quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Trump afasta hipótese de ataque ao Irão antes das eleições intercalares... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta quinta-feira que não ordenará qualquer ataque contra o Irão antes das eleições intercalares, em 3 de novembro. A declaração foi feita nas redes sociais, enquanto Teerão prepara uma resposta à proposta de paz dos Estados Unidos.

© Kent NISHIMURA / AFP via Getty Images   Por  LUSA  08/10/2026 

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que não ordenará qualquer ataque contra o Irão antes das eleições intercalares, em 3 de novembro.

"Não atacaremos o Irão em nenhum momento antes das eleições intercalares que se realizarão nos Estados Unidos em 03 de novembro", afirmou Trump nas redes sociais, enquanto Teerão prepara uma resposta à mais recente proposta de paz dos Estados Unidos.

Além disso, insistiu mais uma vez que o Irão "não terá uma arma nuclear", uma das principais afirmações que o líder norte-americano repete habitualmente para justificar o conflito aberto com a República Islâmica.

O presidente norte-americano reiterou que não atacará Teerão antes das eleições, apesar de considerar que o país se encontra numa situação "muito delicada, tanto económica como militarmente".

Trump afirmou também que Washington mantém "conversações frutíferas" com as autoridades iranianas.

O bloqueio naval imposto ao Irão continuará, contudo, "em pleno vigor e efeito", acrescentou o líder norte-americano.

Trump destacou que o petróleo está a circular "em quantidades recorde" através do Estreito de Ormuz, referindo a passagem de 22 milhões de barris durante a última noite, sem que nenhum tivesse origem ou destino no Irão.

O Governo iraniano anunciou hoje que responderá dentro de alguns dias à mais recente proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

Washington apresentou a proposta através dos mediadores depois de ter rejeitado o último plano apresentado por Teerão.

A proposta iraniana tinha sido apresentada durante a 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada no final de setembro em Nova Iorque.

As negociações, mediadas principalmente pelo Paquistão, procuram alcançar um acordo que ponha fim ao conflito iniciado com a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro.


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O Irão afirmou que responderá à proposta de paz dos EUA nos próximos dias, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, que garantiu que os contactos entre as partes continuam através de intermediários.

OIrão "responderá dentro de alguns dias" à última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrengeiros de Teerão, garantindo que os contactos entre as partes continuam através de intermediários.

"Penso que daremos uma resposta dentro de alguns dias", afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à proposta norte-americana que recebeu no final de setembro, em declarações recolhidas pela agência iraniana IRNA...

Kyiv em "modo de sobrevivência" com ataques russos e inverno a chegar... A campanha de ataques russos contra infraestruturas de Kiev tem levado a cidade a adotar um "modo de sobrevivência" com o aproximar do inverno, segundo o autarca Vitali Klitschko.

© Maxym Marusenko/NurPhoto via Getty Images  Por  LUSA   08/10/2026

A campanha de ataques russos contra pontes e infraestruturas estratégicas da capital ucraniana nas últimas semanas fez com que Kiev entrasse em "modo de sobrevivência" com o aproximar do inverno, afirmou hoje o autarca da cidade.

"Todos os dias trazem novas informações sobre edifícios destruídos e pessoas feridas ou tragicamente mortas. Os bombardeamentos contra a nossa cidade estão a intensificar-se. Hoje, a questão é a sobrevivência", afirmou Vitali Klitschko em declarações à agência noticiosa France-Presse (AFP).

Moscovo intensificou nas últimas semanas os bombardeamentos contra as infraestruturas de Kiev, atingindo por vezes o centro da cidade, de dia e de noite, com recurso a mísseis e drones a jato.

Em setembro, os ataques russos atingiram a rede energética, já fortemente danificada no inverno passado por bombardeamentos que deixaram milhões de habitações sem aquecimento e eletricidade sob temperaturas extremamente baixas.

Os últimos ataques provocaram cortes de água e eletricidade, bem como cortes de emergência no fornecimento de energia na capital, onde jornalistas da AFP constataram que alguns estabelecimentos comerciais recorreram a geradores.

"A crise [relativa à distribuição de água] poderá ser de grande dimensão. Infelizmente, já começaram cortes temporários de eletricidade em alguns bairros", referiu Klitschko na entrevista à AFP.

Para fazer face a eventuais perturbações prolongadas neste inverno, Kiev está a instalar sistemas de aquecimento de emergência e a constituir reservas de combustível, alimentos e água potável, garantiu.

"Por muito que nos preparemos, se a defesa antiaérea não funcionar, poderemos deparar-nos com um cenário negativo", afirmou Klitschko.

A Rússia também visou as pontes sobre o Dniepre em Kiev, pela primeira vez desde o início da invasão da Ucrânia em 2022, provocando perturbações nas deslocações diárias dos habitantes que vivem ou trabalham em ambas as margens do rio.

"A ligação entre as duas margens é um dos fatores essenciais para o bom funcionamento da cidade", considerou Klitschko à AFP.

Nesse sentido, acrescentou que a autarquia está a trabalhar em soluções alternativas que permitam atravessar o Dniepre, nomeadamente através de pontões flutuantes, para descongestionar o trânsito automóvel.

Enquanto a linha da frente permanece, na sua maioria, estática, Moscovo intensificou os ataques de longo alcance contra Kiev, recorrendo nomeadamente a mísseis balísticos e drones a jato difíceis de intercetar.

Algumas horas depois da entrevista à AFP, a autarquia anunciou a suspensão da circulação do metro devido a dificuldades na rede elétrica, também na sequência dos ataques russos contra a infraestrutura energética da cidade, indicou a edilidade na rede social Telegram.

"Devido a uma quebra de tensão proveniente das centrais externas de abastecimento de energia, a circulação dos comboios e o funcionamento das escadas rolantes no metro foram temporariamente suspensos", informou a administração municipal na rede social Telegram.


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A Coreia do Sul anunciou a retirada do seu embaixador em Kyiv em resposta às tensões entre os países, causadas pela divulgação de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

ACoreia do Sul anunciou hoje a retirada do seu embaixador em Kyiv em resposta às tensões entre os países devido à quebra da confidencialidade em torno de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

"O governo decidiu retirar o seu embaixador da Ucrânia. O governo espera que todos os litígios existentes entre os dois países sejam resolvidos de forma amigável e continuará as consultas com a parte ucraniana para esse efeito", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano num comunicado...

