apresentam o mesmo método de ocultação — a ingestão de cápsulas — e o mesmo destino final, embora correspondam a intervenções distintas.

Ambos os detidos já foram apresentados às autoridades judiciárias competentes para audição e aplicação das medidas de coação.

As interceções impediram que a droga prosseguisse viagem e evidenciam a importância da atuação da Polícia Judiciária no controlo das rotas aéreas utilizadas para o tráfico de estupefacientes.

ONU alerta: Falta de fertilizantes pode deixar 45 milhões à fome... O subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva, alertou hoje para a probabilidade de haver "uma crise humanitária sem precedentes" nos próximos meses devido à falta mundial de fertilizantes, decorrente do conflito no golfo pérsico.

© Global Imagens     Por  LUSA   08/10/2026 

"Os países que produzem fertilizantes decidiram fechar as portas" e "o preço disparou", o que vai provocar uma "crise humanitária sem precedentes", afirmou o também diretor executivo da UNOPS (Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos), durante a 7ª conferência de Lisboa, a decorrer em Lisboa para debater a Reconfiguração da Ordem Global.

Avisando que, ao contrário de uma crise alimentar, em que as consequências são imediatas, a falta de fertilizantes só vai mostrar efeitos daqui a alguns meses, Moreira da Silva defendeu que a crise está à porta.

"E o que dizem os meus colegas da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] e do Programa Mundial Alimentar: vamos ter 45 milhões de pessoas atiradas para a fome nos próximos meses", disse.

O especialista da ONU, que lidera um grupo de trabalho para negociar a autorização de passagem de navios com fertilizantes pelo estreito de Ormuz, lembrou que um terço destes bens é originário do Golfo da Pérsia.

Com o conflito no Irão, que depois se espalhou por toda a região, a distribuição de fertilizantes e outras matérias-primas essenciais à agricultura, praticamente parou.

"Os países mais dependentes dos fertilizantes que saem do golfo pérsico são os países mais pobres, como Somália, Sudão, Moçambique, Tanzânia", mas não são só esses países que estão a ser penalizados, sublinhou o responsável.

O próprio mercado internacional de fertilizantes "entrou em disrupção", lembrou, adiantando que a produtividade agrícola, nomeadamente em países africanos, "caiu a pico" por falta de fertilizantes.

Face à perspetiva de crise iminente, as Nações Unidas estão "à espera que a vontade política prevaleça", admitiu Moreira da Silva.

O subsecretário-geral da ONU adiantou que já foram feitas e até testadas propostas para fazer verificação das embarcações que passam no estreito, para que "pelo menos as embarcações com fertilizantes possam passar".

No entanto, lamentou, "neste momento, e ao fim de sete meses de conversas e negociações, que partes no conflito ainda não aceitaram esta ideia".

O estreito de Ormuz é o canal por onde escoa cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes e uma parcela massiva de matérias-primas energéticas, como o petróleo e o gás natural.

Em março passado, a Guarda Revolucionária do Irão reteve dezenas de navios na região do golfo Pérsico, impossibilitando o transporte de cerca de um milhão de toneladas de fertilizantes destinados a mercados como a Europa, Índia, China, Indonésia, EUA e Austrália.


Leia Também:  UE prolonga sanções à Rússia por sabotagens e ataques híbridos

O Conselho da União Europeia prolongou hoje até 09 de outubro de 2027 as sanções à Rússia por atividades híbridas, numa altura em que vários Estados-membros têm atribuído incidentes de sabotagem e incursões de drones a Moscovo.

No total, este regime de sanções abrange 80 indivíduos e 20 entidades, visados com congelamento de bens, interdição de entrada em território europeu e proibição de lhes serem facultados fundos por empresas ou cidadãos europeus.

Este regime de sanções foi criado em outubro de 2024 para visar "pessoas e entidades envolvidas em ações e políticas do Governo da Federação da Rússia que põem em causa os valores fundamentais da UE e dos seus Estados-membros, bem como a sua segurança, estabilidade, independência e integridade"...

Coreia do Sul testa arma capaz de voar a cinco vezes a velocidade do som... A Coreia do Sul testou hoje em voo a sua primeira arma hipersónica desenvolvida internamente, concebida para voar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som e escapar aos sistemas de defesa antimíssil.

© iStock    LUSA   08/10/2026 

Com este tipo de arma, Seul aproxima-se do que considera poderem ser capacidades de armamento transformadoras.

