sábado, 10 de outubro de 2026

Aeroporto de Damman na Arábia Saudita alvo de ataque... O aeroporto de Dammam, na Arábia Saudita, foi atingido por um projétil, segundo informações oficiais, horas após a suspensão das operações no aeroporto de Riade, devido a um ataque atribuído aos rebeldes houthis do Iémen.

© Getty Images    Por   LUSA  10/10/2026 

O aeroporto de Dammam, na Arábia Saudita, foi alvo de um ataque com um "projétil", segundo informações oficiais, horas após a suspensão das operações no aeroporto de Riade, devido a um ataque atribuído aos rebeldes xiitas houthis do Iémen.

"Um projétil caiu nas imediações do Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam", segundo o porta-voz militar da coligação liderada pela Arábia Saudita em apoio ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido, o saudita Turki al Maliki, numa publicação na rede social X, citada pela agência de notícias EFE.

O porta-voz não revelou detalhes sobre o ataque, como o tipo de "projétil" ou se houve vítimas, nem fez referência ao ataque de hoje à tarde no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que levou as autoridades sauditas a suspenderem "temporariamente" as operações no aeródromo.

A Autoridade Geral da Aviação da Arábia Saudita referiu anteriormente num comunicado que o aeroporto da capital "sofreu um ataque […] no contexto dos contínuos e flagrantes ataques dirigidos contra as instalações da aviação civil no reino".

Segundo as autoridades sauditas, pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas algumas em estado grave, no ataque atribuído aos rebeldes Huthis do Iémen.

De acordo com a autoridade de aviação civil saudita, entre as vítimas mortais encontram-se quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, dos quais um norte-americano.

A mesma autoridade também deu conta de "danos materiais".

Anteriormente, uma fonte médica tinha adiantado à agência France-Presse (AFP) que duas pessoas tinham morrido no ataque contra o aeroporto Rei Khalid, tratando-se de um membro de uma tripulação egípcia ao serviço de uma companhia aérea saudita e de um palestiniano com documentos de viagem egípcios.

A autoridade aeronáutica saudita confirmou hoje a suspensão dos voos no aeroporto de Riade após um ataque, sem especificar a origem, mas que fonte diplomática citada pela AFP atribuiu aos rebeldes Huthis do Iémen.

No primeiro pronunciamento de Riade sobre numerosos relatos de um ataque hoje dirigido contra o Aeroporto Rei Khalid, a Autoridade de Aviação civil saudita tinha confirmado a existência de "vários feridos", cujo número ainda estava a ser contabilizado.

A companhia nacional Kuwait Airways já tinha anunciado a interrupção das ligações com a capital saudita.

Fonte diplomática disse à AFP que "os Huthis estão a atacar alvos civis", especificando que um míssil atingiu as instalações do aeroporto por volta das 15:00 locais (13:00 em Lisboa).

Fonte médica citada pela agência noticiosa francesa indicou, após o ataque, que "dezenas de pessoas ficaram feridas, na maioria cidadãos sauditas", das quais cinco estavam em estado grave e foram levadas de helicóptero para unidades de cuidados intensivos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu hoje juntar-se à coligação liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes Huthis, referindo que espera tomar uma decisão "muito rapidamente", na sequência do ataque.

Várias outras embaixadas ocidentais aconselharam o pessoal a evitar durante uma semana o aeroporto de Riade, indicou à AFP um diplomata na capital saudita.

A Embaixada da França já tinha pedido na sexta-feira aos seus cidadãos que tomem "extrema cautela" na Arábia Saudita devido aos "ataques dos Huthis nos últimos dias".

Vários órgãos de comunicação social internacionais noticiaram incêndios causados no aeroporto por projéteis dos Huthis e a evacuação do Terminal 3 após um "impacto direto" que deixou várias pessoas feridas, segundo o The Wall Street Journal.

Os Huthis, grupo aliado do Irão, ainda não se pronunciaram, apesar de terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita, que apoia o Governo internacionalmente reconhecido no Iémen, depois de terem imposto um bloqueio naval aos navios do reino árabe, maior exportador mundial de crude, desde julho no Mar Vermelho.

Riade anunciou hoje uma "operação em grande escala" da coligação que lidera contra os Huthis, visando "os efetivos e as capacidades" dos rebeldes, ao mesmo tempo que apoia o exército do governo internacionalmente reconhecido no Iémen.

A contraofensiva ocorre após significativos avanços militares dos Huthis no oeste do Iémen, permitindo o controlo de vastas áreas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem estratégica de acesso ao Canal do Suez tem servido de alternativa ao estreito de Ormuz, que se encontra sob bloqueio do Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Após anos de relativa calma na guerra civil no Iémen, a frágil trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem de um avião com representantes iranianos em Sanaa.

Os Huthis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, ao lado do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.

Entre 2023 e 2025, atacaram navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, como forma de apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza.

Rússia permite exportação de gasóleo após acordo com EUA... O governo da Rússia levantou parcialmente a proibição de exportação de gasóleo para cumprir o acordo com os Estados Unidos, revelou o Conselho de Ministros russo.

© Stringer/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA  10/10/2026 

O governo da Rússia levantou parcialmente a proibição de exportação de gasóleo para cumprir o acordo alcançado na sexta-feira com os Estados Unidos, revelou hoje o Conselho de Ministros russo.

"A decisão foi aprovada em cumprimento dos acordos entre o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump", revela o Governo em comunicado.

Segundo o executivo russo, a medida entra hoje em vigor e "permitirá, nesta fase, direcionar para o mercado mundial 500 mil toneladas de combustível diesel".

As companhias petrolíferas devem começar a contratar o fornecimento de gasóleo a clientes estrangeiros, em coordenação com o Governo russo, acrescenta o governo.

Segundo o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, a decisão não afetará os interesses dos consumidores russos.

"Na Rússia, o diesel é produzido a partir de petróleo bruto russo em refinarias nacionais. Os volumes de produção permitem-nos abastecer plenamente tanto o mercado interno como os volumes especificados para o fornecimento global", indicou.

Até hoje mantinha-se em vigor a proibição de exportação de gasóleo: para os produtores, o limite estava previsto até 31 de outubro e, para os não produtores, até 31 de janeiro de 2027.

No entanto, continua em vigor uma proibição total de exportação de gasolina até 31 de janeiro de 2027.

Na sexta-feira, Trump manteve uma conversa telefónica com Putin, durante a qual acordaram que a Rússia forneceria gasóleo aos Estados Unidos e ao mercado internacional.