GUINÉ-BISSAU: MARIAMA SISSÉ QUE ASSUME HOJE SIMBOLICAMENTE LUGAR DA REPRESENTANTE DA UNICEF DEFENDE ALTERNATIVAS CONCRETAS PARA COMBATER CASAMENTO INFANTIL

Por  Rádio Sol Mansi  08 10 2026 

Uma menina guineense que hoje assumiu simbolicamente o lugar da representante da UNICEF defende que o combate ao casamento infantil deve incluir alternativas concretas para as famílias, não se limitando apenas à aplicação das leis.

A declaração de Mariama Sissé, que assumiu simbolicamente as funções da representante do gabinete das Nações Unidas que zela pelo bem-estar das crianças, foi feita esta quinta-feira, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito da iniciativa “Take Over”. 

A iniciativa visa mostrar que as meninas podem assumir temporariamente cargos de pessoas que atuam na esfera de tomada de decisão e enquadra-se nas celebrações do Dia Internacional da Menina, este ano subordinado ao tema “Acabar com o casamento infantil e investir nos direitos”.

Mariama Sissé defendeu ainda a criação de espaços seguros onde as meninas possam falar sobre a violência online sem medo de serem julgadas, bem como a adoção de leis que as protejam no ambiente digital.

Mariama Sissé afirmou também que a crise climática afeta diretamente as crianças. Segundo os dados apresentados por ela, 28% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crónica, enquanto mais de 540 mil crianças menores de 18 anos estão expostas a temperaturas extremas superiores a 35 graus Celsius.

Para este ano, o Dia Internacional da Menina, celebrado no próximo dia 11 de outubro, será marcado por debates sobre diferentes temáticas relacionadas com o casamento infantil, a violência online e a injustiça climática.

Guiné-Bissau: O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, através do Comunicado Oficial anuncia, a opinião pública nacional, o início do processo de efetivação de 4.803 professores contratados

Por  Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social  08/10/2026


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A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros recebeu no seu Gabinete esta quinta-feira, 8 de Outubro de 2026, a visita de cortesia de uma missa de supervisão do Banco Africano de Desenvolvimento no âmbito do Projeto de Apoio à Geatão da Administração Pública, (PAGAP)...

PJ interceta cocaína destinada a Lisboa e detém dois passageiros no aeroporto de Bissau... Em duas intervenções realizadas com três dias de intervalo, a Polícia Judiciária deteve dois cidadãos luso-guineenses que transportavam cápsulas de cocaína no interior do organismo. Ambos já foram apresentados às autoridades judiciárias competentes para aplicação das medidas de coação.

Por Polícia Judiciária da Guiné-Bissau  08/10/2026 

A Polícia Judiciária (PJ) intercetou, nos dias 2 e 5 de outubro de 2026, duas tentativas de transporte de cocaína a partir do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, com destino final a Lisboa. As intervenções, conduzidas pela Unidade Nacional de Combate à Droga, resultaram na detenção de dois homens, de 62 e 59 anos, por suspeitas de tráfico de estupefacientes.

No primeiro caso, registado a 2 de outubro, os investigadores abordaram um cidadão luso-guineense de 62 anos, portador de passaporte português, que se preparava para embarcar num voo para a capital portuguesa. As diligências permitiram apurar que havia ingerido cápsulas contendo cocaína, com um peso total de 665,12 gramas.

Três dias depois, a mesma unidade deteve um segundo cidadão luso-guineense, de 59 anos, que pretendia viajar para Lisboa através de Casablanca, num voo da Royal Air Marroc. O suspeito transportava igualmente droga no interior do organismo, tendo posteriormente expelido 100 cápsulas de cocaína.

As duas ocorrências apresentam o mesmo método de ocultação — a ingestão de cápsulas — e o mesmo destino final, embora correspondam a intervenções distintas.

Ambos os detidos já foram apresentados às autoridades judiciárias competentes para audição e aplicação das medidas de coação.

As interceções impediram que a droga prosseguisse viagem e evidenciam a importância da atuação da Polícia Judiciária no controlo das rotas aéreas utilizadas para o tráfico de estupefacientes.

ONU alerta: Falta de fertilizantes pode deixar 45 milhões à fome... O subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva, alertou hoje para a probabilidade de haver "uma crise humanitária sem precedentes" nos próximos meses devido à falta mundial de fertilizantes, decorrente do conflito no golfo pérsico.

© Global Imagens     Por  LUSA   08/10/2026 

"Os países que produzem fertilizantes decidiram fechar as portas" e "o preço disparou", o que vai provocar uma "crise humanitária sem precedentes", afirmou o também diretor executivo da UNOPS (Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos), durante a 7ª conferência de Lisboa, a decorrer em Lisboa para debater a Reconfiguração da Ordem Global.

Avisando que, ao contrário de uma crise alimentar, em que as consequências são imediatas, a falta de fertilizantes só vai mostrar efeitos daqui a alguns meses, Moreira da Silva defendeu que a crise está à porta.

"E o que dizem os meus colegas da FAO [Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura] e do Programa Mundial Alimentar: vamos ter 45 milhões de pessoas atiradas para a fome nos próximos meses", disse.

O especialista da ONU, que lidera um grupo de trabalho para negociar a autorização de passagem de navios com fertilizantes pelo estreito de Ormuz, lembrou que um terço destes bens é originário do Golfo da Pérsia.

Com o conflito no Irão, que depois se espalhou por toda a região, a distribuição de fertilizantes e outras matérias-primas essenciais à agricultura, praticamente parou.

"Os países mais dependentes dos fertilizantes que saem do golfo pérsico são os países mais pobres, como Somália, Sudão, Moçambique, Tanzânia", mas não são só esses países que estão a ser penalizados, sublinhou o responsável.

O próprio mercado internacional de fertilizantes "entrou em disrupção", lembrou, adiantando que a produtividade agrícola, nomeadamente em países africanos, "caiu a pico" por falta de fertilizantes.

Face à perspetiva de crise iminente, as Nações Unidas estão "à espera que a vontade política prevaleça", admitiu Moreira da Silva.

O subsecretário-geral da ONU adiantou que já foram feitas e até testadas propostas para fazer verificação das embarcações que passam no estreito, para que "pelo menos as embarcações com fertilizantes possam passar".

