segunda-feira, 24 de agosto de 2026

António Costa: "Últimos ataques a civis mostram desespero de Putin"... O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou que os últimos ataques registados a partir da Rússia "mostram o desespero de Vladimir Putin", o que é "preocupante". O antigo primeiro-ministro português visitou Kyiv pela 5.ª vez.

© Sergei SUPINSKY / AFP via Getty Images    Por  Notícias ao Minuto, Lusa   24/08/2026 

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, visitou a Ucrânia numa altura em que se assinala o 35.º aniversário da independência do país. Em pouco mais de dois anos desde que assumiu o cargo em Bruxelas, esta visita foi a 5.ª feita por Costa.

"Os últimos ataques a civis mostram o desespero de Vladimir Putin, e é mais preocupante", disse o antigo primeiro-ministro português em entrevista à SIC Notícias.

À mesma estação televisiva, Costa já tinha considerado que a guerra na Ucrânia só "existe porque a Rússia quer pôr em causa a independência e soberania da Ucrânia".

"É altura de parar esta guerra, parar de matar pessoas, de destruir infraestruturas, de atacar objetivos civis e dar uma oportunidade para que se possa negociar a paz", defendeu o líder europeu.

Já a Comissão Europeia anunciou hoje 6,1 mil milhões de euros em novas aquisições de material de defesa para a Ucrânia, incluindo sistemas de defesa aérea e antimíssil, mísseis, munições e radares.

Coligação da Boa Vontade e a estreia de Andy Burnham

Esta segunda-feira, a chamada Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia reuniu-se em Kyiv. O grupo, composto por cerca de 30 nações, foi lançada em março de 2025 por Paris em coordenação com o Reino Unido. Portugal integra esta coligação que reúne países dispostos a fornecer garantias de segurança à Ucrânia para impedir uma nova agressão da Rússia após o fim do atual conflito.

É a terceira vez que o grupo se reúne em Kyiv desde que foi criado e este encontro acontece num momento em que Moscovo têm intensificado os ataques com mísseis balísticos e a liderança ucraniana pede ajuda para reforçar a defesa aérea, fortemente debilitada ao nível de mísseis intercetores.

A última reunião da coligação aconteceu em julho, em França. Na altura, Macron anunciou que a força multinacional criada para ser destacada na Ucrânia após o fim da guerra com a Rússia ia começar a treinar nos "países vizinhos" nos "próximos meses".

Nesta reunião, que aconteceu em formato híbrido - tendo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, participado por videoconferência - esteve também Andy Burnham, que participou pela primeira vez como primeiro-ministro britânico. Em comunicado antes de chegar a Kyiv, o chefe de governo já dizia que "a Rússia não deve ter dúvidas sobre a nossa determinação".

Já na capital ucraniana Andy Burnham disse: "Estou determinado a que trabalhemos juntos em conjunto para lhe prestar o apoio de que precisa, sr. presidente [da Ucrânia, Volodymyr Zelensky]. Mais fortes do que nunca. Isto significa não só a defesa aérea, mas também impedir que a Rússia lance sequer os seus mísseis".


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