Para esse efeito, o governo norte-americano emitiu uma licença geral temporária que permite o fornecimento de gasóleo russo ao mercado global, suspendendo temporariamente as sanções impostas aos hidrocarbonetos russos devido à guerra na Ucrânia.


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A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, alertou hoje que o acordo de fornecimento de gasóleo russo entre Estados Unidos e Rússia proporciona a Moscovo "mais recursos para a guerra" na Ucrânia.

Achefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, alertou hoje que o acordo de fornecimento de gasóleo russo entre Estados Unidos e Rússia proporciona a Moscovo "mais recursos para a guerra" na Ucrânia.

"Este não é o momento para aliviar a pressão sobre a Rússia e a Europa não o fará", declarou a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros...

Ataque de Trump a Zelensky? Ucrânia reage e Rússia elogia: "Icónico"... A Rússia congratulou-se hoje com o apelo do Presidente norte-americano para a substituição do chefe de Estado ucraniano, enquanto a diplomacia da Ucrânia assinalou o apoio do povo a Zelensky.

© Andrew Harnik/Getty Images   Por  LUSA   10/10/2026 

A Rússia congratulou-se hoje com o apelo do presidente norte-americano para a substiuição do chefe de Estado ucraniano, enquanto a diplomacia da Ucrânia assinalou o apoio do povo a Zelensky.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, defendeu hoje que chegou a altura de a Ucrânia ter um novo chefe de Estado, sugerindo que o atual, Volodymyr Zelensky, não fez o suficiente para pôr fim à guerra com a Rússia.

"Sugiro que arranjem um novo líder, que consiga fazer um acordo", afirmou durante um discurso na Casa Branca, citado pela agência Associated Press, acrescentando que "por alguma razão [Zelensky] nunca o faz".

A Ucrânia reagiu através do ministro das Negócios Estrangeiros, que sublinhou a popularidade do chefe de Estado: "Ele conta com o apoio do povo ucraniano e este tem o direito de decidir".

"As declarações vindas do exterior apenas confirmam que ele está fazendo bem seu trabalho. Ele merece ser apoiado", disse também Andriy Sybiga, numa publicação na rede social X.

Já Kiril Dmítriev, emissário russo para a cooperação económica com os EUA, destacou que Zelensky "quer causar problemas a todo o mundo".

"O presidente Trump junta-se àqueles que acreditam que a Ucrânia precisa de uma liderança realmente focada na paz e não no belicismo de Zelensky", escreveu também no X, referindo que "a diplomacia do diesel expôs Zelensky".

"Icónico e histórico", acrescentou.

Donald Trump sugeriu que, caso fosse presidente dos Estados Unidos da América (EUA) em 2022, "aquela guerra [entre a Rússia e a Ucrânia] nunca teria começado".

"Não havia razão para que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia tivesse começado. Começou devido à incompetência", disse.

O presidente ucraniano, acrescentou, "perdeu 30% do seu país e há mais de um milhão de pessoas deslocadas nos dois lados, mais de dois milhões de mortos".

"É uma guerra que nunca deveria ter começado. E acho que é altura de a Ucrânia arranjar um novo presidente", defendeu.

Ataques russos mataram pelo menos 20 pessoas, entre as quais três crianças, em Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, divulgaram hoje autoridades ucranianas, um dia depois de o Presidente norte-americano ter anunciado um acordo para a compra de gasóleo russo que, de acordo com Kiev, ajudaria a financiar a guerra.

Também durante o dia de hoje, mísseis atingiram Kiev, tendo as autoridades ucranianas registado quatro feridos.

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente, na sexta-feira, a venda, entrega, descarga e importação de gasóleo de fabrico russo, incluindo a sua entrada no mercado norte-americano, até 07 de abril de 2027, apesar das sanções impostas a Moscovo.

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) mantém, no entanto, restrições aos pagamentos através de contas de três instituições financeiras estatais russas.

A medida foi justificada por Donald Trump como um esforço para conter a escalada de preços dos combustíveis desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Segundo o líder da Casa Branca, a Rússia aceitou libertar de imediato 300 mil toneladas de gasóleo "para o mercado americano e global", seguidas de 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.

Zelensky considerou que a Rússia "expressou a sua gratidão" a Washington pelo levantamento de sanções petrolíferas através de novos bombardeamentos contra o seu país, tendo a Ucrânia intensificado os ataques na Rússia, visando um terminal petrolífero na região de Rostov.

Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou a sua "total solidariedade" para com o chefe de Estado ucraniano, numa conversa telefónica entre os dois governantes.

Os esforços diplomáticos sob mediação de Washington para pôr fim a mais de quatro anos de ofensiva russa na Ucrânia encontram-se atualmente num impasse.


PROTESTO EM LISBOA: Milhares protestam em Lisboa contra custo de vida e habitação... Alguns milhares de pessoas estão hoje à tarde no Largo do Intendente, em Lisboa, em protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.

© Lusa   10/10/2026 

Alguns milhares de pessoas estão hoje à tarde concentradas no Largo do Intendente, em Lisboa, onde continuam a chegar manifestantes, num protesto contra o aumento do custo de vida e da habitação.

Poucos minutos antes da hora marcada, o Largo do Intendente estava já repleto de pessoas de todas as idades que decidiram aderir ao movimento organizado pela plataforma "Não dá mais para viver assim", promotora de manifestações semelhantes em Aveiro, Braga e Porto.

Os manifestantes vão chegando em grupo ou solitários, com cartazes debaixo do braço com frases de revolta contra o custo de arrendar um apartamento, que os atira para longe da cidade ou os obriga a permanecer "em casa dos pais depois dos 30 anos", como relatou à Lusa Teresa Fonseca.

Teresa veio sozinha. "Vi que ia haver este protesto no Instagram e vim. Já chega. Este país está cada vez pior e agora é preciso sair de casa e ir para a rua gritar como fizeram os espanhóis", defende, contando que o desemprego lhe bateu à porta e foi obrigada a regressar a casa dos pais.

Do outro lado do Largo do Intendente está Ana Mendes, novata nestas andanças. Aos 35 anos, Ana vive num quarto alugado que lhe custa mais de metade do salário e por isso hoje juntou-se aos milhares de pessoas que em Lisboa exigem mudanças ao Governo para baixar o custo de vida e criar rendas acessíveis.

"Nasci em Cascais, estudei e achava que ia ter um emprego com um bom ordenado", conta à Lusa Ana Mendes, que, apesar de ter uma licenciatura, recebe apenas o salário mínimo a trabalhar num 'call center'.