Não há, para já, uma resposta da Coreia do Norte, que, na semana passada, testou o seu próprio míssil hipersónico, que caiu nas águas próximas do Japão.

Num comunicado, em que não é especificado o local onde decorreu o teste, é adiantado que o Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, assistiu ao lançamento.

A arma separou-se do foguetão propulsor à altitude prevista, desceu e fez manobras tanto na vertical como na horizontal antes de atingir um alvo de teste. Acrescentou que, uma vez desenvolvida, a arma será capaz de atingir de surpresa alvos importantes no "teatro de operações da Península da Coreia".

Lee sublinhou que a Coreia do Sul "tem de garantir a segurança através da própria força" e inspecionou também hoje o mais poderoso míssil balístico sul-coreano, o Hyunmoo-5, informou o seu gabinete. Não foram mencionados quaisquer comentários diretos de Lee sobre a Coreia do Norte.

As tensões entre as duas Coreias aumentaram nas últimas semanas, depois de três soldados sul-coreanos terem ficado feridos em explosões de minas terrestres no mês passado, perto da fortemente armada fronteira inter-coreana.

As forças armadas sul-coreanas e o Comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos, concluíram que as explosões foram provocadas por dispositivos colocados pela Coreia do Norte, que negou a responsabilidade e ridicularizou as exigências do Sul para um pedido de desculpas.

A Coreia do Norte também intensificou a atividade de testes de armas, enquanto o seu líder, Kim Jong Un, expande o seu programa nuclear militar e adota uma posição cada vez mais dura em relação a Seul.

Kim rejeitou até agora os apelos do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar a diplomacia entre os dois países, interrompida em 2019, com Pyongyang a exigir que Washington abandone a política "hostil" em relação aos norte-coreanos e retire as exigências de desnuclearização como condição prévia para as negociações.

As tensões foram um revés para Lee, que defende o diálogo com a Coreia do Norte e moderou o seu discurso em relação ao Norte, mesmo com o aumento da indignação pública devido às explosões das minas.

Lee também apelou ao reforço das capacidades de defesa convencional da Coreia do Sul, reduzindo simultaneamente a sua dependência dos Estados Unidos, que decidiram unilateralmente reduzir a dimensão de um importante exercício militar com o Sul em agosto, com Trump a invocar a sua "muito boa relação" com Kim.

No seu mais recente teste de armas, em 03 deste mês, a Coreia do Norte lançou o que descreveu como um míssil hipersónico de alcance intermédio, que, segundo Pyongyang, percorreu mais de 1.000 quilómetros. O Japão afirmou que o míssil caiu em águas fora da sua zona económica exclusiva.

A Coreia do Sul afirmou ter detetado o míssil a voar mais de 700 quilómetros, enquanto o Ministério da Defesa do Japão indicou ter avaliado que o míssil percorreu cerca de 680 quilómetros.

Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano, afirmou hoje que as diferentes estimativas de voo apresentadas pelos dois aliados dos Estados Unidos demonstravam que estes são incapazes de acompanhar devidamente um míssil deste tipo durante o voo e, por isso, não seriam capazes de o intercetar.

Por outro lado, exigiu que a Coreia do Sul demonstre "mais respeito" por Pyongyang caso pretenda retomar o diálogo.

"Se realmente desejam restabelecer as relações entre a RPDC e a Coreia do Sul, devem ter em consideração os sentimentos da outra parte em cada palavra e em cada ação, começando por demonstrar mais respeito, a maior consideração e a maior sinceridade", declarou Kim Yo-jong num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais, utilizando o nome oficial da Coreia do Norte - República Popular Democrática da Coreia (RPDC).


Guiné-Bissau: APU-PDGB propõe Governo de Reconciliação Nacional e defende adiamento das eleições de 6 de dezembro

Por Radio Voz Do Povo  08/10/2026 

A Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), propôs a criação de um Governo de Reconciliação Nacional e Paz Duradoura, defendendo que a realização de eleições a 6 de dezembro é "inexequível" e que o país precisa, primeiro, de um período de reconciliação.

Num comunicado à imprensa divulgado esta quarta-feira, o antigo Primeiro-Ministro afirma que a Guiné-Bissau vive um momento histórico que exige coragem política, verdade e um profundo sentido de Estado, sublinhando que as próximas semanas vão definir os rumos da soberania e do bem-estar das futuras gerações.