No entanto, lamentou, "neste momento, e ao fim de sete meses de conversas e negociações, que partes no conflito ainda não aceitaram esta ideia".

O estreito de Ormuz é o canal por onde escoa cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes e uma parcela massiva de matérias-primas energéticas, como o petróleo e o gás natural.

Em março passado, a Guarda Revolucionária do Irão reteve dezenas de navios na região do golfo Pérsico, impossibilitando o transporte de cerca de um milhão de toneladas de fertilizantes destinados a mercados como a Europa, Índia, China, Indonésia, EUA e Austrália.


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O Conselho da União Europeia prolongou hoje até 09 de outubro de 2027 as sanções à Rússia por atividades híbridas, numa altura em que vários Estados-membros têm atribuído incidentes de sabotagem e incursões de drones a Moscovo.

No total, este regime de sanções abrange 80 indivíduos e 20 entidades, visados com congelamento de bens, interdição de entrada em território europeu e proibição de lhes serem facultados fundos por empresas ou cidadãos europeus.

Este regime de sanções foi criado em outubro de 2024 para visar "pessoas e entidades envolvidas em ações e políticas do Governo da Federação da Rússia que põem em causa os valores fundamentais da UE e dos seus Estados-membros, bem como a sua segurança, estabilidade, independência e integridade"...

Coreia do Sul testa arma capaz de voar a cinco vezes a velocidade do som... A Coreia do Sul testou hoje em voo a sua primeira arma hipersónica desenvolvida internamente, concebida para voar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som e escapar aos sistemas de defesa antimíssil.

© iStock    LUSA   08/10/2026 

Com este tipo de arma, Seul aproxima-se do que considera poderem ser capacidades de armamento transformadoras.

Não há, para já, uma resposta da Coreia do Norte, que, na semana passada, testou o seu próprio míssil hipersónico, que caiu nas águas próximas do Japão.

Num comunicado, em que não é especificado o local onde decorreu o teste, é adiantado que o Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, assistiu ao lançamento.

A arma separou-se do foguetão propulsor à altitude prevista, desceu e fez manobras tanto na vertical como na horizontal antes de atingir um alvo de teste. Acrescentou que, uma vez desenvolvida, a arma será capaz de atingir de surpresa alvos importantes no "teatro de operações da Península da Coreia".

Lee sublinhou que a Coreia do Sul "tem de garantir a segurança através da própria força" e inspecionou também hoje o mais poderoso míssil balístico sul-coreano, o Hyunmoo-5, informou o seu gabinete. Não foram mencionados quaisquer comentários diretos de Lee sobre a Coreia do Norte.

As tensões entre as duas Coreias aumentaram nas últimas semanas, depois de três soldados sul-coreanos terem ficado feridos em explosões de minas terrestres no mês passado, perto da fortemente armada fronteira inter-coreana.

As forças armadas sul-coreanas e o Comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos, concluíram que as explosões foram provocadas por dispositivos colocados pela Coreia do Norte, que negou a responsabilidade e ridicularizou as exigências do Sul para um pedido de desculpas.

A Coreia do Norte também intensificou a atividade de testes de armas, enquanto o seu líder, Kim Jong Un, expande o seu programa nuclear militar e adota uma posição cada vez mais dura em relação a Seul.

Kim rejeitou até agora os apelos do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar a diplomacia entre os dois países, interrompida em 2019, com Pyongyang a exigir que Washington abandone a política "hostil" em relação aos norte-coreanos e retire as exigências de desnuclearização como condição prévia para as negociações.

As tensões foram um revés para Lee, que defende o diálogo com a Coreia do Norte e moderou o seu discurso em relação ao Norte, mesmo com o aumento da indignação pública devido às explosões das minas.

Lee também apelou ao reforço das capacidades de defesa convencional da Coreia do Sul, reduzindo simultaneamente a sua dependência dos Estados Unidos, que decidiram unilateralmente reduzir a dimensão de um importante exercício militar com o Sul em agosto, com Trump a invocar a sua "muito boa relação" com Kim.

No seu mais recente teste de armas, em 03 deste mês, a Coreia do Norte lançou o que descreveu como um míssil hipersónico de alcance intermédio, que, segundo Pyongyang, percorreu mais de 1.000 quilómetros. O Japão afirmou que o míssil caiu em águas fora da sua zona económica exclusiva.

A Coreia do Sul afirmou ter detetado o míssil a voar mais de 700 quilómetros, enquanto o Ministério da Defesa do Japão indicou ter avaliado que o míssil percorreu cerca de 680 quilómetros.

Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano, afirmou hoje que as diferentes estimativas de voo apresentadas pelos dois aliados dos Estados Unidos demonstravam que estes são incapazes de acompanhar devidamente um míssil deste tipo durante o voo e, por isso, não seriam capazes de o intercetar.

Por outro lado, exigiu que a Coreia do Sul demonstre "mais respeito" por Pyongyang caso pretenda retomar o diálogo.

"Se realmente desejam restabelecer as relações entre a RPDC e a Coreia do Sul, devem ter em consideração os sentimentos da outra parte em cada palavra e em cada ação, começando por demonstrar mais respeito, a maior consideração e a maior sinceridade", declarou Kim Yo-jong num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais, utilizando o nome oficial da Coreia do Norte - República Popular Democrática da Coreia (RPDC).


Guiné-Bissau: APU-PDGB propõe Governo de Reconciliação Nacional e defende adiamento das eleições de 6 de dezembro

Por Radio Voz Do Povo  08/10/2026 

A Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), propôs a criação de um Governo de Reconciliação Nacional e Paz Duradoura, defendendo que a realização de eleições a 6 de dezembro é "inexequível" e que o país precisa, primeiro, de um período de reconciliação.

Num comunicado à imprensa divulgado esta quarta-feira, o antigo Primeiro-Ministro afirma que a Guiné-Bissau vive um momento histórico que exige coragem política, verdade e um profundo sentido de Estado, sublinhando que as próximas semanas vão definir os rumos da soberania e do bem-estar das futuras gerações.

Nuno Nabiam critica a posição da Comunidade Internacional, que, segundo ele, tem defendido de forma dogmática que a solução para a Guiné-Bissau se resume à realização precipitada de eleições em datas fixas, como a apontada para 6 de dezembro.