Cansada de viver com os pais, começou à procura de casa e acabou num apartamento em Chelas, uma zona "com bastante violência". Partilha casa com outros dois casais e paga 450 euros de renda sem contrato, porque "com contrato ainda era mais caro".

Muitos dos jovens que hoje participam no protesto contam com a ajuda da família, mas também há muitos casos como o de João Santos. O jovem de 23 anos ficou órfão de pai e mãe este verão. "No último ano estive a tratar deles e agora tenho o meu irmão a cargo, porque ele tem um problema de saúde", conta o jovem, que tirou um mestrado e teve de se despedir para tratar do irmão.

"Este país dá zero ajudas", desabafa. João traz consigo um cartaz dizendo "Se nós não podemos viver aqui, então governam para quem?".

As histórias de quem não consegue arrendar casa ou de quem não tem dinheiro para todo o mês repetem-se. Há cartazes que recordam Maricarmen Abascal, a espanhola expulsa aos 87 anos da casa onde viveu desde jovem.

Pelas ruas de Lisboa em direção à Praça de São Domingos, os protestantes entoam várias frases como "Ó Montenegro, eu quero ter um salário para a casa e para viver".

José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, esteve também no protesto, onde lembrou que "há cada vez mais pessoas que não conseguem pagar as contas, enquanto um pequeno grupo de pessoas tem lucros astronómicos".

Sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2027 entregue esta semana no parlamento, considerou ser "um cheque em branco" para a continuação da atual situação, "por isso não há abstenção". Pureza defendeu a necessidade de limitar o aumento das rendas.

Também Isabel Mendes Lopes, do Livre, criticou a proposta de Orçamento e acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de "viver numa bolha e estar a governar para as pessoas que são parecidas consigo e não para a generalidade dos portugueses".

"Achar que uma renda moderada pode ir até aos 2.300 euros é de quem não vive no mundo real nem no mundo onde a maior parte das pessoas vivem", criticou a deputada do Livre, recordando que em Portugal "os salário continuam a ser muito baixos e as pessoas têm dificuldades de pagar as suas contas ao fim do mês".

O protesto continua nas ruas de Lisboa.

A plataforma que organizou a manifestação pede o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição, e medidas que respondam à crise na habitação.


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O Presidente da República, António José Seguro, recebeu Barack Obama no Palácio de Belém para uma "conversa informal" sobre a "atualidade internacional". O antigo chefe de Estado norte-americano está em Lisboa para participar como orador principal na sexta edição do Game Changers Forum.

OPresidente da República, António José Seguro, recebeu este sábado o antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Palácio de Belém.

Segundo uma nota, publicada no site da Presidência da República, Seguro e Obama reuniram-se para uma "conversa informal e uma troca de impressões sobre temas da atualidade internacional"...

GUERRA NA UCRÂNIA: Trump diz que "chegou a altura de a Ucrânia ter um novo presidente"... Donald Trump afirmou que "está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente" e sugeriu um líder "que consiga chegar a um acordo". O aviso surge após Zelensky criticar a compra de gasóleo à Rússia, com Trump a acusar Kyiv de "querer criar problemas para o mundo".

© Aaron Schwartz/Getty Images   Por noticiasaominuto.com  10/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado que "está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente". A declaração surge um dia após ter sido criticado pelo chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter alcançado um acordo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em relação à venda de gasóleo

"Sugiro que arranjem um novo líder que consiga chegar a um acordo", declarou Trump após ter sido questionado por jornalistas na Casa Branca sobre o acordo que alcançou com Vladimir Putin relativo ao fornecimento de gasóleo russo.

"Acho que chegou a altura de a Ucrânia ter um novo presidente", atirou.

Trump acusou ainda Zelensky de "querer criar problemas no mundo" ao atacar refinarias russas, defendendo que tais ataques tiveram impacto no abastecimento mundial de gasóleo.

"Dissemos-lhes: "Podem fazer o que quiserem à Rússia, mas não ataquem as refinarias, porque isso é um problema à escala mundial que vocês estão a provocar", disse Trump. "E [Volodymyr Zelenskyy] quer criar problemas para o mundo".

"Dissemos-lhes: "Façam o que quiserem, mas não ataquem o fornecimento de gasóleo, porque isso representa um grande problema, uma enorme escassez", acrescentou. "E o que é que ele faz? Vai e ataca o fornecimento de gasóleo".

E alertou: "É bom que ele pare de uma vez por todas".

Trump anunciou, na sexta-feira, que alcançou um acordo "transcendental" com Putin que permite que a Rússia forneça "imediatamente" mais de 300.000 toneladas de combustível diesel ao mercado norte-americano e global, "outras 500.000 toneladas durante o mês de novembro e 1.000.000 de toneladas logo a seguir".

Dependendo do estado das refinarias russas, explicou Trump numa referência velada aos ataques ucranianos à infraestrutura energética de Moscovo, espera-se que a Rússia entregue "num curto período de tempo" três milhões de toneladas de diesel.

Como a Rússia está a sofrer sanções sobre as suas exportações de hidrocarbonetos, o Departamento do Tesouro americano esclareceu de imediato ter concedido uma autorização provisória para esta colocação no mercado.

Em resposta, o presidente ucraniano defendeu que o alívio de sanções sobre gasóleo russo é sinal de "fraqueza" e vai contribuir para Vladimir Putin "travar a guerra durante mais tempo".

"Qualquer flexibilização das sanções contra a Rússia, sem um acordo claro e duradouro de desanuviamento, é uma fraqueza evidente. Isto joga a favor da Rússia — permitindo-lhe matar mais, travar a guerra durante mais tempo, respeitar ainda menos a América e causar perdas e danos ainda maiores ao mundo", publicou Zelensky nas redes sociais.

Já durante a madrugada a Ucrânia atacou um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia.

O ataque causou um incêndio num terminal responsável pelo armazenamento e bombagem de combustível da refinaria de Novoshakhtinsk, que já tinha sido atingida por drones ucranianos em 9 de julho, precisou o canal independente russo Astra.

GUINÉ-BISSAU: INE E MISSÃO DO BAD ANALISAM PRIORIDADES PARA O REFORÇO INSTITUCIONAL NO ÂMBITO DO PAGAP

Por Instituto Nacional de Estatística da Guiné-Bissau  10/10/2026 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) recebeu, no dia 9 de outubro de 2026, uma Missão do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que se encontra na Guiné-Bissau para a supervisão do Projeto de Apoio à Gestão da Administração Pública (PAGAP).