Nuno Nabiam critica a posição da Comunidade Internacional, que, segundo ele, tem defendido de forma dogmática que a solução para a Guiné-Bissau se resume à realização precipitada de eleições em datas fixas, como a apontada para 6 de dezembro.

"Desde 1994, realizámos sucessivos atos eleitorais ordeiros, escrutinados e considerados justos e transparentes pelos observadores internacionais. E qual foi o resultado? A estabilidade nunca chegou. Pelo contrário, mergulhamos ciclicamente em crises profundas e numa instabilidade endémica", refere o líder do APU-PDGB.

Para APU-PDGB, o problema estrutural do país não é a falta de eleições, mas a ausência de um pacto fundacional de reconciliação entre os seus filhos, a ferida aberta da desconfiança institucional e das fraturas políticas acumuladas. "Fazer eleições a correr, sob pressão de calendários artificiais e sem as bases de confiança saneadas, é apenas repetir o círculo vicioso do fracasso", alerta.

O comunicado sustenta que as condições jurídicas e operacionais, agravadas pela necessidade de cumprir com rigor as novas leis estruturantes e de assegurar a igualdade de oportunidades, tornam inexequível a realização de eleições a 6 de dezembro.

"A pressa eleitoral só serve para gerar exclusões, contenciosos e novos sobressaltos. O que a Guiné-Bissau precisa neste momento não é de urnas apressadas, mas sim de tempo político útil para a Reconciliação Nacional", defende.

Nesse sentido, Nuno Gomes Nabiam propõe ao país uma alternativa realista, inclusiva e corajosa: um Governo de Reconciliação Nacional e Paz Duradoura, assente em dois eixos.

- Pausa para Reconciliação: abertura de um período de 1 a 2 anos de transição alargada e consensual, acordado entre todas as forças vivas da Nação, focado exclusivamente em sarar feridas, garantir o regresso incondicional de todos os guineenses sem exceção e blindar os direitos fundamentais.

- Governo de Reconciliação Nacional: criação de um Executivo de ampla base nacional, que integre sensibilidades políticas transversais do eleitorado tradicional, passando pelas comunidades do Leste, Norte e Sul, até às forças históricas, com mandato claro e um calendário flexível para preparar o terreno institucional definitivo.

"Não entendam esta abordagem como um recuo democrático, é um ato de suprema maturidade. Garante tranquilidade às instituições, segurança jurídica e física aos órgãos de soberania que sustentam o Estado (incluindo as Forças Armadas, que merecem garantias de proteção contra retaliações e caças às bruxas), e oferece ao povo guineense a paz efetiva que há tanto tempo ambiciona", escreve

APU-PDGB apela: "Vamos parar, dialogar, reconciliar e só depois caminhar em segurança para as urnas. O futuro da Guiné-Bissau não se decide com calendários impostos só para agradar à organização sub-regional em que a Guiné-Bissau está inserida, mas sim com o consenso construído por nós, dentro de portas, para todos os guineenses."

Braima Camara: MADEM-G15 pede adiamento das eleições de 6 de dezembro e reavaliação do calendário eleitoral

Por Radio Voz Do Povo  08/10/2026 

 O Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) liderado por Braima Camara manifestou-se publicamente favorável à reavaliação do calendário eleitoral e pediu ao Presidente da República de Transição, General Horta Inta-a, o adiamento das eleições presidenciais e legislativas previstas para 6 de dezembro de 2026, para uma data posterior, definida pelos órgãos competentes, em concertação com os partidos políticos.

No documento, o MADEM-G15 expressa "o seu elevado reconhecimento pelo equilíbrio, pela lucidez e pelo sentido de Estado" demonstrado pelo Presidente de Transição no exercício das funções de Primeiro Magistrado da Nação, "em defesa da paz, da unidade nacional e da estabilidade institucional".

O partido manifesta também apreço pelo Conselho Nacional de Transição e pelo seu Presidente, General Tomás Djassi, reconhecendo "a responsabilidade e o empenho na condução dos trabalhos desse órgão e no esforço de normalização institucional".

O MADEM-G15 destaca ainda o trabalho do Governo de Transição, dirigido pelo Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, cujo compromisso com a transparência, a disciplina e a responsabilidade na gestão pública "tem contribuído para assegurar o funcionamento do Estado e conduzir o país num rumo de recuperação e confiança".