"Desde 1994, realizámos sucessivos atos eleitorais ordeiros, escrutinados e considerados justos e transparentes pelos observadores internacionais. E qual foi o resultado? A estabilidade nunca chegou. Pelo contrário, mergulhamos ciclicamente em crises profundas e numa instabilidade endémica", refere o líder do APU-PDGB.

Para APU-PDGB, o problema estrutural do país não é a falta de eleições, mas a ausência de um pacto fundacional de reconciliação entre os seus filhos, a ferida aberta da desconfiança institucional e das fraturas políticas acumuladas. "Fazer eleições a correr, sob pressão de calendários artificiais e sem as bases de confiança saneadas, é apenas repetir o círculo vicioso do fracasso", alerta.

O comunicado sustenta que as condições jurídicas e operacionais, agravadas pela necessidade de cumprir com rigor as novas leis estruturantes e de assegurar a igualdade de oportunidades, tornam inexequível a realização de eleições a 6 de dezembro.

"A pressa eleitoral só serve para gerar exclusões, contenciosos e novos sobressaltos. O que a Guiné-Bissau precisa neste momento não é de urnas apressadas, mas sim de tempo político útil para a Reconciliação Nacional", defende.

Nesse sentido, Nuno Gomes Nabiam propõe ao país uma alternativa realista, inclusiva e corajosa: um Governo de Reconciliação Nacional e Paz Duradoura, assente em dois eixos.

- Pausa para Reconciliação: abertura de um período de 1 a 2 anos de transição alargada e consensual, acordado entre todas as forças vivas da Nação, focado exclusivamente em sarar feridas, garantir o regresso incondicional de todos os guineenses sem exceção e blindar os direitos fundamentais.

- Governo de Reconciliação Nacional: criação de um Executivo de ampla base nacional, que integre sensibilidades políticas transversais do eleitorado tradicional, passando pelas comunidades do Leste, Norte e Sul, até às forças históricas, com mandato claro e um calendário flexível para preparar o terreno institucional definitivo.

"Não entendam esta abordagem como um recuo democrático, é um ato de suprema maturidade. Garante tranquilidade às instituições, segurança jurídica e física aos órgãos de soberania que sustentam o Estado (incluindo as Forças Armadas, que merecem garantias de proteção contra retaliações e caças às bruxas), e oferece ao povo guineense a paz efetiva que há tanto tempo ambiciona", escreve

APU-PDGB apela: "Vamos parar, dialogar, reconciliar e só depois caminhar em segurança para as urnas. O futuro da Guiné-Bissau não se decide com calendários impostos só para agradar à organização sub-regional em que a Guiné-Bissau está inserida, mas sim com o consenso construído por nós, dentro de portas, para todos os guineenses."

Braima Camara: MADEM-G15 pede adiamento das eleições de 6 de dezembro e reavaliação do calendário eleitoral

Por Radio Voz Do Povo  08/10/2026 

 O Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) liderado por Braima Camara manifestou-se publicamente favorável à reavaliação do calendário eleitoral e pediu ao Presidente da República de Transição, General Horta Inta-a, o adiamento das eleições presidenciais e legislativas previstas para 6 de dezembro de 2026, para uma data posterior, definida pelos órgãos competentes, em concertação com os partidos políticos.

No documento, o MADEM-G15 expressa "o seu elevado reconhecimento pelo equilíbrio, pela lucidez e pelo sentido de Estado" demonstrado pelo Presidente de Transição no exercício das funções de Primeiro Magistrado da Nação, "em defesa da paz, da unidade nacional e da estabilidade institucional".

O partido manifesta também apreço pelo Conselho Nacional de Transição e pelo seu Presidente, General Tomás Djassi, reconhecendo "a responsabilidade e o empenho na condução dos trabalhos desse órgão e no esforço de normalização institucional".

O MADEM-G15 destaca ainda o trabalho do Governo de Transição, dirigido pelo Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, cujo compromisso com a transparência, a disciplina e a responsabilidade na gestão pública "tem contribuído para assegurar o funcionamento do Estado e conduzir o país num rumo de recuperação e confiança".

Segundo o comunicado, neste espírito de responsabilidade, o partido considera que "não estarem reunidas condições favoráveis à realização, na data prevista, de eleições plenamente participadas e credíveis".

Entre as razões apontadas, o MADEM-G15 refere que a interdição das actividades partidárias desde os acontecimentos de 26 de Novembro de 2025 comprometeu o funcionamento das estruturas políticas, o contacto com os militantes e a preparação eleitoral. A retoma dessas actividades, sustenta o partido, "exige tempo efectivo de reorganização e de preparação eleitoral" e deve decorrer em condições de igualdade de oportunidades para todos os concorrentes.

O partido acrescenta que as alterações constitucionais promovidas sob os auspícios do Conselho Nacional de Transição requerem estudo e adaptação dos instrumentos e procedimentos partidários, num ambiente de clareza jurídica, diálogo e respeito pelo pluralismo.

O MADEM-G15 considera que a anunciada auscultação da Comissão Nacional de Eleições pelo Presidente de Transição constitui uma oportunidade para avaliar os meios disponíveis e os prazos necessários à preparação do escrutínio, defendendo que essa avaliação seja acompanhada pela escuta dos partidos políticos.

Neste quadro, o partido propõe:

- Um adiamento com prazo definido e fundamento público, decidido pelos órgãos competentes em concertação com as forças políticas;

- A reabertura efectiva do espaço político, permitindo o livre exercício das actividades partidárias;

- Um período razoável de preparação dos partidos, com igualdade de oportunidades para todos os concorrentes;

- A divulgação de um calendário eleitoral realista e verificável, sustentado nas condições efectivas de organização do escrutínio;

- Um compromisso inequívoco com o regresso à plena normalidade constitucional.

"A realização de eleições exige mais do que o cumprimento de uma data: exige liberdade de participação, preparação adequada e confiança nos resultados. Dessas condições depende uma legitimidade democrática capaz de consolidar a paz e a estabilidade duradoura da Guiné-Bissau", lê-se no comunicado.

O MADEM-G15 reafirma a sua disponibilidade para contribuir para um diálogo nacional responsável e apela às instituições de transição e às forças políticas para que coloquem o interesse nacional, a credibilidade eleitoral e a estabilidade do país no centro das suas decisões.