O encontro permitiu analisar o estado de implementação das atividades do projeto relacionadas com o INE e definir ações prioritárias para o reforço das capacidades institucionais, técnicas e tecnológicas da instituição.

Entre os principais pontos abordados estiveram o reforço das competências em análise e gestão de dados, o recrutamento de consultores especializados, a melhoria da infraestrutura tecnológica e a coordenação com as instituições públicas envolvidas na execução do PAGAP.

Foi igualmente destacada a necessidade de criar uma base de dados permanente de profissionais das áreas de estatística e informática, através de parcerias com universidades, escolas de formação e outras instituições, contribuindo para reduzir a dependência de consultores externos e reforçar as competências nacionais.

No domínio da análise de dados, foi recomendada a criação de uma equipa interna do INE que trabalhará diretamente com o consultor a recrutar, garantindo a transferência de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades dentro da instituição.

O encontro permitiu ainda discutir os requisitos técnicos a considerar nos futuros termos de referência, incluindo ferramentas de análise, equipamentos, infraestrutura tecnológica, sistemas de divulgação de dados, confidencialidade e formação especializada.

A missão do BAD pretende igualmente avaliar a execução física, financeira, fiduciária e operacional do PAGAP e acordar medidas prioritárias para acelerar a implementação das atividades durante o período de prorrogação do projeto.

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL: Confirmado processo disciplinar a Cristiano Ronaldo na seleção nacional... Conselho de Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol determinou "a suspensão preventiva não automática" de Cristiano Ronaldo e atribuiu "natureza urgente ao processo". Capitão da seleção abandonou estágio em Copenhaga.

© Getty Images  Por  noticiasaominuto.com   10/10/2026 

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol confirmou, este sábado, a instauração de um processo disciplinar a Cristiano Ronaldo, na sequência da decisão de abandonar o estágio da seleção nacional, em conflito com Jorge Jesus, no passado dia 30 de setembro, em Copenhaga. 

O avançado português de 41 anos terá, assim, de aguardar pelo desfecho do processo e até lá ficará suspenso de forma preventiva "não automática". 

"Instauração de processo disciplinar a Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, por deliberação da Secção Não Profissional, de 9 de outubro de 2026, tendo por objeto o apuramento de eventual relevância disciplinar dos factos participados no dia 7 de outubro de 2026", pode ler-se na nota oficial. 

"Sem prejuízo da suspensão preventiva automática a que esteve sujeito até à data da instauração, foi determinada a suspensão preventiva não automática do jogador e atribuída natureza urgente ao processo", adianta ainda o CD. 

O mesmo comunicado refere que o processo já foi enviado para a Comissão de Instrução Disciplinar da FPF, "ficando excluída a publicidade até ao fim da instrução". 

O que se segue?

Com o processo enviado à Comissão de Instrução Disciplinar da FPF, o passo seguinte deverá passar por Cristiano Ronaldo ser notificado para se pronunciar e apresentar a versão dos factos. 

A partir daí, o processo decorrerá e será decidida a pena que vai ser aplicada. Ainda assim, o avançado português poderá falhar os jogos de Portugal agendados para novembro, caso a decisão não seja conhecida até lá. 

Que castigo arrisca CR7? 

Em causa, refira-se, estará uma suspensão entre um e seis meses, bem como uma multa, de acordo com o artigo 160.º do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, que determina que qualquer jogador "regularmente convocado abandone ou não compareça injustificadamente a treino, jogo ou atividade das seleções nacionais ou relacionada com a representação desportiva da FPF ou de Portugal". 

No entanto, e de acordo com a informação veiculada pelo jornal Record, o facto de Ronaldo ter admitido o erro, no comunicado emitido na última terça-feira, pode reduzir-lhe a pena para metade. 

"A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos", admitiu CR7. 

Caso o Conselho de Disciplina aplique a sanção mínima e reduza a pena para metade, Cristiano Ronaldo poderá cumprir apenas 15 dias de suspensão. Se for aplicada a sanção máxima, a redução para metade corresponderá a três meses. 

Implicações no Al Nassr? 

Resta, agora, perceber se a suspensão preventiva também se aplica a nível de clubes. Cristiano Ronaldo foi a jogo na noite de sexta-feira, marcando na vitória do Al Nassr frente ao Al Diriyah (3-0), elevando para 980 os golos ao longo de toda a carreira, ficando a 20 remates certeiros de bater a fasquia dos 1.000. 


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Sam Allardyce, antigo selecionador de Inglaterra, defende que Jorge Jesus deve cortar o cordão umbilical com Cristiano Ronaldo. O treinador inglês considera que Portugal precisa de encerrar um ciclo e que alguém terá de o fazer.

Jorge Jesus terá de "cortar o cordão umbilical mais cedo ou mais tarde" e pensar na seleção portuguesa sem Cristiano Ronaldo, defende Sam Allardyce, experiente treinador inglês. No podcast "Tippy Tappy Football", o antigo selecionador inglês analisou a polémica em torno do abandono de Ronaldo em pleno estágio de Portugal, destacando o facto de Jesus ter um treinador "da velha guarda" e afirmando que Portugal precisa de encerrar um ciclo. 

"Alguém terá de cortar o cordão umbilical mais cedo ou mais tarde. E este treinador não é de rodeios. Já ouvi falar do seu historial e do que ele fez em Portugal antes, a ganhar o campeonato e tudo mais, e obviamente é da velha guarda, direto e sem rodeios", começou por dizer Allardyce, que também não deixou de recordar a forma como terminou a segunda passagem de CR7 pelo Manchester United...

Ucrânia ataca terminal petrolífero na Rússia após acordo Putin-Trump... A Ucrânia atacou um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia, após o anúncio de um acordo de fornecimento de gasóleo entre os presidentes russo e norte-americano, informaram as autoridades russas.

© Lusa     10/10/2026 

A Ucrânia atacou um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia, após o anúncio de um acordo de fornecimento de gasóleo alcançado pelos presidentes russo e norte-americano, informaram hoje as autoridades russas.

O ataque causou um incêndio num terminal responsável pelo armazenamento e bombagem de combustível da refinaria de Novoshakhtinsk, que já tinha sido atingida por drones ucranianos em 09 de julho, precisou o canal independente russo Astra.

Durante o ataque noturno, em que foram abatidos mais de 100 drones, "ficou também danificada uma ponte ferroviária", disse o governador local, Yuri Slyusar.

"A circulação de comboios foi interrompida em ambas as direções. Está a ser apurada informação sobre possíveis vítimas. Os serviços de emergência estão a trabalhar no local", afirmou.