Segundo o comunicado, neste espírito de responsabilidade, o partido considera que "não estarem reunidas condições favoráveis à realização, na data prevista, de eleições plenamente participadas e credíveis".

Entre as razões apontadas, o MADEM-G15 refere que a interdição das actividades partidárias desde os acontecimentos de 26 de Novembro de 2025 comprometeu o funcionamento das estruturas políticas, o contacto com os militantes e a preparação eleitoral. A retoma dessas actividades, sustenta o partido, "exige tempo efectivo de reorganização e de preparação eleitoral" e deve decorrer em condições de igualdade de oportunidades para todos os concorrentes.

O partido acrescenta que as alterações constitucionais promovidas sob os auspícios do Conselho Nacional de Transição requerem estudo e adaptação dos instrumentos e procedimentos partidários, num ambiente de clareza jurídica, diálogo e respeito pelo pluralismo.

O MADEM-G15 considera que a anunciada auscultação da Comissão Nacional de Eleições pelo Presidente de Transição constitui uma oportunidade para avaliar os meios disponíveis e os prazos necessários à preparação do escrutínio, defendendo que essa avaliação seja acompanhada pela escuta dos partidos políticos.

Neste quadro, o partido propõe:

- Um adiamento com prazo definido e fundamento público, decidido pelos órgãos competentes em concertação com as forças políticas;

- A reabertura efectiva do espaço político, permitindo o livre exercício das actividades partidárias;

- Um período razoável de preparação dos partidos, com igualdade de oportunidades para todos os concorrentes;

- A divulgação de um calendário eleitoral realista e verificável, sustentado nas condições efectivas de organização do escrutínio;

- Um compromisso inequívoco com o regresso à plena normalidade constitucional.

"A realização de eleições exige mais do que o cumprimento de uma data: exige liberdade de participação, preparação adequada e confiança nos resultados. Dessas condições depende uma legitimidade democrática capaz de consolidar a paz e a estabilidade duradoura da Guiné-Bissau", lê-se no comunicado.

O MADEM-G15 reafirma a sua disponibilidade para contribuir para um diálogo nacional responsável e apela às instituições de transição e às forças políticas para que coloquem o interesse nacional, a credibilidade eleitoral e a estabilidade do país no centro das suas decisões.

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO E CNE CONSIDERAM IMPOSSÍVEL REALIZAR ELEIÇÕES A 6 DE DEZEMBRO ‎

Por Rádio Sol Mansi    08-10-2026 

‎O primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, revelou esta quinta-feira ter informado o Presidente de Transição, Horta Inta-A, de que não existem condições para a realização das eleições legislativas e presidenciais simultâneas na data de 6 de dezembro.

‎‎Falando aos jornalistas após um encontro de auscultação convocado pelo Chefe de Estado de Transição para analisar o processo eleitoral, Ilídio Vieira Té explicou que o nível de preparação dos partidos políticos continua atrasado e que os prazos legais previstos para a apresentação das candidaturas já foram ultrapassados.


Segundo o chefe do Governo, vários partidos políticos ainda não realizaram os seus congressos ou funcionam com órgãos dirigentes cujos mandatos já expiraram, situação que compromete o cumprimento do calendário eleitoral.

‎‎“Conversámos com o Presidente sobre os preparativos para as eleições. Vários partidos políticos ainda não realizaram os seus congressos e outros têm os seus órgãos caducados, que precisam de ser renovados. Além disso, o prazo legal previsto para a entrega das candidaturas já está esgotado, o que torna impossível a realização das eleições a 6 de dezembro”, afirmou.

‎‎Após o encontro com o primeiro-ministro, Horta Inta-A recebeu também uma delegação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) para discutir o mesmo assunto.

‎‎À saída da audiência, a secretária-executiva da CNE, Felisberta Maura Vaz, confirmou que o órgão eleitoral apresentou ao Presidente de Transição as dificuldades técnicas e processuais que inviabilizam a realização do escrutínio na data inicialmente prevista.

‎‎“Mostrámos-lhe que, do ponto de vista técnico e processual, a realização das eleições a 6 de dezembro é praticamente impraticável. Se analisarmos o cronograma das atividades que devem ser realizadas 90 dias antes das eleições, verificamos que a maioria dos prazos já está comprometida. A partir de hoje, 8 de outubro, torna-se muito difícil cumprir todas as etapas necessárias para realizar as eleições nessa data”, declarou.