GUINÉ-BISSAU: GOVERNO E CNE CONSIDERAM IMPOSSÍVEL REALIZAR ELEIÇÕES A 6 DE DEZEMBRO ‎

Por Rádio Sol Mansi    08-10-2026 

‎O primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, revelou esta quinta-feira ter informado o Presidente de Transição, Horta Inta-A, de que não existem condições para a realização das eleições legislativas e presidenciais simultâneas na data de 6 de dezembro.

‎‎Falando aos jornalistas após um encontro de auscultação convocado pelo Chefe de Estado de Transição para analisar o processo eleitoral, Ilídio Vieira Té explicou que o nível de preparação dos partidos políticos continua atrasado e que os prazos legais previstos para a apresentação das candidaturas já foram ultrapassados.


Segundo o chefe do Governo, vários partidos políticos ainda não realizaram os seus congressos ou funcionam com órgãos dirigentes cujos mandatos já expiraram, situação que compromete o cumprimento do calendário eleitoral.

‎‎“Conversámos com o Presidente sobre os preparativos para as eleições. Vários partidos políticos ainda não realizaram os seus congressos e outros têm os seus órgãos caducados, que precisam de ser renovados. Além disso, o prazo legal previsto para a entrega das candidaturas já está esgotado, o que torna impossível a realização das eleições a 6 de dezembro”, afirmou.

‎‎Após o encontro com o primeiro-ministro, Horta Inta-A recebeu também uma delegação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) para discutir o mesmo assunto.

‎‎À saída da audiência, a secretária-executiva da CNE, Felisberta Maura Vaz, confirmou que o órgão eleitoral apresentou ao Presidente de Transição as dificuldades técnicas e processuais que inviabilizam a realização do escrutínio na data inicialmente prevista.

‎‎“Mostrámos-lhe que, do ponto de vista técnico e processual, a realização das eleições a 6 de dezembro é praticamente impraticável. Se analisarmos o cronograma das atividades que devem ser realizadas 90 dias antes das eleições, verificamos que a maioria dos prazos já está comprometida. A partir de hoje, 8 de outubro, torna-se muito difícil cumprir todas as etapas necessárias para realizar as eleições nessa data”, declarou.

‎Os encontros desta quinta-feira acontecem a cerca de dois meses da data marcada para as eleições legislativas e presidenciais simultâneas.

‎Perante as posições convergentes do Governo e da Comissão Nacional de Eleições, aguarda-se agora um pronunciamento oficial do Presidente de Transição sobre a manutenção ou eventual adiamento das eleições previstas para 6 de dezembro.

‎Presidente da República de Transição, General Horta Inta-a procede, está quinta-feira (08.10), auscultação ao Governo, sobre realização as eleições gerais marcadas para o dia 06 de Dezembro de 2026.

Por Radio Voz Do Povo

A Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos. Nenhuma divergência política deve transformar um guineense em inimigo de outro guineense. Precisamos de preservar os laços que nos unem, respeitar-nos mutuamente e criar condições para que as feridas sejam tratadas através do diálogo, da compreensão e da reconciliação...

Por Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional is  feeling confident  08/10/2026 

AOS PATRIOTAS!

Caros patriotas, dirigentes, agentes, oficiais superiores e subalternos, membros civis e militares do antigo Corpo de Segurança e Defesa do Palácio da República, que servimos a Pátria com honra, dedicação e patriotismo durante o exercício das nossas funções.

Dirigimo-nos particularmente àqueles que, durante o período em que desempenharam as suas funções junto do Palácio da República, tenham levado consigo, por orientação superior, por necessidade de serviço ou por qualquer outra circunstância, bens, equipamentos, materiais, objetos, documentos ou outros meios pertencentes ao património presidencial ou que lhes tenham sido confiados para o exercício das suas funções.

Apelamos a todos para que identifiquem e devolvam integralmente esses bens às novas autoridades competentes, independentemente do local onde atualmente se encontrem, seja em residências particulares, escritórios ou qualquer outro lugar fora das instalações presidenciais.

Este pedido não deve ser entendido como uma acusação a quem quer que seja. É, acima de tudo, um apelo à responsabilidade, à transparência, ao respeito pelo património do Estado e ao cumprimento das nossas obrigações perante a República.

Ao devolvermos aquilo que nos foi confiado, demonstramos que, apesar das diferenças e das circunstâncias que o país atravessa, continuamos comprometidos com a preservação das instituições, da paz e da dignidade nacional.

Vocês são patriotas. Juraram servir e defender a Pátria.

Por isso, neste momento, apelamos à vossa serenidade, disciplina e sentido de Estado: acatem as orientações das autoridades competentes, cumpram as instruções e decisões institucionais e continuem a desempenhar o vosso dever com responsabilidade e respeito pelas instituições.

PELA UNIDADE E RECONCILIAÇÃO NACIONAL

Aos nossos apoiantes e simpatizantes, dirigimos também um apelo especial à calma, à prudência e à contenção.

Compreendemos que os acontecimentos possam provocar emoções fortes, indignação e preocupação. Contudo, apelamos para que essas emoções não se transformem em palavras, gestos ou atos que possam dividir ainda mais os guineenses, ofender outros cidadãos ou alimentar conflitos.

É tempo de baixar as tensões e elevar o sentido de responsabilidade.

A Guiné-Bissau pertence a todos os seus filhos. Nenhuma divergência política deve transformar um guineense em inimigo de outro guineense. Precisamos de preservar os laços que nos unem, respeitar-nos mutuamente e criar condições para que as feridas sejam tratadas através do diálogo, da compreensão e da reconciliação.

A reconciliação não significa esquecer as diferenças. Significa reconhecer que a paz, a vida humana, a dignidade e a unidade nacional estão acima das nossas divergências.

Que cada um de nós seja parte da solução e não da divisão. Pela Paz. Pela Unidade. Pela Reconciliação Nacional. Pela Guiné-Bissau.

Que Deus nos abençoe. 

Pelo menos quatro mortos e 14 feridos em ataque russo contra Kyiv... Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas num ataque russo com drones contra os distritos de Obolon e Desnianskyi, na capital da Ucrânia, na última noite, disse hoje a polícia local.

© REUTERS/Gleb Garanich     Por  LUSA   08/10/2026 

Duas das vítimas morreram quando um drone russo caiu entre dois edifícios residenciais em Obolon.