Posteriormente, Slyusar assinalou que seis pessoas ficaram feridas e vários edifícios e casas particulares sofreram danos.

Rostov foi uma das 16 regiões visadas pelas forças ucranianas durante a noite, juntamente com a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e os mares Negro e de Azov, de acordo com o Ministério da Defesa russo.

"Durante a noite passada, (...) as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 560 drones ucranianos", disse o comando militar russo, citado pela agência espanhola EFE.

O ataque contra a instalação petrolífera russa ocorre poucas horas depois de os líderes russo e norte-americano terem chegado a um acordo sobre o fornecimento de produtos petrolíferas pela Rússia.

O acordo foi alcançado na sexta-feira, durante uma conversa telefónica entre Vladimir Putin e Donald Trump, para baixar os preços do gasóleo no mercado internacionalE.

"A Rússia fornecerá de imediato mais de 300 mil toneladas de combustível gasóleo aos mercados norte-americano e mundial", anunciou Trump na rede social de que é proprietário, após "uma conversa extremamente bem-sucedida" com Putin.

Trump referiu que a Rússia vai fornecer "500 mil toneladas durante o mês de novembro e um milhão de toneladas imediatamente a seguir".

"Além disso, em função do estado das suas refinarias de gasóleo, a Rússia entregará posteriormente — num curto prazo — três milhões de toneladas de combustível gasóleo", acrescentou, segundo a EFE.

O anúncio de Trump surge num momento de preocupação na Casa Branca (presidência) e no Partido Republicano relativamente às sondagens para as eleições intercalares de 03 de novembro.

Os democratas aparecem com sete pontos de vantagem sobre os republicanos, em grande parte devido ao descontentamento popular com os altos preços do gasóleo e o custo de vida.

A decisão de Putin ocorre após vários meses em que a Rússia enfrentou um grave défice de combustível, provocando extensas filas nas estações de serviço, devido a sucessivos ataques ucranianos contra as refinarias russas.

Trump tem pressionado o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que cesse os ataques contra as refinarias russas, alegando que estão a ter um impacto direto nos preços do gasóleo.

Zelensky reagiu de imediato ao acordo entre Moscovo e Washington, classificando-o de injusto e "impróprio de um aliado".

Para Zelensky, o acordo concede à Rússia a oportunidade de exportar gasóleo em vez de reforçar as sanções motivadas pela guerra contra a Ucrânia iniciada por Moscovo em fevereiro de 2022.

Itália vai a votos em 2027 com nova lei eleitoral... A Itália realizará as próximas eleições legislativas em 2027 sob uma nova lei eleitoral, que a oposição acusa de ser feita à medida de Giorgia Meloni, com o objetivo de garantir estabilidade ao governo.

© Riccardo De Luca/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   10/10/2026 

A Itália realizará as próximas eleições legislativas, em 2027, já sob a nova lei eleitoral arquitetada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que é acusada pela oposição de a ter feito à sua medida, para se perpetuar no poder.

Aprovada em definitivo na quinta-feira pela Câmara dos Deputados, onde a coligação de direita e extrema-direita liderada por Meloni goza de confortável maioria, a lei apresenta como grande novidade a introdução de um bónus de assentos parlamentares para a coligação, de direita ou de esquerda, que atinja o limiar de 42% dos votos em ambas as câmaras (Câmara dos Deputados e Senado).

De acordo com as novas regras, uma coligação, de direita ou de esquerda, que atinja esse "número mágico" de 42% dos escrutínios terá direito a 70 deputados e 35 senadores suplementares. Se nenhuma coligação atingir essa fasquia, ou se as votações para a câmara baixa do parlamento e para o Senado (câmara alta) produzirem resultados diferentes, será utilizado um sistema puramente proporcional.

A nova lei foi promulgada na sexta-feira pelo Presidente italiano, Sergio Mattarella.

De acordo com os partidos do Governo – Irmãos de Itália, de Giorgia Meloni (partido conservador nacionalista), Força Itália, de Antonio Tajani (direita), e Liga, de Matteo Salvini (extrema-direita) –, a nova lei visa garantir maiorias operacionais no parlamento, de forma a que os executivos sejam mais fortes e estáveis, num país onde, por regra, os governos não chegam ao fim da legislatura, tendo uma esperança de vida média de pouco mais de um ano.

Dado o objetivo declarado pela direita ser o de conferir maior estabilidade ao sistema político do país, promovendo a formação de maiorias sólidas, a nova lei, seguindo a tradição italiana de designar este tipo de legislação em latim, foi batizada pela direita com a designação de "Stabilicum".

No entanto, à esquerda, a nova legislação é designada de "Melonellum", com os partidos da oposição a acusarem Meloni de, em vésperas de eleições legislativas – que decorrerão em 2027 em data ainda por definir – ter feito uma lei eleitoral "à medida", com um prémio de maioria "anormal" para quem atingir uma percentagem de votos que é precisamente aquela que atualmente as sondagens atribuem à direita.

"Estão a costurar um fato à vossa medida para se perpetuarem no poder. Só falta indicar que o prémio de maioria vai para uma primeira-ministra de olhos claros", ironizou um dos principais rostos da oposição, o líder do Movimento 5 Estrelas (populista de esquerda) e antigo primeiro-ministro Giuseppe Conte, ao intervir no plenário durante as declarações de voto final sobre a lei eleitoral.

Para mais, as eleições do próximo ano terão uma dupla importância, pois determinarão se Meloni continuará como chefe de Governo, mas também determinarão a maioria que elegerá, em 2029, o sucessor de Sergio Matarella como Presidente da República, dado em Itália o chefe de Estado ser designado pelo Senado e Câmara dos Deputados, e não eleito diretamente pelo povo.

Embora os partidos da esquerda ainda tenham esperança de que o Tribunal Constitucional venha a chumbar aquela que designam também como a "Lei da Fraude", a verdade é que Meloni, além de ter conseguido levar avante uma reforma que suscitava reservas mesmo entre os seus parceiros de coligação – o que a levou a ameaçar com eleições antecipadas em caso de "deserções" na votação da passada quinta-feira –, força também o chamado "campo largo", mas tradicionalmente desalinhado, da esquerda a iniciar uma batalha que o pode dividir.

Entre as novidades impostas pela nova lei, destaca-se também a obrigação de cada coligação indicar um nome como candidato a primeiro-ministro, o que torna praticamente inevitáveis umas eleições primárias à esquerda, que deverão opor Elly Schlein, secretária-geral do Partido Democrático (PD, socialista, centro-esquerda) a Giuseppe Conte.

