segunda-feira, 24 de agosto de 2026

"Irão tentou matar um dos meus filhos", diz Netanyahu... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o Irão tentou assassinar um dos seus dois filhos, sem dar mais detalhes.

© Lusa   24/08/2026 

"A conteceu algo incrível: o Irão visou um dos meus filhos. O Irão tentou matar um dos meus filhos", disse Netanyahu numa entrevista telefónica ao canal israelita Channel 14.

Benjamin Netanyahu tem dois filhos e uma filha e ainda não se sabe qual dos seus filhos teria sido visado nesta alegada tentativa de assassinato.

O seu filho mais velho, Yair, de 35 anos, tem passado longos períodos em Miami, no estado norte-americano da Flórida, desde o início de 2024, e estaria sob a proteção do serviço de segurança interna israelita (Shin Bet).

A sua estadia nos Estados Unidos gerou polémica em Israel, devido ao custo desta proteção para os contribuintes. Habitantes da Flórida, por sua vez, expressaram o receio de que a sua presença pudesse tornar a região um alvo de ataques por inimigos de Israel.

Pouco após a declaração do chefe de governo, Amit Segal, um conhecido jornalista em Israel, escreveu no seu canal do Telegram que a alegada tentativa de assassínio era conhecida há "meses", mas estava sujeita a uma proibição de publicação.

 O guia supremo iraniano Ali Khamenei foi morto durante a primeira onda de ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, juntamente com alguns membros da sua família. O seu filho Mojtaba sucedeu-lhe.

Numa mensagem lida em seu nome na televisão estatal, Mojtaba Khamenei referiu as perdas familiares, especificando que além do seu pai, também tinha perdido a esposa, a irmã, o filho desta e o cunhado.

Mojtaba Khamenei não apareceu em público desde a sua nomeação.

Numa outra mensagem que lhe é atribuída, publicada por ocasião do funeral do seu pai, o novo guia supremo jurou "vingar o sangue" de Ali Khamenei.

A afirmação de Netanyahu surge numa altura em que é discutido o facto de o Shin Bet ter recusado dar proteção próxima ao antigo chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, à medida que se aproximam as eleições legislativas de 27 de outubro.

Netanyahu defendeu a proteção permanente para Eisenkot, afirmando que não era "um luxo". "Sem isso, [os iranianos] vão conseguir", disse.


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O ministro da Economia iraniano prometeu hoje "uma nova derrota" para os Estados Unidos, após Washington anunciar novas sanções contra a República Islâmica, garantindo ter um "plano de dois anos" para lidar com a situação.

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