O ataque deixou sete pessoas feridas, acrescentaram as autoridades policiais ucranianas.

Um outro drone russo atingiu uma casa em Desnianskyi, provocando a morte a duas mulheres, num ataque em que outras cinco pessoas ficaram feridas.

Kyiv já tinha sido atacada pelas forças russas na quarta-feira, provocando a morte de duas pessoas.

Os ataques russos de quarta-feira fizeram pelo menos 28 mortos na Ucrânia.

Por outro lado, a Ucrânia atacou na última noite um centro de dados da empresa tecnológica russa Yandex na região de Riazan.

Segundo a empresa russa, a situação no local está controlada e não se registaram vítimas.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo anunciou que, durante a noite passada, as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 399 drones ucranianos sobre 20 regiões da Rússia, a península anexada da Crimeia e o Mar Negro.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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O governo da Moldova denunciou hoje uma violação do espaço aéreo na tarde de quarta-feira, durante o mais recente ataque lançado pela Rússia contra a Ucrânia.

De acordo com o Governo de Chissinau, tratou-se de um aparelho que ainda não foi identificado e que sobrevoou o país durante cerca de um minuto antes de seguir em direção à província ucraniana de Odessa.

O Ministério da Defesa da Moldova indicou que o "voo não autorizado no espaço aéreo nacional" foi detetado ao princípio da noite passada nas imediações da localidade de Pervomaisk.

"O aparelho deixou o espaço aéreo nacional dirigindo-se para Limanske, em Odessa", acrescentou o Governo...

Coreia do Sul afirma que entregas de gasóleo à Rússia não estão proibidas... A Coreia do Sul afirmou hoje que as entregas de gasóleo a Moscovo não estão sujeitas a controlos à exportação, depois de ser acusada pela Ucrânia de ter contribuído para atenuar a escassez de combustível na Rússia.

© Getty Images   Por  LUSA   08/10/2026 

Um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta semana que esses fornecimentos de gasóleo à Rússia, vão "claramente contra" a política de sanções da Coreia do Sul, que considerou as declarações como "factualmente incorretas" e "inadequadas".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano indicou hoje que o gasóleo, mesmo que proviesse da Coreia do Sul, não violaria as proibições de exportação.

O jornal britânico The Guardian revelou esta semana que 176.000 toneladas de produtos, "principalmente gasóleo", tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto, citando registos portuários e dados de rastreio de navios.

"Os produtos petrolíferos refinados, incluindo o gasóleo comercial e o combustível para aviação, mencionados no artigo do Guardian, não estão sujeitos aos controlos à exportação da Coreia do Sul contra a Rússia", sublinhou o ministério sul-coreano, sublinhando que as exportações globais para Moscovo caíram para menos de metade desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

"Não foi comprovado que combustíveis de origem sul-coreana, nomeadamente gasóleo, tenham sido exportados para a Rússia", acrescentou.

Segundo o Guardian, três dos sete petroleiros que terão sido carregados em portos sul-coreanos estão sujeitos a sanções.

O ministério sul-coreano indicou que está a realizar "verificações adicionais" sobre as rotas percorridas por esses navios, a fim de determinar se as leis nacionais foram infringidas.

As relações entre Seul e Kiev estão tensas desde que Zelensky revelou, em setembro, que dois soldados norte-coreanos capturados enquanto combatiam ao lado das forças russas tinham sido enviados para a Coreia do Sul. Seul afirmou que Kiev tinha violado um acordo de confidencialidade sobre o assunto.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Coreia do Norte tornou-se um aliado fundamental do Kremlin, enviando soldados para apoiar o esforço de guerra de Moscovo em troca de vantagens económicas e de tecnologias militares.


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"O lança-granadas acoplável GP-34 de 40 mm foi concebido para atingir pessoal e veículos não blindados com granadas e projéteis termobáricos a distâncias de até 400 metros", declarou a Kalashnikov

A Kalashnikov Concern, um dos maiores fabricantes de armas do mundo, entregou esta quinta-feira um grande lote de lança-granadas acoplados GP-34 às forças russas que operam na Ucrânia, cumprindo assim o seu contrato anual de fornecimento para este ano.

"A Kalashnikov forneceu um lote de lança-granadas acoplados GP-34 de 40 mm a um cliente das forças de segurança russas" na Ucrânia, afirmou a empresa no seu canal de Telegram...

16 detidos, droga e 100 mil euros apreendidos: megaoperação da PSP desmantela grupo de traficantes no Porto... A operação no Porto decorreu nos bairros de Pinheiro Torres e da Pasteleira

Por  cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa,  08/10/2026

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na quarta-feira 16 pessoas e apreendeu grandes quantidades de dinheiro e droga numa operação contra o tráfico no Porto e zonas limítrofes, disse esta quinta-feira à Lusa fonte daquela força de segurança.

Fonte do Comando Metropolitano do Porto (COMETPOR) da PSP adiantou à Lusa que a operação no Porto decorreu nos bairros de Pinheiro Torres e da Pasteleira e terminou às 21:00 de quarta-feira, com a detenção de 16 pessoas.

“No âmbito da operação foi apreendida grande quantidade de droga e dinheiro. Numa das casas alvo de buscas foram apreendidos cerca 100 mil euros”, disse a mesma fonte, remetendo para mais tarde dados balanço mais concreto sobre a operação.

Na quinta-feira, um responsável da PSP tinha dito à Lusa que as buscas, com mais de 40 mandados de detenção, estenderam-se a zonas fora do Porto, de controlo da Guarda Nacional Republicana (GNR), que também participou nas buscas.

“Estamos a falar de mais de 40 mandados de detenção”, referiu, revelando que a operação tem por alvo um “grupo organizado de traficantes”.


Cuba acusa EUA de intimidar exportadores de combustível para a ilha... O Governo de Cuba acusou os Estados Unidos (EUA) de "intimidar com ameaças" Estados e empresas que exportem ou transportem combustíveis para a ilha, denunciando como "ilegais" ações que classificou como de "pirataria e pilhagem".

© Lusa    08/10/2026 

"A importação de combustíveis por entidades estatais e privadas em Cuba, provenientes de qualquer país, é legal, de acordo com a legislação nacional e o Direito Internacional", afirmou na quarta-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da ilha, Carlos Fernández de Cossío, numa declaração publicada nas redes sociais.