Contudo, vários analistas apontam que Meloni pode vir a sentir um "efeito boomerang" com a nova lei eleitoral na qual tanto investiu, já que as recentes sondagens apontam para a possibilidade de a coligação de esquerda também atingir o limiar dos 42% dos votos, um cenário ainda mais realista caso a coligação de direita concorra sem o novo fenómeno da extrema-direita italiana, Roberto Vannaci, líder do recém-criado partido Futuro Nacional (FN).

Embora Meloni tenha excluído até agora qualquer aliança com Vannacci, um antigo general que ganhou notoriedade graças a um best-seller "anti-woke" e que se destaca pelo seu discurso contra os migrantes e a comunidade LGBTQ+ e pela sua admiração pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a verdade é que o FN surge atualmente nas sondagens à frente dos outros dois partidos da coligação governamental, Liga e Força Itália, pelo que a líder dos Irmãos de Itália poderá mesmo precisar do seu apoio.

O mandato de Giorgia Meloni – que se tornou, em setembro, a líder do Governo com maior longevidade em 80 anos de história de Itália – termina em outubro de 2027, mas as próximas eleições poderão vir a realizar-se já em abril ou maio, devendo ser conhecido no início do ano o calendário exato.


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O presidente dos Estados Unidos questionou a transmissão em direto da execução de Nidal Hasan, autor de um ataque mortal contra militares americanos, em declarações feitas após o anúncio do ministro da Defesa, Pete Hegseth.

Opresidente dos Estados Unidos semeou dúvidas esta sexta-feira sobre a transmissão em direto da execução do autor de um ataque mortal contra militares americanos, um anúncio feito pelo seu ministro da Defesa, Pete Hegseth, que gerou indignação. 

Nidal Hasan, de 56 anos, deverá ser fuzilado a 03 de dezembro na base de Fort Hood, no Texas (sul), onde matou 13 pessoas, incluindo 12 militares, e feriu mais de 30 outras, a 05 de novembro de 2009, num ataque inspirado pela organização terrorista Al-Qaeda...

Longevidade. 3 bebidas comuns que podem ajudar a viver anos e anos... Dan Buettner, especialista em Blue Zones, revelou quais as três bebidas comuns que podem ajudar a viver mais anos. A água, o café e o vinho tinto são apontados como opções que beneficiam a saúde.

© Shutterstock Por  noticiasaominuto.com  10/10/2026 

Se quer viver mais anos e anos, lada como seguir os conselhos de quem sabe. Dan Buettner é especialista das chamadas Blue Zones, áreas onde vivem pessoas com uma esperança de vida maior, e num recente vídeo revelou quais a bebidas que deve consumir se tem o objetivo de aumentar a longevidade. São mais comuns do que pensa.

Num vídeo partilhado nas redes sociais, e aqui citado pela Fox News, Dan Buettner deu a conhecer o que deve ingerir mais vezes para conseguir melhorar o seu organismo. Claro que não é remédio santo, mas que são opções comuns que se encontram com facilidade no dia a dia das pessoas que vivem nas Blue Zones.

O que beber para viver mais anos?

Uma das principais bebidas que aponta é água. "A melhor coisa que pode beber para viver até os 100 anos é, sem dúvida, água. As pessoas nas Blue Zones bebem entre seis a sete copos de água por dia. A água ajuda a baixar a pressão arterial, a manter o sangue fluido e a manter o corpo hidratado."

Por outro lado, o café também é fundamental. Mas café em si e não opções com leite, açúcar ou natas. "Beba puro, uma ou duas chávenas por dia e pare a partir do meio-dia.  Isto vai ajudá-lo a vicer mais. O café contém antioxidantes e polifenóis, compostos vegetais que têm sido estudados pelos seus potenciais efeitos anti-inflamatórios. O consumo regular de café também tem sido associado a menores riscos de diabetes tipo 2 e doenças neurológicas.”

Por fim, refere que o vinho tinto é outra das sugestões. Assume que pode ser algo controverso, mas que a bebida traz os seus benefícios. “Estou bem ciente de toda a publicidade negativa que o vinho tem recebido ultimamente, mas é consumido nas Blue Zones e parece prolongar a vida."

Cinco hábitos alimentares adotados pelas pessoas que chegam aos 100 anos

Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Nicoya (Costa Rica), Icária (Grécia) e Loma Linda (Califórnia, Estados Unidos). Estas são as chamadas 'Blue Zones' ('Zonas Azuis', em português), regiões do mundo onde as pessoas vivem até aos 100 anos, com menor incidência de doenças crónicas.

Com isso em mente, espreite abaixo cinco dicas que irão ajudá-lo a adotar a 'Blue Zone Diet', de acordo com um artigo do portal Lusíadas, em colaboração com a nutricionista Ana Rita Silva:

1- "Introduza gradualmente mais frutas e legumes na sua dieta e reduza a quantidade de carne ingerida, até duas por semana."

2-  "Substitua os alimentos processados por opções mais naturais, como cereais integrais e leguminosas."

3- "Preparar as suas refeições permite controlar os ingredientes que utiliza e garantir uma alimentação mais saudável."

4- "Se optar por beber, faça-o com moderação e prefira o vinho tinto."

5- "Beba água regularmente e evite bebidas açucaradas e refrigerantes."


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Michael Hall é médico especialista em longevidade e acabou de lançar um livro com alguns ensinamentos que o vão permitir viver mais anos de forma saudável. Numa entrevista deixou alguns dos pontos essenciais. Conheça regras de ouro como apostar no exercício físico e dormir várias horas.

Viver mais e de forma saudável é o objetivo de muitos. A longevidade pode parecer algo complicado de atingir, mas existem dicas que estão na base de um envelhecimento saudável. Michael Hall é médico especialista em longevidade e lançou um livro com alguns ensinamentos. Numa entrevista deixou algumas regras de ouro que deve seguir para atingir esse objetivo.

À Fox News, Michael Hall deu a conhecer alguns hábitos diários que ajudam a envelhecer com saúde e que podem ser a chave de uma vida saudável, tudo isto sem suplementos dispendiosos ou outro tipo de tratamentos. "Infinite Youth" é a sua mais recente obra...

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BISSAU PROMETE MUDANÇAS EM DOIS MESES

Por Ministério da Administração Territorial e Poder Local da Guiné-Bissau   09/10/2026

O Ministro da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó, conferiu posse, esta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, a Juviano Correia Landim, como novo Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB).