‎Os encontros desta quinta-feira acontecem a cerca de dois meses da data marcada para as eleições legislativas e presidenciais simultâneas.

‎Perante as posições convergentes do Governo e da Comissão Nacional de Eleições, aguarda-se agora um pronunciamento oficial do Presidente de Transição sobre a manutenção ou eventual adiamento das eleições previstas para 6 de dezembro.

‎Presidente da República de Transição, General Horta Inta-a procede, está quinta-feira (08.10), auscultação ao Governo, sobre realização as eleições gerais marcadas para o dia 06 de Dezembro de 2026.

Por Radio Voz Do Povo

A Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos. Nenhuma divergência política deve transformar um guineense em inimigo de outro guineense. Precisamos de preservar os laços que nos unem, respeitar-nos mutuamente e criar condições para que as feridas sejam tratadas através do diálogo, da compreensão e da reconciliação...

Por Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional is  feeling confident  08/10/2026 

AOS PATRIOTAS!

Caros patriotas, dirigentes, agentes, oficiais superiores e subalternos, membros civis e militares do antigo Corpo de Segurança e Defesa do Palácio da República, que servimos a Pátria com honra, dedicação e patriotismo durante o exercício das nossas funções.

Dirigimo-nos particularmente àqueles que, durante o período em que desempenharam as suas funções junto do Palácio da República, tenham levado consigo, por orientação superior, por necessidade de serviço ou por qualquer outra circunstância, bens, equipamentos, materiais, objetos, documentos ou outros meios pertencentes ao património presidencial ou que lhes tenham sido confiados para o exercício das suas funções.

Apelamos a todos para que identifiquem e devolvam integralmente esses bens às novas autoridades competentes, independentemente do local onde atualmente se encontrem, seja em residências particulares, escritórios ou qualquer outro lugar fora das instalações presidenciais.

Este pedido não deve ser entendido como uma acusação a quem quer que seja. É, acima de tudo, um apelo à responsabilidade, à transparência, ao respeito pelo património do Estado e ao cumprimento das nossas obrigações perante a República.

Ao devolvermos aquilo que nos foi confiado, demonstramos que, apesar das diferenças e das circunstâncias que o país atravessa, continuamos comprometidos com a preservação das instituições, da paz e da dignidade nacional.

Vocês são patriotas. Juraram servir e defender a Pátria.

Por isso, neste momento, apelamos à vossa serenidade, disciplina e sentido de Estado: acatem as orientações das autoridades competentes, cumpram as instruções e decisões institucionais e continuem a desempenhar o vosso dever com responsabilidade e respeito pelas instituições.

PELA UNIDADE E RECONCILIAÇÃO NACIONAL

Aos nossos apoiantes e simpatizantes, dirigimos também um apelo especial à calma, à prudência e à contenção.

Compreendemos que os acontecimentos possam provocar emoções fortes, indignação e preocupação. Contudo, apelamos para que essas emoções não se transformem em palavras, gestos ou atos que possam dividir ainda mais os guineenses, ofender outros cidadãos ou alimentar conflitos.

É tempo de baixar as tensões e elevar o sentido de responsabilidade.

A Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos. Nenhuma divergência política deve transformar um guineense em inimigo de outro guineense. Precisamos de preservar os laços que nos unem, respeitar-nos mutuamente e criar condições para que as feridas sejam tratadas através do diálogo, da compreensão e da reconciliação.

A reconciliação não significa esquecer as diferenças. Significa reconhecer que a paz, a vida humana, a dignidade e a unidade nacional estão acima das nossas divergências.

Que cada um de nós seja parte da solução e não da divisão. Pela Paz. Pela Unidade. Pela Reconciliação Nacional. Pela Guiné-Bissau.

Que Deus nos abençoe. 

Pelo menos quatro mortos e 14 feridos em ataque russo contra Kyiv... Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas num ataque russo com drones contra os distritos de Obolon e Desnianskyi, na capital da Ucrânia, na última noite, disse hoje a polícia local.

© REUTERS/Gleb Garanich     Por  LUSA   08/10/2026 

Duas das vítimas morreram quando um drone russo caiu entre dois edifícios residenciais em Obolon.

O ataque deixou sete pessoas feridas, acrescentaram as autoridades policiais ucranianas.