Numa reação ao anúncio das autoridades norte-americanas da apreensão de mais de 600 mil galões (2,2 milhões de litros) de biodiesel que se destinavam a Cuba, avaliados em cerca de 2,8 milhões de dólares (2,5 milhões de euros), Cossío sustentou que "o que é ilegal é intimidar Estados soberanos com ameaças de retaliação por parte do Governo dos EUA, caso exportem combustível para Cuba, ou empresas exportadoras ou transportadoras de qualquer país por participarem em operações comerciais dessa natureza".

O diplomata qualificou também como ilegal o facto de se "perseguir e intercetar em águas internacionais navios que transportem combustíveis para Cuba, tal como são ilegais a pirataria e a pilhagem".

"Dispor, armazenar, distribuir e comercializar esse combustível no território cubano também é legal, tal como o é transportá-lo em águas internacionais", sublinhou Cossío.

Além disso, o vice-ministro denunciou que é "ilegal, imoral e criminoso submeter todo um povo à asfixia económica como castigo coletivo com fins políticos".

Agências do Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciaram numa conferência de imprensa, na quarta-feira, que confiscaram 90 carregamentos de combustível, 71 dos quais no Porto de Everglades, na Flórida, e 19 no Porto de Houston, no Texas, que se destinavam à Enetec, uma empresa cubana sujeita a sanções pelos EUA.

"Trata-se de uma tentativa deliberada de contornar as sanções dos EUA e tudo está, neste momento, sob investigação", afirmou José R. Figueroa, agente especial responsável pelo Gabinete de Investigações de Segurança Nacional em Miami.

A apreensão do combustível ocorre no contexto da profunda crise energética que Cuba atravessa desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo bloqueio petrolífero dos EUA, uma medida qualificada pelas Nações Unidas como contrária ao direito internacional.

A situação paralisou quase totalmente a economia da ilha, que atravessa a pior crise em décadas, com escassez de alimentos, medicamentos e outros recursos básicos, a que se somam cortes de energia diários devido a avarias frequentes em centrais elétricas já obsoletas e ao défice de combustíveis.

A isto soma-se rondas de sanções impostas por Washington contra setores vitais da economia da ilha, que, além disso, ameaçam empresas que mantêm relações comerciais ou que apoiaram financeira, material ou tecnologicamente o Governo de Havana.


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As autoridades americanas anunciaram, esta quinta-feira, que intercetaram 90 carregamentos de combustível destinados a Cuba, com um valor aproximado de três milhões de dólares, num contexto de bloqueio petrolífero imposto por Washington. Havana denuncia ações "ilegais" que classificou como "pirataria e pilhagem".

Este combustível destinava-se à Enetec, uma empresa cubana sujeita a sanções americanas desde julho passado. Setenta e uma cargas foram localizadas em Port Everglades, na Florida, e o restante foi feito no porto de Houston, no Texas...

Trump acusado de usar dinheiro público para propaganda eleitoral... A Comissão Nacional Democrata (CMD) processou Donald Trump na quarta-feira, por publicidade televisiva recente a promover a sua política, que custou milhões de dólares aos contribuintes.

© Anna Moneymaker/Getty Images   Por  LUSA   08/10/2026 

Na queixa alega-se que a publicidade é propaganda ilegal patrocinada pelo governo e acusa-se Trump de a dirigir pessoalmente.

Trump tem enfrentado contestação bipartidária à publicidade, que o glorifica e repete os seus 'slogans' eleitorais quando os eleitores estão a votar antecipadamente para as eleições legislativas de novembro.

Os anúncios, que começaram a ser emitidos em setembro, já custaram mais de 12 milhões de dólares e o Departamento da Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) reservou 20 milhões para os mesmos.

Na segunda-feira, em resposta às críticas, Trump disse que a publicidade era "uma promoção positiva dos nossos Grandes EUA" e assegurou que iria pagá-la com dinheiro dos apoiantes.

Mas, na terça-feira, o quinto anúncio começou a ser exibido com a chamada de atenção 'pago pelo governo dos EUA', a promover a ação militar na Venezuela, que culminou no rapto de Maduro.

E, neste mesmo dia, Trump deixou claro que não se tinha comprometido a reembolsar qualquer quantia.

O presidente da CND, Ken Martin, afirmou, em comunicado, que Trump está a usar mal o dinheiro dos contribuintes em uma "tentativa de última hora de salvar os republicanos em novembro".

Analistas legais têm apontado que a situação viola várias disposições, como a proibição de uso do dinheiro atribuído pelo Congresso para "publicidade e propaganda". Ora, o dinheiro afetado pelo DHS veio dos 175 milhões de dólares destinados pelo Congresso para a agenda de Trump para a imigração.


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Human Rights Watch afirma que as autoridades norte-americanas negaram às mais de 500 pessoas deportadas para países terceiros em África uma oportunidade significativa de contestarem as suas expulsões...

Planeava matar até 60 pessoas com arma carregada: FBI detém jovem de 18 anos suspeito de preparar tiroteio em massa no maior centro comercial dos EUA

Por  CNN 08/10/2026

De acordo com a denúncia, o jovem terá confessado o plano às autoridades e admitido que pretendia utilizar o armamento para matar entre 30 e 60 pessoas

O FBI deteve, no estado norte-americano do Minnesota, um jovem de 18 anos suspeito de planear um tiroteio em massa no maior centro comercial dos Estados Unidos, o Mall Of America.

A investigação, segundo a Reuters, terá avançado depois de um agente infiltrado dos serviços secretos ter vendido ao jovem uma arma de fogo, munições e carregadores por 600 dólares.

De acordo com a denúncia, o jovem terá confessado o plano às autoridades e admitido que pretendia utilizar o armamento para matar entre 30 e 60 pessoas durante um evento agendado para o dia 24 deste mês. Segundo as informações fornecidas, a motivação estaria relacionada com o facto de os proprietários do complexo comercial serem judeus.

Após o ataque, o jovem pretendia viajar para o estrangeiro para lutar em nome da organização terrorista islamista "Al-Shabaab". De acordo com a denúncia, terá transmitido essa intenção à fonte do FBI, afirmando que queria deslocar-se para outro país para combater em nome da organização.