Na ocasião, o novo Presidente prometeu introduzir mudanças na gestão da instituição nos próximos dois meses, sinalizando a sua intenção de imprimir uma nova dinâmica ao funcionamento da Câmara Municipal.

Por sua vez, o Ministro Carlos Nelson Sanó manifestou a sua disponibilidade para continuar a prestar todo o apoio necessário ao novo responsável, à semelhança do que tem vindo a fazer, com vista ao bom funcionamento da instituição.

A cerimónia contou com a presença do Inspetor-Geral, do Vice-Presidente da CMB, de Diretores-Gerais do Ministério, assessores do Ministro e outros responsáveis e técnicos.

A passagem de testemunho está agendada para segunda-feira, 12 de outubro, entre Umaro Baldé, Presidente cessante e o novo Presidente, Juviano Landim.

Bissau, 9 de outubro de 2026

GUINÉ-BISSAU: CONAEGUIB PREOCUPADA COM AUSÊNCIA DE PROFESSORES E APELA AO REGRESSO ÀS AULAS

Por Radio TV Bantaba  09/10/2026 

A Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) manifestou preocupação com a ausência de professores nas salas de aula, após a abertura oficial do ano letivo 2026/2027, anunciada pelo Governo para o dia 11 de setembro, e apelou ao regresso imediato dos docentes às escolas.

Em comunicado, a organização estudantil informou que, no âmbito das suas ações de acompanhamento do funcionamento das instituições de ensino, uma equipa visitou várias escolas do país, onde constatou uma fraca atividade letiva, marcada pela ausência de professores nas salas de aula.

Segundo a CONAEGUIB, esta situação compromete o normal funcionamento das instituições de ensino e coloca em risco o cumprimento dos objetivos estabelecidos para o presente ano letivo.

Perante este cenário, a Confederação apelou aos professores efetivos para regressarem, com a máxima urgência, às respetivas escolas, sublinhando que cada dia de aulas perdido prejudica a aprendizagem dos estudantes e pode comprometer o calendário escolar.

A organização instou igualmente o Governo, em particular o Ministério da Educação Nacional, a acelerar e concluir os procedimentos administrativos relacionados com a efetivação dos professores contratados que se encontram em processo de documentação para o ingresso na função pública.

A CONAEGUIB considera urgente encontrar soluções que permitam o regresso destes docentes às escolas, evitando que os procedimentos administrativos em curso contribuam para o agravamento das dificuldades no setor educativo.

A Confederação alertou ainda para as consequências das interrupções recorrentes das atividades letivas, sobretudo para os estudantes das escolas públicas e das instituições de ensino situadas nas diferentes regiões do país.

Por fim, apelou aos pais e encarregados de educação para incentivarem os seus filhos e educandos a frequentarem regularmente as aulas e acompanharem o seu percurso escolar.

A CONAEGUIB reafirmou o compromisso de continuar a acompanhar a situação do sistema educativo nacional e a intervir junto das entidades competentes, em defesa de uma educação de qualidade, inclusiva e acessível a todos os estudantes guineenses.

Não para dividir a Guiné-Bissau entre os mesmos de sempre, mas para finalmente construir uma Guiné-Bissau que pertença a todos......

Por Gaio Martins Batista Gomes  09/10/2026

Mas, reconciliação entre quem e quem?

Quais são as causas do conflito que pretendemos reconciliar?

Quem é a vítima e quem é o agressor?

Quais são as responsabilidades de cada uma?

E, sobretudo, estamos perante um problema verdadeiramente nacional ou perante conflitos entre grupos políticos e interesses particulares que foram transformados em problemas do Estado?

O povo guineense não está em guerra.

Vivemos juntos, casamo-nos entre etnias, falamos a mesma língua, diferentes etnias vivem em mesmos bairros, partilhamos mercados, escolas, dificuldades e esperanças.

O que o guineense realmente precisa é de quem vai resolver o problema da falta de hospitais, de estradas, de emprego, de energia, de água, de salários dignos e de instituições que funcionem.

A crise política das elites não pode ser confundida com uma guerra nacional e com ameaças de sanções 

Há conflitos entre dirigentes. Há disputas dentro dos partidos. Há lutas pelo controlo das instituições. Há ambições pessoais. Há problemas de liderança, de gestão partidária, de confiança e, muitas vezes, de carácter.

Mas não podemos transformar automaticamente tudo isso num problema de reconciliação nacional.

Se há um problema em concreto, devemos identificá-lo sem rodeios.

Se há responsabilidades, devemos apurá-las, sem esquivar.

Se há crimes, devem ser tratados pelas instituições competentes de forma justa.

Se há conflitos partidários, devem ser resolvidos dentro das regras democráticas.

Chamemos as coisas pelos seus nomes.

Não podemos transformar a incapacidade de alguns dirigentes em incapacidade de todo um povo.

E não podemos pedir ao cidadão comum que se reconcilie com alguém que nunca foi identificado como autor de determinado acto.

Unidade nacional, sim é bonito, mas unidade em torno de quê?

Unidade para fazer o quê?

Unidade para repartir ministérios?

Unidade para selecionar quem vai enriquecer às custas do povo?

Unidade para distribuir recursos do Estado entre os partidos e personalidades selecionados?

Unidade para criar condições financeiras para as mesmas personalidades políticas e partidos continuarem a disputar o poder e corromper cidadãos?

Se for isso, não é unidade nacional, é apenas partilha do Estado entre os principais responsáveis pela falta de desenvolvimento que enfrentamos.

Já vimos essa fórmula demasiadas vezes, fazem-se acordos, distribuem-se cargos, fala-se em inclusão, e o país continua sem estrada, o cidadão sem trabalho, sem justiça, sem escolas, sem emprego e sem perspectivas.

Não precisamos de um Governo de Unidade Nacional.

Se houver um Governo de Unidade Nacional, ele deve ser construído em torno de um programa nacional de transformação do Estado, com objetivos claros, critérios públicos de participação, responsabilidades definidas e mecanismos de fiscalização.

A unidade deve ser em torno de um projeto.

Não em torno de cargos.

O verdadeiro problema é maior do que as eleições.

Precisamos também de ter coragem para reconhecer uma realidade que muitas vezes evitamos, que é incompetência política. (estou a arranjar coragem para falar disso)

E os militares devem assumir resolver esse problema estrutural.

Temos um Estado frágil, instituições pouco independentes, uma economia incapaz de garantir dignidade à maioria dos cidadãos, um sistema político dominado há décadas pelas mesmas culturas e práticas e uma população que é chamada a votar sem que tenha tido acesso suficiente à educação cívica, à informação e às condições materiais necessárias para exercer plenamente a sua cidadania.