Um outro drone russo atingiu uma casa em Desnianskyi, provocando a morte a duas mulheres, num ataque em que outras cinco pessoas ficaram feridas.

Kyiv já tinha sido atacada pelas forças russas na quarta-feira, provocando a morte de duas pessoas.

Os ataques russos de quarta-feira fizeram pelo menos 28 mortos na Ucrânia.

Por outro lado, a Ucrânia atacou na última noite um centro de dados da empresa tecnológica russa Yandex na região de Riazan.

Segundo a empresa russa, a situação no local está controlada e não se registaram vítimas.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo anunciou que, durante a noite passada, as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 399 drones ucranianos sobre 20 regiões da Rússia, a península anexada da Crimeia e o Mar Negro.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Moldova denuncia sobrevoo de aparelho no espaço aéreo nacional

O governo da Moldova denunciou hoje uma violação do espaço aéreo na tarde de quarta-feira, durante o mais recente ataque lançado pela Rússia contra a Ucrânia.

De acordo com o Governo de Chissinau, tratou-se de um aparelho que ainda não foi identificado e que sobrevoou o país durante cerca de um minuto antes de seguir em direção à província ucraniana de Odessa.

O Ministério da Defesa da Moldova indicou que o "voo não autorizado no espaço aéreo nacional" foi detetado ao princípio da noite passada nas imediações da localidade de Pervomaisk.

"O aparelho deixou o espaço aéreo nacional dirigindo-se para Limanske, em Odessa", acrescentou o Governo...

Coreia do Sul afirma que entregas de gasóleo à Rússia não estão proibidas... A Coreia do Sul afirmou hoje que as entregas de gasóleo a Moscovo não estão sujeitas a controlos à exportação, depois de ser acusada pela Ucrânia de ter contribuído para atenuar a escassez de combustível na Rússia.

© Getty Images   Por  LUSA   08/10/2026 

Um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta semana que esses fornecimentos de gasóleo à Rússia, vão "claramente contra" a política de sanções da Coreia do Sul, que considerou as declarações como "factualmente incorretas" e "inadequadas".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano indicou hoje que o gasóleo, mesmo que proviesse da Coreia do Sul, não violaria as proibições de exportação.

O jornal britânico The Guardian revelou esta semana que 176.000 toneladas de produtos, "principalmente gasóleo", tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto, citando registos portuários e dados de rastreio de navios.

"Os produtos petrolíferos refinados, incluindo o gasóleo comercial e o combustível para aviação, mencionados no artigo do Guardian, não estão sujeitos aos controlos à exportação da Coreia do Sul contra a Rússia", sublinhou o ministério sul-coreano, sublinhando que as exportações globais para Moscovo caíram para menos de metade desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

"Não foi comprovado que combustíveis de origem sul-coreana, nomeadamente gasóleo, tenham sido exportados para a Rússia", acrescentou.

Segundo o Guardian, três dos sete petroleiros que terão sido carregados em portos sul-coreanos estão sujeitos a sanções.

O ministério sul-coreano indicou que está a realizar "verificações adicionais" sobre as rotas percorridas por esses navios, a fim de determinar se as leis nacionais foram infringidas.

As relações entre Seul e Kiev estão tensas desde que Zelensky revelou, em setembro, que dois soldados norte-coreanos capturados enquanto combatiam ao lado das forças russas tinham sido enviados para a Coreia do Sul. Seul afirmou que Kiev tinha violado um acordo de confidencialidade sobre o assunto.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Coreia do Norte tornou-se um aliado fundamental do Kremlin, enviando soldados para apoiar o esforço de guerra de Moscovo em troca de vantagens económicas e de tecnologias militares.


Leia Também: Exército russo recebeu novo fornecimento de lança-granadas para utilizar na Ucrânia

"O lança-granadas acoplável GP-34 de 40 mm foi concebido para atingir pessoal e veículos não blindados com granadas e projéteis termobáricos a distâncias de até 400 metros", declarou a Kalashnikov

A Kalashnikov Concern, um dos maiores fabricantes de armas do mundo, entregou esta quinta-feira um grande lote de lança-granadas acoplados GP-34 às forças russas que operam na Ucrânia, cumprindo assim o seu contrato anual de fornecimento para este ano.

"A Kalashnikov forneceu um lote de lança-granadas acoplados GP-34 de 40 mm a um cliente das forças de segurança russas" na Ucrânia, afirmou a empresa no seu canal de Telegram...