O arguido foi presente, na quarta-feira, a uma juíza federal.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: FÓRUM NACIONAL EXIGE PARIDADE 50/50 E MAIOR PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NAS DECISÕES DO PAÍS

Por Rádio Sol Mansi  07.10.2026 

O Fórum Nacional de Liderança Feminina e Empoderamento das Mulheres exige a revisão da Lei da Paridade e defende uma representação de 50/50 entre homens e mulheres nos espaços de decisão política e pública na Guiné-Bissau.

Na Declaração de Bissau, adotada esta terça-feira, 7 de outubro, no encerramento do Fórum, realizado em Bissau nos dias 6 e 7 de outubro, na sequência de consultas realizadas nas diferentes regiões do país, as participantes defendem que o principal desafio já não está apenas na existência de leis, mas na sua aplicação efetiva, sobretudo no acesso das mulheres a cargos eletivos, de nomeação e de decisão.

A Declaração estabelece quatro prioridades: participação política e poder de decisão, autonomia económica e acesso a oportunidades, proteção dos direitos das mulheres e meninas, e participação das mulheres na prevenção de conflitos e na construção da paz.

As participantes apelam ainda ao Estado para reforçar as políticas de apoio às famílias, melhorar o ensino público e criar condições para evitar o abandono escolar das meninas, sobretudo nas zonas rurais.

Na área da proteção, exigem respostas acessíveis contra a violência baseada no género, com acesso a cuidados de saúde, apoio psicossocial, assistência jurídica e justiça.

A Declaração defende igualmente uma maior presença das mulheres nos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos, nas instituições de segurança e nos processos de construção da paz.

Os participantes comprometem-se a transformar as recomendações da Declaração num Plano de Ação 2026-2030, com responsabilidades, metas e indicadores definidos. Apelam ainda ao Governo, aos partidos políticos, às organizações da sociedade civil, ao setor privado e aos parceiros internacionais para assumirem compromissos concretos.

Ao presidir o ato do encerramento, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, destacou que a igualdade de género não é apenas uma questão de justiça social, mas também de igualdade dentro de uma democracia, nas estruturas do Estado, no desenvolvimento económico, na estabilidade social e na boa governação.

Para o chefe do Governo, as mulheres foram, durante muitos anos, discriminadas pela sociedade, razão pela qual defende a criação de mais oportunidades e uma maior participação das mulheres na governação do país.

Durante o Fórum, que reuniu mais de três centenas de participantes, as mulheres afirmaram que não haverá desenvolvimento sustentável, democracia consolidada nem paz duradoura no país sem garantir a participação, a segurança e a autonomia das mulheres e meninas.

ISRAEL: Cerimónias do 7 de Outubro em Telavive reúnem 50 mil pessoas... Cerca de 50 mil pessoas reuniram-se em Telavive esta noite para acompanhar as cerimónias do terceiro aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, perpetrados em Israel por milícias palestinianas de Gaza lideradas pelo movimento islamita Hamas.

© Alexi Rosenfeld/Getty Images   Por   LUSA   07/10/2026 

O evento foi apresentado por Eli Sharabi, um ex-refém em Gaza cuja mulher e duas filhas foram assassinadas no dia do ataque do Hamas, movimento considerado terrorista pela União Europeia, Estados Unidos, Israel e vários outros países. A atriz israelita Shani Cohen conduziu a cerimónia ao seu lado.

"Nessa manhã de sábado, perdemos tanto... perdemos amigos, familiares, lares e comunidades inteiras que ficaram devastadas. Perdemos as pessoas que mais amávamos; perdemos a nossa sensação de segurança; perdemos parte da nossa inocência, e os nossos corações ardiam", afirmaram no discurso de abertura.

"E naquele dia, que mergulhou todo o Estado de Israel num profundo abismo de dor, parecia que também tínhamos perdido o país que um dia conhecemos", adiantaram.

O evento foi organizado pelo Kumu ("Levantem-se", em hebraico), um grupo formado por pessoas próximas das vítimas do massacre.

Esta foi a cerimónia popular alusiva ao aniversário, uma vez que a cerimónia oficial do Estado foi realizada na segunda-feira, seguindo a data estabelecida pelo calendário judaico.

Segundo o jornal The Times of Israel, a realização de cerimónias separadas "evidencia a profunda divisão existente entre muitos sobreviventes e familiares das vítimas, por um lado, e o governo, por outro — que se recusou a criar uma comissão estatal de inquérito sobre as falhas do dia 07 de outubro".

Perante cerca de 50 mil pessoas em Telavive, segundo estimativas de fontes da organização, pelo palco passaram cantores nacionais, bem como familiares e pessoas próximas das vítimas — tanto civis como membros das forças de segurança israelitas.

"Nessa manhã, os sistemas entraram em colapso e o Estado falhou. Nas longas horas num abrigo seguro, a confiança que tínhamos como âncora desfez-se em pedaços", disse um dos fundadores do Kumu, Omri Shifroni, que perdeu sobrinhos e tios nesse dia.

A 07 de outubro de 2023, cerca de 6.000 palestinianos invadiram as comunidades israelitas na fronteira com a Faixa às 06h29 da manhã, num ataque liderado pelo Hamas e coordenado com outras milícias do enclave, que envolveu também o lançamento de mísseis contra o sul de Israel.

Cerca de 1.200 pessoas morreram no ataque e outras 251 foram feitas reféns pelo Hamas.

Em represália, Israel lançou uma ofensiva contra Gaza, na qual morreram mais de 74.200 palestinianos, segundo dados do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, que não distingue o número de vítimas civis do de combatentes.



Leia Também: Hamas "a pagar um preço enorme" pelos ataques contra Israel

O Presidente norte-americano, Donald Trump, expressou hoje condolências ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no terceiro aniversário dos ataques das milícias palestinianas lideradas pelo Hamas, assegurando que estas estão "a pagar um preço enorme pelo que fizeram".

Num encontro com a imprensa na Casa Branca, Trump revelou ter falado com Netanyahu a propósito do aniversário dos ataques de 07 de outubro de 2023, que fizeram mais de 1.200 mortos em território israelita e desencadearam a ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Trump recordou o "dia horrível, a tragédia horrível" de há três anos e afirmou que "o outro lado" — o Hamas e outras milícias palestinianas — "está a pagar um preço enorme pelo que fez"...