Não basta dizer que " temos muitos partidos", é preciso fiscalizar os partidos para que funcionem como partidos e não como centro de emprego.

Precisamos de democratizar os partidos e não elitizar a iniciativa de criar partidos.

E é precisamente por isso que precisamos de uma nova geração política.

Precisamos de uma nova geração política, mas não simplesmente de pessoas novas.

Não defendo que alguém deva participar na governação apenas porque é jovem ou porque nunca esteve no poder.

Ser novo não é uma competência.

Precisamos de novos políticos com integridade, competência, visão, independência, capacidade de execução e uma cultura política diferente.

Precisamos de pessoas que não vejam o Estado como prémio partidário.

Que compreendam que um ministério não é propriedade de um partido.

Que uma empresa pública não é uma fonte de financiamento político.

Que a administração pública não deve ser extensão de nenhum partido.

Que o dinheiro público pertence ao cidadão.

E que governar não é simplesmente ocupar um cargo.

Governar é transformar a vida das pessoas, governar é trazer o desenvolvimento.

É por isso que defendo uma frente a favor de um regime por 10 a 20 anos com o objectivo de estruturar a Guiné-Bissau, com uma nova camada de cidadãos politicamente conscientes.

Precisamos de cidadãos capazes de avaliar um governo não apenas pelo partido que representa, mas pelo que efetivamente entrega.

Não nos devemos enganar, a maior parte dos cidadãos vota exclusivamente pela memória histórica, pela identidade partidária, pela etnia, pelo parentesco ou pela lealdade pessoal.

Precisamos de chegar ao momento em que o cidadão possa dizer “Eu agradeço o que fizeste para a independência, mas vou votar para o desenvolvimento”

O Estado não pode continuar a começar de novo.

Por isso, considero particularmente importante aquilo que estamos a observar no atual período de transição, a ideia de continuidade do Estado.

Vemos projecto iniciados pelo Ex-presidente Umaro Sissoco Embalo a serem dados continuidade pelo actual regime militar.

Uma estrada não pertence a um partido.

Um hospital não pertence a um presidente.

Um aeroporto não pertence a um primeiro-ministro.

Uma escola não pertence a um governo.

São património do Estado e do povo.

É esta cultura que precisamos de construir.

O Estado deve continuar.

Os governos passam.

Os partidos passam.

Os presidentes passam.

O Estado fica.

E talvez esta seja uma das mudanças culturais mais importantes que precisamos de fazer na Guiné-Bissau.

A transição não pode ser um intervalo entre dois ciclos de poder.

É por isso que apoio, em primeira instância, a continuidade deste regime de transição enquanto instrumento para estruturar o Estado, desde que essa transição esteja vinculada a um projeto claro, transparente e verificável.

Não defendo uma transição indefinida.

Também não defendo eleições realizadas apenas para satisfazer a comunidade internacional ou o calendários políticos quando as condições fundamentais para a estabilidade institucional ainda não estiverem asseguradas.

O tempo da transição deve ser determinado pelas metas que precisam de ser cumpridas, e não pela vontade pessoal de quem ocupa o poder nem por organizações externas.

Se forem necessárias reformas adicionais, elas devem ser justificadas publicamente, submetidas a fiscalização e acompanhadas de metas concretas.

Precisamos de saber, o que será reformado, em quanto tempo, quem será responsável, quanto custará, quais os meios necessários, como será fiscalizado, quais serão os critérios para avaliar os resultados e qual será o mecanismo de saída da transição para uma ordem constitucional democrática.

Transição não pode significar poder sem limite.

Mas também não pode significar pressa irresponsável para regressar exatamente ao sistema que produziu a crise.

Se, apesar disso, se decidir pela formação de um Governo de Unidade Nacional, então esse governo não pode ser simplesmente uma fotografia com os mesmo de sempre sentados à mesma mesa para partilhar a Guiné-Bissau 

Não aceito a ideia de que aqueles que participaram durante décadas e nos últimos tempos para que o país esteja nestas condições miseráveis, devam automaticamente ocupar novamente os lugares centrais da reconstrução, devemos dar oportunidade a outras personagens políticas

Aos que pertencemos a uma nova geração política, não podemos apenas reclamar o nosso lugar.

Temos de demonstrar que somos capazes de fazer diferente.

Não basta dizer que os outros falharam.

Precisamos de apresentar um projeto.

Não basta dizer que somos novos.

Precisamos de provar que somos melhores.

Se queremos participar na reconstrução da Guiné-Bissau, devemos fazê-lo com responsabilidade, competência, transparência e sentido de Estado.

E, apesar das nossas divergências, devemos ter a maturidade de nos unir em torno de algumas questões fundamentais com desenvolvimento, reforma da administração pública, educação, saúde, justiça, revisão constitucional e defesa do interesse nacional.

Não precisamos pensar da mesma maneira sobre tudo.

Precisamos apenas de saber em que pontos estamos dispostos a construir juntos.

É preciso dizer firmemente que, aqueles que participaram diretamente na construção do sistema que nos trouxe até aqui, não podem ser os únicos responsáveis por decidir como esse mesmo sistema deve ser reformado.

Não podem ser juízes em causa própria, isso seria colocar os responsáveis pela doença como únicos responsáveis pelo diagnóstico e pelo tratamento.

Precisa de uma nova cultura de poder.

Não precisamos de mais um pacto para dividir cargos.

Precisamos de um pacto para construir o Estado.

Não precisamos de reconciliação entre elites que disputam recursos.

Precisamos de reconciliação do cidadão com o próprio Estado.

Queremos que o cidadão volte a acreditar que a política serve para alguma coisa.

Que servir o Estado é uma honra e não uma oportunidade de enriquecimento.

É chegada a hora

Eu não quero uma Guiné-Bissau eternamente em transição.

Também não quero uma Guiné-Bissau eternamente a repetir eleições, crises, golpes, pactos, governos de inclusão e novos recomeços sem nunca construir instituições.

Quero uma transição que faça a transição deixar de ser necessária.

Quero um Estado que não precise de começar de novo sempre que muda o governo.

Queremos um Estado que seja maior do que qualquer partido.

É chegada a hora de estruturar o país.

E, se houver unidade, que seja uma unidade em torno desse objetivo.

Não para dividir a Guiné-Bissau entre os mesmos de sempre, mas para finalmente construir uma Guiné-Bissau que pertença a todos.

/ Gaio Martins Batista Gomes /